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20.4.2021 |
PT |
Jornal Oficial da União Europeia |
C 139/21 |
Publicação do documento único a que se refere o artigo 94.o, n.o 1, alínea d), do Regulamento (UE) n.o 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho e da referência à publicação do caderno de especificações de uma denominação do setor vitivinícola
(2021/C 139/10)
A presente publicação confere o direito de oposição ao registo da denominação, nos termos do artigo 98.o do Regulamento (UE) n.o 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho (1), no prazo de dois meses a contar da data da presente publicação.
DOCUMENTO ÚNICO
«Urueña»
PDO — ES-02485
Data de apresentação do pedido: 13.11.2018
1. Nome a registar
Urueña (es)
2. Tipo de indicação geográfica
DOP — Denominação de Origem Protegida
3. Categorias de produtos vitivinícolas
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1. |
Vinho |
4. Descrição do(s) vinho(s)
Vinho rosado
Aspeto: límpidos, sem sinais de turbidez, tonalidade rosa-framboesa. Nariz: limpos e intensos ou muito intensos, com aromas de frutos frescos e/ou florais e/ou caramelizados. Boca: redondos e frescos, com sensação de doçura residual e bom equilíbrio entre o álcool e a acidez.
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(*) |
Os parâmetros analíticos não definidos neste documento estão conformes à legislação em vigor. |
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Características analíticas gerais |
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Título alcoométrico total máximo (% vol.) |
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Título alcoométrico adquirido mínimo (% vol.) |
12,5 |
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Acidez total mínima |
60 00 miliequivalentes por litro |
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Acidez volátil máxima (miliequivalentes por litro) |
16,7 |
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Teor máximo total de dióxido de enxofre (miligramas por litro) |
180 |
Vinho tinto envelhecido
Aspeto: límpidos, sem sinais de turbidez, muito intensos na cor, vermelho-cereja ou vermelho-granada. Na orla, apresentam reflexos violeta intensos ou muito intensos. Nariz: limpos e intensos ou muito intensos, com aromas de frutos vermelhos e/ou negros e notas balsâmicas e/ou especiadas. Boca: redondos e equilibrados, com sabor residual intenso e final de boca longo ou muito longo.
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(*) |
Os parâmetros analíticos não definidos neste documento estão conformes à legislação em vigor. |
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Características analíticas gerais |
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Título alcoométrico total máximo (% vol.) |
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Título alcoométrico adquirido mínimo (% vol.) |
13,00 |
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Acidez total mínima |
60 00 miliequivalentes por litro |
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Acidez volátil máxima (miliequivalentes por litro) |
20,00 |
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Teor máximo total de dióxido de enxofre (miligramas por litro) |
150 |
5. Práticas enológicas
a. Práticas enológicas essenciais
A densidade de plantação não deve ser inferior a 3 000 cepas por hectare.
Para regular a carga e o equilíbrio entre a superfície foliar e o peso das uvas, pratica-se a poda mista e a poda em verde.
Deve utilizar-se um sistema de rega gota a gota.
Devem adotar-se técnicas integradas de controlo de pragas.
Só as uvas sãs e em perfeito estado de maturação (com um teor de álcool provável de 12,5°) serão destinadas aos vinhos com menção tradicional «Vino de pago».
As uvas são selecionadas antes de chegarem às cubas de fermentação.
As castas devem ser vinificadas em separado.
Vinhos rosados: maceração pelicular a frio, seguida de fermentação alcoólica a temperatura controlada.
Vinhos tintos: maceração pré-fermentativa a temperatura inferior a 10 °C durante 24 a 48 horas. Fermentação alcoólica a temperatura controlada.
Devem ser utilizadas prensas hidráulicas verticais ou pneumáticas.
Os vinhos devem ser envelhecidos em barricas de carvalho francês ou americano, a temperatura constante (de 15 °C a 18 °C) e humidade relativa de 75 %.
Restrição à vinificação
Rendimento máximo da extração: 70 l por 100 kg de uvas.
b. Rendimentos máximos
8 000 quilogramas de uvas por hectare
56 00 hectolitros por hectare
6. Área geográfica delimitada
A área geográfica da DOP «Urueña» situa-se no município de Urueña, na província de Valladolid. Abarca uma superfície de 78 hectares, constituindo uma superfície contínua de terreno definida pelas seguintes parcelas dos Sistema de Informação Geográfica de Parcelas Agrícolas (SIGPA) (*):
Polígono 1: parcelas 114, 117, 121, 123, 124, 125, 126, 127, 128, 129, 130, 131, 132, 133, 140, 168, 5154, 5155, 5156, 5157, 5158, 5159, 9022, 9023, 9024 e 10120.
Polígono 8: lote 2 da parcela 101 e lote 1 da parcela 9001.
As parcelas que pertencem ao requerente são as seguintes: 114, 117, 121, 123, 124, 125, 127, 128, 132, 133, 168, 5158 e 5159, no polígono 1; lote 2 da parcela 101 e lote 1 da parcela 9001, no polígono 8.
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(*) |
Estas referências correspondem à versão de 2020. O SIGPA foi, entretanto, atualizado. |
7. Principais castas de uva de vinho
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CABERNET-SAUVIGNON |
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MERLOT |
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SYRAH |
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TEMPRANILLO — TINTA-DEL-PAIS |
8. Descrição da(s) relação(ões)
Características da área geográfica
A área geográfica identificada no ponto 6 consiste numa superfície de características geológicas, morfológicas, climáticas e edafoclimáticas homogéneas e diferentes das áreas circundantes, como a seguir se explica. Corresponde à descrição daquilo que comummente se designa «pago» vitícola, isto é, uma superfície ininterrupta de terreno, tradicionalmente destinada ao cultivo da vinha, com características edáficas e microclimáticas próprias que a distinguem das áreas circundantes. Este caráter uniforme e distinto é, regra geral, determinado pela existência de elementos físicos, como rios, cursos de água e outros componentes que definem a paisagem, ou pela combinação de características particulares presentes nesta zona e ausentes das áreas circundantes. No caso específico da DOP «Urueña», a área é delimitada pelo rio Sequillo e pelos ribeiros de Ermita e Veterinario. Os fatores naturais que condicionam esta área são os seguintes:
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1. |
A área delimitada pertence ao município de Urueña, na bacia do rio Douro, situando-se no ponto de confluência do rio Sequillo (afluente do Valderaduey) com o ribeiro de Ermita. A área a noroeste de Urueña é um planalto situado a uma altitude de 710 a 720 m, com curvas de nível subparalelas ao rio Sequillo, a norte. |
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2. |
Urueña situa-se na Comunidade Autónoma de Castela e Leão — a terceira maior em superfície de vinhedo — e pertence à província de Valladolid, onde existem cinco denominações de origem. Encontra-se, portanto, numa zona muito propícia à viticultura, com condições ambientais especialmente favoráveis à produção de vinhos de qualidade. A história e a cultura da viticultura na região, juntamente com o entusiasmo dos viticultores, garantem a capacidade de adaptação aos métodos e tecnologias existentes e futuros. |
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3. |
Os resultados obtidos no estudo de demarcação de zonas intitulado «Estudio de Suelos y Ordenación del Cultivo de la Vid en el pago vitícola de Urueña (Urueña, Valladolid)», realizado por uma equipa da Universidade Politécnica de Madrid, descrevem e cartografam esta localização, concluindo o seguinte: «O cruzamento dos diferentes mapas de fatores ambientais estudados (clima, tipo de rocha, formação geológica, gradiente, orientação e propriedades do solo) demonstra claramente a especificidade do meio geográfico e a vocação da área DOP «Urueña» para a produção de vinhos de qualidade, uma vez que as suas características ambientais únicas a diferenciam e distinguem das outras zonas circundantes». Estas propriedades e características dizem respeito não só às parcelas cultivadas de que o requerente é proprietário, mas também às parcelas adjacentes que formam, no seu conjunto, a área delimitada. |
De acordo com os dados recolhidos pela Agência Estatal de Meteorologia de Castromonte e Villardefrades, assim como pelo observatório de Valladolid (aeroporto), e os dados obtidos nas estações agroclimáticas de Villapando e Medina de Rioseco, pertencentes à rede SIAR (sistema de informação agroclimática e de irrigação), a amplitude térmica na região é pouco significativa, observando-se escassas precipitações nas zonas elevadas do monte de Urueña e temperaturas mais altas nos vales. A precipitação tende a ser mais forte no outono e mais fraca no verão (pela ordem seguinte: outono, primavera, inverno e verão), com um total de cerca de 410 mm. Em termos gerais, é uma região sem barreiras montanhosas, permitindo a entrada de ar húmido devido influência oceânica.
O período vegetativo estende-se de abril/maio a outubro. A temperatura média anual é de cerca de 11,4 °C. A zona regista, em média, 2 650 horas de sol por ano.
Os dados relativos à evapotranspiração revelam um défice de humidade comparativamente aos dados da precipitação.
Índices climáticos e bioclimáticos:
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Índice climático de Martonne e Emberger: semiárido, tipo mediterrânico |
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— |
Diagramas ombrotérmicos de Gaussen: 4 meses secos (junho a setembro) |
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— |
Classificação climática de Köppen: CSB (clima temperado com verões quentes e secos, temperatura média inferior a 22 °C no mês mais quente, temperaturas superiores a 10 °C durante mais de quatro meses) |
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Índice de Huglin (potencial heliotérmico): 1 940 a 2 000 graus |
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Integral térmica eficaz (Winkler): cerca de 1 400 a 1 500 graus (zona II) |
Estes valores indicam que a superfície é adequada ao cultivo das castas para produção de vinhos de qualidade. A DOP «Urueña» está situada num mesoclima único e bem definido, diferente das outras 23 DOP que existem na Comunidade Autónoma de Castela e Leão, cujas características são moldadas pela proteção proporcionada na vertente oriental pelo planalto adjacente (> 110 m), exposto a fortes ventos, e pela proximidade das zonas de talvegue e fundos de vales da rede de drenagem.
A litologia da área da DOP «Urueña» consiste em materiais terciários (conglomerados vermelhos de Belver e fácies SL de Tierra de Campos) e depósitos do Quaternário (socalcos e fundo dos vales). O material original é pedregoso, com abundância de rochas disseminadas, quer à superfície (devido ao calcário presente na planície) quer no perfil pedológico. Este fator reflete-se na qualidade do produto final. A cementação essencialmente calcária dos materiais de origem, no processo de formação do solo, é o principal motivo do isolamento da zona, no respeitante aos elementos geomorfológicos que a diferenciam.
A configuração do relevo tem por base esta litoestratigrafia, que condiciona a drenagem. A área é delimitada pelo rio Sequillo e os ribeiros de Ermita e Veterinario. A morfologia do relevo resultante é específica e particularmente favorável à produção de vinhos de qualidade: pouco pronunciada, pendendo ligeiramente para os pontos de drenagem, com uma altitude de 710 a 720 metros (que representa apenas 1,8 % da superfície de altitude de Castela e Leão).
A modelização digital do terreno e dos principais elementos coletores da rede de drenagem revela a importância da bacia hidrográfica do rio Sequillo, que determina o relevo pouco pronunciado e a ligeira pendente geral da área para norte, bem como a sua rede de drenagem secundária, dominada pelo ribeiro de Veterinario, na orla ocidental, e pelo ribeiro de Ermita, na vertente leste, permitindo o escoamento das águas nas três faces.
Quando se realizam estudos pedológicos em grande escala e pormenor, como no caso em apreço, utiliza-se como unidade pedológica a última categoria da classificação — a série —, que permite determinar e definir o modo como cada uma das unidades deve ser tratada. Os solos da área DOP «Urueña» são bastante heterogéneos, sobretudo por causa da litologia e do relevo. No entanto, em termos descritivos, existem apenas dois perfis de solo na área delimitada — alfisolos [A/Bt/Bk (m)] e inceptisolos [A/Bk (m)] — ambos particularmente vocacionados para ao cultivo da vinha.
Os solos da zona apresentam níveis de fertilidade médios a baixos. O teor de matéria orgânica é médio a baixo (0,75-1,5 %) e o teor de azoto é baixo (< 1 %), tal como a relação carbono/azoto (≤ 8 %). O baixo teor de oligoelementos é considerado um fator de qualidade. Note-se igualmente que a capacidade de troca catiónica (CEC) é média a elevada (10-25 cmol+/kg de argila e/ou matéria orgânica).
As categorias de textura pedológica da zona da DOP «Urueña» são pouco diferenciadas, predominando a categoria franco-argilo-arenosa. Não existem texturas contrastantes. A homogeneidade pedológica é uma característica muito positiva, uma vez que regula a taxa de humidade (reduzindo o escoamento das águas) e a temperatura. A capacidade de drenagem do solo e a homogeneidade pedológica limitam o escoamento das águas, permitindo que a terra absorva a humidade.
A temperatura média anual do solo a uma profundidade de 50 cm é superior a 15 °C, mas inferior a 22 °C (temperatura mésica compreendida entre 8 °C e 15 °C); a diferença entre as médias estivais e invernais é superior a 5 °C. O regime de humidade xérica indica que o solo é seco, pelo menos, em metade dos dias em que a sua temperatura é superior a 5 °C (seco durante mais de 45 dias consecutivos nos quatro meses seguintes ao solstício de verão; húmido durante mais de 45 dias consecutivos nos quatro meses seguintes ao solstício de inverno).
Os solos têm uma boa capacidade de drenagem. O excesso de água é naturalmente drenado, de forma bastante eficaz, sobretudo através do rio Sequillo, que recebe água dos ribeiros Veterinario e Ermita.
Em suma, o estudo realizado sobre o meio físico permite tirar as seguintes conclusões:
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1. |
O exame cruzado dos diferentes mapas de fatores ambientais estudados (clima, tipo de rocha, formação geológica, gradiente, orientação e propriedades do solo) demonstra claramente a especificidade do meio geográfico e a vocação da área para a produção de vinhos de qualidade, mediante a gestão adequada dos vinhedos. |
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2. |
As parcelas que constituem a área delimitada formam um conjunto harmonioso; os dados específicos obtidos nos estudos de pormenor realizados em algumas parcelas aplicam-se igualmente às parcelas circundantes, que partilham as mesmas características climáticas, geológicas, geomorfológicas e pedológicas. |
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3. |
A área geográfica delimitada apresenta características comuns e particulares que a distinguem de outras áreas da região estabelecidas como denominações de origem. |
Aquilo que distingue Urueña das áreas circundantes é, acima de tudo, a capacidade única de adaptação das castas, que decorre, em grande medida, das técnicas de gestão da vinha. Além da casta tempranillo, as variedades merlot, syrah e cabernet-sauvignon adaptaram-se também perfeitamente ao terreno.
A excelente adaptação das plantas selecionadas permite atenuar os problemas decorrentes do risco moderado de geadas, sobretudo entre outubro e o final de abril, e que dura de fins de setembro até finais de maio, nos anos mais frios.
Para minimizar os riscos de geadas, podam-se as vinhas no final do inverno; a poda em verde começa no final de maio, quando é muito pequeno o risco de geadas. A terra é lavrada a intervalos regulares, para evitar a proliferação de ervas daninhas.
A maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas permite a estabilidade dos aromas frutados e varietais. Durante a fermentação, a mistura é continuamente remexida, propiciando uma excelente extração polifenólica e cromática.
Os vinhos da DOP «Urueña» são únicos pela originalidade da expressão das castas e também porque evoluem muito favoravelmente ao longo do tempo, potenciando a complexidade e especificidades varietais. São potentes no palato, distinguindo-se pela doçura residual, estrutura e grande estabilidade de cor. Destacam-se pelo equilíbrio, elegância e caráter mineral, que lhes confere uma personalidade única e singular.
Os vinhos rosados de «Urueña» apresentam tonalidades de rosa-framboesa e os laivos azulados da casta syrah, que ocupa grande parte da superfície vitícola. No nariz, predominam os aromas de frutos frescos e certas notas florais e caramelizadas. A presença de frutos vermelhos é mais característica dos rosados produzidos a partir de tempranillo.
Os vinhos tintos são de cor muito intensa, vermelho-cereja ou vermelho-granada com laivos arroxeados na orla. Apresentam grande complexidade aromática, graças à combinação varietal, distinguindo-se sobretudo pelo caráter redondo e pela ausência de arestas.
Interação entre os fatores naturais e humanos e as características do produto.
A área delimitada da DOP «Urueña» é uma porção ininterrupta de terreno. Como explicado nas secções anteriores, o microclima e características edáficas uniformes diferenciam esta zona das áreas circundantes. O seu nome está associado ao cultivo do vinhedo; os vinhos que aí se produzem possuem características e qualidades distintivas e únicas, que se devem sobretudo à ação do homem sobre o meio geográfico. A interação entre os diferentes fatores ambientais estudados (clima, litologia e solos) demonstra a grande especificidade do meio físico de Urueña. Acresce, ainda, a escolha das castas e as decisões tomadas na gestão da herdade, que conferem aos vinhos produzidos características distintivas e elevada qualidade. Tudo isto é corroborado pelas considerações seguintes:
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1. |
O caráter único das parcelas que compõem a área da DOP «Urueña» determina a especificidade do produto. Os solos, que apresentam níveis médio-baixos de fertilidade, um teor médio-baixo de matéria orgânica, um teor baixo de azoto e boa capacidade de drenagem, permitem a produção de vinhos ricos em extratos e antocianinas. O baixo teor de oligoelementos é considerado um fator de qualidade. |
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2. |
A heterogeneidade dos solos, como se explica no ponto a. supra, constitui, em si mesma, uma característica diferencial, uma vez que permite determinar a gestão específica de cada unidade, explorar a localização da melhor forma e obter vinhos com maior complexidade. |
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3. |
As condições agroclimáticas permitem um longo ciclo de maturação, a partir da fase do «pintor», com variações significativas entre as temperaturas diurnas e noturnas, favorecendo uma maior estabilidade e complexidade aromática, que advém deste controlo natural da acidez das uvas. Os parâmetros relativos à acidez, álcool e estrutura são perfeitamente equilibrados. |
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4. |
A boa acidez natural das uvas leva a uma melhor definição e estabilidade da cor, significando isto que os vinhos têm maior capacidade de conservação após o engarrafamento. A intensidade da cor resulta das grandes amplitudes térmicas estivais. |
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5. |
As castas cultivadas na área da DOP «Urueña» encontram aqui a sua verdadeira expressão: a syrah é extraordinariamente potente e untuosa, apresentando açúcares residuais, a cabernet-sauvignon produz vinhos fortes e bem estruturados, a merlot é muito aromática e suave no palato e a tempranillo, variedade predominante na região, prima pelas notas frutadas e envelhece muito bem em barrica. |
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6. |
A maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas permite a estabilidade dos aromas frutados e varietais. Durante a fermentação, a mistura é continuamente remexida, propiciando uma excelente extração polifenólica e cromática. |
De acordo com os elementos acima expostos, a área geográfica delimitada da DOP «Urueña», incluída embora na área delimitada da IGP «Castilla y León», apresenta características substancialmente diferentes desta última. Está ainda rodeada por algumas das principais DOP da região de Castela e Leão: a norte, a DOP «Cigales», a nordeste, a DOP «Ribera del Duero», a sul, as DOP «Rueda» e «Toro» a sul e sudoeste, a DOP «Arribes», sendo a DOP «Toro» a mais próxima e semelhante. No entanto, embora os vinhos «Urueña» apresentem as características da IGP «Castilla y León», têm também características específicas que não se observam nos outros vinhos abrangidos pela IGP nem nos vinhos da DOP «Toro». Estas particularidades só se encontram dentro da zona demarcada (o «pago», ou seja, a exploração vitícola) e não nas áreas circundantes, onde não existem vinhedos, dada a diversidade de condições.
Além disso, a gama de castas utilizadas na produção da DOP «Urueña» é consideravelmente diferente do mapa de castas cultivadas nas zonas de vinhedo mais próximas. Na DOP «Rueda» predomina a casta branca verdejo (mais de 98 % da superfície vitícola); a casta tempranillo (e os seus diferentes sinónimos) é, por sua vez, praticamente a única que se encontra nas DOP «Ribera del Duero», «Toro» e «Cigales». O mapa varietal da DOP «Arribes» é completamente diferente, sendo constituído por variedades autóctones. Na região de Urueña, as castas syrah, cabernet-sauvignon e merlot ocupam 75 % da superfície total de vinha, conferindo aos vinhos um perfil organolético muito característico.
Apresenta-se agora uma comparação entre a DOP «Urueña», a IGP «Castilla y León» e a DOP «Toro»:
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Castas tintas D.O. TORO: Tinta-de-toro e garnacha; IGP «Castilla e León»: Variedades autorizadas na Comunidade Autónoma de Castela e Leão DOP «Urueña»: Syrah, merlot, cabernet-sauvignon, tinta-del-país (tinta-de-toro) |
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Rendimento máximo (kg/ha) D.O. TORO: 6 000 a 9 000 IGP «Castilla e León»: 16 000 DOP «Urueña»: 8 000 |
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Rendimento da extração D.O. TORO: 70 % IGP «Castilla e León»: 75 % DOP «Urueña»: 70 % |
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Título alcoométrico mínimo (% vol.): D.O. TORO: 12,5 IGP «Castilla e León»: 11 DOP «Urueña»: 13 |
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Título alcoométrico médio (% vol.): D.O. TORO: 15 IGP «Castilla e León»: 13 DOP «Urueña»: 14 |
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Acidez total média, expressa em ácido tartárico (g/l) D.O. TORO: 4 IGP «Castilla e León»: 4,5 DOP «Urueña»: 5 |
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Características organoléticas D.O. TORO: saborosos e estruturados IGP «Castilla e León»: frescos e frutados DOP «Urueña»: elegantes, equilibrados, com açúcares residuais |
Por último, na área delimitada da DOP «Urueña» existe atualmente apenas um produtor (uma única adega), razão pela qual apresenta o pedido. Nenhum outro viticultor ou vinicultor se associou ao pedido de registo, pelo que não é, de momento, possível formar um agrupamento de produtores. No entanto, outros viticultores e vinicultores poderão vir a instalar-se nas parcelas que não pertencem ao requerente (note-se que estas parcelas representam uma superfície de 45,96 hectares pertencente a diferentes proprietários). Estariam então em condições de cumprir os requisitos aplicáveis aos produtos vitivinícolas abrangidos pela DOP «Urueña».
9. Outras condições essenciais
Quadro jurídico:
Legislação nacional
Tipo de condição adicional:
Disposições adicionais relativas à rotulagem
Descrição da condição:
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1. |
A menção tradicional «Vino de pago» pode substituir a expressão «Denominación de Origen Protegida» no rótulo dos vinhos. |
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2. |
É obrigatória a indicação do ano de colheita nos rótulos dos vinhos da DOP «Urueña», mesmo que os vinhos não tenham sido sujeitos a processo de envelhecimento. |
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3. |
As menções «Envejecido en roble» (envelhecido em madeira de carvalho) ou «Roble» (carvalho) podem figurar no rótulo dos vinhos da DOP «Urueña», desde que estes satisfaçam as condições estabelecidas na legislação vigente. Hiperligação para o caderno de especificações www.itacyl.es/documents/20143/342640/Ppta+PCC+DOP+PAGO+URUE%C3%91A+Rev+0.docx/dd22fc9e-8f00-30df-252e-ded5a340131f |