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3.4.2004 |
PT |
Jornal Oficial da União Europeia |
CE 84/134 |
(2004/C 84 E/0172)
PERGUNTA ESCRITA E-4029/03
apresentada por Juan Naranjo Escobar (PPE-DE) à Comissão
(12 de Janeiro de 2004)
Objeäo: Câmbio Euro-Dólar
A evolução do Euro relativamente ao Dólar está a atingir níveis que ameaçam a frágil recuperação do crescimento económico que se está a conseguir na União Europeia. A queda de mais de 6 % das exportações alemãs no mês de Outubro relativamente a Setembro foi considerada pelos analistas como uma consequência evidente da apreciação do Euro.
Alguns peritos consideram que o BCE poderá ver-se obrigado a reduzir as taxas se a moeda europeia continuar a apreciar-se. A Comissão, por sua vez, nas suas últimas previsões do Outono, viu-se obrigada a reduzir as previsões de crescimento da economia europeia para 0,8 % em 2003 e 2 % em 2004.
Considera a Comissão que esta tendência para o reforço do Euro vai continuar nos próximos meses? Existe uma taxa de câmbio Euro/Dólar que a Comissão considere responder aos actuais grandes agregados da economia europeia e norte-americana? Ainda continuam a ser válidas as previsões de crescimento económico da Comissão para os próximos anos?
Resposta dada por Pedro Solbes Mira em nome da Comissão
(11 de Fevereiro de 2004)
A Comissão considera que a estabilidade cambial é do interesse da Europa e partilha também as preocupações dos Ministros das Finanças da zona do euro e do Presidente do BCE relativamente a flutuações cambiais excessivas (tal como expresso na declaração do Eurogrupo de 19 de Janeiro de 2004).
O euro registou uma valorização de cerca de 25 % face ao dólar desde o início de 2003. No entanto, a taxa de câmbio efectiva em termos reais da zona do euro — que constitui o elemento decisivo da competitividade — registou uma valorização de apenas cerca de 8 % desde então (quando deflacionada pelos custos unitários nominais por unidade de produto). A taxa de câmbio efectiva em termos reais baseia-se na evolução do euro face a um conjunto de moedas com uma ponderação proporcional à importância respectiva no comércio externo da zona do euro. Tem igualmente em conta diferenças a nível da taxa de inflação.
Tanto os dados contidos em análises como os indicadores confirmam que as Previsões do Outono de 2003 dos serviços da Comissão continuam a manter a sua validade. Com efeito, a taxa de câmbio efectiva em termos reais da zona do euro registou uma valorização de apenas cerca de 41/2 % desde a publicação das Previsões. Deve-se igualmente salientar que a última previsão consensual disponível (Janeiro de 2004) do sector privado relativa ao crescimento do PIB na zona do euro em 2004 é igual à das Previsões dos serviços da Comissão — 1,8 %.
A Comissão não tem uma posição oficial quanto ao facto de o euro continuar a valorizar-se nos próximos meses. De modo análogo, a Comissão não tem uma posição oficial quanto à taxa de câmbio do euro face ao dólar que melhor corresponderia aos indicadores macroeconómicos das economias dos Estados Unidos e da zona do euro.