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Document 52013DC0638
REPORT FROM THE COMMISSION TO THE EUROPEAN PARLIAMENT, THE COUNCIL AND THE EUROPEAN ECONOMIC AND SOCIAL COMMITTEE Implementation of the Communication on Security of Energy Supply and International Cooperation and of the Energy Council Conclusions of November 2011
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU Implementação da Comunicação relativa à segurança do aprovisionamento energético e à cooperação internacional, bem como das conclusões do Conselho Energia de novembro de 2011
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU Implementação da Comunicação relativa à segurança do aprovisionamento energético e à cooperação internacional, bem como das conclusões do Conselho Energia de novembro de 2011
/* COM/2013/0638 final */
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU Implementação da Comunicação relativa à segurança do aprovisionamento energético e à cooperação internacional, bem como das conclusões do Conselho Energia de novembro de 2011 /* COM/2013/0638 final */
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO
EUROPEU, AO CONSELHO E AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU Implementação da Comunicação relativa à
segurança do aprovisionamento energético e à cooperação internacional, bem como
das conclusões do Conselho Energia de novembro de 2011 O presente relatório analisa os principais
resultados alcançados, desde 2011, a nível dos aspetos externos da política
energética da UE. Foi elaborado pelos serviços da Comissão, em cooperação com o
Serviço Europeu para a Ação Externa. 1. Introdução É fundamental para a economia, a indústria e
os cidadãos da UE disporem de energia segura, sustentável e competitiva. A
consecução destes objetivos políticos exige a intervenção da UE a nível interno
e a existência dos instrumentos adequados para promover os interesses da UE no
exterior. Para reforçar a dimensão externa da política
energética da UE, a Comissão adotou, em 7 de setembro de 2011, uma comunicação
relativa à segurança do aprovisionamento energético e à cooperação
internacional: «A política energética da UE: Estreitar os laços com parceiros
para além das nossas fronteiras»[1].
A Comunicação definiu, pela primeira vez, uma política energética externa
global e esboçou 43 medidas específicas destinadas a ser implementadas. Esta
proposta respondia ao pedido formulado pelo Conselho Europeu, em 4 de fevereiro
de 2011, no sentido de continuar a reforçar a consistência e a coerência da
ação externa no setor da energia, tendo em conta a sua contribuição para a
consecução dos objetivos da política energética da UE. A estratégia energética externa estabelecida
em 2011 deu um impulso significativo a uma série de iniciativas da UE neste
domínio. A segurança do aprovisionamento da UE foi reforçada mediante esforços
de desenvolvimento e implantação de fontes indígenas de energias renováveis, de
melhoria da eficiência energética e de diversificação das fontes externas de
energia, dos aprovisionamentos e das rotas de aprovisionamento, bem como
através da manutenção de uma cooperação mutuamente benéfica com os atuais
fornecedores da Europa. A evolução recente no respeitante à seleção da rota
para o corredor meridional colocou a UE ainda mais próxima do estabelecimento
de uma ligação direta com a região do mar Cáspio, rica em recursos. Foi mantida
uma cooperação estreita com a Rússia, refletindo o seu papel fundamental de
fornecedor de energia da UE, e concedida prioridade à modernização da rede
ucraniana de transporte de gás – o principal corredor para as entregas de gás
russo à UE. Os esforços de diversificação da UE prosseguirão no contexto da
evolução mundial, de que são exemplo a produção de gás de xisto e de petróleo
nos EUA e as novas descobertas realizadas no Mediterrâneo Oriental e em África.
A prossecução da melhoria das interligações de infraestruturas com os países
vizinhos será importante neste contexto. A primeira lista de projetos de
interesse comum elaborada pela UE incluirá certas ligações com países
não-membros da UE e as capacidades de interligação com países terceiros serão
analisadas, no futuro, em apoio da criação de um verdadeiro mercado da energia
pan-europeu. Para além da segurança energética, outros
temas, designadamente uma política energética sustentável, a promoção das
energias renováveis e da eficiência energética, bem como a investigação
tecnológica e os esforços de inovação, têm estado no centro da cooperação da UE
com a maior parte dos países parceiros e no âmbito das organizações
internacionais. Muitos países parceiros da UE registaram uma evolução
substancial nestes domínios e a UE tem ocupado uma posição favorável que lhe
permite partilhar a sua experiência de regulamentação e as suas abordagens
políticas. Estes temas foram igualmente importantes no contexto das relações
com os países consumidores, como a China, mas também adquiriram um destaque
crescente nos debates da UE com os países produtores, designadamente os países
do Sul do Mediterrâneo e os fornecedores tradicionais, como a Arábia Saudita. A UE continuou a promover, através de todos os
seus esforços de cooperação, mercados energéticos mundiais caracterizados pela
transparência, competitividade e liquidez. Certos princípios fundamentais para
o comércio e o investimento, nomeadamente não-discriminação e acesso ao
mercado, foram e continuam a ser negociados no contexto de acordos bilaterais e
de quadros jurídicos multilaterais. Este aspeto foi complementado por
iniciativas como a cooperação com o Japão sobre os progressos nos mercados
mundiais do gás, os debates no âmbito do Conselho da Energia UE-EUA sobre as
exportações americanas de GNL, bem como os esforços para reforçar a cooperação
industrial no setor da energia em muitos dos diálogos estabelecidos pela UE. As
medidas que contribuam para melhorar a competitividade da UE continuarão a ser
uma parte crucial dos diálogos sobre a energia estabelecidos pela UE. A
competitividade da UE em relação aos seus homólogos económicos mundiais
constituirá uma parte importante da análise sobre a evolução dos custos e dos
preços da energia, em fase de preparação pela Comissão, a pedido do Conselho
Europeu de maio de 2013. As conclusões do Conselho sobre a dimensão
externa da política energética da UE[2],
adotadas em novembro de 2011, convidaram a Comissão a apresentar um relatório
sobre a aplicação da estratégia até ao final de 2013. O objetivo deste
relatório é informar o Conselho e o Parlamento sobre os progressos registados
na implementação das prioridades esboçadas na Comunicação da Comissão e nas
conclusões do Conselho de novembro de 2011. O presente relatório representa
igualmente uma contribuição para o debate entre os Estados-Membros sobre a
evolução da política energética externa da UE, em conformidade com o acordo do
Conselho Europeu, de maio de 2013, que preconiza um reforço da cooperação entre
os Estados-Membros em apoio da dimensão externa da política energética da UE,
tendo em conta as ligações crescentes entre os mercados interno e externo da
energia. 2. Fatores que afetam as
prioridades da política energética externa da UE Quando a Comissão propôs as prioridades da
política energética externa em setembro de 2011, os principais fatores
considerados para estabelecer as prioridades da UE foram a parte crescente das
economias emergentes na procura mundial de energia, a dependência cada vez
maior da UE em relação às importações e a necessidade de uma ação a nível
mundial para abordar problemas relacionados com o clima, o ambiente e a
competitividade. Passados dois anos, esta evolução mundial
mantém-se, de um modo geral, e, em certos casos, adquiriu maior importância. O
crescimento da procura nos países emergentes da Ásia e noutras partes do mundo
tem sido imparável, determinando a deslocação para leste dos fluxos comerciais
mundiais de energia. A China e a Índia representaram cerca de 90 % do aumento
líquido do consumo mundial de energia em 2012[3]
e deverão assistir, até 2035, a um aumento de cerca de 60 e 100 %,
respetivamente, da sua procura de energia[4].
Atendendo a este crescimento do consumo, os países emergentes começam a
desempenhar um papel mais ativo nos debates mundiais sobre a energia, o que
contribuirá inevitavelmente para uma evolução na governação mundial da energia.
As implicações geopolíticas desta evolução e a sua repercussão na segurança
energética e nos interesses de política externa da UE exigem uma nova avaliação.
As projeções atuais ainda preveem uma
dependência futura da UE em relação às importações de energia, que atingirão
valores superiores a 90 % do seu consumo total de petróleo e a 70 %
do seu consumo total de gás. Não foi ainda celebrado um acordo mundial sobre o
clima, mas muitos países estão a implementar medidas nacionais em domínios como
a eficiência energética e as energias renováveis, incluindo objetivos de
intensidade e consumo de energia na China, normas relativas à carteira de
energias renováveis na maioria dos Estados americanos, o regime de comércio
obrigatório para as obrigações de eficiência energética na Índia ou objetivos
em matéria de energias renováveis e eficiência energética na Turquia. Na medida
em que as negociações internacionais sobre as alterações climáticas incluem uma
vertente de política energética, a política energética externa da UE deve
envidar esforços no sentido de conceder apoio a estas negociações
internacionais no âmbito dos seus contactos com os principais países consumidores
de energia. A situação no Médio Oriente e no Norte de
África continua a ser instável, o que afeta os mercados da energia. A situação
geopolítica atenuou o ritmo e a intensidade da cooperação da UE com os países
da região no setor da energia, confirmando a necessidade de medidas pragmáticas
e orientadas. O acidente de Fukushima intensificou os apelos
a favor da garantia das mais rigorosas normas de segurança nuclear a nível
mundial, ao mesmo tempo que determinou a retirada da energia nuclear da lista
de opções hipocarbónicas em certos países. Conduziu a um reforço da cooperação
no domínio da segurança nuclear com os nossos parceiros e dos esforços
internacionais, designadamente no contexto da Agência Internacional da Energia
Atómica (AIEA). A evolução mais significativa dos últimos dois
anos foi talvez o aumento acentuado da produção de gás e petróleo não
convencionais na América do Norte. Devido ao seu caráter competitivo, o gás não
convencional substituiu o carvão no setor da produção de energia dos EUA, contribuindo
para uma diminuição das emissões de gases com efeito de estufa de 3,8 % em
2012, cerca de metade da qual se deveu a esta mudança[5], e concedendo especialmente às
indústrias americanas com uma utilização intensiva de energia (por exemplo,
petroquímica, refinação, alumínio e aço) uma clara vantagem competitiva. Na
Europa, a procura de carvão aumentou 2,8 % em 2012, contra uma diminuição média
de 1,3 % na última década. Esta evolução acarretou um aumento das emissões de
gases com efeito de estufa em certos Estados-Membros da UE, nomeadamente a
Alemanha e o Reino Unido[6].
As diferenças dos preços finais do gás e da eletricidade nos mercados
americano, europeu e asiático suscitaram preocupações quanto à competitividade
da UE. As potenciais exportações de gás natural e petróleo dos EUA começaram
igualmente a levantar questões relacionadas com as suas implicações para as
prioridades da política externa dos EUA e o seu papel nos mercados energéticos
mundiais. Acima de tudo, esta evolução confirmou que os mercados da energia
estão interligados e que a política energética da UE deve ter em conta o que se
passa dentro e fora das suas fronteiras. O potencial do gás de xisto noutros países
abriu novas perspetivas nos mercados energéticos mundiais, ao mesmo tempo que
surgem, do Mediterrâneo Oriental até à África Oriental, novos fornecedores de
combustíveis fósseis convencionais. Estas novas fontes potenciais de energia
podem ter um papel cada vez mais importante na estratégia de diversificação da
UE a médio prazo. Além disso, as implicações desta evolução nas considerações
de política energética e externa de outros grandes exportadores de gás e
petróleo, designadamente a Rússia, o Catar, o Iraque e outros, deverão ser
reexaminadas. Nesta situação sempre complexa, a segurança
energética, a competitividade e a sustentabilidade continuarão a impulsionar as
prioridades energéticas externas da UE. 3. Coordenação da dimensão
externa da política energética da UE A fim de reforçar a coerência e a coordenação,
a nível da UE, das mensagens dirigidas a países parceiros específicos, a
Comissão propôs uma série de ações de acompanhamento, incluindo sobre a
melhoria da cooperação entre os Estados-Membros no respeitante aos acordos
intergovernamentais celebrados com países terceiros. A proposta de mecanismo de
intercâmbio de informações sobre tais acordos acompanhava a Comunicação da
Comissão de setembro de 2011. Na sequência das negociações entre os
co-legisladores, a decisão do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à
criação do mecanismo foi adotada em 25 de outubro de 2012[7]. Transparência dos
acordos intergovernamentais O mecanismo de intercâmbio de informações sobre os acordos
intergovernamentais entre os Estados-Membros e os países terceiros no setor da
energia (Decisão 994/2012/UE) entrou em vigor em 17 de novembro de 2012. Prevê
a obrigação de os Estados-Membros comunicarem os seus acordos juridicamente
vinculativos em vigor, com impacto no funcionamento do mercado interno da
energia ou na segurança do aprovisionamento energético, e os seus novos
acordos, uma vez ratificados. Os acordos são ulteriormente partilhados com
outros Estados‑Membros, tendo em conta eventuais preocupações de
confidencialidade. O mecanismo permite igualmente que os Estados-Membros
informem a Comissão sobre as suas negociações em curso de acordos
intergovernamentais, aprovem a participação da Comissão nestas negociações e
solicitem o controlo da compatibilidade de um projeto de acordo
intergovernamental. Desde a adoção do mecanismo, foi criada uma base de dados segura. Até à
data, a Comissão recebeu 114 acordos intergovernamentais, analisou a sua
compatibilidade com a legislação da UE e instaurou um número limitado de
processos aos Estados-Membros em causa. Os acordos intergovernamentais, na sua
maioria, foram partilhados na íntegra com outros Estados-Membros. A análise dos acordos intergovernamentais comunicados até à data
permitiu a identificação de certas disposições relativamente às quais existe um
risco mais elevado de incompatibilidade com a legislação da UE. Antes do final
de 2013, a Comissão organizará uma reunião de intercâmbio de informações com os
Estados-Membros sobre os ensinamentos retirados dos acordos comunicados, os
problemas comuns detetados e as eventuais medidas destinadas a atenuar incompatibilidades. Para além deste instrumento legislativo, foram tomadas outras
iniciativas para reforçar o intercâmbio de informações entre os Estados-Membros
sobre questões pertinentes para as relações externas no setor da energia. O
Grupo da Energia do Conselho acolhe debates mensais, no âmbito dos quais a
Comissão presta informações atualizadas aos Estados‑Membros sobre as
atividades e reuniões importantes da UE e as posições da UE são preparadas,
quando solicitadas. O Grupo de Coordenação do Gás tem facilitado a coordenação
de medidas no domínio da segurança do aprovisionamento ao nível da UE e trocou
pontos de vista com países fornecedores, consumidores e de trânsito,
nomeadamente a Rússia, a Ucrânia, a Argélia, a Suíça, os Estados Unidos da
América e o Canadá. Tal como no passado, as reuniões formais do Conselho
Energia incluem um ponto da ordem de trabalhos sobre as relações internacionais
no setor da energia, que permite a partilha de informações e o debate a nível
ministerial. Na reunião do Conselho Europeu de maio de 2013, os Estados-Membros
comprometeram-se a reforçar a sua cooperação em apoio da dimensão externa da
política energética da UE e a analisar a evolução da situação no respeitante à
política energética externa da UE. A frequência dos debates sobre política
energética externa também aumentou noutras formações do Conselho, grupos de
trabalho do Conselho e redes informais, designadamente o Comité Político e de
Segurança, a rede informal dos diretores-gerais sobre questões mundiais dos Ministérios
dos Negócios Estrangeiros da UE e os grupos de trabalho geográficos do
Conselho. Concretamente, a política energética externa foi inscrita na ordem de
trabalhos do Conselho Negócios Estrangeiros, em julho de 2012 e abril de 2013,
tendo os Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE demonstrado um grande
interesse na identificação das modalidades de apoio aos objetivos da política
energética da UE por parte da política externa. A Comissão instituiu um grupo estratégico de
cooperação energética internacional destinado a proporcionar um fórum de debate
aprofundado das estratégias e iniciativas adotadas em relação aos países
terceiros. O objetivo deste grupo, que inclui a participação dos Ministérios da
Energia e dos Negócios Estrangeiros dos Estados-Membros e do Serviço Europeu
para a Ação Externa (SEAE), é identificar e debater prioridades comuns, que
poderiam conduzir ao desenvolvimento de iniciativas e posições conjuntas face a
países terceiros e regiões. O grupo estratégico reuniu-se cinco vezes desde a
sua criação, em 2012, e debateu as relações com a China, a Ucrânia, o Sul do
Mediterrâneo, os EUA e a Parceria Oriental. Tal debate permitiu uma melhor
compreensão partilhada das prioridades comuns e das próximas etapas da
cooperação energética com estes parceiros. Porém, os trabalhos do grupo
estratégico poderiam beneficiar da melhoria do intercâmbio de informações entre
os Estados-Membros sobre as respetivas atividades em países terceiros, que tem
sido limitado até à data. É já prática corrente a organização em
Bruxelas e, por vezes, a nível local, de reuniões de coordenação periódicas da
UE, antes das reuniões dos órgãos diretivos da Comunidade da Energia, do
Tratado da Carta da Energia (TCE), da Agência Internacional da Energia (AIE) e
da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA). É especialmente
necessária uma abordagem da UE sobre questões de importância estratégica para
estas organizações, por exemplo o processo de associação da AIE e a
modernização e prorrogação do TCE. Embora a UE não garanta uma coordenação
formal entre os seus Estados-Membros participantes e a Comissão no contexto da
plataforma internacional de cooperação para a eficiência energética (IPEEC), do
Fórum Internacional da Energia (FIE), da reunião ministerial sobre energias
limpas (CEM) e do G8/G20, em certos casos têm lugar trocas de pontos de vista
informais. Uma abordagem mais coordenada contribuiria para que a UE
desempenhasse um papel enérgico e eficaz nas organizações e nos debates
energéticos mundiais. Todos estes esforços têm beneficiado de uma
estreita relação de trabalho entre a Comissão, por um lado, e a Alta
Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança
e o SEAE, por outro. Embora os esforços supracitados tenham
concedido um maior nível de transparência às atividades da UE, continua a
existir uma importante lacuna de conhecimentos no respeitante às atividades
desenvolvidas no setor da energia pelos próprios Estados-Membros nos países
terceiros. As delegações da UE poderiam ser mais usadas para fins de
comunicação e análise e as redes de conselheiros locais para a energia poderiam
igualmente ser reforçadas. Os esforços destinados a melhorar a partilha de
informações e a prosseguir objetivos comuns sobre questões de importância
estratégica para a UE seriam benéficos, tendo em vista o êxito da execução dos
objetivos energéticos externos da UE. 4. Reforço da cooperação da UE
com os países vizinhos A estratégia energética externa da UE atribuiu um papel fundamental às
relações com os países da vizinhança imediata da UE, em conformidade também com
os objetivos da política de vizinhança da UE. Embora a integração do mercado da
energia e a convergência regulamentar continuem a ser um objetivo partilhado
com muitos dos nossos vizinhos, os progressos de integração dos quadros
regulamentares e da infraestrutura física requerem tempo, na medida em que
dependem quer do ritmo das reformas internas quer da negociação e aplicação de
acordos juridicamente vinculativos complexos. Esta circunstância exigiu uma
abordagem diferenciada. As negociações relativas a um acordo sobre a eletricidade com a Suíça
tiveram início em 2007 e estão ainda por concluir. Ambas as partes tentam
atualmente relançar o processo, com o objetivo de celebrar um acordo sobre a
eletricidade em 2014, indispensável para manter a participação de empresas
suíças do setor da energia no mercado harmonizado da eletricidade da UE. Para
além das questões como a equivalência de condições em matéria de auxílios
estatais, a aplicação de regras de transparência e de outras questões técnicas,
as questões institucionais, nomeadamente uma instância neutra de arbitragem de
diferendos jurídicos, serão essenciais para a celebração do acordo. Com a adesão da Ucrânia e da Moldávia em 2011,
o recente pedido de adesão da Geórgia e o estatuto de observador da Arménia, da
Noruega e da Turquia, a Comunidade da Energia continua a ser um
instrumento fundamental para o alargamento do mercado interno da UE aos seus
vizinhos. Nos últimos dois anos, o Conselho Ministerial ampliou o acervo da
Comunidade da Energia de modo a incluir as regras do terceiro pacote sobre o
mercado interno da eletricidade e do gás e as disposições da Diretiva
2009/28/CE relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes
renováveis, da Diretiva 2009/119/CE relativa às reservas de petróleo, bem como
do Regulamento 2008/1099/CE e da Diretiva 2008/92/CE em matéria de
estatísticas. Acresce que estão a ser tomadas medidas com vista à adoção da
Diretiva 2012/27/UE relativa à eficiência energética e da Diretiva 2010/75/UE
relativa às emissões industriais. Além da ampliação do acervo abrangido pela
Comunidade da Energia, as atividades realizadas nos últimos dois anos incidiram
na obtenção de progressos tangíveis na integração das redes de gás e
eletricidade das Partes Contratantes através de uma execução e um
acompanhamento rigorosos das disposições jurídicas relativas à interligação, ao
acesso de terceiros e aos intercâmbios transfronteiras. A promoção ativa de um número limitado de
projetos de investimento fundamentais, necessários para aumentar os fluxos
transfronteiras e a segurança do aprovisionamento e para superar a atual
situação de subinvestimento, constituiu o principal objetivo das obras de
infraestrutura. O Conselho Ministerial de outubro de 2013 deveria adotar a
lista de projetos de interesse para a Comunidade da Energia (PECI), que inclui
projetos de interesse regional e impacto transfronteiras significativos. Em
resultado de uma vasta consulta pública, foram propostos 100 projetos, 33 dos
quais foram inseridos na lista PECI. Por último, foram concluídos os trabalhos
preparatórios para permitir a adoção de uma decisão relativa à prorrogação do
Tratado que institui a Comunidade da Energia para além de 2016, na medida em
que este foi inicialmente previsto para um período de 10 anos, e à
instituição de um grupo de reflexão de alto nível destinado a avaliar o seu
funcionamento e eventual melhoria. A Parceria Oriental é um outro quadro
que visa reforçar a segurança energética na UE e nos seus parceiros de Leste,
contribuindo simultaneamente para os objetivos de desenvolvimento sustentável e
competitividade. A atividade da plataforma sobre segurança energética da
Parceria Oriental tem prosseguido através de reuniões periódicas, duas vezes
por ano, complementadas por seminários especializados e visitas a instalações
no setor da energia. A tónica incide na partilha de informações, com o objetivo
de aumentar a sensibilização para as melhores práticas, por exemplo nos domínios
da eficiência energética e da conceção do mercado da eletricidade, nos países
da Parceria Oriental. A cooperação bilateral foi outra via
importante para as relações com muitos dos nossos vizinhos. A aplicação do
Memorando de Entendimento no setor da energia continuou a constituir uma parte
significativa da Agenda de Associação UE-Ucrânia, que prepara para o
acordo de associação com uma zona de comércio livre abrangente e aprofundado. A UE atribui grande importância à garantia da
fiabilidade e transparência da rede ucraniana de transporte de gás e a Comissão
manteve o seu apoio ativo à modernização da infraestrutura de transporte de gás
da Ucrânia, assegurando que esta continue a ser uma parte essencial da rede de
energia pan-europeia. Foram prosseguidos os esforços no sentido de uma solução
trilateral para o aprovisionamento da UE em gás proveniente da Rússia, com
passagem pela Ucrânia. A Ucrânia, no entanto, tem igualmente a possibilidade de
reforçar a sua segurança energética mediante a diversificação das fontes de
aprovisionamento e de superar o seu destacado papel tradicional de país de
trânsito, devido à sua vasta rede de gasodutos, aos seus recursos de gás
convencional e não convencional e às suas importantes instalações de
armazenamento de gás, que constituem um trunfo significativo para a segurança
energética na região. Foram adotadas medidas específicas para permitir os
fluxos de gás bidirecionais entre a UE e a Ucrânia. O desenvolvimento de um
quadro jurídico e regulamentar não discriminatório e estável em consonância com
os compromissos da Ucrânia no âmbito da Comunidade da Energia constitui uma
condição prévia indispensável. Foi este o tema de uma mesa redonda de alto
nível sobre a evolução do mercado do gás ucraniano, organizada em maio de 2013 pelo
Comissário Europeu da Energia e pelo Ministro dos Combustíveis e da Energia da
Ucrânia. Ficou acordada a instituição de um grupo composto por representantes
da Comissão e das autoridades ucranianas, do Secretariado da Comunidade da
Energia, dos Estados-Membros da UE envolvidos e das empresas e instituições
financeiras interessadas, com o objetivo de proporcionar um fórum de apoio ao
processo contínuo de reformas no setor do gás ucraniano. A UE promove a integração do mercado da
energia da Moldávia no mercado da energia da UE, quer do gás quer da
eletricidade, através de diversos instrumentos, designadamente o apoio
orçamental e a assistência técnica. Atualmente, a UE apoia a construção do
interconetor, que poderá transportar gás entre a Moldávia e a Roménia. Em
geral, a UE apoia o processo de reforma em curso no setor da energia, na
sequência da adesão da Moldávia, em 2011, ao Tratado que institui a Comunidade
da Energia. Em outubro de 2012, a Comunidade da Energia
publicou o seu «Relatório anual sobre a aplicação do acervo em conformidade com
o Tratado que institui a Comunidade da Energia» que, pela primeira vez, incluía
a Ucrânia e a Moldávia. No contexto da agenda positiva para as
relações UE-Turquia, foi acordado reforçar a cooperação no setor da energia,
colocando a ênfase no planeamento a longo prazo, na integração do mercado e no
desenvolvimento de infraestruturas, na política e nas tecnologias energéticas
sustentáveis, bem como na segurança nuclear e na proteção contra radiações.
Foram realizadas duas reuniões, uma relativa à eletricidade e outra ao gás,
respetivamente em fevereiro e abril de 2013. A próxima reunião tratará da
cooperação no domínio da eficiência energética e das energias renováveis,
estando atualmente prevista para o outono de 2013. Esta cooperação, destinada a
facilitar a integração definitiva dos mercados energéticos da UE e da Turquia,
pode contribuir igualmente para o reforço da segurança do aprovisionamento
energético e para a criação de oportunidades comerciais para ambas as partes. Os países da região do mar Cáspio, com
os seus recursos naturais abundantes e a sua situação geográfica estratégica na
grande vizinhança da UE, encerram um importante potencial de diversificação do
aprovisionamento energético e das rotas de trânsito da Europa, designadamente
no respeitante ao aprovisionamento de gás. Em conformidade com a declaração de
2011 sobre o corredor meridional de gás, a UE continuou a cooperar
estreitamente com os países e as empresas da região para a abertura do corredor
meridional de gás. Em 2012, realizaram-se progressos significativos tendo
em vista a concretização deste projeto estratégico para a UE, com a assinatura
de um acordo intergovernamental entre a Turquia e o Azerbaijão sobre o gasoduto
transanatoliano (TANAP) e a sua posterior ratificação. Em 28 de junho de 2013,
o consórcio Shah Deniz II anunciou a sua decisão de optar pelo gasoduto
transadriático (TAP) como rota de evacuação europeia do seu gás no corredor
meridional de gás. A decisão de investimento definitiva está prevista antes do
final de 2013, devendo a circulação de gás com destino à Europa ter início até
janeiro de 2019. A UE continuará a cooperar com o Azerbaijão,
bem como com os países da região do mar Cáspio, tendo em vista a ampliação do
corredor e o novo aumento dos aprovisionamentos, com o objetivo de cobrir,
através deste corredor, pelo menos 10 % da procura europeia a médio prazo.
A Comissão apoia ativamente uma maior integração dos mercados da Europa do
Sudeste neste contexto. A Comissão recebeu do Conselho, em setembro de
2011, diretrizes de negociação de um acordo trilateral com o Turquemenistão e o
Azerbaijão sobre a construção do gasoduto transcaspiano (TCP) e os debates
estão em curso. A Comissão está a trabalhar em estreita cooperação com a Alta
Representante da UE e o seu representante especial para a Ásia Central no
contexto da comunicação da importância estratégica do TCP para os países da
região, inclusive a Rússia. A Comissão, em cooperação com o Banco Mundial,
lançou um estudo ambiental sobre o TCP, destinado a dar resposta às
preocupações expressas pelos países costeiros do mar Cáspio relativamente às
potenciais consequências ambientais deste gasoduto. O estudo deverá estar
concluído no início de 2014. O diálogo sobre a energia estabelecido com a Rússia
continuou a ser intenso e as relações no setor da energia são periodicamente
debatidas ao mais alto nível, inclusive nas cimeiras UE‑Rússia. As trocas
de pontos de vista construtivas levaram à adoção, em março de 2013, do roteiro
UE-Rússia 2050. Desde o início de 2012, tiveram periodicamente
lugar sessões de negociação construtivas entre a UE e a Rússia respeitantes ao
acordo sobre a eletricidade destinado a melhorar a coordenação entre os
sistemas elétricos sincronizados dos Estados Bálticos, da Federação da Rússia e
da Bielorrússia e a permitir a aplicação pelos Estados Bálticos das regras do
mercado interno da eletricidade. Estas negociações deverão ficar concluídas num
futuro próximo. O mecanismo de alerta precoce UE-Rússia no
setor da energia, que prevê ações conjuntas destinadas a superar situações de
emergência, atenuar as suas consequências e prevenir tais situações, foi
atualizado em fevereiro de 2011. Estão igualmente em curso debates com a Rússia
relacionados com a aplicação dos segundo e terceiro pacotes[8] na UE e na Comunidade da
Energia, nomeadamente sobre a tarifação separada na Lituânia, a isenção OPAL,
etc. Estão em estudo soluções pragmáticas, como foi o caso do gasoduto de Yamal
na Polónia. O quadro jurídico de longo prazo para as
relações entre a UE e a Rússia é incerto: embora a necessidade de clareza
jurídica esteja patente no número crescente de processos entre a UE e a Rússia
relacionados com a energia, as posições de ambas as partes sobre o capítulo
consagrado à energia de um novo quadro jurídico global – o novo acordo – ainda
variam de forma significativa. Roteiro UE-Rússia 2050 No decurso de 2011 e 2012, a Comissão Europeia e o Governo russo
colaboraram na elaboração do roteiro UE-Rússia sobre a energia até 2050, com o
objetivo de estabelecer uma perspetiva de cooperação a longo prazo e de
alcançar um nível aceitável de incerteza nas suas relações em matéria de
energia. O roteiro para a cooperação energética UE-Rússia até 2050 foi assinado
pelo Comissário da Energia, Günther Oettinger, e pelo Ministro da Energia
russo, Alexander Novak, em março de 2013. O roteiro aprovado representa os sólidos interesses e benefícios comuns
subjacentes às relações UE-Rússia no setor da energia. Fixa o objetivo
estratégico de criar um espaço da energia comum até 2050, dotado de uma
infraestrutura de rede integrada funcional, que beneficia de mercados abertos,
transparentes, eficientes e competitivos e contribui, na medida do necessário,
para garantir a segurança energética e alcançar os objetivos de desenvolvimento
sustentável da UE e da Rússia. O roteiro é um documento voltado para o futuro e evolutivo, que abrange
uma vasta gama de questões fundamentais para as relações entre a UE e a Rússia
no setor da energia. Trata, nomeadamente, da cooperação no domínio da
eficiência energética, bem como nos setores da eletricidade, do gás, do
petróleo e das energias renováveis. Em cada um destes domínios, o roteiro
formula recomendações específicas a favor de uma série de medidas destinadas a
reforçar a cooperação UE-Rússia no setor da energia ao longo das próximas
décadas. As recomendações e ações concretas propostas pelo roteiro serão
acompanhadas – e analisadas –, no âmbito do diálogo UE-Rússia sobre a energia,
e as recomendações formuladas serão tidas em conta nos respetivos programas de
trabalho de todos os grupos temáticos no contexto do diálogo supracitado. Esta
abordagem permitirá um acompanhamento exaustivo da execução em todos os
domínios de cooperação bilateral no setor da energia. A UE tem-se empenhado plenamente no processo
de transformação do Sul do Mediterrâneo, conforme referido na
comunicação conjunta, de março de 2011[9],
«Uma Parceria para a democracia e a prosperidade partilhada», mobilizando
recursos adicionais significativos, oferecendo maiores oportunidades de
comércio e de mercado e reforçando o seu compromisso com a sociedade civil. A
criação de uma parceria regional UE‑Mediterrâneo no setor da energia,
inicialmente centrada na eletricidade e nas energias renováveis, foi uma das principais
propostas da estratégia energética externa estabelecida em 2011. Atendendo a
que os países da região enfrentam um contexto político muito difícil e desafios
internos, a existência de um quadro regulamentar multilateral regional no setor
da energia continua a ser um objetivo a mais longo prazo. Todavia, têm-se registado progressos em
diversas frentes. Em vários países da região, são implementados importantes
programas de apoio orçamental tendo em vista reformas no setor da energia e
programas de geminação. Foram iniciadas negociações com Marrocos sobre um
acordo de comércio livre abrangente e aprofundado (DCFTA), que inclui um
capítulo substancial consagrado à energia e que, até à data, foi alvo de duas
rondas de negociações em 2013. A assinatura de um Memorando de Entendimento com
a Argélia no setor da energia, em julho de 2013, deverá promover a cooperação
com este importante país fornecedor. A UE concede apoio a projetos de produção
e transporte de energia através de diversos instrumentos de financiamento e em
estreita cooperação com as instituições financeiras internacionais. Em Dezembro de 2013, está prevista a
realização, em Bruxelas, de um Conselho Ministerial Mediterrânico da Energia, a
primeira reunião do género desde 2007. O Conselho poderia oferecer uma
oportunidade de aprovar o Plano Solar para o Mediterrâneo e debater o projeto
de criação de uma «Comunidade Mediterrânica da Energia». A descoberta de gás natural na bacia do
Levante, ao largo das costas de Israel e Chipre, respetivamente em 2009 e 2011,
abriu novas perspetivas à região do Mediterrâneo Oriental, podendo
eventualmente permitir que certos países da região passem de importadores
líquidos de gás a exportadores de gás. A UE está a acompanhar a evolução da
situação no respeitante às atividades de exploração em curso na bacia do Mediterrâneo
Oriental. Será fundamental uma estreita cooperação entre a UE e os países
da região para tirar o máximo partido do potencial de gás existente na região.
Acresce que a escolha das rotas, os meios de transporte e o preço de venda
serão determinantes para as potenciais importações na UE de gás desta região.
Neste sentido, para além das opções que já estão a ser apreciadas,
designadamente um terminal GNL em Chipre e um gasoduto ao largo da costa de Chipre
até à Grécia, com passagem por Creta, todas as potenciais rotas devem ser tidas
em conta e avaliadas do ponto de vista da segurança energética. Foi estabelecido um diálogo sobre a energia
com Israel, a fim de promover a cooperação sobre questões relacionadas com o
acesso ao mercado do gás da UE, a fixação do preço do gás e as infraestruturas,
bem como sobre a cooperação no domínio da investigação, a promoção do
desenvolvimento de energias renováveis, a implantação de redes inteligentes e a
gestão da resposta à procura. O Líbano iniciará brevemente atividades de
exploração, pelo que a UE deverá desempenhar um papel importante na prestação
de assistência técnica e no reforço das capacidades. A UE terá igualmente um
papel a desempenhar na cooperação regional, tendo em vista a salvaguarda dos
mais elevados níveis de segurança da exploração de hidrocarbonetos ao largo da
costa e de segurança ambiental. A melhoria das interligações com os países
vizinhos continua a ser um objetivo importante da UE. A primeira lista de
projetos de interesse comum será adotada no outono de 2013, como parte da
implementação das orientações para as infraestruturas energéticas
transeuropeias, adotadas recentemente[10].
Esta lista deve incluir certos projetos que permitam estabelecer ligações com
países não-membros da UE. A melhoria das interligações de infraestruturas com
os países terceiros e o desenvolvimento de um verdadeiro mercado pan-europeu
serão igualmente analisados no futuro. Além disso, a UE apoia uma vasta gama de
investimentos no setor da energia: a Comissão já contribuiu, através do Fundo
de Investimento da Política de Vizinhança (NIF), com 150 milhões de EUR para o
financiamento de subsídios ao investimento ou de assistência técnica neste
setor, na região abrangida por esta política, permitindo às instituições de
financiamento europeias a concessão de empréstimos num valor de cerca de 2 000
milhões de EUR. A Comissão concede igualmente assistência técnica e promove a
cooperação energética regional através de diversos programas, nomeadamente
INOGATE[11]
e o Pacto de Autarcas[12]. 5. Aprofundar as parcerias no
setor da energia com os fornecedores e consumidores A evolução dos mercados energéticos mundiais nos últimos dois anos
demonstrou que a UE deve continuar a promover, nas suas relações com os
fornecedores de energia, mercados energéticos mundiais caracterizados pela
transparência, competitividade e liquidez. A UE deve também permanecer aberta e
flexível em relação à cooperação com novos fornecedores emergentes, interessados
em acederem ao mercado da UE. No respeitante à cooperação com os fornecedores de energia, os
esforços da UE continuaram a incidir nas relações com os fornecedores
tradicionais, nomeadamente com a Rússia. As relações da UE com a Noruega
alcançaram um novo marco em 2012, na medida em que as exportações de gás
natural da Noruega para a UE aumentaram para níveis comparáveis às exportações
de gás natural russo. Para além do seu papel de fornecedor de energia, a
Noruega, vinculada por intermédio do Espaço Económico Europeu (EEE) à UE,
continuou a ser para esta um parceiro especial. A continuidade da cooperação
positiva foi promovida através das reuniões ministeriais anuais UE-Noruega,
complementadas por reuniões especializadas, designadamente a conferência UE-Noruega
sobre o papel do gás, que teve lugar em março de 2013. É importante que o EEE e
os Estados da Associação Europeia de Comércio Livre, incluindo a Noruega,
transponham e apliquem, no mais breve prazo, o terceiro pacote sobre a energia.
A abertura política aos fornecedores do Médio Oriente aumentou, nos
últimos dois anos, através de contactos diretos informais com países como a
Arábia Saudita e o Catar e da participação do Comissário da Energia em eventos
de alto nível, como as reuniões ministeriais UE-OPEP e o Fórum
Ministerial Internacional da Energia. Embora a espinha dorsal das relações da
UE com os fornecedores de energia sejam as relações contratuais entre os
operadores comerciais, a instauração de um clima de confiança a nível político
e de uma cooperação orientada para domínios de especial interesse para os
nossos parceiros poderiam facilitar as relações comerciais. Entre os exemplos
de atividades de trabalho recentes, contam-se a mesa redonda conjunta UE-OPEP
sobre a segurança da indústria offshore do petróleo e do gás, que se
realizou em novembro de 2012, e a cooperação no domínio da eficiência
energética com a Liga dos Estados Árabes e com países individuais, como a
Arábia Saudita. Os produtores de energia em África, por
exemplo a Nigéria e Angola, são já fornecedores importantes, inclusive da UE.
Tendo em conta a descoberta de novas jazidas de petróleo e gás no continente, é
provável que a sua importância no aprovisionamento energético e na segurança
energética da UE venha a aumentar. A UE continuará a acompanhar esta evolução e
a tê-la devidamente em conta nos seus esforços de cooperação. Observaram-se progressos mais concretos no desenvolvimento da
cooperação com países consumidores, em especial com a China. A
energia figura atualmente entre os temas prioritários nas relações UE-China, o
que se deve ao êxito da reunião de alto nível UE-China sobre a energia, que
teve lugar em maio de 2012 e reuniu os principais decisores políticos da China,
por um lado, e os Ministros da Energia dos Estados-Membros da UE e a Comissão
Europeia, por outro[13].
A segurança energética é um novo domínio de cooperação aprovado na reunião de
alto nível, abrindo uma possibilidade de debates estratégicos com os nossos
homólogos chineses a fim de garantir mercados energéticos mundiais seguros,
estáveis e sustentáveis. A parceria UE-China para a urbanização foi igualmente
lançada por ocasião da reunião de alto nível. Embora o seu âmbito seja mais
vasto, as questões relacionadas com o aprovisionamento energético, a eficiência
energética e o planeamento energético desempenham um papel importante. A
cooperação com a China no setor da energia é igualmente apoiada pelo diálogo
UE-China sobre a cooperação no domínio da inovação. As prioridades do novo Governo chinês
coadunam-se bem com as prioridades definidas pela UE para a cooperação com a
China no setor da energia. Desta circunstância resultou, a nível prático, uma
corrente exponencial de atividades, nomeadamente sobre a regulamentação do
setor da eletricidade, o desenvolvimento do mercado do gás, o planeamento a
longo prazo, a governação mundial da energia e a segurança nuclear, bem como um
possível acordo Euratom após a execução do acordo bilateral de cooperação
I&D no domínio das utilizações pacíficas da energia nuclear. A cooperação
com a China no setor da energia será um elemento importante do documento que
resumirá as prioridades da parceria estratégica UE‑China, a adotar na
próxima cimeira UE-China. Parceria UE-China para a urbanização Lançada em maio de 2012 pelo então Vice-Primeiro-Ministro, Li Keqiang,
e pelo Presidente da Comissão, Durão Barroso, a parceria UE-China para a
urbanização é uma plataforma política aberta às partes interessadas europeias e
chinesas para cooperarem e partilharem experiências relacionadas com a abordagem
dos desafios económicos, sociais e ambientais da urbanização. Atendendo a que o
nível de urbanização na China deverá aumentar rapidamente em relação ao nível
atual de 50 % e que três quartos da população europeia vive num contexto
urbano, ambos os parceiros envidam esforços no sentido de desenvolver
abordagens inovadoras da urbanização. A parceria é o primeiro instrumento deste tipo. Engloba inúmeros
setores, nomeadamente o planeamento urbano sustentável, o aprovisionamento
energético e a gestão da procura, a mobilidade, a construção ecológica e a
governação urbana. Envolve igualmente uma grande variedade de partes
interessadas, designadamente autoridades locais, empresas, organizações não
governamentais, grupos de reflexão e associações profissionais. É implementada através de um fórum de urbanização anual, que inclui uma
série de subgrupos temáticos e uma exposição sobre urbanização sustentável.
Abrange igualmente iniciativas privadas e locais. Destina-se a desenvolver as
atividades de cooperação existentes e a promover novas atividades,
estabelecendo, sempre que possível, sinergias. A cooperação com os EUA prosseguiu
através das reuniões anuais do Conselho da Energia UE-EUA e dos seus três
grupos de trabalho sobre a segurança energética, as tecnologias energéticas e a
política energética. Os debates periódicos abordaram temas como os mercados
mundiais do petróleo e do gás, a evolução da situação nos países vizinhos da
UE, incluindo o corredor meridional de gás, a eficiência energética, a captura
e o armazenamento de carbono, as redes inteligentes, a segurança offshore
e a segurança nuclear. As áreas prioritárias abrangidas pela cooperação no
domínio da investigação incluíram igualmente as redes inteligentes e o
armazenamento, as tecnologias do hidrogénio e das pilhas de combustível, bem
como os materiais necessários para a produção de energia e a fusão nuclear.
Foram igualmente adotadas iniciativas concretas para reforçar a cooperação
interlaboratorial entre os programas conjuntos para as alianças europeias no
domínio da investigação, o CCI e os respetivos programas, laboratórios e
serviços dos EUA no setor da energia, continuando por resolver questões
importantes, como a reciprocidade. No entanto, com o aumento acentuado da
produção de petróleo e gás não convencionais nos EUA, está a emergir uma nova
dinâmica nas relações UE-EUA no setor da energia, que coloca igualmente a
ênfase nas questões comerciais bilaterais e na competitividade industrial. As
negociações recentemente lançadas sobre a parceria transatlântica de comércio e
investimento poderão desempenhar um papel importante no estabelecimento de
regras comuns sobre comércio e investimento em matéria de energia e
matérias-primas. Estas poderão contribuir ulteriormente para o desenvolvimento
de regras e normas mundiais. Na sequência da tripla catástrofe de março de
2011, os dirigentes da UE e do Japão apelaram para uma melhoria da
cooperação no setor da energia. A cooperação sobre a reforma do mercado da
eletricidade encontra-se atualmente em curso, enquanto o Japão prepara
propostas jurídicas neste domínio e sobre os mercados do gás, com o objetivo de
partilhar a análise sobre a evolução recente e de debater modalidades de apoio
dos Governos à transição para um mercado mundial do gás com maior liquidez e
flexibilidade. Tiveram lugar os primeiros contactos para o estabelecimento de
trocas de pontos de vista periódicas sobre segurança nuclear e a cooperação no
domínio da investigação sobre a segurança dos reatores e a gestão de situações
de emergência tem vindo a aumentar de forma constante, enquanto o Japão
reexamina a sua estratégia energética e respetivas prioridades de investigação.
Por ocasião da Cimeira UE-Índia, realizada em
fevereiro de 2012, foi adotada uma declaração conjunta sobre o reforço da
cooperação com a Índia no setor da energia, que incide na produção e
utilização limpas do carvão, na eficiência energética dos produtos e edifícios,
nas redes inteligentes e nas energias renováveis. Foram iniciadas atividades na
maioria destes domínios e o Painel de Energia UE-Índia reúne-se anualmente para
supervisionar a cooperação e trocar pontos de vista. A energia é igualmente uma
das prioridades temáticas da parceria indo-europeia lançada em 2012. No contexto da cooperação UE-Brasil no
setor da energia, instaurada desde 2007, a reunião de diálogo sobre a política
energética, realizada em 2013, permitiu alcançar um bom consenso no sentido de
alargar as trocas de pontos de vista sobre energia sustentável e desenvolver
conjuntamente as condições de comercialização transparente dos biocombustíveis.
Foi estabelecida uma investigação conjunta ativa no domínio dos biocombustíveis
sustentáveis, a qual deverá ser reforçada nos próximos anos. No plano multilateral, a UE continuou a apoiar
a Carta da Energia, que constitui um importante quadro de regras
juridicamente vinculativas relativas ao comércio, ao trânsito e ao investimento
no setor da energia. A UE tem apoiado ativamente a política de consolidação,
abertura e expansão da Carta da Energia, aprovada em julho de 2012, bem como a
sua intenção de modernizar a declaração sobre a Carta da Energia de 1991. A UE já negociou regras globais específicas no setor da energia em
diversos acordos de comércio livre. As negociações específicas no setor
da energia com a Ucrânia, a Moldávia, a Geórgia e a Arménia foram concluídas,
encontram-se em curso com os EUA, a Rússia e Marrocos e serão iniciadas com o
Azerbaijão e, provavelmente, o México. As questões relacionadas com a energia
são igualmente importantes, de forma horizontal, nas negociações comerciais com
o Canadá e o Cazaquistão e, no respeitante às tecnologias verdes, com os países
da ASEAN. Conforme salientado anteriormente, o acidente
nuclear de Fukushima levou a UE a apelar para a promoção do mais elevado nível
de segurança nuclear, a nível mundial, através de quadros bilaterais e
multilaterais. Os países vizinhos da UE foram convidados a participar nos
testes de resistência da UE e no processo de análise pelos pares, tendo a
Suíça, a Ucrânia e a Croácia, antes da sua adesão à UE, participado plenamente.
Outros países vizinhos (por exemplo, Turquia, Bielorrússia e Arménia) aceitaram
trabalhar com base na mesma metodologia, mas com calendários diferentes, ao
passo que a Rússia procedeu às suas próprias avaliações. Para além destas
iniciativas, está prevista a prestação de assistência a certos países do
instrumento de cooperação no domínio da segurança nuclear. Estão igualmente a ser adotadas as medidas necessárias para que a
segurança nuclear se reflita nos acordos Euratom bilaterais, sendo disso
exemplo a revisão em curso do acordo com o Canadá e o novo acordo com a África
do Sul, as trocas de pontos de vista preliminares com a Rússia e, no futuro, os
eventuais debates com a China e a Coreia do Sul. No contexto multilateral, a UE participa ativamente nos esforços da
Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) e a Euratom oferece o seu
contributo e experiência para a preparação de propostas destinadas à sexta
reunião de revisão da Convenção sobre a Segurança Nuclear, prevista para
março-abril de 2014. A cooperação bilateral entre a UE e a AIEA foi reforçada
com a criação de um novo mecanismo de cooperação em janeiro de 2013, que reúne
altos funcionários nos debates relativos às tecnologias nucleares, incluindo a segurança
da produção de energia nuclear e atividades de investigação. Com o estabelecimento a nível da UE de um novo quadro jurídico sobre segurança
offshore, este tema foi integrado na cooperação bilateral com os
países interessados, designadamente os EUA e a Noruega, bem como com a OPEP, e
no contexto da participação da UE nos fóruns internacionais, designadamente o
G20. 6. Apoio aos países em
desenvolvimento O apoio aos esforços empreendidos pelos países em desenvolvimento para
erradicar a pobreza constitui o primeiro objetivo da política de
desenvolvimento da UE e uma prioridade da sua ação externa em apoio dos
interesses da UE num mundo estável e próspero. A UE já deu um grande contributo
para a redução da pobreza e, em especial, para a consecução dos objetivos de
desenvolvimento do milénio. Nos últimos seis anos, a UE atribuiu uma
contribuição financeira de, pelo menos, 2 500 milhões de EUR para a cooperação
internacional no setor da energia não nuclear, a fim de enfrentar os desafios
da pobreza energética e do crescimento sustentável. A falta de acesso a
serviços energéticos sustentáveis é um grave obstáculo ao desenvolvimento
social e económico. Sem energia sustentável, é difícil garantir um
acesso suficiente a água potável, a um bom nível de ensino e a cuidados de
saúde elementares. A melhoria do acesso à energia tem um impacto considerável
na produtividade e no rendimento em todas as fases da cadeia de valor agrícola,
desde a produção até à comercialização, passando pela transformação após
colheita e armazenagem. Para abordar estes problemas, a Agenda para a Mudança[14] estabelece que a UE deve
disponibilizar tecnologias, competências e fundos para o desenvolvimento e
centrar-se em três grandes desafios: volatilidade dos preços e segurança
energética; alterações climáticas, incluindo o acesso a tecnologias
hipocarbónicas; e acesso a serviços energéticos seguros, acessíveis, limpos e
sustentáveis. Devido à sua complementaridade com estas orientações, a Comissão apoia
os objetivos da iniciativa «Energia sustentável para todos», lançada pelo
Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Esta iniciativa visa assegurar
o acesso universal à energia até 2030, bem como duplicar a taxa de eficiência
energética e a utilização de energias renováveis. A UE contribui para estes objetivos com a sua própria iniciativa
«Energia sustentável para todos». Esta iniciativa é liderada pelo Presidente da
Comissão, Durão barroso, e destina-se a ajudar os países em desenvolvimento a
proporcionar, até 2030, acesso à energia a 500 milhões de cidadãos. Para alcançar este objetivo, a Comissão mobilizou mais de
500 milhões de EUR para o período de 2012-2013, a fim de reforçar
imediatamente o apoio à energia sustentável nos países em desenvolvimento. Com
o apoio dos Estados-Membros, estes esforços serão aprofundados ao longo dos
próximos anos. Será prestada especial atenção aos países parceiros que optaram
pela energia como setor prioritário para a cooperação com a UE no âmbito do
próximo quadro financeiro plurianual. Ao nível internacional, a Comissão promove igualmente os objetivos da
Agenda para a Mudança, apoiando o acesso a serviços energéticos sustentáveis
como objetivo específico no contexto do seguimento dos objetivos de
desenvolvimento do milénio. Iniciativa da UE «Energia sustentável
para todos» A fim de atingir o objetivo fixado pelo Presidente da Comissão, Durão
Barroso, de ajudar os países em desenvolvimento a proporcionar acesso à energia
a 500 milhões de cidadãos, a Comissão atribuiu para o período de
2012-2013: - 400 milhões
de EUR para ações relacionadas com a energia na África Subsariana através de
uma combinação de instrumentos. O objetivo deverá consistir em contribuir para
promover investimentos concretos de 4 a 8 mil milhões de euros. - 65 milhões
de EUR para um mecanismo de assistência técnica destinado a ajudar os países em
desenvolvimento a elaborar e executar programas de reforma, que permitam atrair
investimento privado. - Cerca de
100 milhões de EUR para a melhoria do acesso de populações pobres a
serviços energéticos modernos e sustentáveis nas zonas remotas e rurais. 7. Conclusão A Comunicação da Comissão relativa à segurança do aprovisionamento
energético e à cooperação internacional e as conclusões do Conselho Energia de
novembro de 2011 concederam um importante impulso à ação da UE neste domínio.
Nos últimos dois anos, assistiu-se a uma intensificação das atividades,
incluindo a celebração de acordos políticos destinados a reforçar a cooperação
no setor da energia com um conjunto de parceiros da UE, bem como o início de
negociações sobre uma série de acordos específicos no setor da energia e
intersectoriais. O êxito não foi uniforme em todos os domínios e com todos os
parceiros, mas as tendências positivas observadas exigem que a UE permaneça
atenta e mantenha os seus esforços. A estratégia e as prioridades selecionadas há dois anos continuam,
fundamentalmente, a ser válidas. No entanto, as relações externas da UE no
setor da energia devem manter-se flexíveis e pragmáticas para se adaptarem, se
e quando necessário, às rápidas mudanças em curso nos mercados energéticos
mundiais, bem como à evolução política e económica. O quadro regulamentar da UE
relativo ao mercado interno da energia, à eficiência energética, às energias
renováveis, ao ambiente, à concorrência e noutros domínios continua a ser uma
referência importante para muitos dos parceiros da UE. A partilha da
experiência adquirida pela UE na elaboração da política energética, dos seus
êxitos e desafios, oferece uma oportunidade de assumir um compromisso positivo
e instaurar um clima de confiança com muitos dos nossos parceiros. A continuidade do êxito da aplicação das
prioridades energéticas externas exigirá uma relação de trabalho estreita entre
a Comissão, por um lado, e a Alta Representante e o SEAE, por outro, otimizando
a utilização dos respetivos instrumentos e recursos, incluindo as delegações da
UE. Serão igualmente necessários esforços constantes no sentido de reforçar a
coordenação com os Estados-Membros da UE e entre estes. As atividades energéticas
externas da UE não substituem nem devem ter por objetivo substituir a
cooperação bilateral estabelecido pelos Estados-Membros, mas devem
complementá-la, se a UE oferecer um verdadeiro valor acrescentado. No entanto,
é necessário garantir que a UE se exprime em uníssono quando se dirige aos seus
parceiros. Por último, uma abordagem coordenada permitirá a promoção efetiva
dos interesses estratégicos da UE e reforçará o peso coletivo e o poder de
negociação da UE face aos seus parceiros. [1] COM(2011) 539. [2] Conclusões do Conselho Transportes, Telecomunicações e
Energia, de 24 de novembro de 2011, sobre a Comunicação relativa à segurança do
aprovisionamento energético e à cooperação internacional: «A política
energética da UE: Estreitar os laços com parceiros para além das nossas
fronteiras» (17615/11). [3] BP Statistical Review of World Energy 2012,
http://www.bp.com/en/global/corporate/about-bp/statistical-review-of-world-energy-2013.html. [4] World Energy Outlook 2012, Agência Internacional
da Energia. [5] «Redrawing the Energy-Climate Map», World Energy
Outlook Special Report, Agência Internacional da Energia, junho de 2013. [6] «Redrawing the Energy-Climate Map», World Energy
Outlook Special Report, Agência Internacional da Energia, junho de 2013. [7] Decisão n.º 994/2012/UE, JO L 299 de
27.10.2012, p. 13. [8] http://ec.europa.eu/energy/gas_electricity/legislation/legislation_en.htm. [9] COM(2011) 200 final. [10] Regulamento (UE) n.º 347/2013, JO L 115 de
25.4.2013, p. 39. [11] http://www.inogate.org. [12] http://www.covenantofmayors.eu. [13] Em maio de 2012, por ocasião da reunião de alto nível
UE-China sobre a energia, foram aprovadas três declarações, incluindo a
declaração conjunta CE-China sobre o reforço da cooperação nos mercados da
eletricidade, a declaração UE-China sobre a segurança energética e a declaração
conjunta sobre a parceria UE-China para a urbanização. [14] COM (2011) 637 final.