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Document 52012DC0573
COMMUNICATION FROM THE COMMISSION TO THE EUROPEAN PARLIAMENT, THE COUNCIL, THE EUROPEAN ECONOMIC AND SOCIAL COMMITTEE AND THE COMMITTEE OF THE REGIONS Single Market Act II Together for new growth
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES Ato para o Mercado Único II Juntos para um novo crescimento
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES Ato para o Mercado Único II Juntos para um novo crescimento
/* COM/2012/0573 final - 2012/ () */
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES Ato para o Mercado Único II Juntos para um novo crescimento /* COM/2012/0573 final - 2012/ () */
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO
EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS
REGIÕES Ato para o Mercado Único II Juntos para um novo crescimento (Texto relevante para efeitos do EEE) Índice 1..... INTRODUÇÃO.. 4 2..... Juntos para um novo crescimento.. 5 2.1. Desenvolver redes plenamente integradas no Mercado
Único. 6 Transporte
ferroviário. 7 Transportes
marítimos. 8 Transporte aéreo. 8 Energia…………….……………………………………………. ……9 2.2. Promover a mobilidade transfronteiras dos cidadãos e
das empresas. 10 Mobilidade dos
cidadãos. 10 Acesso ao
financiamento. 11 Quadro normativo
das empresas. 12 2.3. Apoiar a economia digital em toda a Europa. 13 Serviços. 14 Um mercado único
digital 15 Faturação
eletrónica nos contratos públicos. 15 2.4. Reforçar o empreendedorismo social, a coesão e a
confiança dos consumidores. 16 Consumidores. 17 Coesão social e
empreendedorismo social 17 3..... CONCLUSÃO.. 19 ANEXO I: LISTA DAS
AÇÕES-CHAVE DO AMU II 20 ANEXO II: Ato para
o Mercado Único I: Ponto de situação relativamente às diferentes ações. 22 1. INTRODUÇÃO O Mercado Único
celebra este ano o seu vigésimo aniversário. Os progressos alcançados são
assinaláveis: entre 1992 e 2008 o Mercado Único gerou 2,77 milhões de novos
postos de trabalho na UE e um crescimento adicional do PIB de 2,13%[1]. Na perspetiva dos consumidores
europeus, o Mercado Único traduz-se num maior leque de escolha a preços mais
baixos - a título de exemplo, veja-se a redução de 70% nos custos da telefonia
móvel. O Mercado Único proporcionou aos cidadãos a possibilidade de viajar
livremente, estabelecer-se e exercer a sua atividade onde desejarem. Aos
jovens, abriu a oportunidade de estudar no estrangeiro – mais de 2,5 milhões de
estudantes beneficiaram desta possibilidade nos últimos 25 anos. Para os 23
milhões de empresas da UE, o Mercado Único permitiu-lhes o acesso a 500 milhões
de consumidores. A mensagem é clara, os factos não mentem: um Mercado Único
vigoroso, profundo e integrado gera crescimento, cria postos de trabalho e
oferece aos cidadãos europeus oportunidades que não existiam há 20 anos atrás. O desenvolvimento
do Mercado Único constitui um exercício contínuo. O Mercado Único deve dar
resposta a um mundo em permanente evolução, em que desafios sociais e
demográficos, novas tecnologias e imperativos, bem como a pressão sobre os
recursos naturais e as alterações climáticas, devem ser integrados na conceção
das diferentes políticas. A crise económica
e financeira gerou desafios adicionais e veio sublinhar a necessidade de novas
reformas estruturais fundamentais. Com a persistência de elevados níveis de
desemprego, em especial entre os jovens, e encontrando-se uma parte da
população europeia a viver na pobreza, a crise económica é também uma crise
social. Há que enfrentar esta crise urgentemente, de forma ambiciosa e com
determinação. Caso contrário, será maior o risco de a Europa e os seus
Estados-Membros se centrarem em si próprios, comprometendo-se a confiança no
projeto europeu. O Mercado Único
constitui um instrumento fundamental para concretizar a nossa visão a longo
prazo de uma economia social de mercado altamente competitiva, e reforça a
competitividade da Europa no mercado global. A coerência e a complementaridade
entre as políticas internas e externas estimulam as trocas comerciais e o
crescimento. Necessitamos, mais
do que nunca, de um Mercado Único em que assentem as reformas geradoras de
crescimento e emprego, que consolide a confiança dos cidadãos e das empresas, e
que lhes proporcione benefícios concretos no seu dia-a-dia. Tal irá requerer a
nossa atenção e o nosso esforço permanentes. O Ato para o
Mercado Único[2]
apresentado pela Comissão em abril de 2011 previa doze alavancas para
desenvolver o Mercado Único, traduzindo a abordagem global que tanto Mario
Monti como o Parlamento Europeu preconizam nos respetivos relatórios sobre o
futuro do Mercado Único[3],[4]. Referia um conjunto de
doze ações-chave e 50 ações complementares para estimular o crescimento e
reforçar a confiança. A participação conjunta do Parlamento Europeu, do
Conselho da UE, do Comité Económico e Social Europeu, do Comité das Regiões e
de muitas partes interessadas permitiu chegar a uma visão política largamente
partilhada sobre o futuro desenvolvimento do Mercado Único ecentrar as
prioridades políticas. Todavia, é urgente realizar progressos, para que as doze
prioridades propostas no primeiro Ato para o Mercado Único sejam rapidamente
objeto de acordo, se possível antes do final do ano, tal como pedido pelo
Conselho Europeu[5].
Até ao momento, onze das doze propostas de ação-chave não foram ainda acordadas
pelo Parlamento Europeu e o Conselho. Dada a urgência da
crise, há que agir desde já para preparar os novos passos a dar. A presente comunicação
anuncia por conseguinte um «Ato para o Mercado Único II», com um segundo
conjunto de ações prioritárias. Estas ações são concebidas com o objetivo de
gerar efeitos reais no terreno e fazer com que os cidadãos e as empresas se
sintam confiantes para utilizar o Mercado Único em seu benefício. À medida que a
atual crise evolua e surjam novos desafios, outras medidas serão sem dúvida
necessárias, no futuro, para potenciar o Mercado Único como motor de
crescimento e de geração de bem-estar. O êxito deste
empenho dependerá da medida em que as regras do Mercado Único forem aplicadas
no terreno de forma eficiente, previsível e fiável. Para esse fim, é de
importância primordial a transposição e a aplicação prática das regras do
Mercado Único por parte das autoridades dos Estados-Membros. A Comissão
dedicará a sua maior atenção a este desafio, como indicado na comunicação de
junho de 2012 sobre este domínio[6].
Apela nomeadamente para esforços suplementares nos setores com maior potencial
de crescimento, ou seja, os serviços e as redes. Irá também melhorar o controlo
do funcionamento do Mercado Único, recorrendo ao processo do Semestre Europeu.
Pretende-se intensificar a pressão interpares e apresentar ações destinadas a
combater os obstáculos subsistentes, tanto a nível europeu como nacional. Importa sublinhar que, para que a visão do
Mercado Único se torne uma realidade tangível para os cidadãos e as empresas, é
necessário um apoio político constante por parte de todos os intervenientes. O
primeiro Ato para o Mercado Único beneficia já de um espírito de parceria entre
a Comissão, o Parlamento Europeu e o Conselho. O mesmo espírito deverá presidir
à preparação do Ato para o Mercado Único II. 2. Juntos para um novo crescimento Desde a adoção do
primeiro Ato para o Mercado Único, em abril de 2011, a Comissão apresentou
propostas para as suas doze ações-chave e para 36 das suas 50 ações
complementares (ver Anexo II). A presente comunicação baseia-se no primeiro Ato
para o Mercado Único e identifica quatro motores em torno dos quais se devem
articular as ações-chave. Os quatro motores
para um novo crescimento apresentados na presente comunicação são os seguintes: 1.
O desenvolvimento de redes plenamente integradas no
Mercado Único; 2.
A promoção da mobilidade dos cidadãos e das
empresas através das fronteiras; 3.
O apoio à economia digital em toda a Europa; 4. O reforço do empreendedorismo social, da coesão e da confiança dos
consumidores. As redes
constituem o principal sustentáculo da economia, pelo que se pretende chegar a
um Mercado Único em que os cidadãos e as empresas beneficiam de um único
mercado para os transportes e para a energia. A mobilidade dos cidadãos e das
empresas através das fronteiras constitui o cerne do Mercado Único; há que
desenvolver todos os esforços para a promover. O setor digital é um dos motores
principais quer da produtividade quer da criatividade, e devemos empenhar-nos
em alcançar um Mercado Único digital, em que os cidadãos e as empresas sejam
livres de efetuar transações transfronteiras em linha sem qualquer restrição. O
empreendedorismo social, a coesão e a confiança dos consumidores garantem um
crescimento inclusivo, que oferece oportunidades com base em regras justas,
sólidas e equitativas para os cidadãos e as empresas. As doze alavancas
e ações-chave definidas no âmbito destes quatro motores foram identificadas
tendo em conta as opiniões do Parlamento Europeu[7],
dos Estados-Membros, do Comité Económico e Social Europeu[8] e das partes interessadas.
Refletem o princípio de legislar melhor, os trabalhos realizados no contexto do
estudo sobre o custo da não-Europa, que está a ser efetuado por conta da
Comissão, e as 20 principais preocupações expressas pelos cidadãos e pelas
empresas[9].
Além disso, têm de ser vistas em conjunto com a revisão atualmente em curso das
iniciativas emblemáticas da estratégia Europa 2020, nomeadamente a estratégia
em matéria de política industrial[10],
a agenda digital[11]
e a iniciativa «União da inovação»[12].
Todas as doze ações-chave deverão prestar o seu contributo para o crescimento,
o emprego e a confiança no Mercado Único. Todas podem ser concretizadas dentro
do mandato da atual Comissão. Nem todas são de natureza legislativa, mas todas
deverão ter um impacto real no terreno[13]. 2.1. Desenvolver redes plenamente
integradas no Mercado Único As redes
disponibilizam serviços que a maioria dos cidadãos e das empresas utilizam
quotidianamente, sobretudo nas áreas dos transportes e da energia. Todavia, é
precisamente nestes dois domínios que o Mercado Único não se encontra
concluído, não obstante todos os progressos realizados. O objetivo da Comissão
é chegar a um Mercado Único para os transportes e a energia, em que os
consumidores, quer se trate de cidadãos ou de empresas, dispõem de uma genuína
liberdade de escolha, e os operadores são livres de propor os seus serviços em
qualquer local, a qualquer hora e a qualquer cliente, em pé de igualdade. A existência de
redes de infraestruturas eficientes, integradas e sustentáveis de transportes e
de energia constitui uma condição prévia para que este ideal se torne
realidade. Sem deixar de promover uma utilização eficiente das redes
existentes, a UE continuará a financiar o seu desenvolvimento através dos
fundos estruturais e de coesão e através das suas redes transeuropeias. As
propostas de orçamento da UE pós-2013, nomeadamente o mecanismo «Interligar a
Europa», preveem importantes fontes de investimento nas redes de transportes,
energia e digitais, que devem ser mobilizadas para que todos os Estados-Membros
possam participar plenamente no Mercado Único. Foram realizados
progressos consideráveis neste sentido em muitos modos de transporte e com a
implementação do terceiro pacote energético, o que permitirá uma maior escolha
de serviços e maiores benefícios para os consumidores. Para contribuir para a
integração dos mercados internos europeus da energia e dos transportes, a
Comissão prosseguirá uma rigorosa aplicação das regras da concorrência, e em
especial das regras anti-trust. Mas resta ainda
muito por fazer, em especial nos transportes ferroviários, aéreos e marítimos,
bem como nos setores da eletricidade e do gás, uma vez que as empresas e os
consumidores europeus continuam a pagar preços desnecessariamente elevados pelo
facto de os mercados dos transportes e da energia serem ineficientes e
fragmentados. A Comissão identificou quatro ações-chave que constituem as
próximas etapas para concretizar o nosso ideal comum. A Comissão continuará
também a refletir sobre os domínios em que poderiam obter-se benefícios
adicionais de natureza económica, bem como ambiental e social, por exemplo no
transporte rodoviário de mercadorias. As atuais restrições à cabotagem, que
fazem com que um número significativo de camiões circulem vazios, têm um
impacto negativo sobre a competitividade e o comércio e dificultam o controlo
do cumprimento das normas sociais fundamentais. Transporte ferroviário Acção-chave 1: Abrir os serviços nacionais de transporte ferroviário de passageiros
aos operadores de outros Estados-Membros, para melhorar a qualidade e a relação
custo/eficiência dos serviços de transporte ferroviário de passageiros. No setor dos
transportes ferroviários, os operadores de um Estado-Membro ainda não estão
autorizados a transportar passageiros nas linhas nacionais do território de
outro Estado-Membro. Ao mesmo tempo, os contratos de serviço público podem ser
adjudicados diretamente, sem concursos públicos. A experiência dos
Estados-Membros que abriram o mercado dos serviços nacionais de transporte de
passageiros demonstra que a concorrência no setor do transporte ferroviário
conduziu a importantes ganhos de eficiência, nomeadamente nas empresas
ferroviárias já estabelecidas. Conseguiram-se economias substanciais no
financiamento público dos serviços ferroviários sujeitos a contratos de serviço
público, que podem atingir 20-30%. Com base nestas
experiências positivas, a Comissão agendará um quarto pacote ferroviário. Ao
conceder a todas as empresas ferroviárias licenciadas na UE o direito de
explorar serviços nacionais de transporte de passageiros em regime de acesso
aberto na UE e o direito de apresentar propostas para os contratos de serviço
público, o pacote possibilitará a oferta de serviços de transporte ferroviário
nacionais mais competitivos e eficientes, de melhor qualidade e a custos mais
baixos para os cidadãos europeus. Tal poderá atrair um maior número de
passageiros de outros modos de transporte, com impactos ambientais positivos. O pacote permitirá
igualmente reforçar a governação da gestão das infraestruturas, para otimizar a
utilização das infraestruturas existentes, melhorando a afetação da capacidade
e o planeamento dos trabalhos de manutenção e de desenvolvimento. O que,
conjugado com uma nova abordagem comum para as normas de segurança e
interoperabilidade, permitirá assegurar um acesso não discriminatório,
instaurando uma verdadeira igualdade de condições de concorrência. Transportes marítimos Acção-chave 2: Estabelecer um genuíno Mercado Único para os transportes marítimos,
deixando de sujeitar as mercadorias da UE transportadas entre portos marítimos
da União a formalidades administrativas e aduaneiras aplicáveis às mercadorias
provenientes de portos ultramarinos. Aproximadamente
40% das mercadorias do Mercado Único são transportadas por transporte marítimo
de curta distância entre portos da UE[14].
Atualmente, os navios que navegam entre portos da UE são considerados como
tendo saído do território aduaneiro da União Europeia. Consequentemente,
segundo os procedimentos normais, os que transportam carga de um Estado-Membro
para outro ainda têm de se sujeitar às mesmas formalidades administrativas,
complexas, que os navios provenientes de portos ultramarinos. Por conseguinte,
apesar de terem sido introduzidos pela legislação da UE procedimentos
administrativos simplificados para o transporte marítimo, os navios que navegam
entre portos da UE ainda são confrontados com um número significativo de
procedimentos complexos, que colocam o transporte marítimo intra-UE numa
situação de desvantagem em relação aos outros modos de transporte. A fim de criar um
verdadeiro mercado interno para os bens transportados por via marítima, e no
âmbito dos seus esforços para promover o crescimento marinho e marítimo[15], a Comissão agendará um pacote
«Cintura azul» constituído por iniciativas legislativas e não legislativas
destinadas a reduzir os encargos administrativos para o transporte marítimo
intra-UE para um nível comparável ao dos outros meios de transporte (aéreo,
ferroviário, rodoviário). Esse pacote será apoiado por tecnologias TIC
modernas, que permitem a localização fiável de navios e carga, com um nível
suficiente de certeza quando o transporte é operado dentro do Mercado Único. A atratividade do
transporte marítimo depende, além disso, da disponibilidade, da eficiência e da
fiabilidade dos serviços portuários. Num mundo globalizado, é necessária uma
abordagem integrada da cadeia de geração de valor. Assim, há que organizar de
forma integrada o acesso aos portos. As autoridades portuárias têm um papel
crucial a desempenhar neste contexto. A disponibilidade, eficiência e
fiabilidade dos serviços portuários contribuirão para potenciar a
atractibilidade dos transportes marítimos. A Comissão está por isso também a
trabalhar no sentido de melhorar a eficiência e a qualidade global dos serviços
portuários, debruçando-se sobre a questão das obrigações dos Estados-Membros no
que respeita ao planeamento racional dos portos e das ligações com o interior,
à transparência do financiamento público e das taxas portuárias e aos esforços
de simplificação administrativa nos portos, e também a analisar as restrições
existentes à prestação de serviços nos portos. Transporte aéreo Acção-chave 3: Acelerar a realização do Céu Único Europeu, a fim de melhorar a
segurança, a capacidade, a eficiência e o impacto ambiental da aviação. A ausência de uma
gestão única e integrada do espaço aéreo europeu tem repercussões negativas
importantes sobre os utilizadores do espaço aéreo. Faz com que as aeronaves
efetuem desvios desnecessários, em lugar de seguirem rotas diretas, e que
sofram de atrasos no tráfego aéreo, o que produz danos ambientais e económicos
significativos. A fragmentação do espaço aéreo europeu cria elevados custos
adicionais para as companhias aéreas, que se estimam em cerca de 5 mil milhões
de euros por ano[16].
Esses custos são, em última instância, suportados pelos passageiros e pela
economia europeia. Dado o constante crescimento do tráfego aéreo, o atual
sistema de gestão do tráfego aéreo já não é sustentável por motivos de
segurança, capacidade e custos. Acelerar a implementação
do Céu Único Europeu através de um novo pacote de ações, incluindo iniciativas
legislativas (como por exemplo clarificar o quadro institucional, reforçar os
princípios de mercado aplicáveis à prestação de serviços de navegação aérea,
acelerar o desenvolvimento do SESAR, redefinir o sistema de desempenho e dotar
a Comissão de instrumentos de execução claros, nomeadamente no que diz respeito
aos blocos de espaço aéreo funcionais) contribuirá para eliminar as barreiras
que subsistem e trará ganhos consideráveis em termos de desempenho e
eficiência. Melhorará ainda a segurança da aviação na Europa, reduzirá os
custos de transporte para os cidadãos e as empresas e reduzirá as emissões de
gases com efeito de estufa provenientes dos voos individuais, através de rotas
mais diretas. Energia Acção-chave 4: Melhorar a implementação e a execução do terceiro pacote energético e
criar mercados transfronteiras que beneficiam os consumidores. Um mercado
integrado da energia contribui para baixar os preços energéticos e facilitar o
investimento. Estima-se que os consumidores em toda a UE possam economizar até
13 mil milhões de euros por ano se todos adotarem a tarifa de eletricidade mais
barata disponível[17].
Um mercado integrado da energia permite também uma energia mais segura para a
UE do que 27 mercados energéticos de menor escala, e facilita a transição para
sistemas de energia hipo carbonários, ao mais baixo custo possível. A energia deve
poder encaminhar-se para onde é necessária, sem barreiras físicas nas fronteiras
nacionais. Apesar da adoção do terceiro pacote energético não se conseguiu
ainda integrar plenamente o mercado interno europeu da energia, em detrimento
de todos os utilizadores de energia, nomeadamente as famílias. Para se atingir
o objetivo acordado de concluir o mercado interno da energia até 2014, as
regras em vigor devem ser implementadas de forma ambiciosa nos Estados-Membros
e aplicadas por autoridades fortes e independentes, nacionais e da UE. Além
disso, são necessários na presente década grandes investimentos nos nossos
sistemas de energia, para modernizar as redes da UE, reduzir as emissões de
carbono dos vários sistemas e torná-los eficientes do ponto de vista energético[18]. A Comissão irá
apresentar a breve trecho uma comunicação para fazer um balanço dos progressos
realizados no sentido da realização do mercado interno da energia e proporá
ações destinadas a assegurar que o mercado energético da UE atinge o seu
potencial e satisfaz as necessidades e as expectativas dos cidadãos e das
empresas da União. 2.2. Promover a mobilidade
transfronteiras dos cidadãos e das empresas A mobilidade dos
cidadãos e das empresas encontra-se no âmago da integração europeia e do
Mercado Único. A Comissão continuará a trabalhar em prol do seu ideal de um
Mercado Único onde os cidadãos, os trabalhadores e as empresas são livres de
circular entre as fronteiras quando e onde quiserem, sem restrições
injustificadas impostas por normas e regulamentações nacionais divergentes. A
mobilidade constitui uma condição indispensável para que o Mercado Único
realize o seu potencial, seja de natureza social, cultural, política ou
económica. O preço a pagar
por uma mobilidade reduzida é elevado. Apesar de os postos de trabalho vagos
terem vindo a aumentar desde meados de 2009, o desemprego está a atingir níveis
recorde em muitos Estados-Membros. Simultaneamente, a mobilidade
transfronteiras das empresas é entravada por dificuldades na obtenção de
financiamento de novos projetos empresariais e pela carga administrativa.
Embora a agenda «Legislar melhor» da UE tenha contribuído para melhorar o
ambiente empresarial, há que manter um esforço constante no sentido da redução
da carga regulamentar e administrativa desnecessária. Os próximos passos
importantes para concretizar a nossa visão comum consistem, portanto, em
envidar esforços para ajustar a procura à oferta de trabalho transfronteiras,
melhorar o acesso ao financiamento e desenvolver o ambiente empresarial na
Europa. Mobilidade dos cidadãos Acção-chave 5: Converter o portal EURES num verdadeiro instrumento europeu de
colocação e de recrutamento. A UE tomou medidas
importantes para facilitar a mobilidade dos cidadãos. A legislação da UE
permite a exportação dos seus direitos de segurança social para o Estado-Membro
em que procuram trabalho. Prevê o reconhecimento das qualificações
profissionais que adquiriram noutro Estado-Membro. A rede EURES e o seu portal
servem de ligação entre os serviços públicos de emprego nacionais e oferecem
informações e aconselhamento sobre ofertas de emprego e condições de trabalho
nos outros Estados-Membros. Contudo, os
instrumentos e medidas destinados a promover o ajustamento entre a oferta e a
procura de emprego entre Estados-Membros podem ser melhorados para contribuir
para a criação de um genuíno mercado europeu do trabalho. Com esse objetivo, a
Comissão irá transformar a rede EURES num instrumento mais eficaz para o
recrutamento, a colocação e o ajustamento entre oferta e procura de emprego
dentro da UE. Juntamente com instrumentos em linha destinados a promover a
transparência e a interoperabilidade das competências e qualificações, como o
Europass e o Quadro Europeu de Qualificações, a disponibilização de um maior
número de serviços através da EURES facilitará a mobilidade transfronteiriça
dos trabalhadores. Isto contribuirá para reduzir o desajustamento da
mão-de-obra, com efeitos positivos sobre os níveis de emprego e a produção
económica. A Comissão ponderará a possibilidade de a EURES abranger também os
contratos de aprendizagem e os estágios. Há também que ir
mais longe no sentido de promover a mobilidade dos cidadãos de países terceiros
que trabalham na UE, nomeadamente através da rápida adoção, pelo Parlamento
Europeu e o Conselho, das propostas relativas às transferências dentro das
empresas (ICT) e aos trabalhadores sazonais. A
transferibilidade dos direitos complementares em matéria de segurança social,
incluindo as pensões, constitui um fator adicional importante para a mobilidade
dos trabalhadores entre Estados-Membros. Conforme já foi salientado no Ato para
o Mercado Único de abril de 2011, para se promover a mobilidade os cidadãos
devem poder estabelecer e manter os seus direitos complementares de reforma
quando se deslocam para outro Estado-Membro. A Comissão congratula-se com o
facto de o Conselho ter acordado o recomeço das negociações sobre a proposta
legislativa alterada da Comissão de 2007, para prosseguir este objetivo. Acesso ao financiamento Acção-chave 6: Fomentar o investimento a longo prazo na economia real, promovendo o
acesso a fundos de investimento de longo prazo. Para muitas
empresas da UE, o acesso ao financiamento tornou-se nitidamente mais difícil,
com a crise financeira, apesar de se ter evitado um estrangulamento do crédito,
também devido à disponibilização de liquidez excecional pelo Eurossistema no
final de 2011. As condições de financiamento continuam apertadas, de modo
especial para as empresas em fase de arranque e para as PME, e nos países cujas
economias foram mais severamente atingidas pela crise. Uma quebra de 45% na
mobilização de fundos de capital de risco, na sequência da crise, tem limitado
significativamente o financiamento disponível para as empresas inovadoras[19]. Um crescimento
inteligente, sustentável e inclusivo depende, de forma crítica, da disponibilidade
de financiamento num horizonte temporal dilatado. Já foram tomadas medidas a
nível da UE para fomentar o investimento a longo prazo na economia real,
nomeadamente a disponibilização de financiamento através de instrumentos
financeiros da UE[20]
e do Banco Europeu de Investimento[21],
da iniciativa «Europa 2020 - obrigações para o financiamento de projetos»[22] e do plano de ação da Comissão
para melhorar o acesso das PME ao financiamento, conjugando medidas de cariz
financeiro e regulamentar. A título de contributo para o debate realizado no
seio do Conselho sobre o crescimento e o emprego, a Comissão empreendeu um
exercício de reprogramação seletiva com os Estados-Membros, de modo a utilizar
os fundos estruturais para melhorar o acesso das PME ao financiamento, outro
elemento-chave para o próximo período de financiamento. A Comissão anunciou
também um estudo sobre o impacto dos novos requisitos de capital no setor
bancário na sequência da aplicação das novas normas Basileia III em certos
domínios essenciais, como o financiamento das PME. No entanto, este
tipo de «investimento a longo prazo» na economia real continua a estar
restringido. No futuro Livro Verde sobre o financiamento do investimento a
longo prazo na economia da UE, serão ponderadas opções políticas concretas para
fazer face a este problema. Além disso, a Comissão apresentará propostas sobre
possíveis formas de fundos de investimento a longo prazo. Os fundos de
investimento podem abrir novas fontes de financiamento para os projetos de
longo prazo e as empresas privadas. Podem constituir uma oferta atrativa para
os pequenos investidores que pretendem investir a longo prazo, diversificar
riscos e preferem rendimentos estáveis e regulares, com menor volatilidade,
desde que esteja assegurado o necessário grau de proteção dos investidores. O capital de risco é um complemento vital ao
financiamento bancário quando se trata de financiar as pequenas empresas com
potencial de crescimento. No âmbito do Ato para o Mercado Único I, a Comissão
propôs um regulamento destinado a facilitar a mobilização de capitais e o seu
investimento transfronteiriço por fundos de capital de risco. Com este
objetivo, a Comissão concluirá em 2012 a sua análise dos eventuais obstáculos
fiscais ao investimento transfronteiriço em capital de risco, com base no qual
deverá ponderar os próximos passos a dar com vista a apresentar soluções em
2013, prevenindo simultaneamente a fraude e a evasão fiscais[23]. Quadro normativo das empresas Acção-chave 7: Modernizar o quadro normativo da UE em matéria de insolvência para
permitir a sobrevivência das empresas e oferecer uma segunda oportunidade aos
empresários. As empresas que
operam na Europa beneficiam de um ambiente empresarial de um modo geral
favorável, que a UE continua a melhorar através do programa «Legislar melhor».
Mas é possível ir mais além. A Europa necessita de uma legislação moderna em
matéria de insolvência, que ajude as empresas essencialmente sãs a sobreviver,
que incentive os empresários a assumirem riscos razoáveis e que permita às
instituições de crédito concederem
crédito em condições mais favoráveis. Uma legislação moderna em matéria
insolvência concede aos empresários uma segunda oportunidade e prevê
procedimentos expeditos e de alta qualidade, tanto no interesse dos devedores
como dos credores. É necessário, por conseguinte, criar condições para o
reconhecimento em toda a UE dos regimes nacionais de insolvência e de resolução
da dívida, que permita às empresas em situação financeira crítica voltarem a
ser participantes competitivos na economia. É necessário garantir que os
procedimentos de insolvência são simples e eficientes quando existem ativos ou
dívidas em vários Estados-Membros. São necessárias regras para a insolvência
dos grupos de empresas, que maximizem as suas hipóteses de sobrevivência. Para
este fim, a Comissão apresentará uma proposta legislativa de modernização do
Regulamento europeu sobre a insolvência. No entanto, há que ir mais longe. Atualmente,
em muitos Estados-Membros, prevalece muito pouca tolerância relativamente à
falência, e as regras atuais não permitem aos inovadores honestos entrarem em
falência de forma «rápida e económica». É necessário abrir caminho a medidas e
incentivos a que os Estados-Membros eliminem o estigma do fracasso associado à
insolvência e reduzam os prazos de resolução da dívida, que são excessivamente
longos. Importa também considerar o modo de tornar as legislações nacionais em
matéria de insolvência mais eficientes, para criar condições equitativas para
as empresas, os empresários e os particulares no interior do mercado interno.
Para este fim, a Comissão agendará uma comunicação em conjunto com a revisão do
regulamento europeu sobre a insolvência. São necessárias ações suplementares para
continuar a melhorar o ambiente empresarial. A divergência dos sistemas fiscais
nacionais dá origem a uma carga administrativa considerável para as empresas
que operam através das fronteiras da UE. O facto de cada Estado-Membro aplicar
regras e procedimentos diferentes em matéria de IVA levanta problemas
específicos[24],
sobretudo para as PME que pretendam operar noutro Estado-Membro. A Comissão
anunciou, por conseguinte, que irá propor a introdução de declarações de IVA
normalizadas, para permitir que as empresas, a título facultativo, preencham
declarações de IVA normalizadas em lugar de uma declaração de IVA diferente em
cada Estado-Membro[25]. O crescimento
económico é cada vez mais induzido pelo investimento em ativos incorpóreos,
como por exemplo I&D, patentes e know-how, o que exige uma melhoria
do ambiente empresarial de modo a garantir que promove e protege de modo
eficiente a criatividade e a inovação. Para além do acordo alcançado no
Conselho Europeu de junho, a adoção de legislação em matéria de proteção das
patentes unitárias na UE, acompanhada de um único órgão jurisdicional
especializado, uma ação-chave do Ato para o Mercado Único de abril de 2011,
constituiria um passo fundamental nesse sentido. Deveria permitir o primeiro
registo de uma patente europeia com efeito unitário até à primavera de 2014,
reduzindo os custos do registo de patentes em toda a União Europeia bem como os
associados ao contencioso em matéria de patentes. Para encorajar o investimento
em ativos incorpóreos, por um lado, e para ajudar as empresas inovadoras a
converter o seu esforço no domínio da I&D em ganhos de competitividade, por
outro, os serviços da Comissão estudarão a questão dos métodos de avaliação
para a propriedade intelectual e irão considerar a possibilidade de se
debruçarem sobre o quadro jurídico, extremamente fragmentado, para a proteção
do segredo comercial, Com vista a tornar mais seguro e menos oneroso para as
empresas e para os organismos de investigação o licenciamento, a transferência
e partilha de conhecimentos e informações de valor em todo o mercado interno. 2.3. Apoiar a economia digital em
toda a Europa A economia digital
está a transformar radicalmente o Mercado Único. Com a sua inovação, velocidade
e alcance através das fronteiras, tem potencial para elevar a integração do
Mercado Único a um nível superior. A Comissão considera que a economia digital
oferece benefícios económicos e sociais sustentáveis, com base em serviços em
linha modernos e ligações Internet rápidas. Todos os cidadãos e empresas devem
ter a oportunidade de fazer parte da economia digital, sendo todavia protegidos
do comércio ilícito. Em algumas das principais economias, a economia da
Internet representava já 21% do crescimento do PIB no período entre 2006 e 2011[26]. A economia digital tem outras
repercussões importantes, melhorando a produtividade e a proporcionando novas
soluções para os desafios societais como o envelhecimento da população, a
inclusão social e a educação. São necessários
esforços suplementares para se atingir rapidamente os objetivos preconizados na
Agenda Digital para a Europa[27]
e na Comunicação sobre o comércio eletrónico e os serviços em linha[28]. Os progressos realizados para
resolver o problema da fragmentação dos serviços em linha pelas fronteiras
nacionais, para dar resposta ao desafio do investimento numa rede de alta
velocidade e para colher os benefícios de uma administração pública sem papel,
constituem passos importantes a dar em seguida para concretizar o nosso ideal
comum. Serviços Acção-chave 8: Apoiar os serviços em linha tornando mais eficientes os serviços de
pagamento na União Europeia. No setor dos
serviços, os serviços em linha oferecem oportunidades únicas. Para se obter
estes benefícios, é necessário um enquadramento adequado, nomeadamente
transfronteiras. Conforme já salientado no Ato para o Mercado Único de abril de
2011, os serviços de pagamento e os serviços de entrega de bens encomendados em
linha exigem uma atenção especial. Sendo que 35% dos utilizadores da Internet
não efetuam compras em linha em virtude de terem dúvidas sobre os métodos de
pagamento e dadas as barreiras que subsistem à entrada no mercado[29], a melhoria do mercado de
pagamentos constitui uma prioridade de primeira linha. Há que abordar certas
questões, como por exemplo o facto de a harmonização ser insuficiente, de a
concorrência não ser efetiva em certos domínios dos pagamentos por cartão e por
Internet, bem como a ausência de incentivos à normalização técnica, por exemplo
no domínio dos pagamentos móveis. A Comissão proporá por conseguinte uma
revisão da Diretiva relativa aos serviços de pagamento. Apresentará igualmente
uma proposta legislativa sobre as comissões interbancárias multilaterais para
os pagamentos por cartão. A existência de
serviços de entrega de encomendas para mercadorias encomendadas em linha que
sejam eficientes, fiáveis e a preços acessíveis, constitui mais uma prioridade,
e a Comissão apresentará um roteiro para a prossecução destes objetivos em
2013, com base numa consulta pública. Tal como anunciado
no Ato para o Mercado Único de abril de 2011, a Comissão apresentou, em junho
deste ano, um plano de ação para explorar o potencial de crescimento da
Diretiva Serviços até 2015[30].
Os Estados-Membros e a Comissão têm de trabalhar em conjunto para implementar
de imediato as suas ações, tal como solicitado pelo Conselho Europeu. Devem
dispensar uma especial atenção à plena conformidade com a Diretiva Serviços e à
maximização dos seus efeitos económicos, à futura carta com vista a balcões
únicos totalmente eletrónicos e à avaliação mútua das normas que regem as profissões
regulamentadas. Devem igualmente assegurar a plena aplicação da cláusula de
não-discriminação da Diretiva Serviços, segundo a qual os prestadores de
serviços não podem discriminar os seus clientes em função da sua nacionalidade
ou do seu local de residência, salvo se objetivamente justificado. No contexto do seu
futuro Plano de Ação Europeu para o Comércio a Retalho, a Comissão irá
intensificar os seus esforços para identificar e combater as práticas
comerciais desleais, em consonância com o compromisso assumido no Ato para o
Mercado Único em abril de 2011. Essas práticas são particularmente prejudiciais
para as PME. Na ausência de progressos satisfatórios para eliminar as práticas
comerciais desleais, nomeadamente no contexto do Fórum de Alto Nível sobre a
Melhoria do Funcionamento da Cadeia de Abastecimento Alimentar, a Comissão irá
estudar quais os passos seguintes mais adequados em 2013. Um mercado único digital Acção-chave 9: Reduzir os custos e aumentar a eficiência na implantação de infraestruturas
de comunicações de elevado débito. O acesso à banda
larga de elevado débito é um fator crucial para a inovação, a competitividade e
o emprego. Um aumento de 10% na penetração da banda larga pode resultar num
aumento anual do PIB de 1 - 1,5%[31]
e em ganhos de produtividade laboral da ordem dos 1,5%[32]. A inovação induzida pela
banda larga nas empresas cria emprego e tem potencial para gerar 2 milhões de
postos de trabalho adicionais até 2020[33]. No entanto, apesar dos progressos registados, a UE sofre ainda de uma
insuficiência de investimento na implantação de redes de banda larga de elevado
débito em todo o Mercado Único e está longe de ter atingido os objetivos
preconizados na Agenda Digital para a Internet de elevado débito[34]. O Mercado Único pode contribuir para acelerar substancialmente o
progresso, atacando uma das principais causas desta «latência» do investimento,
a saber, a prevalência de custos de engenharia civil desnecessariamente
elevados que podem representar até 80% dos custos totais neste domínio e
poderiam ser reduzidos para 25% através da mera reutilização das
infraestruturas existentes[35].
A Comissão irá propor normas comuns que permitam aos operadores explorarem
plenamente o potencial de redução de custos com a utilização de banda larga. A rápida adoção pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da proposta da
Comissão para o mecanismo «Interligar a Europa» contribuiria para a implantação
eficiente da banda larga de elevado débito e de infraestruturas de serviços
digitais, utilizando orçamento da UE de forma eficiente para potenciar o
investimento privado num setor crucial da economia. Para atingir a
nossa visão do mercado único digital, a UE deve resolver rapidamente um
determinado número de outras questões, incluindo a melhor utilização do espetro
no mercado único e o desenvolvimento de uma reflexão sobre a necessidade de
continuar a adaptar a legislação da UE em matéria de telecomunicações e de
direitos de autor. A Comissão tenciona levar esta questão avante, começando
pelo seguimento do Livro Verde sobre a distribuição em linha de obras
audiovisuais e pela rápida conclusão da revisão da Diretiva de 2001 relativa
aos direitos de autor. Faturação eletrónica nos
contratos públicos Acção-chave 10: Tornar a faturação eletrónica no modo normal de faturação para os
contratos públicos. A evolução para uma administração pública sem papel, nomeadamente na
sua dimensão transfronteiriça, deve constituir um objetivo a médio prazo para a
União Europeia e os Estados-Membros. A Agenda Digital para Europa[36] inclui um apelo no sentido de
se aumentar a utilização dos serviços públicos em linha para 50% dos cidadãos e
80% das empresas da UE, até 2015. A faturação eletrónica é um domínio
particularmente promissor, que a Comissão gostaria que se tornasse o modo
preponderante de faturação na UE até 2020[37]. A introdução de
medidas legislativas que permitam converter a faturação eletrónica na prática
habitual para os contratos públicos tornará o setor público num
«mercado-piloto» em matéria de faturação eletrónica e induzirá a sua utilização
mais ampla na economia. A ação neste domínio tornará os procedimentos de
pós-adjudicação nos contratos públicos mais eficientes e menos onerosos tanto
para as partes envolvidas como para os contribuintes. Contribuirá igualmente
para reduzir os atrasos nos pagamentos por parte das administrações públicas.
No caso do setor público, uma estimativa preliminar indica que, nos próximos
anos, poderão ser obtidas economias de cerca de 1 000 milhões de euros por ano,
se todas as faturas forem apresentadas em formato eletrónico[38]. Além disso, devem
ser tomadas medidas para evitar uma maior fragmentação do Mercado Único, em
virtude da atual criação de sistemas nacionais de faturação eletrónica que
operam com base em padrões diferentes, frequentemente de cariz nacional. Este
facto aumenta a complexidade e os custos com que se defrontam as empresas que
celebram contratos transfronteiriços com administrações públicas em toda a UE.
A Comissão irá, por conseguinte, propor ações concretas para atingir estes objetivos
em 2013. A transição para a
faturação eletrónica nos contratos públicos irá complementar o processo,
atualmente em curso, de modernização das regras da UE em matéria de contratos
públicos[39],
uma das ações-chave do Ato para o Mercado Único de abril de 2011. As
autoridades públicas que já recorrem a meios eletrónicos para a aquisição de
bens, serviços e obras constatam poupanças entre 5% e 20%. O estabelecimento da
contratação pública eletrónica a nível da UE poderá poupar aos orçamentos
públicos da UE pelo menos 100 mil milhões de euros por ano[40]. É por esse motivo que a
Comissão propõe a transição plena para a contratação eletrónica pré-adjudicação
até meados de 2016[41].
O Conselho e o Parlamento devem adotar essa proposta sem demora. 2.4. Reforçar o empreendedorismo
social, a coesão e a confiança dos consumidores Uma vez que a
crise económica afeta as camadas mais vulneráveis das nossas sociedades e
territórios, a Comissão entende que as políticas relacionadas com o Mercado
Único devem promover um crescimento inclusivo, sem discriminação, permitir a
participação económica e social e fomentar a coesão territorial. A taxa de
desemprego média na UE era de 10,4% em julho de 2012[42], e cerca de 81 milhões de
cidadãos europeus encontram-se em risco de pobreza[43], o que vem sublinhar a
urgência de agir. As políticas relacionadas com o Mercado Único devem
contribuir para eliminar os fatores de exclusão nas nossas sociedades. A economia social
e as empresas sociais são atores fundamentais que promovem a inovação social, a
inclusão e a confiança. A consolidação da confiança no Mercado Único e o
reforço da economia social de mercado exigem empresas altamente responsáveis e
inovadoras que possam exercer um efeito positivo sobre a sociedade e o
ambiente. A confiança é igualmente importante para que os consumidores tirem
pleno partido do Mercado Único e se sintam em segurança para consumir bens e
serviços que adquirem no mercado nacional ou provenientes de um outro
Estado-Membro. Consumidores Acção-chave 11: Melhorar a segurança dos produtos que circulam na UE através de uma
melhor coerência e aplicação das regras em matéria de segurança dos produtos e
de fiscalização do mercado. A UE dispõe de uma
rede rápida, eficiente e fiável para assegurar o cumprimento das normas de segurança.
No entanto, a coerência e a aplicação dos mecanismos existentes podem ser
melhoradas. Num mercado único em que os produtos circulam livremente em 27
territórios nacionais, a fiscalização do mercado tem de ser altamente
coordenada, de modo a permitir uma intervenção rápida numa grande extensão. A
fiscalização do mercado deve permitir que os produtos que não apresentam
condições de segurança, ou são de outra forma nocivos, sejam identificados e
excluídos ou retirados do mercado, e que os operadores desonestos e criminosos
sejam punidos. Deve ainda agir como um dissuasor poderoso. A Comissão irá
propor um pacote de medidas legislativas e não legislativas que proporcionarão
aos consumidores um Mercado Único mais homogéneo para produtos seguros e
conformes e uma melhor proteção da saúde, da segurança e do ambiente. Deverá
igualmente reduzir os custos de conformidade para as empresas e contribuir para
eliminar a concorrência desleal por parte de operadores desonestos,
nomeadamente através de uma melhor coordenação dos controlos de segurança dos
produtos nas fronteiras externas da UE. Além disso, os
consumidores exigem cada vez mais informações sobre os produtos que adquirem. A
transparência e a comparabilidade das informações são essenciais para permitir
aos consumidores fazerem escolhas inteligentes. Tal como anunciado no Ato para
o Mercado Único de abril de 2011, a Comissão irá propor uma metodologia para
calcular o impacto ambiental (incluindo as emissões de gases com efeito de
estufa) dos produtos e o modo de o apresentar aos consumidores. Coesão social e
empreendedorismo social Acção-chave 12: Proporcionar a todos os cidadãos da UE o acesso a uma conta bancária de
base, assegurar que os encargos das contas bancárias são transparentes e
comparáveis, e tornar mais fácil a mudança de conta bancária. O acesso às contas
bancárias e outros serviços bancários tornou-se essencial para a participação
na vida económica e social, mas verificam-se ainda discriminações, por exemplo
por motivos de residência, nacionalidade ou baixo nível de recursos. Graças ao
leque de serviços a ela associados, a conta bancária desempenha um papel
importante na integração dos cidadãos na comunidade económica e social
alargada. É por conseguinte necessário ajudar os cidadãos que podem ter
dificuldades na abertura de uma conta bancária, para promover a coesão social e
territorial e a mobilidade. Além disso, constata-se a persistência de problemas
no que se refere à clareza das informações sobre os encargos bancários, o que
torna difícil para os cidadãos da UE fazerem escolhas informadas. Em
consequência, os consumidores tendem a evitar mudar de conta, uma vez que as
ofertas são difíceis de comparar. A Comissão apresentará propostas legislativas
para abordar estas questões. Na sua iniciativa
de empreendedorismo social de outubro de 2011[44],
a Comissão apresentava um plano de ação para reforçar o papel das empresas
sociais no Mercado Único, tal como anunciado no Ato para o Mercado Único de
abril de 2011. O plano de ação está atualmente a ser implementado, em estreita
colaboração com o grupo de peritos sobre o empreendedorismo social e as partes
interessadas relevantes. No início de 2014, a Comissão fará um balanço dos
progressos alcançados e debaterá a necessidade de eventuais ações suplementares
para promover o empreendedorismo social. A Comissão lançou o Prémio de Inovação
Social Diogo Vasconcelos em 1 de outubro de 2012. No domínio do
empreendedorismo social, a questão atualmente mais premente é o desenvolvimento
de instrumentos para aumentar a confiança nas empresas sociais e a sua
visibilidade. Há que acordar novos instrumentos para demonstrar aos
consumidores, à banca, aos investidores e às autoridades públicas os benefícios
das empresas sociais. A Comissão desenvolverá uma metodologia para avaliar os
benefícios socioeconómicos criados pelas empresas sociais. É essencial
desenvolver avaliações rigorosas e sistemáticas do impacto das empresas sociais
na comunidade, e não as asfixiar em burocracia, para demonstrar que o dinheiro
investido em empresas sociais produz elevadas economias e rendimentos (por
exemplo, em matéria de impostos ou de criação de postos de trabalho). São
necessárias metodologias para medir os impactos sociais, nomeadamente para a
implementação da proposta relativa ao Fundo Europeu de Empreendedorismo social
ou para efeitos do apoio do instrumento financeiro para o empreendedorismo
social no âmbito do Programa para a Mudança e a Inovação Social, atualmente em
fase de negociação no Parlamento Europeu e no Conselho. Uma vez que a
participação proativa dos trabalhadores nas empresas tem um forte impacto na
sua responsabilização societal e na sua produtividade, a Comissão centrará
igualmente a sua atenção na questão das cooperativas e da participação dos
trabalhadores no capital. Por último, a
deficiência, incluindo a deficiência associada ao envelhecimento, não deverá
impedir os indivíduos e os grupos de colher os benefícios do Mercado Único. A
Comissão está atualmente a preparar uma iniciativa para melhorar o acesso das
pessoas com deficiência a bens e serviços dentro do Mercado Único. 3. CONCLUSÃO O Ato para o
Mercado Único II define doze prioridades imediatas, em que a Comissão irá
concentrar os seus esforços, de modo a apoiar o crescimento, o emprego e a
confiança no Mercado Único. Constituem as próximas etapas para a concretização
do nosso ideal de uma economia social de mercado altamente competitiva.
Necessitamos de agir de forma concertada, nomeadamente entre instituições
europeias e com os Estados-Membros, para as pôr em prática o mais rapidamente
possível. A Comissão compromete-se a apresentar todas as principais propostas
legislativas até à primavera de 2013 e a adotar todas as principais ações
não-legislativas o mais tardar até ao final desse ano. A Comissão apela ao Parlamento
Europeu e ao Conselho para que apliquem o procedimento acelerado a todas as
principais ações legislativas e as adotem prioritariamente até à primavera de
2014. Se implementado
rapidamente, o Ato para o Mercado Único II, juntamente com os resultados já
obtidos do Ato para o Mercado Único I, abrirá novas vias para o crescimento, o
emprego e a coesão social dos 500 milhões de cidadãos europeus. Testemunhará do
empenho da Europa em criar um novo crescimento através de uma agenda comum para
ultrapassar a crise. Todos juntos, temos de agir rapidamente e de forma
ambiciosa. Não há tempo a perder. ANEXO
I: LISTA DAS AÇÕES-CHAVE DO AMU II || Alavanca || Ação-chave || Proposta da Comissão Desenvolver redes plenamente integradas no Mercado Único 1 || Transporte ferroviário || Adotar um quarto pacote ferroviário destinado a melhorar a qualidade e a relação custo/eficiência dos serviços de transporte ferroviário de passageiros || Proposta legislativa a ser apresentada no quarto trimestre de 2012 2 || Transporte marítimo || Adotar o pacote «cintura azul» para estabelecer um genuíno mercado único no domínio dos transportes marítimos || Pacote de medidas legislativas e não legislativas a ser apresentado no segundo trimestre de 2013 3 || Transporte aéreo || Acelerar a implementação do Céu Único Europeu através de um novo pacote de ações || Plano de ação com medidas legislativas a ser apresentado no segundo trimestre de 2013 4 || Energia || Implementar um plano de ação a fim de melhorar a implementação e execução do terceiro pacote energético || Plano de ação a ser apresentado no quarto trimestre de 2012 Promover a mobilidade transfronteiras dos cidadãos e das empresas 5 || Mobilidade dos cidadãos || Converter o portal EURES num verdadeiro instrumento europeu de colocação e recrutamento || Decisão legislativa a ser adotada pela Comissão no quarto trimestre de 2012 6 || Acesso ao financiamento || Fomentar o investimento a longo prazo na economia real, promovendo o acesso a fundos de investimento de longo prazo || Proposta legislativa a ser apresentada no segundo trimestre de 2013 7 || Quadro normativo das empresas || Modernizar o quadro normativo da UE em matéria de insolvência para permitir a sobrevivência das empresas e oferecer uma segunda oportunidade aos empresários || Proposta legislativa e comunicação a ser apresentada no quarto trimestre de 2012 Apoiar a economia digital em toda a Europa 8 || Serviços || Rever a Diretiva relativa aos serviços de pagamento e apresentar uma proposta relativamente às comissões interbancárias multilaterais para tornar mais eficientes os serviços de pagamento na UE || Proposta legislativa a ser apresentada no segundo trimestre de 2013 9 || Mercado único digital || Adotar regras comuns a fim de reduzir os custos e aumentar a eficiência na implantação da banda larga de elevado débito || Proposta legislativa a ser apresentada no primeiro trimestre de 2013 10 || Contratos públicos e faturação eletrónica || Adotar legislação que torne a faturação eletrónica no modo normal de faturação para os contratos públicos || Proposta legislativa a ser apresentada no segundo trimestre de 2013 Reforçar o empreendedorismo social, a coesão e a confiança dos consumidores 11 || Consumidores || Melhorar a segurança dos produtos que circulam na UE através de uma diretiva revista relativa à segurança geral dos produtos, de um novo e único regulamento em matéria de fiscalização do mercado e de um plano de ação de acompanhamento || Pacote de medidas legislativas e não legislativas a ser apresentado no quarto trimestre de 2012 12 || Coesão social e empreendedorismo social || Adotar uma iniciativa legislativa com o objetivo de proporcionar a todos os cidadãos da UE o acesso a uma conta bancária, assegurar que os encargos das contas bancárias são transparentes e comparáveis, e tornar mais fácil a mudança de conta bancária. || Proposta legislativa a ser apresentada no quarto trimestre de 2012 ANEXO
II: Ato para o Mercado Único I: Ponto de situação relativamente às diferentes
ações Alavanca || Ação || A apresentar ou Resultado/Situação Acesso ao financiamento por parte das PME || AÇÃO-CHAVE Introduzir legislação sobre os fundos de capital de risco || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 7 de dezembro de 2011. Adotar um plano de ação para o acesso das PME ao financiamento || A Comissão Europeia adotou um plano de ação em 7 de dezembro de 2011. Rever a Diretiva relativa à transparência || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 25 de outubro de 2011. Rever o regulamento que dá execução à Diretiva relativa ao prospeto || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 30 de março de 2012. Rever a Diretiva relativa aos abusos de mercado || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 20 de outubro de 2011. Rever a Diretiva relativa aos mercados de instrumentos financeiros || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 20 de outubro de 2011. Mobilidade dos cidadãos || AÇÃO-CHAVE Rever o sistema de reconhecimento das qualificações profissionais || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 19 de dezembro de 2011. Publicar o Livro Branco sobre as pensões de reforma || A Comissão Europeia publicou o Livro Branco em 16 de fevereiro de 2012. Adotar legislação sobre os direitos complementares de reforma (transferibilidade) || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 9 de outubro de 2007. Rever a Diretiva IRPPP || A Comissão Europeia está a preparar uma proposta legislativa. Criar um passaporte europeu de competências || A Comissão Europeia está a preparar um passaporte. Adotar uma recomendação do Conselho sobre a aprendizagem não formal e informal || A Comissão Europeia apresentou uma proposta de recomendação do Conselho em 5 de setembro de 2012. Direitos de propriedade intelectual || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação que estabeleça uma proteção unitária para as patentes || A Comissão Europeia apresentou propostas legislativas em 13 de abril de 2011. Estudar o desenvolvimento de um instrumento de avaliação dos DPI || A Comissão Europeia está a estudar diferentes opções para o desenvolvimento desse instrumento Adotar legislação sobre a gestão coletiva de direitos || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 1 de julho de 2012. Adotar legislação em matéria de obras órfãs || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 24 de maio de 2011. Reforçar o papel do Observatório da contrafação e da pirataria || Regulamento adotado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho em 19 de abril de 2012, na sequência de uma proposta legislativa da Comissão apresentada em 24 de maio de 2011. Combater mais eficazmente a contrafação e a pirataria || A Comissão Europeia está a realizar consultas sobre as etapas seguintes. Apresentar uma proposta legislativa para alterar o atual regulamento aduaneiro || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 24 de maio de 2011. Modernizar o sistema europeu de marcas || A Comissão Europeia está a preparar uma proposta legislativa. Consumidores || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação sobre a resolução alternativa de litígios/resolução de litígios em linha || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 29 de novembro de 2011. Prosseguir os trabalhos sobre a abordagem europeia às vias de recurso coletivas || A Comissão Europeia está a estudar diferentes opções. Rever a Diretiva relativa à segurança geral dos produtos || A Comissão Europeia está a preparar uma proposta legislativa. Elaborar um plano de ação para a fiscalização do mercado || A Comissão Europeia está a preparar um plano de ação. Propor uma iniciativa sobre o impacto ambiental dos produtos || A Comissão Europeia está a preparar uma iniciativa. Publicar uma comunicação sobre os direitos dos passageiros || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação em 19 de dezembro de 2011. Revisão da Diretiva relativa às viagens organizadas || A Comissão Europeia está a preparar uma proposta legislativa. Garantir a transparência das comissões bancárias || A Comissão Europeia está a preparar uma proposta legislativa. Apresentar legislação que proteja os mutuários nos mercados hipotecários || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 31 de março de 2011. Serviços || AÇÃO-CHAVE Rever a legislação sobre o sistema europeu de normalização || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 1 de junho de 2011. Assegurar a aplicação da Diretiva Serviços || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação em 8 de junho de 2012. Efetuar uma verificação de desempenho para testar a aplicação conjunta, no terreno, da legislação comunitária tal como implementada e aplicada pelos Estados-Membros nos principais setores (construção, turismo, serviços às empresas) || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação em 8 de junho de 2012. Lançar uma iniciativa para combater as práticas comerciais desleais || A Comissão Europeia está a preparar uma Comunicação. Criar um grupo de alto nível sobre os serviços às empresas || A Comissão Europeia está a preparar a criação de um grupo de alto nível Redes || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação sobre as infraestruturas de energia e de transportes, a fim de desenvolver projetos estratégicos || A Comissão Europeia apresentou propostas legislativas em 19 de outubro de 2011. Adotar uma decisão que estabelece o programa estratégico sobre a utilização do espetro radioelétrico || Foi adotada uma Decisão pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho em 15 de fevereiro de 2012, na sequência de uma proposta legislativa da Comissão apresentada em 20 de setembro de 2010. Mercado Único digital || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação sobre a assinatura eletrónica, a identificação eletrónica e a autenticação eletrónica || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 4 de junho de 2012. Apresentar propostas sobre as tarifas de roaming || Foi adotado um Regulamento pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho em 30 de maio de 2012, na sequência de uma proposta legislativa da Comissão apresentada em 6 de julho de 2011. Apresentar um plano de ação para o desenvolvimento do comércio eletrónico || A Comissão Europeia adotou um plano de ação em 11 de janeiro de 2012. Apresentar orientações aos Estados-Membros sobre a identificação de discriminações injustificadas dos consumidores em razão da nacionalidade/ país de residência || A Comissão Europeia apresentou um documento de trabalho dos seus serviços, integrado no pacote «serviços», em 8 de junho de 2012. Rever a Diretiva relativa às informações do setor público || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 12 de dezembro de 2011. Empreendedorismo social || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação destinada a facilitar o desenvolvimento de fundos de investimento social || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 7 de dezembro de 2011. Introduzir legislação que estabelece o Estatuto da Fundação Europeia || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 8 de fevereiro de 2012. Lançar uma iniciativa em favor do empreendedorismo social || Comissão Europeia lançou uma iniciativa em 25 de outubro de 2011 Adotar uma comunicação sobre a responsabilidade social das empresas || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação em 25 de outubro de 2011. Proposta legislativa sobre a prestação de informações não financeiras por parte das empresas || A Comissão Europeia está a preparar uma proposta legislativa. Fiscalidade || AÇÃO-CHAVE Rever a Diretiva relativa à tributação da energia || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 13 de abril de 2011. Introduzir a MCCCIS (matéria coletável comum consolidada do imposto sobre as sociedades) || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 16 de março de 2011. Identificar os elementos para uma estratégia em matéria de IVA || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação em 6 de dezembro de 2011. Resolver os problemas de tributação transfronteiras para os cidadãos || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação sobre as formas de resolver o problema da dupla tributação, em 11 de novembro de 2011, e uma Comunicação e Recomendação sobre a tributação das sucessões, em 15 de dezembro de 2011. Coesão social || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação com vista à aplicação da Diretiva relativa ao destacamento de trabalhadores e à clarificação do exercício da liberdade de estabelecimento/prestação de serviço, em paralelo com os direitos sociais fundamentais || A Comissão Europeia apresentou propostas legislativas em 21 de março de 2012, mas retirou subsequentemente a proposta relativa à clarificação do exercício da liberdade de estabelecimento/prestação de serviços em paralelo com os direitos sociais fundamentais Apresentar uma comunicação sobre os SIEG (serviços de interesse económico geral). || A Comissão Europeia adotou uma Comunicação em 6 de dezembro de 2011. Rever o pacote «pós-Altmark» || A Comissão Europeia adotou uma Decisão legislativa em 20 de dezembro de 2011. Apresentar uma iniciativa sobre o acesso à conta bancária || A Comissão Europeia adotou uma Recomendação em 18 de julho de 2011. Quadro normativo das empresas || AÇÃO-CHAVE Adotar legislação para simplificar as diretivas contabilísticas || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 25 de outubro de 2011. Adotar uma diretiva para simplificar as obrigações em matéria de informação financeira especificamente para as micro entidades || Foi adotada uma diretiva pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho em 14 de março de 2012, na sequência de uma proposta legislativa da Comissão apresentada em 26 de fevereiro de 2009. Adotar o Estatuto da sociedade privada europeia || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 25 de junho de 2008. Introduzir um instrumento facultativo de direito europeu dos contratos || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 11 de outubro de 2011. Adotar um regulamento para simplificar a cobrança transfronteiriça de dívidas || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 20 de julho de 2011. Contratos públicos || AÇÃO-CHAVE Rever as diretivas relativas aos contratos públicos || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 20 de dezembro de 2011. Introduzir (alterar) uma diretiva relativa à adjudicação de contratos de concessão || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 20 de outubro de 2011. Adotar legislação sobre os contratos públicos com países terceiros || A Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa em 21 de março de 2012. [1] Cálculos da Comissão Europeia através do modelo QUEST II. Para
mais informações sobre o modelo, consultar:
http://ec.europa.eu/economy_finance/publications/publication1719_en.pdf [2] Comunicação da Comissão Europeia: «Ato para o Mercado Único.
Doze alavancas para estimular o crescimento e reforçar a confiança mútua.
Juntos para um novo crescimento», COM(2011) 206 final. [3] Mario Monti: «Uma nova estratégia para o Mercado Único»; Relatório
apresentado ao Presidente da Comissão Europeia; 9 de maio de 2010. [4] Parlamento Europeu: «Um mercado único ao serviço dos
consumidores e dos cidadãos» (Relatório Grech); A7-0132/2010 [5] Conclusões do Conselho Europeu; 23 de outubro de 2011; EUCO 52/11 [6] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma melhor governação para o
Mercado Único», COM (2012) 259. [7] Resolução do
Parlamento Europeu de 14 de junho de 2012, sobre um «Ato para o Mercado Único:
As próximas etapas para o crescimento» (2012/2663 (RSP)) [8] Parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre as
ações-chave para um Ato para o Mercado Único II; CESE 1575/2012 [9] Comissão Europeia: «O mercado único visto pelas pessoas:
http://ec.europa.eu/internal_market/strategy/docs/20concerns/publication_en.pdf. [10] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma política industrial
integrada para a era da globalização»; COM(2010) 614 [11] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma agenda digital para a
Europa»; COM(2010) 245 [12] Comunicação da Comissão Europeia: «União da inovação» COM(2010)
546 [13] Todas as ações que o presente documento propõe que sejam adotadas
pela Comissão são coerentes e compatíveis com o atual QFP (2007-2013) e com a
proposta para o novo quadro financeiro plurianual para 2014-2020. [14] Expressos em tonelada/km. Estimativa baseada em dados da EUROSTAT. [15] Comunicação da Comissão Europeia: « Crecimento azul, oportunidades
para o crescimento marinho e marítimo sustentável» COM(2012)494 . [16] Com base em estimativas documentadas em relatórios do órgão de
análise do desempenho do Céu Único Europeu e da comissão de avaliação do
desempenho. [17] Estudo sobre o funcionamento dos mercados retalhistas da
eletricidade para os consumidores da UE;
Http://ec.europa.eu/consumers/consumer_research/market_studies/retail_energy_market_study_en.htm [18] O sistema energético europeu requer investimentos de cerca de 1
bilião de euros até 2020, dos quais 200 mil milhões de euros são necessários só
para as redes de eletricidade e de gás;
http://ec.europa.eu/energy/publications/doc/2011_energy2020_en.pdf [19] Relatório do Presidente do grupo de peritos sobre o ajustamento
transfronteiras entre empresas inovadoras e investidores adequados; Comissão
Europeia, 2012; http://ec.europa.eu/transparency/regexpert/
index.cfm?do=groupDetail.groupDetailDoc&id=6008&no=1 [20] Nomeadamente no âmbito da política de coesão. [21] Desde o início da crise financeira em 2008, o Banco europeu de
Investimento disponibilizou financiamento no valor de 40 mil milhões de euros a
mais de 210 000 PME. Comunicação da Comissão «Plano de ação para melhorar o
acesso das PME ao financiamento»; COM(2011) 870 final. [22] O objetivo da iniciativa «Europa 2020 - obrigações para o financiamento
de projetos» consiste em atrair investidores institucionais para o mercado de
capitais que financia projetos de infraestrutura. Em julho de 2012, a UE lançou
uma fase-piloto da iniciativa EU-BEI «Obrigações para o financiamento de
projetos». [23] A Comissão lançou uma consulta pública. Ver:
http://ec.europa.eu/taxation_customs/common/consultations/tax/2012/_venture_capital_en.htm [24] Comunicação da
Comissão: «Programa de ação para a redução dos encargos administrativos na
União Europeia - Planos de redução sectoriais e ações para 2009», COM(2009)
544, e http://ec.europa.eu/enterprise/policies/better-regulation/documents/ab_studies_2009_en.htm. [25] Comunicação da Comissão Europeia: «Sobre o futuro do IVA»;
COM(2011)851 [26] McKinsey Global Institute, «Internet matters, the net's
sweeping impact on growth, jobs and prosperity», maio de 2011. [27] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma Agenda Digital para a
Europa», COM(2010) 245 final. [28] Comunicação da Comissão Europeia: «Um enquadramento coerente para
reforçar a confiança no mercado único digital do comércio eletrónico e dos
serviços em linha», COM (2011) 942. [29] Eurostat, inquérito sobre a utilização das TIC pelos agregados
familiares e pelos cidadãos (2009). [30] A ser aplicado plenamente por todos os Estados-Membros, poderia
gerar um crescimento económico de 2,6% do PIB da UE. Comunicação da Comissão
Europeia: «Uma parceria para um novo crescimento no setor dos serviços
2012-2015», COM (2012) 261. A Comissão apresentará um relatório sobre os
progressos da implementação da Diretiva Serviços no contexto da sua Análise
Anual do Crescimento de 2013. [31] Czernich, N., Falck, O., Kretschmer,
T., and Woessman, L. (2009) Broadband infrastructure and economic growth
(CESinfo Working Paper no. 2861 [32] Booz & Company (2012) Maximising the impact of
Digitalisation:
http://www.booz.com/media/uploads/BoozCo_Maximizing-the-Impact-of-Digitization.pdf [33] Estimativa da Comissão baseada em estudos nacionais (Liebenau,
J., Atkinson, R., Karrberg, P., Castro, D. e Ezell, S., 2009, The UK Digital
Road to Recovery; Katz R.L. et al , 2009, The Impact of Broadband on
Jobs and the German Economy) [34] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma Agenda
Digital para a Europa», COM(2010) 245. [35] Analysys Mason (2008), The costs of deploying fibre-based next-generation
broadband infrastructure [36] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma Agenda Digital para a
Europa», COM(2010) 245. [37] Comunicação da Comissão Europeia: «Aproveitar os benefícios da
faturação eletrónica para a Europa», COM (2010) 712. [38] Este
valor corresponde às estimativas próprias da Comissão, baseadas nos dados
disponíveis ao público. O impacto efetivo de uma iniciativa da Comissão neste
domínio pode assumir um valor diferente. [39] Proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do
Conselho relativa aos contratos públicos, COM/2011/896 final, e proposta de
diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa aos contratos públicos
celebrados pelas entidades que operam nos setores da água, da energia, dos
transportes e dos serviços postais, COM (2011) 895 final, uma ação-chave do Ato
para o Mercado Único I. [40] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma estratégia para a
contratação pública eletrónica» COM (2012) 179 final. [41] Comunicação da Comissão Europeia: «Uma estratégia para a
contratação pública eletrónica» COM (2012) 179 final. [42] Eurostat. [43]. Eurostat EU-SILC, ano de referência 2010. [44] Comunicação da Comissão Europeia: «Iniciativa de empreendedorismo
social», COM (2011) 682.