28.7.2021   

PT

Jornal Oficial da União Europeia

L 269/65


DIRETIVA DELEGADA (UE) 2021/1226 DA COMISSÃO

de 21 de dezembro de 2020

que altera, para efeitos de adaptação ao progresso científico e técnico, o anexo II da Diretiva 2002/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho no respeitante aos métodos comuns de avaliação do ruído

(Texto relevante para efeitos do EEE)

A COMISSÃO EUROPEIA,

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

Tendo em conta a Diretiva 2002/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de junho de 2002, relativa à avaliação e gestão do ruído ambiente (1), nomeadamente o artigo 12.o,

Considerando o seguinte:

(1)

O anexo II da Diretiva 2002/49/CE estabelece métodos de avaliação comuns para os Estados-Membros, a utilizar para obter informações sobre o ruído ambiente e os efeitos deste na saúde, nomeadamente por meio da elaboração de mapas do ruído, com vista à adoção de planos de ação baseados nos resultados da cartografia do ruído. Torna-se necessário adaptar este anexo ao progresso técnico e científico.

(2)

De 2016 a 2020, a Comissão cooperou com peritos técnicos e científicos dos Estados-Membros na avaliação das adaptações que, em função do progresso técnico e científico, seria necessário efetuar no cálculo do ruído ambiente. Neste processo, foi amplamente consultado o Grupo de Peritos em Ruído, constituído por representantes dos Estados-Membros, do Parlamento Europeu, do setor industrial, da administração pública dos Estados-Membros, de ONG, dos cidadãos e das universidades.

(3)

O anexo da presente diretiva delegada estabelece as adaptações necessárias dos métodos comuns de avaliação, a saber, clarificação de equações de cálculo da propagação do ruído, adaptação de quadros aos conhecimentos mais recentes e aperfeiçoamento da descrição de etapas dos cálculos, com incidência no cálculo do ruído gerado pelo tráfego rodoviário, ferroviário e aéreo e do ruído industrial. Os Estados-Membros devem utilizar os métodos em causa a partir de 31 de dezembro de 2021, o mais tardar.

(4)

O anexo II da Diretiva 2002/49/CE deve, portanto, ser alterado em conformidade,

(5)

As medidas previstas na presente diretiva estão em conformidade com o parecer do Grupo de Peritos em Ruído consultado a 12 de outubro de 2020,

ADOTOU A PRESENTE DIRETIVA:

Artigo 1.o

O anexo II da Diretiva 2002/49/CE é alterado em conformidade com o anexo da presente diretiva.

Artigo 2.o

1.   Os Estados-Membros devem pôr em vigor, até 31 de dezembro de 2021, as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento à presente diretiva. Os Estados-Membros devem comunicar imediatamente à Comissão o texto dessas disposições.

As disposições adotadas pelos Estados-Membros devem fazer referência à presente diretiva ou ser acompanhadas dessa referência aquando da sua publicação oficial. Os Estados-Membros estabelecem o modo como deve ser feita a referência.

2.   Os Estados-Membros devem comunicar à Comissão o texto das principais disposições de direito interno que adotarem no domínio abrangido pela presente diretiva.

Artigo 3.o

A presente diretiva entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.

Artigo 4.o

Os destinatários da presente diretiva são os Estados-Membros.

Feito em Bruxelas, em 21 de dezembro de 2020.

Pela Comissão

A Presidente

Ursula VON DER LEYEN


(1)  JO L 189 de 18.7.2002, p. 12.


ANEXO

O anexo II é alterado do seguinte modo:

1)

No ponto 2.1.1, o segundo parágrafo passa a ter a seguinte redação:

«Os cálculos efetuam-se em bandas de oitava no caso do ruído industrial e do ruído gerado pelos tráfegos rodoviário e ferroviário, com exceção da potência sonora das fontes de ruído ferroviário, caso em que se utilizam bandas de terço de oitava. No caso do ruído industrial e do ruído gerado pelos tráfegos rodoviário e ferroviário, calcula-se, com base nesses resultados por bandas de oitava, o nível sonoro médio, ponderado A, de longa duração para os períodos diurno, do entardecer e noturno, conforme definido no anexo I e referido no artigo 5.o da presente diretiva, aplicando o método descrito nos pontos 2.1.2, 2.2, 2.3, 2.4 e 2.5. Determina-se o nível sonoro médio, ponderado A, de longa duração, gerado pelos tráfegos rodoviário e ferroviário nas aglomerações, com base nas contribuições dos segmentos rodoviário e ferroviário para esse ruído, grandes eixos rodoviários e ferroviários incluídos.»;

2)

O ponto 2.2.1. é alterado do seguinte modo:

a)

No item «Número e localização das fontes sonoras equivalentes», o primeiro parágrafo passa a ter a seguinte redação:

«Neste modelo, cada veículo (das categorias 1, 2, 3, 4 e 5) é representado por uma fonte pontual única que irradia uniformemente. A primeira reflexão no piso da estrada é tratada implicitamente. Conforme se ilustra na figura 2.2.a, esta fonte pontual é localizada 0,05 m acima da superfície da estrada.»;

b)

No item «Emissão de potência sonora», o último parágrafo de «Fluxo de tráfego» passa a ter a seguinte redação:

«A velocidade vm é uma velocidade representativa por categoria de veículos. Na maior parte dos casos, é a menor de duas velocidades: a velocidade máxima legal no troço de estrada em causa e a velocidade máxima legal para a categoria de veículos.»;

c)

No item «Emissão de potência sonora», o primeiro parágrafo de «Por veículo» passa a ter a seguinte redação:

«Considera-se que todos os veículos da categoria m que integram o fluxo de tráfego circulam à mesma velocidade vm .»;

3)

O quadro 2.3.b é alterado do seguinte modo:

a)

O texto inserido na terceira linha, quarta coluna (designada «3»), passa a ter a seguinte redação:

«Indicação da rigidez “dinâmica”»;

b)

[Não se aplica à versão portuguesa.]

«[Não se aplica à versão portuguesa.]

[Não se aplica à versão portuguesa.]».

4)

O ponto 2.3.2 é alterado do seguinte modo:

a)

No item «Fluxo de tráfego», quarto parágrafo, o segundo travessão a seguir à equação (2.3.2) passa a ter a seguinte redação:

«—

v é a velocidade dos mesmos [km/h] no troço de via j para o tipo de veículo t e a velocidade média dos comboios s;»;

b)

O item «Chiado» passa a ter a seguinte redação:

«O chiado em curva é uma fonte especial unicamente associada às curvas, sendo, pois, um ruído localizado. Este chiado depende geralmente da curvatura, das condições de fricção, da velocidade do comboio e da geometria e dinâmica do conjunto via-rodas. Uma vez que pode ser significativo, é necessário descrevê-lo convenientemente. Nos pontos em que ocorra este chiado — geralmente em curvas ou em agulhas de desvio —, é necessário adicionar à potência da fonte o espetro de potência sonora adequado correspondente ao acréscimo de ruído. O acréscimo de ruído pode ser específico de cada tipo de material circulante. Certos tipos de rodas e de bogies geram bastante menos chiado do que outros tipos. Podem utilizar-se medições de acréscimo de ruído eventualmente disponíveis que tenham suficientemente em conta a natureza estocástica do chiado.

Caso não se disponha de valores medidos adequados, pode optar-se por uma abordagem simplificada, na qual se tem em conta o ruído de chiado adicionando ao espetro de potência sonora de ruído de rolamento, em todas as frequências, os seguintes acréscimos:

Comboios

curvas com 300 m < R ≤ 500 m e ltrack ≥ 50m: 5 dB

curvas com R ≤ 300 m e ltrack ≥ 50m: 8 dB

agulhas de desvio com R ≤ 300 m: 8 dB

outros casos: 0 dB

Elétricos urbanos

curvas e agulhas de desvio com R ≤ 200 m: 5 dB

outros casos: 0 dB

ltrack é o comprimento de via em curva e R é o raio da curva.

É normalmente necessário verificar no local a aplicabilidade destes espetros de potência sonora ou acréscimos de valores, sobretudo no caso dos elétricos urbanos e dos pontos nos quais as curvas ou as agulhas de desvio sejam objeto de medidas antichiado.»;

c)

No item «Diretividade das fontes», é aditado o seguinte imediatamente a seguir à equação (2.3.15):

«Modela-se o ruído nas pontes na fonte A (h = 1), caso em que se considera existir omnidirecionalidade.»;

d)

No item «Diretividade das fontes», o segundo parágrafo, até à equação (2.3.16), inclusive, passa a ter a seguinte redação:

«A diretividade vertical, ΔLW,dir,ver,i , exprime-se em dB no plano vertical, para a fonte A (h = 1), em função da frequência central, fc,i , de cada banda i de frequências, sendo:

0 < ψ < π/2,

Image 1

- π/2< ψ ≤ 0,

ΔLW,dir,ver,i = 0

(2.3.16)»

5)

No ponto 2.3.3, o item «Correção devida à irradiação estrutural (pontes e viadutos)» passa a ter a seguinte redação:

«Correção devida à irradiação estrutural (pontes e viadutos)

No caso de o troço de via se situar numa ponte, é necessário considerar o ruído adicional gerado pela vibração da ponte devida à excitação causada pela presença do comboio. Modela-se o ruído das pontes como fonte adicional, cuja potência sonora é dada pela seguinte equação, por veículo:

LW,0,bridge,i = LR,TOT,i + LH,bridge,i + 10 x lg(Na) dB

(2.3.18)

em que LH, bridge ,i é a função de transferência da ponte. O ruído da ponte, LW,0, bridge ,i , representa apenas o som radiado pela estrutura da ponte. Para calcular o ruído de rolamento de um veículo numa ponte utilizam-se as equações (2.3.8) a (2.3.10), escolhendo a função de transferência da via correspondente ao sistema de via existente na ponte em causa. Em geral não se têm em conta as barreiras eventualmente existentes nas guardas da ponte.»;

6)

O ponto 2.4.1 é alterado do seguinte modo:

a)

No item «Emissão de potência sonora», segundo parágrafo de «Generalidades», o quarto elemento da lista, incluindo a equação (2.4.1), é substituído pelo seguinte:

«—

no caso das fontes em linha representativas de veículos em movimento, efetuando o cálculo de acordo com a equação (2.2.1);»;

b)

O número de equação (2.4.2) é substituído pelo seguinte número:

«(2.4.1)»;

7)

No ponto 2.5.1, o sétimo parágrafo passa a ter a seguinte redação:

«Os objetos com inclinação superior a 15° em relação à vertical não são considerados refletores, mas são tidos em conta em todos os outros aspetos da propagação, como os efeitos do solo e a difração.»;

8)

O ponto 2.5.5 é alterado do seguinte modo:

a)

No item «Nível sonoro em condições favoráveis (LF) para um percurso (S,R)», a equação (2.5.6) é substituída pela seguinte equação:

« AF=Adiv + Aatm + Aboundary,F

(2.5.6)»

b)

No item «Nível sonoro de longa duração no ponto R em decibéis A (dB(A))», o final do primeiro parágrafo, a seguir à equação (2.5.11), é substituído pelo seguinte:

«em que i é o índice da banda de frequências. AWC é a seguinte correção pela ponderação A:

Frequência [Hz]

63

125

250

500

1 000

2 000

4 000

8 000

AWCf,i [dB]

–26,2

–16,1

–8,6

–3,2

0

1,2

1,0

–1,1»

9)

O ponto 2.5.6 é alterado do seguinte modo:

a)

Imediatamente a seguir à figura 2.5.b, é inserida uma frase com a seguinte redação:

«As distâncias dn determinam-se por projeção bidimensional no plano horizontal.»;

b)

O item «Cálculos em condições favoráveis» é alterado do seguinte modo:

1)

Na alínea a), a primeira frase passa a ter a seguinte redação:

«Na equação (2.5.15) (Aground,H ), as alturas zs e zr são substituídas por zs + δ zs + δ zT e zr + δ zr + δ zT , respetivamente, em que:»

2)

Na alínea b), a primeira frase passa a ter a seguinte redação:

«O limite inferior de Aground,F (calculado com as alturas não modificadas) depende da geometria do percurso de propagação:»

c)

No item «Difração», o segundo parágrafo passa a ter a seguinte redação:

«Na prática, consideram-se as seguintes especificações no plano vertical único que contém a fonte e o recetor (um biombo espalmado, caso o percurso inclua reflexões). O raio direto da fonte para o recetor é uma linha reta em condições de propagação homogéneas e uma linha curva (um arco cujo raio depende do comprimento do raio retilíneo) em condições de propagação favoráveis.

Se o raio direto não for bloqueado, procura-se o bordo D do qual resulta a maior diferença δ na extensão do percurso (o menor valor absoluto, porque estas diferenças de extensão de percurso são negativas). Tem-se em conta a difração se:

esta diferença na extensão do percurso exceder -λ/20 e

o critério de Rayleigh for cumprido.

Será assim se δ exceder λ/4 – δ*, em que δ* é a diferença na extensão do percurso calculada com o mesmo bordo D, mas relacionada com a fonte espelho S*, calculada com o plano médio do solo do lado da fonte, e com o recetor espelho R*, calculado com o plano médio do solo do lado do recetor. No cálculo de δ*, apenas os pontos S*, D e R* são tidos em conta — não se têm em conta outros bordos de bloqueio do percurso S*->D->R*.

Para efeito destas considerações, calcula-se o comprimento de onda λ utilizando a frequência central nominal e 340 m/s para velocidade do som.

Se estas duas condições forem satisfeitas, o bordo D separa o lado da fonte do lado do recetor, calculam-se dois planos médios do solo distintos e calcula-se A dif como se descreve a seguir. Caso contrário, não se considera nenhuma atenuação por difração para este percurso, calcula-se um plano médio do solo comum para o percurso S -> R e calcula-se A ground sem difração (A dif = 0 dB). Esta regra aplica-se tanto a condições homogéneas como a condições favoráveis.»;

d)

No item «Difração pura», o segundo parágrafo passa a ter a seguinte redação:

«No caso das difrações múltiplas e sendo e a distância correspondente à extensão total do percurso entre o primeiro e o último pontos de difração (utilizar raios curvos em caso de condições favoráveis), se e exceder 0,3 m, este coeficiente é definido do seguinte modo (caso contrário, C" = 1):

Image 2

(2.5.23)»

e)

A figura 2.5.d é substituída pela seguinte figura:

Image 3

f)

No item «Condições favoráveis», o primeiro parágrafo após a figura 2.5.e passa a ter a seguinte redação:

«Em condições favoráveis, os três raios sonoros encurvados Image 4, Image 5 e Image 6 têm raio de curvatura, Γ, idêntico, definido por:

Γ = max (1 000,8 d)

(2.5.24)

em que d é definido pela distância segundo o percurso estendido, no espaço tridimensional, entre a fonte e o recetor.»;

g)

No item «Condições favoráveis», o que vai da equação (2.5.28) à equação (2.5.29) (ambas incluídas) é substituído pelo seguinte:

«

Image 7

(2.5.28)»

Em condições favoráveis, o percurso de propagação no plano de propagação vertical consiste sempre de segmentos de um círculo cujo raio é dado pela distância, no espaço tridimensional, entre a fonte e o recetor, ou seja, todos os segmentos do percurso de propagação têm o mesmo raio de curvatura. Se o arco de ligação direta entre a fonte e o recetor estiver bloqueado, define-se o percurso de propagação como a mais curta combinação convexa de arcos que envolve todos os obstáculos. Entende-se por «convexo» neste contexto que, em cada ponto de difração, o segmento de raio que sai é defletido para baixo, em relação ao segmento de raio que entra.

Image 8

No caso ilustrado na figura 2.5.f, a diferença de percursos é a seguinte:

«

Image 9

(2.5.29)»

h)

Os itens «Cálculo do termo Δground(S,O) » e «Cálculo do termo Δground(O,R) » passam a ter a seguinte redação:

«Cálculo do termo Δground(S,O)

Image 10

(2.5.31)

em que:

Aground(S,O) é a atenuação devida ao efeito do solo entre a fonte S e o ponto de difração O. Calcula-se este termo conforme se indicou nos itens anteriores relativos ao cálculo em condições homogéneas e ao cálculo em condições favoráveis, com os seguintes pressupostos:

zr = zo,s;

calcula-se Gpath entre S e O;

em condições homogéneas: Image 11 na equação (2.5.17), Image 12 na equação (2.5.18);

em condições favoráveis: Image 13 na equação (2.5.17), Image 14 na equação (2.5.20);

Δ dif(S',R) é a atenuação devida à difração entre a fonte imagem, S’, e R, calculada como se descreveu no item “Difração pura” acima;

Δ dif(S,R) é a atenuação devida à difração entre S e R, calculada como se descreveu no item “Difração pura” acima.

No caso especial em que a fonte está situada abaixo do plano médio do solo: Δ dif(S,R)= Δ dif(S',R) e Δ ground(S,O) = A ground(S,O)

Cálculo do termo Δ ground(O,R)

Image 15

(2.5.32)

em que:

Aground (O,R) é a atenuação devida ao efeito do solo entre o ponto de difração O e o recetor R. Calcula-se este termo conforme se indicou nos itens anteriores relativos ao cálculo em condições homogéneas e ao cálculo em condições favoráveis, com os seguintes pressupostos:

z s = z o,r

calcula-se Gpath entre O e R.

Uma vez que a fonte considerada é o ponto de difração, não é necessário ter em conta a correção G’path . Portanto, na realidade utiliza-se Gpath no cálculo dos efeitos do solo, incluindo para o termo de limite inferior da equação, que passa a ser -3(1-Gpath ).

em condições homogéneas, Image 16 na equação (2.5.17) e Image 17 na equação (2.5.18);

em condições favoráveis, Image 18 na equação (2.5.17) e Image 19 na equação (2.5.20);

Δ dif(S,R’) é a atenuação devida à difração entre S e o recetor imagem, R’, calculada como se descreveu no item “Difração pura”supra;

Δ dif(S,R) é a atenuação devida à difração entre S e R, calculada como se descreveu no item “Difração pura”supra.

No caso especial em que o recetor está situado abaixo do plano médio do solo: Δ dif(S,R’) = Δ dif(S,R) e Δ ground ( O,R ) = A ground ( O,R );»;

i)

No ponto 2.5.6, o item «Cenários de bordo vertical» passa a ter a seguinte redação:

«Cenários de bordo vertical

Pode utilizar-se a equação (2.5.21) para calcular difrações em bordos verticais (difrações laterais), no caso do ruído industrial. Se assim for, considera-se Adif = Δdif(S,R) e utiliza-se o termo Aground . Por outro lado, calculam-se Aatm e Aground a partir do comprimento total do percurso de propagação. Adiv continua a ser calculado a partir da distância direta d. As equações (2.5.8) e (2.5.6) tomam o seguinte aspeto, respetivamente:

Image 20

(2.5.33)


Image 21

(2.5.34)

Δdif é efetivamente utilizado em condições homogéneas na equação (2.5.34).

Apenas se considera a difração lateral nos casos em que as condições a seguir enunciadas sejam satisfeitas:

 

A fonte é uma fonte pontual real — não gerada por segmentação de uma fonte extensa, como uma fonte linear ou uma fonte plana;

 

A fonte não é uma fonte espelho, construída para calcular uma reflexão;

 

O raio direto entre a fonte e o recetor está totalmente acima do perfil do terreno;

 

No plano vertical que contém S e R, a diferença δ na extensão do percurso excede 0, ou seja, o raio direto está bloqueado. Portanto, em algumas situações, pode ter-se em conta difração lateral em condições de propagação homogéneas, mas não em condições de propagação favoráveis.

Satisfeitas todas estas condições, podem ser tidos em conta, em acréscimo ao percurso de propagação difratado no plano vertical que contém a fonte e o recetor, até dois percursos de propagação com difração lateral. Define-se “plano lateral” como o plano, perpendicular ao plano vertical, que também contém a fonte e o recetor. As superfícies de intersecção com este plano lateral são construídas a partir de todos os obstáculos penetrados pelo raio direto da fonte até ao recetor. No plano lateral, a ligação convexa mais curta entre a fonte e o recetor, constituída por segmentos de reta e envolvente dessas superfícies de intersecção, define os bordos verticais tidos em conta na construção do percurso de propagação com difração lateral.

Para calcular a atenuação do solo para um percurso de propagação com difração lateral, calcula-se o plano médio do solo entre a fonte e o recetor tendo em conta o perfil do solo situado por baixo, na vertical, do percurso de propagação. Se, na projeção num plano horizontal, um percurso de propagação lateral cortar a projeção de um edifício, tem-se isto em conta no cálculo de Gpath (normalmente com G = 0) e no cálculo do plano médio do solo considerando a altura do edifício.»;

j)

No item «Reflexões em obstáculos verticais», os segundo e terceiro parágrafos de «Atenuação por absorção» passam a ter a seguinte redação:

«As superfícies de objetos só são consideradas refletoras se a inclinação das mesmas em relação à vertical for inferior a 15o. Só se consideram as reflexões referentes a percursos no plano de propagação vertical, isto é, excluem-se os percursos com difração lateral. Partindo do princípio de que a superfície refletora é vertical, o ponto de reflexão (situado no objeto refletor) dos percursos incidente e refletido é construído utilizando linhas retas, em condições de propagação homogéneas, e linhas curvas, em condições de propagação favoráveis. O refletor deve ter, pelo menos, 0,5 m de altura, medida ao nível do ponto de reflexão e observada segundo a direção do raio incidente. Deve ter também, pelo menos, 0,5 m de largura, projetada num plano horizontal, medida ao nível do ponto de reflexão e observada segundo a direção do raio incidente.»;

k)

No item «Atenuação por retrodifração», é aditado o seguinte após o texto existente:

«Se existir um obstáculo ou uma barreira acústica refletora nas proximidades da via-férrea, os raios sonoros provenientes da fonte são sucessivamente refletidos por esse obstáculo e pela face lateral do veículo ferroviário. Nessas condições, os raios sonoros passam entre o obstáculo e a estrutura do veículo ferroviário antes da difração no bordo superior do obstáculo.

A fim de ter em conta as múltiplas reflexões entre o veículo ferroviário e o obstáculo existente nas proximidades, calcula-se a potência sonora de uma fonte equivalente única, ignorando, nesse cálculo, os efeitos do solo.

Para determinar a potência sonora da fonte equivalente, aplica-se o seguinte:

A origem do sistema de coordenadas é a cabeça de carril exterior;

A fonte real está situada em S (ds = 0, hs ), em que hs é a altura da fonte em relação à cabeça do carril;

O plano h = 0 define a estrutura dos veículos ferroviários;

Considera-se um obstáculo vertical com topo em B (dB , hb );

Considera-se um recetor situado a uma distância dR > 0 por detrás do obstáculo, em que as coordenadas de R são (dB+dR , hR ).

O lado interno do obstáculo tem coeficientes de absorção α(f) por banda de oitava. A estrutura do veículo ferroviário tem um coeficiente de reflexão equivalente Cref , normalmente igual a 1. Apenas no caso dos vagões de mercadorias abertos de plataforma se pode utilizar o valor 0. Se dB  > 5hB ou α(f) > 0,8, nenhuma interação entre comboio e barreiras é tida em conta.

Nesta configuração, as múltiplas reflexões entre a estrutura do veículo ferroviário e o obstáculo podem ser calculadas utilizando fontes imagem localizadas em Sn (dn = -2n. dB, hn = hs ), sendo n = 0, 1, 2,...N, como ilustra a figura 2.5.k.

Image 22

A potência sonora da fonte equivalente é expressa do seguinte modo:

Image 23

(2.5.39)

em que a potência sonora das fontes parciais é dada por:

LW,n = LW + ΔLn

ΔLn= ΔLgeo,n + ΔLdif,n + ΔLabs,n + ΔLref,n + ΔLretrodif,n

sendo:

LW

a potência sonora da fonte real;

ΔLgeo,n

um termo de correção devido à divergência esférica;

ΔLdif,n

um termo de correção devido à difração pelo topo do obstáculo;

ΔLabs,n

um termo de correção devido à absorção do lado interno do obstáculo;

ΔLref,n

um termo de correção devido à reflexão pela estrutura do veículo ferroviário;

ΔLretrodif,n

um termo de correção devido à altura finita do obstáculo como refletor.

A correção devida à divergência esférica é dada por:

Image 24

(2.5.40)


Image 25

(2.5.41)

A correção devida à difração pelo topo do obstáculo é dada por:

(2.5.42)

ΔLdif,n = D0 - Dn

(2.5.42)

em que Dn é a atenuação devida à difração, calculada pela equação (2.5.21), na qual C'' = 1, correspondente ao percurso entre a fonte Sn e o recetor R, tendo em conta a difração no topo do obstáculo B:

δ n = ±(|SnB| + |BR| - |SnR|)

(2.5.43)

A correção devida à absorção do lado interno do obstáculo é dada por:

ΔLabs,n = 10•n•lg (1-α)

(2.5.44)

A correção devida à reflexão pela estrutura do veículo ferroviário é dada por:

ΔLref,n = 10•n•lg (Cref )

(2.5.45)

A correção devida à altura finita do obstáculo refletor é tida em conta por meio de retrodifração. O raio correspondente a uma imagem de ordem N > 0 será refletido pelo obstáculo n vezes no seu percurso. Na secção transversal, estas reflexões ocorrem às distâncias

di = – (2i-q)db, i = 1,2,..n, sendo Pi (d = di, h = hb ), i = 1,2,..n, os topos das superfícies refletoras em causa. Calcula-se do seguinte modo um termo de correção em cada um desses pontos:

Image 26

(2.5.46)

em que Δ retrodif,n,i é calculado considerando a fonte na posição Sn , o topo do obstáculo em Pi e o recetor na posição R’. Se o recetor estiver acima da linha de avistamento de Sn para B, a posição do recetor equivalente R’ é R’=R; caso contrário, toma-se a posição do recetor equivalente na linha de avistamento, na vertical acima do recetor real; ou seja:

dR' = dR

(2.5.47)


Image 27

(2.5.48)»

10)

O ponto 2.7.5, «Ruído e desempenho das aeronaves», passa a ter a seguinte redação:

«2.7.5.    Ruído e desempenho das aeronaves

A base de dados ANP constante do apêndice I contém coeficientes de desempenho de aeronaves e de motores, perfis de partida e de aproximação e relações NPD para parte substancial das aeronaves civis que operam nos aeroportos da União Europeia. Os tipos ou versões de aeronaves ainda não contemplados nesta lista podem ser representados pelos dados dela constantes, referentes a outras aeronaves, normalmente similares, que melhor se lhes adequem.

Estes dados foram determinados para se calcularem as curvas de ruído correspondentes a combinações médias ou representativas de frota ou de tráfego em cada aeroporto. Podem não se adequar à previsão de níveis absolutos de ruído de determinado modelo de aeronave e não servem para comparar as características e o desempenho, em termos de ruído, de tipos, modelos ou frotas específicos de aeronaves. Para determinar que tipos, modelos ou frotas de aeronaves contribuem mais para o ruído, há que consultar, em vez disso, os certificados de ruído.

A base de dados ANP compreende um ou mais perfis de descolagem e de aterragem predefinidos para cada tipo de aeronave indicado na lista. É necessário verificar a aplicabilidade desses perfis ao aeroporto em causa, determinando o perfil de pontos fixos ou as ações de pilotagem que melhor representem as operações de voo nesse aeroporto.»;

11)

No ponto 2.7.11, o título do segundo item, «Dispersão das rotas», passa a ter a seguinte redação:

«Dispersão lateral das rotas»;

12)

No ponto 2.7.12, é inserido um parágrafo com a seguinte redação entre o sexto e o sétimo, e último, parágrafos atuais:

«Inserem-se as fontes do ruído associado a aeronaves a altura não inferior a 1,0 m (3,3 ft) acima, consoante o caso, do nível do aeroporto ou do nível correspondente de elevação da pista.»;

13)

O ponto 2.7.13, «Construção dos segmentos da trajetória de voo» é substituído pelo seguinte:

«2.7.13.    Construção dos segmentos da trajetória de voo

É necessário definir cada trajetória de voo por uma série de coordenadas de segmentos (nós) e de parâmetros do voo. Em primeiro lugar, há que determinar as coordenadas dos segmentos da rota no solo. Calcula-se seguidamente o perfil de voo, tendo presente que, para uma determinada série de ações de pilotagem, o perfil depende da rota no solo. Por exemplo, para a mesma força propulsora e a mesma velocidade, a velocidade ascensional de uma aeronave é menor nas curvas do que em voo retilíneo. Procede-se, em seguida, à subsegmentação para a aeronave na pista (rolagem para descolagem ou rolagem à aterragem) e para a aeronave próxima da pista (subida inicial ou aproximação final). Segue-se a subsegmentação dos segmentos de voo aos quais corresponda uma velocidade no ponto inicial substancialmente diferente da velocidade no ponto final. Para construir os segmentos tridimensionais da trajetória de voo, determinam-se as coordenadas bidimensionais dos segmentos da rota no solo (*) e combinam-se as mesmas com o perfil de voo bidimensional. Por fim, eliminam-se os pontos da trajetória de voo que estejam demasiado próximos de outros pontos.

Perfil de voo

Os parâmetros descritivos de cada segmento do perfil de voo no início (sufixo 1) e no final (sufixo 2) de cada segmento são os seguintes:

s1, s2

distância ao longo da rota no solo;

z1, z2

altura da aeronave;

V1 , V2

velocidade em relação ao solo;

P1 , P2

parâmetro de potência ligado ao ruído (coincidente com aquele para o qual são definidas as curvas NPD);

ε1, ε 2

ângulo de pranchamento.

Para definir um perfil de voo a partir de uma série de ações de pilotagem (síntese da trajetória de voo), constroem-se segmentos sequencialmente de modo que os pontos finais destes correspondam às condições requeridas. Os parâmetros do ponto final de cada segmento constituem os parâmetros do ponto inicial do segmento seguinte. No cálculo de cada segmento, conhecem-se os parâmetros iniciais. As condições requeridas no final são especificadas pela ação de pilotagem. As ações de pilotagem correspondem aos dados predefinidos da base ANP ou são definidas pelo utilizador (por exemplo a partir dos manuais de voo da aeronave). As condições finais são geralmente a altura e a velocidade. A construção do perfil passa pela determinação da distância percorrida pela aeronave na sua trajetória até atingir essas condições. Determinam-se os parâmetros indefinidos por meio dos cálculos de desempenho em voo descritos no apêndice B.

Se a rota no solo for retilínea, podem determinar-se independentemente dela os pontos de perfil e os parâmetros de voo que lhe estão associados (o ângulo de pranchamento é sempre nulo). Todavia, as rotas no solo raramente são retilíneas. Normalmente incluem curvas, as quais, para obter melhores resultados, têm de ser tidas em conta na determinação do perfil de voo bidimensional, se necessário subdividindo os segmentos do perfil junto dos nós da rota no solo, para inserir as variações do ângulo de pranchamento. Regra geral, o comprimento do segmento seguinte é inicialmente desconhecido, sendo calculado provisoriamente admitindo que o ângulo de pranchamento não varia. Caso se verifique, em seguida, que o segmento provisório abarca um ou mais nós da rota no solo, situando-se o primeiro à distância s (s1 < s < s2 ), trunca-se o segmento em s e calculam-se os parâmetros nesse ponto por interpolação (ver abaixo). Esses parâmetros passam a constituir os parâmetros do ponto final do segmento atual e os parâmetros do ponto inicial de um novo segmento, que conserva as mesmas condições finais visadas. Se não se interpuser nenhum nó da rota no solo, confirma-se o segmento provisório.

Caso não se pretenda ter em conta os efeitos das viragens no perfil de voo, adota-se a solução do voo retilíneo e de um segmento único, embora se conservem as informações relativas ao ângulo de pranchamento para utilização ulterior.

Quer os efeitos das viragens sejam ou não integrados no modelo, gera-se cada trajetória tridimensional de voo combinando o perfil de voo bidimensional e a rota no solo bidimensional correspondentes. O resultado é uma sequência de trios de coordenadas (x,y,z), correspondendo cada um deles a um nó da rota no solo segmentada, a um nó do perfil de voo ou a ambos e sendo os pontos do perfil acompanhados dos valores correspondentes de altura, z, velocidade em relação ao solo, V, ângulo de pranchamento, ε, e potência dos motores, P. Os parâmetros de voo correspondentes a um ponto da rota com as coordenadas (x,y), situado entre as extremidades de um segmento do perfil de voo, obtêm-se por interpolação do seguinte modo:

z = z1 + f ·(z2 – z1)

(2.7.3)

Image 28

(2.7.4)

ε = ε1 + f · (ε2 - ε1)

(2.7.5)

Image 29

(2.7.6)

em que:

f = (s - s1)/(s2 - s1)

(2.7.7)

Note-se que se considera que z e ε variam linearmente com a distância e que V e P variam linearmente com o tempo (aceleração constante (**)).

Ao definir segmentos de perfil de voo com base em dados de radar (análise da trajetória de voo), determinam-se todas as distâncias, alturas, velocidades e ângulos de pranchamento dos pontos finais diretamente a partir desses dados. Só as regulações de potência têm de ser calculadas por meio das equações de desempenho. Dado que é possível estabelecer uma correspondência adequada entre as coordenadas da rota no solo e do perfil de voo, os cálculos são normalmente bastante simples.

Rolagem para descolagem

Ao descolar, dado que a aeronave acelera entre o ponto de destravagem (também designado por «início da rolagem para descolagem», SOR) e o ponto de descolagem, a velocidade varia enormemente ao longo de uma distância de 1 500 m a 2 500 m, entre zero e cerca de 80 a 100 m/s.

Divide-se, portanto, a rolagem para descolagem em segmentos de comprimento variável, em cada um dos quais a velocidade da aeronave varia de um incremento ΔV não superior a 10 m/s (cerca de 20 kt). Embora a aceleração na realidade varie durante a rolagem para descolagem, a hipótese de aceleração constante é adequada para este efeito. Nestas circunstâncias, para a fase de descolagem, V1 é a velocidade inicial, V2 é a velocidade de descolagem, nTO é o número de segmentos de descolagem e sTO é a distância de descolagem equivalente. Para a distância de descolagem equivalente sTO (ver o apêndice B), a velocidade inicial V1 e a velocidade de descolagem VTO , o número nTO de segmentos da rolagem para descolagem é o seguinte:

nTO = int (1 + (V TO - V1) /10)

(2.7.8)

e, portanto, a variação de velocidade ao longo de um segmento é a seguinte:

ΔV = VTO/nTO

(2.7.9)

sendo o tempo, Δt, correspondente a cada segmento (considera-se a aceleração constante):

Image 30

(2.7.10)

O comprimento, sTO,k, do segmento k (1 ≤ k ≤ nTO) da rolagem para descolagem é dado pela seguinte equação:

Image 31

(2.7.11)

Exemplo: Para uma distância de descolagem sTO  = 1 600 m, V1 = 0 m/s e V2 = 75 m/s, nTO  = 8 segmentos de comprimento compreendido entre 25 m e 375 m (ver a figura 2.7.g):

Image 32

Tal como sucede com as variações de velocidade, a força propulsora exercida sobre a aeronave varia de um incremento constante ΔP em cada segmento, calculado da seguinte forma:

ΔP = (PTO - Pinit) / nTO

(2.7.12)

em que PTO e Pinit designam, respetivamente, a força propulsora exercida sobre a aeronave no ponto de descolagem e a força propulsora exercida sobre a aeronave no início da rolagem para descolagem.

Utiliza-se este incremento constante de força propulsora (em vez de recorrer à equação quadrática 2.7.6) por razões de coerência com a relação linear entre força propulsora e velocidade no caso das aeronaves de motor de reação.

Nota importante: As equações e o exemplo acima pressupõem implicitamente que a velocidade inicial da aeronave no início da fase de descolagem é zero. É esta a situação comum na qual a aeronave começa a rolagem e inicia a aceleração a partir do ponto de destravagem. Todavia, há também situações em que a aeronave inicia a aceleração a partir da sua velocidade de circulação em pista, sem se deter na cabeceira da pista. Nesses casos de velocidade inicial, Vinit , diferente de zero, utilizam-se as seguintes equações, ditas «generalizadas», em vez das equações (2.7.8), (2.7.9), 2.7.10 e 2.7.11.

Image 33

(2.7.13)

Neste caso, para a fase de descolagem, V1 é a velocidade inicial Vinit , V2 é a velocidade de descolagem VTO , n é o número de segmentos de descolagem nTO , s é a distância de descolagem equivalente sTO e sk é o comprimento sTO,k do segmento k (1[Symbol] k [Symbol] n).

Rolagem à aterragem

Embora a rolagem à aterragem seja essencialmente o inverso da rolagem para descolagem, é necessário ter especialmente em conta o seguinte:

a inversão de força propulsora por vezes aplicada para desacelerar a aeronave;

a saída das aeronaves da pista de aterragem depois da desaceleração (as aeronaves que saem da pista de aterragem deixam de contribuir para o ruído aéreo, pois não se considera o ruído gerado pela circulação em pista).

Em contraste com a distância de rolagem para descolagem, que se determina a partir dos parâmetros de desempenho da aeronave, a distância de paragem, sstop (isto é, a distância entre o ponto de toque no solo e o ponto no qual a aeronave sai da pista de aterragem), não depende apenas da aeronave. Embora se possa determinar uma distância mínima de paragem a partir da massa e do desempenho da aeronave (e da inversão de força propulsora disponível), a distância efetiva de paragem também depende da localização das vias de circulação, da situação de tráfego e das regras estabelecidas no aeroporto para inversão da força propulsora.

O recurso à inversão de força propulsora não é um procedimento normalizado — a inversão só é utilizada se não for possível obter a desaceleração necessária por aplicação dos travões das rodas. (A inversão de força propulsora pode ser excecionalmente incomodativa, pois a mudança rápida do regime do motor da potência mínima regulável para uma força propulsora de sentido inverso gera um pico de ruído intenso).

Porém, na sua maior parte, as pistas são utilizadas tanto para partidas como para chegadas, pelo que a inversão de força propulsora tem um efeito muito pequeno nas curvas de ruído, dado que a energia sonora total nas proximidades da pista é dominada pelo ruído gerado pelas operações de descolagem. A contribuição da inversão da força propulsora para as curvas de ruído só poderá ser significativa se a pista for utilizada unicamente para operações de aterragem.

O ruído gerado pela inversão da força propulsora é um processo físico muito complexo. Todavia, dado ter relativamente pouco significado para as curvas de ruído aéreo, pode ser integrado nos modelos de um modo simplista: a rápida mudança de regime do motor é tida em conta por uma segmentação adequada.

É evidente que a construção de um modelo para o ruído gerado na rolagem à aterragem é mais complicada do que para o ruído gerado na rolagem para descolagem. Quando não se dispõe de informações pormenorizadas, recomenda-se a adoção das seguintes hipóteses simplificadas para uso geral na construção de modelos (ver a figura 2.7.h.1):

Image 34

A aeronave ultrapassa a cabeceira da pista de aterragem (à qual corresponde a coordenada s = 0 na rota de aproximação no solo) à altitude de 50 pés e continua a descer a sua rampa de planeio até tocar a pista. Para uma rampa de planeio de 3o, o ponto em que a aeronave toca na pista situa-se 291 m adiante da cabeceira da pista de aterragem (como se ilustra na figura 2.7.h.1). A aeronave é, em seguida, desacelerada ao longo de uma distância de paragem sstop — a base de dados ANP fornece valores específicos para cada aeronave —, desde a velocidade de aproximação final, Vfinal , até 15 m/s. Dado que a velocidade varia rapidamente ao longo deste segmento, o segmento deve ser subdividido da mesma maneira que no caso da rolagem para descolagem (ou dos segmentos de voo nos quais se verificam rápidas mudanças de velocidade), utilizando as equações generalizadas (2.7.13) (pois a velocidade de circulação em pista não começa por ser igual a zero). O regime dos motores varia da potência de aproximação final, no momento do toque no solo, até à regulação de potência correspondente à inversão da força propulsora, Prev , numa distância de 0,1•sstop , decrescendo em seguida até 10% da potência máxima disponível ao longo dos 90% restantes da distância de paragem. A velocidade da aeronave mantém-se depois constante até ao final da pista (em s = -s RWY).

A base de dados ANP não contém, de momento, curvas NPD correspondentes à inversão da força propulsora, pelo que é necessário recorrer às curvas convencionais para estabelecer um modelo deste efeito. Normalmente, a regulação de potência correspondente à inversão da força propulsora, Prev , representa cerca de 20% da regulação «potência total», sendo aquele o valor que se recomenda considerar quando não se dispõe de informações operacionais. Porém, para uma determinada regulação de potência, o regime com inversão da força propulsora tende a gerar bastante mais ruído do que o regime com força propulsora positiva, pelo que deve aplicar-se um incremento, ΔL, ao nível do acontecimento determinado a partir de dados NPD. Este variará de zero até ao valor ΔLrev (5 dB é o valor provisoriamente recomendado (***)) ao longo da distância 0,1•sstop , diminuindo depois, linearmente, até zero no restante da distância de paragem.

Subsegmentação dos segmentos da subida inicial e dos segmentos da aproximação final

A geometria dos segmentos em relação ao recetor altera-se rapidamente ao longo dos segmentos de voo na subida inicial e na aproximação final, em especial no tocante aos pontos de observação situados para os lados da trajetória de voo, nos quais o ângulo de elevação (ângulo beta) também varia rapidamente à medida que a aeronave se eleva ou desce ao percorrer os segmentos iniciais ou finais em causa. A comparação com cálculos realizados com segmentos muito pequenos revela que a utilização de um segmento de voo único, ou de um pequeno número de segmentos de voo, na subida ou na aproximação, abaixo de determinada altura (em relação à pista), se traduz numa aproximação deficiente do ruído sentido lateralmente à trajetória de voo, para métricas de integração. Deve-se isto à aplicação de um ajustamento de atenuação lateral único a cada segmento, correspondente a um valor único de ângulo de elevação para o segmento em causa, ao passo que a rápida variação deste parâmetro se traduz em variações significativas do efeito de atenuação lateral ao longo de cada segmento. Pode melhorar-se a exatidão do cálculo subsegmentando os segmentos da subida inicial e da aproximação final. O número de subsegmentos e a extensão de cada um deles determinam o grau de decomposição da variação de atenuação lateral tido em conta. Tendo em atenção a expressão da atenuação lateral total para aeronaves com motores instalados na fuselagem, pode mostrar-se que, para uma variação da atenuação lateral limitada a 1,5 dB por subsegmento, os segmentos de subida e de aproximação a altura inferior a 1 289,6 m (4 231 ft) em relação à pista devem ser subsegmentados com base na seguinte série de valores de altura:

 

z = {18,9, 41,5, 68,3, 102,1, 147,5, 214,9, 334,9, 609,6, 1 289,6} metros ou

 

z = {62, 136, 224, 335, 484, 705, 1 099, 2 000, 4 231} pés.

Para cada segmento original abaixo de 1 289,6 m (4 231 ft), aplicam-se as alturas acima indicadas identificando que altura da série é mais próxima da altura do ponto final (segmentos de subida), ou da altura do ponto inicial (segmentos de aproximação), originais. Calculam-se, em seguida, as alturas reais dos subsegmentos, zi, utilizando a seguinte relação:

 

zi = ze [z’i / z’N] (i = k...N)

em que:

ze

é a altura do ponto final (subida), ou a altura do ponto inicial (aproximação), do segmento original;

z’i

é o valor i da série de valores de altura acima indicados;

z’N

é, da série de valores de altura acima indicados, o que mais se aproxima da altura ze;

k

é o índice do primeiro valor da série de valores de altura acima indicados a que corresponde um valor calculado de zk superior à altura do ponto final do segmento de subida original anterior a subsegmentar ou imediatamente superior à altura do ponto inicial do segmento de aproximação original seguinte a subsegmentar.

Nos casos especiais do primeiro segmento de subida ou do último segmento de aproximação, k = 1, mas no caso mais geral dos segmentos de voo não ligados à pista, k é maior do que 1.

Exemplo do segmento inicial de subida:

Se a altura do ponto final do segmento original for ze = 304,8 m, obtém-se, da série de valores de altura, 214,9 m < ze < 334,9 m, pelo que, da série, a altura mais próxima de ze é z’7 = 334,9 m. Calculam-se, em seguida, as alturas dos pontos finais dos subsegmentos:

 

zi = 304,8 [z’i / 334,9] (i = 1 a 7)

(neste caso, por se tratar de um segmento inicial de subida, k = 1)

Portanto, z1 seria 17,2 m, z2 seria 37,8 m e assim por diante.

Subsegmentação em voo

No caso dos segmentos de voo, se a variação de velocidade num segmento for apreciável, subdivide-se o segmento tal como se procedeu em relação à rolagem para descolagem, ou seja:

nseg = int (1 + |V2 - V1|/10)

(2.7.14)

em que V1 e V2 são, respetivamente, as velocidades inicial e final no segmento. Calculam-se os parâmetros correspondentes aos subsegmentos tal como se calcularam em relação à rolagem para descolagem, utilizando as equações (2.7.9) a (2.7.11).

Rota no solo

Define-se uma rota no solo, quer se trate de uma rota central ou de uma sub-rota dispersa, por uma série de coordenadas (x,y) no plano do solo (provenientes, por exemplo, de informações de radar) ou por uma sequência de comandos vetoriais descritivos de segmentos retilíneos e de arcos de círculo (curvas de raio r e mudança de rumo Δξ definidos).

Para a construção de um modelo de segmentação, representam-se os arcos por sequências de segmentos retilíneos correspondentes a subarcos. Embora os subarcos não apareçam explicitamente nos segmentos da rota no solo, o rolamento da aeronave durante as viragens influencia a definição dos mesmos. O apêndice B4 explica como calcular ângulos de pranchamento durante uma viragem em condições estabilizadas, mas é evidente que, na realidade, esses ângulos não são aplicados nem removidos instantaneamente. Não está definida nenhuma maneira de tratar as transições entre voo retilíneo e voo em curva nem entre viragens consecutivas. Regra geral, os pormenores, que são deixados ao critério do utilizador (ver o ponto 2.7.11), terão provavelmente um efeito negligenciável nas curvas de ruído finais. O importante é, sobretudo, evitar descontinuidades pronunciadas nas extremidades das viragens, o que pode ser conseguido, simplesmente, por exemplo, através da inserção de segmentos de transição curtos ao longo dos quais o ângulo de pranchamento varia linearmente com a distância. Apenas no caso especial de uma determinada viragem ser suscetível de ter um efeito dominante nas curvas de ruído finais será necessário construir um modelo mais realista da dinâmica da transição, relacionar o ângulo de pranchamento com o tipo de aeronave e adotar velocidades de rolamento adequadas. Neste item, é suficiente indicar que os subarcos Δξtrans das extremidades de uma viragem dependem da variação do ângulo de pranchamento. Divide-se o resto do arco, correspondente à mudança de rumo Δξ - 2·Δξtrans graus, em nsub subarcos por meio da seguinte equação:

nsub = int (1 + (Δξ – 2•Δξ trans ) / 10

(2.7.15)

em que int(x) é uma função que retém apenas a parte inteira de x. Em seguida, calcula-se a mudança de rumo, Δξ sub , correspondente a cada subarco:

Δξ = (ξ-2•Δξ trans ) / nsub

(2.7.16)

em que nsub tem de ser suficientemente grande para garantir que Δξ sub ≤ 10 graus. Ilustra-se na figura 2.7.h.2 a segmentação de um arco (com exceção dos subsegmentos de transição das extremidades) (****).

Image 35

Uma vez os segmentos da rota no solo estabelecidos no plano x-y, sobrepõem-se-lhes os segmentos do perfil de voo (no plano s-z), para gerar os segmentos da rota tridimensional (x, y, z).

A rota no solo deve prolongar-se sempre da pista até para além da extensão da grelha de cálculo. Para isso, em caso de necessidade, pode adicionar-se um segmento retilíneo de comprimento adequado ao último segmento da rota no solo.

Uma vez combinado o perfil de voo com a rota no solo, aquele também deve prolongar-se da pista até para além da extensão da grelha de cálculo. Para isso, em caso de necessidade, pode acrescentar-se um ponto de perfil extra:

ao final de um perfil de partida, com valores de velocidade e de força propulsora idênticos aos do último ponto desse perfil e altura obtida por extrapolação linear do último e do penúltimo pontos desse mesmo perfil; ou

ao início de um perfil de chegada, com valores de velocidade e de força propulsora idênticos aos do primeiro ponto desse perfil e altura obtida por extrapolação linear do primeiro e do segundo pontos desse mesmo perfil.

Ajustamentos da subsegmentação em voo

Uma vez obtidos os segmentos tridimensionais da trajetória de voo como se descreveu no ponto 2.7.13, podem ser necessários alguns ajustamentos, para eliminar pontos da trajetória de voo demasiado próximos de outros pontos.

Se pontos adjacentes distarem um do outro menos de 10 metros e as velocidades e forças propulsoras correspondentes forem iguais, elimina-se um dos pontos.»;

(*)  Nessa perspetiva, o comprimento total da rota no solo deve exceder sempre o do perfil de voo. Para isso, em caso de necessidade, podem adicionar-se segmentos retilíneos de comprimento adequado ao último segmento da rota no solo."

(**)  Mesmo que a regulação da potência dos motores se mantenha constante ao longo de um segmento, a força de propulsão e a aceleração podem variar, devido a variações da densidade do ar e de altura. Todavia, para efeitos dos modelos de ruído, essas variações são normalmente negligenciáveis."

(***)  Este valor foi recomendado na edição anterior do documento n.o 29 da ECAC, mas continuará a ser considerado provisório enquanto não se obtiverem dados experimentais suficientemente corroborantes."

(****)  Definido desta forma simples, o comprimento total da trajetória segmentada é ligeiramente menor do que o comprimento da trajetória de arco de círculo. Porém, o erro correspondente nas curvas de ruído é negligenciável se os incrementos angulares forem inferiores a 30o."

14)

O ponto 2.7.16, «Determinação de níveis de acontecimentos a partir de dados NPD», é substituído pelo seguinte:

«2.7.16.    Determinação de níveis de acontecimentos a partir de dados NPD

A fonte principal de dados relativos ao ruído gerado pelas aeronaves é a base de dados internacional de ruído e desempenho das aeronaves (ANP). Esta base apresenta quadros de valores Lmax e LE em função da distância de propagação, d, por tipo e versão de aeronave, configuração de voo (aproximação, partida, regulação dos flaps) e regulação de potência, P. Estes dados referem-se a voos em condições estabilizadas a velocidades de referência específicas, Vref , ao longo de trajetórias retilíneas teoricamente infinitas (*).

A maneira como se determinam as variáveis independentes P e d é descrita mais adiante. Dispondo-se dos valores de P e d, os valores a obter por correspondência simples (single look-up) são os níveis de base Lmax(P,d)) e/ou LE (P,d) (aplicável a uma trajetória de voo infinita). A menos que se disponha de valores tabelados exatamente correspondentes para P e/ou d, em geral é necessário estimar o nível ou níveis de ruído do acontecimento por interpolação. Utiliza-se uma interpolação linear entre valores tabelados de regulações de potência e uma interpolação logarítmica entre distâncias tabeladas (ver a figura 2.7.i).

Image 36

Sendo Pi e Pi+ 1 valores de potência dos motores para os quais se dispõe de valores tabelados de nível de ruído em função da distância, o nível de ruído, L(P), a uma dada distância, correspondente à potência intermédia P, compreendida entre Pi e Pi+ 1, é dado por:

Image 37

(2.7.19)

Sendo di e di+1 distâncias para as quais se dispõe de dados tabelados de nível de ruído em função da regulação de potência, o nível de ruído, L(d), correspondente a uma dada regulação de potência, à distância intermédia d, compreendida entre di e di+ 1, é dado por:

Image 38

(2.7.20)

Utilizando as equações (2.7.19) e (2.7.20), pode obter-se o nível de ruído, L(P,d), correspondente a qualquer regulação de potência, P, e a qualquer distância, d, compreendidas no universo de dados da base NPD.

Para distâncias, d, fora do universo de dados da base NPD, utiliza-se a equação (2.7.20) para efetuar extrapolações a partir dos dois últimos valores, ou seja: para distâncias menores, a partir de L(d1) e L(d2)); para distâncias maiores, a partir de L(dI-1) e L(dI), sendo I o número total de pontos NPD da curva. Por conseguinte:

Distâncias menores:

Image 39

(2.7.21)

Distâncias maiores:

Image 40

(2.7.22)

Dado que, a distâncias d curtas, os níveis de ruído aumentam muito rapidamente à medida que a distância de propagação diminui, recomenda-se a imposição a d de um limite inferior, de 30 m; ou seja, d = max(d, 30 m).

Ajustamento, em função da impedância, dos dados NPD normalizados

Os dados NPD constantes da base de dados ANP estão normalizados a condições atmosféricas de referência (temperatura de 25 oC e pressão de 101,325 kPa). Antes de se aplicar o método de interpolação/extrapolação descrito, é necessário efetuar um ajustamento, em função da impedância acústica, destes dados NPD normalizados.

A impedância acústica relaciona-se com a propagação das ondas sonoras num meio acústico e é definida como o produto da densidade do ar pela velocidade do som. A pressão sonora (utilizada para definir as métricas SEL e LAmax ), associada a uma dada intensidade do som (potência por unidade de superfície) sentida a uma determinada distância da fonte, depende da impedância acústica do ar no local de medição. É função da temperatura e da pressão atmosférica (e, indiretamente, da altitude). É, pois, necessário ajustar os dados NPD normalizados da base de dados ANP para ter em conta as condições reais de temperatura e de pressão no ponto de receção, normalmente distintas das condições normalizadas dos dados da base ANP.

O ajustamento de impedância a aplicar aos níveis NPD normalizados é expresso do seguinte modo:

Image 41

(2.7.23)

em que:

Δ Impedance

é o ajustamento de impedância em função das condições atmosféricas reais no ponto de receção (dB);

ρ·c

é a impedância acústica (N·s/m3) do ar à elevação do aeroporto (a impedância do ar associada às condições atmosféricas de referência dos dados NPD constantes da base ANP é de 409,81).

Calcula-se a impedância ρ·c do seguinte modo:

Image 42

(2.7.24)


δ

é a razão p/p0 entre a pressão atmosférica ambiente à altitude do observador e a pressão atmosférica normal ao nível médio das águas do mar: p0 = 101,325 kPa (ou 1 013,25 mb);

θ

é a razão (T + 273,15)/(T0 + 273,15) entre a temperatura do ar à altitude do observador e a temperatura normal do ar ao nível médio das águas do mar: T0 = 15,0 °C.

Em geral, o ajustamento em função da impedância acústica é inferior a algumas décimas de decibel. É conveniente referir, nomeadamente, que, nas condições atmosféricas normais (p0  = 101,325 kPa e T0  = 15,0 °C), o ajustamento em função da impedância é inferior a 0,1 dB (0,074 dB). Porém, este ajustamento pode ser maior, se a temperatura e a pressão atmosférica forem bastante diferentes das condições atmosféricas de referência dos dados NPD.»

(*)  Embora a noção de uma trajetória de voo infinita seja importante para a definição de nível de exposição sonora de um acontecimento, LE, esta noção tem menos importância no caso do nível máximo de um acontecimento, Lmax, que é dominado pelo ruído emitido pela aeronave quando esta se encontra numa posição determinada, o ponto de aproximação mais próximo do observador (ou perto desse ponto). Para efeitos dos modelos, considera-se que o parâmetro de distância NPD é a distância mínima entre o observador e o segmento."

15)

No ponto 2.7.18, «Parâmetros dos segmentos da trajetória de voo», o item «Potência, P, num segmento» passa a ter a seguinte redação:

«Potência, P, num segmento

Os dados NPD tabelados descrevem o ruído gerado por uma aeronave em voo retilíneo estabilizado numa trajetória de voo infinita, ou seja, com a potência dos motores, P, constante. A metodologia recomendada subdivide as trajetórias de voo reais, ao longo das quais a velocidade e a direção variam, numa série de segmentos finitos, cada um dos quais é, em seguida, considerado parte de uma trajetória de voo uniforme infinita para a qual são válidos os dados NPD. Porém, esta metodologia prevê a variação quadrática da potência com a distância ao longo de cada segmento, entre o valor P1 na extremidade inicial e o valor P2 na extremidade final. É, portanto, necessário definir um valor constante equivalente, P, correspondente ao segmento. Considera-se para o efeito o valor no ponto do segmento que mais próximo se situa do observador. Se o observador estiver situado para o lado do segmento (figura 2.7.k), esse valor é obtido por interpolação pela equação (2.7.8) entre os valores das extremidades, ou seja:

Image 43

(2.7.31)

Se o observador estiver situado para trás ou para a frente do segmento, esse valor é o correspondente ao da extremidade mais próxima, P1 ou P2 .»;

16)

O ponto 2.7.19 é alterado do seguinte modo:

a)

O item «Correção de duração, ΔV (unicamente para os níveis de exposição LE)» passa a ter a seguinte redação até à equação (2.7.34), inclusive:

«Correção de duração, ΔV (unicamente para os níveis de exposição LE)

Esta correção (*) contabiliza a variação dos níveis de exposição que se verifica se a velocidade real da aeronave em relação ao solo diferir da velocidade de referência, Vref , à qual se reportam os dados NPD de base.

Tal como a potência dos motores, a velocidade varia ao longo do segmento de trajetória de voo (de VT1 a VT2, que são as velocidades extraídas do apêndice B ou de um perfil de voo calculado anteriormente).

No caso dos segmentos de voo, Vseg é a velocidade no segmento no ponto de aproximação mais próximo, S, obtida por interpolação entre os valores correspondentes às extremidades do segmento, admitindo que a velocidade varia quadraticamente com o tempo. Ou seja, se o observador estiver situado para o lado do segmento:

Image 44

(2.7.32)

(*)  É designada por correção de duração porque tem em conta os efeitos da velocidade da aeronave na duração do acontecimento sonoro — admitindo a hipótese simples segundo a qual, mantendo-se idênticos os outros fatores, a duração e, portanto, a energia sonora recebida do acontecimento, é inversamente proporcional à velocidade da fonte.»"

b)

Os número de equação «(2.7.35)», «(2.7.36)» e «(2.7.37)» são substituídos pelos seguintes números, respetivamente:

«(2.7.33)», «(2.7.34)» e «(2.7.35)»;

c)

No item «Geometria da propagação sonora», «A figura 2.7.l» é substituído pelo seguinte:

«A figura 2.7.m»;

d)

No item «Correção ligada à implantação dos motores, ΔI», o quadro do segundo parágrafo é substituído pelo seguinte quadro:

«a = 0,00384

b = 0,0621

c = 0,8786

para os motores montados nas asas

(2.7.36)

a = 0,1225

b = 0,3290

c = 1

para os motores montados na fuselagem

(2.7.37)»

e)

O que se segue à figura 2.7.p é substituído pelo seguinte:

«Para calcular a atenuação lateral por meio da equação (2.7.40) (na qual β é medido num plano vertical), recomenda-se uma trajetória de voo plana estendida, definida no plano vertical por meio do segmento S1S2 , com a mesma distância oblíqua, dp , determinada na perpendicular, em relação ao observador. Isto pode ser visualizado rodando de um ângulo γ o triângulo ORS, e a trajetória de voo associada, em torno do eixo OR (ver a figura 2.7.p), gerando o triângulo ORS’. O ângulo de elevação desta trajetória plana equivalente (agora num plano vertical) é β = tan-1(h/ ) ( mantém-se inalterado). Neste caso, para um observador situado para o lado do segmento, o ângulo β e a atenuação lateral resultante, Λ(β, ), são idênticos para as métricas LE e Lmax .

A figura 2.7.q ilustra a situação em que o ponto de observação, O, se situa para trás do segmento finito e não para o lado deste. Neste caso, o segmento é observado como uma parte mais distante de uma trajetória infinita, só sendo possível traçar uma perpendicular no ponto Sp de uma extensão do segmento. O triângulo OS1S2 é concordante com a figura 2.7.j, que define a correção do segmento Δ F . Porém, neste caso, os parâmetros correspondentes à diretividade e à atenuação laterais são menos óbvios.

Image 45

No caso da métrica do nível máximo, o parâmetro NPD “distância” é a distância mais curta ao segmento, ou seja, d = d 1. No caso da métrica do nível de exposição, é a distância mais curta, dp , entre O e Sp , ponto situado na trajetória de voo estendida; ou seja, o nível obtido dos quadros NPD por interpolação é LE ∞ (P 1, dp ).

Os parâmetros geométricos da atenuação lateral também diferem para os cálculos do nível máximo e do nível de exposição. No caso da métrica do nível máximo, o ajustamento Λ(β, ) é dado pela equação (2.7.40), com β = β1 = sin-1 (z 1 /d 1) e Image 46, em que β1 e d1 são definidos pelo triângulo OC1S1 no plano vertical que passa por O e S1 .

Ao calcular a atenuação lateral apenas para segmentos de voo e para a métrica do nível de exposição, continua a ser o afastamento lateral mais curto em relação à extensão do segmento (OC). Porém, para definir um valor adequado de β, continua a ser necessário visualizar uma trajetória de voo plana equivalente (infinita) da qual possa considerar-se o segmento fazer parte. Esta trajetória passa em S1, à altura h acima da superfície, sendo h igual ao comprimento da linha RS1 , traçada entre a rota no solo e o segmento, perpendicularmente a este. Isto é equivalente a rodar a trajetória de voo estendida real de um ângulo γ apoiado no ponto R (ver a figura 2.7.q). Dado que R está situado na perpendicular traçada em S1 , ponto do segmento que fica mais próximo de O, a construção da trajetória plana equivalente é idêntica à do caso em que O se situava para o lado do segmento.

O ponto de aproximação mais próximo da trajetória plana equivalente em relação ao observador, O, situa-se em S’, à distância oblíqua d, de tal modo que o triângulo OCS’, assim formado no plano vertical, vem definir o ângulo de elevação β = cos -1( /d). Embora esta transformação possa parecer bastante retorcida, importa salientar que a geometria básica da fonte (definida por d1 , d2 e φ) não sofre alterações. O som que se propaga do segmento para o observador é simplesmente o que seria se a totalidade do voo ao longo do segmento inclinado estendido até ao infinito (do qual, para efeitos do modelo, o segmento considerado faz parte) decorresse a velocidade, V, e potência, P1 , constantes. Por outro lado, a atenuação lateral do som emitido pelo segmento e recebido pelo observador relaciona-se, não com β p , o ângulo de elevação da trajetória estendida, mas sim com β, o ângulo de elevação da trajetória plana equivalente.

Recordando que, para efeitos dos modelos, se considerou o efeito da implantação dos motores, Δ I , bidimensional, o ângulo de depressão φ que o determina continua a ser medido lateralmente, em relação ao plano das asas da aeronave (o nível de base do acontecimento continua a ser o gerado pela aeronave ao percorrer a trajetória de voo infinita representada pelo segmento estendido.). O ângulo de depressão é, portanto, determinado no ponto de aproximação mais próximo, isto é, φ = β p – ε, em que β p é o ângulo SpOC.

O caso do observador situado para a frente do segmento considerado não é descrito separadamente, pois é evidente que esta situação é essencialmente idêntica à do observador situado para trás do segmento.

Porém, no caso da métrica do nível de exposição, quando o observador está situado para trás dos segmentos da rolagem para descolagem ou para a frente dos segmentos da rolagem à aterragem, o valor de β passa a ser o mesmo que para a métrica do nível máximo.

Para trás dos segmentos da rolagem para descolagem:

 

β = β 1 = sin-1(z 1/d 1) e Image 47

Para a frente dos segmentos da rolagem à aterragem:

 

β = β 2 = sin-1(z 2/d 2) e Image 48

As razões da utilização destas expressões relacionam-se com a aplicação da função de diretividade associada ao início da rolagem para descolagem, para trás dos segmentos da rolagem para descolagem, e com a hipótese considerada de diretividade semicircular, para a frente dos segmentos da rolagem à aterragem.

Correção do segmento finito, Δ F (unicamente níveis de exposição LE)

O nível de exposição ao ruído de base ajustado diz respeito a aeronaves em voo retilíneo estabilizado e plano contínuo (embora com ângulo de pranchamento ε, incompatível com voo retilíneo). A aplicação da correção (negativa) do segmento finito, Δ F = 10•lg(F), em que F é a fração energética, ajusta melhor o nível ao que ocorreria se a aeronave apenas percorresse o segmento finito (ou se mantivesse completamente silenciosa no resto da trajetória de voo infinita).

O termo “fração energética” dá conta da diretividade longitudinal acentuada do ruído da aeronave e do ângulo formado pelo segmento no local onde se encontra o observador. Embora os processos responsáveis pela direcionalidade sejam muito complexos, há estudos que mostram que as curvas de ruído resultantes são bastante insensíveis às características direcionais precisas consideradas. A expressão de Δ F abaixo indicada baseia-se num modelo dipolar a 90o à quarta potência da irradiação sonora, que se considera não ser afetado pela diretividade e atenuação laterais. Explica-se no apêndice E como se calcula esta correção.

A fração energética, F, é função do triângulo OS1S2 definido nas figuras 2.7.j a 2.7.l, de modo que:

Image 49

(2.7.45)

sendo:

Image 50;Image 51; Image 52; Image 53,

em que dλ é a designada “distância graduada” (ver o apêndice E) e Vref = 270,05 ft/s (velocidade de referência de 160 nós). Notar que Lmax(P, dp) é o nível máximo, obtido de dados NPD, correspondente à distância perpendicular dp , e NÃO o segmento Lmax . Aconselha-se a aplicação a Δ F de um limite inferior de –150 dB.

No caso particular em que o observador se situa para trás de todos os segmentos da rolagem para descolagem, utiliza-se uma forma reduzida da fração do ruído expressa pela equação (2.7.45), correspondente ao caso específico em que q = 0.

Designa-se por Image 54, em que “d” deixa claro que se destina a operações de partida (departure), e calcula-se do seguinte modo:

Image 55

(2.7.46.a)

em que: α2 = λ/dλ.

Utiliza-se esta forma particular da fração do ruído em conjugação com a função de diretividade associada ao início da rolagem para descolagem, cujo método de aplicação se explica na rubrica seguinte.

No caso particular em que o observador se situa para a frente de todos os segmentos da rolagem à aterragem, utiliza-se uma forma reduzida da fração do ruído expressa pela equação (2.7.45), correspondente ao caso específico em que q = λ. Designa-se por ΔF,a , em que “a” deixa claro que se destina a operações de chegada (arrival), e calcula-se do seguinte modo:

Image 56

(2.7.46.b)

em que: α1 = -λ/dλ.

Ao recorrer-se a esta equação, sem aplicação de nenhum ajustamento adicional de diretividade horizontal (ao contrário do que sucede relativamente às posições situadas para trás dos segmentos da rolagem para descolagem — ver a rubrica da diretividade associada ao início da rolagem para descolagem), admite-se implicitamente a hipótese de diretividade horizontal semicircular para a frente dos segmentos da rolagem à aterragem.

Função de diretividade associada ao início da rolagem para descolagem, Δ SOR

O ruído gerado pelas aeronaves — sobretudo as aeronaves com motores de reação equipadas de motores com baixas taxas de contorno — apresenta um padrão de irradiação lobulado no arco à retaguarda, característico do ruído do escape dos reatores. Este padrão é tanto mais pronunciado quanto maior for a velocidade do jato de escape e menor a velocidade da aeronave. Este aspeto é especialmente importante para os pontos de observação situados para trás do início da rolagem para descolagem, nos quais ambas as condições são preenchidas. O efeito é tido em conta por uma função de diretividade, Δ SOR .

Deduziu-se a função Δ SOR no seguimento de várias campanhas de medição do ruído com microfones adequadamente localizados para trás e para os lados do início da rolagem para descolagem de aeronaves com motores de reação a prepararem-se para partir.

A figura 2.7.r ilustra a geometria da situação. Define-se do seguinte modo o ângulo de azimute, Ψ, entre o eixo longitudinal da aeronave e o vetor do observador:

Image 57

(2.7.47).

A distância relativa q é negativa (ver a figura 2.7.j), de modo que Ψ varia entre 90° em relação ao avanço da aeronave e 180°, correspondentes ao sentido oposto.

Image 58

A função Δ SOR representa a variação do ruído total gerado pela rolagem para descolagem, medido para trás do início dessa rolagem, relativamente ao ruído total proveniente da rolagem para descolagem, medido para o lado do início dessa rolagem, à mesma distância desse ponto inicial:

LTGR(dSOR, ψ) = LTGR(dSOR,90°) +ΔSOR(dSOR,ψ) (2.7.48)

em que LTGR (dSOR ,90°) é o nível de ruído total gerado na rolagem para descolagem, num ponto que dista lateralmente dSOR do início da rolagem para descolagem. Δ SOR constitui um ajustamento ao nível de ruído proveniente de um segmento de trajetória de voo (por exemplo Lmax,seg ou LE,seg ), conforme consta da equação (2.7.28).

No caso das aeronaves com motores turboventilados, a função de diretividade associada ao início da rolagem para descolagem é dada, em decibéis, pela seguinte equação:

 

90° ≤ Ψ < 180°:

Image 59

(2.7.49)

No caso das aeronaves com motores de turbo-hélice, a função de diretividade associada ao início da rolagem para descolagem é dada, em decibéis, pela seguinte equação:

 

90° ≤ Ψ < 180°:

Image 60

(2.7.50)

Se a distância dSOR exceder a distância de normalização dSOR,0 , multiplica-se a correção de diretividade por um fator de correção, para atender ao facto de a diretividade se reduzir a distâncias maiores da aeronave. Concretamente:

Image 61

se dSOR ≤ dSOR,0

(2.7.51)

Image 62

se dSOR > dSOR,0

(2.7.52)

A distância de normalização dSOR,0 é de 762 m (2 500 ft).

A função Δ SOR acima descrita traduz, sobretudo, o efeito pronunciado de diretividade verificado na parte inicial da rolagem para descolagem em pontos situados para trás do início dessa rolagem (porque é esse o trecho mais próximo dos recetores e é aí que se verifica a maior razão entre a velocidade do jato de escape e a velocidade da aeronave). Porém, generalizou-se a utilização da função Δ SOR assim estabelecida aos pontos situados para trás de qualquer segmento de rolagem para descolagem e não apenas para trás do ponto de início da rolagem para descolagem). A função Δ SOR assim estabelecida não se aplica a pontos situados para a frente de segmentos da rolagem para descolagem nem a pontos situados para trás ou para a frente de segmentos da rolagem à aterragem.

Calculam-se os parâmetros dSOR e Ψ em relação ao início de cada segmento de rolagem. Calcula-se o nível do acontecimento, LSEG , num qualquer ponto situado para trás de um determinado segmento de rolagem para descolagem de modo a respeitar o formalismo da função Δ SOR : essencialmente, calcula-se para o ponto de referência situado para o lado do ponto inicial do segmento considerado, à mesma distância, dSOR , que o ponto real, ajustando-se depois por meio de Δ SOR , a fim de obter o nível do acontecimento no ponto real.

Nota: as equações (2.7.53), (2.7.54) e (2.7.55) foram eliminadas na última alteração deste anexo.»;

17)

O ponto 2.8 é substituído pelo seguinte:

«2.8.   Exposição ao ruído

Determinação da área exposta ao ruído

A avaliação da área exposta ao ruído baseia-se em pontos de avaliação do ruído situados 4 m ± 0,2 m acima do solo, correspondentes aos pontos de receção definidos em 2.5, 2.6 e 2.7 e efetuando os cálculos numa grelha de fontes individuais.

Para determinar o nível de ruído correspondente a pontos da grelha situados no interior de edifícios, associam-se-lhes os pontos de receção de ruído menos ruidosos situados nas proximidades fora do edifício em causa. Constitui exceção o ruído gerado por aeronaves, caso em que se realiza o cálculo sem considerar a presença de edifícios e se utilizam diretamente os pontos de receção de ruído situados no interior de edifícios.

A área associada a cada ponto de cálculo da grelha depende da resolução desta. Por exemplo, numa grelha de 10 m × 10 m, cada ponto de avaliação representa uma área de 100 metros quadrados exposta ao nível de ruído calculado.

Associação de pontos de avaliação de ruído a edifícios não habitacionais

A avaliação da exposição de edifícios não habitacionais, tais como escolas e hospitais, ao ruído baseia-se em pontos de avaliação do ruído situados 4 m ± 0,2 m acima do solo, correspondentes aos pontos de receção definidos em 2.5, 2.6 e 2.7.

Para avaliar edifícios não habitacionais expostos ao ruído gerado por aeronaves, associa-se cada edifício ao ponto de receção de ruído mais ruidoso situado no próprio edifício ou, na falta de um ponto com essas características, situado na rede circundante do edifício.

Para avaliar edifícios não habitacionais expostos a fontes de ruído terrestres, situam-se os pontos de receção a aproximadamente 0,1 m das fachadas dos mesmos. Excluem-se dos cálculos as reflexões nas fachadas em causa. Por fim, associa-se o edifício ao ponto de receção mais ruidoso das suas fachadas.

Determinação dos fogos, e dos residentes, expostos ao ruído

Para avaliar a exposição de fogos e residentes ao ruído, apenas se consideram os edifícios habitacionais. Aos edifícios sem utilização habitacional, caso dos edifícios utilizados exclusivamente como escolas, hospitais, edifícios ou fábricas, não se associam habitações nem residentes. A associação de fogos e residentes aos edifícios habitacionais é feita com base nos últimos dados oficiais (dependentes da regulamentação aplicável no Estado-Membro).

O número de fogos e o número de residentes dos edifícios habitacionais são parâmetros intermédios importantes para a estimativa da exposição ao ruído. Porém, nem sempre se dispõe de dados relativos a estes parâmetros. Explica-se a seguir como podem determinar-se com base em dados mais facilmente acessíveis.

Símbolos utilizados a seguir:

BA = área construída do edifício

DFS = área habitacional

DUFS = área habitacional por fogo

H = altura do edifício

FSI = área habitacional por residente

Dw = número de fogos

Inh = número de residentes

NF = número de pisos

V = volume do edifício habitacional

Para calcular o número de fogos e o número de residentes, utiliza-se o processo descrito para o caso 1 ou o processo descrito para o caso 2, consoante a disponibilidade de dados.

Caso 1: estão disponíveis dados sobre o número de fogos e o número de residentes.

1A:

O número de residentes é conhecido ou foi estimado com base no número de fogos. Neste caso, o número de residentes de um edifício é a soma do número de residentes de todos os fogos do edifício:

Image 63

(2.8.1)

1B:

Conhece-se o número de fogos ou o número de residentes apenas para entidades maiores do que o edifício, por exemplo zonas de recenseamento, quarteirões, bairros ou mesmo municípios inteiros. Neste caso, estima-se o número de fogos e o número de residentes do edifício com base no volume deste:

Image 64

(2.8.2a)


Image 65

(2.8.2b)

O índice “total” refere-se aqui à entidade considerada em cada caso. O volume de um edifício é o produto da área construída pela altura do edifício:

Vbuilding = BAbuilding x Hbuilding

(2.8.3)

Se for desconhecida, pode estimar-se a altura do edifício com base no número de pisos, NFbuilding , considerando uma altura média de 3 m por piso:

Hbuilding = NFbuilding x 3m

(2.8.4)

Se também se desconhecer o número de pisos, utiliza-se um valor predefinido para o número de pisos, representativo do bairro ou circunscrição administrativa. Calcula-se o volume total, Vtotal , dos edifícios habitacionais da entidade considerada como a soma do volume de todos os edifícios habitacionais nela existentes:

(2.8.5)

Image 66

(2.8.5)

Caso 2: não estão disponíveis dados sobre o número de residentes.

Neste caso, estima-se o número de residentes com base no valor médio da área habitacional por residente, FSI. Se este valor for desconhecido, utiliza-se um valor predefinido.

2A:

Conhece-se a área habitacional, com base no número de fogos.

Neste caso, o número de residentes por fogo é estimado do seguinte modo:

Image 67

(2.8.6)

O número de residentes do edifício pode então ser estimado como no caso 1A.

2B:

Conhece-se a área habitacional da totalidade do edifício, isto é, a soma das áreas habitacionais de todos os fogos do edifício.

Neste caso, o número de residentes é estimado do seguinte modo:

Image 68

(2.8.7)

2C:

Conhece-se a área habitacional apenas para entidades maiores do que o edifício, por exemplo zonas de recenseamento, quarteirões, bairros ou mesmo municípios inteiros.

Neste caso, estima-se o número de residentes do edifício com base no volume do edifício, como se descreveu no caso 1B, sendo o número total de residentes estimado do seguinte modo:

Image 69

(2.8.8)

2D:

Desconhece-se a área habitacional.

Neste caso, estima-se o número de residentes do edifício como se descreveu no caso 2B, sendo a área habitacional estimada do seguinte modo:

(2.8.9)

DFSbuilding = BAbuilding x 0,8 x NFbuilding

(2.8.9)

O fator 0,8 é o fator de conversão área bruta → área habitacional. Caso um fator diferente seja reconhecidamente representativo da zona em causa, deve utilizar-se esse fator, que deve ser claramente documentado. Se for desconhecido, pode estimar-se o número de pisos do edifício com base na altura do edifício, Hbuilding , daí resultando, normalmente, um número não inteiro de pisos.

Image 70

(2.8.10)

Caso se desconheçam a altura do edifício e o número de pisos, utiliza-se um valor predefinido para o número de pisos, representativo do bairro ou circunscrição administrativa.

Associação de pontos de avaliação de ruído a fogos e às pessoas neles residentes

A avaliação da exposição de fogos e das pessoas neles residentes ao ruído baseia-se em pontos de avaliação do ruído situados 4 m ± 0,2 m acima do solo, correspondentes aos pontos de receção definidos em 2.5, 2.6 e 2.7.

Para calcular o número de fogos e o número de pessoas neles residentes para efeitos do ruído gerado pelas aeronaves, associam-se todos os fogos do edifício, e todas as pessoas neles residentes, ao ponto de receção de ruído mais ruidoso situado no próprio edifício ou, na falta de um ponto com essas características, situado na rede circundante do edifício.

Para calcular o número de fogos e o número de pessoas neles residentes para efeitos de fontes de ruído terrestres, situam-se os pontos de receção a aproximadamente 0,1 m das fachadas dos edifícios habitacionais. Excluem-se dos cálculos as reflexões nas fachadas em causa. Para localizar os pontos de receção, utiliza-se o processo descrito para o caso 1 ou o processo descrito para o caso 2.

Caso 1: Subdivisão de cada fachada a intervalos regulares.

Image 71

a)

Subdividem-se os segmentos de comprimento superior a 5 m em intervalos regulares com o maior cumprimento possível, mas inferior ou igual a 5 m. Localiza-se um ponto de receção a meio de cada intervalo regular;

b)

Representam-se os segmentos restantes de comprimento superior a 2,5 m por um ponto de receção a meio de cada segmento;

c)

Tratam-se os segmentos restantes adjacentes de comprimento total superior a 5 m como entidades poligonais, de modo semelhante ao descrito nas alíneas a) e b).

Caso 2: Subdivisão das fachadas a intervalos determinados, desde o início do polígono.

Image 72

a)

Consideram-se as fachadas separadamente ou subdividem-se de cinco em cinco metros a partir do ponto inicial, localizando-se um ponto de receção a meio de cada fachada ou segmento de 5 m;

b)

Localiza-se um ponto de receção no ponto médio da secção restante.

Associação de fogos e das pessoas neles residentes a pontos de receção

Caso se disponha de informações sobre a localização dos fogos na planta baixa do edifício, associam-se cada fogo e as pessoas que nele residem ao ponto de receção da fachada mais exposta do fogo em causa. É o caso das casas isoladas, das casas geminadas e dos blocos de casas, assim como dos edifícios de apartamentos, se a divisão interna do edifício for conhecida, ou dos edifícios nos quais a dimensão de cada piso seja indicativa de um único fogo por piso, ou ainda dos edifícios cuja altura e cuja dimensão por piso sejam indicativas da existência de um único fogo.

Caso não se disponha de informações sobre a localização dos fogos na planta baixa do edifício como acima se explicou, recorre-se ao mais adequado dos dois métodos a seguir descritos, edifício a edifício, para obter uma estimativa da exposição dos fogos de cada edifício, e das pessoas que neles residem, ao ruído.

a)

As informações disponíveis revelam que o edifício está organizado em apartamentos de tal modo que cada fogo tem uma única fachada exposta ao ruído.

Neste caso, a associação de um número de fogos e de um número de pessoas neles residentes a pontos de receção é ponderada em função do comprimento da fachada representada de acordo com o método do caso 1 ou do caso 2, de modo que os somatórios correspondentes à totalidade dos pontos de receção representem o número total de fogos e o número total de pessoas associados ao edifício em causa.

b)

As informações disponíveis revelam que o edifício está organizado em apartamentos de tal modo que os fogos têm mais do que uma fachada expostas ao ruído ou não se dispõe de informações sobre o número de fachadas dos fogos que estão expostas ao ruído.

Neste caso, subdivide-se o conjunto de pontos de receção associado a cada edifício numa metade superior e numa metade inferior, com base no valor da mediana (*) dos níveis calculados na avaliação da exposição do edifício em causa ao ruído. Se o número de pontos de receção for ímpar, exclui-se deste método o ponto de receção cujo nível de ruído seja mais baixo.

Para cada ponto de receção na metade superior do conjunto de dados, distribui-se uniformemente o número de fogos e o número de residentes nesses fogos, de modo que os somatórios correspondentes à totalidade dos pontos de receção integrados na metade superior do conjunto de dados representem o número total de fogos e o número total de residentes nos fogos em causa. Não se associa nenhum fogo nem residente aos pontos de receção da metade inferior do conjunto de dados (**).»;

(*)  O valor mediano separa a metade (50%) superior da metade (50%) inferior do conjunto de dados"

(**)  Pode considerar-se que à metade inferior do conjunto de dados correspondem fachadas relativamente calmas. Caso seja antecipadamente conhecido — por exemplo com base na localização do edifício em relação às fontes de ruído dominantes — que pontos de receção darão origem aos níveis de ruído mais elevados e mais baixos, é desnecessário calcular o ruído para a metade inferior."

18)

O apêndice D é alterado do seguinte modo:

a)

O primeiro parágrafo a seguir ao quadro D-1 passa a ter a seguinte redação:

«Pode considerar-se que os coeficientes de atenuação constantes do quadro D-1 são válidos em gamas razoáveis de temperatura e humidade. Todavia, para verificar se são necessários ajustamentos, há que utilizar o método ARP-5534 da SAE para calcular os coeficientes médios de absorção atmosférica correspondentes aos valores médios de temperatura, T, e de humidade relativa, RH, do aeroporto em causa. Se, após comparação dos valores calculados com os constantes do quadro D-1, se considerar serem necessários ajustamentos, deve utilizar-se a metodologia a seguir descrita.»;

b)

No quarto parágrafo a seguir ao quadro D-1, os pontos 2 e 3 passam a ter a seguinte redação:

«2.

Em seguida, ajusta-se o espetro corrigido a cada uma das dez distâncias-padrão NPD, di , utilizando num caso (i) as taxas de atenuação correspondentes à atmosfera AIR-1845 da SAE e no outro (ii) as taxas de atenuação correspondentes à atmosfera especificada pelo utilizador (com base no método ARP-5534 da SAE).

i)

Caso da atmosfera AIR-1845 da SAE:

Ln,ref (di ) = Ln (dref )-20.lg(di/dref ) - α n,ref · di

(D-2)

ii)

Caso da atmosfera especificada pelo utilizador:

Ln, 5534 (T,RH,di) = Ln(dref) - 20.lg(di/dref) - α n, 5534 (T,RH) di

(D-3)

em que α n,5534 é o coeficiente de absorção atmosférica correspondente à banda de frequências n (expresso em dB/m), calculado segundo o método ARP-5534 da SAE para a temperatura T e a humidade relativa RH.

3.

Para cada distância NPD, di , aplica-se a cada espetro a ponderação A e efetua-se a correspondente soma decibélica, a fim de determinar os níveis com ponderação A resultantes, LA,5534 e LA,ref , que em seguida se subtraem aritmeticamente:

Image 73

(D-4)»

19)

O apêndice F é alterado do seguinte modo:

a)

O quadro F-1 é substituído pelo seguinte quadro:

«Categoria

Coeficiente

63

125

250

500

1 000

2 000

4 000

8 000

1

AR

83,1

89,2

87,7

93,1

100,1

96,7

86,8

76,2

BR

30,0

41,5

38,9

25,7

32,5

37,2

39,0

40,0

AP

97,9

92,5

90,7

87,2

84,7

88,0

84,4

77,1

BP

–1,3

7,2

7,7

8,0

8,0

8,0

8,0

8,0

2

AR

88,7

93,2

95,7

100,9

101,7

95,1

87,8

83,6

BR

30,0

35,8

32,6

23,8

30,1

36,2

38,3

40,1

AP

105,5

100,2

100,5

98,7

101,0

97,8

91,2

85,0

BP

–1,9

4,7

6,4

6,5

6,5

6,5

6,5

6,5

3

AR

91,7

96,2

98,2

104,9

105,1

98,5

91,1

85,6

BR

30,0

33,5

31,3

25,4

31,8

37,1

38,6

40,6

AP

108,8

104,2

103,5

102,9

102,6

98,5

93,8

87,5

BP

0,0

3,0

4,6

5,0

5,0

5,0

5,0

5,0

4a

AR

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

BR

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

AP

93,0

93,0

93,5

95,3

97,2

100,4

95,8

90,9

BP

4,2

7,4

9,8

11,6

15,7

18,9

20,3

20,6

4b

AR

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

BR

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

AP

99,9

101,9

96,7

94,4

95,2

94,7

92,1

88,6

BP

3,2

5,9

11,9

11,6

11,5

12,6

11,1

12,0

5

AR

 

 

 

 

 

 

 

 

BR

 

 

 

 

 

 

 

 

AP

 

 

 

 

 

 

 

 

BP»

 

 

 

 

 

 

 

 

b)

O quadro F-4 é substituído pelo seguinte quadro:

«Designação

Velocidade mínima de validade [km/h]

Velocidade máxima de validade [km/h]

Categoria

αm

(63 Hz)

αm

(125 Hz)

αm

(250 Hz)

αm

(500 Hz)

αm

(1 kHz)

αm

(2 kHz)

αm

(4 kHz)

αm

(8 kHz)

βm

Piso de estrada de referência

--

--

1

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

2

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

3

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

ZOAB (betão betuminoso muito aberto) monocamada

50

130

1

0,0

5,4

4,3

4,2

–1,0

–3,2

–2,6

0,8

–6,5

2

7,9

4,3

5,3

–0,4

–5,2

–4,6

–3,0

–1,4

0,2

3

9,3

5,0

5,5

–0,4

–5,2

–4,6

–3,0

–1,4

0,2

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

ZOAB (betão betuminoso muito aberto) bicamada

50

130

1

1,6

4,0

0,3

–3,0

–4,0

–6,2

–4,8

–2,0

–3,0

2

7,3

2,0

–0,3

–5,2

–6,1

–6,0

–4,4

–3,5

4,7

3

8,3

2,2

–0,4

–5,2

–6,2

–6,1

–4,5

–3,5

4,7

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

ZOAB (betão betuminoso muito aberto) bicamada (fino)

80

130

1

–1,0

3,0

–1,5

–5,3

–6,3

–8,5

–5,3

–2,4

–0,1

2

7,9

0,1

–1,9

–5,9

–6,1

–6,8

–4,9

–3,8

–0,8

3

9,4

0,2

–1,9

–5,9

–6,1

–6,7

–4,8

–3,8

–0,9

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

SMA-NL5

40

80

1

10,3

–0,9

0,9

1,8

–1,8

–2,7

–2,0

–1,3

–1,6

2

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

3

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

SMA-NL8

40

80

1

6,0

0,3

0,3

0,0

–0,6

–1,2

–0,7

–0,7

–1,4

2

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

3

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Betão escovado

70

120

1

8,2

–0,4

2,8

2,7

2,5

0,8

–0,3

–0,1

1,4

2

0,3

4,5

2,5

–0,2

–0,1

–0,5

–0,9

–0,8

5,0

3

0,2

5,3

2,5

–0,2

–0,1

–0,6

–1,0

–0,9

5,5

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Betão escovado otimizado

70

80

1

–0,2

–0,7

1,4

1,2

1,1

–1,6

–2,0

–1,8

1,0

2

–0,7

3,0

–2,0

–1,4

–1,8

–2,7

–2,0

–1,9

–6,6

3

–0,5

4,2

–1,9

–1,3

–1,7

–2,5

–1,8

–1,8

–6,6

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Betão penteado fino

70

120

1

8,0

–0,7

4,8

2,2

1,2

2,6

1,5

–0,6

7,6

2

0,2

8,6

7,1

3,2

3,6

3,1

0,7

0,1

3,2

3

0,1

9,8

7,4

3,2

3,1

2,4

0,4

0,0

2,0

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Superfície trabalhada

50

130

1

8,3

2,3

5,1

4,8

4,1

0,1

–1,0

–0,8

–0,3

2

0,1

6,3

5,8

1,8

–0,6

–2,0

–1,8

–1,6

1,7

3

0,0

7,4

6,2

1,8

–0,7

–2,1

–1,9

–1,7

1,4

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Elementos rígidos em espinha

30

60

1

27,0

16,2

14,7

6,1

3,0

–1,0

1,2

4,5

2,5

2

29,5

20,0

17,6

8,0

6,2

–1,0

3,1

5,2

2,5

3

29,4

21,2

18,2

8,4

5,6

–1,0

3,0

5,8

2,5

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Elementos rígidos não dispostos em espinha

30

60

1

31,4

19,7

16,8

8,4

7,2

3,3

7,8

9,1

2,9

2

34,0

23,6

19,8

10,5

11,7

8,2

12,2

10,0

2,9

3

33,8

24,7

20,4

10,9

10,9

6,8

12,0

10,8

2,9

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Elementos rígidos silenciosos

30

60

1

26,8

13,7

11,9

3,9

–1,8

–5,8

–2,7

0,2

–1,7

2

9,2

5,7

4,8

2,3

4,4

5,1

5,4

0,9

0,0

3

9,1

6,6

5,2

2,6

3,9

3,9

5,2

1,1

0,0

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Camada fina A

40

130

1

10,4

0,7

–0,6

–1,2

–3,0

–4,8

–3,4

–1,4

–2,9

2

13,8

5,4

3,9

–0,4

–1,8

–2,1

–0,7

–0,2

0,5

3

14,1

6,1

4,1

–0,4

–1,8

–2,1

–0,7

–0,2

0,3

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Camada fina B

40

130

1

6,8

–1,2

–1,2

–0,3

–4,9

–7,0

–4,8

–3,2

–1,8

2

13,8

5,4

3,9

–0,4

–1,8

–2,1

–0,7

–0,2

0,5

3

14,1

6,1

4,1

–0,4

–1,8

–2,1

–0,7

–0,2

0,3

4a/4b

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0 »

20)

O apêndice G é alterado do seguinte modo:

a)

Na série de quadros G-1, o segundo é substituído pelo seguinte quadro:

«Lr,TR,i

Comprimento de onda

Rugosidade dos carris

E

M

Norma EN ISO 3095:2013 (manutenção boa e muito liso)

Rede média (manutenção normal e liso)

2 000 mm

17,1

35,0

1 600 mm

17,1

31,0

1 250 mm

17,1

28,0

1 000 mm

17,1

25,0

800 mm

17,1

23,0

630 mm

17,1

20,0

500 mm

17,1

17,0

400 mm

17,1

13,5

315 mm

15,0

10,5

250 mm

13,0

9,0

200 mm

11,0

6,5

160 mm

9,0

5,5

125 mm

7,0

5,0

100 mm

4,9

3,5

80 mm

2,9

2,0

63 mm

0,9

0,1

50 mm

–1,1

–0,2

40 mm

–3,2

–0,3

31,5 mm

–5,0

–0,8

25 mm

–5,6

–3,0

20 mm

–6,2

–5,0

16 mm

–6,8

–7,0

12,5 mm

–7,4

–8,0

10 mm

–8,0

–9,0

8 mm

–8,6

–10,0

6,3 mm

–9,2

–12,0

5 mm

–9,8

–13,0

4 mm

–10,4

–14,0

3,15 mm

–11,0

–15,0

2,5 mm

–11,6

–16,0

2 mm

–12,2

–17,0

1,6 mm

–12,8

–18,0

1,25 mm

–13,4

–19,0

1 mm

–14,0

–19,0

0,8 mm

–14,0

–19,0 »

b)

O quadro G-2 é substituído pelo seguinte quadro:

«A3,i

1.1.

Comprimento de onda

Carga por roda: 50 kN — diâmetro das rodas: 360 mm

Carga por roda: 50 kN — diâmetro das rodas: 680 mm

Carga por roda: 50 kN — diâmetro das rodas: 920 mm

Carga por roda: 25 kN — diâmetro das rodas: 920 mm

Carga por roda: 100 kN — diâmetro das rodas: 920 mm

2 000 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

1 600 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

1 250 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

1 000 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

800 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

630 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

500 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

400 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

315 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

250 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

200 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

160 mm

0,0

0,0

0,0

0,0

–0,1

125 mm

0,0

0,0

–0,1

0,0

–0,2

100 mm

0,0

–0,1

–0,1

0,0

–0,3

80 mm

–0,1

–0,2

–0,3

–0,1

–0,6

63 mm

–0,2

–0,3

–0,6

–0,3

–1,0

50 mm

–0,3

–0,7

–1,1

–0,5

–1,8

40 mm

–0,6

–1,2

–1,3

–1,1

–3,2

31,5 mm

–1,0

–2,0

–3,5

–1,8

–5,4

25 mm

–1,8

–4,1

–5,3

–3,3

–8,7

20 mm

–3,2

–6,0

–8,0

–5,3

–12,2

16 mm

–5,4

–9,2

–12,0

–7,9

–16,7

12,5 mm

–8,7

–13,8

–16,8

–12,8

–17,7

10 mm

–12,2

–17,2

–17,7

–16,8

–17,8

8 mm

–16,7

–17,7

–18,0

–17,7

–20,7

6,3 mm

–17,7

–18,6

–21,5

–18,2

–22,1

5 mm

–17,8

–21,5

–21,8

–20,5

–22,8

4 mm

–20,7

–22,3

–22,8

–22,0

–24,0

3,15 mm

–22,1

–23,1

–24,0

–22,8

–24,5

2,5 mm

–22,8

–24,4

–24,5

–24,2

–24,7

2 mm

–24,0

–24,5

–25,0

–24,5

–27,0

1,6 mm

–24,5

–25,0

–27,3

–25,0

–27,8

1,25 mm

–24,7

–28,0

–28,1

–27,4

–28,6

1 mm

–27,0

–28,8

–28,9

–28,2

–29,4

0,8 mm

–27,8

–29,6

–29,7

–29,0

–30,2 »

c)

Na série de quadros G-3, o primeiro é substituído pelo seguinte quadro:

«LH,TR,i

Frequência

Tipo de base da via / palmilha de carril

M/S

M/M

M/H

B/S

B/M

B/H

W

D

Travessa monobloco sobre palmilha de carril de baixa rigidez

Travessa monobloco sobre palmilha de carril de rigidez média

Travessa monobloco sobre palmilha de carril de elevada rigidez

Travessa bibloco sobre palmilha de carril de baixa rigidez

Travessa bibloco sobre palmilha de carril de rigidez média

Travessa bibloco sobre palmilha de carril de elevada rigidez

Travessas de madeira

Fixação direta em pontes

50 Hz

53,3

50,9

50,1

50,9

50,0

49,8

44,0

75,4

63  Hz

59,3

57,8

57,2

56,6

56,1

55,9

51,0

77,4

80 Hz

67,2

66,5

66,3

64,3

64,1

64,0

59,9

81,4

100 Hz

75,9

76,8

77,2

72,3

72,5

72,5

70,8

87,1

125 Hz

79,2

80,9

81,6

75,4

75,8

75,9

75,1

88,0

160 Hz

81,8

83,3

84,0

78,5

79,1

79,4

76,9

89,7

200 Hz

84,2

85,8

86,5

81,8

83,6

84,4

77,2

83,4

250 Hz

88,6

90,0

90,7

86,6

88,7

89,7

80,9

87,7

315 Hz

91,0

91,6

92,1

89,1

89,6

90,2

85,3

89,8

400 Hz

94,5

93,9

94,3

91,9

89,7

90,2

92,5

97,5

500 Hz

97,0

95,6

95,8

94,5

90,6

90,8

97,0

99,0

630 Hz

99,2

97,4

97,0

97,5

93,8

93,1

98,7

100,8

800 Hz

104,0

101,7

100,3

104,0

100,6

97,9

102,8

104,9

1 000 Hz

107,1

104,4

102,5

107,9

104,7

101,1

105,4

111,8

1 250 Hz

108,3

106,0

104,2

108,9

106,3

103,4

106,5

113,9

1 600 Hz

108,5

106,8

105,4

108,8

107,1

105,4

106,4

115,5

2 000 Hz

109,7

108,3

107,1

109,8

108,8

107,7

107,5

114,9

2 500 Hz

110,0

108,9

107,9

110,2

109,3

108,5

108,1

118,2

3 150 Hz

110,0

109,1

108,2

110,1

109,4

108,7

108,4

118,3

4 000 Hz

110,0

109,4

108,7

110,1

109,7

109,1

108,7

118,4

5 000 Hz

110,3

109,9

109,4

110,3

110,0

109,6

109,1

118,9

6 300 Hz

110,0

109,9

109,7

109,9

109,8

109,6

109,1

117,5

8 000 Hz

110,1

110,3

110,4

110,0

110,0

109,9

109,5

117,9

10 000 Hz

110,6

111,0

111,4

110,4

110,5

110,6

110,2

118,6 »

d)

O quadro G-3 é alterado do seguinte modo:

Na primeira coluna da secção «LH,VEH,i»:

A décima primeira entrada é substituída por «315 Hz»;

A vigésima primeira entrada é substituída por «3 150 Hz»;

A vigésima quarta entrada é substituída por «6 300 Hz».

Na primeira coluna da secção «LH,VEH,SUP,i»:

A décima primeira entrada é substituída por «315 Hz»;

A vigésima primeira entrada é substituída por «3 150 Hz»;

A vigésima quarta entrada é substituída por «6 300 Hz».

e)

O quadro G-4 é substituído pelo seguinte quadro:

«LR,IMPACT,i

Comprimento de onda

Um(a) agulha/junta/cruzamento por 100 m

2 000 mm

22,0

1 600 mm

22,0

1 250 mm

22,0

1 000 mm

22,0

800 mm

22,0

630 mm

20,0

500 mm

16,0

400 mm

15,0

315 mm

14,0

250 mm

15,0

200 mm

14,0

160 mm

12,0

125 mm

11,0

100 mm

10,0

80 mm

9,0

63 mm

8,0

50 mm

6,0

40 mm

3,0

31,5 mm

2,0

25 mm

–3,0

20 mm

–8,0

16 mm

–13,0

12,5 mm

–17,0

10 mm

–19,0

8 mm

–22,0

6,3 mm

–25,0

5 mm

–26,0

4 mm

–32,0

3,15 mm

–35,0

2,5 mm

–40,0

2 mm

–43,0

1,6 mm

–45,0

1,25 mm

–47,0

1 mm

–49,0

0,8 mm

–50,0 »

f)

No quadro G-5:

 

Na primeira coluna, a décima segunda entrada é substituída por «315 Hz»;

 

Na primeira coluna, a vigésima segunda entrada é substituída por «3 150 Hz»;

 

Na primeira coluna, a vigésima quinta entrada é substituída por «6 300 Hz»;

 

Na quarta coluna, a vigésima quinta entrada é substituída por «81,4»;

 

Na quinta coluna, a vigésima quinta entrada é substituída por «80,7»;

g)

No quadro G-6, coluna 1:

 

A décima primeira entrada é substituída por «315 Hz»;

 

A vigésima primeira entrada é substituída por «3 150 Hz»;

 

A vigésima quarta entrada é substituída por «6 300 Hz»;

h)

O quadro G-7 é substituído pelo seguinte quadro:

« LH, bridge ,i

Frequência

+10 dB(A)

+15 dB(A)

50 Hz

85,2

90,1

63  Hz

87,1

92,1

80 Hz

91,0

96,0

100 Hz

94,0

99,5

125 Hz

94,4

99,9

160 Hz

96,0

101,5

200 Hz

92,5

99,6

250 Hz

96,7

103,8

315 Hz

97,4

104,5

400 Hz

99,4

106,5

500 Hz

100,7

107,8

630 Hz

102,5

109,6

800 Hz

107,1

116,1

1 000 Hz

109,8

118,8

1 250 Hz

112,0

120,9

1 600 Hz

107,2

109,5

2 000 Hz

106,8

109,1

2 500 Hz

107,3

109,6

3 150 Hz

99,3

102,0

4 000 Hz

91,4

94,1

5 000 Hz

86,9

89,6

6 300 Hz

79,7

83,6

8 000 Hz

75,1

79,0

10 000 Hz

70,8

74,7 »

21)

O apêndice I é alterado do seguinte modo:

a)

O título do apêndice passa a ter a seguinte redação:

«Apêndice I Base de dados para as fontes associadas a aeronaves — dados de ruído e desempenho das aeronaves (ANP)»;

b)

No quadro I-1, as linhas a partir da linha

«F10062

A

D-42

0

0

0,4731

0,1565»

inclusive, até à última linha do quadro, inclusive, são substituídas pelo seguinte:

«737800

A

A_00

 

 

 

0,0596977

737800

A

A_01

 

 

 

0,066122

737800

A

A_05

 

 

 

0,078996

737800

A

A_15

 

 

 

0,111985

737800

A

A_30

 

 

0,383611

0,117166

7378MAX

A

A_00

0

0

0

0,076682

7378MAX

A

A_00

 

 

 

0,056009

7378MAX

A

A_01

0

0

0

0,091438

7378MAX

A

A_01

 

 

 

0,066859

7378MAX

A

A_05

0

0

0

0,106627

7378MAX

A

A_05

 

 

 

0,077189

7378MAX

A

A_15

0

0

0,395117

0,165812

7378MAX

A

A_15

 

 

 

0,106525

7378MAX

A

A_30

 

 

0,375612

0,116638

7378MAX

A

A_40

0

0

0,375646

0,189672

7378MAX

D

D_00

0

0

0

0,074217

7378MAX

D

D_00

 

 

 

0,05418

7378MAX

D

D_01

0

0

0

0,085464

7378MAX

D

D_01

 

 

 

0,062526

7378MAX

D

D_05

0,00823

0,41332

0

0,101356

7378MAX

D

D_05

0,0079701

0,40898

 

0,074014

A350-941

A

A_1_U

0

0

0

0,05873

A350-941

A

A_1_U

 

 

 

0,056319

A350-941

A

A_2_D

0

0

0

0,083834

A350-941

A

A_2_D

 

 

 

0,081415

A350-941

A

A_2_U

0

0

0

0,06183

A350-941

A

A_2_U

 

 

 

0,059857

A350-941

A

A_3_D

0

0

0,219605

0,092731

A350-941

A

A_3_D

 

 

0,225785

0,092557

A350-941

A

A_FULL_D

0

0

0,214867

0,106381

A350-941

A

A_FULL_D

 

 

0,214862

0,106058

A350-941

A

A_ZERO

0

0

0

0,049173

A350-941

A

A_ZERO

 

 

 

0,048841

A350-941

D

D_1

0

0

0

0,052403

A350-941

D

D_1_U

 

 

 

0,058754

A350-941

D

D_1+F

0,00325

0,234635

0

0,06129

A350-941

D

D_1+F_D

0,002722

0,233179

 

0,098533

A350-941

D

D_1+F_U

 

 

 

0,062824

A350-941

D

D_ZERO

0

0

0

0,048142

A350-941

D

D_ZERO

 

 

 

0,048126

ATR72

A

15-A-G

 

 

 

0,0803

ATR72

A

33-A-G

 

 

0,55608

0,105

ATR72

A

ZERO-A

 

 

 

0,09027

ATR72

D

15

0,013155

0,538

 

0,08142

ATR72

D

INTR

 

 

 

0,07826

ATR72

D

ZERO

 

 

 

0,0708

F10062

A

D-42

0

0

0,4731

0,1565

F10062

A

INT2

 

 

 

0,0904

F10062

A

TO

 

 

 

0,0683

F10062

A

U-INT

 

 

 

0,1124

F10062

D

INT2

 

 

 

0,0904

F10062

D

TO

0,0122

0,5162

 

0,0683

F10062

D

ZERO

 

 

 

0,0683

F10065

A

D-42

 

 

0,4731

0,1565

F10065

A

INT2

 

 

 

0,0911

F10065

A

TO

 

 

 

0,0693

F10065

A

U-INT

 

 

 

0,1129

F10065

D

INT2

 

 

 

0,0911

F10065

D

TO

0,0123

0,521

 

0,0693

F10065

D

ZERO

 

 

 

0,0693

F28MK2

A

D-42

 

 

0,5334

0,1677

F28MK2

A

INT2

 

 

 

0,1033

F28MK2

A

U-INTR

 

 

 

0,1248

F28MK2

A

ZERO

 

 

 

0,0819

F28MK2

D

6

0,0171

0,6027

 

0,0793

F28MK2

D

INT2

 

 

 

0,1033

F28MK2

D

ZERO

 

 

 

0,0819

F28MK4

A

D-42

 

 

0,5149

0,1619

F28MK4

A

INT2

 

 

 

0,0971

F28MK4

A

U-INTR

 

 

 

0,1187

F28MK4

A

ZERO

 

 

 

0,0755

F28MK4

D

6

0,01515

0,5731

 

0,0749

F28MK4

D

INT2

 

 

 

0,0971

F28MK4

D

ZERO

 

 

 

0,0755

FAL20

A

D-25

 

 

0,804634

0,117238

FAL20

A

D-40

 

 

0,792624

0,136348

FAL20

A

INTR

 

 

 

0,084391

FAL20

A

ZERO

 

 

 

0,07

FAL20

D

10

0,035696

0,807797

 

0,098781

FAL20

D

INTR

 

 

 

0,084391

FAL20

D

ZERO

 

 

 

0,07

GII

A

L-0-U

 

 

 

0,0751

GII

A

L-10-U

 

 

 

0,0852

GII

A

L-20-D

 

 

 

0,1138

GII

A

L-39-D

 

 

0,5822

0,1742

GII

D

T-0-U

 

 

 

0,0814

GII

D

T-10-U

 

 

 

0,0884

GII

D

T-20-D

0,02

0,634

 

0,1159

GIIB

A

L-0-U

 

 

 

0,0722

GIIB

A

L-10-U

 

 

 

0,0735

GIIB

A

L-20-D

 

 

 

0,1091

GIIB

A

L-39-D

 

 

0,562984

0,1509

GIIB

D

T-0-U

 

 

 

0,0738

GIIB

D

T-10-U

 

 

 

0,0729

GIIB

D

T-20-D

0,0162

0,583

 

0,1063

GIV

A

L-0-U

 

 

 

0,06

GIV

A

L-20-D

 

 

 

0,1063

GIV

A

L-39-D

 

 

0,5805

0,1403

GIV

D

T-0-U

 

 

 

0,0586

GIV

D

T-10-U

 

 

 

0,0666

GIV

D

T-20-D

0,0146

0,5798

 

0,1035

GIV

D

T-20-U

 

 

 

0,0797

GV

A

L-0-U

 

 

 

0,0617

GV

A

L-20-D

 

 

 

0,0974

GV

A

L-20-U

 

 

 

0,0749

GV

A

L-39-D

 

 

0,4908

0,1328

GV

D

T-0-U

 

 

 

0,058

GV

D

T-10-U

 

 

 

0,0606

GV

D

T-20-D

0,01178

0,516

 

0,0953

GV

D

T-20-U

 

 

 

0,0743

HS748A

A

D-30

 

 

0,45813

0,13849

HS748A

A

D-INTR

 

 

 

0,106745

HS748A

A

INTR

 

 

 

0,088176

HS748A

A

ZERO

 

 

 

0,075

HS748A

D

INTR

 

 

 

0,088176

HS748A

D

TO

0,012271

0,542574

 

0,101351

HS748A

D

ZERO

 

 

 

0,075

IA1125

A

D-40

 

 

0,967478

0,136393

IA1125

A

D-INTR

 

 

 

0,118618

IA1125

A

INTR

 

 

 

0,085422

IA1125

A

ZERO

 

 

 

0,07

IA1125

D

12

0,040745

0,963488

 

0,100843

IA1125

D

INTR

 

 

 

0,085422

IA1125

D

ZERO

 

 

 

0,07

L1011

A

10

 

 

 

0,093396

L1011

A

D-33

 

 

0,286984

0,137671

L1011

A

D-42

 

 

0,256389

0,155717

L1011

A

ZERO

 

 

 

0,06243

L1011

D

10

0,004561

0,265314

 

0,093396

L1011

D

22

0,004759

0,251916

 

0,105083

L1011

D

INTR

 

 

 

0,07959

L1011

D

ZERO

 

 

 

0,06243

L10115

A

10

 

 

 

0,093396

L10115

A

D-33

 

 

0,262728

0,140162

L10115

A

D-42

 

 

0,256123

0,155644

L10115

A

ZERO

 

 

 

0,06243

L10115

D

10

0,004499

0,265314

 

0,093396

L10115

D

22

0,004695

0,251916

 

0,105083

L10115

D

INTR

 

 

 

0,07959

L10115

D

ZERO

 

 

 

0,06243

L188

A

D-100

 

 

0,436792

0,174786

L188

A

D-78-%

 

 

0,456156

0,122326

L188

A

INTR

 

 

 

0,120987

L188

A

ZERO

 

 

 

0,082

L188

D

39-%

0,009995

0,420533

 

0,142992

L188

D

78-%

0,010265

0,404302

 

0,159974

L188

D

INTR

 

 

 

0,120987

L188

D

ZERO

 

 

 

0,082

LEAR25

A

10

 

 

 

0,09667

LEAR25

A

D-40

 

 

1,28239

0,176632

LEAR25

A

D-INTR

 

 

 

0,149986

LEAR25

A

ZERO

 

 

 

0,07

LEAR25

D

10

 

 

 

0,09667

LEAR25

D

20

0,082866

1,27373

 

0,12334

LEAR25

D

ZERO

 

 

 

0,07

LEAR35

A

10

 

 

 

0,089112

LEAR35

A

D-40

 

 

1,08756

0,150688

LEAR35

A

D-INTR

 

 

 

0,129456

LEAR35

A

ZERO

 

 

 

0,07

LEAR35

D

10

 

 

 

0,089112

LEAR35

D

20

0,043803

1,05985

 

0,108224

LEAR35

D

ZERO

 

 

 

0,07

MD11GE

D

10

0,003812

0,2648

 

0,0843

MD11GE

D

15

0,003625

0,2578

 

0,0891

MD11GE

D

20

0,003509

0,2524

 

0,0947

MD11GE

D

25

0,003443

0,2481

 

0,1016

MD11GE

D

0/EXT

 

 

 

0,0692

MD11GE

D

0/RET

 

 

 

0,0551

MD11GE

D

ZERO

 

 

 

0,0551

MD11PW

D

10

0,003829

0,265

 

0,08425

MD11PW

D

15

0,003675

0,2576

 

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MD11PW

D

20

0,003545

0,2526

 

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MD11PW

D

25

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0,1018

MD11PW

D

0/EXT

 

 

 

0,0691

MD11PW

D

0/RET

 

 

 

0,05512

MD11PW

D

ZERO

 

 

 

0,05512

MD81

D

11

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MD81

D

INT1

 

 

 

0,07643

MD81

D

INT2

 

 

 

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MD81

D

INT3

 

 

 

0,06156

MD81

D

INT4

 

 

 

0,06366

MD81

D

T_15

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MD81

D

T_INT

 

 

 

0,0701

MD81

D

T_ZERO

 

 

 

0,061

MD81

D

ZERO

 

 

 

0,06761

MD82

D

11

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MD82

D

INT1

 

 

 

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MD82

D

INT2

 

 

 

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MD82

D