COMISSÃO EUROPEIA
Bruxelas, 20.7.2021
SWD(2021) 711 final
DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO
Relatório de 2021 sobre o Estado de Direito
Capítulo relativo à Finlândia
que acompanha o documento
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES
Relatório de 2021 sobre o Estado de Direito
Situação na União Europeia
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Resumo
O sistema judicial finlandês continua a gozar de um nível de perceção de independência judicial muito elevado. A recém-criada Administração Nacional dos Tribunais está totalmente operacional e, além de desempenhar as suas funções regulares, prestou auxílio aos tribunais na resposta à pandemia de COVID-19. A reforma do Ministério Público contribuiu para aumentar a sua eficiência, permitindo a centralização, a aplicação de práticas uniformes, uma melhor cooperação e uma distribuição mais equilibrada dos recursos. As autoridades estão a desenvolver vários projetos para melhorar a digitalização do sistema judicial e para tornar o sistema de apoio judiciário mais acessível.
A Finlândia continua a ser vista como um dos países menos corruptos da UE e do mundo. Em 27 de maio de 2021, o Governo adotou uma estratégia abrangente para combater a corrupção. A estratégia visa reforçar a luta contra a corrupção, incluindo por via da clarificação de responsabilidades, da sensibilização e da prevenção, da melhoria da transparência e da eficácia da legislação anticorrupção, bem como da investigação pertinente. Embora as autoridades coloquem uma forte ênfase na luta contra a criminalidade financeira e tenham tomado medidas para combater o suborno de funcionários estrangeiros, a deteção e a repressão deste último continuam a representar um desafio. Continua a não haver uma regulamentação das atividades lobistas; porém, o Governo está a elaborar legislação que possibilitará a criação de um registo de transparência. Estão também a ser debatidas iniciativas legislativas para dar resposta às preocupações sobre a prática das «portas giratórias» entre a administração pública e os interesses privados. De igual modo, está em discussão a revisão do sistema de declaração de património para funcionários públicos e a proposta de regular a proteção dos denunciantes numa nova lei autónoma deverá entrar em vigor até ao final de 2021.
Em geral, na Finlândia os jornalistas e profissionais dos meios de comunicação gozam de um ambiente livre e protegido. A Agência Finlandesa para os Transportes e os Meios de Comunicação, na qualidade de principal autoridade reguladora dos meios de comunicação social, é considerada justa e transparente, mas a sua situação financeira continua a ser desafiante. Foi adotada nova legislação específica que obriga os prestadores de serviços de comunicação a disponibilizarem publicamente as informações relativas à sua estrutura de propriedade. Procedeu-se à nomeação de um grupo de trabalho preparatório com vista a alargar a garantia constitucional de acesso a documentos, por via do controlo do cumprimento dessa garantia e do alargamento da mesma a mais informações. O Governo está também a planear alterações do Código Penal para facilitar a repressão de ameaças ilícitas e do assédio de vítimas vulneráveis, como os jornalistas independentes. Para combater o discurso de ódio dirigido às mulheres jornalistas, o Governo está a preparar outra alteração do Código Penal, pela qual o género será adicionado aos motivos que justificam o agravamento das sanções penais aplicáveis a qualquer crime. Além disso, o Governo está a ponderar a criação de um mecanismo de auxílio permanente para apoiar o jornalismo na Finlândia, a par de um regime de apoio temporário que foi especificamente associado à pandemia de COVID-19.
O Governo adotou um plano de ação para legislar melhor, que visa melhorar a qualidade, o planeamento e a transparência da legislação. A maioria das medidas tomadas no contexto da pandemia de COVID-19 foram adotadas com base no direito comum. Nos casos em que foram utilizados poderes de emergência, foi necessária a aprovação do Parlamento e a fiscalização preventiva da constitucionalidade. O processo de reforma para clarificar as funções da Chancelaria da Justiça e da Provedoria de Justiça, duas autoridades independentes fundamentais envolvidas na salvaguarda dos direitos fundamentais, é apoiado por ambas as autoridades e deverá ser apresentado ao Parlamento no outono de 2021. Também no outono de 2021, será eleito um novo Conselho Consultivo para a Política da Sociedade Civil, uma plataforma que tem vindo a facilitar uma interação frutuosa entre as autoridades públicas e a sociedade civil.
I.Sistema judicial
O sistema judicial finlandês divide-se em dois ramos: os órgãos jurisdicionais de direito comum, que incluem vinte tribunais de comarca, cinco tribunais de recurso e o Supremo Tribunal, e os órgãos jurisdicionais de direito administrativo, que incluem seis tribunais administrativos regionais e o Supremo Tribunal Administrativo. Existem três tribunais especializados
. A Administração Nacional dos Tribunais é um organismo independente responsável pela administração dos tribunais, incluindo a gestão dos orçamentos, dos edifícios e dos sistemas de TIC
. O Conselho de Nomeações Judiciais
, também ele um organismo independente, apresenta ao Governo propostas de nomeação de juízes, mas as propostas de juízes para o Supremo Tribunal e para o Supremo Tribunal Administrativo são elaboradas pelos próprios tribunais
. Os juízes são formalmente nomeados pelo Presidente da República
. O Ministério Público é uma autoridade estatal independente
, encabeçada por um procurador-geral nomeado pelo Presidente da República, mediante proposta do Ministério da Justiça, e que pode ser exonerado ou suspenso pelo Governo
. A Ordem dos Advogados finlandesa
é um organismo independente ao qual incumbe a supervisão das atividades profissionais dos advogados. Os processos disciplinares contra advogados
são conduzidos pelo Conselho de Disciplina, um organismo de supervisão independente, que funciona em conjunto com a Ordem dos Advogados finlandesa
. A Finlândia participa na Procuradoria Europeia.
Independência
O sistema judicial finlandês caracteriza-se por uma perceção de independência muito elevada. O grau de perceção da independência dos tribunais e dos juízes é muito elevado, com 83 % do público em geral e 86 % das empresas a considerá-lo «bastante bom ou muito bom»
. Desde 2016, este grau tem-se mantido constantemente muito elevado tanto entre o público em geral como entre as empresas. No que diz respeito ao público em geral, aumentou de forma sustentada até 2019 e, no que diz respeito às empresas, aumentou nos últimos dois anos.
A Administração Nacional dos Tribunais tornou-se operacional em janeiro de 2020 e consagrou-se como uma importante instituição facilitadora do trabalho dos tribunais. Após a sua criação em janeiro de 2020, referida no Relatório de 2020 sobre o Estado de Direito, a Administração Nacional dos Tribunais (ANT), um novo organismo independente responsável pela administração dos tribunais
, estabeleceu-se no seu primeiro ano de mandato construindo as suas próprias estruturas e consolidando os seus procedimentos. Ao mesmo tempo, tem vindo a desempenhar as suas funções regulares relacionadas com a garantia da função administrativa central de todos os tribunais e com a organização de formações para juízes em cooperação com o Conselho de Formação Judicial
. A ANT comunicou ativamente com os tribunais, facilitando reuniões regulares com a liderança de todos os tribunais, a fim de avaliar as suas necessidades. As partes interessadas informam que a ANT desempenhou um papel ativo no apoio aos tribunais
. A sua criação permitiu que os tribunais concentrassem os seus recursos em tarefas essenciais e reforçou ainda mais a independência do poder judicial
.
Qualidade
A reforma do Ministério Público começou a produzir resultados em termos de maior eficiência e especialização. Em setembro de 2019, a Procuradoria-Geral e 11 procuradorias regionais foram fundidas num único organismo de Ministério Público nacional
. A reorganização permitiu a centralização e a aplicação de práticas uniformes de ação penal a nível nacional, uma melhor cooperação no âmbito do Ministério Público e uma distribuição mais equilibrada dos recursos
. Permitiu também uma maior especialização dos procuradores
, o que conduziu a uma melhoria da eficiência, conforme evidenciado, nomeadamente, pelo aumento do número de casos resolvidos por procurador
. A reforma também tem repercussão na luta contra a corrupção (ver secção II). O Ministério Público comunicou uma acumulação de processos pendentes, parcialmente causada pela pandemia de COVID-19, e recebeu financiamento adicional, destinado a ajudar a resolver essa acumulação
.
As autoridades estão a desenvolver vários projetos para melhorar a digitalização do sistema judicial. Um novo sistema de gestão de processos para os tribunais administrativos e especiais, preparado em cooperação com os juízes, foi concluído em dezembro de 2020 e introduzido em todos os tribunais elegíveis, embora tenham surgido alguns problemas técnicos. O sistema permite, nomeadamente, que os utilizadores apresentem queixas, recebam documentos e verifiquem o estado dos procedimentos em linha. Também permite apresentar sentenças em formato de leitura ótica. Para os tribunais comuns, está a ser desenvolvido um sistema semelhante de gestão de processos, que deverá estar concluído até ao final de 2022. Além disso, no final de 2020, o Ministério da Justiça concluiu um sistema que permite a anonimização automática e a anotação de decisões de tribunais e outras autoridades, o que deverá aumentar a disponibilidade eletrónica de documentos
. O Ministério da Justiça está ainda a desenvolver um novo instrumento de comunicação de informações a utilizar pelos tribunais e por algumas outras autoridades, que deverá aumentar a usabilidade das informações recolhidas
.
As autoridades encomendaram projetos para tornar o sistema de apoio judiciário mais acessível. As despesas dos processos judiciais são, em média, consideradas elevados, o que pode dificultar o acesso à justiça, especialmente no caso de pessoas com rendimentos médios
. No seguimento do programa do Governo destinado a analisar a possibilidade de aumentar os limites de rendimento para apoio judiciário, a fim de melhorar a acessibilidade do apoio judiciário a pessoas com rendimentos médios
, um projeto de investigação foi iniciado pelo Ministério da Justiça em junho de 2020 para examinar o acesso ao apoio judiciário
. O Ministério da Justiça lançou também um projeto para examinar a possibilidade de criar uma Autoridade Nacional Central de Apoio Judiciário e Tutela. A nova autoridade centralizaria a administração do apoio judiciário, a fim de assegurar a sua prestação de forma suficiente e equitativa em todo o país
. A preparação de um serviço permanente de apoio judiciário, iniciada em 2019
, está suspensa enquanto as autoridades investigam as opções de financiamento
.
A Administração Nacional dos Tribunais continuou a apoiar ativamente os tribunais durante a pandemia de COVID-19. Desde o início da pandemia de COVID-19, a ANT tem envidado esforços especiais para ajudar os tribunais na resposta à pandemia
. Designadamente, a agência prestou assistência na comunicação sobre a crise, publicou um guia sobre a utilização de ligações remotas nos julgamentos e providenciou o fornecimento de equipamento informático
. As reuniões regulares com as administrações dos tribunais (ver acima) permitiram-lhes discutir métodos para abordar questões concretas e partilhar as suas experiências com os pares.
Eficiência
O sistema judicial continua a ter um desempenho eficiente. O sistema judicial apresenta um desempenho de nível médio no que se refere ao tempo estimado para resolver processos litigiosos em matéria cível e comercial e processos administrativos. A taxa de resolução para a primeira categoria diminuiu ligeiramente desde 2016, mas ainda permanece nos 100 %
, enquanto a taxa de resolução para processos administrativos diminuiu de 112 % em 2018 para 100 % em 2019
. O número de processos pendentes é especialmente baixo no respeitante a processos litigiosos em matéria cível e comercial e médio para os processos administrativos, demonstrando que o sistema judicial, de um modo geral, gere bem o seu volume de processos
. Embora os tribunais tenham conseguido, em geral, prosseguir as suas atividades durante a pandemia de COVID-19, as partes interessadas comunicaram atrasos nos processos e alguns tribunais lidam agora com uma acumulação de processos pendentes.
II.Combate à corrupção
A Finlândia não dispõe de um organismo específico de combate à corrupção, sendo esta uma responsabilidade partilhada entre diferentes autoridades e organismos, incluindo o Ministério da Justiça, o Ministério das Finanças, a Polícia, a Administração Fiscal, a Autoridade da Concorrência e de Defesa do Consumidor, a Provedoria de Justiça Parlamentar e a Chancelaria da Justiça, entre outros. O Departamento de Política e Direito Penal do Ministério da Justiça continua a supervisionar os esforços para prevenir a corrupção e coordena a rede anticorrupção que é composta de representantes dos ministérios competentes, da Polícia, do Ministério Público, das empresas e da indústria e de organizações não governamentais.
A perceção de peritos e quadros empresariais é de que a Finlândia está entre os países menos corruptos do mundo No Índice de Perceção da Corrupção elaborado pela Transparência Internacional em 2020, a Finlândia obteve a pontuação de 85/100, tendo ficado classificada em 2.º lugar na União Europeia e em 3.º a nível mundial. Contudo, esta perceção deteriorou-se nos últimos cinco anos.
A primeira estratégia nacional de combate à corrupção foi adotada em 27 de maio de 2021
. Em novembro de 2019, o Grupo de Trabalho Ministerial sobre Segurança Interna e Reforço do Estado de Direito decidiu lançar novos preparativos para uma estratégia de combate à corrupção. Em 23 de abril de 2020, o Ministério da Justiça designou um grupo de preparação e direção para elaborar uma estratégia e um plano de ação de combate à corrupção para a Finlândia, a fim de melhorar a eficácia das medidas de combate à corrupção e de prevenção. A estratégia é abrangente, cobrindo aspetos preventivos e reativos, e visa reforçar a sensibilização, a prevenção e a luta contra a corrupção, clarificar as responsabilidades e reforçar a cooperação entre as autoridades, e ainda melhorar a eficiência da legislação anticorrupção e da investigação pertinente
. A estratégia é acompanhada de um plano de ação detalhado para o período 2021-2023, que abrange todos os domínios da estratégia, estabelece ações concretas e nomeia as autoridades responsáveis. O processo preparatório em si contribuiu para aumentar a sensibilização do público e ampliar o consenso sobre a necessidade de melhorar a disponibilidade de informações sobre o assunto.
Embora não existam unidades especializadas na repressão da corrupção
, a reforma do Ministério Público permitiu uma maior especialização dos procuradores. A reestruturação do Ministério Público em 2019 reforçou a coerência das práticas do Ministério Público e permitiu uma maior especialização dos procuradores (ver secção I)
. Atualmente, seis procuradores especializados têm a corrupção como área de atuação. Além disso, existem 19 procuradores especializados na ação penal contra crimes cometidos por titulares de cargos públicos. Todos os procuradores locais são competentes para processar judicialmente casos menos graves de corrupção
. A cooperação entre as autoridades responsáveis pela luta contra a corrupção é, de acordo com as informações recolhidas, eficaz a todos os níveis e a cooperação estende-se ao nível regional. A Unidade de Informação Financeira (UIF) está estreitamente envolvida na investigação de presumíveis casos de corrupção.
O número médio anual de casos processados de corrupção e crimes económicos manteve-se relativamente estável durante o período de referência de dez anos, com uma média de dez casos por ano
. Nos últimos anos, verificou-se uma percentagem muito elevada de casos de corrupção que foram, em última instância, rejeitados pelos tribunais. A maioria das infrações de corrupção processadas pelas autoridades ocorre na área dos crimes económicos.
Foram tomadas medidas para resolver as deficiências na prevenção, deteção e repressão do suborno de funcionários estrangeiros. A OCDE relata que, desde 2017, não foi detetado, investigado ou processado qualquer caso de suborno de funcionários estrangeiros. O Governo indicou que está a realizar uma avaliação exaustiva da questão e lançou atividades de prevenção. Estão em curso programas de formação de juízes, procuradores e agentes da autoridade. A Finlândia elaborou igualmente um documento de orientação pormenorizado, destinado às pequenas e médias empresas, que aborda os riscos de corrupção, incluindo o suborno de funcionários estrangeiros. A orientação visa aumentar a sensibilização para os riscos e as consequências da corrupção no setor privado ao operar em mercados nacionais ou internacionais, fornecendo às empresas ferramentas práticas para lidar com a corrupção.
Foram manifestadas preocupações relativamente ao quadro de investigação dos membros do Governo. Os ministros só podem ser responsabilizados por má conduta na função pública através de um processo constitucional especial, em que as decisões de apresentar acusações são tomadas pelo Parlamento após consulta da Comissão de Direito Constitucional
. O Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO) do Conselho da Europa manifestou a sua preocupação quanto aos limitados poderes de investigação e de repressão deste processo, que podem gerar dificuldades no contexto de casos de corrupção de alto nível.
Em 7 de maio de 2021, foi publicado o Código de Conduta para funcionários públicos e titulares de cargos executivos de topo, que consolida as orientações existentes. Até então, o quadro de ética para funcionários públicos não havia sido consolidado e encontrava-se disperso por diversos atos
. O Código de Conduta unifica as regras em matéria de valores, funções gerais, atividades profissionais externas, ofertas e benefícios e é vinculativo para todos os funcionários públicos, incluindo os titulares de cargos executivos de topo, mas excluindo os ministros
. O Ministério das Finanças também atualizou, em 1 de maio de 2021, o documento de orientação sobre hospitalidade, benefícios e ofertas recebidos por funcionários públicos. No outono de 2020, os ministros receberam orientações sobre ofertas e o seu registo.
As atividades lobistas continuam por regulamentar na Finlândia, mas está a ser elaborada legislação relativa a um registo de transparência. O Ministério da Justiça publicou recentemente um relatório que examina as atividades lobistas na Finlândia
. O relatório identifica os lóbis como uma prática generalizada, que muitas vezes permanece na obscuridade. Um grupo de trabalho parlamentar específico prossegue os trabalhos relacionados com a legislação relativa a um registo de transparência, com o objetivo de melhorar o processo de decisão e reforçar a confiança do público. Numa primeira fase, prevê-se a imposição de uma obrigação de registo aos lobistas que influenciam decisões a nível do governo central, excluindo os governos locais e regionais, embora o âmbito possa ser posteriormente alargado
. Prevê-se ainda que a lei relativa ao registo de transparência entre em vigor em 2023, com o objetivo de introduzir simultaneamente um registo eletrónico
.
O Governo está a elaborar propostas legislativas para uma regulamentação mais rigorosa das «portas giratórias». Prevê-se que seja apresentada ao Parlamento, no outono de 2021, uma proposta governamental para a prorrogação do período de incompatibilidade de seis para 12 meses para os funcionários públicos. Quanto aos ministros, o Governo está atualmente a preparar um projeto legislativo sobre a limitação das «portas giratórias» para fazer face a potenciais conflitos de interesses que possam surgir após a sua cessação de funções. A apresentação desta proposta ao Parlamento estava prevista para a primavera de 2021
. O fenómeno das «portas giratórias» foi amplamente discutido devido a alguns casos relatados nos meios de comunicação nacionais. O conflito de interesses permanece indefinido na legislação, embora tenham sido feitas anteriormente recomendações para a criação ou o reforço de um sistema formal de análise das declarações dos ministros e das divulgações de outros titulares de cargos executivos de topo.
Um grupo de trabalho parlamentar está a rever a legislação relativa aos partidos políticos e ao financiamento eleitoral. O financiamento dos partidos políticos é supervisionado pelo Tribunal de Contas. No entanto, há receios de que as regras atuais contenham lacunas que possibilitem a não divulgação da origem de todas as contribuições financeiras. Um grupo de trabalho parlamentar no âmbito do Programa Nacional de Democracia está a rever o desenvolvimento da legislação eleitoral, partidária e relativa ao financiamento dos partidos, e publicará o seu relatório em 2021
.
O sistema de declaração de património está a ser revisto. A declaração de património de altos representantes governamentais é regulamentada na Lei dos funcionários públicos da administração central
. Prevê-se que seja apresentada ao Parlamento, no decurso de 2021, uma alteração legislativa que alargará a obrigação de declaração de património também a consultores especiais dos ministros. Estão igualmente previstas alterações para que os funcionários públicos limitem o seu poder discricionário quanto às informações a incluir na sua declaração de interesses e à medida em que as informações devem ser consideradas pertinentes para avaliar a sua capacidade de desempenhar funções de forma independente
.
Está a ser elaborada legislação em matéria de proteção dos denunciantes. Não existe legislação geral em matéria de proteção dos denunciantes, pelo que os casos comunicados de violações da lei têm sido tratados ao abrigo de legislação específica, como o direito do trabalho e o direito penal. A Finlândia está atualmente a elaborar nova legislação em matéria de proteção dos denunciantes, no sentido de transpor para o direito nacional a Diretiva relativa à proteção das pessoas que denunciam violações do direito da União. A entrada em vigor está prevista para meados de dezembro de 2021. Entretanto, o Ministério das Finanças nomeou, em março de 2021, um grupo de trabalho incumbido de preparar um canal técnico de denúncia de irregularidades para organizações governamentais, que se relaciona com a aplicação da Diretiva relativa à proteção das pessoas que denunciam violações do direito da União.
A legislação e outras medidas anticorrupção foram aplicadas como habitualmente durante a pandemia de COVID-19. O Gabinete Nacional de Investigação está a acompanhar e a analisar o impacto da pandemia de COVID-19 na corrupção. Embora, em geral, a corrupção não seja vista como uma questão importante no setor da saúde finlandês, as autoridades responsáveis estão cientes do aumento do nível de risco durante a pandemia de COVID-19. Neste contexto, está a ser elaborada uma estratégia sob a liderança do Ministério das Finanças, em cooperação com os municípios, sobre práticas de contratação pública melhores e mais sustentáveis destinadas a reduzir o risco
.
III.O pluralismo e a liberdade dos meios de comunicação social
Na Finlândia, a liberdade de expressão é protegida pela Constituição, garantindo também o acesso a documentos públicos. A Finlândia exige que os prestadores de serviços de comunicação tornem publicamente acessíveis as informações relativas à sua estrutura de propriedade. As funções e competências da Agência Finlandesa para os Transportes e os Meios de Comunicação (Traficom), que é a autoridade reguladora dos meios de comunicação, encontram-se garantidas por lei. Foi adotada legislação para transpor a Diretiva Serviços de Comunicação Social Audiovisual revista
.
A autoridade reguladora dos meios de comunicação — a Agência Finlandesa para os Transportes e os Meios de Comunicação (Traficom) — tem um funcionamento autónomo e eficaz, mas a sua situação económica continua a ser difícil
. A última edição do Monitor do Pluralismo dos Meios de Comunicação Social (MPM 2021) avalia a autoridade reguladora dos meios de comunicação como sendo justa e transparente. De acordo com o MPM, os únicos fatores que elevam os riscos são o controlo orçamental parcial que o governo exerce sobre o órgão e o seu orçamento insuficiente. A autoridade comunicou potenciais suspensões dos contratos de trabalho de até 56 pessoas num universo de cerca de 1 000 funcionários. Apesar destes desafios, a Traficom assistiu recentemente a uma ligeira melhoria em termos de recursos humanos para as suas tarefas de supervisão dos meios de comunicação. Por seu turno, o Instituto Nacional do Audiovisual, outro organismo independente dos meios de comunicação com funções mais especializadas
, regista uma ligeira melhoria em termos de recursos relativamente ao ano anterior e conseguiu recrutar novo pessoal.
A nova legislação melhorou a transparência da propriedade dos meios de comunicação
. No âmbito da transposição nacional da Diretiva Serviços de Comunicação Social Audiovisual (DSCSA) revista
, entrou em vigor na Finlândia, em janeiro de 2021
, nova regulamentação que obriga os prestadores de serviços de comunicação a tornarem publicamente acessíveis as informações relativas à sua estrutura de propriedade. Anteriormente, não havia regras específicas que regulassem a transparência da propriedade dos meios de comunicação, embora a divulgação voluntária fosse comum e as regras gerais de divulgação das sociedades de responsabilidade limitada fossem aplicáveis às empresas de comunicação
. O MPM refere que a concentração dos meios de comunicação noticiosos na Finlândia continua a ser muito elevada.
O Governo concedeu subvenções de apoio na tentativa de ajudar o setor dos meios de comunicação a ultrapassar a crise da COVID-19. Em outubro de 2020, o Governo concedeu uma subvenção de 7,5 milhões de EUR destinada a apoiar os meios de produção de conteúdos afetados pela pandemia de COVID-19 e a aumentar a oferta de conteúdos jornalísticos diversos, bem como a promover o jornalismo aos níveis local, regional e nacional
. A subvenção foi concedida a todas as empresas de comunicação que preenchiam os critérios primeiramente económicos, incluindo provas de uma diminuição das vendas de publicidade; porém, as partes interessadas salientam que certas empresas de comunicação de média dimensão não estavam em condições de cumprir todos os critérios de elegibilidade
. Um grupo de trabalho nomeado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações analisará a possibilidade de introduzir um mecanismo de auxílio mais permanente para apoiar o jornalismo na Finlândia
.
Em resposta ao programa do Governo, o Ministério da Justiça tenciona atualizar a Lei relativa à abertura das atividades governamentais
. O Governo avaliará, entre outros aspetos, se a lei pode ser aplicada a dados e informações num sentido mais geral e se o seu âmbito deve ser alargado para abranger entidades jurídicas detidas ou controladas pelo setor público
. O cumprimento da lei será igualmente reforçado. Subsiste a perceção de uma tendência, nos últimos anos, para uma interpretação mais restrita das regras por parte de algumas autoridades, incluindo a polícia. O Ministério da Justiça nomeou um grupo de trabalho para avaliar e esclarecer gradualmente, até junho de 2023, a suficiência do âmbito e as possíveis deficiências da legislação atual, bem como para apresentar soluções. A avaliação incidirá em alterações estruturais e na digitalização. O grupo de trabalho apresentará, durante 2021, uma proposta sobre a eventual necessidade de alterações urgentes da legislação
. Esta iniciativa é, de um modo geral, bem acolhida pelas organizações não governamentais. Há também um apelo a um melhor equilíbrio entre a proteção da privacidade e a acessibilidade da informação de interesse público
.
Estão em preparação várias reformas legais para combater o assédio de jornalistas em linha
. O Ministério da Justiça divulgou uma proposta do Governo para alterar o Código Penal, a fim de permitir que, em certos casos, os procuradores públicos apresentem queixas em nome da vítima por ameaças ilícitas e assédio. A alteração procura dar resposta à posição vulnerável dos jornalistas independentes e das pessoas que desempenham cargos públicos, estando a sua entrada em vigor prevista para o outono de 2021
. Para combater o discurso de ódio dirigido às mulheres jornalistas, o Ministério da Justiça começou ainda a preparar outra alteração do Código Penal, pela qual o género será adicionado aos motivos que justificam o agravamento das sanções penais aplicáveis a qualquer crime
. Estas medidas parecem ser favoravelmente acolhidas pela comunidade jornalística, particularmente quando se trata de combater as ameaças em linha
. Além disso, o Governo está a refletir sobre a necessidade de reforçar as decisões de afastamento, que podem proteger a vida, a saúde, a liberdade ou a tranquilidade de uma pessoa, negando o contacto de outra pessoa com a mesma e prevenindo eventuais crimes. O Governo está a examinar se o atual quadro legislativo combate suficientemente as campanhas de ódio em linha, bem como as possibilidades de melhorar a eficácia das decisões de afastamento e de reduzir o número de infrações
. O Sindicato dos Jornalistas, juntamente com os órgãos de comunicação e as associações do setor, está a gerir um fundo de apoio para ajudar os jornalistas que foram sujeitos a ameaças e outras formas de assédio
. Desde o relatório de 2020 sobre o Estado de direito
, não foram publicados novos alertas relativos à Finlândia na Plataforma do Conselho da Europa para promover a proteção do jornalismo e a segurança dos jornalistas. Porém, o MPM 2021 relata que os jornalistas são cada vez mais assediados em linha, principalmente sob a forma de ameaças e campanhas de difamação, e que, em particular, as mulheres jornalistas sofrem abusos verbais com base no género e ameaças de violência sexual.
IV.Outras questões institucionais relacionadas com o sistema de equilíbrio de poderes
A Finlândia é uma democracia parlamentar de câmara única, na qual as propostas legislativas podem emanar do Governo ou do Parlamento (embora, na prática, a maior parte das leis se baseie em propostas do Governo). Na ausência de um Tribunal Constitucional, a fiscalização ex ante da constitucionalidade é realizada pelo Chanceler da Justiça, que está ligado ao Governo, e pela Comissão de Direito Constitucional, uma comissão parlamentar
que avalia a constitucionalidade das propostas apresentadas ao Parlamento. Além disso, todos os tribunais podem realizar uma fiscalização ex post da constitucionalidade em casos concretos
. O Chanceler da Justiça, o Centro de Direitos Humanos e o Provedor de Justiça Parlamentar desempenham um papel importante no sistema de equilíbrio de poderes.
O plano de ação de 2020 para legislar melhor visa melhorar a qualidade, o planeamento e a transparência da legislação. Em agosto de 2020, o Governo adotou um plano de ação para legislar melhor, a fim de melhorar ainda mais a qualidade e a transparência do processo de redação legislativa
. O plano prevê atividades destinadas a melhorar o planeamento sistemático da legislação, um maior desenvolvimento da transparência e da consulta das partes interessadas, o desenvolvimento de avaliações de impacto e uma abordagem sistemática da avaliação ex post, bem como o reforço dos benefícios da tecnologia e da digitalização no processo legislativo. O plano de ação é apoiado por um plano de execução
.
A utilização de poderes de emergência e de outras medidas no contexto da pandemia de COVID-19 tem sido sistematicamente sujeita a uma fiscalização ex ante da constitucionalidade. O exercício de poderes de emergência só é permitido em caso de estado de emergência, que pode ser declarado pelo Governo em conjunto com o Presidente. A adoção de medidas de emergência segue várias etapas e está sujeita à aprovação do Parlamento e à fiscalização da constitucionalidade pelo Chanceler da Justiça e pela Comissão de Direito Constitucional
. A utilização de poderes de emergência está subordinada a vários requisitos, como a necessidade e a proporcionalidade, e deve ser limitada no tempo. Após a aplicação dos poderes de emergência entre 16 de março e 16 de junho de 2020, foi novamente declarado o estado de emergência entre 1 de março de 2021 e 27 de abril de 2021. A maioria das medidas tomadas no contexto da pandemia de COVID-19 foram adotadas com base no direito comum
. O chanceler da Justiça observou que, em geral, os princípios do Estado de direito têm sido devidamente respeitados, embora tenham sido detetados alguns problemas, como a aplicação excessivamente ampla do direito comum e a insuficiente fundamentação das medidas de emergência em algumas ocasiões. A Comissão de Direito Constitucional chamou a atenção para a necessidade de uma revisão aprofundada da regulamentação do estado de emergência após o fim das atuais circunstâncias excecionais.
Prevê-se que seja apresentada ao Parlamento uma lei que clarifique a repartição de competências entre o Chanceler da Justiça e o Provedor de Justiça Parlamentar. O Chanceler da Justiça e o Provedor de Justiça Parlamentar são os dois garantes independentes da legalidade e dos direitos fundamentais previstos na Constituição finlandesa. Desempenham funções semelhantes e simultâneas para supervisionar as atividades das autoridades públicas e controlar o respeito dos princípios da legalidade e do Estado de direito no exercício da autoridade pública pelo Governo, pelas instituições públicas e pelos tribunais
, embora exista alguma especialização na prática
. Em 2018, foi lançada uma reforma com o objetivo de reduzir as sobreposições de funções das instituições e permitir a sua maior especialização. A pandemia de COVID-19 atrasou a adoção da reforma, que deverá ser apresentada ao Parlamento no outono de 2021
. A reforma foi ativamente promovida tanto pelo provedor de Justiça Parlamentar como pelo chanceler da Justiça, que esperam igualmente uma melhoria da eficiência no exercício das suas funções. No contexto da pandemia de COVID-19, houve um aumento significativo na carga de trabalho, devido a uma série de queixas dirigidas a ambas as instituições contra as medidas adotadas pelas autoridades, exigindo que o chanceler da Justiça realizasse um controlo prévio da legalidade da legislação relacionada com a pandemia de COVID-19.
No outono, será eleito o novo Conselho Consultivo para a Política da Sociedade Civil, que desempenha um papel importante no espaço civil. O espaço cívico na Finlândia é considerado aberto
. Além das consultas formais sobre a nova legislação, existe uma longa tradição de participação das organizações da sociedade civil na preparação das políticas governamentais, embora o nível do seu envolvimento varie consoante as instituições governamentais
. Um dos mecanismos para envolver a sociedade civil no processo de decisão é o Conselho Consultivo para a Política da Sociedade Civil, uma plataforma com a missão de promover a interação entre as autoridades públicas e a sociedade civil e de melhorar o quadro para a sociedade civil. O Conselho é composto de representantes de organizações da sociedade civil
e de várias autoridades governamentais, e formula recomendações sobre a política da sociedade civil, as quais, na sua perspetiva, são devidamente tidas em conta pelas autoridades
. O mandato do Conselho anterior terminou em fevereiro de 2021, com um novo conselho a ser eleito no outono de 2021. O Conselho anterior centrou-se em dois domínios principais, designadamente o reforço da autonomia das organizações da sociedade civil e o impacto da globalização nas organizações da sociedade civil.
Anexo I: Lista das fontes por ordem alfabética*
* A lista de contributos recebidos no contexto da consulta para o Relatório de 2021 sobre o Estado de Direito está disponível em:
https://ec.europa.eu/info/policies/justice-and-fundamental-rights/upholding-rule-law/rule-law/rule-law-mechanism/2021-rule-law-report-targeted-stakeholder-consultation
.
Centro para o Pluralismo e a Liberdade dos Meios de Comunicação Social (2021), Monitor do Pluralismo dos Meios de Comunicação Social 2021 (
https://cmpf.eui.eu/media-pluralism-monitor/mpm-2021/
).
CEPEJ (2020), Study on the functioning of the judicial systems in the EU Member States (não traduzido para português).
Chanceler da Justiça (2021), Contributo para o Relatório de 2021 sobre o Estado de Direito.
CIVICUS, Monitor tracking civic space — Finland (não traduzido para português) (
https://monitor.civicus.org/country/finland/
).
Comissão Europeia (2020), Relatório de 2020 sobre o Estado de Direito — Capítulo relativo à Finlândia.
Comissão Europeia (2021), Painel de Avaliação da Justiça na UE.
Conselho da Europa, Plataforma para promover a proteção do jornalismo e a segurança dos jornalistas — Finlândia (
https://www.coe.int/en/web/media-freedom/finland
).
Direção-Geral da Comunicação (2020), Eurobarómetro Especial n.º 502: Corruption (não traduzido para português).
Direção-Geral da Comunicação (2020), Eurobarómetro Flash n.º 482: Businesses' attitudes towards corruption in the EU (não traduzido para português).
Diretiva 2010/13/UE relativa à coordenação de certas disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros respeitantes à oferta de serviços de comunicação social audiovisual (Diretiva Serviços de Comunicação Social Audiovisual).
Diretiva (UE) 2019/1937 relativa à proteção das pessoas que denunciam violações do direito da União.
Governo finlandês (2019), Programa do Governo Inclusive and competent Finland — a socially, economically and ecologically sustainable society (não traduzido para português).
Governo finlandês (2020), Plano de ação para legislar melhor (Paremman sääntelyn toimintaohjelma) (
https://valtioneuvosto.fi/-/1410853/paremman-saantelyn-toimintaohjelmalla-tehostetaan-lainvalmistelua
).
Governo finlandês (2020), Plano de execução do plano de ação para legislar melhor (
https://api.hankeikkuna.fi/asiakirjat/6319b68b-eb2a-4cf2-a88d-fdcf6b6773dd/4674d456-c494-48b3-b693-0b419e224882/LIITE_20200818131744.pdf
).
Governo finlandês (2020), Relatório do relator nomeado pelo Governo sobre campanhas de ódio, assédio sistemático e perseguição: avaliação da legislação (Järjestelmällinen häirintä ja maalittaminen: Lainsäädännön arviointia) (
https://julkaisut.valtioneuvosto.fi/handle/10024/162579
).
Governo finlandês (2020d), Estudo sobre o impacto dos limites de rendimento para apoio judiciário público (Selvitys julkisen oikeusavun tulorajojen vaikutuksista) (
https://tietokayttoon.fi/-/selvitys-julkisen-oikeusavun-tulorajojen-vaikutuksista
).
Governo finlandês (2021), Código de Conduta dos Funcionários (Virkamieseettinen toimintaohje) (
https://julkaisut.valtioneuvosto.fi/handle/10024/163089
).
Governo finlandês (2021), Contributo da Finlândia para o relatório de 2020 sobre o Estado de direito.
GRECO (2017), Quinto ciclo de avaliações — Relatório de avaliação da Finlândia intitulado Preventing corruption and promoting integrity in central Governments (top executive functions) and law enforcement agencies (não traduzido para português).
Hirvola, Aino, Mikkonen, Salla, Skippari, Mika e Tiensuu, Paul (2021), Para uma atividade de lóbi mais aberta: estado atual das práticas de lóbi na Finlândia a nível do governo central (Oikeusministeriön julkaisuja, Selvityksiä ja ohjeita 2021) (
https://julkaisut.valtioneuvosto.fi/bitstream/handle/10024/162855/OM_2021_6_SO.pdf?sequence=1&isAllowed=y
).
Ministério da Justiça (2019), Comunicado de imprensa, Preparation of transparency register begins (não traduzido para português) (12 de março de 2019) (
https://oikeusministerio.fi/-/avoimuusrekisterin-valmistelu-alkaa?languageId=en_US
).
Ministério da Justiça (2019), Portal de informações sobre projetos governamentais (registo de transparência) (
https://oikeusministerio.fi/en/project?tunnus=OM033:00/2019
).
Ministério da Justiça (2020), Comunicado de imprensa, Grupo de trabalho para preparar uma estratégia de combate à corrupção (Työryhmä valmistelemaan korruptionvastaista strategiaa), (24 de abril de 2020, em finlandês e sueco) (
https://valtioneuvosto.fi/-/1410853/tyoryhma-valmistelemaan-korruptionvastaista-strategiaa
).
Ministério da Justiça (2020), Resumo dos pareceres sobre o alargamento do âmbito de aplicação da Lei relativa à abertura das atividades governamentais (Julkisuuslain soveltamisalan laajentaminen — lausuntotiivistelmä 2020:13) (
https://julkaisut.valtioneuvosto.fi/bitstream/handle/10024/162509/OM_2020_13_ML.pdf?sequence=1
).
Ministério da Justiça (2021), Comunicado de imprensa, A corrupção deve ser combatida de forma abrangente e a longo prazo (Korruptiota torjutaan kokonaisvaltaisesti ja pitkäjänteisesti) (
https://oikeusministerio.fi/sv/-/korruption-ska-bekampas-pa-ett-overgripande-och-langsiktigt-satt?languageId=fi_FI
).
Ministério da Justiça, Combatting corruption in Finland (não traduzido para português) [
Combating corruption in Finland — Anti-corruption.fi (korruptiontorjunta.fi)
].
Ministério das Finanças (2021), Formação de um grupo de trabalho para criar um canal para denunciantes (
https://api.hankeikkuna.fi/asiakirjat/3476e3a2-b415-4704-b68a-1a451c15bf6b/ad5d57c2-418f-4652-9daf-71fc01b821d0/ASETTAMISPAATOS_20210429060832.pdf
).
Ministério das Finanças (2021b), Hospitalidade, benefícios e ofertas (Vieraanvaraisuudesta, eduista ja lahjoista) [
Määräys tai Ohje (vm.fi)
].
Ministério dos Assuntos Económicos e do Emprego (2020), Anti-corruption Guide for SMEs (não traduzido para português) (
https://julkaisut.valtioneuvosto.fi/handle/10024/162227
).
Ministério Público (2019), Comunicado de imprensa, The National Prosecution Authority will start to operate as a single bureau on 1 October (não traduzido para português), (30 de setembro de 2019), (
https://syyttajalaitos.fi/en/-/syyttajalaitos-aloittaa-toimintansa-yhtena-virastona-1-lokakuuta
).
Ministério Público (2021), Demonstrações financeiras do Ministério Público para 2020 (Syyttäjälaitoksen tilinpäätös 2020).
OCDE (2017), Implementing the OECD anti-bribery convention. Phase 4 two-year follow-up report: Finland (não traduzido para português) (
https://www.oecd.org/corruption/Finland-phase-4-follow-up-report-ENG.pdf
).
OCDE (2020), Implementing the OECD anti-bribery convention. Phase 4 written follow-up report by Finland (não traduzido para português) (
https://www.oecd.org/officialdocuments/publicdisplaydocumentpdf/?cote=DAF/WGB(2019)3/FINAL&docLanguage=En
).
OECD (2020), Bribery and corruption news, OECD recognises Finland’s commitment to combat corruption, but is concerned about lack of foreign bribery enforcement (não traduzido para português) (20 de outubro de 2020) (
https://www.oecd.org/corruption/oecd-recognises-finland-s-commitment-to-combat-corruption-but-is-concerned-about-lack-of-foreign-bribery-enforcement.htm
).
Rede Europeia dos Conselhos de Justiça (2021), Contributo da RECJ para o Relatório de 2021 da Comissão Europeia sobre o Estado de Direito.
Repórteres Sem Fronteiras — Finlândia (
https://rsf.org/en/finland
).
Sindicato dos Jornalistas na Finlândia (3 de dezembro de 2019), Journalists’ Support Fund launched (não traduzido para português) (
https://journalistiliitto.fi/en/journalists-support-fund-launched/
).
Transparência Internacional (2021), Índice de Perceção da Corrupção de 2020.
Tribunal de Contas, Oversight of Election Campaign and Political Party Financing (não traduzido para português) [
Oversight of Election Campaign and Political Party Financing (vaalirahoitusvalvonta.fi)
].
YLE (12 de maio de 2021), A Traficom vai suspender os contratos de trabalho de até 56 pessoas (Traficom irtisanoo enintään 56 henkeä) (
https://yle.fi/uutiset/3-11929800
).
Anexo II: Visita à Finlândia
Em março de 2021, os serviços da Comissão realizaram reuniões virtuais com:
·Rede de Cooperação Anticorrupção
·Presidente do antigo Conselho Consultivo para a Política da Sociedade Civil
·Chanceler da Justiça
·Conselho dos Meios de Comunicação Social da Finlândia
·Unidade de Informação Financeira
·Associação de Juízes finlandeses
·Ordem dos Advogados da Finlândia
·Associação Finlandesa dos Meios de Comunicação
·Conselho de Formação Judicial
·Ministério dos Assuntos Económicos e do Emprego
·Ministério das Finanças
·Ministério da Justiça
·Ministério dos Transportes e das Comunicações
·Ministério dos Assuntos Sociais e da Saúde
·Instituto Nacional do Audiovisual
·Gabinete Nacional de Investigação
·Administração Nacional dos Tribunais
·Ministério Público
·Provedor de Justiça Parlamentar
·Gabinete do Primeiro-Ministro
·Supremo Tribunal
·Traficom
·Transparência Internacional — Finlândia
·Sindicato de Jornalistas da Finlândia
* A Comissão reuniu ainda com as seguintes organizações em reuniões de concertação:
·Amnistia Internacional
·Centro para os Direitos Reprodutivos
·CIVICUS
·União das Liberdades Civis na Europa
·Sociedade Civil Europa
·Conferência das Igrejas Europeias
·EuroCommerce
·Centro Europeu da Legislação sem Fins Lucrativos
·Centro Europeu para a Liberdade de Imprensa e dos Meios de Comunicação Social
·Fórum Cívico Europeu
·Federação Europeia de Jornalistas
·Parceria Europeia para a Democracia
·Fórum Europeu da Juventude
·Front Line Defenders
·Fundação Human Rights House
·Human Rights Watch
·ILGA-Europa
·Comissão Internacional de Juristas
·Federação Internacional dos Direitos Humanos
·Rede Europeia da Federação Internacional para o Planeamento Familiar (IPPF EN)
·Instituto Internacional da Imprensa
·Comité de Helsínquia — Países Baixos
·Instituto de Política Europeia da Sociedade Aberta
·Philanthropy Advocacy
·Protection International
·Repórteres sem Fronteiras
·Transparência Internacional — UE