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13.2.2018 |
PT |
Jornal Oficial da União Europeia |
C 54/66 |
Parecer do Comité das Regiões Europeu — Uma estratégia espacial para a Europa
(2018/C 054/12)
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RECOMENDAÇÕES POLÍTICAS
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1. |
Tal como referido na comunicação — Uma estratégia espacial para a Europa, o espaço é importante para a Europa. A Europa tem vários exemplos bem-sucedidos no domínio da tecnologia espacial, incluindo capacidades únicas de observação da Terra, localização geográfica e missões de exploração. As tecnologias, os dados e os serviços espaciais tornaram-se indispensáveis na vida quotidiana dos cidadãos europeus e devem continuar a ser sistematicamente desenvolvidos. |
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2. |
O espaço também tem uma importância estratégica para a Europa, o que deve ser valorizado, uma vez que reforça o papel da Europa enquanto interveniente mundial de peso e constitui um valor acrescentado para a sua segurança e defesa. A política espacial pode ajudar a fomentar o emprego, o crescimento e o investimento na Europa. Investir no espaço desafia os limites da ciência e da investigação. Por conseguinte, o Comité das Regiões Europeu (CR) apoia firmemente o apelo do Parlamento Europeu (1) para que seja apresentada uma estratégia de comunicação abrangente sobre os benefícios das tecnologias espaciais, dirigida aos cidadãos e às empresas. |
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3. |
O objetivo é identificar formas concretas de as tecnologias, os dados e os serviços espaciais apoiarem as inúmeras ações e as principais prioridades políticas da UE em domínios como a competitividade da economia europeia, a migração, a luta contra as alterações climáticas, o mercado único digital e a utilização sustentável dos recursos naturais. |
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4. |
O CR congratula-se com o facto de a União Europeia e a Agência Espacial Europeia (AEE) congregarem esforços para aprofundar a cooperação europeia no domínio espacial através da assinatura da Declaração Conjunta UE-AEE sobre uma visão e objetivos partilhados, em 26 de outubro de 2016. Embora a AEE tenha os seus próprios objetivos, a cooperação com os Estados-Membros e as instituições da UE pode criar sinergias. É muito positivo que a AEE e a UE tenham logrado estabelecer uma posição comum em relação à visão e aos objetivos de longo prazo (2), proporcionando um quadro coerente para a UE e a AEE no âmbito da aplicação das estratégias pertinentes. No contexto da cooperação, há que evitar a todo o custo sobreposições ou uma concorrência prejudicial. |
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5. |
O CR congratula-se com o facto de a Europa e os Estados-Membros disporem de uma Agência Espacial Europeia com mais de cinquenta anos de experiência na criação de capacidades europeias no desenvolvimento de tecnologias e aplicações espaciais em todos os domínios das atividades espaciais. Este papel deve ser mantido e reforçado para o desenvolvimento socioeconómico nas regiões e, entre outros, no domínio da especialização inteligente. |
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6. |
O CR está convencido de que a estratégia espacial para a UE só funcionará a longo prazo mediante a participação ativa de todos os Estados-Membros. Só assim, também, será possível assegurar que a indústria espacial europeia gerará crescimento e emprego. Este objetivo pode ser alcançado através de ações específicas e concretas, com especial destaque para o reforço de capacidades e a participação dos Estados-Membros que estão agora a entrar no setor espacial. |
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7. |
A formação de engenheiros, técnicos e cientistas é crucial para a indústria europeia. A criação de centros de competências e excelência, bem como de centros de aprendizagem ao longo da vida, reforça o mercado de trabalho europeu e o desenvolvimento de infraestruturas para experiências, ensaios e novas capacidades de cálculo e análise, contribuindo, dessa forma, para alargar continuamente os conhecimentos e as competências no setor das ciências espaciais e domínios conexos. É nesta base que se deve desenvolver a estratégia espacial europeia. |
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8. |
O envolvimento dos jovens e o seu entusiasmo e motivação são um investimento no futuro da Europa. É preciso investir mais na sensibilização e na promoção de exemplos bem-sucedidos que demonstrem o papel dos cidadãos europeus no desenvolvimento de sistemas complexos (na Terra e no desenvolvimento de satélites). Os benefícios da política espacial para a sociedade revelam-se de diferentes formas, nomeadamente nas tecnologias da comunicação, na viabilização de um intercâmbio de informações em tempo real, nos sistemas de vigilância contínua de alta resolução, numa resposta rápida a catástrofes naturais, no apoio à agricultura, à silvicultura, às pescas e ao transporte marítimo, nos controlos reforçados das fronteiras, nos controlos de segurança e em muitas outras aplicações. |
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9. |
A necessidade de pequenos satélites eficientes em termos de custos para fins de comunicação e vigilância está constantemente a aumentar. No que diz respeito às aplicações e serviços no domínio da observação da Terra, regista-se uma rápida melhoria das capacidades técnicas dos pequenos satélites e a emergência de novas aplicações, tanto para o controlo e gestão das terras agrícolas como para as previsões meteorológicas, sobretudo mediante evoluções nas novas tecnologias de radar. Por conseguinte, a UE deve centrar-se em dar continuidade aos programas Copernicus e Galileo, de forma a poder acompanhar o desenvolvimento a nível mundial deste mercado. |
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10. |
Uma série de consultas assinalaram a necessidade de cooperação internacional a alto nível (3) nos domínios da economia, da sociedade e da diplomacia, a fim de assegurar o acesso ao espaço pelos Estados-Membros e a segurança das infraestruturas espaciais. Isto diz respeito tanto aos detritos espaciais, à necessidade de órbitas livres, bem como a acordos sobre as frequências e a gestão do tráfego espacial. Os assuntos espaciais devem ser regulados por acordos internacionais. Os órgãos de poder local e regional estão bem colocados para servirem de intermediários entre várias comunidades (grupos societais, consumidores, empresas e cientistas). |
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11. |
O sucesso e a sustentabilidade da indústria espacial europeia dependem da utilização e do tratamento de grandes volumes de dados e informações provenientes de fontes diversas (Big Data). Soluções inovadoras, novas práticas, maior segurança e melhor proteção contra ciberataques só podem ser asseguradas se as empresas dispuserem de um melhor acesso aos dados e houver uma cooperação inspiradora com cientistas, universidades e o setor público. |
Observações gerais
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12. |
A comunicação em apreço sobre a estratégia espacial para a Europa tem em conta e baseia-se, em certa medida, nos anteriores pareceres do CR relacionados com este tema, incluindo os pareceres sobre o tema «Para uma estratégia espacial da União Europeia ao serviço do cidadão» e a «Política industrial espacial da UE», bem como no relatório da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu sobre as capacidades espaciais para a segurança e a defesa europeias, no estudo sobre o desenvolvimento do mercado espacial na Europa (Space Market Uptake in Europe), nas recomendações sobre a necessidade de conferir uma dimensão regional à estratégia espacial europeia (Recommendations on adding a regional dimension to the European Space Strategy), publicadas em abril de 2016 pela rede NEREUS, e nas orientações sobre eventuais prioridades para a investigação e a inovação no programa de trabalho 2018-2020 (Advice on potential priorities for Research and Innovation in the work programme 2018-2020) do grupo consultivo para as questões espaciais do programa Horizonte 2020. |
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13. |
A estratégia espacial para a Europa é uma resposta concreta à evolução internacional no setor espacial, em que a concorrência se tem acentuado devido ao novo paradigma denominado «New Space», que surgiu na década de 1980 nos Estados Unidos da América, com o aparecimento de empresas no mercado procurando operar no setor espacial. A digitalização e as tecnologias digitais abrem novas oportunidades comerciais, ao passo que as grandes mudanças tecnológicas estão a abalar os modelos industriais e empresariais tradicionalmente usados para aceder e utilizar o espaço. |
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14. |
A cooperação de todas as instituições é necessária, na medida em que o setor espacial se caracteriza por longos ciclos de desenvolvimento, o que aumenta os riscos do mercado, uma vez que o potencial de mercado para novas aplicações tem de ser avaliado com muita antecedência e é difícil adaptar o inventário existente. Assim, poderá ser difícil para os empresários que queiram entrar no setor espacial encontrar investidores, dado que é muito difícil adaptar o mercado cíclico e o inventário existente às mudanças na procura. |
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15. |
A UE e a AEE devem intensificar os seus esforços de cooperação, a fim de apoiar os Estados-Membros nas atividades de investigação e desenvolvimento no setor espacial europeu, reforçar a utilização de programas de aquisição inovadores, incentivar mais os investimentos do setor privado e as parcerias com a indústria e promover o desenvolvimento de mini-satélites e nano-satélites. |
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16. |
A UE e a AEE devem conceber, em conjunto, atividades de comunicação e planos de aplicação da tecnologia, a fim de aplicar com eficácia os resultados obtidos em diversos domínios com as atividades de investigação e desenvolvimento. Os desafios globais decorrentes do aumento populacional, de uma maior procura de recursos e das alterações climáticas requerem informações sobre o nosso planeta que só podem ser fornecidas através de soluções baseadas no espaço. |
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17. |
O CR identificou as seguintes prioridades específicas:
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Papel das «regiões espaciais» na aplicação da estratégia espacial europeia
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18. |
O CR congratula-se com o facto de a Estratégia Espacial para a Europa reconhecer a importância da participação regional na sua aplicação, em particular, através da adoção de medidas concretas pela Comissão em conjunto com a Agência do GNSS Europeu, que é responsável pelo Serviço Europeu Complementar de Navegação Geoestacionário (EGNOS) e pelo programa Galileo, como demonstram as redes de gabinetes «Copernicus Relays» e «Copernicus Academy», para apoiar a promoção da utilização de dados recolhidos por deteção à distância e respetivas aplicações; |
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19. |
A dimensão regional é essencial para que os utilizadores aproveitem melhor as vantagens do espaço e, dessa forma, sejam colocados no cerne da estratégia espacial europeia. Os órgãos de poder local e regional têm capacidade e disponibilidade para participar na execução da política espacial europeia, uma vez que esta também apoia estratégias de especialização inteligente em muitas regiões. |
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20. |
O CR congratula-se com o facto de várias regiões terem aderido à rede NEREUS (Rede de Regiões Europeias Utilizadoras de Tecnologias Espaciais), o que corrobora a importância crescente do setor espacial para a economia das regiões. O objetivo da rede NEREUS é tirar pleno partido do potencial da tecnologia espacial em benefício das regiões europeias no domínio da I&D e da sua competitividade económica, destacar a dimensão regional das políticas espaciais a nível político e promover uma abordagem ascendente para as atividades espaciais europeias. Importa destacar as medidas das regiões que aderiram à rede NEREUS. Os órgãos de poder regional têm potencial e experiência no domínio da integração das atividades de intervenientes oriundos dos setores empresarial e científico, bem como das instituições públicas e das organizações da sociedade civil, que devem ser utilizados para estabelecer parcerias para a aplicação de medidas no quadro da estratégia espacial europeia. |
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21. |
A política espacial da UE necessita de ter uma ideia clara sobre o modo como a sociedade, a economia e a política europeias podem contribuir para a exploração do potencial do espaço. A política espacial também deve ter mais peso noutras políticas regionais da UE, na medida em que abre, por exemplo, novas possibilidades no âmbito dos objetivos nos seguintes domínios: Agenda Urbana da UE, soluções para cidades inteligentes, energia inteligente, ordenamento urbano, agricultura, política para as alterações climáticas, etc. |
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22. |
Os órgãos de poder regional, que exercem competências fundamentais para promover a ciência e a tecnologia, bem como o desenvolvimento socioeconómico das suas unidades territoriais, devem ser considerados coordenadores da política espacial regional. O potencial e a experiência de que dispõem no domínio da integração das atividades de intervenientes oriundos dos setores empresarial e científico, bem como das instituições públicas e das organizações da sociedade civil, devem ser utilizados para estabelecer parcerias para a aplicação de medidas no quadro da estratégia espacial europeia. |
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23. |
A Agência Espacial Europeia tem vindo a desenvolver uma série de iniciativas com as regiões, incluindo a rede europeia de gabinetes ESERO (Space Education Resource Offices). Importa potenciar os benefícios destas iniciativas e incentivar ainda mais o seu desenvolvimento. |
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24. |
A Comissão deve desenvolver ações destinadas a apoiar as atividades ligadas a agrupamentos regionais, gabinetes de ligação, agências, universidades e institutos de investigação, e a fomentar a aplicação multissetorial dos produtos e serviços espaciais. |
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25. |
No que diz respeito aos requisitos e poderes das autoridades públicas, a Comissão deverá igualmente definir os critérios para a avaliação da utilidade pública dos serviços espaciais, que ela própria e as autoridades nacionais poderiam utilizar para avaliar a elegibilidade dos pedidos de apoio à implantação de serviços e aplicações apresentados por utilizadores potenciais. |
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26. |
O CR apoia a elaboração e a execução deste programa espacial europeu abrangente e ambicioso, que tem por base os resultados obtidos até à data e que prossegue e desenvolve os eixos principais da vigilância ambiental, das alterações climáticas, da segurança, da competitividade e da exploração do espaço. |
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27. |
É de prever que os utilizadores, tal como os órgãos de poder local e regional e as empresas, continuem a necessitar dos incentivos e do apoio da UE e dos Estados-Membros. Tendo em conta a capacidade de inovação do setor espacial e a sua importância para a economia, o CR insta a que sejam exploradas novas vias para o financiamento do desenvolvimento e a utilização em larga escala das aplicações, recorrendo aos fundos estruturais e ao setor bancário, em colaboração com a AEE. Face aos problemas com o financiamento do investimento em projetos de investigação e desenvolvimento, é oportuno reforçar a possibilidade de financiar projetos de investigação que envolvam instituições científicas e de investigação, bem como operadores económicos. |
Contributo para os principais programas europeus EGNOS e Galileo (navegação por satélite) e Copernicus (monitorização do ambiente e da segurança)
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28. |
O CR está convicto de que a UE deve assegurar o financiamento da fase operacional do programa Galileo (por exemplo, a manutenção e a renovação dos satélites, medidas para assegurar a integridade do sistema, operações no solo e acesso aos dados), pois só desse modo os efeitos económicos desejados serão assegurados de forma duradoura. |
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29. |
A fase operacional do programa Copernicus é crucial para o êxito económico das inovações tecnológicas, mas continuará a ser necessário apoio financeiro para suportar os custos iniciais da utilização de nova tecnologia por um vasto leque de utilizadores. |
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30. |
No futuro, a Comissão deve assegurar o financiamento a longo prazo da gestão operacional das infraestruturas do programa Copernicus com recursos provenientes do orçamento da UE, a fim de assegurar simultaneamente a sustentabilidade financeira, a transparência e o controlo democrático do financiamento. |
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31. |
É urgente criar grandes centros de dados para o pré-tratamento e o armazenamento dos dados descarregados do Copernicus. A possibilidade de recorrer a dados históricos é também muito importante para o desenvolvimento de novos serviços e aplicações neste domínio, bem como a capacidade de transmissão atempada de grandes volumes de dados para a sua utilização. |
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32. |
O CR sublinha o importante papel dos sistemas de vigilância do espaço e de navegação por satélite, como os programas Galileo e Copernicus, que permitem responder atempadamente a catástrofes naturais, como sismos, incêndios florestais, deslizamentos de terras e inundações, e solicita que este aspeto seja devidamente tido em conta no desenvolvimento de serviços a jusante para os órgãos de poder local e regional. Uma estratégia espacial eficaz é uma componente essencial de um desenvolvimento sustentável e resistente, contribuindo para salvar vidas e proteger o ambiente e os bens materiais. |
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33. |
Para poder utilizar os dados dos programas Copernicus e Galileo e, nessa base, desenvolver novos serviços, são necessárias alterações jurídicas para alinhar estas medidas com outras medidas da política regional, energética e ambiental, agrícola e de monitorização ambiental que utilizem dados de localização. É necessário assegurar que os dados gerados por esses programas também podem ser utilizados para a comunicação de informações a nível da UE e que, quando possível, este procedimento pode ser aplicado de acordo com a lei. |
Dupla utilização dos dados espaciais para a segurança e a defesa
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34. |
As capacidades e aos serviços espaciais desempenham um papel importante na defesa e na segurança europeias pelo facto de permitirem não só a execução coerente de uma política comum de segurança e defesa, como também a articulação da política da UE com a ação externa, a gestão das fronteiras, a segurança marítima, a política para as alterações climáticas, a segurança energética, a gestão de catástrofes, a ajuda humanitária e os transportes. Importa reforçar a parceria estratégica com outros países que desenvolvem programas espaciais, a fim de assegurar a independência da Europa em relação às tecnologias espaciais fundamentais e o acesso ao espaço. |
Participação mais ativa dos Estados-Membros e grupos sociais nas diferentes atividades no contexto da execução da estratégia espacial para a Europa
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35. |
Todos os Estados-Membros têm de ter acesso aos serviços espaciais e às novas possibilidades que visam estimular a economia e alargar os conhecimentos de que dispõem. Há que aumentar a sensibilização para a forma como o espaço poderia ser utilizado eficazmente em variadíssimos domínios no setor público, incluindo a nível regional, apoiando estas regiões não só através do desenvolvimento de competências, como também através de vários mecanismos de financiamento. |
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36. |
As tecnologias espaciais podem ser úteis no setor público, por exemplo, para a monitorização diária de um território, a avaliação do estado dos recursos naturais (água doce, orlas costeiras, qualidade do ar, etc.) e das florestas, bem como para a avaliação das reservas de madeira, a gestão de terrenos agrícolas e a verificação do regime de auxílios, a identificação precoce e a prevenção da construção ilegal, a utilização da energia solar e eólica, a melhoria da eficiência energética dos edifícios, e em muitos outros casos. |
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37. |
Impõe-se a adoção de medidas suplementares para sensibilizar mais a sociedade europeia para os benefícios do espaço, sendo também necessários mais especialistas e funcionários com formação, bem como mais engenheiros e cientistas, a fim de criar o necessário valor acrescentado para a sociedade e reforçar a cooperação com as organizações públicas e privadas e as empresas. Importa conferir a máxima prioridade a uma nova política espacial orientada para as necessidades reais dos cidadãos, que inclua iniciativas locais, o intercâmbio de experiências, a criação de sinergias entre diferentes áreas funcionais, bem como ações de informação e de sensibilização. |
Definição de ações educativas e de sensibilização específicas com o objetivo de suscitar o interesse das gerações mais jovens
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38. |
A estratégia espacial deve assentar no firme apoio e interesse das gerações mais jovens. A geração do milénio cresceu num mundo em que novas aplicações são um dado adquirido, não apenas para fins financeiros, mas também para a vida quotidiana. As novas ideias e perspetivas, apresentadas pelos jovens, devem ser incentivadas. |
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39. |
A nova estratégia espacial europeia não é suficientemente inspiradora para a geração jovem. O espaço deveria ser uma fonte de inspiração e motivação e contribuir para melhorar a vida das pessoas. Na estratégia devem ser abordadas, sobretudo, a promoção da educação e a sensibilização dos cidadãos em relação às informações e aos dados baseados no espaço. A inclusão de atividades espaciais nos currículos das escolas, universidades e instituições que, no âmbito do denominado «ensino não formal», promovem a divulgação dos progressos científicos contribuiria, de forma decisiva, para atrair a atenção para este importante setor. |
Outras medidas do CR para uma aplicação bem-sucedida da estratégia espacial para a Europa
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40. |
O CR convida a Comissão, o Parlamento Europeu e o Conselho a debaterem e a apoiarem a estratégia em apreço, assim como a prosseguirem a sua execução eficaz, em estreita cooperação com os municípios e as regiões e todas as partes interessadas pertinentes. |
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41. |
Para chamar a atenção para a importância do setor espacial a nível regional e para aproveitar o melhor possível as oportunidades oferecidas aos municípios e às regiões pela política espacial europeia, serão organizadas reuniões dedicadas especificamente ao setor do espaço no âmbito da Comissão do Ambiente, Alterações Climáticas e Energia do CR. Tal é necessário, em especial tendo em vista a revisão intercalar do programa espacial da UE, em 2017. |
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42. |
O CR pode contribuir de forma mais eficaz para a implantação e a execução, a nível local e regional, do programa Copernicus se participar como membro de pleno direito no fórum de utilizadores deste programa e puder enviar um representante oficial para o fórum. Seria, assim, dado destaque à importância dos intervenientes locais para a utilização dos dados do programa Copernicus. |
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43. |
Para uma aplicação bem-sucedida da estratégia espacial europeia, há que promover parcerias entre a Comissão, os Estados-Membros, a AEE, a EUMETSAT, bem como autoridades, partes interessadas, setores, investigadores e comunidades de utilizadores em outros domínios. O CR pode ser um parceiro importante nesse contexto. |
Bruxelas, 11 de outubro de 2017.
O Presidente do Comité das Regiões Europeu
Karl-Heinz LAMBERTZ
(1) Resolução do Parlamento Europeu, de 12 de setembro de 2017, sobre uma Estratégia Espacial para a Europa.
(2) http://www.esa.int/About_Us/Welcome_to_ESA/Joint_statement_on_shared_vision_and_goals_for_the_future_of_Europe_in_space_by_the_EU_and_ESA.
(3) High Level Forum — Space as a driver for socio-economic sustainable development [Fórum de Alto Nível — O espaço como fator de desenvolvimento socioeconómico sustentável], Dubai, 24 de novembro de 2016.