COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES ESTRATÉGIA EUROPEIA PARA OS COMPONENTES E SISTEMAS MICRO E NANOELETRÓNICOS /* COM/2013/0298 final */
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO
EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS
REGIÕES ESTRATÉGIA EUROPEIA PARA OS COMPONENTES E
SISTEMAS MICRO E NANOELETRÓNICOS 1. Introdução Os componentes e sistemas micro e nanoeletrónicos[1] não são
apenas essenciais para os produtos e serviços digitais; estão também na base da
inovação e da competitividade de todos os principais setores económicos. Os
automóveis, aviões e comboios atuais são mais seguros, mais eficientes do ponto
de vista energético e mais confortáveis graças aos seus componentes
eletrónicos. O mesmo se pode dizer de grandes setores como os dos equipamentos
médicos e de saúde, dos eletrodomésticos, das redes energéticas e dos sistemas
de segurança. Esta é a razão pela qual a micro e a nanoeletrónica é uma
tecnologia facilitadora essencial (KET)[2]
e é fundamental para o crescimento e o emprego na União Europeia (UE). A presente comunicação delineia uma estratégia
destinada a reforçar a competitividade e a capacidade de crescimento da
indústria da micro e da nanoeletrónica na Europa. Em consonância com a nova
política industrial[3],
o objetivo é que a Europa se mantenha na primeira linha a nível da conceção e
do fabrico destas tecnologias e garanta benefícios para toda a economia. A estratégia abrange instrumentos políticos a
nível regional, nacional e da UE, incluindo um apoio financeiro à investigação,
desenvolvimento e inovação (I&D&I), o acesso a investimento de capital
(CAPEX), bem como a melhoria e a melhor utilização da legislação aplicável. A
estratégia baseia-se nos trunfos da Europa[4] e em polos regionais de excelência. Abrange
toda a cadeia de valor, desde o fabrico de materiais e equipamentos até à
conceção e produção em massa de componentes e sistemas micro e nanoeletrónicos.
A importância do setor e os desafios com os
quais estão confrontadas as partes interessadas na UE exigem ações urgentes e
ambiciosas, de modo a não deixar qualquer elo fraco nas cadeias de valor e de
inovação da Europa. A tónica é colocada nos seguintes pontos: ·
Atrair e canalizar investimentos de apoio a um
roteiro europeu para a liderança industrial no domínio da micro e da
nanoeletrónica. ·
Criar um mecanismo a nível da UE que permita
combinar e centrar o apoio dos Estados-Membros, da UE e do setor privado à
I&D&I em micro e nanoeletrónica. ·
Tomar medidas para reforçar a competitividade da
Europa na perspetiva do estabelecimento de condições de concorrência
equitativas a nível mundial no que respeita aos auxílios estatais, para apoiar
o desenvolvimento da atividade económica nesta área e as PME e para corrigir o
problema da falta de qualificações. 2. Por que razão a micro e a nanoeletrónica
são essenciais para a Europa? 2.1. Um setor de atividade
importante, com forte potencial de crescimento e um enorme impacto económico A microeletrónica e a nanoeletrónica estão na
base de uma parte significativa da economia mundial. O seu papel continuará a
crescer à medida que os futuros produtos e serviços se tornem mais digitais,
como ilustrado a seguir. ·
A nível mundial, o volume de negócios deste setor
em concreto foi, em 2012, de cerca de 230 mil milhões de euros[5]. O valor dos produtos que incluem componentes micro e nanoeletrónicos
representa cerca de 1 600 mil milhões de EUR a nível mundial. ·
Apesar das recentes dificuldades financeiras e
económicas, o mercado mundial da micro e da nanoeletrónica regista um
crescimento de 5 % ao ano desde 2000. Prevê-se um crescimento, no mínimo,
da mesma ordem de grandeza até ao fim da presente década. ·
O ritmo da inovação neste domínio é um dos
principais fatores que contribuem para as elevadas taxas de crescimento de todo
o setor digital, que tem hoje um valor total de cerca de 3 biliões de euros à
escala mundial[6]. ·
Na Europa, a micro e a nanoeletrónica são
responsáveis por 200 000 empregos diretos e por mais de 1 milhão de
empregos indiretos[7], sendo incessante a
procura de competências. ·
O impacto da micro e da nanoeletrónica em toda a
economia está estimado em 10 % do PIB mundial[8]. 2.2. Uma tecnologia fundamental
para enfrentar os desafios societais A micro e a nanoeletrónica não são apenas a
capacidade de processamento dos computadores pessoais e dos dispositivos
móveis. Satisfazem também as funções sensoras e atuadoras[9] encontradas, por exemplo, nos contadores inteligentes e nas redes
elétricas inteligentes para diminuir o consumo de energia, ou em implantes e
equipamentos médicos sofisticados para melhorar os cuidados de saúde e ajudar a
população idosa. Além disso, são a base para uma melhor segurança, para a segurança
e a eficiência do conjunto de sistemas de transporte e para a monitorização do
ambiente. Atualmente, nenhum desafio societal pode ser
enfrentado com êxito sem a eletrónica. 3. Uma paisagem industrial em evolução para
a micro e a nanoeletrónica 3.1. Progressos tecnológicos abrem
novas oportunidades São duas as principais linhas que caracterizam
o desenvolvimento tecnológico e conduzem à transformação das empresas. A
primeira é a do avanço da miniaturização dos componentes à escala nanométrica
segundo um roteiro internacional para o desenvolvimento tecnológico elaborado
pela indústria[10].
Esta é a linha conhecida por «more Moore», que visa conseguir um melhor
desempenho, custos mais baixos e menos consumo de energia[11]. Uma segunda linha visa diversificar as funções
de um chip através da integração de elementos à escala micrométrica,
tais como transístores de potência e interruptores eletromecânicos. A esta
linha chama-se «more than Moore». Está na base das inovações em muitos
domínios importantes, como os edifícios energeticamente eficientes, as cidades
inteligentes e os sistemas de transporte inteligentes. Além disso, estão a ser estudadas tecnologias
e arquiteturas totalmente novas e revolucionárias. Esta linha é muitas vezes
referida como «beyond CMOS»[12].
Exige investigação pluridisciplinar, compreensão profunda da física e da
química e excelência em engenharia. Além disso, para baixar os custos de produção,
a indústria aumenta igualmente, pouco a pouco, a dimensão do suporte material[13] para
produzir micro e nanoeletrónica. Essas transições a nível das normas de fabrico
exigem investimentos avultados em I&D&I e CAPEX. 3.2. I&D&I: subida dos
custos e ambiente mais concorrencial Uma maior miniaturização implica uma escalada
dos custos da I&D&I e dos CAPEX. A intensidade de I&D&I da
indústria da micro e da nanoeletrónica aumentou de 11 % em 2000 para
17 % em 2009[14].
Esta tendência parece manter-se. Tais investimentos elevados só podem ser
sustentados por uma produção em massa. A consolidação do setor está em curso, o que
poderá conduzir a uma situação em que apenas reste um pequeno número de atores
em todo o mundo e talvez nenhum na Europa. Estima-se que, para uma empresa de
semicondutores poder sustentar o investimento que lhe permite acompanhar o
desenvolvimento tecnológico, seja necessário deter uma quota de 10 % do
mercado mundial. É assim que se formam alianças mundiais entre
empresas, como, por exemplo, a aliança IBM, sediada em Nova Iorque, para a
tecnologia de bolachas de 300 mm e o Global 450 Consortium, centrado na
transição para as bolachas de 450 mm. Na Europa, o desenvolvimento de
tecnologias da próxima geração está concentrado em centros de investigação de
ponta, como o LETI[15],
o Fraunhofer[16]
e o imec[17],
que trabalham em estreita cooperação com os atores industriais. A própria
investigação está a tornar-se cada vez mais global, com o surgimento da Ásia
como sede de titulares de patentes e de mão de obra qualificada. 3.3. Novos modelos de negócio e de
produção A paisagem industrial da micro e da nanoeletrónica
está a mudar drasticamente com a transferência significativa da produção em
massa para a Ásia nos últimos 15 anos[18]. Na sua globalidade, a produção na Europa
diminuiu, representando, em 2011, um pouco menos de 10 % da produção
mundial. Apesar dos trunfos das empresas norte-americanas neste domínio, apenas
16 % da produção é feita nos Estados Unidos. Com o aumento dos custos da instalação de
estruturas de produção («fabs»), a concessão pelas autoridades
territoriais de incentivos financeiros tornou-se um elemento importante na
decisão sobre o local para a construção de novas capacidades. Reduções fiscais,
terrenos, energia barata e outros incentivos são fatores determinantes, assim
como a disponibilidade de mão de obra especializada[19]. Outra tendência importante é o surgimento do
modelo de «fundição»[20].
As fundições desenvolveram-se fortemente na Ásia e representam já cerca de
10 % da produção mundial de componentes eletrónicos. Ao mesmo tempo, há um
número cada vez maior de empresas não fabricantes («fabless»)[21] que
geram rendimentos com a venda de projetos de chips. Sem produção, esta
empresas não têm os elevados encargos financeiros gerais das empresas
transformadoras. O acesso seguro a capacidade de produção pode,
no entanto, tornar-se problemático no futuro à medida que as fundições alargam
a sua oferta de modo a incluir a conceção e a prototipagem, que lhes darão um
conhecimento profundo dos produtos finais. Para reduzir este risco, algumas
empresas que fazem a sua própria conceção mantêm algumas linhas de produção
interna (o chamado modelo «fab-lite», ou seja, um fabrico limitado). 3.4. Os fabricantes de
equipamentos possuem elementos essenciais da cadeia de valor Sem progressos a nível dos equipamentos de
produção, não é possível avançar no campo da miniaturização e da funcionalidade
acrescida dos chips. Os fabricantes de equipamentos tornaram-se uma
parte essencial da cadeia de valor, o que está plasmado no papel de relevo que
assumem nas alianças internacionais no domínio da tecnologia. 4. Forças e fraquezas da Europa 4.1. Indústria estruturada em
torno de centros de excelência e cadeias de abastecimento diversificadas que
cobrem toda a Europa À semelhança do que acontece no resto do
mundo, a indústria europeia da micro e da nanoeletrónica está concentrada nas
imediações de grandes polos regionais de produção e de conceção. As regiões
circundantes de Dresden (DE), Grenoble (FR) e Eindhoven-Leuven (NL-BE) acolhem
os três principais centros de investigação e produção, cada vez mais
especializados num dos três domínios «more Moore», «more than Moore»
e equipamentos e materiais. Além destes, a região de Dublin (IE) acolhe um
grande complexo europeu de fabrico de microprocessadores e Cambridge (UK), por
exemplo, é sede da principal empresa de conceção de microprocessadores de baixo
consumo energético, que equipam a maior parte dos atuais dispositivos móveis e
tabletes. Este modelo de agregação e a especialização
regional são essenciais para o futuro desenvolvimento do setor. No entanto,
depende de uma vasta cadeia de abastecimento distribuída por toda a Europa, que
compreende agregados relativamente mais pequenos, mas altamente inovadores e
especializados, como as regiões de Graz e Viena (Áustria), Milão e Catânia (IT)
ou Helsínquia (FI). Três grandes empresas de micro e
nanoeletrónica com berço e sede na Europa ocupavam o 8.º (STMicroelectronics),
o 10.º («Infineon») e o 12.º (NXP) lugares em termos de vendas a nível mundial.
A Europa atraiu também algumas das principais empresas estrangeiras que investem
na Europa (como a GlobalFoundries e a Intel). O fabrico de componentes micro e
nanoeletrónicos na Europa é também facilitado por uma cadeia de valor muito
competitiva e alargada e por um ecossistema de empresas, incluindo muitas PME.
Os principais locais de fabrico estão integrados nos agregados regionais, como
já referido. 4.2. Líder em mercados verticais
essenciais, quase ausente em alguns grandes segmentos A Europa está relativamente ausente da
produção de computadores e componentes de consumo conexos, que representam uma
grande parte do mercado total. Lidera, no entanto, na eletrónica para
automóveis (~ 50 % da produção mundial), para aplicações no domínio da
energia (~ 40 %) e para a automatização industrial (~ 35 %). A Europa
continua também a ser forte na conceção de componentes eletrónicos para as
telecomunicações móveis. As empresas europeias, incluindo um grande
número de PME, são líderes mundiais em microssistemas inteligentes, como
implantes médicos e tecnologias de deteção. Embora estes constituam atualmente
nichos de mercado, são domínios de elevado crescimento (geralmente superior a
10 % ao ano). Outro trunfo essencial é a liderança europeia no mercado dos
componentes de baixo consumo energético, um mercado em forte crescimento. 4.3. Liderança incontestada da
Europa em materiais e equipamentos A Europa possui algumas das mais importantes
empresas fornecedoras de equipamentos e materiais, incluindo, por exemplo, a
ASML e a SOITEC, que detêm partes significativas do mercado mundial. Estas empresas
dependem de muitos fornecedores estabelecidos em toda a Europa, muitos dos
quais PME, e dominam como ninguém tecnologias altamente sofisticadas, desde a
ótica e os raios laser até à mecânica de precisão e à química. O seu
papel no desenvolvimento da micro e da nanoeletrónica é significativo e bem
reconhecido, como ilustra o recente investimento estratégico de grandes
empresas de semicondutores na ASML[22].
4.4. Os investimentos das empresas
da UE continuam a ser relativamente modestos Embora, em termos absolutos, os investimentos
das empresas europeias sejam elevados (da ordem dos milhares de milhões de
euros), continuam a ser relativamente modestos quando comparados com os
investimentos feitos noutras partes do mundo. A atratividade empresarial da
Europa permanece, porém, elevada, dada a dimensão do seu consumo, que é
superior a 20 % do mercado mundial. Mas os futuros investimentos no
fabrico de componentes eletrónicos na Europa não estão garantidos. A
concorrência com outras regiões do mundo é feroz. O investimento público em I&D&I e as
políticas para atrair investimento privado continuam muito fragmentadas em toda
a UE, apesar dos progressos realizados nos últimos cinco anos. Esta situação
contrasta com o facto de a I&D&I europeia nos domínios da micro- e da
nanoeletrónica estar ao nível do que melhor se faz a nível mundial e ser muito
atraente para os atores internacionais. 5. Os esforços europeus até à data 5.1. Esforços a nível nacional e
regional para reforçar os polos de excelência A nível regional, despenderam-se importantes
esforços, nomeadamente nos últimos 15 anos, para criar polos industriais e
tecnológicos nesta área. Os mais bem sucedidos são o resultado de estratégias
sustentadas de longo prazo, que combinam políticas, como incentivos fiscais,
investimentos em I&D&I em laboratórios públicos e uma cooperação
intensa entre as empresas e as universidades, infraestruturas de craveira
mundial, uma cobertura fundamental da cadeia de valor e um ambiente empresarial
dinâmico. A disponibilidade de competências e de conhecimentos é igualmente de
grande importância para o setor. Com os desafios que se anteveem, incluindo os
custos crescentes da I&D&I, a feroz concorrência a nível mundial e a
erosão de algumas partes essenciais da cadeia de valor na Europa (por exemplo,
a etapa da incorporação dos componentes nos sistemas), é imperativo que haja
uma colaboração muito mais intensa ao longo das cadeias de valor e nos
ecossistemas de inovação a nível da UE. 5.2. Um investimento crescente e
mais coordenado em I&D&I a nível da UE O investimento em I&D&I no domínio da
micro e da nanoeletrónica está previsto nos programas de investigação e
desenvolvimento da UE desde o seu início. O programa EUREKA tem igualmente um
grande polo de investigação sobre micro e nanoeletrónica[23]. Após 10 anos de estagnação, o apoio da UE
à I&D&I neste domínio[24]
começou, em 2011, a aumentar gradualmente cerca de 20 % ao ano, o que
conduziu a um orçamento de mais de 200 milhões de EUR em 2013. A fim de
concentrar os esforços de I&D&I e criar massa crítica, a Comissão, os
Estados-Membros e os interessados do setor privado lançaram em conjunto, em
2008, uma parceria público-privado na forma de empresa comum[25] (a
ENIAC). Até ao final de 2013, a empresa comum ENIAC terá investido um total de fundos
públicos e privados de mais de 2000 milhões de EUR em I&D&I, que se
somam aos cerca de 1000 milhões de EUR investidos no domínio da micro e
nanoeletrónica no âmbito do Sétimo Programa-Quadro. 5.3. Avanços tecnológicos, mas
lacunas na cadeia da inovação A tónica do apoio da UE à I&D&I é
colocada na preparação das duas próximas gerações de tecnologias[26]. Através
destes programas, a indústria manteve a passada com os mais recentes avanços a
nível da miniaturização. Também através destes programas, foram desenvolvidos
sistemas inteligentes sofisticados que atualmente são utilizados, por exemplo,
nos veículos automóveis ou nos sistemas de saúde. No entanto, os programas de I&D&I da
UE apoiaram até à data as fases iniciais do processo de inovação, ou seja, a
validação das tecnologias até ao nível laboratorial[27]. A ideia
era deixar para a indústria as etapas seguintes, mais próximas do produto
final, tendo em conta o elevado nível de investimento que exigem. Essa lógica
originou lacunas claras na cadeia da inovação. Para ser eficaz e atravessar o
chamado «vale da morte», é necessário que o apoio à investigação e à inovação
neste domínio contemple cada vez mais toda a cadeia da inovação, para além de
determinadas empresas, regiões ou Estados-Membros. A empresa comum ENIAC apelou recentemente à
criação de linhas-piloto de fabrico especialmente adaptadas a esses níveis
superiores de maturidade tecnológica. O grande interesse demonstrado pelas
partes interessadas do setor privado e pelas autoridades públicas para apoiar
estas linhas-piloto são testemunho da sua importância estratégica. 6. Como avançar — uma estratégia industrial
europeia A estratégia proposta tem por base a
iniciativa europeia no domínio das tecnologias facilitadoras essenciais e a
proposta de programa-quadro de investigação, desenvolvimento e inovação
intitulado Horizonte 2020[28],
mas foca-se nas ações que são específicas para os desafios que se colocam no
domínio da micro e da nanoeletrónica. 6.1. Objetivo: inverter a descida
da quota-parte da UE na oferta mundial A Europa não se pode dar ao luxo de perder a
capacidade de conceção e fabrico de componentes micro e nanoeletrónicos. Isso
colocaria em risco grande parte das cadeias de valor de importantes setores
industriais e privá-la-ia das tecnologias essenciais necessárias para responder
aos seus desafios societais. Dado o amplo leque de oportunidades futuras e
os desafios que o setor enfrenta, é agora urgente intensificar e coordenar
todos os esforços nesta matéria por parte do setor público em toda a Europa.
Uma estratégia industrial deve assegurar o regresso ao crescimento e conseguir,
numa década, um nível de produção na UE mais próximo da sua quota do PIB
mundial. Concretamente, os objetivos são: ·
Garantir a disponibilidade de componentes micro e nanoeletrónicos
que são necessários para a competitividade de setores fundamentais da Europa. ·
Atrair maior investimento para o fabrico avançado
na Europa e reforçar a competitividade industrial em toda a cadeia de valor,
desde a conceção ao fabrico. ·
Manter a liderança a nível do fornecimento de
equipamentos e materiais e em domínios como a linha «more than Moore» e
os componentes energeticamente eficientes. ·
Impor-se a nível da conceção de chips em
mercados de elevado crescimento, nomeadamente a nível da conceção de
componentes complexos. 6.2. Concentrar o esforço nos
trunfos da Europa, tirar partido dos seus principais polos e desenvolvê-los Como indicado atrás, os ativos da Europa nos
domínios da micro e da nanoeletrónica incluem uma excelente comunidade académica
de investigação e uma liderança industrial nos mercados verticais. Além disso,
se considerarmos a Europa no seu conjunto, há uma presença industrial e
tecnológica em toda a cadeia de valor, incluindo equipamentos, materiais,
fabrico e conceção, bem como um setor utilizador final importante. Explorar estes trunfos e mobilizar os recursos
necessários deve tornar a Europa um protagonista importante nos domínios da
micro e da nanoeletrónica. A mobilização de recursos exigirá uma harmonização
das ações a nível regional, nacional e europeu, o que permitirá criar um clima
de confiança e estimular a renovação e o aumento das capacidades de produção na
Europa. A prioridade é reforçar e tirar partido da
excelência das organizações de investigação e tecnologia (OIT) em termos de
instalações e de pessoal. Devem ser a morada por excelência de engenheiros e
investigadores talentosos neste domínio, estar no centro de ecossistemas para
atrair investimentos privados no fabrico e na conceção. Para maximizar o
retorno sobre o investimento e assegurar a excelência, será fundamental que se
realizem progressos no sentido da especialização complementar e do reforço da
cooperação entre as principais OIT, em consonância com a estratégia da UE para
uma especialização inteligente[29]. Para garantir a adoção progressiva da
eletrónica em todos os setores industriais e aproveitar as oportunidades
oferecidas pelo trabalho interdisciplinar, há que reforçar as colaborações
intersetoriais e transnacionais, inclusivamente com os setores utilizadores
finais. 6.3. Aproveitar as oportunidades
que surgem em domínios não convencionais e apoiar o crescimento das PME As PME desempenham um papel essencial em
domínios emergentes como a eletrónica plástica e orgânica, os sistemas
integrados inteligentes e, em geral, no domínio da conceção. Um objetivo
importante é, por conseguinte, integrar melhor as PME nas cadeias de valor e
proporcionar-lhes acesso às tecnologias mais avançadas e às instalações de
I&D&I. O apoio aos centros de excelência que ajudam a incorporar a
micro e a nanoeletrónica em todos os tipos de produtos e serviços será
essencial para estimular a inovação em todos os setores da economia e,
especialmente, nas PME não tecnológicas. As parcerias a nível da UE entre setores
utilizadores finais, autoridades públicas e fornecedores (grandes e pequenos)
de micro e nanoeletrónica contribuirão para o nascimento de novos domínios
altamente promissores, como os veículos elétricos, os edifícios energeticamente
eficientes e as cidades inteligentes, assim como todos os tipos de serviços de
Internet móvel. 7. As ações 7.1. Elaborar um roteiro
estratégico europeu para o investimento neste domínio O objetivo é atrair maiores investimentos
públicos e privados e canalizá-los para a implementação de um roteiro de
liderança a estabelecer pela indústria. O nível de investimento público e privado
será proporcional à dimensão do desafio. A intenção é aumentar o total do
investimento público e privado em I&D&I aos níveis da UE, nacional e
regional para mais de 1,5 mil milhões de EUR por ano, ou seja, um orçamento
total de mais de 10 mil milhões de EUR em sete anos. Para isso, a Comissão irá prosseguir o diálogo
com as partes interessadas e criar um grupo de figuras de proa da eletrónica
para elaborar e ajudar a aplicar um roteiro estratégico industrial europeu, que
tirará partido dos pontos fortes da Europa e contemplará três vertentes
complementares: ·
Desenvolvimento da linha tecnológica «more than
Moore» para bolachas de 200 mm e 300 mm. Isto permitirá à Europa manter
e reforçar a sua liderança[30]
num mercado que representa cerca de 60 mil milhões de euros por ano e regista
um crescimento de 13 % ao ano. Terá um impacto direto na criação de
empregos altamente qualificados, designadamente nas PME. ·
Desenvolvimento das tecnologias «more Moore»
com vista à máxima miniaturização nas bolachas de 300 mm. O investimento
deve permitir à Europa aumentar gradualmente a produção neste mercado, que
representa mais de 200 mil milhões de euros[31]. ·
Desenvolvimento de novas tecnologias de fabrico no
que respeita às bolachas de 450 mm. O investimento beneficiará
inicialmente os fabricantes de equipamentos e materiais da Europa que são
atualmente líderes mundiais num mercado de cerca de 40 mil milhões de euros por
ano e conferirá uma clara vantagem competitiva a todo o setor num prazo de
cinco a dez anos. O roteiro será estabelecido até ao final de
2013, o mais tardar, enquanto conjunto de ações concretas que reforcem,
nomeadamente, os polos de excelência da Europa a nível do fabrico e da conceção
(ver secção 4.1) e garantam a abertura a parcerias e alianças em toda a cadeia
de valor. As ações do setor público, da Comissão Europeia, dos Estados-Membros
e das autoridades regionais consistirão no seguinte: ·
Apoiar a I&D&I através de financiamento
institucional ou subvenções a ações ditadas pelo roteiro. Trata-se de focalizar
e coordenar as intervenções[32]
de modo a gerar massa crítica e maximizar o retorno sobre o investimento. ·
Desenvolver, em parceria com a indústria e em apoio
à inovação, uma infraestrutura avançada de fabrico e pilotagem para colmatar a
lacuna na cadeia de inovação e ligar a conceção à implantação real. ·
Facilitar o financiamento dos CAPEX (investimentos
de capital) através de empréstimos e capitais próprios, nomeadamente fundos
regionais e os mecanismos de ajuda à inovação do Banco Europeu de Investimento
(BEI). Neste contexto, a Comissão Europeia assinou, em fevereiro de 2013, um
Memorando de Entendimento com o BEI, em que sinalizou as tecnologias
facilitadoras essenciais como uma prioridade para os investimentos. A Comissão irá criar condições propícias a que
as empresas se aliem ao longo da cadeia de valor e desenvolvam e atualizem
regularmente o roteiro. Os Estados-Membros, as autoridades regionais e a
Comissão Europeia darão o seu apoio individual e/ou coletivo ao roteiro,
nomeadamente através de uma iniciativa tecnológica conjunta (ITC) e da
iniciativa EUREKA. A Comissão velará pela boa utilização dos fundos estruturais
regionais, nomeadamente através da especialização inteligente entre os
polos-alvo e da utilização dos instrumentos financeiros previstos pelos Fundos
Estruturais e de Investimento Europeus (Fundos EIE)[33]. As empresas empenhar-se-ão em manter e
expandir as atividades de conceção e fabrico na Europa e atualizarão
regularmente o roteiro com a ajuda das OIT e da comunidade académica, de modo a
que o mesmo acompanhe a dinâmica da evolução do mercado e das tecnologias. 7.2. A iniciativa tecnológica
conjunta: um modelo tripartido para projetos de grande escala A Comissão Europeia irá propor uma iniciativa
tecnológica conjunta[34]
com base no artigo 187.º do TFUE, que combina os recursos atribuíveis aos
projetos para apoiar atividades transnacionais de I&D&I colaborativa
entre empresas e universidades. A proposta de regulamento do Conselho que
criará uma empresa comum substituirá as duas empresas comuns existentes no
domínio dos sistemas informáticos incorporados (ARTEMIS) e da nanoeletrónica
(ENIAC), que foram criadas no âmbito do Sétimo Programa-Quadro. No âmbito do programa
Horizonte 2020 e enquadrada no objetivo específico «Liderança em tecnologias
facilitadoras e industriais», a nova ITC compreenderá três grandes áreas
inter-relacionadas: ·
Tecnologias de conceção, processos de fabrico e integração
do fabrico, equipamentos e materiais para a micro e a nanoeletrónica. ·
Processos, métodos, ferramentas e plataformas,
conceitos e arquiteturas de referência para sistemas
incorporados/ciber-físicos. ·
Abordagens multidisciplinares para sistemas
inteligentes. A nova ITC tirará partido dos ensinamentos
colhidos das atuais ITC[35]
e apresentará uma estrutura de financiamento simplificada. Apoiará sobretudo
ações com forte intensidade de capital[36], tais como linhas-piloto ou demonstradores
de grande escala a um nível mais adiantado de maturidade tecnológica, que pode
ir até ao nível 8, conforme ilustrado acima. Estas vertentes exigirão um modelo
de financiamento tripartido que envolva a Comissão Europeia, os Estados-Membros
e a indústria e ajudarão a harmonizar as estratégias de investimento
pertinentes em toda a Europa. A execução obedecerá aos princípios do programa
Horizonte 2020 e será coerente com o programa de trabalho transversal das
tecnologias facilitadoras essenciais (TFE), que visa reforçar a “fertilização
cruzada” entre as diferentes TFE. O apoio à ITC será complementado por um
financiamento concedido pela UE à I&D no domínio das tecnologias e às ações
em matéria de inovação destinado nomeadamente às PME. Esse financiamento
cobrirá a I&D&I em novas áreas da micro e da nanoeletrónica (ver secção
6.3), incluindo as que exigem a combinação de várias tecnologias facilitadoras
essenciais, como os materiais avançados, a biotecnologia industrial, a
fotónica, a nanotecnologia e os sistemas de fabrico avançados[37]. No âmbito da nova iniciativa tecnológica
conjunta, a Comissão irá explorar formas de simplificar e acelerar os
procedimentos de aprovação dos auxílios estatais, nomeadamente através de um
projeto de interesse comum europeu, em conformidade com o artigo 107.º,
n.º 3, alínea b), do TFUE. 7.3. Potenciar e apoiar as medidas
horizontais em matéria de competitividade O acesso a uma mão de obra altamente
qualificada composta por engenheiros e técnicos e a diplomados de qualidade
superior é essencial para atrair investimentos privados em eletrónica. À
semelhança de todo o setor das TIC, o setor da micro e da nanoeletrónica padece
de um défice crescente de competências e de uma inadequação entre a oferta e a
procura de qualificações. A Comissão continuará a promover as competências digitais
de que as empresas necessitam através da estratégia «e-Skills», tendo
recentemente lançado a «Grande Coligação para as competências e o emprego no
setor das TIC». Para a micro e a nanoeletrónica, o empenho da indústria em
atrair a geração mais jovem desde as primeiras etapas do percurso escolar é
crucial. Para além dos esforços a nível das empresas e das iniciativas
pertinentes a nível regional e nacional, a Comissão continuará a cofinanciar,
no quadro do programa Horizonte 2020, projetos que visem elaborar e difundir
material didático e de formação sobre as tecnologias mais recentes nos domínios
da micro e da nanoeletrónica, bem como a apoiar campanhas de sensibilização
destinadas a jovens empresários. Além disso, a Comissão Europeia está a ultimar
um Panorama Europeu das Competências, que terá previsões atualizadas da oferta
de qualificações e das necessidades do mercado de trabalho até 2020, para
melhorar a transparência da classificação europeia das aptidões, competências e
profissões (ESCO), enquanto interface partilhada entre os mundos do emprego, da
educação e da formação, e apoiar a mobilidade. Juntamente com as OIT, as universidades e as
autoridades nacionais e regionais, a Comissão procurará disponibilizar às
jovens empresas tecnológicas, às PME e aos utilizadores de toda a Europa
instalações e serviços partilhados para o ensaio e as primeiras experiências
com as tecnologias micro e nanoeletrónicas. Além disso, através da contratação pública de
inovações que assentem na micro e na nanoeletrónica, como equipamentos de saúde
ou de segurança, serão criadas melhores condições para o desenvolvimento do
mercado nestes domínios. 7.4. Dimensão internacional A Comissão Europeia irá promover a cooperação
internacional nos domínios da micro e da nanoeletrónica, sobretudo em domínios
de interesse mútuo, como a elaboração de um roteiro tecnológico internacional,
a avaliação comparativa, a normalização, as questões de saúde e segurança
relacionadas com os nanomateriais[38]
e a preparação da transição para bolachas de 450 mm ou a investigação
avançada «beyond CMOS». A Comissão Europeia prosseguirá os seus
esforços para estabelecer, nas instâncias internacionais multilaterais e
bilaterais, condições de concorrência mais transparentes e equitativas à escala
mundial, limitando as distorções do comércio e do mercado, e para apoiar as
empresas nas negociações comerciais setoriais e em questões relevantes que
exijam um debate internacional, como a questão dos proprietários de patentes
que não fabricam nem usam a invenção patenteada (NPE - «non-practicing
entities»). 8. Conclusões À semelhança do que tem feito em domínios
estratégicos como a aeronáutica ou o espaço, a Europa não tem outra escolha
senão empenhar-se numa ambiciosa estratégia industrial para a micro e a nanoeletrónica.
A presente comunicação propõe uma estratégia que tem por base um roteiro
europeu para o domínio em questão. Apoia a especialização regional inteligente
e promove a estreita cooperação ao longo das cadeias de valor e de inovação. Os recursos financeiros disponíveis neste
domínio aos níveis regional, nacional e da UE têm de ser harmonizados para se
atingir a massa crítica necessária à atração de investimentos e dos maiores
talentos mundiais. Esses recursos financeiros serão concentrados nos principais
polos europeus, cujo desenvolvimento futuro permitirá ao conjunto das empresas
europeias, independentemente da sua localização, explorar os mais recentes
progressos nos domínios da micro e da nanoeletrónica. O plano de ação em anexo
resume as medidas a tomar. ANEXO || Principais medidas: || Quem: || Quando: 1 || Prosseguir o diálogo com as partes interessadas, criar um grupo de figuras de proa da eletrónica para elaborar e ajudar a aplicar um roteiro estratégico europeu para o setor da eletrónica || Comissão Europeia, indústria || O mais tardar no final de 2013 || Promover a especialização inteligente, utilizar os instrumentos financeiros previstos pelos fundos estruturais e de investimento europeus (Fundos EIE) e pelo programa Horizonte 2020. || Comissão Europeia, Estados-Membros || Em curso -a reforçar || Promover, no âmbito do Memorando de Entendimento assinado com o BEI sobre TFE, os meios de assegurar investimentos de capital na produção na Europa || Banco Europeu de Investimento, indústria || 1.º trimestre 2014 2 || Adotar o regulamento do Conselho e lançar a nova ITC tripartida || Comissão Europeia, Estados-Membros, indústria || Início de 2014 || No âmbito da ITC, estudar a forma de simplificar e acelerar as aprovações de auxílios estatais, nomeadamente através de um projeto de interesse comum europeu, em conformidade com o artigo 107.º, n.º 3, alínea b), do TFUE || Comissão Europeia, Estados-Membros, indústria || 3.º trimestre 2103 3 || Dialogar continuamente com as OIT, as regiões e os Estados-Membros fundamentais para reforçar o ecossistema da micro e da nanoeletrónica a nível europeu || Comissão Europeia, Estados-Membros, regiões, OIT || Em curso -a reforçar || No âmbito do programa Horizonte 2020, disponibilizar às jovens empresas tecnológicas, às PME, às universidades e aos utilizadores instalações partilhadas para o ensaio e as primeiras experiências || OIT, Comissão Europeia || 1.º trimestre 2014 || Investir nos alicerces (educação, formação); promover um ambiente favorável à engenharia na Europa || Estados-Membros, universidades || 1.º trimestre 2014 – 4.º trimestre 2020 4 || Elaborar e aplicar uma estratégia assente na procura do mercado e centrada nos produtos com uma elevada incorporação de eletrónica, utilizando diversos instrumentos, como os contratos públicos || Empresas, Estados-Membros, regiões, Comissão Europeia || Até 2.º trimestre 2014 || Elaborar ações políticas destinadas a estabelecer condições equitativas de concorrência a nível mundial, limitando as distorções do comércio/do mercado, nomeadamente no âmbito da reunião dos governos/autoridades sobre semicondutores (GAMS) || Comissão Europeia, indústria || Em curso -a reforçar [1] Designados,
na presente comunicação, por «micro e nanoeletrónica», abrangem desde
transístores à escala nanométrica até sistemas à escala micrométrica que
integram múltiplas funções num chip. [2] COM(2012)
341 final. [3] COM(2012)
582 final «Reforçar a indústria europeia em prol do crescimento e da
recuperação económica». [4] Por
exemplo, eletrónica para os setores automóvel, energético e do fabrico. [5] World
Semiconductor Trade Statistics (WSTS), 2012 (http://www.wsts.org/) [6] Relatório
Digiworld, IDATE 2012 (http://www.idate.org). [7] http://ec.europa.eu/enterprise/sectors/ict/files/kets/hlg_report_final_en.pdf [8] Ver
relatório sobre a competitividade da Associação Europeia da Indústria de
Semicondutores (ESIA), de 2008, «Mastering Innovation Shaping the Future»
(https://www.eeca.eu/data/File/ESIA_Broch_CompReport_Total.pdf). [9] Um sensor
é qualquer dispositivo, como um termómetro, que deteta um estado físico no
mundo. Atuadores são dispositivos, como os interruptores, que executam ações
como ligar ou desligar coisas ou que fazem ajustamentos num sistema
operacional. [10] Roteiro
Tecnológico Internacional para os Semicondutores (ITRS) (http://www.itrs.net). [11] Lei de
Moore: duplicar a razão desempenho/custo todos os 18-24 meses. [12] Complementary
metal-oxide-semiconductor (CMOS) é a tecnologia standard dos
circuitos integrados da linha «mais Moore» (em inglês: “more Moore”). [13] Os chips
da microeletrónica e da nanoeletrónica são produzidos em suportes materiais
redondos denominados «wafers» (bolachas). Sucessivas gerações de
tecnologias são identificadas pelo diâmetro das bolachas em que são produzidas.
Hoje, a produção é feita principalmente em bolachas de 200 mm e de
300 mm. As bolachas da próxima geração terão um diâmetro de 450 mm. [14] Perspetivas
sobra as tecnologias informáticas (Information Technology Outlook) da
OCDE:
(http://www.oecd.org/internet/ieconomy/oecdinformationtechnologyoutlook2010.htm) [15] O LETI é
um instituto da CEA, uma organização francesa de investigação e tecnologia. É
especializado em nanotecnologias e suas aplicações, desde os dispositivos sem
fios até à biologia, aos cuidados de saúde e à fotónica
(http://www-leti.cea.fr). [16] A empresa
alemã Fraunhofer-Gesellschaft dedica-se à investigação aplicada de utilidade
direta para as empresas públicas e privadas e geradora de grandes benefícios
para a sociedade. Vários institutos dedicam-se aos circuitos e sistemas
integrados (http://www.fraunhofer.de). [17] O imec
belga realiza uma investigação de ponta a nível mundial no domínio da
nanoeletrónica, potenciando os conhecimentos científicos através de parcerias
mundiais no domínio das TIC, dos cuidados de saúde e da energia
(http://www.imec.be). [18] Por
exemplo, as despesas de capital das empresas coreanas aumentaram de 13 %
em 2005 para 27 % em 2012. [19] Ver
Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), «Maintaining America's
Competitive Edge: Government Policies Affecting Semiconductor Industry
R&D and Manufacturing Activity, março de 2009 (http://www.semiconductors.org/clientuploads/directory/DocumentSIA/Research%20and%20Technology/Competitiveness_White_Paper.pdf). [20] Uma
fundição é uma empresa que possui fábricas e oferece serviços de fabrico a
clientes sem «fabs» («fabless»). [21] Uma
empresa «fabless» concebe os seus próprios componentes, mas confia o seu
fabrico a um prestador de serviços (a «fundição»). [22] Ver
http://www.asml.com/asml/show.do?ctx=5869&rid=46974 - «No quadro do
programa, a Intel, a TSMC e a Samsung adquirirão, cada uma, ações na ASML,
correspondentes a uma participação agregada minoritária de 23 % na
empresa, por 3 850 milhões EUR em numerário». [23] http://www.catrene.org/ [24] Aproximadamente
130 milhões de EUR por ano. [25] Com base
no artigo 187.º do TFUE. [26] De acordo
com o Roteiro Tecnológico Internacional para os Semicondutores (ITRS)
(http://www.itrs.net/). [27] Para
avaliar a maturidade das tecnologias em desenvolvimento, utilizam-se níveis de
prontidão tecnológica (Technology Readiness Levels (TRLs)). Os níveis 1
a 4 referem-se normalmente às primeiras fases da I&D, ao passo que os
níveis 5-8 indicam a prototipagem e a validação do sistema real num contexto
operacional. [28] COM(2011)
809 final. [29] http://s3platform.jrc.ec.europa.eu/home [30] Nesta
linha, a produção na Europa representa atualmente mais de 30 % do valor
mundial do mercado. [31] A quota de
produção da Europa é de cerca de 9 %, mas a Europa continua à frente na
corrida tecnológica à miniaturização. [32] No quadro
de programas regionais, nacionais e da UE. [33] http://s3platform.jrc.ec.europa.eu/home [34] O impacto
da proposta será apresentado na avaliação de impacto. O impacto orçamental
constará da ficha financeira legislativa. [35] Primeira
avaliação intercalar das iniciativas tecnológicas conjuntas ARTEMIS e ENIAC,
2010
http://ec.europa.eu/dgs/information_society/evaluation/rtd/jti/artemis_and_eniac_evaluation_report_final.pdf [36] Atualmente,
o apoio público a linhas-piloto na empresa comum ENIAC é de 50 a
120 milhões de euros por ação. [37] Ver
COM(2012) 582 final, secção III.A.1.ii). [38] COM(2012)
572 final: Segunda revisão regulamentar relativa aos «nanomateriais».