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CONVITE À APRESENTAÇÃO DE CONTRIBUTOS PARA UMA INICIATIVA (sem avaliação de impacto) |
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O objetivo deste documento é informar o público em geral e as partes interessadas sobre o trabalho em curso na Comissão, de modo a permitir a apresentação de observações e a efetiva participação nas atividades de consulta. Solicitamos a estes destinatários que se pronunciem sobre a forma como a Comissão perspetiva o problema e as possíveis soluções e que partilhem quaisquer informações pertinentes. |
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Título da iniciativa |
Comunicação conjunta sobre uma nova Agenda Estratégica UE-Índia |
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DG responsável — unidade responsável |
SEAE, ASIAPAC.6 — Direção Ásia Meridional (South Asia Division) |
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Tipo provável de iniciativa |
Comunicação conjunta — não legislativa |
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Calendário indicativo |
Segundo trimestre de 2025 |
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Informações adicionais |
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O presente documento é meramente informativo, não condicionando a decisão final da Comissão quanto à prossecução desta iniciativa nem o teor definitivo da mesma. Todos os elementos da iniciativa descritos no presente documento, incluindo o seu calendário, podem vir a ser alterados. |
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A. Contexto político, definição do problema e verificação da subsidiariedade |
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Contexto político |
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A comunicação conjunta apresentará uma nova agenda estratégica para as relações entre a UE e a Índia, que terá por base os progressos realizados, até à data, no âmbito da Parceria Estratégica estabelecida em 2004 e do roteiro UE-Índia, que decorre até 2025. Para o efeito, procurará: ·Posicionar as relações entre a UE e a Índia num contexto bilateral e geopolítico; ·Identificar de que forma as ligações entre as partes podem contribuir ainda mais para a realização de progressos nos domínios de interesse mútuo, incluindo a paz e a estabilidade, os desafios mundiais e regionais, os valores internacionais, o comércio e tecnologia, e a transição ecológica, concentrando-se simultaneamente em prioridades mais específicas; ·Tirar partido das orientações políticas de alto nível procedentes da visita do Colégio de Comissários a Nova Déli, em fevereiro de 2025; ·Analisar de que forma o modelo que rege as relações entre a UE e a Índia pode ser melhorado de forma a garantir um máximo de eficácia; e ·Fundamentar a posição da UE no âmbito das conversações com a Índia sobre futuros compromissos conjuntos, que deverão ser aprovados na próxima cimeira UE-Índia. |
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Problema que a iniciativa pretende resolver |
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As realidades geopolíticas registaram uma alteração considerável desde a criação da Parceria Estratégica UE‑Índia, a publicação da Comunicação conjunta intitulada «Elementos para uma estratégia da UE relativa à Índia» e a adoção do roteiro UE-Índia de 2025. A UE deve intensificar a colaboração com a Índia em áreas prioritárias fundamentais, como a resposta aos desafios que irão enfrentar em conjunto ao longo dos próximos cinco anos, num contexto internacional altamente volátil. Estes desafios incluem: ·As ameaças à paz e à segurança, incluindo as ameaças híbridas, tanto na Europa como na região indo‑pacífica, que exigem uma maior colaboração em matéria de segurança e defesa baseada em princípios internacionais; ·A segurança económica, incluindo a necessidade de diversificar as cadeias de abastecimento e garantir rotas comerciais livres de obstáculos; ·As alterações climáticas, domínio com um elevado potencial para um alargamento da colaboração entre a UE e a Índia em matéria de energias renováveis, outros elementos da transição ecológica e soluções multilaterais; e ·Os desafios tecnológicos, sendo o Conselho de Comércio e Tecnologia o impulsionador de uma colaboração mais estreita em áreas como a investigação e o desenvolvimento. A UE terá de colaborar estreitamente com os Estados-Membros de forma a maximizar o impacto em todos os domínios prioritários, e certificar-se de que as relações bilaterais contribuem para a realização das prioridades tanto da UE como da Índia. |
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Base para a ação da UE (base jurídica e verificação da subsidiariedade) |
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Base jurídica |
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A iniciativa respeita o princípio da subsidiariedade, uma vez que os Estados-Membros não podem, agindo de forma independente, cumprir os objetivos fundamentais nele previstos. Esses objetivos dizem respeito às questões comerciais e à política externa da UE, assim como às políticas fundamentais da UE sobre tecnologia e transição ecológica, que, neste contexto, apenas podem ser devidamente abordadas ao nível da UE. Os artigos 17.º, 21.º, 27.º e 30.º do Tratado da União Europeia (TUE) podem ser utilizados como base para que o alto representante e a Comissão possam agir e adotar a comunicação conjunta. |
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Necessidade prática de uma ação da UE |
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O objetivo geral da comunicação conjunta proposta é reforçar a parceria da UE com um interveniente mundial cada vez mais importante e cuja influência económica, diplomática e política não cessa de aumentar. A comunicação conjunta proposta definirá os principais domínios em que as relações entre a UE e a Índia se devem concentrar mais ativamente, e os percursos a seguir para promover uma colaboração mais estreita em termos mundiais, regionais e bilaterais. |
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B. Objetivo da iniciativa e meios para o alcançar |
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A comunicação conjunta proposta reforçará a aliança entre a UE e a Índia a nível mundial, regional e bilateral. Contribuirá para intensificar a colaboração no que respeita a diferentes prioridades partilhadas, incluindo o comércio e a tecnologia, a segurança e a defesa, e a transição ecológica. Procurará aprofundar a colaboração no âmbito de organismos multilaterais e aproximar ainda mais a posição da UE e da Índia no que toca aos desafios mundiais. Aperfeiçoará os mecanismos de diálogo existentes, contribuindo, possivelmente, para a criação de novos acordos e parcerias em domínios prioritários. Terá em conta as relações dos Estados-Membros da UE com a Índia, e procurará reforçá-las através de uma colaboração ao nível da UE. O princípio de proporcionalidade será tido em conta uma vez que garantirá a complementaridade com as ações dos Estados-Membros da UE e evitará duplicações. |
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Impactos prováveis |
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-Uma colaboração entre a UE e a Índia mais aprofundada e mais estratégica nos domínios do comércio e tecnologia, segurança e defesa, transição ecológica e outras prioridades; -Um reforço das ligações interpessoais de modo a promover um aprofundamento das relações económicas e políticas; -Uma maior colaboração entre a UE e a Índia no que respeita aos desafios mundiais, nomeadamente nos domínios da segurança económica e energética, da paz e estabilidade, do ambiente e alterações climáticas, da tecnologia e conectividade, bem como dos direitos humanos e democracia. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) mais afetados por esta iniciativa são os seguintes: -ODS 5 (Igualdade de género), -ODS 7 (Energias renováveis e acessíveis), -ODS 8 (Trabalho digno e crescimento económico), -ODS 9 (Indústria, inovação e infraestruturas), -ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis), -ODS 13 (Ação climática), e -ODS 17 (Parcerias para a implementação dos objetivos). |
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Acompanhamento futuro |
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Para avaliar e acompanhar os resultados, a UE fará regularmente um balanço das suas relações com a Índia, nomeadamente através de cimeiras regulares entre a UE e a Índia e uma revisão anual das parcerias estratégicas. |
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C. Legislar melhor |
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Avaliação de impacto |
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A comunicação conjunta proposta concentrar-se-á em abordagens e políticas gerais e, por conseguinte, não requer uma avaliação de impacto. Sempre que apropriado, será tida em conta a necessidade de efetuar uma avaliação do impacto de uma ação específica prevista na comunicação conjunta. |
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Estratégia de consulta |
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Pretendemos obter contributos de alta qualidade das partes interessadas, que serão tidos na devida conta aquando da preparação da comunicação conjunta. Para além deste convite à apresentação de contributos, serão também realizadas consultas específicas. O objetivo é reunir opiniões de diferentes partes interessadas sobre o desenvolvimento futuro das relações entre a UE e a Índia, tendo em consideração as dinâmicas geopolíticas e as respetivas prioridades mundiais e bilaterais de ambas as partes. As partes interessadas incluem Estados-Membros da UE, as autoridades indianas relevantes, a sociedade civil, as instituições académicas e os grupos de reflexão, bem como as organizações empresariais relevantes da UE e da Índia. Os intercâmbios entre as partes terão lugar através dos meios mais adequados, incluindo reuniões presenciais, videoconferências, atividades de proximidade da delegação da UE e eventos específicos. Serão utilizados o sítio Web da SEAE e as redes sociais para promover as atividades de consulta. |