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Document 52007DC0392
Melhorar a qualidade da formação académica e profissional dos docentes
Esta comunicação visa avaliar a formação académica e profissional dos docentes na União Europeia (UE) e formula propostas de ações passíveis de serem levadas a cabo a nível dos países da UE e sobre o modo como a UE poderá apoiar essas ações.
Os docentes desempenham um papel vital ao ajudarem os indivíduos a desenvolver os seus talentos, realizar o seu potencial e adquirir os conhecimentos e as competências de que irão precisar como cidadãos e trabalhadores.
A comunicação salienta a existência de uma grande disparidade entre os diferentes países da UE no que diz respeito às normas e práticas de formação académica e profissional dos docentes, como é o caso da repartição do tempo anual mínimo de formação obrigatória em serviço, bem como do apoio e supervisão para novos docentes.
A Comissão Europeia trabalha em estreita colaboração com os países da UE, a fim de os ajudar a desenvolver e modernizar as suas políticas no domínio da educação e da formação. Visa uma profissão altamente qualificada e caracterizada pela mobilidade internacional, em que os docentes são apoiados para que prossigam o seu desenvolvimento profissional ao longo de toda a carreira, trabalhando em parceria com a comunidade em geral. A Comissão propõe os passos seguintes para os países da UE no domínio da adoção de políticas:
O desenvolvimento profissional ao longo da vida de cada docente deve ser coordenado a nível nacional e deve dispor de financiamento adequado. Começando pela participação em programas de integração, esta medida inclui orientação e debates regulares sobre as necessidades de formação e desenvolvimento.
Os docentes precisam de ter os conhecimentos relativos à sua área de ensino, as atitudes e as competências pedagógicas necessárias para ajudar os jovens a atingir plenamente o seu potencial, identificando as necessidades de cada aluno e recorrendo a um leque de estratégias.
Os docentes devem ser capazes de se responsabilizar pelos seus próprios percursos de aprendizagem, da mesma forma que ajudam os jovens a assumir a responsabilidade de delinear os seus percursos. Tal inclui uma reflexão sistemática sobre a sua prática pedagógica, bem como a realização de estudos ou investigação com base na sua prática pedagógica.
Dada a complexidade das exigências feitas aos docentes e o leque de conhecimentos e competências que têm de dominar, os países da UE devem considerar a possibilidade de adotar um nível mais elevado de qualificação dos docentes, como já sucedeu em alguns países.
Devem estar previstos programas de mestrado e doutoramento (assim como de licenciatura), e devem ser reforçadas as relações entre os formadores de professores, os professores em atividade, o mundo do trabalho e as restantes entidades. Os responsáveis pela formação de docentes devem possuir experiência prática de ensino e ter alcançado um padrão muito elevado no tocante às aptidões, atitudes e competências exigidas.
Os docentes devem refletir plenamente a diversidade social existente a nível da cultura, da língua materna, do género e das deficiências, e os países da UE devem eliminar os obstáculos que impedem a concretização deste objetivo.
Pela sua parte, a Comissão compromete-se a:
Para mais informações, consulte:
Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu — Melhorar a Qualidade da Formação académica e profissional dos Docentes [COM(2007) 392 final de ]
última atualização