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Document 52014DC0284
REPORT FROM THE COMMISSION TO THE EUROPEAN PARLIAMENT, THE COUNCIL, THE EUROPEAN ECONOMIC AND SOCIAL COMMITTEE AND THE COMMITTEE OF THE REGIONS concerning the governance of macro-regional strategies
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES sobre a governação das estratégias macrorregionais
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES sobre a governação das estratégias macrorregionais
/* COM/2014/0284 final */
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES sobre a governação das estratégias macrorregionais /* COM/2014/0284 final */
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO
EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS
REGIÕES sobre a governação das estratégias
macrorregionais 1.
Introdução Desde o início
da estratégia da UE para a Região do Mar Báltico, em 2009, a Europa tem
assistido a um interesse crescente pela cooperação no âmbito de regiões
europeias mais extensas. As estratégias macrorregionais representam uma nova
oportunidade para o desenvolvimento abrangente de regiões mais extensas,
abordando os desafios e o potencial comuns. Representam um claro valor
acrescentado da UE e contribuem para o reforço das atuais políticas horizontais
da UE. Respondem a questões como: ·
a deterioração do estado ambiental do Mar Báltico;
·
o potencial não explorado em termos de melhor
navegabilidade e qualidade da água em benefício de uma Região do Danúbio
atrativa; ·
a diversidade e fragmentação económicas, sociais e
ambientais da Região Adriático-Jónica; e ·
os desequilíbrios territoriais, económicos e
sociais entre as cidades e as zonas rurais nos Alpes, a abordar numa eventual
futura estratégia da UE para a Região Alpina. A abordagem
integrada destas questões permite também que importantes objetivos políticos
gerais, como a integração da ação climática nas principais políticas e o apoio
ao desenvolvimento de uma economia com baixo teor em carbono e resistente às
alterações climáticas, sejam integrados no trabalho de desenvolvimento
regional. Existem já
vários exemplos de boas práticas de ações macrorregionais bem-sucedidas na
estratégia da UE para a Região do Mar Báltico e na estratégia da UE para a
Região do Danúbio. O estado do meio ambiente do Mar Báltico está a melhorar
através de ações conjuntas para reduzir a poluição, incluindo o projeto
«CleanShip». A navegação no Danúbio está a ser facilitada graças ao reforço dos
trabalhos de manutenção. Têm sido desenvolvidas diversas inovações nos domínios
do ambiente, das tecnologias limpas e da ecoinovação, nomeadamente no âmbito do
Programa Conjunto de Investigação e Desenvolvimento do Mar Báltico (BONUS)[1]1, e está igualmente em curso um trabalho
semelhante na Região do Danúbio. No entanto, à
medida que os trabalhos se intensificaram, a experiência[2]
revelou vários obstáculos à execução. Por exemplo, as inundações devastadoras
na região do Danúbio, em 2013, não foram seguidas de uma resposta
suficientemente coordenada, apesar das iniciativas tomadas ao mais alto nível
político. São necessárias mudanças. O presente
relatório responde ao convite formulado pelo Conselho no sentido de facilitar
as negociações para melhorar a governação das estratégias macrorregionais e
apresentar um relatório até ao final de 2014.[3]
Uma melhor governação tem de clarificar os elementos necessários para o êxito
da abordagem, incluindo uma assunção de responsabilidades mais efetiva por
parte dos países que iniciaram as estratégias. O termo
«governação» descreve o processo a abordar — de que forma e por quem são
executadas as estratégias, e iniciadas e financiadas as ações conjuntas. Mais
especificamente, os atuais elementos-chave da governação incluem: — o
envolvimento dos Estados-Membros e da Comissão ao mais alto nível político
(isto é, ministerial), a fim de garantir um compromisso político e uma
orientação estratégica; — Pontos de Contacto Nacionais[4]e
funcionários de alto nível em cada país participante para coordenar os
trabalhos ao mais alto nível administrativo; — peritos[5],
responsáveis por cada prioridade temática (por exemplo, ambiente, transportes,
investigação e inovação), ou questão horizontal (por exemplo, alterações
climáticas e ordenamento do território), para cada país participante, e, em
princípio, formando um grupo orientador para o domínio em causa a nível da
macrorregião. Estes elementos
constituem a estrutura a ser revista e reforçada, para assegurar um impacto
claro e melhores resultados ao executar as estratégias. 2.
Melhorias necessárias A análise
efetuada e a experiência adquirida através das estratégias atuais[6]
revelam que são especialmente necessárias melhorias nos seguintes domínios: ·
Reforço da liderança política e da tomada de
decisão nos países e regiões em causa: os ministros e
as autoridades nacionais responsáveis pela coordenação dos trabalhos necessitam
de usufruir de plenos poderes e de dirigir mais claramente as ações no terreno;
·
Maior clareza na organização dos trabalhos: no que se refere às autoridades envolvidas na execução diária das
estratégias, é preciso garantir cadeias de responsabilidade claras, uma
cooperação eficaz e recursos suficientes. Todavia, para
obter uma melhor governação das estratégias macrorregionais não são necessários
novos fundos ou novas instituições. Importa sobretudo garantir uma utilização
mais racional dos recursos já existentes.[7]
Além disso, não existe uma solução única para todos os casos. É importante
compreender e ter em conta as diferentes potencialidades das macrorregiões e
dos países participantes. Em especial, interessa utilizar devidamente as atuais
organizações regionais. As estratégias devem complementar os trabalhos
desenvolvidos por outras estruturas. As iniciativas conexas — por exemplo, as
estratégias para as bacias marítimas no âmbito da Política Marítima Integrada —
também podem beneficiar das abordagens aqui enunciadas. O presente
relatório analisa as estratégias atuais aos seguintes níveis: ·
Liderança política e apropriação: Quem é responsável pela direção estratégica? Quem toma as principais
decisões? Como garantir a identificação com as estratégias, a comunicação dos
resultados e a assunção de responsabilidades no seu âmbito? ·
Coordenação: Quem é
responsável pela coordenação administrativa geral ao nível do país (ou da
região) participante? ·
Execução: Quem deve
dirigir a execução quotidiana, quem precisa de estar associado e como deve ser
apoiado? Como assegurar a plena participação dos países terceiros nas
estratégias? Estes
níveis são interdependentes. Uma liderança política clara constitui um
pré-requisito para uma coordenação e uma execução eficazes. A definição de uma
estrutura acordada entre a Comissão e os países envolvidos, com
responsabilidades hierarquizadas, é essencial para criar um quadro sólido a
médio e a longo prazo. 3.
Liderança política e apropriação A criação de uma
estrutura política ao mais alto nível, que proporcione uma orientação geral,
estabeleça prioridades e tome as decisões fundamentais, é crucial para a
eficácia das estratégias macrorregionais. Este nível
político é responsável pela estratégia, pela definição de prioridades e pela
resolução de questões fundamentais, como o ajustamento do financiamento à
abordagem macrorregional. Deve garantir que as autoridades envolvidas no
processo de execução podem desenvolver um trabalho eficaz com recursos
suficientes e dispõem de uma autoridade adequada. Os problemas não resolvidos
ao nível técnico têm de ser tratados ao nível político. O sistema atual
depende fortemente da Comissão Europeia em termos de liderança
estratégica. A Comissão assegura uma certa dinâmica, intervém como mediador em
situações de impasse e organiza os eventos mais importantes. Dá apoio aos principais
intervenientes e assume um papel central na apresentação de relatórios e na
avaliação. Além disso, a Comissão é uma facilitadora-chave e a entidade que
garante a dimensão da UE. No entanto, uma
dependência excessiva em relação à Comissão enquanto principal impulsionadora
não é desejável. Para terem êxito, as estratégias macrorregionais requerem um
maior equilíbrio entre a liderança garantida pelos países ou pelas regiões
envolvidos e a ação da Comissão. As boas práticas
atuais incluem: – as reuniões ministeriais setoriais organizadas na Região do Mar
Báltico, destinadas a alcançar um compromisso em prol da melhoria da qualidade
ambiental do Mar Báltico (reuniões ministeriais da Comissão de Helsínquia) e as
reuniões ministeriais na Região do Danúbio a favor de uma manutenção mais
adequada do rio (reunião especial dos ministros dos Transportes); – as reuniões ministeriais da Estratégia para o Danúbio relacionadas com
o Fórum Anual. Além disso, a organização de uma reunião específica dos
ministros do Desenvolvimento Regional no âmbito do Fórum de 2013 permitiu
ajustar os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento a esta estratégia; – as reuniões de alto nível sobre o Mar Báltico, realizadas no contexto
dos atuais quadros de cooperação (por exemplo, as Cimeiras do Conselho dos
Estados do Mar Báltico e a Conferência Parlamentar do Mar Báltico) discutem
regularmente a Estratégia para o Mar Báltico; – o Conselho Adriático-Jónico, reunindo os ministros dos Negócios
Estrangeiros, que é um catalisador-chave da futura Estratégia Adriático-Jónica.
No entanto, as
reuniões ministeriais não são ainda suficientemente sistemáticas, ou
concretas, para garantir uma liderança estratégica clara. É importante
colmatar as eventuais lacunas entre as declarações ministeriais e os resultados
alcançados. Quando as decisões são tomadas, devem ser seguidas de ações
concertadas. É importante considerar a possibilidade de realizar algumas
reuniões ministeriais de forma mais regular, para melhorar a execução no
terreno. Os
ministros responsáveis pelo Ponto de Contacto Nacional
precisam de ter uma função de coordenação nacional mais estratégica no Governo
a que pertencem. Existem boas práticas nesta matéria: na Suécia, o ministro e
os funcionários do ministério responsável informam as agências nacionais, o
Parlamento e os ministérios conexos (bem como os respetivos ministros) sobre as
iniciativas em curso e os desafios considerados na sua estratégia
macrorregional, reforçando, desta forma, a coordenação nacional/regional e a
participação de todas as partes interessadas do Governo. O Ponto de Contacto
Nacional tem um papel essencial na facilitação dessa coordenação. Este modelo
poderia ser reproduzido utilmente noutros países. Além da
liderança, é importante garantir um sentimento de apropriação. A participação
das partes interessadas deve ser reforçada, incluindo os parlamentos aos
diferentes níveis, as estruturas de governação regionais e a sociedade civil.
Já estão a ser organizadas reuniões de membros da UE e dos parlamentos nacionais
do Mar Báltico e da Região do Danúbio.[8]
A sociedade civil está cada vez mais envolvida no processo de execução (por
exemplo, no âmbito da prioridade «Biodiversidade» na Região do Danúbio e da
prioridade «Energia» no Báltico), bem como no desenvolvimento de uma eventual
Estratégia da UE para a Região Alpina, mas é possível ir mais além. 3.1.
Opções e recomendações ·
Os países e as regiões envolvidos devem garantir
uma liderança geral estratégica a nível ministerial. Os ministros
responsáveis pelo Ponto de Contacto Nacional devem ser, em última instância, os
responsáveis pela tomada de decisões, assegurando, em conjunto, uma estrutura
regular de tomada de decisão. Devem ser responsáveis pela avaliação dos
progressos alcançados, pela orientação do processo de execução e pela definição
de respostas caso ocorram situações de impasse. As reuniões devem coincidir com
o Fórum Anual. As outras opções para assegurar uma liderança estratégica
poderiam incluir: –
uma presidência rotativa para cada
estratégia por um determinado período, com base num princípio de rotação
acordado mutuamente.[9]
O exercício da presidência poderia também implicar o acolhimento e a
organização do Fórum Anual, garantindo, assim, uma ligação direta ao processo
de execução; –
A nomeação de um representante especial para
cada estratégia, aprovado pelos países em causa. As suas competências podem
incluir a condução do processo de execução, a resolução de problemas e a
apresentação de relatórios ao nível ministerial. Esta representação pode ser
criada ao nível ministerial ou equivalente, à semelhança da experiência dos
Coordenadores TEN-T[10].
Pode ser financiada a título do programa de cooperação transnacional ou por
outros meios. ·
Os ministros setoriais devem promover a
realização de progressos nos domínios temáticos que são da sua competência. Em
cada domínio de ação, a liderança a nível ministerial deve ser assumida
primeiramente pelo país que lidera o domínio prioritário em causa. Podem ser
organizadas reuniões numa base regular, devendo ser considerada a possibilidade
de realizar reuniões à margem das reuniões do Conselho. O representante
especial deverá desempenhar um papel pró-ativo nessas reuniões; ·
Os ministros responsáveis pelo Ponto de Contacto
Nacional devem ter uma função de coordenação estratégica
no seu Governo nacional ou regional, informando regularmente o Governo
sobre as iniciativas em curso e assegurando a articulação das políticas e o
financiamento; ·
Os Pontos de Contacto Nacionais devem coordenar
a sua ação a nível nacional com os peritos dos domínios temáticos —, para
que as decisões conduzam a ações; ·
A Comissão deve continuar a oferecer apoio estratégico. Facilitará a avaliação dos progressos
realizados, identificará as lacunas que devem ser resolvidas a nível político e
proporá soluções para resolver situações de impasse no processo de execução.
Deve assegurar a coerência com as posições e políticas da UE, em especial a
integração da abordagem macrorregional nas políticas da UE; ·
É preciso redobrar esforços para melhorar a
comunicação sobre os resultados alcançados e as atividades desenvolvidas,
para promover o debate público sobre a abordagem macrorregional, e as suas
realizações. Todos os intervenientes devem ser incentivados a dar o seu
contributo, incluindo as entidades nacionais e regionais públicas e privadas
que participam nas estratégias; ·
Os países participantes e a Comissão devem explorar
plenamente o novo potencial dos programas de cooperação transnacional[11]
(e do programa INTERACT que concede apoio à cooperação em toda a UE[12]),
para facilitar e apoiar as atividades supracitadas desenvolvidas ao nível
político. 4.
Coordenação Uma estratégia macrorregional
forte e operacional precisa de uma gestão e de uma coordenação profissionais,
tanto ao nível nacional como macrorregional. Essa coordenação
estabelece a ligação entre a liderança política e as entidades responsáveis
pelo processo de execução. Inclui tarefas como a orientação operacional, a
apresentação de relatórios e a avaliação do desempenho, a coordenação
nacional/regional e a facilitação dos eventos mais importantes. Deve incluir a
cooperação com as organizações regionais existentes. Atualmente, as
funções de coordenação e gestão estão apenas parcialmente asseguradas.
Os Pontos de Contacto Nacionais são os principais intervenientes a este
respeito, juntamente com os seus homólogos na Comissão. É preciso clarificar o
papel dos Pontos de Contacto Nacionais, para obter uma melhor gestão e
coordenação no interior de cada administração. Até à data, a Comissão
tem tido uma participação muito ampla nas atividades de coordenação, sobretudo
na fase de arranque das estratégias. Contudo, o apoio técnico quotidiano
desviou recursos das suas tarefas essenciais, onde pode acrescentar maior
valor, como garantir a coerência com os objetivos da UE e prestar o apoio
político e temático especializado da UE.[13] Os Pontos de
Contacto Nacionais do Báltico e do Danúbio assumem cada vez mais a gestão do
processo de execução. Estão a estabelecer ligações entre as estratégias e os
Fundos Estruturais e de Investimento Europeus, como na Letónia e na Hungria.
Esta é uma boa prática. No entanto, embora alguns disponham de pessoal
suficiente para desempenhar as suas tarefas essenciais, muitos outros carecem
de mais recursos. A maior parte dos
Pontos de Contacto Nacionais criou uma plataforma de coordenação nacional,
reunindo as partes interessadas nacionais/regionais para facilitar o processo
de execução. Bons exemplos neste domínio são a Áustria e a Polónia, que
conseguiram reunir os intervenientes centrais/federais e regionais, os
ministérios setoriais, as autoridades de gestão dos programas, as associações
locais e vários organismos, nomeadamente, científicos. Além disso, foi
instituído um Grupo de Alto Nível, com representantes (Ponto de Contacto
Nacional ou equivalente) de todos os 28 Estados-Membros da UE, bem como dos
países terceiros, com vista a analisar a abordagem geral aplicável a todas as
estratégias macrorregionais. Paralelamente a estas reuniões, são organizados
debates a nível regional entre os Pontos de Contacto Nacionais. No entanto, o
papel deste grupo e a sua comunicação com outras instituições e os principais
intervenientes precisam de ser clarificados. A próxima Estratégia
Adriático-Jónica e a possível Estratégia para a Região Alpina reforçarão a importância
do intercâmbio de informações e de boas práticas e da participação dos países e
das regiões não pertencentes à UE. 4.1.
Recomendações ·
Os Pontos de Contacto Nacionais devem
encabeçar a liderança da coordenação e das operações. É importante adotar disposições
nacionais para facilitar esta ação. Devem reunir-se regularmente, de modo a
garantir uma coordenação permanente e uma boa circulação das informações. As reuniões podem
ser presididas pelo país que exerce a presidência rotativa da estratégia macrorregional
ou pelo representante especial proposto. ·
A Comissão deve continuar a desempenhar um
papel-chave, sempre que a sua participação resulte num claro valor
acrescentado. Além das ações já referidas, tal inclui, em parceria com os
Pontos de Contacto Nacionais, a resolução de questões como a falta de pessoal,
a falta de sinergias com as instituições existentes ou diferentes níveis de
empenho por parte das autoridades públicas. Sempre que estas deficiências
suscitem preocupações quanto à evolução do desempenho e ao valor acrescentado
dos domínios prioritários, deverão ser tomadas decisões conjuntas em matéria de
viabilidade futura. ·
O Grupo de Alto Nível deve procurar garantir
mais ativamente a coerência entre as várias estratégias macrorregionais e com as
ações e os objetivos da UE em geral. Este grupo deve partilhar as boas práticas
nomeadamente em matéria de governação, fixação de metas e indicadores,
monitorização e avaliação, e sensibilização do público.
Deve servir de fórum para comparar as várias abordagens e práticas de cada
região, com vista a maximizar o efeito de alavanca e o impacto. ·
Os programas de cooperação transnacional
relevantes e o programa INTERACT devem prever mecanismos específicos que
facilitem este nível fulcral de coordenação. As tarefas podem incluir a
conceção e o desenvolvimento complementar de projetos (existentes, em curso,
previstos e propostos), a utilização de fontes de financiamento e a definição
de metas. Devem também facilitar a apresentação de relatórios e a publicidade. ·
É importante assegurar que as macrorregiões sejam
abrangidas pelos debates realizados ao nível da UE-28, incluindo no Parlamento
Europeu, no Comité das Regiões e no Comité Económico e Social. 5.
Execução A execução das
estratégias inclui tarefas como facilitar a criação e implementação de
iniciativas e projetos, definir indicadores e metas, reforçar a ligação com os
programas de financiamento relevantes, como os Fundos Europeus Estruturais e de
Investimento, os programas Horizonte 2020, LIFE e COSME, e a participação nos
comités dos programas, se for caso disso. Devem ser procuradas sinergias com os
instrumentos externos da UE, nomeadamente o Instrumento de Pré-Adesão e o
Instrumento Europeu de Vizinhança. Os peritos dos
domínios prioritários e respetivos grupos orientadores constituem o motor do
processo de execução, garantindo a sua adequação de acordo com uma abordagem
temática. Os desafios atuais nesta matéria incluem: –
as suas capacidades e recursos: se alguns
realizam um trabalho excecional, para outros as tarefas relacionadas com as
estratégias representam uma sobrecarga a acrescentar às tarefas principais,
exigindo um maior apoio institucional e financeiro por parte das suas
autoridades. Embora tenham sido criados grupos orientadores constituídos por peritos
nacionais na maioria dos domínios temáticos, nem todos têm uma boa
participação. Entre os bons exemplos incluem-se os domínios prioritários
«Pessoas e Competências» no Danúbio e «Seguro» ou «Navio» no Báltico; –
os países e as regiões que não pertencem à UE foram plenamente envolvidos de forma oficial. Contudo, na prática, a
sua participação ativa é muitas vezes limitada por razões relacionadas com as
suas capacidades e os seus recursos; –
as cadeias de responsabilidade não são
atualmente suficientemente claras no que diz respeito à apresentação de
relatórios sobre os progressos alcançados no cumprimento das metas e à
avaliação global do desempenho; –
é concedido apoio financeiro temporário[14] aos
coordenadores, mas as estratégias carecem de um apoio profissional e
duradouro numa base quotidiana. Os programas de cooperação transnacional
permitem agora colmatar esta lacuna. É crucial que se dediquem recursos
suficientes no âmbito destes programas; –
embora o programa de apoio INTERACT tenha
facilitado especificamente a comunicação e os vários trabalhos em geral, deve
agora evoluir de modo a facilitar em geral a conceção e o desenvolvimento dos
projetos, e, em especial, complementar o apoio específico às macrorregiões do
programa transnacional, a fim de promover particularmente o intercâmbio de boas
ideias e abordagens entre as regiões; –
embora a disponibilidade de financiamento tenha,
até à data, representado frequentemente um problema, o novo quadro normativo
para o período de programação de 2014-2020 e o início de um novo exercício
financeiro permitem agora que os projetos sejam apoiados por programas da UE.
Todavia, um importante trabalho deve ainda ser feito para ajustar de forma mais
adequada os fundos aos objetivos das estratégias. 5.1.
Recomendações ·
Os ministros setoriais (ou, se for caso
disso, os representantes de outras organizações responsáveis pelos domínios
prioritários) devem ser plenamente responsáveis pelos trabalhos realizados nos
domínios temáticos, bem como pelas condições oferecidas aos peritos dos
domínios temáticos e aos membros dos grupos orientadores. Estes deverão ser
oficialmente nomeados e receber um mandato claro, bem como recursos
suficientes. ·
Os peritos dos domínios temáticos e os grupos
orientadores deverão ser os impulsionadores especialistas do processo
quotidiano de execução. É importante instituir grupos orientadores formados por
membros de todos os países envolvidos, para todos os domínios. As suas funções,
as suas capacidades, os seus recursos e o seu envolvimento são essenciais para
ter sucesso. A Comissão deve assegurar um trabalho especializado temático
equivalente. As tecnologias da informação e comunicação podem facilitar os
fluxos de comunicação entre as reuniões. ·
Deve ser facilitada a integração de países e
regiões que não pertencem à UE mas que participam nas estratégias, com base
na boa abordagem desenvolvida na Região do Danúbio para a participação nas
reuniões do grupo orientador, e fazer uso das tecnologias da comunicação. ·
É indispensável uma cooperação com as instituições
existentes, evitando a duplicação ou sobreposição de atividades. Se tal for
acordado, e à luz dos exemplos de boas práticas no âmbito dos trabalhos
relativos ao Báltico, as instituições regionais atuais devem participar no
processo de execução. ·
Os programas de cooperação transnacional,
embora mantendo os atuais objetivos, devem também ser utilizados eficazmente
para apoiar a coordenação e a execução das estratégias. Devem explorar
abordagens inovadoras para a criação de redes e o intercâmbio de pontos de
vista. Se for caso disso, as plataformas ou os pontos de contacto nacionais a
integrar nas instituições regionais atuais, podem desempenhar tarefas como: –
apoiar os trabalhos dos principais responsáveis
pelo processo de execução, tanto em termos práticos, como de recolha de dados,
de análise e de aconselhamento; –
criar uma plataforma para envolver a sociedade
civil, as estruturas de governação regionais e de governação a vários níveis, e
promover o debate parlamentar; –
facilitar o Fórum Anual. ·
Com base na experiência adquirida, nas competências
e nas redes já desenvolvidas nos trabalhos iniciais de apoio, o programa
INTERACT deverá oferecer uma assistência geral em matéria de conceção e de
desenvolvimento. Tal inclui: –
prestar serviços gerais a todas as estratégias
macrorregionais, nomeadamente em matéria de comunicação, e explorar os
resultados alcançados em matéria de cooperação; –
assegurar o intercâmbio de boas práticas entre as
estratégias macrorregionais existentes e futuras; –
facilitar a ligação entre as estratégias
macrorregionais e os programas de financiamento; –
facilitar as sinergias temáticas. 6.
Conclusões Em suma,
para obterem resultados significativos e alavancarem as políticas atuais, as
estratégias macrorregionais precisam de um sistema de governação devidamente
eficaz. Exigem: ·
liderança política e responsabilidades mais
claras, incluindo uma estrutura de tomada de decisão,
o reconhecimento das estratégias enquanto interesses horizontais e a assunção
de responsabilidades a todos os níveis de governação; ·
a continuação do envolvimento da Comissão,
em parceria com os países e regiões, a fim de garantir uma abordagem coordenada
a nível da UE; ·
um quadro sustentável que garanta uma ligação
sistemática entre este nível político e a coordenação e execução, incluindo
cadeias de responsabilidade claras, garantidas através da realização regular de
reuniões ministeriais, e, se tal for acordado, através da nomeação de um representante
especial; ·
mecanismos mais adequados para garantir um pleno
empenho dos países terceiros a todos os níveis; ·
uma melhor utilização e um trabalho complementar
das organizações regionais existentes, ao nível adequado; ·
uma gestão mais forte ao nível dos Pontos de
Contacto Nacionais, garantindo uma coordenação estratégica e o acompanhamento
do processo de execução; ·
uma utilização mais adequada e
focalizada dos fundos existentes e uma melhor coordenação dos programas
e iniciativas setoriais, através dos principais responsáveis pela execução e da
Comissão, mas também com o envolvimento do setor privado e das instituições
financeiras internacionais, se for caso disso; ·
um apoio sustentado aos principais responsáveis
pela execução, utilizando em especial o apoio institucional e de reforço das
capacidades proporcionado pelos recentemente ajustados programas
transnacionais de 2014-2020; ·
melhor publicidade e comunicação relativas
aos trabalhos desenvolvidos; ·
melhor utilização das tecnologias da informação
e comunicação, de modo a facilitar uma comunicação moderna, rápida e
económica entre as partes interessadas; ·
maior envolvimento da sociedade civil,
incluindo através dos parlamentos nacionais e regionais, e das redes ou
plataformas de aconselhamento, sensibilizando para os objetivos estratégicos e
o calendário a cumprir. A Comissão
convida as outras instituições, e os países e regiões envolvidos, a aprovar as
recomendações propostas, e a colaborar com a Comissão na melhoria da governação
das estratégias, a fim de maximizar os seus resultados e impacto, tendo em
conta os diferentes contextos macrorregionais. 1 O artigo 185.º, do
Programa Conjunto de Investigação e Desenvolvimento do Mar Báltico (BONUS)
fundamenta-se na Decisão n.º 862/2010/UE. [2] Comunicação relativa à
Estratégia da União Europeia para a Região do Mar Báltico, de 23 de março de 2012,
COM(2012) 128 final; Relatório relativo à Estratégia da União Europeia para a
Região do Danúbio, de 8 de abril de 2013, COM(2013) 181 final. «Report
concerning the added value of macro-regional strategies», de 27 de junho de
2013, COM(2013) 468 final. Ver conclusões do Conselho «Assuntos Gerais», de 22
de outubro de 2013. [3] Ver
conclusões do Conselho «Assuntos Gerais», de 22 de outubro de 2013. [4] Este nome poderá ser
revisto, de forma a melhor refletir a sua responsabilidade de coordenação
central. [5] Atualmente com
designações diversas, como «coordenadores das ações prioritárias»,
«coordenadores das ações horizontais» e «coordenadores-pilar». [6] ibid. nota de
rodapé 2. [7] ibid. nota de
rodapé 2. [8] Conferências realizadas
em 2013 sob a Presidência Lituana da UE e dos deputados da Região do Danúbio [9] Como atualmente acontece
na Estratégia da UE para a Região do Mar Báltico, o princípio de rotação da
presidência de uma estratégia pode ter em conta as presidências da UE no
Conselho e as presidências noutras instituições macrorregionais, ou ser
exercida numa base voluntária. [10] Redes Transeuropeias de
Transportes. [11] Os programas
de cooperação transnacional dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento ,
como o Programa para o Mar Báltico ou o Programa para a Região do Danúbio. [12] O programa INTERACT é
cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, com vista a
facilitar o trabalho dos programas de cooperação territorial europeia e as
estratégias macrorregionais. www.interact-eu.net [13] Um bom exemplo da ação
orientadora da Comissão, ligando a estratégia às negociações realizadas ao
nível político, é o seu documento de trabalho «Uma Agenda de Crescimento Azul
Sustentável para o Mar Báltico». [14] Projetos-piloto
e ações preparatórias introduzidos no orçamento da UE pelo Parlamento Europeu.