RELATÓRIO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES sobre a execução do Instrumento para a Cooperação no domínio da Segurança Nuclear Segundo Relatório – Programas de Ação Anuais de 2010 e 2011 /* COM/2012/0771 final */
ÍNDICE 1........... INTRODUÇÃO............................................................................................................ 4 2........... EXECUÇÃO DO ICSN PELO BENEFICIÁRIO......................................................... 6 3........... EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS DE AÇÃO
ANUAIS EM NÚMEROS.................. 8 4........... CONCLUSÕES.......................................................................................................... 12 RESUMO
O presente
relatório e o documento que o acompanha referem‑se a todos os Programas
de Ação Anuais (PAA) do Instrumento para a Cooperação no domínio da Segurança
Nuclear (ICSN) desde 2007 e que ainda estão em curso em 2010 e 2011. Descreve
também os desenvolvimentos no que se refere aos PAA de 2010 e 2011. O Instrumento para
a Cooperação no domínio da Segurança Nuclear (ICSN) entrou em vigor em 1 de
janeiro de 2007. Os seus principais objetivos consistem em apoiar a promoção de
um elevado nível de segurança nuclear, a proteção contra as radiações e a
aplicação de salvaguardas de materiais nucleares eficientes e eficazes em
países terceiros, a nível mundial. Em 2010 e 2011 o
programa ICSN prosseguiu a cooperação em matéria de segurança nuclear iniciada
com os países da antiga União Soviética ao abrigo do programa TACIS
(Assistência Técnica à Comunidade de Estados Independentes) (ver artigo 18.º do
Relatório 2007‑2009)[1],
tendo o seu âmbito geográfico sido alargado a nível mundial. O Programa
Indicativo para 2010-2011 e os Programas de Ação Anuais (PAA) para os anos
respetivos foram adotados pela Comissão tendo em conta o parecer do Comité do
ICSN. Os principais
objetivos do ICSN para o período de 2010-2011 consistiam no reforço das
autoridades reguladoras nos países beneficiários, com o objetivo de promover
uma cultura de segurança nuclear efetiva e de melhorar a gestão segura e
responsável do combustível irradiado e dos resíduos radioativos. A cooperação no
domínio da segurança nuclear foi progressivamente reorientada para uma maior
participação das autoridades reguladoras de países terceiros no domínio
nuclear, bem como para a gestão dos resíduos radioativos e reabilitação dos
locais. A este respeito, devem ser sublinhados os esforços em matéria de
reabilitação de antigas instalações de extração e transformação de urânio na
Ásia Central. No seguimento do
acidente de Fukushima-Daiichi, a Comissão convidou os países abrangidos pela
Política de Vizinhança da UE a participarem nas discussões com vista a alargar
as avaliações globais do risco e da segurança («testes de resistência») das
centrais de energia nuclear em funcionamento, incluindo uma revisão pelos pares
de relatórios nacionais, uma vez que se considerava que alguns destes países
poderiam beneficiar da cooperação com a Comissão, no âmbito do ICSN, na
realização do exercício. A Ucrânia decidiu seguir o mesmo calendário que o dos
testes de resistência na União Europeia sem pedir o apoio do ICSN. A Arménia
pediu apoio técnico para a realização dos testes, no âmbito do PAA 2011, parte
II, do ICSN. Os principais
desenvolvimentos em matéria da cooperação e assistência no domínio da segurança
nuclear no âmbito do ICSN durante o período 2010 e 2011 são apresentados no
relatório que se segue. O documento de trabalho da Comissão que acompanha o
presente relatório apresenta dados mais pormenorizados sobre os projetos no
âmbito dos Programas de Ação de 2007 a 2011. 1. INTRODUÇÃO
O presente
relatório é apresentado ao Parlamento Europeu e ao Conselho, bem como ao Comité
Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, em conformidade com a
obrigação de apresentação de relatórios prevista no artigo 18.º do Regulamento
(EURATOM) n.º 300/2007 do Conselho, de 19 de fevereiro de 2007, que
institui um Instrumento para a Cooperação no domínio da Segurança Nuclear[2], a seguir designado
Regulamento ICSN. Em 1991, a fim de
dar resposta às preocupações de segurança suscitadas pelos Estados‑Membros
devido ao acidente de Chernobil, a Comissão decidiu lançar a componente de
segurança nuclear do programa TACIS. Entre 1991 e 2006, mais de
1,3 mil milhões de euros foram afetados a projetos de segurança
nuclear. A partir de 2007,
as atividades da União Europeia em matéria de assistência e cooperação para a
segurança nuclear foram prosseguidas no âmbito do Instrumento de Cooperação no
domínio da Segurança Nuclear (ICSN)[3].
O ICSN introduziu algumas alterações em relação ao programa de segurança
nuclear TACIS, que são seguidamente enumeradas. Em primeiro lugar,
o âmbito geográfico deixou de se limitar aos países da antiga União Soviética,
aplicando-se igualmente a países terceiros de todo o mundo. Isto permite
que a experiência adquirida pela Comissão no âmbito do programa TACIS[4] possa ser utilizada noutros
países, de modo a dar resposta às necessidades dos países emergentes, assim
como dos países com programas de energia nuclear em curso e que precisam de
melhorar a sua segurança nuclear, nomeadamente aqueles que têm programas
nucleares em rápida expansão. Em 2008, a Comissão anunciou a sua estratégia
global numa comunicação ao Conselho e ao Parlamento[5]. Tendo em conta as
eventuais necessidades de cooperação em matéria de segurança nuclear em todo o
mundo, o Conselho propôs um conjunto de critérios que têm de ser respeitados
sempre que são analisados projetos com novos países[6]. A Comissão teve em
consideração esses critérios na sua estratégia do ICSN revista para 2010-2013[7], que também definiu as
prioridades geográficas. Em segundo lugar,
o programa TACIS estava centrado na assistência em matéria de segurança
nuclear, incluindo, em muitos casos, o fornecimento de equipamento («hard
assistance»), enquanto o objetivo do ICSN consiste em reforçar a cooperação
a fim de melhorar a segurança nuclear, incluindo o fornecimento de equipamento
somente num número limitado de casos ou sem fornecimento de equipamento («soft assistance»).
Os parceiros são também incentivados a assumirem um papel mais ativo na
definição, gestão e execução dos programas e projetos. A Comissão
continuará a promover a criação de mecanismos de cofinanciamento com
organizações parceiras, geralmente através de contribuições em espécie
(recursos humanos), fornecimentos ou realização de obras (estudos
complementares, obras de construção civil), com base em planos de financiamento
previamente acordados. Por último, o
alargamento do âmbito geográfico do ICSN, em comparação com o programa TACIS,
veio aumentar a necessidade de cooperação internacional e de coordenação das ações
com os outros dadores e interessados, nomeadamente a Agência Internacional da
Energia Atómica (AIEA). O presente
relatório fornece informações sobre os Programas de Ação Anuais (PAA) de 2010 e
2011, incluindo os projetos aprovados até final de 2011 e a respetiva fase de
execução em meados de 2012. Os projetos previstos no âmbito destes PAA para os
quais o procedimento de adjudicação ainda não teve início não são mencionados. As dificuldades
iniciais na fase de transição do programa TACIS para o ICSN, originadas
sobretudo pelos atrasos dos países parceiros em assinarem o novo formato das
convenções de financiamento, foram entretanto, em grande medida, ultrapassadas,
com exceção da Federação da Rússia e do Brasil. 2. EXECUÇÃO
DO ICSN PELO BENEFICIÁRIO
Na Ucrânia,
o ICSN continuou a dar apoio específico à autoridade reguladora da segurança
nuclear e ao operador da central nuclear em matéria de melhoria da segurança
nuclear. Continuou também a prestar apoio para a gestão dos resíduos
radioativos e a segurança nuclear em geral. A Ucrânia continuou a ser o
principal beneficiário do programa ICSN. O Fundo de Proteção de Chernobil
recebeu fundos adicionais em 2010 e 2011 para poder completar o novo
confinamento de segurança até 2015. Na Federação da
Rússia, os projetos que haviam sido lançados ao abrigo do programa TACIS
foram prosseguidos no âmbito do ICSN, embora não tenha sido possível lançar
novos projetos uma vez que não se chegou a acordo quanto ao quadro de
cooperação mais adequado. Prosseguiram as discussões no sentido de explorar as
possibilidades de retomar as atividades de cooperação com um âmbito mais
limitado, mas sem qualquer sucesso.
Na Arménia, foram lançados projetos importantes relacionados com a
central nuclear de Medzamor, de modo a resolver as questões de segurança mais
urgentes enquanto a central se mantiver em funcionamento. Contudo, a Comissão
continua a defender que a central não tem qualquer possibilidade de ser
adaptada para poder cumprir as atuais normas de segurança nuclear e que, por
conseguinte, deve ser encerrada o mais rapidamente possível. Os projetos
levados a cabo tiveram por objetivo a formação de recursos humanos, a
assistência à autoridade reguladora da segurança nuclear e a definição de uma
estratégia para a gestão dos resíduos tendo em vista a futura desativação da
central nuclear. Na Bielorrússia
e na Geórgia, prosseguiu a cooperação com projetos relativamente
pequenos de apoio à autoridade reguladora da segurança nuclear dos dois países
e com projetos sobre gestão de resíduos radioativos na Geórgia. No que se
refere à Bielorrússia, tiveram lugar discussões para aprofundar a cooperação e
desenvolver as capacidades da autoridade reguladora, tendo em vista a eventual
construção de uma central nuclear no país. Foi aprovado um projeto
regional para a criação de um quadro legislativo e regulamentar para a
reabilitação de antigas instalações de extração de urânio na Ásia Central. Os
projetos de cooperação com o Quirguistão, o Tajiquistão e o
Usbequistão têm por objetivo a reabilitação de diversas antigas instalações
de produção de urânio, havendo ainda um projeto de cooperação com a Mongólia
com vista à criação de um quadro regulamentar aplicável às minas e à
extração de urânio e a ações de formação. O âmbito do
programa foi alargado a novos países em três regiões: Países abrangidos
pela Política Europeia de Vizinhança: os projetos de cooperação no
âmbito do ICSN prestaram apoio às autoridades reguladoras da segurança nuclear;
foram lançados projetos para o reforço das capacidades no Egito, na Jordânia
e em Marrocos. Porém, os desenvolvimentos políticos (Primavera Árabe),
entre outros fatores, atrasaram o processo. No Iraque teve início um
projeto para a criação de capacidades em matéria de desativação, gestão de
instalações e de resíduos radioativos (no âmbito do Instrumento de
Estabilidade). Este projeto será alargado, tal como previsto no PAA de 2011,
através de um projeto para a eliminação segura dos resíduos radioativos das
diversas instalações nucleares que foram encerradas. Sudeste
Asiático: Foram aprovados projetos de apoio às
autoridades reguladoras para as Filipinas (ainda não iniciados) e o Vietname
(iniciado em meados de 2012). Um projeto proposto para a Malásia foi adiado
para o PAA de 2012. América Latina: Foram lançados projetos com a autoridade reguladora no domínio da
segurança nuclear do Brasil no âmbito dos PAA de 2009 e 2010 (uma vez que a
convenção de financiamento do projeto relativo ao operador nuclear no âmbito da
Parte II do PAA de 2010 não tinha sido assinada pelas autoridades brasileiras
até ao final de 2011, como solicitado, o projeto teve de ser cancelado). Foram
estabelecidos contactos com o México e a Argentina, tendo as
primeiras visitas sido realizadas em 2010. Relativamente ao México, um projeto
de apoio à autoridade reguladora do setor nuclear, bem como um projeto para o
desenvolvimento de uma política e uma estratégia de gestão do combustível
irradiado e dos resíduos radioativos, foram aprovados no âmbito do PAA de 2010
e iniciados em 2012. Contudo, até à data, não foi alcançado um acordo sobre as
possibilidades de cooperação em matéria de segurança nuclear com a Argentina. China: Foi aprovado um projeto de cooperação com a Autoridade nacional
chinesa de regulação da segurança nuclear e com as respetivas OAT no âmbito do
PAA de 2011. O projeto tem por objetivo reforçar o quadro regulamentar em
matéria de segurança nuclear na China, em conformidade com as normas e as boas
práticas reconhecidas a nível internacional, bem como reforçar a preparação da
China para fazer face aos acidentes graves e prestar assistência à elaboração
de uma estratégia para a gestão de resíduos radioativos e do combustível
irradiado. A cooperação
com a AIEA foi alargada para apoiar atividade técnicas temáticas a
nível nacional ou regional. Pretende reforçar ainda mais uma cultura da
segurança, o reforço das capacidades das entidades reguladoras, a gestão dos
resíduos, a segurança dos reatores de investigação e a segurança sísmica. Foi
disponibilizado um apoio financeiro considerável para o Fundo de Proteção de
Chernobil e para a Conta de Segurança Nuclear, geridos pelo BERD em
nome dos países doadores. Os trabalhos de estabilização da
estrutura de proteção da Unidade 4 de Chernobil foram concluídos. A conceção do
novo confinamento de segurança, bem como a preparação do local para a sua
construção, estavam em fase de conclusão no período de referência. Na
conferência de doadores organizada em Kiev em abril de 2011, que coincidiu com
as comemorações do 25.º aniversário do acidente de Chernobil, foram prometidos
os 740 milhões de EUR necessários para completar o projeto. Os
grandes projetos continuarão a avançar de acordo com os custos e o calendário
aprovados em 2010, estando a respetiva conclusão prevista para outubro de 2015[8]. 3. EXECUÇÃO
DOS PROGRAMAS DE AÇÃO ANUAIS EM NÚMEROS O Regulamento ICSN
foi adotado em 19 de fevereiro de 2007. A Estratégia para 2007-2013 e o
primeiro Programa Indicativo para o período de 2007-2009[9] foram adotados pela Comissão em
8 de agosto de 2007. O Programa Indicativo para 2010-2011 foi aprovado e
adotado em 2009[10]. Tendo em conta o
tempo necessário para a adoção dos Programas de Ação, numa base anual, bem como
a duração do período de aprovação pelos países parceiros, a execução da maior
parte dos projetos no âmbito do ICSN só teve início em 2009 e a execução da
maior parte dos projetos no âmbito dos PAA de 2010 e 2011 deveria ter início em
2012. Programa
de Ação Anual 2010 (PAA 2010) Dotações O PAA de 2010 foi
apresentado em duas partes: –
Parte I – 7,7 milhões de EUR[11] –
Parte II – 61,627 milhões de EUR[12] Execução –
principais elementos em meados de 2012 As convenções de
financiamento relativas aos projetos da Parte II do PAA de 2010 foram todas
assinadas com exceção de uma relativa ao operador brasileiro (o Brasil não
concluiu a convenção de financiamento até ao final de 2011 e o respetivo
projeto foi cancelado). Os projetos da Parte I do PAA de 2010 não requeriam
convenções de financiamento[13].
No âmbito do PAA
de 2010, até agora foram assinados contratos com a Jordânia (foi
assinado o contrato relativo a um projeto de 1,2 milhões de EUR para prestar
assistência relacionada com o desenvolvimento e o reforço de capacidades da
autoridade de regulação da segurança nuclear da Jordânia) e com o México
(dois projetos de um montante de cerca de 3 milhões de EUR relativos à
cooperação com a autoridade de regulação do México e à cooperação em matéria de
elaboração de uma política e estratégia de gestão de combustível irradiado e
resíduos radioativo no México). Por outro lado, foram assinados contratos
relativos a projetos «plurinacionais» (três projetos no montante de
3,475 milhões de EUR para a criação de redes de ligação e reforço dos sistemas
de comunicação e de formação relativos à gestão de resíduos radioativos, bem
como diversas atividades de formação e de orientação para peritos em matéria de
regulação e OAT) e projetos «pluri-AIEA» (contribuição de 4 milhões de
EUR para apoiar projetos da AIEA geridos por Serviços de cooperação técnica e
segurança das instalações nucleares). Em dezembro de
2010, foi efetuado um pagamento de 17 milhões de EUR ao Fundo de Proteção de
Chernobil em antecipação do quarto compromisso da UE por parte da Comissão, que
deveria ser efetuado em 2011. Programa
de Ação Anual 2011 (PAA 2011) Dotações O PAA de 2011 foi
apresentado em duas partes: –
Parte I – 38,7 milhões de EUR[14] –
Parte II – 35,9 milhões de EUR[15] Execução –
principais elementos em meados de 2012 As convenções de
financiamento relativas aos projetos da Parte II do PAA de 2011 estavam a ser
preparadas ou enviadas aos países parceiros e deverão ser assinadas antes do
final de 2012. Os projetos da Parte I do PAA não requerem convenções de
financiamento. No âmbito do PAA
de 2011, foi assinado um contrato para prestar apoio ao operador na execução
dos «testes de resistência» na central nuclear da Arménia (ANPP). Foi
assinado um segundo contrato para prestar apoio à autoridade reguladora do
setor nuclear da Arménia (ANRA) na análise do relatório de autoavaliação do
operador. Estes projetos de apoio técnico, cujo montante se eleva a cerca de
1,8 milhões de EUR, estavam a ser preparados para execução. Vale a pena
salientar que o Governo arménio tinha aceitado participar no exercício de
avaliação global do risco e da segurança («testes de resistência») lançado pela
UE, ao qual se juntaram países vizinhos. Em abril de 2011,
a Comissão comprometeu-se a atribuir 122 milhões de EUR de apoio da UE aos dois
Fundos de Chernobil, o «Fundo de Proteção de Chernobil» e a «Conta de Segurança
Nuclear» numa conferência de doadores em Kiev. Esta conferência recolheu 740
milhões de EUR, montante necessário para completar os projetos de acordo com as
estimativas de custos e o calendário aprovados em 2010. No
período abrangido pelo presente relatório, os projetos de Chernobil continuaram
a progredir de acordo com as estimativas de custos e o calendário aprovados,
estando a sua conclusão prevista para outubro de 2015. Uma terceira prestação
de 34 milhões de EUR foi paga ao Fundo de Proteção de Chernobil no âmbito do
PAA 2011, em conformidade com o compromisso assumido em 2011. Quadro recapitulativo
Utilização dos fundos do programa ICSN
(em milhões de euros - situação em meados de 2012) ANO || Fundos autorizados[16] || Fundos afetados a contratos || Fundos pagos 2010 || 69 327 || 35 908 || 22 940 2011 || 74 608 || 37 002 || 34 423 4. CONCLUSÕES O presente
relatório é limitado em termos de resultados e de impacto devido à fase
relativamente precoce de execução do programa ICSN. Foram concluídos poucos
projetos durante o período de referência; a maior parte está em fase de
preparação ou de execução. Desde meados de
2012, cerca de 50 projetos no âmbito dos PAA 2007-2009 e outros 30 projetos no
âmbito dos PAA 2010 e 2011 encontram-se em diversas fases de execução. Muitos
deles estão divididos em diversos subprojetos para serem adjudicados
separadamente. Os documentos da adjudicação dos contratos estão atualmente em
preparação relativamente à maioria dos projetos no âmbito dos PAA 2010 e 2011.
Todos estes projetos são plenamente conformes com os objetivos do Regulamento
ICSN. O desenvolvimento
da cultura de segurança nuclear através do ICSN integra os ensinamentos
retirados do programa de segurança nuclear TACIS, proporcionando uma resposta
mais adequada às novas necessidades no âmbito de um mandato que já não se
limita à região da antiga União Soviética. O programa ICSN
continuou as ações iniciadas no âmbito do TACIS, sobretudo na Europa Oriental,
mas progressivamente o âmbito geográfico e o conteúdo da cooperação foram
alargados. A cooperação com as autoridades reguladoras no domínio nuclear
continuou a crescer, a cooperação com os operadores foi reduzida e o
desenvolvimento de uma gestão responsável do combustível nuclear irradiado e
dos resíduos radioativos, bem como a desativação e a reabilitação dos locais,
foram ganhando importância. As contribuições para os fundos de Chernobil
continuaram a absorver uma parte significativa do orçamento anual mas esta
situação deverá terminar em 2013. A cobertura
geográfica do programa aumentou constantemente, tendo passado de quatro países
em 2007 para 15 em 2010 e 2011; a cooperação com outros países continua a ser
explorada. O número de países beneficiários deverá atingir os 17 no PAA de
2012. Considera-se que a
execução do ICSN em 2010 e em 2011 está bem definida, que os projetos aprovados
estão bem concebidos e que os projetos, uma vez adjudicados (apenas um número
limitado foi adjudicado até à data), avançam de forma satisfatória. Quando
forem executados com êxito, contribuirão de forma significativa para reforçar a
segurança nuclear e a cultura da segurança nuclear nos países beneficiários. A interrupção da
cooperação com a Federação da Rússia no âmbito do ICSN nos domínios da
regulamentação nuclear, melhoria da segurança operacional e estabelecimento de
uma gestão responsável do combustível irradiado, desativação e reabilitação dos
locais é um facto dececionante. Tendo em conta o impacto igualmente nos países
vizinhos, o facto de a Federação da Rússia ser um grande exportador de
tecnologias nucleares e as vantagens mútuas da prossecução da cooperação entre
a UE e a Rússia, a Comissão continuará a procurar formas de estabelecer uma
cooperação eficaz e satisfatória para as duas partes com base numa parceria. [1] Relatório da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho,
ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões sobre a execução
do Instrumento para a Cooperação no domínio da Segurança Nuclear – Primeiro
relatório – Programas de ação anuais de 2007, 2008 e 2009. [2] O artigo 18.º do Regulamento ICSN estipula o seguinte:
«A Comissão analisa a evolução das ações desenvolvidas ao abrigo do presente
regulamento e apresentará ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório
anual sobre a execução da assistência. O relatório é igualmente apresentado ao
Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões. Este relatório deve
incluir informações sobre o ano anterior relativas às medidas financiadas, aos
resultados dos exercícios de controlo e avaliação e à execução das autorizações
e pagamentos orçamentais, discriminadas por país, região e domínio de
cooperação.» [3] Regulamento (Euratom) n.º 300/2007 do Conselho, de
19 de Fevereiro de 2007, que institui um Instrumento para a
Cooperação no domínio da Segurança Nuclear (JO L 81 de 22.3.2007,
p. 1). [4] O programa TACIS (Assistência Técnica à Comunidade de
Estados Independentes) foi concebido pela Comissão Europeia para apoiar 12
países da Europa Oriental e da Ásia Central (Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia,
Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão,
Turquemenistão, Ucrânia e Usbequistão), bem como a Mongólia, na transição para
economias democráticas orientadas para o mercado. [5] Comunicação «Enfrentar o desafio internacional da
segurança e salvaguardas nucleares», COM (2008) 312 final, de 22 de maio
de 2008. [6] Conclusões
do Conselho sobre a assistência aos países terceiros em matéria de segurança e
de salvaguardas nucleares, 9 de dezembro de 2008. http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_Data/docs/pressdata/en/trans/104601.pdf [7] Estratégia revista para os programas comunitários de
cooperação no domínio da segurança nuclear para o período 2010-2013 (C (2009)
0922). [8] Os projetos de segurança nuclear sobre gestão de
resíduos radioativos no âmbito de TACIS estavam ainda em curso na central
nuclear de Chernobil durante o período de referência. [9] Decisão C/2007/3758 da Comissão de 1.8.2007. [10] Decisão C/2009/9820 da Comissão de 8.12.2009. [11] Decisão C (2010) 4283 da Comissão de 29 de junho de 2010. [12] Decisão C (2010) 8265 da Comissão de 29 de novembro de
2010. [13] Os projetos da Parte I dos PAA para 2010 e 2011 não
necessita(ar)m de uma convenção de financiamento dado que, em geral, são
geridos por pagamentos diretos a organizações internacionais, por exemplo. Para
esses pagamentos, são necessários acordos de contribuição. [14] Decisão C (2011) 5784 da Comissão de 17 de agosto de 2011. [15] Decisão C (2011) 9268 da Comissão de 16 de dezembro de
2011. [16] Autorizações primárias = autorizações finais no âmbito do
PAA 2010 e do PAA 2011.