8.4.2004   

PT

Jornal Oficial da União Europeia

CE 88/666


(2004/C 88 E/0684)

PERGUNTA ESCRITA E-4019/03

apresentada por Margrietus van den Berg (PSE) à Comissão

(9 de Janeiro de 2004)

Objecto:   Fórum sobre a Birmânia

Em 15 de Dezembro, realizou-se em Banguecoque a reunião sobre o roteiro para a Birmânia, organizada pelo Governo da Tailândia. A União Europeia (e países de atitude mais crítica, como os Países Baixos, o Reino Unido e os países escandinavos) não foi convidada a participar nesta reunião. Apenas foram convidados alguns Estados-Membros da UE, porque sempre se opuseram, na prática, à adopção de sanções mais pesadas contra o regime birmanês (Alemanha, França, Itália e Áustria).

É da máxima importância que a posição comum da UE sobre a Birmânia sirva de fio condutor aos países da UE presentes. É igualmente necessário que a UE solicite ser associada ao seguimento. Por último, é fundamental deixar bem claro a todos os países asiáticos que toda e qualquer solução para a situação da Birmânia deverá contar com a participação activa da oposição democrática (NLD) e das minorias étnicas. A UE não deverá deixar-se dividir pelas oposições criadas entre os Estados.

1.

Que passos deu a Comissão para favorecer uma tal abordagem?

2.

Pode a Comissão prestar informações sobre o resultado da recente revisão da posição comum da UE sobre a Birmânia à luz do impacto das actuais sanções?

3.

Pode a Comissão incitar as delegações da UE na China e na Índia, nomeadamente, a favorecerem a concertação entre os governos destes dois países e a oposição democrática e étnica da Birmânia, seja de que forma for (eventualmente discreta), já que estes governos têm actualmente contactos com a Junta? Tenciona a UE utilizar os seus contactos com estes países para lhes solicitar concretamente que exerçam pressão sobre o regime birmanês, servindo-se eventualmente das suas boas relações?

Resposta dada por Sir Christopher Patten em nome da Comissão

(11 de Fevereiro de 2004)

A Comissão, e todos os Estados-Membros continuam a exortar o Governo da Birmânia/Mianmar a iniciar um diálogo efectivo com Aung San Suu Kyi, com a Liga Nacional para a Democracia e com os grupos étnicos minoritários. Foi essa igualmente a linha seguida pelos Estados-Membros que participaram na reunião de Banguecoque de 15 de Dezembro de 2003.

A Posição Comum será renovada antes de 29 de Abril de 2004. Como as discussões estão em curso nos grupos de trabalho relevantes do Conselho, o Sr. Deputado compreenderá que a Comissão não está actualmente numa posição de comentar ou de prever o resultado destas discussões.

A União Europeia tem manifestado em diversas ocasiões as suas preocupações relativamente à situação em Birmânia/Mianmar com os países asiáticos vizinhos, incluindo a Índia e a China, incentivando-os a recorrerem à sua influência no sentido de incentivarem o regime birmanês a dar alguns passos firmes no caminho da reconciliação nacional e de um regresso à democracia.