COMISSÃO EUROPEIA
Bruxelas, 6.9.2017
COM(2017) 470 draft
RELATÓRIO DA COMISSÃO
AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO EUROPEU E AO CONSELHO
Sétimo relatório sobre os progressos realizados na aplicação da Declaração UE-Turquia
COMISSÃO EUROPEIA
Bruxelas, 6.9.2017
COM(2017) 470 draft
RELATÓRIO DA COMISSÃO
AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO EUROPEU E AO CONSELHO
Sétimo relatório sobre os progressos realizados na aplicação da Declaração UE-Turquia
Introdução
Durante o período abrangido pelo presente Sétimo Relatório 1 , a Declaração UE-Turquia, de 18 de março de 2016 2 , continuou a desempenhar um papel fundamental na garantia de que o desafio da migração no Mediterrâneo Oriental é tratado de forma eficaz e em conjunto pela UE e pela Turquia.
Apesar de as chegadas diárias terem aumentado ligeiramente em comparação com a situação antes do verão, o número de passagens irregulares manteve-se baixo (uma média diária de 93 desde o Sexto Relatório). De um modo geral, o número de perdas de vidas no mar Egeu também diminuiu consideravelmente em comparação com os anos anteriores. As chegadas através da fronteira Grécia-Turquia também se mantiveram a um nível baixo.
A reinstalação progrediu a bom ritmo, com quase 9 000 sírios provenientes da Turquia já reinstalados na UE. Também se registaram progressos no que respeita à aprovação do projeto e aos pagamentos ao abrigo do Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia («o Mecanismo»). Atualmente, do montante de 3 000 milhões de euros para 2016-2017, foram assinados contratos relativos a 48 projetos num montante global de 1 664 milhões de EUR (face aos anteriores 1 572 milhões de EUR) e os pagamentos atingiram 838 milhões de EUR (face aos anteriores 811 milhões de EUR).
No entanto, persistem as lacunas identificadas nos relatórios anteriores. Em particular, o ritmo dos regressos das ilhas gregas para a Turquia não melhorou. O número de regressos continua a ser muito inferior ao número de chegadas, mantendo assim continuamente a pressão sobre os centros de registo nas ilhas.
Na reunião do Diálogo Político de Alto Nível entre a UE e a Turquia, que se realizou em 25 de julho de 2017, ambas as partes reafirmaram o seu compromisso de aplicar a Declaração UE-Turquia.
A UE continua empenhada em prosseguir a aplicação integral e não discriminatória da Declaração UE-Turquia em todos os seus aspetos e em relação a todos os Estados-Membros, tal como definido pelo Conselho Europeu de 22 e 23 de junho de 2017 3 .
1.Situação atual
Desde a publicação do Sexto Relatório, chegaram às ilhas gregas 7 807 pessoas provenientes da Turquia (entre 9 de junho de 2017 e 31 de agosto de 2017), o que representa uma média diária de 93 pessoas. Embora o número de chegadas diárias seja mais elevado do que antes do verão, continua a ser substancialmente inferior em comparação com o mês que precedeu a Declaração. Desde a ativação da Declaração UE-Turquia 4 , perderam a vida ou desapareceram no mar Egeu 113 pessoas. Morreram ou foram dadas como desaparecidas 1 150 pessoas no ano anterior à Declaração.
[dados colhidos até 31/8/2017, semana 35]
O acolhimento de muito mais de três milhões de refugiados provenientes da Síria 5 , do Iraque e de outros países continuou a ser uma questão prioritária para as autoridades turcas, tendo sido desenvolvidos esforços consideráveis para assegurar condições de vida e de acolhimento adequadas.
Coordenação e cooperação reforçadas
O coordenador da UE continua a trabalhar em estreita colaboração com todos os parceiros relevantes para garantir o acompanhamento quotidiano da Declaração e do Plano de Ação conjunto para a aplicação da Declaração UE-Turquia 6 . O Plano de Ação conjunto depende dos esforços contínuos da Grécia para assegurar a sua aplicação com o apoio operacional de todos os Estados-Membros. Desde o relatório anterior, a Comissão tem vindo a ajudar as autoridades gregas a assegurar a coordenação e a gestão da proteção e da segurança nas ilhas; a melhorar as instalações de acolhimento e as condições de vida nas ilhas; a acelerar a transferência dos migrantes objeto de processos de asilo ordinários, incluindo os grupos mais vulneráveis, para instalações específicas no continente; a pôr em prática os procedimentos necessários que permitam reduzir o atraso dos procedimentos de asilo em segunda instância, dando prioridade aos pedidos de asilo de requerentes presentes nas ilhas; e a aumentar a capacidade de detenção prévia ao repatriamento e de detenção nas ilhas onde existem centros de registo, tendo em vista aumentar o ritmo dos regressos. Continuou a ser dada especial prioridade a medidas destinadas a proteger eficazmente os grupos mais vulneráveis, tendo nomeadamente sido reiterada a necessidade de nomear agentes de proteção de crianças nas instalações de acolhimento, incluindo em todos os centros de registo que acolhem crianças.
A aplicação eficaz da Declaração UE-Turquia exige esforços contínuos de todos os Estados-Membros no sentido de responder urgentemente às necessidades identificadas pelo Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo e pela Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. Tal inclui os destacamentos por períodos suficientemente longos e em consonância com as especificações fornecidas, em especial no que respeita ao destacamento de peritos em matéria de asilo em centros de registo nas ilhas, incluindo peritos em matéria de determinação da vulnerabilidade.
No entanto, não foram ainda plenamente supridas as insuficiências identificadas nos relatórios anteriores.
Até à data de 4 de setembro, o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo tinha destacado 98 intérpretes para a Grécia e 96 peritos dos Estados-Membros, todos destacados nos centros de registo, dos quais 84 são responsáveis por processos de asilo. Isto significa que há atualmente um défice de 54 peritos. A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira tem 888 agentes destacados no âmbito da operação conjunta Poseidon, incluindo 35 agentes para o apoio de readmissão no âmbito da aplicação da Declaração. No respeitante ao regime de readmissão ao abrigo da Declaração UE-Turquia, o défice é de 11 peritos para setembro e 13 peritos para outubro..
O número de agentes convidados destacados pelos Estados-Membros e formados pela Europol é de 278. Os referidos agentes estão a ser destacados para os cinco centros de registo na Grécia e os quatro centros de registo em Itália, por períodos de rotação de três meses, para realizarem controlos de segurança secundários. Dez agentes convidados estão atualmente destacados nos centros de registo e dois agentes da Europol estão estacionados na task force regional da União Europeia no Pireu para efeitos de coordenação.
A task force regional da União Europeia é um importante fórum de coordenação que liga operações marítimas e terrestres e garante o fluxo de informação entre os intervenientes nacionais e as agências da UE. Na sequência de uma intensificação dos esforços, desde o mês de abril, para abordar questões transversais nos centros de registo, a Comissão começou igualmente a convidar as autoridades gregas para assistirem às suas reuniões quinzenais.
A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira tem continuado a cooperar com a NATO, bem como com as guardas costeiras grega e turca. Por sua vez, a guarda costeira turca continuou o patrulhamento ativo e a prevenção de partidas da Turquia.
Iniciativas de informação
Com base nos projetos em curso em Quios e Lesbos, os postos de informação recentemente criados em Samos e em Cós têm prestado informações a migrantes e a requerentes de asilo sobre os seus direitos, obrigações e opções disponíveis, incluindo no que se refere ao asilo ou regresso. A Comissão tem instado o serviço de acolhimento e de identificação grego a criar pontos de informação em todos os centros de registo.
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Principais desafios e próximas etapas ·Os Estados-Membros deverão disponibilizar, com urgência, o pessoal exigido pelo Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo e pela Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. ·Devem ser prosseguidos os esforços para implementar o plano de ação conjunto sobre a aplicação da Declaração UE-Turquia. |
2.Regresso à Turquia de todos os novos migrantes em situação irregular na Grécia
A Declaração prevê o regresso de todos os novos migrantes e requerentes de asilo em situação irregular que tenham chegado às ilhas gregas a partir da Turquia após 20 de março de 2016 e cujos pedidos de asilo sejam declarados inadmissíveis ou injustificados. Estas medidas são aplicadas em estrita conformidade com os requisitos do direito da UE e do direito internacional e no pleno respeito pelo princípio da não repulsão 7 .
Situação atual
Entre a publicação do anterior relatório e 24 de fevereiro de 2017, 97 pessoas que entraram na Grécia através da Turquia foram obrigadas a regressar no quadro da Declaração UE-Turquia, incluindo 11 nacionais sírios. Entre as outras nacionalidades incluíam-se 30 argelinos, 27 paquistaneses, 5 bangladechianos, 4 iraquianos, 3 marroquinos, 2 camaroneses, 2 haitianos, 2 iranianos, 2 nigerianos, 2 senegaleses, 1 libanês, 1 afegão, 1 egípcio, 1 congolês, 1 gambiano, 1 costa-marfinense e 1 zimbabuense. O número total de migrantes que regressaram à Turquia após a assinatura da Declaração UE-Turquia é de 1 896 8 .
O número de regressos das ilhas gregas para a Turquia continua a ser muito inferior ao número de chegadas, mantendo assim continuamente a pressão sobre os centros de registo nas ilhas. Tal resulta essencialmente do atraso acumulado na tramitação dos pedidos de asilo em segunda instância nas ilhas gregas e da insuficiência das capacidades de tratamento e de detenção prévia ao regresso, nomeadamente em Quios e Samos. A capacidade de detenção prévia ao repatriamento aumentou em Lesbos e Cós. A falta de informações atualizadas relativamente à atribuição de abrigos complica a identificação e detenção de migrantes relativamente aos quais foram emitidas decisões negativas em matéria de asilo em segunda instância. Para este efeito, é urgente o registo dos migrantes presentes em alojamentos oficiais nas ilhas, seguido de um acompanhamento regular da presença dos migrantes e do estatuto do pedido de asilo.
Desde o último relatório, 372 migrantes abandonaram as ilhas (bem como 929 a partir da parte continental da Grécia), tendo regressado voluntariamente aos seus países de origem, graças ao apoio de natureza pecuniária ou em espécie do programa de regresso voluntário assistido e de reintegração. Tal eleva para 10 029 o número de migrantes que recorreram ao programa desde o seu início em 2016. A Grécia é incentivada a tirar pleno partido e a participar nos programas comuns financiados pela UE em matéria de regresso (nomeadamente o programa da Rede Europeia de Reintegração) a fim de aumentar as suas capacidades graças a este programa, mediante uma colaboração estreita e proativa com as principais agências de execução e tirando o máximo partido do apoio disponível. A Organização Internacional para as Migrações continuou a assegurar uma presença permanente nas cinco ilhas onde existem centros de registo, promovendo o programa de regresso voluntário assistido e de reintegração e prestando informações às pessoas.
Até à data 9 , 57 repatriados não sírios apresentaram pedidos de proteção internacional junto das autoridades turcas; foi concedido o estatuto de refugiado a duas pessoas, há 39 pedidos em apreciação e nove pessoas foram objeto de decisão negativa 10 . Foram reenviadas 831 pessoas para os seus países de origem. Até agora, todos os cidadãos sírios reenviados foram pré-registados para efeitos de proteção temporária, com exceção de 16 pessoas que decidiram regressar voluntariamente à Síria; 19 cidadãos sírios decidiram ficar nas instalações de alojamento fornecidas pelas autoridades turcas e 177 optaram por viver no exterior.
Medidas legislativas
Relativamente aos processos nas ilhas gregas, o número total de recursos interpostos em relação às 5 225 decisões negativas proferidas em primeira instância 11 pelo serviço de asilo quanto à admissibilidade ou ao mérito ascende a 4 160 12 . Desses 4 160 recursos, já foram proferidas em segunda instância 2 398 decisões (58 % dos processos). Das 556 decisões de recurso proferidas até à data quanto à admissibilidade, 135 decisões de recurso em segunda instância confirmaram as decisões de inadmissibilidade em primeira instância e 421 decisões de recurso em segunda instância revogaram as decisões de inadmissibilidade proferidas em primeira instância 13 . Em relação às 1 590 decisões de recurso quanto ao mérito, 1 560 decisões em segunda instância confirmaram as decisões negativas proferidas em primeira instância e 17 14 revogaram essas decisões negativas. Além disso, foi concedida proteção subsidiária em 13 casos. Durante o período abrangido pelo relatório, foram encerrados 252 processos de recurso por motivos que não uma decisão sobre o mérito do recurso, ou seja, retiradas implícitas e explícitas não revogadas.
O número 15 de comités de recurso e de relatores 16 que ajudam a reunir os factos, os argumentos do recorrente e as informações sobre o seu país de origem não sofreu alterações desde o último relatório. A instância de recurso grega continuou a melhorar o desenrolar das operações, por exemplo, melhorando a hierarquização dos processos, com base em listas de abrigos fornecidas pelo serviço de registo e identificação grego nas ilhas, ou graças aos progressos no sentido de introduzir um instrumento informático permanente de calendarização, que poderia também facilitar a possibilidade de especializar os comités por ficheiros de referência do país de origem. Além de garantir que a instância de recurso continua a estar devidamente equipada com material de escritório e equipamento, a aplicação destas disposições destinava-se a melhorar o trabalho dos comités de recurso e a reduzir o tempo que os recorrentes têm de aguardar nas ilhas para uma decisão em segunda instância, permitindo às autoridades conceder proteção internacional às pessoas que dela necessitam e dirigir os migrantes em situação irregular para o procedimento de regresso.
Contudo, apesar destes esforços, os comités de recurso continuaram a ser lentos no que respeita ao processo de tomada de decisões (cerca de 30 por semana, desde o último relatório). Até à data, foram proferidas 1 699 decisões no quadro da Declaração UE-Turquia: 132 decisões quanto à admissibilidade e 1 567 17 quanto ao mérito. As autoridades gregas reconhecem a importância e a urgência de aumentar os resultados dos comités de recurso e estão a examinar eventuais novas medidas.
Ainda estão pendentes as decisões do Conselho de Estado grego sobre os dois processos julgados em sessão plenária, em 10 de março de 2017, sobre a questão de saber se a Turquia pode ser considerado um país terceiro seguro para o regresso de requerentes de asilo de nacionalidade síria que tinham interposto recurso contra as respetivas decisões de segunda instância que confirmaram a inadmissibilidade dos seus dossiers declarada em primeira instância, não tendo ainda sido fixada uma data para essas decisões.
Medidas operacionais
Segundo as autoridades gregas, encontram-se atualmente nas ilhas 13 372 18 migrantes. A capacidade de receção oficial disponibilizada pelas autoridades gregas nas ilhas onde existem centros de registo foi de 5 576 lugares nos centros geridos pelo serviço de acolhimento e de identificação grego e de 228 lugares para menores não acompanhados em alojamentos geridos pelo Centro Nacional de Solidariedade Social grego, com 1 031 lugares adicionais disponibilizados no âmbito do programa de arrendamento financiado pela UE implementado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados 19 .
As autoridades gregas, apoiadas pela Comissão, continuaram a trabalhar para melhorar as condições nos centros de registo e nas ilhas, mediante a modernização das instalações e a criação de procedimentos mais eficazes.
O serviço de acolhimento e de identificação grego começou a envidar esforços para elaborar regularmente listas de atribuição de alojamentos por cada ilha onde existem centros de registo. Foi criado um procedimento de partilha de dados destas listas entre o serviço de acolhimento e de identificação grego, o serviço de asilo grego e os comités de recurso, com o apoio da Comissão, a fim de facilitar os esforços de redução dos processos em atraso no tratamento dos pedidos de asilo em primeira e segunda instâncias. O serviço de acolhimento e de identificação grego tem agora de assegurar a atualização regular das listas de atribuição de abrigos, incluindo listas relativas aos campos geridos pelas autoridades municipais, bem como do programa de arrendamento gerido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, devendo continuar a partilhar essas listas com as autoridades pertinentes numa base regular.
Tendo em vista aumentar o número de regressos, foi concluída em agosto a construção em Cós de um novo centro de retenção prévia ao repatriamento, tendo este centro uma capacidade total de 500 lugares. As obras na área de retenção prévia ao repatriamento no centro de registo de Lesbos foram concluídas, tendo o centro atingido a sua plena capacidade de 210 lugares. Em Samos, foi assinada uma decisão ministerial conjunta sobre o contrato de um centro de detenção prévia ao repatriamento no centro de registo, mas as obras ainda não começaram, uma vez que a área específica está a ser utilizada para acolher os migrantes que precisam de ser urgentemente transferidos para outro local. Em Quios, não se registaram quaisquer progressos para a criação de um centro de retenção prévia ao repatriamento, em especial devido à resistência a nível local.
A polícia grega elaborou planos de evacuação para todos os centros de registo e partilhou esses planos com os coordenadores desses centros. Foram organizados exercícios de segurança em todos os centros de registo e realizados com êxito exercícios de evacuação em Quios, Cós, Leros, Samos e Lesbos.
As medidas tomadas não são suficientes para resolver a situação nas ilhas e, por conseguinte, as autoridades gregas são convidadas a tomar as medidas necessárias já identificadas no último relatório. Em especial, deve ser reduzido o período que medeia entre a elaboração e a apresentação efetiva dos pedidos, em conformidade com o disposto no artigo 6.º, n.º 2, da Diretiva Procedimentos de Asilo, em cujos termos as autoridades gregas devem garantir que qualquer pessoa que faz um pedido de asilo deve ter a possibilidade efetiva de o apresentar o mais rapidamente possível.
Assistência financeira concedida pela UE à Grécia
Registaram-se novos progressos no sentido de garantir uma abordagem mais sustentável para fazer face a necessidades migratórias, com a transição progressiva do Instrumento de Apoio de Emergência na União e a ajuda de emergência ao abrigo do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e do Fundo para a Segurança Interna para o financiamento assegurado através dos programas nacionais plurianuais da Grécia ao abrigo dos dois últimos fundos. Em conformidade com a programação financeira de 2017 para as instalações de acolhimento na Grécia, as autoridades gregas tomaram as medidas necessárias para garantir o financiamento através dos programas nacionais de prestação de serviços de acolhimento nas ilhas e o funcionamento de centros de acolhimento para menores não acompanhados.
Em 16 de agosto de 2017, o programa nacional para a Grécia ao abrigo do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração foi revisto, a fim de reforçar as prioridades políticas para a integração e o regresso com fundos adicionais (28 milhões de EUR). Assim, o montante total afetado a programas nacionais da Grécia ao abrigo do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e do Fundo para a Segurança Interna eleva-se a 537 milhões de EUR, disponíveis para o período 2014-2020. Além destes fundos, tem sido concedida desde 2015 uma ajuda de emergência substancial do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e do Fundo para a Segurança Interna com um valor aproximado de 371,2 milhões de EUR, a fim de ajudar a Grécia a reforçar as suas instalações de acolhimento e as suas capacidades de gestão das migrações, dos procedimentos de asilo e das fronteiras. Esta assistência inclui duas recentes subvenções concedidas em 6 e em 31 de julho de 2017 ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, em apoio do Governo grego e com tónica nas ilhas orientais do mar Egeu, para assegurar a prestação ininterrupta de serviços, sendo transferidas atividades de ajuda de emergência para os programas nacionais a favor da Grécia ao abrigo do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e o Fundo para a Segurança Interna.
Até 4 de setembro de 2017, 410,6 milhões de EUR do Instrumento de Apoio de Emergência na UE foram objeto de contratos com 15 parceiros de ajuda humanitária. Em conformidade com a programação financeira para 2017 para instalações de acolhimento na Grécia, as prioridades do Instrumento de Apoio de Emergência na UE estão a ser progressivamente transferidas de campos para alojamentos arrendados (para um máximo de 30 000 pessoas) e para o alargamento do programa de ajuda monetária com finalidades múltiplas de forma a abranger também produtos alimentares, sempre que as condições o permitam. Para estas duas prioridades, foi lançado o programa de ajuda de emergência para integração e alojamento em julho de 2017. Consistem em dois contratos (no valor de, respetivamente, 93,5 milhões de EUR e 57,7 milhões de EUR) com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que já está a implementar as ações com parceiros, e em colaboração com as autoridades locais no que diz respeito a alojamento em arrendamento. Estão disponíveis 34,9 milhões de EUR até ao final do ano para outras necessidades. Neste contexto, estão a ser finalizadas negociações com os parceiros humanitários para novos projetos, bem como novas dotações para projetos em curso.
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Principais desafios e próximas etapas ·Acelerar urgentemente o tratamento dos pedidos de asilo e o número de decisões proferidas pelos comités de recurso, dando prioridade aos pedidos apresentados nas ilhas e acelerando o ritmo dos regressos à Turquia ao abrigo da Declaração UE-Turquia; ·Dotar as ilhas das capacidades de acolhimento e de retenção prévia ao repatriamento necessárias; ·Adotar urgentemente todas as medidas necessárias para assegurar uma utilização atempada, efetiva e eficaz do financiamento da UE disponível ao abrigo dos programas nacionais da Grécia. |
3.Programa de reinstalação «um por um» da Turquia para a UE
Situação atual
Em 4 de setembro tinham sido reinstalados na UE, ao abrigo do programa «um por um», 8 834 nacionais sírios provenientes da Turquia. No período abrangido pelo relatório, foram reinstalados 2 580 nacionais sírios em 15 Estados-Membros (Áustria, Bélgica, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Portugal, Roménia, Espanha, Suécia e Países Baixos 20 . Atualmente, 1 831 pessoas obtiveram aprovação e aguardam reinstalação. Na sequência de uma pequena diminuição nas transferências mensais de reinstalação desde o pico registado em maio de 2017, o ritmo sustentado de reinstalações deve ainda aumentar relativamente aos atuais níveis, para demonstrar que continua aberta uma via jurídica alternativa à UE para os refugiados sírios na Turquia. O presente ritmo de reinstalações deve ser mantido para satisfazer os compromissos de 25 000 reinstalações até 2017, como indicado anteriormente.
Os Estados-Membros continuam a registar progressos na preparação das novas operações de reinstalação, incluindo missões à Turquia para entrevistar candidatos à reinstalação. Em 2017, as autoridades turcas apresentaram ao ACNUR novas listas com quase 23 500 nomes.
13 Estados-Membros ainda não procederam a nenhuma reinstalação de refugiados provenientes da Turquia 21 . No entanto, Malta efetuou a sua missão de seleção à Turquia em julho, Chipre deverá proceder a uma operação de reinstalação nas próximas semanas, a Croácia aumentou o seu compromisso de 30 para 150 pessoas e tenciona realizar uma missão de verificação no início de outubro. A Eslovénia abordou o ACNUR e apresentou um pedido para reinstalar 60 pessoas ao abrigo da Declaração UE-Turquia.
Medidas operacionais
O questionário, que foi elaborado pela delegação da UE em cooperação com os Estados-Membros e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, visa proporcionar aos candidatos sírios à reinstalação informações exaustivas acerca de cada um dos Estados-Membros de acolhimento, e deverá em breve ser utilizado durante as entrevistas com candidatos sírios, para reduzir o número de casos de desistência.
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Principais desafios e próximas etapas ·Assegurar um ritmo adequado do processo de reinstalação. |
4.Prevenção da emergência de novas rotas marítimas ou terrestres de migração irregular
Não existem indícios de que os esforços que visam controlar os fluxos migratórios na rota do Mediterrâneo Oriental os tenham desviado da Turquia. Contudo, desde o sexto relatório, apesar de a Turquia ter prosseguido as operações «Aegean Hope» e «Safe Med» 22 , entre 9 de junho e 3 de setembro chegaram a Itália 23 embarcações provenientes da Turquia, com um total de 1 363 migrantes, tendo chegado a Chipre duas embarcações, com um total de 228 migrantes, todos de nacionalidade síria.
O número de deteções de passagens irregulares das fronteiras terrestres entre a Turquia e a Bulgária e a Grécia parece ter-se mantido reduzido nos últimos seis meses: em média, registaram-se diariamente cerca de 12 passagens ilegais das fronteiras para a Grécia e duas para a Bulgária. No entanto, no último trimestre, foi registado um aumento de deteções na fronteira com a Grécia, o que aumentou para 18 a média diária durante esse período e requer um acompanhamento constante a atento da situação. Encontram-se atualmente destacados 87 agentes na fronteira terrestre Bulgária-Turquia e 20 agentes na fronteira terrestre Grécia-Turquia da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira.
5.Regime voluntário de admissão por motivos humanitários
Paralelamente, as negociações sobre os procedimentos operacionais normalizados para o regime voluntário de admissão por motivos humanitários entre os Estados participantes e a Turquia estão a avançar, de forma a serem acordados o mais rapidamente possível. Um acordo rápido relativo aos procedimentos operacionais normalizados e uma decisão relativa à sua ativação impulsionariam a aplicação da Declaração, proporcionando aos cidadãos sírios uma alternativa segura e legal à migração irregular para a UE.
6.Liberalização do regime de vistos
No que diz respeito à aplicação do roteiro para a liberalização do regime de vistos, como referido em relatórios anteriores, há ainda sete critérios por cumprir:
·emissão de documentos de viagem biométricos plenamente compatíveis com as normas da UE;
·adoção da medida prevista no roteiro para prevenir a corrupção;
·celebração de um acordo de cooperação operacional com a Europol;
·revisão da legislação e das práticas em matéria de terrorismo em conformidade com as normas europeias;
·harmonização da legislação em matéria de proteção de dados pessoais com as normas da UE;
·prestação de cooperação judiciária efetiva em matéria penal a todos os Estados-Membros da UE;
·aplicação do Acordo de Readmissão UE-Turquia em todas as suas disposições, incluindo a disposição relativa aos nacionais de países terceiros, que entrará em vigor em 1 de outubro de 2017.
A Comissão continua a apoiar os esforços envidados pela Turquia para cumprir o mais rapidamente possível todos os critérios ainda pendentes do Roteiro para a liberalização do regime de vistos. A Comissão e a Turquia prosseguiram um diálogo para encontrar soluções, nomeadamente sobre as alterações legislativas e processuais necessárias para cumprir todos os critérios ainda pendentes.
7.Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia
Desde a publicação do relatório anterior, a Comissão prosseguiu os esforços para satisfazer as necessidades mais prementes dos refugiados e das comunidades de acolhimento na Turquia. Dos 2 900 milhões de euros atribuídos, foram assinados contratos para 48 projetos num montante de 1 664 milhões de EUR (face aos anteriores 1 572 milhões de EUR na altura do relatório precedente). O montante total pago ascendeu a 838 milhões de EUR (face aos anteriores 811 milhões de EUR), tanto para ajuda humanitária como para ajuda não humanitária 23 .
A última reunião do Comité Diretor, realizada em 28 de junho de 2017, reconheceu que o financiamento coordenado pelo Mecanismo continua a ter um impacto direto considerável no terreno. As primeiras conclusões no âmbito do quadro de resultados do mecanismo foram apresentadas ao Comité Diretor 24 . A Comissão está a colaborar estreitamente com as autoridades turcas e com outros parceiros, a fim de assegurar que o montante de quase 1 400 milhões de EUR atribuído seja adjudicado até ao final de 2017 e continue a ser executado e pago rapidamente. O Mecanismo dá especial atenção à situação dos direitos humanos dos refugiados em geral e apoia em especial as mulheres, as crianças e as pessoas com deficiência.
A Comissão continuou a investir no processo de dar visibilidade, a todos os níveis, ao apoio concedido pelo Mecanismo aos refugiados e às comunidades de acolhimento, a fim de manter a sensibilização e aceitação do mesmo. Será importante o contributo da Turquia para este esforço, nomeadamente através de iniciativas conjuntas.
Ajuda humanitária
A execução da estratégia humanitária ao abrigo do Mecanismo está a avançar a bom ritmo 25 . Foram adjudicados 593 milhões de EUR em 35 projetos humanitários com 19 parceiros, incluindo a resposta a necessidades básicas, proteção, educação, saúde, alimentos e abrigo. Dos 593 milhões de EUR adjudicados já foram desembolsados até à data 463 milhões de EUR.
O número de refugiados vulneráveis apoiados pela Rede de segurança social de emergência aumentou rapidamente para 860 000 pessoas 26 . Até ao final de 2017, a Comissão pretende apoiar 1,3 milhões de refugiados através da Rede de segurança social de emergência. Embora subsistam questões relacionadas, sobretudo, com o registo dos refugiados no acesso à rede de segurança social de emergência, a UE e a Turquia estão a trabalhar em conjunto para identificar soluções que garantam que todos os refugiados vulneráveis podem candidatar-se.
Os segundos pagamentos bimensais foram efetuados em julho a famílias de refugiados ao abrigo do projeto de transferências condicionais de dinheiro para a educação. Os pagamentos atingem atualmente mais de 72 000 beneficiários, e a Comissão espera que 230 000 crianças beneficiem diretamente no primeiro ano do maior programa de educação em situações de emergência.
Estão em curso outros projetos de ajuda humanitária com as Nações Unidas e outros parceiros nos domínios dos cuidados de saúde primários – nomeadamente reabilitação física e saúde mental –, educação não formal e proteção. As atividades de proteção centram-se em ajudar os refugiados no processo de registo e encaminhá-los para os serviços adequados prestados pelo Governo turco e por organizações não governamentais.
A Comissão está a trabalhar com os seus parceiros para finalizar os contratos no âmbito do Plano de Execução da Ajuda Humanitária de 2017 respeitante à Turquia, em coordenação com os ministérios turcos. A execução de 714 milhões de euros ao abrigo da vertente humanitária do Mecanismo centra-se no prosseguimento da assistência a alguns dos refugiados mais vulneráveis na Turquia, bem como nos esforços para a ligação destes com os serviços da administração pública, sendo a Rede de Segurança Social de Emergência o principal veículo para a execução 27 . Os primeiros contratos deverão ser assinados em setembro de 2017.
Ajuda não humanitária
No âmbito da vertente não humanitária do Mecanismo, foram já atribuídos 1 071 milhões de EUR, tendo os pagamentos em favor dos parceiros de execução atingido 375 milhões de EUR.
Em 15 de junho de 2017, foi assinado um projeto de 50 milhões de EUR com o Banco Mundial tendo em vista reforçar o acesso ao emprego a curto e a longo prazo para os refugiados e as comunidades de acolhimento, incluindo financiamento em numerário de programas de trabalho e formação profissional, bem como formação linguística para 15 000 pessoas em dez províncias. Em 1 de setembro de 2017, foi assinada a extensão de um projeto de 45 milhões de euros com a KfW para o fornecimento de mais de 40 escolas prefabricadas que deverão abrir no próximo ano letivo, além das escolas cuja construção foi já adjudicada.
Foram aprovados quatro documentos de ação (propostas de financiamento ao abrigo do Fundo Fiduciário Regional da UE de resposta à crise síria – «Fundo Fiduciário Regional da UE»), no valor de 131,5 milhões de EUR, na sequência da reunião do Comité de Gestão do Fundo Fiduciário Regional da União Europeia em 13 de junho de 2017. Três propostas destinam-se a melhorar o acesso dos refugiados sírios aos serviços de saúde, bem como a reforçar a resiliência dos refugiados sírios e das comunidades de acolhimento e as competências dos refugiados não sírios. Uma quarta proposta incide especificamente na emancipação das mulheres e das raparigas e ilustra a importância dada pelo Mecanismo à igualdade de género e aos direitos humanos em geral.
Em 20 de julho de 2017, duas medidas especiais foram ajustadas de modo a servir melhor as necessidades dos refugiados na Turquia. A medida especial de 1 415 milhões de EUR, de julho de 2016, foi alterada com um montante adicional de 10 milhões de EUR e com objetivos ajustados a fim de facilitar a adjudicação dos restantes projetos pelas instituições financeiras internacionais. A adaptação permite o financiamento de uma nova estrutura hospitalar em Hatay a instalar pela Agence française de développement, bem como dos edifícios escolares prefabricadas já mencionados. Outra alteração introduzida à medida especial de 60 milhões de EUR de abril de 2016 com a Direção-Geral da Gestão da Migração da Turquia ampliou o âmbito do apoio prestado às autoridades turcas para reforçarem a sua capacidade de gerir, receber e acolher migrantes repatriados para a Turquia provenientes dos Estados-Membros da UE.
Desde o último relatório, a UE tomou várias medidas destinadas a lidar com a pressão que se faz sentir nas infraestruturas e serviços locais. Por exemplo, desde a sua abertura oficial em maio o primeiro centro de saúde para migrantes em Kilis já deu resultados significativos: cerca de 15 000 pacientes sírios foram examinados neste centro, incluindo mais de 600 mulheres grávidas 28 . Um novo centro de saúde para migrantes deverá ser inaugurado em Ancara em setembro de 2017. Estão atualmente em preparação outros projetos em matéria de saúde e de infraestruturas municipais, centrados principalmente na água e saneamento, , que visam as províncias mais afetadas pela crise.
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Principais desafios e próximas etapas ·Adjudicar rapidamente os contratos relativos a todas as ações restantes ao abrigo das medidas especiais e garantir a sua aplicação efetiva em conformidade com os princípios da boa gestão financeira. |
8.Modernização da união aduaneira
No Diálogo Político de Alto Nível entre a UE e a Turquia que teve lugar em 25 de julho de 2017, ambas as partes concordaram que a modernização da união aduaneira continua a ser uma prioridade fundamental das relações UE-Turquia. Por conseguinte, a Comissão convida o Conselho a finalizar os seus trabalhos sobre a proposta da Comissão de encetar as negociações com a Turquia para um novo quadro comercial bilateral 29 . O importante acordo decorrente dessas negociações, aplicado a todos os Estados-Membros, permitiria libertar o potencial inexplorado nas relações comerciais e económicas entre a UE e a Turquia.
9.Processo de adesão
No âmbito das negociações de adesão, foram abertos até à data 16 capítulos, tendo um deles sido encerrado provisoriamente. Não se realizaram reuniões no período de referência.
A UE espera que a Turquia observe os padrões mais elevados em matéria de democracia, Estado de direito e respeito das liberdades fundamentais, nomeadamente, a liberdade de expressão.
10.Condições humanitárias na Síria
A situação humanitária na Síria continua a ser extremamente preocupante, com 6,3 milhões de pessoas deslocadas internamente, muitas delas em várias ocasiões, e 13,5 milhões de pessoas que necessitam de ajuda urgente. O pedido de disponibilização de fundos lançado em 2017 pelas Nações Unidas para o território sírio ascende a cerca de três mil milhões de EUR;
A violência parece ter diminuído em algumas áreas desde a criação das zonas de desanuviamento das tensões em toda a Síria, mas a situação humanitária e de proteção continua a ser extremamente difícil para os civis em muitas partes do país. No noroeste da Síria, ocorreram operações militares e combates entre diferentes grupos armados em julho, causando a morte de civis, o que levou à suspensão temporária de algumas atividades humanitárias e ao encerramento provisório de um importante ponto de passagem de fronteira com a Turquia. Continuam a registar-se deslocações em grande escala em Raca 30 bem como importantes necessidades em matéria de saúde e falta de acesso a água potável, a alimentos e a produtos não alimentares. A situação humanitária nas zonas ocupadas por grupos armados não estatais continua a ser extremamente preocupante, dado o elevado nível de carências. A situação parece estar a deteriorar-se também no sudeste da Síria, onde se regista um número crescente de pessoas deslocadas internamente.
Continua a ser altamente problemático aceder a cerca de 4,5 milhões de pessoas em zonas de difícil acesso, incluindo 540 000 pessoas em locais sitiados, embora os comboios humanitários das Nações Unidas tenham conseguido chegar no mês de julho a algumas zonas de difícil acesso e à cidade sitiada de Nashabiyeh. Até agora, em 2017, a assistência das Nações Unidas atingiu apenas 13 % das pessoas necessitadas em zonas sitiadas e 39 % das pessoas necessitadas em zonas de difícil acesso. Os agentes humanitários comunicaram um certo número de obstáculos 31 à prestação de assistência humanitária.
A assistência transfronteiras é cada vez mais importante. A maior parte das prestações transfronteiriças têm lugar a partir da Turquia e da Jordânia, que continua a facilitar o acesso por todas as rotas possíveis. A UE está a apoiar operações transfronteiriças destinadas a salvar vidas no norte da Síria a partir da Turquia no âmbito de ações realizadas por organizações humanitárias parceiras, a fim de fornecer alimentos, água, abrigos, cuidados de saúde e proteção às populações mais necessitadas. O novo registo e o ambiente regulamentar de organizações não governamentais internacionais na Turquia parecem ter afetado a capacidade das mesmas para realizar operações de ajuda no interior da Síria.
Tendo em conta a persistência da violência e as enormes necessidades humanitárias, a UE continua a instar todas as partes a respeitarem as obrigações nos termos do direito humanitário internacional e a assegurarem que a proteção dos civis seja a primeira prioridade, a partir de qualquer ponto de entrada possível, incluindo da Turquia e da Jordânia. O mesmo se aplica ao conceito de zonas de desanuviamento das tensões em toda a Síria. A UE congratula-se com todos os esforços envidados a este respeito, desde que o direito internacional humanitário seja respeitado.
11. Conclusão
A Declaração UE-Turquia continuou a produzir resultados concretos na redução das travessias perigosas e irregulares, na perda de vidas no mar Egeu e, igualmente importante, na concessão de apoio prático aos refugiados sírios e às comunidades de acolhimento na Turquia ao abrigo do Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia e através de reinstalação de sírios na Europa a partir da Turquia de forma segura.
No entanto, os fatores que impulsionam a migração irregular para a Europa continuam a existir e, por conseguinte, a Declaração UE-Turquia desempenha um papel fundamental na garantia de que o desafio colocado pela migração no Mediterrâneo Oriental é tratado de forma eficaz e em conjunto pela UE e pela Turquia.
A fim de assegurar a execução plena e sustentada da Declaração UE-Turquia são precisos esforços contínuos e vontade política de todas as partes.
O ritmo de adjudicação dos contratos e de execução dos projetos ao abrigo do Mecanismo deve ser continuamente acelerado para tornar mais rápida a prestação de apoio aos refugiados sírios e às comunidades de acolhimento na Turquia.
O ritmo atual e os compromissos dos Estados-Membros para proceder à reinstalação de refugiados sírios provenientes da Turquia para a Europa deve ser mantido e prosseguido. Para tal contribuirá um acordo rápido sobre o regime voluntário de admissão por motivos humanitários e a respetiva ativação.
Tendo em vista melhorar a situação nas ilhas gregas, são urgentemente necessários mais esforços significativos das autoridades gregas, das agências da UE e dos Estados-Membros para reforçar a capacidade de gestão em matéria de migração e de asilo da administração grega e promover o regresso à Turquia das pessoas que não têm direito a permanecer na Grécia, em plena conformidade com as normas internacionais e da UE.
A Comissão prosseguirá os seus esforços e continuará a apresentar periodicamente relatórios sobre os progressos realizados.
Publicado na sequência dos documentos COM(2016) 231 final de 20 de abril de 2016, COM(2016) 349 final de 15 de junho de 2016, COM(2016) 634 final de 28 de setembro de 2016, COM(2016) 792 final de 8 de dezembro de 2016, COM(2017) 204 final de 2 de março de 2017 e COM(2017) 323 final de 13 de junho de 2017 («Sexto Relatório»).
http://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2016/03/18-eu-turkey-statement/.
http://www.consilium.europa.eu/pt/meetings/european-council/2017/06/22-23-euco-conclusions_pdf/
De acordo com a base de dados da Organização Internacional para as Migrações relativa a migrantes desaparecidos; período compreendido entre abril de 2016 e 4 de setembro de 2017.
De acordo com dados oficiais turcos, até 27 de julho de 2017 a Turquia tinha concedido proteção temporária a 3 106 932 nacionais sírios.
COM(2016) 792 final de 8 de dezembro de 2016. O Plano de Ação conjunto foi aprovado pelo Conselho Europeu de dezembro de 2016: http://www.consilium.europa.eu/pt/meetings/european-council/2016/12/20161215-euco-conclusions-final_pdf/
Qualquer pessoa que tenha chegado às ilhas gregas após 20 de março de 2016 tem o direito de apresentar um pedido de asilo. Cada pedido é analisado individualmente, tendo em conta as circunstâncias específicas do requerente, em conformidade com a Diretiva Procedimentos de Asilo, o que impede que se proceda a qualquer tipo de expulsão coletiva. Os requerentes de asilo podem interpor recurso e dispõem de vias de recurso judicial efetivas caso os seus pedidos sejam indeferidos. Tanto a Grécia como a Turquia adotaram e estão a aplicar medidas legislativas adequadas para assegurar o pleno respeito da legislação internacional e da legislação da UE.
Desde 20 de março de 2016, registaram-se 1 307 regressos à Turquia em aplicação da Declaração UETurquia e 589 ao abrigo do Protocolo bilateral greco-turco. As pessoas que tiveram de regressar tinham apresentado um pedido de asilo que foi indeferido (incluindo em segunda instância), ou tinham retirado o seu pedido de proteção internacional ou não tinham sequer apresentado um pedido de asilo.
Segundo informações transmitidas pelas autoridades turcas.
Além disso, sete pedidos apresentados foram classificados na categoria «Outros» (pedidos retirados, etc.).
Até 27 de agosto de 2017, foram apresentados 25 364 pedidos de asilo nas ilhas gregas desde a data da Declaração. Destes 25 364 pedidos, o serviço de asilo grego proferiu 24 048 decisões no contexto dos procedimentos nas ilhas desde 20 de março de 2016, incluindo 17 992 quanto à admissibilidade e 7 372 quanto ao mérito.
Situação a 27 de agosto de 2017.
O número total inclui as decisões em segunda instância de revogação de decisões de inadmissibilidade proferidas em primeira instância e de concessão do estatuto de refugiado.
Este número total não inclui as decisões em segunda instância concedendo o estatuto de refugiado e revogando decisões de inadmissibilidade proferidas em primeira instância.
Doze comités de recurso tomam atualmente decisões quanto aos recursos apresentados contra decisões proferidas em primeira instância do serviço de asilo grego. Além disso, um comité de recurso substitui os outros comités caso estes não estejam operacionais (ou seja, porque, por qualquer motivo, não está reunida a maioria de membros).
Foram contratados dez relatores pela instância de recurso e doze relatores foram destacados para a instância de recurso pelo EASO.
Confirmando as decisões negativas proferidas em primeira instância em 1 538 casos e revogando-as em 17 casos, bem como concedendo proteção subsidiária em 12 casos.
Situação a 3 de setembro de 2017. Uma vez que há relatórios que põem em causa estes números, a Comissão convida as autoridades gregas a clarificar o número de migrantes presentes nas ilhas e nos centros de registo. Essa clarificação deverá facilitar o planeamento e a execução.
Dados fornecidos pelo Centro Nacional de Coordenação para o Controlo Fronteiriço, Imigração e Asilo da Grécia, que assumiu o fornecimento de dados em matéria de acolhimento nas ilhas em substituição da polícia grega. Os relatórios do Centro Nacional de Coordenação para o Controlo Fronteiriço, Imigração e Asilo não têm em conta a capacidade dos campos geridos pelas autoridades municipais, anteriormente abrangidos pelos relatórios da polícia grega, mas incluem informações sobre o número de lugares para menores não acompanhados em instalações geridas pelo Centro Nacional de Solidariedade Social.
Além disso, desde 4 de abril de 2016, a Noruega reinstalou 629 nacionais sírios provenientes da Turquia.
Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Grécia, Hungria, Irlanda, Malta, Polónia, Eslováquia, Eslovénia e Reino Unido.
Participam nestas operações 2 500 agentes, 65 embarcações da guarda costeira, dois barcos salva-vidas, dez helicópteros e três aeronaves de asas fixas. De acordo com as informações transmitidas pelas autoridades turcas, até à data, em 2017, foram detidos 9 531 migrantes irregulares no âmbito da operação «Aegean Hope» e 1 406 no âmbito da operação «Safe-Med».
Os fundos só poderão ser desembolsados na sua totalidade, em parcelas, após a conclusão dos projetos, em conformidade com os princípios da boa gestão financeira. No âmbito das medidas adotadas para dar maior visibilidade ao Mecanismo, foi criado um mapa interativo que permite visualizar diretamente os locais e os resultados esperados dos diferentes projetos: http://ec.europa.eu/enlargement/news_corner/migration/index_en.htm.
A título de exemplo, em 30 de abril de 2017 (data-limite do 1.º ciclo de apresentação de relatórios trimestrais de resultados), 19 897 estudantes sírios refugiados tinham recebido serviços de transporte para frequentarem a escola e tinham sido realizadas 580 156 consultas de cuidados de saúde primários. Foi igualmente lançado um segundo pedido trimestral de dados de monitorização.
A ajuda humanitária prestada no âmbito do Mecanismo continua a ser implementada em conformidade com a legislação da UE em matéria de ajuda humanitária e segundo os princípios estabelecidos no Consenso Europeu em matéria de Ajuda Humanitária.
Na sequência da introdução, em junho, de um novo valor de transferência e de critérios de elegibilidade mais alargados, as famílias elegíveis recebem agora 120 liras turcas por pessoa e por mês, acrescidas de complementos trimestrais.
A estratégia assenta em três pilares: subsistência e necessidades básicas; serviços de saúde; apoio à educação. Estes pilares são apoiados por atividades de proteção transversais.
De maio de 2017 a julho de 2017.
A Comissão adotou a sua proposta relativa às diretrizes de negociação em dezembro de 2016.
Mais de 30 000 pessoas foram deslocadas desde 1 de julho e mais de 200 000 desde 1 de abril (segundo as informações da coordenadora adjunta da Ajuda de Emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (https://www.un.org/press/en/2017/sc12932.doc.htm).
Nomeadamente a falta de aprovações administrativas e cartas de facilitação, insegurança e combates, restrições arbitrárias por parte de grupos armados, grupos terroristas que constam de listas do Conselho de Segurança das Nações Unidas e autoridades locais autodesignadas.
COMISSÃO EUROPEIA
Bruxelas, 6.9.2017
COM(2017) 470 draft
ANEXO
do
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO EUROPEU E AO CONSELHO
Sétimo relatório sobre os progressos realizados na aplicação da Declaração UE-Turquia
Plano de Ação conjunto para a aplicação da Declaração UE-Turquia
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Ações prioritárias |
Situação atual e ações em curso 1 |
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Aumento do número de funcionários destacados nas ilhas que são responsáveis pelo tratamento de pedidos de asilo |
O Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo (EASO) deve aumentar para 100 o número de funcionários responsáveis pelo tratamento dos processos e igualmente para 100 o número de intérpretes presentes nas ilhas. O serviço de asilo grego deve aumentar para 100 os seus efetivos nas ilhas. Desde 28 de agosto estão destacados nas ilhas 86 funcionários do EASO e 99 intérpretes do EASO. Os Estados-Membros são incentivados a melhorar os seus esforços para alcançar e manter o objetivo de 100 funcionários do EASO destacados nas ilhas. Atualmente, encontram-se destacados nas ilhas 115 agentes do serviço de asilo grego. |
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Tratamento dos processos de reagrupamento familiar a título do Regulamento de Dublim |
O serviço de asilo grego deve analisar, caso a caso e no pleno respeito do artigo 7.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a aplicação do procedimento de inadmissibilidade aos processos de reagrupamento familiar a título de Regulamento de Dublim, tendo em vista o seu eventual regresso à Turquia, sob reserva de receber do EASO e dos Estados-Membros as informações pertinentes. Está pendente a adoção de uma disposição legislativa pelo parlamento grego segundo a qual os requerentes de asilo que solicitam o reagrupamento familiar nos termos do Regulamento de Dublim III não ficam isentos do procedimento de fronteira. Em paralelo, a partir de 3 de junho, o EASO recebeu respostas de 15 Estados-Membros ao seu pedido de mais informações sobre o reagrupamento familiar de/para a Turquia e a documentação solicitada aos candidatos a fim de aplicar este procedimento. O EASO prestou esta informação ao serviço de asilo grego. |
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Tratamento dos processos relativos aos requerentes vulneráveis |
O serviço de asilo grego deve analisar, caso a caso e no pleno respeito dos artigos 6.º e 7.º da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, a aplicação do procedimento de inadmissibilidade aos requerentes vulneráveis, tendo em vista o seu eventual regresso à Turquia, sob reserva de receber do EASO as informações pertinentes, nomeadamente no que se refere ao tratamento concedido pela Turquia às pessoas vulneráveis, que possam viabilizar a realização da referida análise. O serviço de asilo grego considera que os grupos vulneráveis devem continuar isentos do procedimento de fronteira, tendo em consideração as disposições aplicáveis da Diretiva Procedimentos de Asilo, bem como o facto de a análise dos pedidos de asilo dos requerentes vulneráveis, no contexto do procedimento particularmente acelerado previsto no direito nacional pertinente, não bastar para assegurar as garantias processuais especiais (por exemplo, inadequação objetiva dos serviços médicos e psiquiátricos) de que os grupos vulneráveis devem beneficiar. No entanto, o serviço de asilo grego sugere que, quando as diferentes categorias de vulnerabilidade estiverem melhor definidas e a avaliação da vulnerabilidade for efetuada pelo serviço de registo e identificação grego através da utilização de um modelo normalizado que forneça informações concretas sobre o perfil médico do requerente, o exame da admissibilidade para alguns requerentes vulneráveis poderia ter lugar nas ilhas, mas com prazos de procedimento regulares. O Ministério da Saúde grego, o serviço de asilo grego e o ACNUR estão a fornecer os seus comentários sobre a versão final do modelo de vulnerabilidade que será utilizado em breve para o rastreio desta. |
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Aceleração do ritmo das entrevistas e dos procedimentos para a apreciação dos pedidos de asilo |
O serviço de asilo grego deve introduzir, com o apoio do EASO, uma segmentação dos processos por categorias, com base em entrevistas e em instrumentos de apoio à tomada de decisão. Também com apoio do EASO, o serviço de acolhimento e identificação grego deve continuar a manter os migrantes informados. As autoridades devem reforçar a aplicação coerciva das consequências previstas da falta de colaboração no âmbito do processo de asilo. Com o apoio do EASO, as autoridades gregas devem reduzir o período que medeia entre a manifestação do interesse em requerer asilo e a apresentação efetiva do pedido. Instrumentos de apoio ao processo de asilo: Foi publicada em 29 de junho uma versão atualizada dos procedimentos operacionais normalizados para a execução do procedimento de fronteira no contexto da Declaração UE-Turquia, para utilização pelo serviço de asilo grego e pelo pessoal do EASO nas ilhas. Tendo em vista apoiar o procedimento de fronteira nos centros de registo e uniformizá-lo em todas as ilhas, o EASO criou em Atenas, em cooperação com o serviço de asilo grego, um serviço de assistência (helpdesk) para avaliação de qualidade e orientação. O serviço de assistência fornece aconselhamento ad hoc sobre o tratamento de processos, bem como sobre questões relacionadas com a metodologia. Em 21 de agosto, o primeiro perito de alto nível de um Estado-Membro foi afetado ao serviço de assistência, o qual deverá estar plenamente operacional em meados de setembro, com uma equipa de três peritos de alto nível. Informações destinadas aos migrantes: Para além dos postos de informação em Lesbos e Quios, o serviço de acolhimento e identificação grego criou recentemente pontos de informação em Cós e Samos. Dado o êxito do posto de informação de Quios, as informações sobre o procedimento de asilo, bem como sobre as consequências do incumprimento, são dadas pelo EASO no Centro Agora de Quios numa base semanal. Período que medeia entre a manifestação do interesse em requerer asilo e a apresentação do pedido: O período que medeia entre a manifestação do interesse em requerer asilo e a apresentação do pedido não se alterou desde o sexto relatório e, em média, não ultrapassa duas semanas em qualquer centro de registo. |
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Manutenção e aceleração do procedimento de elegibilidade para os requerentes de países de origem com baixas taxas de reconhecimento |
A finalização dos procedimentos operacionais normalizados para o procedimento de fronteira supramencionado, atualizados em 29 de junho (ver o ponto «Aceleração do ritmo das entrevistas e dos procedimentos para a apreciação dos pedidos de asilo»), tem por objetivo reforçar a programação e o tempo de processamento. |
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Melhoria da segurança e do dispositivo de segurança nas ilhas |
A polícia grega deve aumentar a presença contínua (24 horas por dia/7 dias por semana) de agentes policiais nos centros de registo. Com o apoio da polícia grega, o serviço de acolhimento e de identificação grego deve aumentar os controlos nas entradas e o patrulhamento dos centros de registo, assim como reforçar a infraestrutura de segurança. Em cooperação com o serviço de acolhimento e identificação grego, a polícia grega deve elaborar e testar planos de segurança e de evacuação dos centros de registo. O serviço de acolhimento e identificação grego deve reforçar a infraestrutura de segurança nos centros de registo. As autoridades gregas devem continuar a proporcionar áreas seguras para os grupos vulneráveis. Contudo, seriam precisos mais agentes da polícia grega para controlar melhor os pontos de entrada/saída dos centros de registo e efetuar patrulhamentos no interior desses centros. O serviço de acolhimento e identificação grego, em colaboração com o EASO, está a estudar a introdução de sistemas eletrónicos de controlo de entrada/saída em todos os centros de registo, começando com um projeto-piloto em Moria. A vigilância e a segurança nas áreas específicas para menores não acompanhados nos centros de registo também devem ser melhoradas, em particular em Samos. Após a finalização dos planos de evacuação relativamente a todas as ilhas por parte da polícia grega, os mesmos estão a ser oficialmente traduzidos pela Comissão antes de serem distribuídos às principais partes interessadas nas ilhas. Foram realizados com sucesso exercícios de evacuação para o pessoal que trabalha nos centros de registo em Quios (31 de julho), Cós (9 de agosto), Leros (10 de agosto) e Lesbos (31 de agosto). |
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Nomeação de coordenadores permanentes dos centros de registo |
As autoridades gregas devem nomear coordenadores permanentes e adotar procedimentos operacionais normalizados para os centros de registo. Os coordenadores permanentes estão presentes nos centros de registo. Após finalização dos procedimentos operacionais normalizados para os centros de registo, os mesmos foram transmitidos ao serviço de acolhimento e de identificação grego, em inglês e em grego. Um projeto de manual sobre a aplicação dos procedimentos operacionais normalizados foi igualmente partilhado com o serviço de acolhimento e de identificação grego, para avaliação. |
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Aumento do número de comités de recurso |
Encontram-se atualmente operacionais 12 comités de recurso e um comité suplente. |
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Aumento do número de decisões proferidas por cada comité de recurso |
Os comités de recurso continuam a ser assistidos por 12 relatores do EASO , mas o número de decisões em segunda instância dos comités de recurso continua a ser reduzido. |
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Redução do número de fases de recurso no âmbito do procedimento de asilo |
As autoridades gregas devem ponderar a possibilidade de limitar o número de fases de recurso. |
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Manutenção dos destacamentos da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira aos níveis necessários |
A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve responder rapidamente aos pedidos de novos destacamentos e de meios de transporte exigidos pelo aumento das operações de regresso, com base numa avaliação rigorosa das necessidades por parte das autoridades gregas. Os Estados-Membros e a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira têm respondido adequadamente aos pedidos de mobilizações e de meios de transporte para as operações de regresso em curso. É tecnicamente possível efetuar operações de readmissão por ferry a partir de Lesbos, Quios e Cós. Os agentes do grupo de escoltas para operações de regresso forçado da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira estão destacados a título permanente, em exclusivo, na ilha de Lesbos, para prestar assistência nas operações de regresso. Em 30 de agosto, realizou-se uma reunião entre a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e a polícia grega, na qual foram debatidas as questões relacionadas com o regresso, nomeadamente a aplicação do mecanismo europeu nesta matéria, a necessidade de continuar a dar apoio à Grécia e propostas de novas medidas. |
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Redução dos riscos de fuga |
As autoridades gregas devem manter um sistema claro e rigoroso de registo e acompanhamento de todos os processos dos migrantes em situação irregular, a fim de facilitar o planeamento e a execução dos procedimentos de regresso, criar um sistema eletrónico de acompanhamento e continuar a aplicar restrições de caráter geográfico aos migrantes presentes nas ilhas onde existam centros de registo. As autoridades gregas estão atualmente a impor restrições geográficas à circulação dos migrantes recém-chegados e dos requerentes de asilo, não podendo estes abandonar as ilhas em que tenham entrado no país. A polícia grega, o serviço de acolhimento e de identificação grego, o serviço de asilo grego e o EASO continuam a utilizar os relatórios automatizados que foram criados para permitir o acompanhamento adequado do processo de pedido de asilo dos migrantes e aplicar os procedimentos de regresso, se for caso disso. Os relatórios automáticos incluem: 1) lista diária de entrevistas agendadas, 2) lista diária de marcações para registo, 3) lista semanal de não comparências para entrevistas, 4) lista semanal de casos de não comparência em marcações para registo, 5) lista diária de decisões com notificações não entregues, 6) lista diária de processos a devolver, 7) lista diária de processos interrompidos/descontinuados, e 8) lista diária de processos arquivados. O serviço de asilo grego também envia listas de processos encerrados à polícia grega. Além disso, o serviço de asilo grego recebe os seguintes tipos de dados: regresso voluntário assistido e reintegração e readmissões (regularmente), bem como atribuição de abrigos e ajuda monetária (numa base ad hoc). Processa esses dados a fim de ajudar o serviço de acolhimento e de identificação grego e a polícia grega a controlar o paradeiro dos candidatos em cada fase do procedimento de asilo. |
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Reforço do programa de regresso voluntário assistido e de reintegração nas ilhas |
Com o apoio financeiro da UE, a Organização Internacional para as Migrações deverá intensificar as campanhas de promoção do regresso voluntário assistido e de reintegração dos migrantes, devendo as autoridades gregas eliminar os obstáculos administrativos a um rápido regresso voluntário. Desde o início de 2017, foram transferidas, em média, cerca de 143 pessoas por mês graças a um programa de reintegração e de regresso voluntário assistido, enquanto no período de junho a dezembro de 2016 foram transferidos, em média, cerca de 70 beneficiários por mês. |
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Emissão das decisões de regresso numa fase mais precoce do processo |
A polícia grega deve emitir as decisões de regresso ao mesmo tempo que forem notificadas as decisões negativas quanto aos pedidos de asilo proferidas em primeira instância. A polícia grega está a analisar os ajustamentos técnicos e informáticos necessários para aplicar a medida em questão. |
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Criação de novas capacidades de acolhimento nas ilhas e modernização das instalações existentes |
Com o apoio da UE, as autoridades gregas irão aumentar as capacidades de acolhimento e melhorar as instalações existentes, sempre que possível com a colaboração das autoridades locais. Apesar dos importantes progressos verificados relativamente às condições de acolhimento em Samos e Lesbos, o recente fluxo de chegadas constitui um desafio em termos de acolhimento adequado de todos os migrantes. Foram instaladas tendas rudimentares nas duas ilhas. A situação em Quios também é complicada. |
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Criação de suficiente capacidade de detenção nas ilhas |
Com o apoio da UE, as autoridades gregas deverão criar o mais rapidamente possível uma capacidade de detenção suficiente nas ilhas, sempre que possível em colaboração com as autoridades locais. A capacidade atual de detenção prévia ao repatriamento é de 500 lugares em Cós e de 210 lugares em Moria. Em Samos, a área de retenção prévia ao repatriamento, que está a ser construída na parte superior do centro de registo, estará concluída logo que os residentes desta área sejam transferidos para outra parte do centro de registo, o que é difícil de pôr em prática no futuro imediato devido ao recente aumento do número de chegadas. |
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Reforço dos programas nacionais FAMI e FSI, sempre que necessário |
A Comissão deve continuar a fornecer à Grécia financiamento suplementar (ajuda de emergência, ajuda humanitária, etc.) e assistência técnica para a aplicação da Declaração UE-Turquia, sempre que necessário. A Comissão e as autoridades gregas continuam a implementar o Plano de financiamento para 2017. Os debates sobre o Plano de financiamento para 2018 estão atualmente em curso. |
Figura em itálico um resumo das ações pertinentes. Para mais informações, consultar o plano de ação conjunto anexo ao quarto relatório sobre os progressos realizados na aplicação da Declaração UE-Turquia [COM(2016) 792 final de 8.12.2016].
COMISSÃO EUROPEIA
Bruxelas, 6.9.2017
COM(2017) 470 draft
ANEXO
do
RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO EUROPEU E AO CONSELHO
Sétimo relatório sobre os progressos realizados na aplicação da Declaração UE-Turquia
Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia: projetos autorizados/decididos, adjudicados e respetivos desembolsos – Situação em 9.6.2017
Foram adjudicados 1 600 milhões de EUR, dos quais foram desembolsados cerca de 838 milhões de EUR. O montante global atribuído à execução de ações de ajuda humanitária e não humanitária, no âmbito do Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia, ascende a 2 900 milhões de EUR.
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Instrumento de financiamento |
Nome do requerente |
Domínio prioritário |
Designação |
Montante autorizado/ decidido em EUR |
Montante adjudicado em EUR |
Montante desembolsado em EUR |
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ECHO Plano de execução da ajuda humanitária (HIP) de 2017 para a Turquia 1 |
Sujeito à receção de propostas por parte de parceiros humanitários |
Ajuda humanitária |
A ser adjudicado no âmbito do plano de execução da ajuda humanitária de 2017 para a Turquia |
714 038 000 |
0 |
0 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia 2 |
Conselho Dinamarquês para os Refugiados |
Ajuda humanitária Proteção |
Reduzir as vulnerabilidades de proteção das populações deslocadas, por intermédio de uma resposta de proteção integrada baseada na comunidade |
8 000 000 |
8 000 000 |
4 000 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
CARE |
Ajuda humanitária Proteção |
Mitigar os riscos decorrentes das principais preocupações em matéria de proteção da população de refugiados por via de medidas específicas de sensibilização, do reforço dos sistemas de orientação e da prestação de assistência de proteção especializada |
4 650 000 |
4 650 000 |
3 720 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
World Vision |
Ajuda humanitária Proteção |
Prestar informações e assistência de proteção aos refugiados vulneráveis e ligá-los aos serviços de proteção |
4 000 000 |
4 000 000 |
1 200 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
International Medical Corps (IMC) |
Ajuda humanitária Saúde, proteção |
Prestar cuidados de saúde primários vitais às populações mais vulneráveis e reforçar a sua resiliência por meio de apoio psicológico e à saúde mental, de atividades de reabilitação e de apoio de proteção a sobreviventes de violência baseada no género |
8 000 000 |
8 000 000 |
2 400 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Médicos do Mundo (MDM) |
Ajuda humanitária Saúde |
Facilitar o acesso a serviços de saúde e psicossociais para refugiados |
3 000 000 |
3 000 000 |
2 400 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Organização Mundial de Saúde |
Ajuda humanitária Saúde |
Apoiar serviços de cuidados de saúde adaptados e culturalmente sensíveis para refugiados sírios |
10 000 000 |
10 000 000 |
8 000 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Relief International |
Ajuda humanitária Saúde |
Reforçar o acesso a serviços de saúde especializados para populações de refugiados |
4 000 000 |
4 000 000 |
3 200 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) |
Ajuda humanitária Educação em situações de emergência |
Efetuar transferências condicionais de dinheiro para a educação, com o objetivo de aumentar a taxa de escolarização e a assiduidade das crianças refugiadas |
34 000 000 |
34 000 000 |
27 200 000 |
|
Instrumento de financiamento |
Nome do requerente |
Domínio prioritário |
Designação |
Montante autorizado/ decidido em EUR |
Montante adjudicado Em EUR |
Montante desembolsado Em EUR |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Mercy Corps |
Proteção de ajuda humanitária |
Prestar assistência/proteção aos refugiados e requerentes de asilo |
5 000 000 |
5 000 000 |
4 000 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Programa Alimentar Mundial |
Ajuda humanitária Necessidades básicas |
Rede de Segurança Social de Emergência (RSSE) – sistema de transferência de dinheiro com finalidades múltiplas para satisfazer as necessidades quotidianas dos refugiados |
348 000 000 |
348 000 000 |
278 400 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Conselho Dinamarquês para os Refugiados |
Ajuda humanitária Proteção, saúde |
Ações pró-ativas para prevenir a violência sexual e baseada no género no sudeste da Turquia |
1 000 000 |
1 000 000 |
800 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Diakonie |
Ajuda humanitária Proteção e preparação para o inverno |
Melhorar o acesso a serviços e proteção eficazes para as pessoas que suscitam preocupação |
4 000 000 |
4 000 000 |
3 200 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
International Medical Corps |
Ajuda humanitária Saúde |
Prestar cuidados de saúde vitais e ambiente de proteção aos refugiados vulneráveis |
3 500 000 |
3 500 000 |
1 750 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) |
Ajuda humanitária Proteção da infância, preparação para o inverno, necessidades básicas |
Aumentar o acesso ao apoio/proteção e às necessidades básicas para as crianças e famílias refugiadas vulneráveis |
8 000 000 |
8 000 000 |
6 400 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Federação Handicap |
Ajuda humanitária Saúde, proteção |
Melhorar o acesso a serviços inclusivos e de qualidade para os refugiados mais vulneráveis, incluindo as pessoas com deficiência (Esmirna e cidade de Istambul) |
2 500 000 |
2 500 000 |
2 000 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Concern Worldwide |
Ajuda humanitária Educação em situações de emergência, proteção |
Resposta humanitária de emergência para refugiados sírios |
3 000 000 |
3 000 000 |
2 400 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) |
Ajuda humanitária Proteção |
Proporcionar proteção e soluções duradouras aos refugiados e requerentes de asilo |
35 000 000 |
35 000 000 |
28 000 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) |
Ajuda humanitária Proteção, saúde |
Apoiar as mulheres e raparigas refugiadas mais vulneráveis no acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva e de luta contra a violência sexual e baseada no género |
9 000 000 |
9 000 000 |
7 200 000 |
|
ECHO HIP de 2016 para a Turquia |
Organização Internacional para as Migrações (OIM) |
Ajuda humanitária Preparação para o inverno, necessidades básicas e especiais, proteção, educação em situações de emergência |
Melhorar a proteção por via de uma melhor abordagem às necessidades básicas, apoiar o acesso à educação e prestar serviços integrados |
8 000 000 |
8 000 000 |
6 400 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria 3 |
Programa Alimentar Mundial |
Ajuda humanitária Segurança e meios de subsistência |
Prestar assistência alimentar a populações sírias vulneráveis que vivem em comunidades de acolhimento e a beneficiários que vivem atualmente em campos de refugiados |
40 000 000 |
40 000 000 |
32 000 000 |
|
Instrumento de financiamento |
Nome do requerente |
Domínio prioritário |
Designação |
Montante autorizado/ decidido em EUR |
Montante adjudicado Em EUR |
Montante desembolsado Em EUR |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Diakonie |
Ajuda humanitária Proteção, segurança alimentar/meios de subsistência |
Ajuda monetária com finalidades múltiplas e proteção para refugiados fora dos campos e refugiados recém-chegados |
5 500 000 |
5 500 000 |
4 400 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
GOAL |
Ajuda humanitária Saúde, proteção |
Prevenir a deterioração da saúde e do bem-estar dos refugiados sírios vulneráveis e dos migrantes marginalizados e aumentar a respetiva proteção |
1 500 000 |
1 500 000 |
1 200 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Conselho Dinamarquês para os Refugiados |
Ajuda humanitária Proteção |
Proteger os refugiados sírios e os migrantes marginalizados |
4 500 000 |
4 500 000 |
3 600 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
World Vision |
Ajuda humanitária Proteção |
Proporcionar apoio/proteção, ajuda alimentar vital e ajuda não alimentar aos refugiados vulneráveis e às famílias de acolhimento |
2 000 000 |
2 000 000 |
1 600 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Organização Mundial de Saúde |
Ajuda humanitária Saúde/formação |
Apoiar serviços de cuidados de saúde adaptados e culturalmente sensíveis para refugiados sírios |
2 000 000 |
2 000 000 |
1 600 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
International Medical Corps |
Ajuda humanitária Saúde, incluindo saúde mental, e apoio psicológico e a deficientes |
Apoiar os refugiados sírios e as populações vulneráveis |
3 000 000 |
3 000 000 |
1 500 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
CARE |
Ajuda humanitária Proteção, segurança alimentar, gestão da informação |
Proporcionar ajuda humanitária básica urgente aos refugiados sírios |
4 600 000 |
4 600 000 |
3 680 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha |
Ajuda humanitária Proteção, educação, segurança alimentar e necessidades básicas |
Prestar assistência alimentar e assistência em matéria de necessidades e serviços de base, bem como apoiar a educação para os refugiados sírios |
8 000 000 |
8 000 000 |
6 400 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Relief International |
Ajuda humanitária Saúde, incluindo saúde mental, e apoio psicológico e a deficientes |
Prestar cuidados de saúde abrangentes aos refugiados sírios em Gaziantep e Sanliurfa |
2 000 000 |
2 000 000 |
1 000 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Federação Handicap |
Ajuda humanitária Saúde, incluindo saúde mental, e apoio psicológico e a deficientes |
Intervenção de emergência para os refugiados sírios mais vulneráveis |
3 000 000 |
3 000 000 |
2 400 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Deutsche Welthungerhilfe |
Ajuda humanitária Proteção, segurança alimentar/meios de subsistência |
Melhorar os meios de subsistência e a proteção dos refugiados sírios por intermédio de ajuda monetária com finalidades múltiplas e de gestão de processos |
2 600 000 |
2 600 000 |
2 080 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Mercy Corps |
Ajuda humanitária, proteção, segurança alimentar, água, saneamento e higiene, abrigo |
Melhorar o ambiente de proteção com assistência adaptada aos refugiados abrigados, itinerantes, em circulação ou vítimas de travessias marítimas falhadas |
3 000 000 |
3 000 000 |
2 400 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Organização Internacional para as Migrações (OIM) |
Ajuda humanitária Proteção, gestão da informação |
Ajuda humanitária a sírios vulneráveis e outros refugiados, bem como a migrantes resgatados no mar |
1 900 000 |
1 900 000 |
1 520 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Médicos do Mundo (MDM) |
Ajuda humanitária Saúde, incluindo saúde mental, e apoio psicológico |
Prestar serviços de cuidados de saúde aos refugiados e migrantes |
3 000 000 |
3 000 000 |
2 400 000 |
|
ECHO HIP para a crise regional da Síria |
Concern Worldwide |
Ajuda humanitária Segurança alimentar e meios de subsistência |
Resposta humanitária de emergência para refugiados sírios |
3 400 000 |
3 400 000 |
2 720 000 |
|
Subtotal da ajuda humanitária |
1 306 688 000 |
592 650 000 |
463 170 000 |
|||
|
Fundo Fiduciário Regional da União Europeia de resposta à crise síria (FFUE) 4 |
Vários |
Educação, saúde, apoio socioeconómico |
Contribuições da medida especial do IPA 5 de março de 2016 (55 milhões de EUR), da medida especial do IPA de julho de 2016 (225 milhões de EUR), do Instrumento de Cooperação para o Desenvolvimento (10 milhões de EUR) e da ECHO (3 milhões de EUR) |
293 000 000 |
96 796 675 |
50 996 218 |
|
Instrumento de Pré-Adesão (IPA) Medida especial de abril de 2016 |
Direção-geral turca para a gestão da migração (DGGM) |
Gestão da migração, alojamento, transferências, saúde |
Apoiar os migrantes no regresso da Grécia para a Turquia, abrangendo despesas de alimentação, cuidados de saúde, transporte e alojamento dos migrantes repatriados desde 4 de abril de 2016 |
60 000 000 |
60 000 000 |
12 000 000 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Ministério da Educação da Turquia |
Educação |
Proporcionar acesso à educação a quase meio milhão de crianças sírias |
300 000 000 |
300 000 000 |
90 000 000 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Ministério da Saúde da Turquia |
Saúde |
Proporcionar o acesso a serviços de cuidados de saúde primários a dois milhões de pessoas e a serviços de saúde mental e de reabilitação a, no máximo, um milhão de pessoas |
300 000 000 |
300 000 000 |
120 000 000 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Banco Mundial (BM), Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) |
Apoio socioeconómico |
Medida especial de julho de 2016 |
25 000 000 |
0 |
0 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Banco Mundial |
Apoio socioeconómico |
Melhoria da empregabilidade dos refugiados sírios e das comunidades de acolhimento, designadamente através de formação linguística, formação profissional, formação em contexto de trabalho remunerado em dinheiro |
50 000 000 |
50 000 000 |
15 000 000 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Banco Europeu de Investimento (BEI), Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) |
Infraestruturas municipais |
Medida especial de julho de 2016 |
200 000 000 |
0 |
0 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) |
Educação Infraestrutura |
Construir e equipar novas escolas em províncias com uma concentração elevada de refugiados sírios |
95 000 000 |
95 000 000 |
15 000 000 |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Banco Mundial |
Educação Infraestrutura |
Construir e equipar novas escolas em províncias com uma concentração elevada de refugiados sírios |
150 000 000 |
150 000 000 |
53 000 000 |
|
Instrumento de financiamento |
Nome do requerente |
Domínio prioritário |
Designação |
Montante autorizado/ decidido em EUR |
Montante adjudicado Em EUR |
Montante desembolsado Em EUR |
|
IPA Medida especial de julho de 2016 |
Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, Agence française de développement |
Saúde Infraestrutura |
Medida especial de julho de 2016 |
80 000 000 |
0 |
0 |
|
Mecanismo de medidas de apoio ao abrigo do IPA |
Vários serviços para acompanhamento e avaliação, auditoria e comunicação |
Medida de apoio |
Medida de apoio |
14 300 000 |
0 |
0 |
|
Instrumento para a Estabilidade e a Paz |
Organização Internacional para as Migrações (OIM) |
Gestão da migração |
Reforçar a capacidade da Guarda Costeira turca de realizar operações de busca e salvamento |
20 000 000 |
20 000 000 |
19 000 000 |
|
Subtotal da ajuda não humanitária |
1 587 300 000 |
1 071 796 675 |
374 996 218 |
|||
|
TOTAL |
2 893 988 000 6 |
1 664 446 675 7 |
838 166 218 8 |
|||
Montantes autorizados, adjudicados e desembolsados por domínio prioritário:
|
Fundo Fiduciário Regional da UE de resposta à crise síria (FFUE) 9 ao abrigo do Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia Projetos contratados |
|||||
|
Nome do requerente |
Domínio prioritário |
Designação |
Montante adjudicado Em EUR |
Montante desembolsado em EUR |
|
|
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) |
Educação |
Apoiar a educação das crianças refugiadas sírias |
36 950 286 |
33 255 257 |
|
|
Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD) |
Educação Ensino superior |
Proporcionar oportunidades e perspetivas aos refugiados sírios no setor do ensino superior e pós-universitário (bolsas de estudo, cursos com base em créditos, educação presencial e virtual e cursos de línguas) |
2 700 000 |
1 500 000 |
|
|
Search for Common Ground |
Apoio socioeconómico |
Apoiar os meios de subsistência e promover a estabilidade social entre os refugiados sírios e as populações de acolhimento |
569 566 |
250 000 |
|
|
Agência Alemã de Cooperação Internacional (GiZ) |
Apoio socioeconómico Educação |
Reforçar a resiliência dos países de acolhimento de refugiados no setor social e da educação, sobretudo graças a centros comunitários |
18 207 812 |
4 741 960 |
|
|
Stichting SPARK |
Educação Ensino superior |
Proporcionar acesso ao ensino superior, ao ensino profissional e ao ensino à distância |
5 969 655 |
1 791 819 |
|
|
Cruz Vermelha dinamarquesa |
Saúde e apoio socioeconómico |
Melhorar o bem-estar, a resiliência e a coexistência pacífica entre os refugiados vulneráveis e as comunidades de acolhimento |
32 399 356 |
9 457 182 |
|
|
Subtotais |
96 796 675 |
50 996 218 |
|||
|
Fundos restantes a adjudicar após aprovação pelas autoridades turcas |
196 203 325 |
||||
|
TOTAL (parte do total global acima) |
293 000 000 |
96 796 675 |
50 996 218 |
||
http://ec.europa.eu/echo/sites/echo-site/files/turkey_hip_2017.pdf
http://ec.europa.eu/echo/sites/echo-site/files/hip_turkey_2016.pdf
O financiamento humanitário contabilizado ao abrigo do Mecanismo em Favor dos Refugiados na Turquia foi também disponibilizado inicialmente no âmbito da quarta versão do HIP de 2015 para a crise regional da Síria, e da primeira versão do HIP de 2016 para a crise regional da Síria, para execução a partir de 1 de janeiro de 2016: http://ec.europa.eu/echo/files/funding/decisions/2016/HIPs/HIP%20V2%20FINAL.pdf.
Para uma discriminação por projeto, ver o quadro separado a seguir.
O Regulamento (UE) n.º 236/2014 estabelece as regras e as condições para as medidas especiais ao abrigo do Instrumento de Assistência de Pré-adesão (IPA II). Estas medidas visam assegurar que a utilização do financiamento em causa se limita aos objetivos gerais e específicos estipulados nas decisões de execução da Comissão.
Incluindo montantes para os quais a Comissão adotou uma decisão de financiamento, mas ainda não foi concedida uma autorização orçamental.
Incluindo fundos executados através do Fundo Fiduciário Regional da UE de resposta à crise síria (FFUE), em antecipação de transferências previstas a partir do orçamento da UE («précontratação»). Não estão incluídos os fundos transferidos (autorizados) a partir do orçamento da UE, mas ainda não executados pelo FFUE.
Incluindo desembolsos ao abrigo de projetos executados pelo FFUE, mas ainda não imputados ao orçamento da UE.
Para mais informações acerca do Fundo Fiduciário Regional da UE de resposta à crise síria: http://ec.europa.eu/enlargement/neighbourhood/countries/syria/madad/index_pt.htm.