COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES Estado da União da Inovação 2012 – Acelerar a Mudança /* COM/2013/0149 final */
COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO
EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS
REGIÕES Estado da União da Inovação 2012 – Acelerar a
Mudança (Texto relevante para efeitos do EEE) 1. Introdução A Estratégia
Europa 2020 e as suas iniciativas «emblemáticas» incidem nos investimentos em
educação, investigação e inovação como elementos-chave de um crescimento
inteligente, sustentável e inclusivo. Neste contexto, a iniciativa emblemática
União da Inovação, juntamente com as iniciativas emblemáticas Agenda Digital,
Política Industrial e Uma Europa Eficiente em termos de Recursos, bem como o
Ato para o Mercado Único, têm como objetivo criar as melhores condições para
que os investigadores e os empresários da Europa possam inovar. A iniciativa
emblemática União da Inovação em particular visa criar uma economia vibrante
baseada na inovação, alimentada pelas ideias e pela criatividade, com
capacidade para se ligar a cadeias de valor mundiais, aproveitar oportunidades,
ganhar novos mercados e criar postos de trabalho de alta qualidade. Em termos
globais, os progressos realizados na criação do enquadramento político da União
da Inovação têm sido muito positivos: mais de 80% das iniciativas estão a
progredir bem. O apelo lançado pelos Chefes de Estado e de Governo de
aprofundamento do Espaço Europeu da Investigação está a ser traduzido em ações
concretas. A proposta da Comissão «Horizonte 2020» da Comissão relativa ao
futuro programa europeu e investigação e inovação marca uma clara rutura em
relação ao passado ao incluir toda a cadeia de criação de valor num único
programa. O princípio da «consolidação inteligente» — isto é, proteger ou, se
possível, aumentar as despesas favoráveis ao crescimento, como a I&D — é
agora amplamente aceite e está integrado no Semestre Europeu. O ambiente
empresarial da Europa passará a ser mais propício à inovação graças a medidas
no âmbito do Mercado Único, como a patente unitária, a definição mais rápida de
normas, a modernização das regras comunitárias relativas aos contratos públicos
e o passaporte europeu para os fundos de capital de risco. As Parcerias
Europeias de Inovação estão a congregar recursos e a concentrar as medidas no
lado da oferta e da procura nos desafios que são essenciais para a sociedade.
Embora estas medidas tenham ainda de ser implementadas para começarem a
produzir resultados, constituem uma mudança fundamental na direção certa. A posição da
Europa a nível mundial é ainda relativamente forte. A UE apresenta um dos
melhores desempenhos mundiais quando se trata de produzir conhecimentos
científicos de alta qualidade e produtos inovadores. A UE continua a ter a maior
percentagem (28%) de receitas geradas nas cadeias de valor da indústria
transformadora a nível mundial e esta percentagem mantém-se estável, ao passo
que nos EUA e no Japão se tem reduzido. Desde 2008 que a UE tem melhorado o seu
desempenho no domínio da inovação e conseguiu colmatar quase metade da clivagem
existente em relação aos EUA e ao Japão[1]. A UE
está também a manter uma sólida liderança neste domínio em relação ao Brasil,
Índia, Rússia e China, embora esta última esteja a recuperar acentuadamente do
atraso. Além disso, desde 2008 que a Coreia do Sul quase triplicou o seu avanço
sobre a UE no domínio da inovação, sendo atualmente um líder de inovação a par
dos EUA. Além disso, embora
se tenha verificado um aumento das despesas públicas em I&D na UE durante
toda a crise tendo os Governos procurado manter os seus investimentos em
I&D e, por conseguinte, incentivar as empresas a procederem do mesmo modo,
dados recentes apontam para uma potencial inversão desta tendência. Em 2011,
foi a primeira vez desde o início da crise que o orçamento público total de
I&D dos 27 Estados-Membros da UE diminuiu ligeiramente. A atual crise económica
revelou também insuficiências estruturais no desempenho da inovação na Europa.
O Painel de Avaliação da União da Inovação 2013 revela que se verificou uma
estagnação no processo de convergência do desempenho dos Estados-Membros no
domínio da inovação. Uma vez que a convergência foi o padrão dominante desde a
introdução do Painel de Avaliação em 2001, este facto assinala um risco claro
de alargamento da clivagem no domínio da inovação[2]. À medida que a crise se
prolonga e se intensifica, as disparidades do crescimento acentuam-se entre
algumas regiões europeias, pelo que a necessidade de implementar rapidamente a
União da Inovação se torna ainda mais premente, bem como a necessidade de a
aprofundar em domínios cruciais para a inovação, como o ensino superior, o
empreendedorismo baseado na inovação e medidas no lado da procura. Será também
necessário manter a dinâmica em domínios como a inovação social. Por conseguinte, a
Europa necessita de uma nova dinamização da sua economia. As indústrias
tradicionais existentes em que a Europa se destaca têm necessidade de
desenvolver novas aplicações e novos modelos empresariais para crescer e manter
a sua vantagem concorrencial. Além disso, em domínios dinâmicos como o das
empresas baseadas nas TIC e outros setores emergentes, a Europa tem necessidade
de um maior número de empresas de elevado crescimento. Tal exige uma mudança
estrutural induzida pela inovação, mas a Europa está atualmente a perder
terreno nas inovações mais radicais que motivam e lideram essa mudança
estrutural. Em consequência, o que a Europa necessita mais na próxima década é
de atrair os maiores cérebros e de recompensar os empresários inovadores,
oferecendo-lhes muito melhores oportunidades para criarem e desenvolverem novas
empresas. Neste contexto, a
presente comunicação: ·
Resume os progressos realizados a nível europeu e
dos Estados-Membros no sentido da realização da União da Inovação em 2012 e ·
Conclui destacando domínios em que a União da
Inovação pode ser aprofundada, apoiando-se nomeadamente na prova de resistência
da União da Inovação realizada pelo Comité do Espaço Europeu da Investigação e
da Inovação[3] 2. O estado dos sistemas nacionais de
investigação e inovação 2.1. Investir no futuro A Europa precisa
de mais e melhores investimentos em investigação e inovação a fim de apoiar a
competitividade da sua indústria e modernizar o seu sistema de investigação e
inovação. O investimento público e privado em I&D é crucial para permitir à
Europa tirar partido de qualquer retoma da economia. A recuperação em 2010 foi
substancialmente maior nos países que tinham anteriormente investido mais em
I&D e inovação (por exemplo, a Alemanha, a Finlândia e a Suécia)[4]. Verificou-se um
aumento do investimento público e privado em I&D até à crise económica. Após
o início da crise, a maioria dos Estados-Membros manteve ou aumentou os seus
investimentos em I&D, apesar das restrições orçamentais, e o nível das
despesas em I&D em relação ao PIB registou um aumento de 1,85% em 2007 para
2,03% em 2011. Contudo, em onze Estados-Membros[5]
o aumento foi inferior ao do PIB desde o início da crise (Figura 1). Figura 1:
Proteger as despesas públicas em I&D Na
globalidade, as empresas da UE também aumentaram as suas despesas em I&D em
percentagem do PIB entre 2007 (1,18%) e 2011 (1,27%). Este facto deve-se, em
parte, ao contínuo investimento em I&D realizado pelas empresas europeias
que esperam que estes seus investimentos continuem a crescer a um ritmo médio
de 4% ao ano no período de 2012 a 2014[6].
A Europa é também um local atraente para as empresas estrangeiras investirem em
I&D e estas têm investido fortemente. As empresas dos EUA representam dois
terços dos investimentos internacionalmente móveis em I&D e as suas
despesas anuais em I&D na Europa são 10 vezes superiores ao montante que
investem na China e na Índia em conjunto[7].
Todavia, há grandes diferenças entre Estados-Membros e entre
intervenientes e setores industriais. Em alguns países verifica-se uma
diminuição dos investimentos em I&D no setor empresarial, nomeadamente por
parte das PME. Este facto deve-se essencialmente ao baixo nível de confiança
nas perspetivas da economia europeia, apesar da acumulação de reservas de
tesouraria nos balanços de muitas empresas[8].
De um ponto de vista setorial, em muitos países registou-se um aumento da
intensidade de I&D nas indústrias de média tecnologia mais tradicionais (p.
ex., metais, borracha e plásticos, produtos alimentares), bem como em mercados
em crescimento impulsionados por desafios societais, como os do tratamento de
resíduos, energias não poluentes e recursos hídricos. Em geral, mantém-se a
especialização da UE nos setores com média-alta intensidade de I&D, que
representam cerca de metade do investimento em I&D das empresas europeias.
Em contrapartida, mais de dois terços do investimento em I&D das empresas
americanas está concentrado em setores com elevada intensidade de I&D (como
a saúde e as TIC)[9].
Figura 2: Investimento em I&D por empresas dos EUA e da UE, por
grupo de setores Fonte: Painel Europeu sobre o Investimento na
I&D Industrial 2012 Além disso, nos Estados-Membros em que o setor empresarial é
caracterizado por uma grande componente cognitiva e competitividade
internacional, a estratégia governamental de proteção das despesas em I&D
contribuiu para manter o nível de investimento privado[10]. No entanto, essa estratégia revelou-se
ser mais difícil nos países atingidos pela crise da dívida soberana. Nesses
países, as restrições em termos de liquidez, combinadas com um ambiente
insuficientemente propício à inovação e um nível mais baixo da procura de
conhecimentos, prejudicaram a eficácia dos esforços contracíclicos destinados a
incentivar os investimentos das empresas. Este facto demonstra que o
investimento nos conhecimentos tem de andar a par com reformas no sistema de
investigação e inovação, incluindo condições-quadro favoráveis à inovação para
as empresas inovadoras. Embora a maioria dos Estados-Membros tenha aplicado uma política de
consolidação orçamental inteligente nos seus investimentos públicos em I&D
e inovação, há agora o risco de a duração e gravidade excecionais da atual
crise estarem a começar a minar o consenso político quanto à necessidade de
proteção desses investimentos. Em 2011, verificou-se pela primeira vez desde o
início da crise uma redução dos orçamentos públicos em I&D[11], embora essa redução esteja a
ser parcialmente compensada por um aumento da renúncia a receitas fiscais em
resultado de incentivos fiscais[12].
Comparando os orçamentos públicos de I&D dos Estados-Membros em 2011 e
2012, verifica-se também uma redução do número de países em que as despesas
públicas se mantiveram ao mesmo nível ou foram aumentadas. Esta situação ameaça
claramente enfraquecer o desempenho da inovação na Europa e pôr em perigo a
competitividade futura. Quando se analisa
todo o triângulo do conhecimento (educação, investigação e inovação), o padrão
é semelhante. Em 2009, todos os Estados-Membros, com exceção de dois,
mantiveram ou aumentaram as suas despesas públicas em educação[13]. Desde então, a contínua pressão
nas finanças públicas levou muitos Governos a reduzir os investimentos em
educação[14].
2.2. Reformar para aumentar a
eficiência e a eficácia Em tempos de restrições orçamentais, é ainda mais importante do que
nunca proceder a reformas a fim de tirar o máximo partido dos fundos
investidos. Continuam a observar-se diferenças consideráveis entre os
Estados-Membros em termos do seu nível de eficiência no domínio da investigação
e inovação. Para um determinado volume de investimento público, alguns países
atingem um maior nível de excelência científica e tecnológica do que outros
(Figura 3). É, por conseguinte, evidente que, embora cada contexto nacional
implique soluções específicas, uma plena implantação do Espaço Europeu da
Investigação despoletaria ganhos de eficiência substanciais nas capacidades a
nível dos conhecimentos e das tecnologias. Os Estados-Membros com maior sucesso
conseguiram aumentar a qualidade científica e o impacto económico da sua base
científica, enquanto outros continuam a enfrentar problemas de eficiência ou a
ter pouco impacto com os seus investimentos públicos. Figura 3. Investimento e excelência em investigação[15] Muitos Estados-Membros da UE lançaram ambiciosas reformas políticas
com vista a aumentar o nível de eficiência do seu sistema de investigação e
inovação, em consonância com os objetivos do Espaço Europeu da Investigação[16]. Algumas dessas reformas foram
iniciadas antes da crise, mas desde então têm sido alargadas ou aprofundadas.
Além disso, a crise económica tem conduzido a uma maior integração da
investigação e inovação nas políticas industriais e macroeconómicas nacionais
mais amplas. Estão a ser elaborados ou implementados em vários países novos
diplomas e estratégias nacionais no domínio da investigação e inovação e muitos
Governos estão a associar a inovação a reformas mais abrangentes em matéria de
empreendedorismo, ambiente empresarial e mercado do trabalho, com uma forte
ênfase na melhor comercialização dos resultados da investigação. Os Estados-Membros e os países associados
comunicaram uma série de planos de ação nacionais, programas, estratégias e
atos legislativos que visam assegurar a formação de um número suficiente de
investigadores a fim de atingir os seus objetivos nacionais no domínio da
I&D[17].
Em muitos casos, é demasiado cedo para avaliar o impacto direto ou indireto
dessas medidas. Contudo, a tendência atualmente é dispor de planos de ação e
políticas temáticas que não formam necessariamente um todo coerente. Uma etapa
fundamental consistirá em avançar para uma estratégia integrada única de recursos
humanos aplicável à profissão de investigador. Na
maioria dos Estados-Membros foram igualmente elaboradas e implementadas
alterações legislativas que visam aumentar a autonomia das universidades.
Alguns introduziram novas condições de emprego para investigadores do setor
público que lhes permitem trabalhar com o setor privado e comercializar as suas
descobertas científicas e as suas invenções tecnológicas. Estão a ser implementadas medidas para apoiar
a internacionalização de intervenientes na investigação pública e privada
e, nomeadamente, a sua integração em redes europeias de fluxos de
conhecimentos. Os Estados-Membros estão a dar cada vez maior importância aos
benefícios da integração dos seus sistemas nacionais de investigação e inovação
em sistemas mundiais e europeus a fim de explorar cadeias de valor mundiais e
de satisfazer a procura de inovação de novos mercados internacionais. Com esse
fim em vista, os programas que promovem a I&D têm de se abrir a parceiros
internacionais e à colaboração transfronteiras, o que reforçará a
complementaridade das cadeias de valor entre países. A colaboração entre os
setores público e privado e a internacionalização das empresas são elementos
centrais das sólidas políticas de apoio a agregados de empresas que têm
sido desenvolvidas em muitos Estados-Membros nos últimos anos. O nível da mobilidade transfronteiras é
ainda relativamente baixo. Os investigadores em mobilidade tendem a fazê-lo do
setor público para o setor privado, mas o fluxo na direção contrária é
marginal, o mesmo acontecendo com fluxos de vaivém. Não obstante os progressos
verificados na mobilidade dos estudantes, há demasiado poucas universidades e
organizações de investigação públicas a recrutar professores estrangeiros ou a
reconhecer a importância de o seu pessoal adquirir experiência internacional[18]. Há escassas perspetivas de
promoção para investigadores inovadores que colaboram com o setor empresarial e
só nos Estados-Membros mais dinâmicos é visível uma real transferência de
conhecimentos. O financiamento no âmbito da maior parte dos programas nacionais
e regionais de investigação está ainda largamente fechado a participantes de
outros Estados-Membros e a Europa perde assim oportunidades de fluxos transfronteiras
de excelência e de conhecimentos. Para se poder
tirar o maior partido do financiamento público da investigação é necessário um bom
nível de concorrência. Esse objetivo pode ser alcançado mediante o
financiamento de projetos (convites à apresentação de propostas abertos) e o
financiamento institucional baseado no desempenho ligado à excelência
científica, à internacionalização e à colaboração com empresas. No entanto, é necessário
que um maior número de Estados-Membros adira à mudança no sentido de um
financiamento mais competitivo: até à data, apenas alguns países criaram um
mecanismo eficaz de atribuição de financiamentos que incentivem a excelência.
Os fundos institucionais são, com demasiada frequência, atribuídos às
universidades e organismos públicos de investigação sem quaisquer critérios
relativos ao desempenho nem um acompanhamento baseado em elementos factuais.
Quando a atribuição é dissociada do desempenho, os investigadores e
instituições têm individualmente poucos incentivos para participar em redes ou
na concorrência à escala europeia, procurar a excelência ou cooperar com o
setor privado. Os
Estados-Membros estão a concentrar cada vez a sua atenção na criação de um ambiente
empresarial propício à inovação. As medidas mais amplamente utilizadas são os
incentivos fiscais aplicáveis a investimentos em I&D ou cheques-inovação
para as empresas que desejem adquirir serviços junto de prestadores de serviços
de I&D, de tecnologia e de inovação. Alguns Estados-Membros estão também a
reduzir as taxas de tributação nacionais sobre os lucros obtidos com patentes e
outros tipos de direitos de propriedade intelectual. Existe um forte apoio à
ideia de facilitar às empresas o acesso ao capital de risco nas suas fases de
constituição, arranque e crescimento inicial, bem como para projetos
inovadores. No entanto, nas
combinações de políticas nacionais persistem ainda desequilíbrios entre a
«dinamização da procura» e o «incentivo à oferta». Os instrumentos do lado da
oferta, como subvenções, empréstimos bonificados e incentivos fiscais,
constituem mais de 90% das medidas utilizadas[19].
Apenas alguns países estão a utilizar ativamente medidas do lado da procura
(por exemplo, através de contratos públicos, normas ou regulamentação) para
promover o desenvolvimento de mercados para soluções inovadoras. No entanto,
muitos outros Estados-Membros começaram a debater ou a elaborar medidas desse
tipo e é de esperar que as implementem em breve. O desenvolvimento de novos
mercados é sobretudo apoiado nos domínios da sustentabilidade, eficiência
energética e aplicações para a administração pública em linha. 2.3. Liderar a mudança no sentido
de uma maior inovação na Europa A crise e a crescente globalização alteraram as regras do jogo. As
estratégias baseadas no investimento nos conhecimentos e em tirar o maior
partido dos atuais sistemas nacionais de investigação e inovação são muito
importantes, mas não suficientes. A economia europeia tem necessidade de uma
mudança radical na dinâmica empresarial que deve ser orientada para mercados
globais com elevado crescimento, uma utilização intensiva de conhecimentos e um
potencial para a criação de mais e melhores empregos. Esta avaliação é
corroborada pelos dados ilustrados na Figura 4, que demonstram que as economias
em que o impacto económico da inovação foi maior têm uma taxa de emprego mais
elevada. Figura 4: Correlação positiva entre o impacto económico da inovação e o
emprego É amplamente reconhecido que o tecido económico da Europa tem de ser
renovado e orientado para setores que representam os mercados do futuro e em
que a Europa pode criar vantagens concorrenciais sustentáveis, com base na sua mão-de-obra
altamente qualificada. O ritmo dessas mudanças estruturais ainda não é
suficientemente rápido. A fim de acelerar a renovação do tecido económico da
Europa, os decisores políticos necessitam urgentemente de concentrar as suas
políticas num dos principais canais dessa renovação: o crescimento das empresas
inovadoras. Ao fazê-lo, incindirão num ponto de estrangulamento fundamental
para o desempenho económico da Europa. Estudos demonstraram que, apesar de haver menos empresas inovadoras com
elevado crescimento na Europa do que nos EUA, o crescimento global do emprego
depende dessas empresas de uma forma crítica: o número e a percentagem de
empresas de elevado crescimento podem ser pequenos, mas o número e a
percentagem de postos de trabalho que geram direta ou indiretamente são
desproporcionadamente elevados. Além disso, as empresas inovadoras e de elevado
crescimento são essenciais para o aumento da produtividade, uma vez que o
principal canal para esse crescimento é a reafetação de postos de trabalho de
empresas de baixa produtividade para empresas mais produtivas: estima-se que as
diferenças na dinâmica de crescimento das empresas entre os EUA e a UE explicam
mais de dois terços do baixo desempenho da UE em relação aos EUA em termos de
crescimento da produtividade nas últimas décadas. Os decisores políticos nacionais teriam toda a
vantagem em proceder à revisão de todos os aspetos do seu «sistema nacional de
empreendedorismo e inovação» que possam constituir pontos de estrangulamento
para o crescimento das empresas inovadoras. Com base em dados empíricos
existentes, as medidas políticas deveriam incidir especialmente nos seguintes
aspetos essenciais: ·
Vários aspetos do quadro regulamentar são muito
importantes para a dinâmica do crescimento das empresas: os Estados-Membros têm
de tratar a questão dos eventuais desincentivos ao crescimento presentes na sua
regulamentação. Pode, por exemplo tratar-se da modernização dos processos de
definição de normas e de mercados de trabalho com um bom desempenho.
Verifica-se também que os regimes de falências que penalizam fortemente os
«empresários que falharam» desincentivam o empreendedorismo com forte potencial
de crescimento. Um maior número de empresas de elevado crescimento pode também
significar um maior número de insucessos. Para além da legislação, há também a
necessidade de mudança nas atitudes sociais para com os empresários que falharam.
·
O acesso ao financiamento da dívida e de capital
próprio é obviamente essencial para permitir um empreendedorismo com elevado
crescimento. Embora muitos Estados-Membros já tenham desenvolvido políticas
para abordar esta questão, este poderá ainda ser um ponto de estrangulamento
importante, especialmente nos Estados-Membros com mercados financeiros menos
desenvolvidos. Quanto a este aspeto, o Regulamento Fundo de
Capital de Risco Europeu da UE, adotado em 2012, constitui um
importante avanço uma vez que facilitará a obtenção de
fundos por parte dos investidores em capital de risco em toda a Europa para
benefício das empresas emergentes e PME[20]. ·
O objetivo específico de promoção do
desenvolvimento de jovens empresas inovadoras tem de ser plenamente integrado
na conceção dos instrumentos da política de investigação e inovação. Embora
muitos Estados-Membros tenham criado incentivos fiscais para apoiar atividades
de I&D em todos os tipos de empresas, é necessário proporcionar às empresas
inovadoras um tratamento fiscal específico e mais favorável. ·
Existe uma relação estreita entre o crescimento, a
inovação e a internacionalização. As estratégias de exportação e inovação
reforçam-se mutuamente e geram um maior aumento das quotas de exportação, do
volume de negócios e do crescimento do emprego a nível das empresas. Devem
estabelecer-se ligações entre as políticas de apoio à inovação e à
internacionalização. Quanto a esse aspeto, as políticas de apoio a agregados de
empresas podem ser um instrumento de importância crítica, nomeadamente para
apoiar a internacionalização de empresas jovens inovadoras. ·
Os inovadores radicais jovens deparam-se igualmente
com problemas no que diz respeito à proteção dos seus direitos de propriedade
intelectual. As políticas de caráter mais geral ou específico que permitam
aumentar a oferta de capitais (públicos) e o acesso a esses capitais e as
políticas que melhorem o sistema de DPI e reduzam os seus custos serão
benéficas para todas as empresas em crescimento que querem inovar, mas
especialmente para as empresas inovadoras de elevado crescimento. A partilha e
a profissionalização do acesso às carteiras de DPI, por exemplo, através de
grupos de patentes no âmbito de agregados de empresas, podem também ser
determinantes para o desenvolvimento da inovação na Europa a uma maior escala. ·
A orientação do sistema de I&D no sentido da
transferência de conhecimentos e, em particular, da melhoria das ligações entre
a base científica e o setor empresarial, é de importância primordial para a criação
e o crescimento das empresas inovadoras de base tecnológica. Muitos
Estados-Membros já desenvolveram políticas destinadas a estimular a exploração
comercial da I&D; estas políticas devem continuar a ser implementadas,
reforçadas, avaliadas e renovadas em conformidade. ·
É essencial promover o desenvolvimento específico
de uma atitude e cultura de inovação e empreendedorismo, nomeadamente através
do sistema educativo. As políticas destinadas a promover o crescimento das
empresas[21]
têm dado menos atenção ao incentivo às ambições de crescimento de empresas
novas e inovadoras e ao apoio à disponibilização de formação, de oportunidades
de atualização de competências e de tutoria qualificada em empresas jovens e de
pequena dimensão, por exemplo, no que diz respeito à gestão da inovação e do
crescimento rápido. As considerações supramencionadas são
essenciais para a realização dos objetivos da Estratégia Europa 2020 e para a
incidência em políticas horizontais que procurem proporcionar um terreno
propício à emergência de empresas inovadoras de elevado crescimento. Além
dos esforços envidados a nível regional e nacional, estas prioridades devem ser
apoiadas por esforços concertados a nível da UE a fim de criar um ambiente
empresarial favorável à inovação em toda a Europa. Na secção seguinte são
descritas medidas deste tipo. 3. Progressos realizados na concretização
da União da Inovação Em 2012, realizaram-se bons progressos na
implementação da União da Inovação. Mais de 80% dos compromissos estão a
avançar a bom ritmo com as iniciativas em curso. Em algumas áreas é necessário
intensificar os esforços. Entre estas contam-se uma utilização mais estratégica
de contratos de inovação, a adoção das propostas do Ato para o Mercado Único I
e a implantação das iniciativas relativas à valorização da propriedade
intelectual. A presente secção trata das ações políticas mais importantes em
2012. No anexo é apresentada uma breve panorâmica da situação atual
relativamente aos 34 compromissos da União da Inovação. 3.1. Reforçar a base de
conhecimentos e reduzir a fragmentação Promover a excelência na educação e o
desenvolvimento de competências A atual inadequação das competências e a
escassez de cientistas e engenheiros constituem uma ameaça à capacidade de
inovação da Europa precisamente num momento de crescentes necessidades
tecnológicas. Em 2012, a Comissão apresentou a Comunicação Repensar a Educação[22]. A Comunicação foca a
necessidade de desenvolver competências transversais, como a reflexão crítica,
a resolução de problemas, o trabalho em equipa e as competências empresariais,
e de reforçar as parcerias entre o mundo académico e empresarial. Estão em curso os primeiros projetos de
Alianças do Conhecimento. O seu objetivo é criar parcerias intersetoriais entre
empregadores e estabelecimentos de ensino a fim de abordar a questão da inadequação
das competências, por exemplo, no setor do audiovisual (projeto CIAKL) e da
indústria transformadora mediante a integração dos ambientes de fábrica e de
sala de aulas (projeto KNOW-FACT), e promover o espírito empresarial nos
estudantes e docentes (projeto EUEN). Seguir-se-ão outros projetos em 2013 e, a
partir de 2014, as Alianças do Conhecimento farão parte integrante do novo
Programa Erasmus para Todos. Além disso, começou a ser implementada em 2012
uma classificação internacional e multidimensional das instituições de ensino
superior na sequência das conclusões de um estudo de viabilidade. Concretizar o Espaço Europeu da
Investigação Ainda não estão criadas as
condições necessárias para a concretização do Espaço Europeu da Investigação
(EEI) até 2014. O EEI é um espaço de investigação unificado baseado no mercado
interno. O EEI faz parte integrante da União da Inovação e o Programa-Quadro
Horizonte 2020 apoia a sua implementação de muitas formas. Constitui uma das
reformas estruturais fundamentais para promover o crescimento na Europa – e é
cada vez mais reconhecido como tal. Uma vez que os
progressos até à data têm sido lentos, a Comissão propôs uma Parceria Europeia
de Investigação Reforçada em prol da Excelência e do Crescimento[23]. Na sua reunião de 11 de
dezembro de 2012, o Conselho Competitividade aprovou os seus objetivos e um
conjunto claro de ações. No âmbito da parceria reforçada, os Estados-Membros,
as organizações de partes interessadas e a Comissão trabalharão em conjunto
para aumentar a eficácia e eficiência do sistema europeu de investigação
pública. Tal processar-se-á mediante a promoção de uma maior abertura e
concorrência, de uma maior mobilidade dos investigadores, do reforço da
cooperação transfronteiras e da otimização na circulação de conhecimentos. Os
progressos registados na realização do EEI terão de ser acompanhados em
estreita ligação com o Semestre Europeu. Será também necessária uma pilotagem
ao mais alto nível por parte do Conselho, informada por um diálogo regular com
todas as partes interessadas. A Comissão desenvolverá um sólido mecanismo de
acompanhamento do EEI em estreita cooperação com os Estados-Membros. O efeito combinado da concretização do
objetivo da UE de 3% do PIB consagrado à investigação, do Programa-Quadro
Horizonte 2020 e de um aumento da quota-parte de financiamentos transnacionais
(atualmente de 0,8%) graças à realização do EEI, poderia gerar até 445 000 mil
milhões de euros adicionais em termos de PIB e 7,2 milhões de empregos
adicionais até 2030[24]. A proposta da Comissão
relativa ao Programa-Quadro Horizonte 2020 contribuirá para a criação e o
funcionamento do EEI, fazendo, por exemplo, do acesso aberto às publicações
científicas um princípio geral do Programa-Quadro Horizonte 2020. A
Comissão recomendou também que os Estados-Membros adotem uma abordagem similar
no que diz respeito aos resultados da investigação financiada ao abrigo dos
seus próprios programas nacionais[25]. A
investigação de nível excelente não surge do nada. Para isso são necessárias as
melhores infraestruturas de investigação como plataformas de colaboração a fim
de abordar questões no domínio da investigação que não podem ser tratadas pelos
Estados-Membros ou regiões dos Estados-Membros isoladamente. A Comissão e os
Estados-Membros estão a avançar em conjunto na definição das 48 infraestruturas
de investigação prioritárias identificadas em 2010 pelo Fórum Europeu de
Estratégias para Infraestruturas de Investigação (ESFRI). Prevê-se que cerca de
27 dessas infraestruturas se encontrem em fase de implementação em 2013. O projeto Extreme Light Infrastructure (ELI) é uma infraestrutura
distribuída estabelecida na República Checa, Hungria e Roménia. Trata-se de uma
instalação pan-europeia de laser que se prevê ser capaz de conter os lasers
mais intensos do mundo. Nela participam cerca de 40 instituições de
investigação e académicas de 13 Estados-Membros da UE. Os três sítios deverão
estar operacionais em 2015. A ELI será a primeira infraestrutura identificada
pelo ESFRI a implantar em novos Estados-Membros e está em grande medida a ser
cofinanciada pelos Fundos Estruturais da UE. O projeto é um excelente exemplo
do modo como as infraestruturas de investigação podem atingir os objetivos não
só da excelência científica como também do desenvolvimento regional e da coesão
europeia. Centrar o financiamento da UE nas
prioridades da União da Inovação O Programa-Quadro Horizonte 2020 – o novo
instrumento da UE de financiamento da investigação e da inovação a partir de
2014 - reunirá num único instrumento todo o apoio a nível europeu concedido à
investigação e inovação. Em consonância com a ambição definida na União da
Inovação, o Programa-Quadro Horizonte 2020 assinala uma importante rutura com o
passado, baseando-se o financiamento numa abordagem mais centrada nos desafios,
em regras mais simples para os participantes e numa apresentação mais eficaz
dos resultados. Uma característica-chave da nova abordagem do
Programa-Quadro Horizonte 2020 é a ênfase dada à inovação. Concretamente, isso
significa um maior financiamento para: atividades de ensaio, prototipagem,
demonstração e projetos-piloto; I&D induzida pelas empresas, promovendo o
empreendedorismo e a assunção de riscos; modelação da procura de produtos e
serviços inovadores através da normalização e de contratos públicos e incentivo
à inovação em domínios não tecnológicos, como o design, a criatividade e
a inovação a nível dos serviços, novos modelos empresariais e inovação social,
refletindo assim uma abordagem abrangente em matéria de inovação. Haverá também
uma abordagem remodelada no que diz respeito às PME que inclui um instrumento
específico de apoio a empresas que demonstrem uma forte ambição em termos de
desenvolvimento, crescimento e internacionalização[26]. Também no âmbito do
Programa-Quadro Horizonte 2020, as Ações Marie Skłodowska-Curie
contribuirão para o objetivo da União da Inovação que consiste na formação de
mais um milhão de investigadores. O atual Sétimo Programa-Quadro de Investigação
(7.º PQ) integra já a nova ênfase na inovação que será uma característica do
Programa-Quadro Horizonte 2020. Os Programas de Trabalho de 2013 do 7.º PQ abrangem uma parte muito
maior do ciclo de inovação do que no passado e publicarão os convites à
apresentação de propostas de maior dimensão de sempre, num montante total de
8,1 mil milhões de euros. O objetivo é proporcionar uma melhor garantia de que
os frutos da investigação possam ser explorados e contribuir para o lançamento
de novos produtos e serviços no mercado. Promover talentos e a criação de novas
empresas: o Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia O Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia
(EIT) implementa o conceito de «triângulo do conhecimento» (educação,
investigação e empresas) com novos tipos de parcerias - as Comunidades de
Conhecimento e Inovação (KIC). Existem atualmente três Comunidades de
Conhecimento e Inovação - sobre as alterações climáticas, a energia sustentável
e a futura sociedade da informação e das comunicações. Os programas de educação
das Comunidades de Conhecimento e Inovação do EIT incidem em competências nos
domínios do empreendedorismo e da inovação a fim de dotar os estudantes e
inovadores empresariais dos conhecimentos e atitudes necessários para transformar
as ideias em oportunidades comerciais. O EIT definiu os critérios para a
atribuição de um rótulo EIT para cursos de mestrado e programas de
doutoramento. A Europa enfrenta atualmente o problema de uma falta considerável de
engenheiros e especialistas em TIC com a combinação adequada de competências. A
ICT Labs Master School do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia é uma das
maiores empresas comuns europeias no domínio do ensino superior que está a
tentar resolver este problema. Conta com a participação de 21 universidades e
escolas de gestão das Comunidades de Conhecimento e Inovação. As instituições
participantes oferecem sete especializações técnicas («major») e uma
especialização plenamente normalizada («minor») em inovação e empreendedorismo.
Os estudantes beneficiarão também de um regime de orientação por tutor e de um
estágio num dos parceiros industriais. Foram admitidos cerca de 200 estudantes
no programa de 2012. A educação empresarial é combinada com uma
gama de serviços de apoio a empresas e vários regimes de inovação com vista a
acelerar a colocação de inovações no mercado, tais como a InnoEnergy Highway
e o Acelerador de Mercado da KIC-Clima (Climate-KIC Market Accelerator.)
O impacto já é visível, com os resultados da investigação e novas ideias a
chegarem ao mercado mais rapidamente e a atrair os primeiros clientes. Graças ao financiamento disponibilizado pelo EIT no
âmbito da KIC-Clima, a empresa emergente de design e inovação Naked Energy pôde
realizar uma demonstração-piloto no mundo real da sua tecnologia solar a uma
escala significativa. Esta nova tecnologia despertou interesse e resultou num
acordo com a grande cadeia de supermercados Sainsbury's. «O papel da KIC-Clima tem sido o de identificar
oportunidades, estabelecer correspondências e abrir-nos portas. É como uma
«inovação protegida». Muito simplesmente, a nossa relação com a KIC-Clima
permite-nos sentarmo-nos à mesa com os grandes intervenientes», Christophe
Williams, Diretor Executivo, Naked Energy. «Nós conhecemos o Reino Unido. Mas devem existir por
aí ideias brilhantes que desconhecemos e a KIC-Clima pode trazer até nós essas
ideias. Queremos participar desde uma fase embrionária a fim de contribuir para
a modelação da tecnologia de uma forma comercialmente significativa.» David
Penfold, Sainsbury’s Supermarkets Ltd. A proposta relativa à Agenda Estratégica
de Inovação descreve a consolidação e a continuação do desenvolvimento das três
KIC existentes, bem como a criação de seis novas: inovação para uma vida
saudável e para um envelhecimento ativo; alimentação para o futuro (food4future);
matérias-primas, fabrico com valor acrescentado; sociedades seguras e
inteligentes e mobilidade urbana. O EIT dará um forte contributo para os
objetivos definidos no Programa-Quadro Horizonte 2020. 3.2. Levar as boas ideias até ao
mercado A União da Inovação visa eliminar os
obstáculos que impedem os inovadores de traduzir ideias em novos produtos e
serviços que possam ser vendidos nos mercados mundiais. A Europa precisa de
libertar o seu potencial de inovação mediante uma definição mais rápida de
normas, um registo de patentes com menores custos, contratos públicos mais
inteligentes para produtos e serviços inovadores e um melhor acesso ao
financiamento para as empresas inovadoras e as PME. As propostas sobre estes
quatro motores da inovação seguiram um processo acelerado no âmbito do Ato para
o Mercado Único I (2011). Devem começar a imprimir uma nova dinâmica à inovação
europeia a partir de 2013, uma vez que foram adotadas duas propostas em 2012 e
que se prevê que as duas restantes sejam adotadas em 2013. Financiar a inovação A Europa não tem falta de ideias inovadoras à
espera de serem convertidas em modelos empresariais de sucesso. O primeiro
obstáculo é frequentemente o acesso ao financiamento, ainda agravado pela atual
crise. A Europa registou uma diminuição de 45% na angariação de fundos de
capital de risco na sequência da crise. Além disso, o investimento dos
investidores providenciais nos Estados Unidos é atualmente cerca de cinco vezes
maior que na Europa[27].
No seu relatório de 2012, o Grupo de Peritos
sobre a correspondência transfronteiras de empresas inovadoras com investidores
adequados recomendou o apoio a fundos de capital de risco com verdadeiro
potencial, a profissionalização da comunidade de investidores providenciais, a
monitorização e incentivo do financiamento coletivo (crowd sourcing) e a
formação em «disponibilidade do investidor» para empresários inovadores. Em
2013, a Comissão apresentará também um Livro Verde sobre o financiamento a
longo prazo da economia europeia. Com
vista a eliminar os obstáculos aos investimentos transfronteiras, foram
acordadas em 2012 duas propostas legislativas sobre «Fundos de Empreendedorismo
Social» e «Fundos de Capital de Risco»[28],
estando prevista a sua adoção oficial no início de 2013. Além disso, a Comissão
concluiu o seu exame dos potenciais obstáculos fiscais ao investimento
transfronteiras de capital de risco, com base no qual a Comissão irá ponderar
os próximos passos com vista à apresentação de soluções em 2013. O Programa para a Competitividade das Empresas
e PME (COSME) e o Programa-Quadro Horizonte 2020 apoiarão conjuntamente um
instrumento de financiamento do capital próprio e da dívida a partir de 2014.
No que diz respeito ao capital próprio, ambos os programas irão investir
conjuntamente nas fases de constituição, arranque e crescimento para apoio a um
regime de capital de risco sem descontinuidades à escala da UE. O
Programa-Quadro Horizonte 2020 incidirá na fase inicial e o COSME na fase de
crescimento. No que diz respeito à dívida, ambos os programas irão conceder
empréstimos, garantias ou contragarantias. Com o objetivo de
aumentar o volume de empréstimos a PME orientadas para a inovação e a
investigação, foi lançado no início de 2012 o Instrumento com Partilha de
Riscos (IPR) no âmbito do Mecanismo de Financiamento com Partilha de Riscos
(MFPR), sob a forma de um regime de garantia destinado a incentivar os bancos a
concederem mais empréstimos a PME e pequenas empresas de média capitalização
inovadoras. Ao
longo de 2012, o Mecanismo de Financiamento com Partilha de Riscos (MFPR)
consagrou recursos adicionais às infraestruturas de investigação, com um
importante empréstimo de até 300 milhões de euros concedido ao Observatório Europeu
do Sul (ESO) a fim de apoiar a construção do telescópio europeu de dimensão
extremamente grande (European Extremely Large Telescope - E-ELT). Este
telescópio terrestre revolucionário será dotado de um espelho principal de 39
metros e será o telescópio ótico/de infravermelhos próximos de maior dimensão no
mundo: «A janela da Europa sobre o universo». Em 2013, o Banco
Europeu de Investimento começará a canalizar um montante adicional de 10-15 mil
milhões de euros para o apoio à inovação e competências através do novo
Mecanismo para o Crescimento e o Emprego, permitindo assim gerar até 65 mil
milhões de euros de investimento adicional. Orientar a
procura para produtos e serviços inovadores As
empresas inovadoras só podem ser bem-sucedidas se existir um mercado para os
seus bens e serviços e se os consumidores estiverem dispostos a comprá-los. O
novo pacote de normalização, em vigor desde 1 de janeiro de 2013, e a proposta
relativa à modernização da legislação da UE em matéria de contratos públicos,
são marcos importantes que contribuirão para que os produtos e serviços
inovadores cheguem ao mercado mais rapidamente. Em resultado do primeiro
pacote, as normas europeias deveriam, até 2020, ser desenvolvidas duas vezes
mais rapidamente e, em resultado da segunda, as entidades adjudicantes do setor
público poderão utilizar um processo especial para a compra de bens e serviços
inovadores, a adquirir conjuntamente com entidades adjudicantes de outros
Estados-Membros com vista à partilha dos custos e riscos, bem como incluir o
caráter inovador nos critérios de adjudicação. No entanto, as propostas
relativas à adjudicação de contratos têm ainda de ser adotadas pelo Parlamento
Europeu e pelo Conselho. Os contratos públicos de inovação[29] estão a progredir lentamente
em toda a Europa. Em 2012, a Itália atribuiu mais de 300 milhões de euros[30] a contratos pré-comerciais
(CPC)[31].
Os contratos pré-comerciais serão implementados no sul da Itália com o apoio
dos Fundos Estruturais, tal como foi feito noutras regiões italianas. Além disso, o risco mais elevado associado a estas compras pode ser
coberto por um mecanismo de partilha de riscos especial estabelecido em
cooperação com o Banco Europeu de Investimento. A colaboração transfronteiras
está também a desenvolver-se. Os Ministros Nórdicos da Indústria lançaram um
«projeto-farol» no domínio dos cuidados de saúde com vista a reforçar a
colaboração entre a Noruega, a Finlândia, a Suécia, a Dinamarca e a Islândia em
matéria de contratos públicos de inovação. A cooperação transnacional em matéria de
contratos públicos de inovação é atualmente apoiada em alguns domínios através
de financiamento da UE para a investigação e inovação. Em 2012, foram lançados
16 projetos para promover os contratos de inovação com a participação de entidades
adjudicantes da maioria dos Estados-Membros. Os projetos incentivarão as
entidades adjudicantes do setor público a implantar soluções mais inovadoras no
domínio dos sistemas de iluminação, edifícios eficientes do ponto de vista
energético, tecnologias de supercomputação, melhores cuidados a idosos,
sistemas de transporte inteligentes, sistemas inteligentes de controlo da
segurança das fronteiras e têxteis inteligentes para bombeiros. Em 2013, é
provável que esse apoio a nível da UE aumente para mais do dobro,
aproximando-se dos 100 milhões de EUR. No projeto SILVER no âmbito do 7.° PQ, as entidades adjudicantes
do setor público de cinco países - Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Finlândia e
Países Baixos - publicarão em conjunto o primeiro concurso transfronteiras para
contratos pré-comerciais no início de 2013. O concurso visará o desenvolvimento
de novas soluções robóticas para ajudar as pessoas idosas com deficiência
física. Com a publicação de um concurso pré-comercial, o consórcio espera ter
acesso a novas soluções tecnológicas que, quando postas em prática nos cuidados
a idosos, permitirão até 2020 cuidar de mais 10% de idosos com o mesmo número
de pessoal. Uma melhor integração das questões de normalização no
início dos projetos de investigação e inovação é crucial para a difusão dos
conhecimentos, a interoperabilidade entre produtos e serviços e, em última
análise, a abertura de novos mercados. Estão a ser desenvolvidas prestações
concretas no domínio da normalização no âmbito de projetos do 7.° PQ. Foram
lançados novos projetos em 2012 para acelerar a elaboração de normas inspiradas
por resultados da investigação financiados pelo Programa-Quadro, por exemplo no
que diz respeito a produtos de base biológica, impressão 3D, têxteis
inteligentes e utilização de madeira na construção. Espera-se uma maior
implantação em 2013, com cerca de 75 convites à apresentação de propostas a fazer
referência a normas. Cada empresa tem de gerir
relações múltiplas e dinâmicas no âmbito de várias redes. O estabelecimento do
intercâmbio bilateral de dados eletrónicos com cada parceiro comercial é muito
moroso, em especial para redes de fabrico não hierárquicas, podendo facilmente
verificar-se atrasos e erros. O objetivo-chave do projeto inTime é
melhorar a entrega e a fiabilidade nas relações entre clientes e fornecedores,
equilibrando a produção na rede global. Com base nos resultados do projeto, foi
publicada em setembro de 2012 um documento de normalização. A plataforma
multilateral de comunicação descrita nesse documento permite às empresas
participantes, em especial as PME, simplificar e racionalizar as suas relações
comerciais, dado ser necessário apenas um canal para estabelecer a comunicação
com todos os parceiros comerciais no âmbito da plataforma. Os produtos e serviços inovadores estão também no centro do Plano de
Ação sobre Ecoinovação (EcoAP) adotado em dezembro de 2011[32]. O projeto EcoAP visa criar
crescimento e emprego com produtos, serviços e soluções empresariais com um
impacto ambiental positivo. Inclui sete ações: 1) análise da política e
regulamentação em matéria de ambiente; 2) projetos de demonstração e de
replicação no mercado; 3) normas e objetivos de desempenho; 4) serviço de
financiamento e apoio às PME; 5) novas competências e empregos; 6) cooperação
internacional e 7) parcerias europeias de inovação[33]. Os projetos de
replicação no mercado da ecoinovação, geridos pela Agência de Execução para a
Competitividade e a Inovação, transformam as inovações em produtos e serviços
ecológicos comercializáveis. Entre as histórias de sucesso contam-se GLASSPLUS
e SATURN[34]. GLASSPLUS oferece um meio de reutilização
do vidro de antigos aparelhos de televisão. Neste momento, 60 000 aparelhos têm
uma nova vida sob a forma de ladrilhos. SATURN recupera metais não ferrosos de
resíduos urbanos, com taxas de separação e pureza incomparáveis, respetivamente
de 98% e 90%. Capitalizar a propriedade intelectual e a criatividade Os regimes de direitos de propriedade
intelectual têm um impacto crucial nas formas de propriedade, partilha e
utilização dos novos conhecimentos e criações. Por conseguinte, constituem uma
componente-chave das condições-quadro aplicáveis à investigação e inovação. O acordo histórico sobre a patente unitária
foi obtido em dezembro de 2012[35].
Este acordo deverá permitir a concessão e o registo da primeira patente
europeia com efeito unitário na primavera de 2014. No entanto, os
Estados-Membros terão de ratificar rapidamente o Acordo sobre o Tribunal
Unificado de Patentes a fim de respeitar o prazo de 2014 estabelecido no âmbito
da União da Inovação. Patent Translate,
um serviço de tradução automática, entrou em serviço em março de 2012[36]. A ferramenta está a ser
desenvolvida pelo Instituto Europeu de Patentes em cooperação com a empresa
Google. Já oferece traduções de e para inglês em catorze línguas e alargará
gradualmente a sua cobertura para 32 línguas até 2014. Patent Translate,
que é um serviço gratuito, tornará facilmente acessíveis a todos o conteúdo das
patentes e dos documentos relacionados com patentes publicados em qualquer
parte do mundo. Em 2012, a Comissão apresentou uma análise dos
principais obstáculos que as empresas europeias, em especial as PME, enfrentam
no que diz respeito à valorização das patentes existentes. Descreve também
algumas medidas que poderiam ser adotadas para dar uma nova vida a propriedade
intelectual negligenciada[37].
A Comissão lançou também uma estratégia para a promoção de setores culturais e
criativos, com especial incidência no seu potencial de inovação[38]. A Aliança Europeia das Indústrias Criativas
lançou um diálogo político e oito ações concretas sobre cheques-inovação, um
melhor acesso ao financiamento e agregação da excelência e cooperação para fins
de um maior desenvolvimento das indústrias criativas e de uma melhor utilização
de todas as formas de conhecimentos e criatividade por outros setores. O
Conselho Europeu de Liderança em Design formulou 21 recomendações, com
base nas quais a Comissão implementará um plano de ação a fim de promover a
adoção e compreensão do papel do design na política de inovação. 3.3. Parcerias Europeias de
Inovação A abordagem de Parcerias Europeias de Inovação
(PEI), que visa acelerar o desenvolvimento e a adoção de inovações para
enfrentar os desafios societais, entrou numa nova fase em 2012 com a
iniciativa-piloto «Envelhecimento Ativo e Saudável» (Active and Healthy
Ageing - AHA) evoluindo da fase de planeamento para a fase de
implementação, estando esta abordagem a ser proposta para mais quatro domínios. Em fevereiro, a Comissão aprovou o Plano
Estratégico de Execução apresentado pelo Grupo Diretor da Parceria AHA e
definiu as ações de apoio a nível da UE. Entre estas conta-se um convite a
partes interessadas para que se comprometam por escrito a realizar ações
concretas e/ou a tornar-se um local de referência, bem como a criação de uma
«praça» para ideias inovadoras a fim de ajudar os interessados a encontrar
parceiros, partilhar iniciativas emergentes e divulgar dados. A resposta foi encorajante com a apresentação de
261 compromissos
para seis ações específicas por parte de grupos de interessados que reuniram
autoridades públicas, empresas tecnológicas, prestadores de serviços de saúde,
indústrias e organizações não-governamentais. Além disso, 54 regiões manifestaram interesse em tornar-se um
local de referência, funcionando como ilustrações de boas práticas e
participando no alargamento a uma maior escala e na replicação de soluções
inovadoras. Cerca de 500 parceiros inscreveram-se na «praça» baseada na Web[39]. Os compromissos provieram de todos os
Estados-Membros da UE, tendo mobilizado mais de 1000 regiões e municípios da
UE, bem como de outros países. No conjunto, as propostas apresentadas
mostram que mais de 4 milhões de cidadãos europeus poderiam beneficiar
diretamente da parceria que se pretende que tenha uma massa crítica que permita
realizar uma verdadeira reforma do modo como recebemos e prestamos cuidados de
saúde na Europa. Os seis grupos de partes interessadas publicaram em novembro
de 2012 os seus planos de ação em que descrevem as principais prestações
concretas e resultados para os próximos 2-3 anos. «A Parceria
Europeia de Inovação sobre Envelhecimento Ativo e Saudável é um excelente
exemplo do modo como a cooperação pode ser posta em prática; não apenas entre
empresas, mas também entre partes interessadas ao longo de toda a cadeia de
valor. No caso da Parceria AHA, o risco não está na tecnologia, uma vez que a
maioria das tecnologias já existe. É uma questão de fusão de tecnologias
(comunicação de dados, tratamento de dados, redes de sensores …) em condições
reais, pelo que se trata muito mais de inovação social: novas formas de fazer
as coisas e novos modelos empresariais. Quando as pessoas começarem a fazer as
coisas de novas formas, surgirão então oportunidades de investimento. É isso
que pretendemos. Vamos investir na inovação para um envelhecimento ativo e
saudável, uma vez que a Comissão se comprometeu a reduzir o risco de
investimento mediante a sensibilização e a criação de uma comunidade recetiva,
e obviamente porque existe um enorme mercado emergente para os serviços ligados
ao envelhecimento, que é muito atraente», Dr. Jos B. Peeters, Capricorn Venture
Capital. Na sequência da aprovação da Parceria Europeia
de Inovação «Envelhecimento Ativo e Saudável», a Comissão apresentou propostas
de novas parcerias com base na experiência adquirida com a iniciativa-piloto,
tais como a necessidade de uma governação simples e de clarificação de que as
Parcerias Europeias de Inovação não substituem os processos decisórios formais
relativos a legislação ou programas de financiamento. Em fevereiro, a Comissão propôs as Parcerias
Europeias de Inovação sobre «Produtividade e Sustentabilidade no Setor
Agrícola» e «Matérias-Primas». Em maio,
apresentou uma outra proposta de Parceria Europeia de Inovação no domínio da
Água e, em julho, propôs uma outra sobre «Cidades e Comunidades Inteligentes».
Na sequência do apoio dado pelo Conselho, a PEI «Água» apresentou o seu Plano
Estratégico de Execução em dezembro de 2012 e espera-se que os planos das PEI
«Produtividade e Sustentabilidade no Setor Agrícola» e «Matérias-Primas» sejam
apresentados em 2013, de modo a que a execução possa ter início o mais
rapidamente possível. Está
prevista para 2013 uma avaliação dos progressos da Parceria AHA e uma avaliação
mais ampla por peritos independentes da abordagem da parceria a fim de avaliar
se são necessárias medidas adicionais ou alterações para melhorar os impactos
das atuais parcerias e criar condições para outras parcerias. 3.4. Maximizar a coesão social e
territorial Eliminar a clivagem no domínio da
inovação A análise do desempenho por país[40] e o Painel de Avaliação da
Inovação Regional de 2012[41]
(Figura 4) mostram que persistem divergências regionais em inovação e que os
riscos aumentam com a crise. Regiões fortes e inovadoras incentivam um melhor
desempenho nos países mais inovadores, sendo esses incentivos menos prevalentes
noutros Estados-Membros. Embora tenha permanecido relativamente estável no
período de 2007-2011, o desempenho regional no domínio da inovação apresentou
um grau muito mais elevado de variação do que o desempenho a nível de país.
Esta diversidade regional exige uma melhor adaptação das políticas de inovação
aos pontos fortes relativos de cada região. Este aspeto será incentivado no
âmbito da futura política de coesão para o período de 2014-2020[42]. Os Estados-Membros terão de
desenvolver estratégias de investigação e inovação com vista a uma
especialização inteligente centrada num número limitado de prioridades. A
Plataforma de Especialização Inteligente[43]
está a ajudar as autoridades públicas a elaborar essas estratégias através de
avaliações interpares, orientações e seminários em toda a Europa. Atualmente,
há três Estados-Membros da UE e 103 regiões de 19 outros Estados-Membros inscritas
na plataforma. A fim de ajudar as regiões a enveredar pela «escada da
excelência», serão aproveitadas ao máximo as sinergias entre o Programa-Quadro
Horizonte 2020 e os Fundos de Coesão, será apoiada a geminação/constituição de
equipas entre centros de excelência existentes e emergentes, será estabelecido
um mecanismo de aprendizagem política e serão criadas cátedras do Espaço
Europeu da Investigação. Figura 5: Desempenho da inovação,
por regiões Fonte: Painel de Avaliação da Inovação
Regional de 2012 Apoiar a inovação social A
inovação social está a adquirir uma nova dinâmica na Europa. A iniciativa
Europa da Inovação Social[44],
um centro virtual para a criação e racionalização da inovação social, atraiu
cerca de 50 000 pessoas nos seus primeiros 18 meses. Com o desemprego a subir
em flecha, a Comissão publicou em outubro de 2012 um concurso para a
apresentação de novas ideias para ajudar as pessoas a aproximarem-se do
trabalho ou a procurarem novos tipos de trabalho. Em paralelo e como seguimento
do Ato para o Mercado Único I, a Iniciativa de Empreendedorismo Social[45] está a abordar os obstáculos
que dificultam o desenvolvimento do setor das empresas sociais, nomeadamente a
legislação, o financiamento e a visibilidade e reconhecimento do valor acrescentado
social deste setor. A inovação social
e a experimentação de políticas sociais nos domínios do emprego e das políticas
sociais continuaram a ser apoiadas em 2012 no âmbito da iniciativa PROGRESS[46] e do Fundo Social Europeu
(FSE). O futuro período de programação para 2014-2020 do FSE, do Fundo Europeu
de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do novo Programa para a Mudança e a
Inovação Social (PMIS) irá reforçar esse apoio. Desde 2011 que a
UE apoia, no âmbito do 7.° PQ, projetos de investigação no domínio da inovação
social com um financiamento de cerca de 30 milhões de euros e está atualmente a
financiar duas redes de incubadoras a fim de desenvolver e alargar a escala de
inovações sociais de sucesso. A inovação social será também apoiada no âmbito
do Programa-Quadro Horizonte 2020. Esta contribuição será reforçada pelo
compromisso assumido pela Comissão no âmbito do Ato para o Mercado Único II[47] de desenvolver uma metodologia
para aferir os benefícios socioeconómicos gerados pelas empresas sociais. A procura de formas inovadoras de
financiamento da inovação social e do apoio à modernização das políticas de
proteção social fazem parte do «Pacote Investimento Social» apresentado em
fevereiro de 2013. Este pacote incide na melhoria da sustentabilidade e adequação
do orçamento e das políticas sociais: ativação de políticas e serviços sociais;
investimento nas crianças e jovens e racionalização da governação da UE em
matéria de políticas sociais, de acompanhamento e de comunicação com os
cidadãos. A experiência sublinha a importância dos
cidadãos como intervenientes-chave na inovação social e a necessidade de amplas
parcerias para promover a inovação nos mecanismos de política social, incluindo
as organizações da sociedade civil e do setor terciário sem fins lucrativos. A
inovação no domínio da responsabilidade social das empresas (RSE) contribui
para uma abordagem holística e orientada para o futuro das parcerias
público-privadas para enfrentar os desafios sociais. Mobilizar a inovação no setor público Tendo em conta o elevado peso do setor e a
atual situação política e financeira, a Europa deve mobilizar a inovação no seu
setor público se quiser atingir um nível de excelência e manter a sua
competitividade a nível internacional. Além disso, a modernização da administração
pública é uma das cinco prioridades definidas na Análise Anual do Crescimento
de 2013 da Comissão. A iniciativa-piloto Painel Europeu da Inovação no Setor
Público[48]
é a primeira tentativa a nível da UE para melhor compreender e analisar a inovação
no setor público. A análise revela claramente que melhores serviços públicos
aumentam muito as probabilidades de as empresas inovarem e de verem aumentar as
suas vendas. Além disso, os países com serviços públicos de boa qualidade
tendem a apresentar um melhor desempenho em matéria de inovação (Figura 6).
Administrações de alta qualidade e inovadoras são, por conseguinte, um
fator-chave para promover o desempenho da inovação na Europa. Figura 6. Eficácia da administração
pública e impacto económico da inovação 3.5. Exercer um efeito de alavanca
nas nossas políticas a nível externo A Europa deveria maximizar a excelência da sua
base científica e promover o crescimento de empresas inovadoras através de uma
cooperação internacional ativa e da criação de condições adequadas para atrair
os melhores cérebros. Por conseguinte, a Comissão elaborou uma nova estratégia
com vista ao desenvolvimento da cooperação internacional no domínio da
investigação e da inovação[49].
A estratégia propõe que a cooperação incida mais nas prioridades estratégicas
da UE, embora mantendo a tradição de abertura à participação de países
terceiros nas suas atividades de investigação. A estratégia inclui a resposta
aos desafios globais, mas também tornar a Europa um espaço mais atraente para a
investigação e a inovação. É simultaneamente essencial que os diálogos com
países terceiros sobre inovação tenham em consideração a necessidade de
promover a igualdade das condições de concorrência para os operadores europeus
presentes nos seus territórios e de reforçar a segurança jurídica para os
investidores, nomeadamente em matéria de direitos de propriedade intelectual -
sendo este aspeto particularmente relevante no âmbito das próximas negociações
de acordos de investimento com países terceiros como a China. A nova estratégia será principalmente
implementada através do Programa-Quadro Horizonte 2020, bem como de iniciativas
conjuntas com os Estados-Membros da UE. Um elemento central é o desenvolvimento
de roteiros plurianuais com os principais países terceiros parceiros a fim de
promover e concentrar a cooperação internacional. Esses roteiros ligar-se-ão
aos trabalhos do Fórum Estratégico para a Cooperação Científica e Tecnológica
Internacional (SFIC), a fim de assegurar a coerência e a complementaridade
entre as ações empreendidas pela UE e pelos Estados-Membros. O SFIC está
atualmente envolvido em três iniciativas específicas com a Índia, os EUA e a
China, e em outubro de 2012 decidiu lançar uma iniciativa com o Brasil. O Grupo de Altos Funcionários (GAF)[50] formulou recomendações
relativas a um quadro para a cooperação internacional em infraestruturas de
investigação globais. O relatório foi largamente apoiado pelos Ministros da
Ciência do Grupo CARNEGIE[51].
Quase todos os Estados-Membros adotaram algum
tipo de medidas para atrair mais cérebros de outros continentes[52], mas é demasiado cedo para
aferir o êxito dessas medidas. Em 2013, a Comissão tem a intenção de apresentar
uma nova proposta de diretiva única para tornar mais simples as regras da UE em
matéria de migração aplicáveis a determinados grupos, incluindo os
investigadores, assegurando que os regimes de admissão e os direitos sejam
uniformes e transparentes em toda a UE. 4. CONCLUSÕES E PRÓXIMAS ETAPAS A situação económica na Europa continua frágil.
As perspetivas a curto prazo são ainda precárias. No entanto, são visíveis
tendências positivas e as recentes reformas profundas deverão dar frutos a
médio e longo prazo. A resposta da Europa face à incerteza gerada
pela crise deve ser uma prossecução rigorosa e uma implementação rápida da
estratégia da União da Inovação definida em 2010. Registaram-se já progressos
significativos em muitas áreas. Os resultados devem começar a refletir-se na
economia real. A União da Inovação contribuirá para criar um clima de confiança
na União Europeia entre as empresas e os cidadãos. Fá-lo-á com um investimento
sustentado em investigação e inovação, novas reformas radicais para criar um
verdadeiro Espaço Europeu da Investigação, o estabelecimento de melhores condições-quadro
para as empresas inovadoras e medidas para uma melhor adequação entre a oferta
e a procura. No entanto, a Europa tem de envidar maiores
esforços para tornar a União da Inovação uma realidade. No contexto da atual
crise, da quebra de confiança do público e do risco de uma clivagem no domínio
da inovação, a UE e os seus Estados-Membros devem acelerar os seus esforços
conjuntos e aprofundar a União da Inovação. De imediato, trata-se de examinar em que
medida a União da Inovação irá promover a emergência de perfis de inovação
regional genuinamente «especializados» que abranjam a crescente fragmentação
das cadeias de valor e a crescente heterogeneidade dos conhecimentos
necessários. Dar mais a atenção ao papel da política regional de inovação é a única
forma viável de compensar, e possivelmente inverter, a fuga de cérebros das
regiões menos favorecidas da Europa para os «pontos quentes» de excelência da
investigação europeia[53]. A fim de contribuir para a reflexão sobre
novas fontes de crescimento, a Comissão, para além de prosseguir a execução das
medidas acordadas no âmbito da União da Inovação, preparará as próximas etapas
para o aprofundamento da União da Inovação. Estas baseiam-se nas tendências
emergentes, no parecer de peritos e nos pontos de vista das partes interessadas
e visarão: –
Acelerar as alterações estruturais nos setores
existentes, promover a diversificação em novos setores emergentes e apoiar o
desenvolvimento de empresas inovadoras de elevado crescimento através de
políticas da UE e de iniciativas adicionais coordenadas; –
Eliminar a clivagem no domínio da inovação entre as
regiões europeias através de uma especialização inteligente e de sinergias
entre o Programa-Quadro Horizonte 2020 e os Fundos Estruturais; –
Desenvolver condições-quadro favoráveis à inovação
para as empresas inovadoras, incluindo agregados de inovação; –
Identificar formas concretas de promover a inovação
no interior do setor público e pelo setor público; –
Desenvolver uma abordagem
política coerente para uma inovação aberta e para a transferência de
conhecimentos; –
Ter em conta o valor da propriedade intelectual,
facilitar a valorização de patentes e garantir uma proteção sólida e efetiva do
know-how e de informações comerciais confidenciais a fim de facilitar a
transferência de conhecimentos; –
Estimular a inovação no setor retalhista como uma
ação-chave do Plano de Ação Europeu para o Setor Retalhista, ajudando a
preparar vias para os produtos e serviços inovadores passarem da fase de
conceito até à fase de comercialização, explorando o potencial deste setor com
o seu peso económico (4,3% do PIB da UE e 8,3% do emprego da UE) e o contacto
direto com os consumidores; –
Combinar novas tecnologias e serviços com a
inovação a nível de modelos empresariais. Para realizar uma verdadeira mudança, a
Europa tem de intensificar o seu empenhamento na prossecução de um crescimento
baseado na inovação. Os objetivos da União da Inovação
devem orientar a futura agenda da integração europeia. Nenhum país pode, por si
só, gerar uma economia inovadora na UE. É tempo de as instituições europeias,
os Estados-Membros, as regiões e as partes interessadas meterem mãos à obra. ANEXO Anexo: Progressos
realizados em 2012 relativamente aos 34 compromissos definidos na iniciativa
emblemática União da Inovação, COM(2010) 546 final. A verde = compromissos que estão na boa via e
em que há iniciativas em curso e a progredirem a bom ritmo; A laranja = compromissos com medidas em
atraso/parcialmente implementadas; A vermelho = compromissos relativamente aos
quais não foram adotadas iniciativas. Estão disponíveis mais informações sobre cada
um dos compromissos em: http://i3s.ec.europa.eu/home.html
|| Compromisso da União da Inovação || Prazo || Progressos 1 || Estabelecer estratégias nacionais para a formação de um número suficiente de investigadores || 2011 || 2 || Testar a viabilidade do sistema independente de classificação das universidades || 2011 || || Criar «Alianças do Conhecimento» entre empresas e o meio académico || || 3 || Propor um quadro integrado em matéria de cibercompetências || 2011 || 4 || Propor um quadro EEI e medidas de apoio || 2012 || 5 || Desenvolver a prioridade Infraestruturas de Investigação Europeias || 2015 - 60% || 6 || Simplificar e centrar os futuros programas de investigação e inovação da UE na União da Inovação || 2011 || 7 || Garantir uma maior participação das PME nos futuros programas de I&I da UE || || 8 || Reforçar a base científica para a elaboração de políticas através do JRC; Criar um Fórum sobre Atividades Prospetivas || || 9 || Estabelecer a agenda estratégica do EIT || Meados de 2011 || 10 || Criar instrumentos financeiros a nível da UE a fim de atrair o financiamento privado || 2014 || 11 || Assegurar a circulação transfronteiras dos fundos de capital de risco; fiscalidade || 2012 || 12 || Reforçar a correspondência transfronteiras entre empresas inovadoras e investidores || || 13 || Proceder à revisão do quadro em matéria de auxílios estatais destinados a I&D&I || 2011 || 14 || Concretizar a patente da UE || 2014 || 15 || Analisar o quadro regulamentar em áreas-chave || Início em 2011 || 16 || Acelerar e modernizar a definição de normas || Início de 2011 || 17 || Reservar orçamentos de contratos públicos específicos para a inovação || Início em 2011 || || Criar um mecanismo de apoio a nível da UE e facilitar a realização de contratos conjuntos || || 18 || Apresentar um plano de ação sobre ecoinovação || Início de 2011 || 19 || Criar um Conselho Europeu de Liderança em Design || 2011 || || Estabelecer a Aliança Europeia das Indústrias Criativas || || 20 || Promover o acesso aberto; apoiar serviços de pesquisa de informação inteligentes || || 21 || Facilitar a investigação em colaboração e a transferência de conhecimentos || || 22 || Desenvolver o mercado europeu do conhecimento para patentes e licenças || 2011 || 23 || Salvaguarda contra a utilização dos direitos de propriedade intelectual para fins anticoncorrenciais. || || 24/ 25 || Melhorar a utilização dos Fundos Estruturais na investigação e inovação || Início em 2010 Plataforma até 2012 || 26 || Lançar uma iniciativa-piloto de inovação social; promover a inovação social no âmbito do Fundo Social Europeu || || 27 || Apoiar um programa de investigação sobre o setor público e a inovação social || Início em 2011 || || Orientar o Painel Europeu da Inovação no Setor Público || || 28 || Consultar os parceiros sociais sobre a interação entre a economia do conhecimento e o mercado do trabalho || || 29 || Orientar e apresentar propostas de Parcerias Europeias de Inovação || 2011 || 30 || Instaurar políticas integradas para atrair talentos a nível mundial || 2012 || 31 || Propor prioridades e abordagens comuns da UE/Estados-Membros para a cooperação científica com países terceiros || 2012 || 32 || Implantar infraestruturas de investigação globais || 2012 || 33 || Proceder à autoavaliação dos sistemas nacionais de inovação e investigação e identificar os desafios e as reformas || || 34 || Desenvolver um indicador central da inovação || || || Acompanhar os progressos registados utilizando o Painel de Avaliação da União da Inovação || || [1] Painel da União da Inovação de 2013. [2] Idem. [3] 1st Position paper of the European Research Area and
Innovation Board (ERIAB): "Stress-test" of the Innovation Union, novembro de 2012, a publicar em http://ec.europa.eu/research/era/partnership/expert/eriab_en.htm. [4] Estado da União da Inovação 2011. [5] Para alguns destes Estados-Membros, a diferença pode ser parcialmente
compensada pela renúncia a receitas fiscais em resultado da utilização de
incentivos fiscais para o investimento em I&D. [6] The 2012 EU Survey on R&D Investment Business
Trends, Comissão Europeia, 2012. [7] 'Internationalisation of business investments in
R&D and analysis of their economic impact', Comissão Europeia, 2012,
http://ec.europa.eu/research/innovation-union/index_en.cfm?pg=other-studies. [8] 'Dead money', The Economist, 3 de novembro de
2012. [9] The 2012 EU Industrial R&D investment scoreboard, Comissão Europeia, 2012,
http://iri.jrc.ec.europa.eu/research/scoreboard_2012.htm. [10] Quando inquiridas sobre os efeitos das políticas e fatores
externos nas suas atividades de inovação, as maiores empresas da UE salientaram
os fortes efeitos positivos dos incentivos fiscais, das subvenções nacionais,
do apoio financeiro da UE e das parcerias público-privadas tanto a nível
nacional como da UE (fonte: ver nota de pé de página 4). [11] Dotações orçamentais ou despesas públicas em investigação
e desenvolvimento (GBAORD). [12] Science, Technology and Industry Scoreboard 2011, OCDE. [13] Documento de trabalho da Comissão Europeia: «Education
and Training Monitor 2012». [14] Comissão Europeia COM(2012) 669/3 - «Repensar a educação:
investir nas competências para obter melhores resultados socioeconómicos». [15] A interpolação linear indica a correlação entre as duas
variáveis nas Figuras 3 e 5. A dimensão do círculo reflete a dimensão da
economia (em percentagem do PIB da UE). [16] «Country profiles: description of the performance and key
features of Member States’ research and innovation systems», Documento de
Trabalho dos Serviços da Comissão que acompanha a presente Comunicação. [17] ´Researchers' Report 2012, encomendado pela Direção-Geral
Investigação e Inovação, http://ec.europa.eu/euraxess/pdf/research_policies/121003_The_Researchers_Report_2012_FINAL_REPORT.pdf. [18] Ver perfis de países em anexo: descrição do desempenho e
das principais características dos sistemas de investigação e inovação dos
Estados-Membros. Estas informações constam também da Avaliação de Impacto em
anexo à Comunicação da Comissão «Uma Parceria Europeia de Investigação
Reforçada em prol da Excelência e do Crescimento», COM(2012) 392 final de
17.7.2012. [19] «ERAC's Opinion on the Commission's Annual Growth Survey»,
fevereiro de 2012. [20] Além disso, a Comissão publicará nas próximas semanas um Livro
Verde sobre o financiamento a longo prazo da economia europeia no qual serão
apresentados os motores e as condicionantes do financiamento a longo prazo, bem
como ideias para ações e possíveis novos instrumentos/iniciativas. [21] Comissão Europeia (2011), Policies in support of
high-growth innovative SMEs, INNO-Grips Policy Brief No 2. [22] COM(2012) 669 final. [23] COM(2012) 392 final. [24] Documento de trabalho dos Serviços da Comissão SWD(2012)
212 - Avaliação de Impacto que acompanha a Comunicação COM (2012) 392 final. [25] COM(2012) 401 final e COM(2012) 417 final. [26] Este novo regime, inspirado no regime SBIR dos Estados
Unidos, é também uma resposta à solicitação do Conselho Europeu em 2011 de
estudar a melhor forma de satisfazer as necessidades das empresas inovadoras e
em rápido crescimento mediante uma abordagem baseada no mercado. [27] Report of the Chairman of the expert group on the cross
border matching of innovative firms with suitable investors, Comissão
Europeia, 2012. http://ec.europa.eu/transparency/regexpert/index.cfm?do=groupDetail.groupDetailDoc&id=6008&no=1. [28] COM(2011) 860 final e COM(2011) 862 final. [29] Os contratos públicos de inovação incluem contratos
pré-comerciais (CPC) e contratos públicos de soluções inovadoras (CPI). [30] 170 milhões de euros de financiamento nacional italiano,
combinado com Fundos Estruturais adicionais da UE e apoio do BEI. [31] Os contratos pré-comerciais constituem um método para a
aquisição de serviços I&D com o objetivo de desenvolver um novo produto ou
solução. [32] COM(2011) 899 final. [33] http://ec.europa.eu/environment/ecoap/index_en.htm. [34] http://www.glassplus.eu/home.aspx,
http://www.saturn.rwth-aachen.de/. [35] Adoção dos dois regulamentos de execução da cooperação
reforçada no domínio da criação da proteção de patente unitária http://ec.europa.eu/internal_market/indprop/patent/index_en.htm.
[36] http://www.epo.org/searching/free/patent-translate.html. [37] SWD(2012) 458 final. [38] COM(2012) 537 final. [39] http://webgate.ec.europa.eu/eipaha
[40] Ver anexo sobre o desempenho dos Estados-Membros que
acompanha a presente comunicação. [41] http://ec.europa.eu/enterprise/policies/innovation/files/ris-2012_en.pdf. [42] Ver http://ec.europa.eu/regional_policy/what/future/proposals_2014_2020_en.cfm. [43] http://s3platform.jrc.ec.europa.eu [44] http://www.socialinnovationeurope.eu/
[45] COM(2011) 682 final de 25 de outubro de 2011. [46] O programa PROGRESS é um instrumento financeiro da UE http://ec.europa.eu/research/infrastructures/index_en.cfm?pg=success9
[47] COM(2012) 573 final de 3 de outubro de 2012. [48] Painel Europeu da Inovação no Setor Público de 2013. [49] COM(2012) 497. [50] O Grupo de Altos Funcionários é composto por
representantes do Brasil, Canadá, China, Comissão Europeia, França, Alemanha,
Índia, Itália, Japão, México, Rússia, África do Sul, Reino Unido e EUA. A
Austrália obteve o estatuto de observador em novembro de 2011. [51] O Grupo Carnergie é composto pelos Ministros da
Ciência/Conselheiros do G8 + Comissão Europeia + Outreach 5 (Canadá, França,
Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido, EUA + Brasil, China, Índia,
México e África do Sul). [52] Relatório dos Investigadores de 2012. [53] 1st Position paper of the European Research
Area and Innovation Board (ERIAB): "Stress-test" of the Innovation
Union, novembro de 2012