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Document 52014DC0381
REPORT FROM THE COMMISSION TO THE EUROPEAN PARLIAMENT AND THE COUNCIL concerning short-term statistics as required by Council Regulation (EC) No 1165/98 of 19 May 1998
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO sobre as estatísticas conjunturais, conforme exigido pelo Regulamento (CE) n.º 1165/98 do Conselho, de 19 de maio de 1998
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO sobre as estatísticas conjunturais, conforme exigido pelo Regulamento (CE) n.º 1165/98 do Conselho, de 19 de maio de 1998
/* COM/2014/0381 final */
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO sobre as estatísticas conjunturais, conforme exigido pelo Regulamento (CE) n.º 1165/98 do Conselho, de 19 de maio de 1998 /* COM/2014/0381 final */
1.
Introdução As estatísticas
conjunturais europeias descrevem as evoluções mais recentes das economias
europeias em quatro grandes áreas: indústria, construção, comércio a retalho e
serviços (excluindo os serviços financeiros). Para
cada uma destas áreas, as estatísticas conjunturais fornecem uma série de
indicadores, como a produção, o volume de negócios, os preços na produção
(frequentemente, referidos também como preços no produtor), o número de pessoas
empregadas, as horas trabalhadas, os ordenados brutos e vários outros
indicadores. A base jurídica para as estatísticas conjunturais é o Regulamento
(CE) n.º 1165/1998[1], e sucessivas alterações (a seguir
«regulamento das estatísticas conjunturais»). O artigo 14.º,
n.º 2, do Regulamento estabelece: Até 11 de agosto
de 2008, e posteriormente de três em três anos, a Comissão apresentará ao
Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório sobre as estatísticas compiladas
nos termos do presente regulamento, em especial sobre a sua relevância e
qualidade e sobre a revisão dos indicadores. O relatório abordará
especificamente os custos do sistema estatístico e os encargos para as empresas
decorrentes da aplicação do presente regulamento em relação aos seus
benefícios. Também informará sobre as boas práticas destinadas a diminuir a
carga para as empresas e indicará formas de reduzir os encargos e os custos. O presente
relatório dá seguimento aos relatórios apresentados em junho de 2008 e junho de
2011 nos termos do referido artigo[2]. A segunda parte
descreve a utilização de estatísticas conjunturais e a sua importância para as
principais políticas europeias e a condução da política monetária na Europa. Dá
conta também das evoluções mais importantes nessas estatísticas desde o último
relatório sobre a qualidade das mesmas, em junho de 2011. A terceira parte
descreve com maior precisão os diferentes parâmetros qualitativos das
estatísticas conjunturais. A quarta parte
apresenta os custos e os encargos envolvidos na recolha e no tratamento dos
dados para as estatísticas conjunturais, assim como alguns exemplos do modo
como os Estados‑Membros conseguiram reduzir esses custos. A última parte
apresenta as perspetivas de evolução das estatísticas conjunturais. Panorâmica das
estatísticas conjunturais e evoluções mais importantes A compilação de
dados estatísticos conjunturais foi um fator importante para a criação da zona
euro e o acompanhamento da política monetária europeia[3].
Dos 22 principais indicadores económicos europeus (PIEE)[4]
iniciais desenvolvidos para monitorizar o desenvolvimento económico da União
Europeia e dos seus Estados‑Membros e, em especial, para conduzir a
política monetária na zona euro, oito são construídos a partir de estatísticas
conjunturais: produção industrial, preços da produção industrial no mercado
interno, preços de importação de produtos industriais, produção na construção,
volume de negócios no comércio a retalho e reparações, volume de negócios nos
serviços (exceto serviços de comércio a retalho), (outros) serviços, preços da
produção nos serviços e licenças de construção. O Banco Central
Europeu e os bancos centrais nacionais contam‑se entre os mais
importantes utilizadores de estatísticas conjunturais, juntamente com a própria
Comissão Europeia, os governos nacionais, institutos de investigação, empresas
e organizações empresariais. As notícias relativas às estatísticas conjunturais
merecem geralmente grande destaque nos meios de comunicação. Estas estatísticas
constituem também um importante contributo para outras áreas estatísticas, como
as contas nacionais. As estatísticas
conjunturais são as mais importantes de todas as produzidas pelo serviço de
estatística da UE (Eurostat). São mais comummente utilizadas para a análise das
tendências económicas, para formular previsões e modelos, mas também são
necessárias para preparar decisões políticas, para fins de investigação,
verificação e validação de dados de outras fontes e para servir de base a
decisões empresariais (por exemplo, estudos de mercado). As estatísticas
conjunturais também podem ser utilizadas pelas empresas para diversos outros
fins (por exemplo, a utilização de índices de preços na produção para a
indexação de contratos). Desde a adoção
do último relatório sobre a qualidade das estatísticas conjunturais, em junho
de 2011, ocorreram várias alterações. Com o Regulamento (UE) n.º 461/2012
da Comissão, de 31 de maio de 2012[5],
a recolha de dados sobre as novas encomendas industriais foi interrompida; o
último comunicado de imprensa sobre estes dados foi publicado em 22 de
fevereiro de 2012, com os dados referentes a dezembro de 2011. Esses dados
destinavam‑se inicialmente a proporcionar um indicador‑piloto e uma
indicação precoce do desenvolvimento da produção industrial. No entanto, a sua
capacidade de previsão revelou‑se bastante limitada a nível europeu, pelo
que o Comité do Sistema Estatístico Europeu decidiu que se devia interromper a
obrigatoriedade de recolha de dados para as variáveis relativas a novas
encomendas industriais a nível europeu. Em março de
2012, foi introduzido um novo método de ajustamento sazonal para as
estatísticas conjunturais europeias. O objetivo do ajustamento sazonal é tornar
os dados mensais ou trimestrais diretamente comparáveis, eliminando os efeitos
sazonais, como uma quebra da produção industrial durante as férias de verão ou
um aumento do volume de negócios no comércio retalhista antes do Natal. A
partir do ano de referência de 2012, o Eurostat passou para um método de
ajustamento sazonal indireto, mediante o qual as séries de dados nacionais são
primeiro corrigidas de sazonalidade e em seguida utilizadas, como média
ponderada, para produzir agregados europeus. No passado, o Eurostat utilizou
uma abordagem direta para as estatísticas conjunturais, ou seja, os dados
nacionais não corrigidos foram agregados a nível europeu, sendo posteriormente
corrigidos de sazonalidade. O novo método garante a coerência dos agregados
europeus e nacionais e também está em consonância com as orientações de
ajustamento sazonal do Sistema Estatístico Europeu (SEE). Em outubro de
2012, as estatísticas conjunturais passaram a estar sujeitas à política de
orientações do SEE em matéria de revisão. Atualmente os agregados europeus dos
oito PIEE conjunturais e do comércio a retalho são revistos e publicados apenas
uma vez por mês. As datas são previamente anunciadas no calendário de
publicação de estatísticas conjunturais[6].
Os dados nacionais continuam a ser atualizados imediatamente logo que as novas
informações ficam disponíveis. No início de
2013, os índices conjunturais passaram a ter por base os anos de 2005 a 2010.
Esta mudança implicou a atualização das ponderações utilizadas para calcular os
agregados europeus, de forma a refletir a estrutura económica de 2010 (mudança
do ano‑base) e uma mudança aritmética do ano de referência (média de 100
em 2010 e não em 2005). A partir de
2013, foram disponibilizados dados trimestrais sobra as horas trabalhadas e os
salários e vencimentos brutos para o comércio a retalho e reparações e para
outros serviços. A base jurídica é o Regulamento (CE) n.º 329/2009[7]. Âmbito e
qualidade dos indicadores para as estatísticas conjunturais Âmbito e conformidade com o regulamento relativo às
estatísticas conjunturais O cumprimento
pelos Estados‑Membros do regulamento relativo às estatísticas
conjunturais em termos de fiabilidade, oportunidade, coerência e
comparabilidade é objeto de acompanhamento semestral pelo Eurostat, que revela
um elevado grau de cumprimento e melhorias constantes. Com base nos diversos
aspetos de qualidade sublinhados no Código de Prática das Estatísticas
Europeias[8],
é calculada uma pontuação de conformidade completa para cada país, a qual
abrange todos os indicadores. A partir de 1 de outubro de 2013, a
pontuação média da UE‑28 era de 9,6 (em 10) – igual à de 1 de abril de
2013. A maioria dos Estados‑Membros está agora próxima de uma
conformidade total com o regulamento ou já está conforme. Exatidão, fiabilidade, coerência e comparabilidade O regulamento
relativo às estatísticas conjunturais e atos conexos introduziram um conjunto
de definições comuns para as estatísticas conjunturais, aplicadas por todos os
Estados‑Membros. O Eurostat e os institutos nacionais de estatística
trabalham em conjunto para garantir um elevado grau de exatidão, fiabilidade e
coerência dos indicadores para as estatísticas conjunturais. O enquadramento
metodológico que o Regulamento consagra é continuamente melhorado mercê de
consultas de peritos técnicos e do trabalho de grupos temáticos especiais. Importa reter
que as metodologias não têm de ser idênticas em todos os Estados‑Membros.
Em conformidade com o princípio da subsidiariedade e a fim de ter em conta as
diferenças nacionais, por exemplo, no que diz respeito à dimensão, estrutura
económica e disponibilidade dos dados administrativos, o regulamento deixa aos
Estados‑Membros a liberdade de decidirem sobre as formas mais eficientes
e eficazes de recolha e de tratamento dos dados. O Eurostat
trabalha também com outras organizações internacionais, em especial a OCDE, a
fim de melhorar a comparabilidade dos dados e das metodologias para além da UE. Atualidade e pontualidade Para as
estatísticas conjunturais é essencial que os dados estejam disponíveis
rapidamente. Por conseguinte, o regulamento relativo às estatísticas
conjunturais fixa prazos relativamente curtos para a transmissão dos dados
nacionais ao Eurostat[9].
O quadro 1 mostra os atuais prazos de transmissão dos dados ao Eurostat
(terceira coluna) e os prazos estabelecidos pelo Comité Económico e Financeiro
(CEF) no seu relatório mais recente sobre os requisitos de informação na União
Económica e Monetária. A última coluna indica os atuais prazos de divulgação
(por exemplo, através de boletins informativos). Em geral, a
atualidade das estatísticas conjunturais pode ser considerada bastante boa.
Qualquer atraso deve‑se, em geral, ao facto de o prazo de entrega
corresponder a um fim de semana ou feriado nacional. Os utilizadores
são informados das datas de publicação dos boletins informativos com bastante
antecedência, através do calendário de publicação disponível no sítio Web do
Eurostat[10].
Nos últimos anos, todas as datas anunciadas no calendário foram cumpridas. Quadro
1: Atualidade – número de dias entre o
termo do período de referência e o prazo de entrega dos dados, Regulamento das
estatísticas conjunturais, objetivo do CEF e divulgação efetiva dos agregados
da UE (situação em maio de 2013). Indicador || Periodicidade || Prazos do Regulamento das estatísticas conjunturais a) || Metas CEF para 2013 b) || Divulgação dos totais da UE c) Produção industrial || Mensal || 40 || 40 || 44 Preços da produção industrial no mercado interno || Mensal || 35 || 35 || 33 Preços de importação de produtos industriais || Mensal || 45 || 45 || 37 Produção na construção || Mensal || 45 || 45 || 47 Licenças de construção || Trimestral || 90 || 90 || 89 Volume de negócios no comércio a retalho e reparações || Mensal || 30 || 30 || 36 Volume de negócios nos (outros) serviços || Trimestral || 60 || 60 || 65 Preços de produção nos serviços || Trimestral || 90 || 90 || 91 a)
Prazos de transmissão dos dados ao Eurostat nos
termos do Regulamento das estatísticas conjunturais; Para os países mais
pequenos, os prazos são por vezes mais longos. b)
As metas fixadas no relatório de 2013 do Comité
Económico e Financeiro (CEF), referente aos requisitos de informação no quadro
da UEM. c)
Número de dias entre o termo do período de referência
e a divulgação (por exemplo, boletins informativos, publicação de dados).
Alguns atrasos causados por feriados em maio (o mês de referência). Revisão dos indicadores de estatísticas conjunturais
Os primeiros
resultados dos indicadores conjunturais assentam parcialmente em dados
preliminares, estimados e incompletos. Após a primeira publicação dos dados, os
resultados dos inquéritos muitas vezes melhoram com a introdução dos dados
relativos aos inquiridos em atraso. Os dados são revistos por diversos outros
motivos, incluindo ajustamentos sazonais, avaliações comparativas, fontes de
dados novas e/ou melhoradas, correções de erros ou alterações metodológicas,
mas a dimensão das revisões é geralmente limitada, em especial ao nível de
agregação da UE ou na zona euro. Para avaliar a
qualidade dos primeiros resultados dos quatro indicadores de estatísticas
conjunturais publicados mensalmente num comunicado de imprensa, foram
analisadas as alterações entre a primeira e a segunda publicações das taxas de
crescimento mensais para o período compreendido de 2011‑2013. Quadro
2: Dimensão da revisão para os quatro
principais indicadores de estatísticas conjunturais, 2011‑13 a) 1 || 2 || 3 || 4 || 5 || Revisão média b) || Revisão média absoluta c) || Taxa de crescimento absoluta média || Revisão média relativa d) Produção industrial || 0,1 || 0,2 || 0,7 || 0,2 Preços da produção industrial no mercado interno || 0,0 || 0,0 || 0,4 || 0,1 Produção na construção || 0,0 || 0,7 || 1,5 || 0,4 Volume do comércio a retalho || 0,0 || 0,2 || 0,6 || 0,4 a)
Taxas de crescimento ajustadas sazonalmente dos
indicadores para a zona euro b)
Diferenciais entre as taxas de crescimento na
segunda e na primeira publicações, média de 2011‑2013. c)
Diferenciais absolutos entre as taxas de crescimento
na segunda e na primeira publicações, média de 2011‑2013. d)
Rácio entre a revisão absoluta (3.ª coluna) e a taxa
de crescimento absoluta na segunda publicação (4.ª coluna), média de 2011‑2013.
Diferenciais devido a erros de arredondamento. O quadro 2
mostra, para os agregados da zona euro dos quatro indicadores incluídos nos
boletins informativos, a escala média das revisões das taxas de crescimento
entre a primeira e a segunda publicações, um mês mais tarde (segunda coluna).
Este valor é próximo de zero, o que significa que as revisões em alta e em
baixa das taxas de crescimento quase se anulam, ou seja, não existe um
enviesamento sistemático no sentido da sobrestimação ou subestimação de
resultados. Em termos
absolutos (terceira coluna), as revisões médias variam entre quase zero para os
preços da produção industrial e 0,7 pontos percentuais para a produção na
construção. As diferenças entre os indicadores devem‑se essencialmente a
fatores metodológicos. Enquanto os preços da produção industrial não são
geralmente objeto de revisão, os indicadores da produção podem ser revistos
vários anos após a primeira publicação. As taxas médias
de crescimento (em termos absolutos, na segunda publicação) são indicados na
coluna 4. A última coluna apresenta a relação entre a revisão da taxa de
crescimento e a própria taxa de crescimento (no momento da segunda publicação).
Isso permite‑nos apreciar com maior exatidão a dimensão das revisões, uma
vez que há uma diferença se uma revisão de 0,2 pontos percentuais, por
exemplo, é aplicada a uma taxa de crescimento relativamente elevada ou
relativamente baixa. Acessibilidade, clareza e disponibilidade de
metainformação Todos os dados
estatísticos conjunturais estão acessíveis gratuitamente no sítio Web do
Eurostat. A secção especial dedicada às estatísticas conjunturais encontra‑se
na secção «Indústria, comércio e serviços» ou através da função «search»[11]. Em termos de
estatísticas conjunturais, o Eurostat publica anualmente 48 boletins
informativos, ou seja, mensalmente um para cada um dos quatro principais
indicadores (produção industrial, preços da produção industrial, produção na
construção e volume do comércio a retalho). Nos últimos anos, todos os boletins
informativos foram publicados de acordo com o calendário previsto. Acresce que,
desde o último relatório sobre a qualidade das estatísticas conjunturais, em
2011, foram publicadas sete edições do Statistics in focus que, para
além de fornecerem dados quantitativos, tratam de questões metodológicas
específicas e analisam as tendências económicas do momento. Explicações
completas e específicas sobre questões metodológicas (metainformação) estão
também disponíveis no Statistics in Focus (ver atrás) e no sítio Web do
Eurostat. Um novo dicionário em linha, Statistics Explained, fornece
explicações concisas sobre conceitos estatísticos. A base de dados «STS
sources» contém informações detalhadas sobre os processos estatísticos,
questões jurídicas, regras de confidencialidade, qualidade de dados e métodos
nacionais de recolha de dados. Para vários indicadores‑chave, há
explicações metodológicas adicionais (PEEIs in focus)[12].
Custos para o
sistema estatístico e encargos para as empresas Os custos (para
os sistemas estatísticos, de recolha, tratamento e divulgação de dados) e os
encargos (para as empresas que apresentam os dados) relativos às estatísticas
conjunturais apenas podem ser medidos de forma imperfeita. As amostras são
organizadas de forma diferente nos Estados‑Membros, o que dificulta as
comparações. Além disso, a produção de estatísticas conjunturais não pode ser
totalmente separada da de outras estatísticas e nem sempre existem métodos
claros para atribuir os custos e os encargos a tipos específicos de
estatísticas (por exemplo, dados recolhidos no âmbito de um inquérito de
apuramento de dados conjunturais também serão utilizados para as contas
nacionais). Por último, os métodos utilizados para recolher dados sobre os
custos e a carga de trabalho (por exemplo, através de um inquérito
separado, em combinação com os inquéritos existentes ou utilizando estimativas
periciais) variam de Estado‑Membro para Estado‑Membro. No quadro 3
apresenta‑se um esboço de cálculo da carga de trabalho para uma empresa
média (decorrente essencialmente do preenchimento dos questionários) relativa
aos oito PIEE em questão. Para facilitar a comparação, a carga estatística é
calculada em minutos por mês, mesmo para os indicadores trimestrais. Como o
quadro 3 indica, existem diferenças consideráveis entre os países,
variando a carga de trabalho entre quase inexistente e duas horas por mês para
responder a um questionário. Uma carga de valor zero normalmente indica que os
dados não foram recolhidos por meio de um questionário de estatísticas
conjunturais, mas que provêm de outras fontes (frequentemente, fontes
administrativas do IVA) ou produzidas por outros métodos (por
exemplo, combinando outras estatísticas). Quadro 3: Valores
nacionais médios, mais elevados e mais baixos da carga (minutos por mês) para
uma empresa que respondeu a um questionário em 2012 (UE‑ 27) || Carga em 2012 (minutos por mês) || Média, não ponderada || Máximo || Mínimo Produção industrial || 20 || 76 || 0 Preços da produção industrial || 19 || 120 || 1 Preços de importação de produtos industriais || 16 || 65 || 3 Produção na construção || 21 || 115 || 0 Licenças de construção || 7 || 40 || 0 Volume das vendas a retalho || 8 || 15 || 0 Volume de negócios nos (outros) serviços || 5 || 13 || 0 Preços de produção nos serviços || 12 || 47 || 2 Quadro 4:
Evolução da carga estatística para as empresas e dos custos para os institutos
nacionais de estatística (2009‑2012) || Número de Estados‑Membros em que || a carga aumentou || a carga diminuiu || a carga não se alterou || a comparação não é possível Produção industrial || 6 || 10 || 3 || 8 Preços da produção industrial || 8 || 11 || 4 || 4 Preços de importação de produtos industriais || 4 || 4 || 2 || 17 Produção na construção || 3 || 13 || 6 || 5 Licenças de construção || 3 || 5 || 10 || 9 Volume das vendas a retalho || 3 || 6 || 3 || 15 Volume de negócios nos (outros) serviços || 5 || 13 || 4 || 5 Preços de produção nos serviços || 5 || 14 || 3 || 5 || Número de Estados‑Membros em que || os custos aumentaram || os custos diminuíram || os custos não se alteraram || a comparação não é possível Produção industrial || 5 || 13 || 3 || 6 Preços da produção industrial || 8 || 12 || 4 || 3 Preços de importação de produtos industriais || 8 || 4 || 3 || 12 Produção na construção || 8 || 11 || 4 || 4 Licenças de construção || 7 || 10 || 4 || 6 Volume das vendas a retalho || 4 || 7 || 4 || 12 Volume de negócios nos (outros) serviços || 6 || 13 || 3 || 5 Preços de produção nos serviços || 13 || 8 || 2 || 4 No caso de
alguns Estados‑Membros, estão disponíveis os encargos com as estimativas
relativos a 2009 e 2012. O quadro 4 indica o número de países em que os encargos
mensais médios para as empresas que fornecem dados aumentou, diminuiu ou
manteve‑se inalterado (a última coluna indica o número de países
relativamente aos quais não existem dados de 2009 e/ou 2012). A parte inferior
do quadro apresenta as informações relativas aos custos de produção dos vários
indicadores para os institutos de estatística. De uma forma geral, em média, a
redução dos encargos e dos custos ultrapassou quaisquer aumentos. É também de
salientar que o nível de redução dos encargos e dos custos, em muitos casos,
foi superior ao aumento dos encargos e dos custos. Em consequência, pode
presumir‑se uma melhoria da situação em termos de encargos e custos para
a UE no seu conjunto. A redução geral
dos encargos estatísticos para as empresas pode explicar‑se pela menor
dimensão das amostras na maioria dos Estados‑Membros, relativamente à
maioria dos indicadores de estatísticas conjunturais. Além disso, hoje em dia
os dados estatísticos são recolhidos mais frequentemente por meio de inquéritos
eletrónicos e na Internet, o que também implica custos e encargos mais baixos
em comparação com os métodos de recolha tradicionais, tais como os
questionários postais. Além disso, aparentemente, os serviços de estatística
recorrem mais a dados administrativos, ou seja, dados já disponíveis
provenientes das administrações fiscais ou do emprego, dos organismos de
segurança social ou das entidades responsáveis no sector da construção. Ainda que a
utilização das fontes administrativas existentes para fins estatísticos reduza
os encargos para as empresas, pode induzir custos superiores para os serviços
de estatística porque os dados podem ter de ser ajustados. Como, muitas vezes,
os dados administrativos não correspondem diretamente aos conceitos
estatísticos das estatísticas conjunturais, é necessário efetuar ajustamentos
que podem afetar a qualidade dos dados. Além disso, a utilização de dados
administrativos também exige uma coordenação permanente, em especial nos países
onde a administração está descentralizada. Por último, a
utilização de dados administrativos como contributo para as estatísticas
conjunturais coloca um desafio, em especial para os indicadores mensais em que
os requisitos de oportunidade são muito exigentes e os prazos curtos. Os dados
administrativos são muitas vezes recolhidos com menor frequência do que o
exigido para estatísticas conjunturais e/ou ficam disponíveis tarde demais. Um
projeto realizado no âmbito do programa de Modernização das Estatísticas
Europeias das Empresas e do Comércio (MEETS)[13] prestou
assistência financeira para a análise e a melhoria da utilização dos dados
administrativos para fins estatísticos (incluindo as contas das empresas) e
para ajudar os Estados‑Membros a passar dos inquéritos estatísticos para
a utilização de dados administrativos, embora assegurando uma elevada qualidade
dos dados. O projeto foi concluído em meados de 2013[14]. Perspetivas de
evolução das estatísticas conjunturais Entre 2000 e
2012, a percentagem da indústria e da construção no conjunto da atividade
económica passou de 27,3 % para 24,7 %. Durante o mesmo período, a
percentagem dos serviços comerciais (exceto banca e seguros) passou de
43,2 % para 45,5 %[15].
No entanto, a grande e crescente importância económica do setor dos serviços
não está suficientemente refletida nas estatísticas conjunturais atuais. Em
geral, os indicadores relativos aos serviços têm uma cobertura mais limitada,
são menos pormenorizados e publicados com menor frequência do que os dados para
a indústria e a construção (ver anexo). Para melhorar a
coerência das várias estatísticas das empresas europeias e otimizar o rácio de
benefícios/custos e encargos da sua produção, pretende‑se harmonizar e
ligar estes domínios estatísticos de forma mais estreita, através de um
regulamento‑quadro relativo à integração das estatísticas das empresas.
Neste contexto, também se prevê uma análise aprofundada das estatísticas
conjunturais. Em 2011, o
Eurostat lançou uma consulta intensiva de todos os principais utilizadores e
produtores nacionais de estatísticas conjunturais, com vista a avaliar as
formas de melhorar os indicadores de estatísticas conjunturais relativas ao
setor dos serviços. Não obstante algumas preocupações quanto a um possível
aumento dos custos e encargos, a consulta revelou um amplo consenso sobre a
necessidade de melhorias nesta área. Tendo em conta os comentários dos
utilizadores e dos produtores, a Comissão vai propor que se altere o
regulamento em vigor, para garantir a pertinência das estatísticas
conjunturais, à luz da crescente importância económica dos serviços nas
economias europeias e tendo plenamente em conta as suas preocupações quanto ao
aumento dos custos e encargos para a sua produção. [1] JO L 162 de 5.6.1998, p. 1. [2] COM(2008) 340 final de 9.6.2008 e COM(2011) 329 final de
8.6.2011. Também em 2003 foi apresentado um relatório de qualidade: COM (2003)
36 final de 29.1.2003. [3] Requisitos estatísticos do Banco Central Europeu na
área das estatísticas económicas gerais, Banco Central Europeu, agosto de
2000. [4] A lista inicial dos PIEE foi elaborada em 2002
[Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho sobre as
estatísticas da zona euro, 27.11.2002, COM(2002) 661 final]. [5] JO L 142 de 1.6.2012, p. 26. [6] O calendário de publicação das estatísticas conjunturais
pode ser descarregado em: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/short_term_business_statistics/introduction. [7] JO L 103 de 23.4.2009, p. 3. [8] O Código de Prática das Estatísticas Europeias está
disponível em: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/quality/code_of_practice. [9] Os prazos inicialmente estabelecidos no Regulamento (CE)
n.º 1165/98 do Conselho relativo a estatísticas conjunturais foram reduzidos
pelo Regulamento (CE) n.º 1158/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho, de
6 de julho de 2005 (JO L 191 de 22.7.2005, p. 1). [10] http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/release_calendars/news_releases.
De notar que este calendário abrange um importante número de indicadores
europeus, não apenas no domínio das estatísticas conjunturais. [11] http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/short_term_business_statistics/introduction. [12] As fontes das estatísticas conjunturais e os relatórios PEEIs
in focus estão disponíveis em: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/short_term_business_statistics/methodology. [13] Decisão n.º 1297/2008/CE do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a um programa de modernização das
estatísticas europeias relativas às empresas e ao comércio (MEETS), JO L 340 de
19.12.2008, p. 76. [14] Os resultados obtidos estão disponíveis em http://www.cros-portal.eu/content/admindata-sga-3.
[15] Valor acrescentado bruto a preços de base, Eurostat,
Contas Nacionais, base de dados: [nama_nace10_k]. Anexo:
Indicadores para as estatísticas conjunturais (Principais Indicadores
Económicos Europeus a negrito), Q – indicador trimestral, M – indicador
mensal Indústria || Construção || Comércio a retalho e reparação || Outros serviços Produção industrial (M) || Produção na construção (M/Q) Construção de edifícios Engenharia civil || - || - Volume de negócios na indústria (M) Volume de negócios na produção industrial interna Produção não-interna (zona euro e extra zona euro) || - || Volume de negócios do comércio a retalho e reparações (M) || Volume de negócios nos (outros) serviços (Q) - || Licenças de construção (Q) Número de habitações m2 de superfície útil || - || - Número de pessoas ao serviço (Q) || Número de pessoas ao serviço (Q) || Número de pessoas ao serviço (Q) || Número de pessoas ao serviço (Q) Horas trabalhadas (Q) || Horas trabalhadas (Q) || Horas trabalhadas (Q) || Horas trabalhadas (Q) Ordenados e salários brutos (Q) || Ordenados e salários brutos (Q) || Ordenados e salários brutos (Q) || Ordenados e salários brutos (Q) Preços na produção industrial (M) Preços na produção interna Preços na produção não-interna (zona euro e extra zona euro) || Preços na produção para a construção / custos da construção (Q) || Volume do comércio a retalho (M) || Preços na produção nos (outros) serviços (Q) Preços na importação industrial (M) (zona euro e extra zona euro) || - || - || -