COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHO E AO PARLAMENTO EUROPEU Investigação e inovação para a mobilidade futura na Europa_Delinear uma estratégia tecnológica europeia para o setor dos transportes /* COM/2012/0501 final */
ÍNDICE 1........... Investigação e inovação em apoio da
política de transportes............................................ 3 2........... Explorar as potencialidades de
inovação do setor europeu dos transportes...................... 4 3........... Antevisão da mobilidade e do
sistema de transportes futuros da Europa........................... 5 3.1........ Sistema de transportes integrado e
vocacionado para o utente......................................... 5 3.2........ Transportes de longo curso, interurbanos
e urbanos sustentáveis...................................... 6 4........... Reforçar a investigação e inovação
no setor dos transportes na Europa............................ 7 5........... Iniciativas atinentes a promover a
capacidade de inovação do setor dos transportes......... 8 5.1........ Focalizar a investigação e inovação
no setor dos transportes............................................ 8 5.2........ Conciliar esforços......................................................................................................... 10 5.3........ Sair dos caminhos batidos: quebrar o
«aprisionamento» tecnológico............................... 10 5.4........ Disseminação eficiente das soluções
inovadoras............................................................ 11 6........... Oportunidades e desafios da disseminação
das tecnologias de transporte....................... 12 7........... Prosseguir o trabalho.................................................................................................... 12 ANEXO: Áreas de investigação e inovação,
domínios prioritários e respetiva importância política 14 1. Investigação e
inovação em apoio da política de transportes O Livro Branco dos Transportes, de 2011[1],
propugna a transformação do sistema europeu de transportes num sistema
sustentável e competitivo, que melhore a mobilidade e continue a apoiar o
crescimento económico e o emprego, traçando objetivos ambiciosos para reduzir a
dependência da Europa do petróleo importado, melhorar o ambiente, diminuir o
número de acidentes e reduzir drasticamente as emissões de gases com efeito de
estufa. Estes objetivos inscrevem-se num contexto caracterizado
pelo crescimento contínuo da procura de transporte, a disparidade na evolução
dos modos de transporte, mudanças demográficas e a diminuição da capacidade de
investimento dos poderes públicos. Para se enfrentarem os desafios que se colocam
à Europa e ao setor europeu dos transportes não bastam mudanças graduais. Os
governos e o setor dos transportes em geral têm, sim, de romper com o modo tradicional
de pensar. Para dar resposta à nova realidade, são necessárias ideias novas,
estratégias pioneiras e espírito de iniciativa. O que está em jogo não é só a
viabilidade do sistema europeu de transportes, é também, à luz do impacto do
transporte no crescimento económico e no emprego, a criação de uma economia
inteligente, sustentável e inclusiva na Europa, como preconiza a estratégia
Europa 2020[2]. É essencial, por conseguinte, mobilizar a
capacidade europeia de investigação e inovação para apoiar os objetivos setoriais
e sociais da política de transportes. O Livro Branco propôs a criação de um «espaço
único europeu dos transportes» para servir 500 milhões de cidadãos no mercado
interno. Dada a dimensão deste mercado, será possível ensaiar em grande escala
uma multiplicidade de tecnologias e serviços inovadores, criando economias de
escala e âmbito e construindo mercados domésticos fortes para as empresas de
transporte europeias que operam à escala mundial. Esta abordagem interliga a
inovação com as outras três vertentes do Livro Branco, que são o mercado
interno, a construção de infraestruturas e a cooperação internacional. Na presente comunicação, a Comissão apresenta
resumidamente os resultados de um primeiro inventário da investigação e
inovação no setor dos transportes da UE, analisa as insuficiências da inovação
no sistema europeu de transportes e formula as primeiras propostas com vista a
colmatá-las. A comunicação será o ponto de partida da
elaboração de um plano tecnológico estratégico europeu para o setor dos transportes,
o qual constituirá o pilar «investigação e inovação» do Livro Branco. O
objetivo é garantir, para o próximo período de programação financeira e além
dele, uma abordagem coerente na utilização das várias fontes de financiamento
da investigação e inovação no setor dos transportes. O plano definirá os
domínios prioritários de maior relevância para a investigação e a inovação,
debruçar-se-á sobre a eficiência da cadeia de inovação e proporá medidas
específicas para se vencerem os obstáculos à disseminação das tecnologias. 2. Explorar as
potencialidades de inovação do setor europeu dos transportes Os serviços de transporte e
as indústrias conexas contribuem de forma marcante para a competitividade da
Europa. Os serviços de transporte e de armazenagem da UE, incluindo os serviços
postais e de correio, representam 5,1 % do valor acrescentado e 5,0 %
do emprego total (cerca de 11 milhões de trabalhadores). Se
lhes acrescentarmos a construção de equipamento de transporte
e o comércio e reparação de veículos automóveis e motociclos, o setor dos
transportes representa 7,9 % do valor acrescentado e 8,2 % do emprego
(18 milhões de trabalhadores). Muitas PME do setor
dos transportes e indústrias conexas investem fortemente em I&D
(investigação e desenvolvimento). O setor dos transportes confronta-se com um
número crescente de concorrentes à escala mundial, desejosos de inovar e
investir. Num mundo em rápida evolução, a Europa não pode dar-se ao luxo de
ficar para trás e as suas empresas terão de ser capazes de absorver tecnologias
e modelos de negócio inovadores que preservem a posição de líder que a Europa ocupa
no setor dos transportes. A análise da capacidade de inovação no setor
dos transportes[3]
indica que o investimento das empresas sediadas na UE em I&D na área dos
transportes excedeu 39 000 milhões de euros[4]
em 2008, o que torna este setor o maior investidor em I&D industrial da UE.
A UE e os Estados-Membros investiram 4200 milhões. As empresas da UE
representam mais de 40 % do investimento mundial em I&D industrial na área
dos transportes, contra 25 % das congéneres respetivamente do Japão e dos
EUA. O investimento da UE na investigação e
inovação na área dos transportes é relativamente modesto em termos pecuniários,
quando comparado com o que investem o setor privado e os Estados-Membros, mas o
seu efeito de alavanca é elevado. No âmbito do 7.º Programa‑Quadro
de atividades de investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração (7PQ)
são disponibilizados anualmente cerca de 600 milhões de euros. O programa da
rede transeuropeia de transportes, o Fundo de Coesão e o Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional (FEDER) financiam a introdução e a disseminação no
mercado. A UE tem também um papel importante de coordenação, exercido por meio
de uma panóplia de instrumentos e parcerias, como as plataformas tecnológicas
europeias e as iniciativas tecnológicas conjuntas[5], e é pioneira na proposta de amplos
compromissos políticos e normas regulamentares. No âmbito das ações Marie Curie
do 7PQ, foram já atribuídos 43,5 milhões de euros à
investigação na área dos transportes, proporcionando aos investigadores
oportunidades de carreira atraentes. No que respeita à capacidade de inovação, o
setor dos transportes caracteriza-se pela elevada heterogeneidade dos seus
subsetores, em cada um dos quais a pressão do mercado, o incentivo à inovação e
as necessidades dos utentes são diferentes. Em alguns subsetores, há um
desajustamento entre os agentes de mercado que desenvolvem as soluções e os que
se ocupam da sua disseminação. Outras particularidades são a moldura institucional
da definição da política de transportes e as prioridades da investigação, inovação
e disseminação nesta área, que diferem de Estado-Membro para Estado-Membro.
Esta heterogeneidade leva a que a Europa não possa colher todos os benefícios
que adviriam de uma maior conciliação do esforço de investigação e inovação no
setor dos transportes, tanto ao nível dos Estados‑Membros como das várias
indústrias a ele associadas. Está ainda por construir um genuíno espaço europeu
da investigação e inovação na área dos transportes. Até agora, a tónica das atividades de
investigação e inovação financiadas pela UE tem incidido em grande parte na
investigação de novas soluções e menos na sua demonstração, introdução no
mercado ou disseminação em grande escala, embora para certos sistemas, por
exemplo ERTMS[6],
SESAR[7]
ou Galileo[8],
haja compromissos para o ciclo completo. Com o objetivo de libertar o potencial
de inovação do setor dos transportes e dar resposta aos desafios descritos
atrás, a Comissão propõe uma nova abordagem. Passa ela por um portefólio
diversificado de fontes de financiamento público e privado, incluindo novos
instrumentos de financiamento, que aumentem o efeito de alavanca dos orçamentos
públicos, e a aplicação reforçada do princípio do utente-pagador. 3. Antevisão da
mobilidade e do sistema de transportes futuros da Europa Perspetivar a evolução do sistema europeu de
transportes é um exercício útil para servir de base à reflexão sobre a
investigação e inovação e sobre as soluções necessárias para se realizarem os
objetivos do Livro Branco. Essa antevisão baseia-se na análise[9] subjacente ao Livro Branco dos
Transportes e numa avaliação científica das tecnologias estratégicas no setor
dos transportes[10]. A antevisão a
seguir delineada tem em conta a evolução previsível das indústrias associadas
ao setor dos transportes na Europa. A indústria europeia vai continuar a sua
transição de uma vantagem competitiva assente nos custos para uma vantagem
competitiva assente no alto valor acrescentado, associada à inovação na
conceção, produção e exploração de sistemas e serviços complexos com baixa
componente carbónica. Esta evolução beneficiará o emprego e o crescimento. A
introdução de novos materiais e processos de produção atrairá novos parceiros
da área tecnológica para as indústrias associadas ao setor dos transportes e,
conjuntamente com o reforço das sinergias entre os modos de transporte, irá
promover a natureza inovadora do setor, favorecer o aparecimento de produtos
mais ecológicos e aumentar o valor da marca europeia para os produtos e
serviços de alta qualidade. 3.1. Sistema
de transportes integrado e vocacionado para o utente No futuro, a maior interação entre os
transportes, a energia e as tecnologias da informação e comunicação (TIC) possibilitará
avanços concretos no desempenho ambiental e na eficiência da utilização dos
recursos. O sistema de transportes evoluirá no sentido de uma mobilidade
assente na utilização de combustíveis alternativos e fontes de energia
sustentáveis e no recurso acrescido a meios de transporte amigos do ambiente e
hipoenergívoros. Uma nova geração de veículos ecológicos e «conectados»
emergirá, graças a sistemas de propulsão alternativos e a tecnologias de
comunicação inteligentes. O sistema de transportes será totalmente
integrado e intermodal, possibilitando que passageiros e mercadorias transitem
entre modos e cruzem fronteiras sem descontinuidades. O aumento da procura dos
utentes finais e o crescimento do mercado interno traduzir-se-ão em novos serviços
e em maior fiabilidade e flexibilidade, em benefício dos passageiros e dos
donos de carga. Todos os grandes aeroportos e portos marítimos estarão
conectados à rede ferroviária. Este processo será facilitado por sistemas e
serviços de informação, reserva e pagamento inteiramente intermodais. Os
terminais e plataformas intermodais de passageiros e mercadorias serão de
conceção inteligente e dotados de equipamento avançado, por exemplo para
facilitar a continuidade das operações de transbordo de carga. No segmento «mercadorias», novas metodologias
de localização, seguimento e gestão traduzir-se-ão em serviços de logística
altamente eficientes, económicos e totalmente informatizados, com uma pegada
ecológica atenuada. As mercadorias serão entregues em prazos garantidos. No
domínio da segurança do transporte, a tecnologia ajudará a satisfazer as
aspirações da sociedade a «zero vítimas» e «segurança total». A médio prazo, implementar-se-á uma nova
arquitetura para um sistema europeu de gestão, informação e pagamento dos
serviços de transporte, vocacionado para o utente e assente em tecnologias
avançadas de localização, comunicação e monitorização. A curto prazo, os
sistemas vigentes de gestão e informação modal serão melhorados, mais
amplamente disseminados e, se necessário, ampliados por interfaces com outros
modos para possibilitar deslocações e serviços logísticos sem descontinuidades. As
infraestruturas de transporte modificar-se-ão. As infraestruturas modernas irão
incorporar crescentemente componentes novos que as tornarão inteligentes (compatíveis
com as TIC e automatizados), ecológicas (materiais novos, leves e recicláveis)
e intermodais (terminais, placas giratórias e equipamento automatizados), e
integrar o abastecimento de combustíveis alternativos hipocarbónicos e sistemas
inovadores de gestão e exploração. A rede de base da RTE-T constituirá uma referência
importante neste contexto. As novas infraestruturas caracterizar-se-ão por
resiliência climática, tempos de inatividade mais curtos e custos de manutenção
baixos. 3.2. Transportes
de longo curso, interurbanos e urbanos sustentáveis Os meios de transporte que hoje se usam serão
substituídos por gerações novas de veículos rodoviários, aeronaves, navios e
comboios ecológicos, seguros e silenciosos. O ciclo de vida das aeronaves,
navios e comboios é todavia muito longo, pelo que — exceto em caso de
retroequipamento — só lentamente se começarão a colher os benefícios, ainda que
se introduzam mais cedo melhoramentos técnicos e operacionais. Em combinação com
a mudança de paradigma na organização da gestão do tráfego, os futuros navios e
aeronaves trarão grandes benefícios para o ambiente e ganhos de eficiência para
um setor cujo mercado irá continuar a crescer fortemente. O transporte hidroviário e ferroviário de
médio curso ganhará passageiros e mercadorias, graças a meios de transporte de
conceção nova e vocação específica. Uma cadeia de abastecimento mais ecológica
incentivará também a transferência modal de tráfego de mercadorias de longo
curso, favorecendo os modos hidroviário e ferroviário. No transporte rodoviário
de mercadorias de médio curso e no transporte rodoviário de passageiros
utilizar‑se-ão crescentemente veículos de novos tipos em redes de
infraestruturas ecológicas reservadas. O reforço gradual das normas de emissão para
os novos automóveis particulares deverá favorecer, sem prejuízo da mobilidade,
a utilização de meios de propulsão alternativos, em especial nos centros
urbanos. Novos modos de transporte individual com consumo mínimo de recursos
emergirão, a par do uso crescente da bicicleta e da marcha em zonas urbanas
reordenadas. O planeamento integrado em prol da mobilidade sustentável
tornar-se-á a norma no ordenamento urbano e territorial. A logística e os
serviços de entrega e distribuição nas zonas urbanas tornar-se-ão menos
ruidosos e cada vez menos poluentes. Desenvolver‑se-ão novos modelos de
distribuição de mercadorias em meio urbano. A criação de serviços de transporte público
concentrar-se-á nas zonas urbanas, uma vez que é nelas que o transporte público
poderá aumentar a sua quota de mercado. Os transportes públicos utilizarão
crescentemente a eletricidade e continuarão universalmente acessíveis e com
preços comportáveis, independentemente do estatuto social ou local de
residência dos utentes (prevenindo a exclusão social no acesso). Novos modelos
de negócio poderão emergir para o transporte público e particular, como a
propriedade partilhada de meios de transporte, bem como uma nova geração de
meios de mobilidade pessoal, conectáveis e que podem tornar-se sistemas de
transporte público «individualizado». Nas zonas rurais, serviços de autocarro,
miniautocarro ou táxi adaptados às necessidades e ecológicos assegurarão «acessibilidade
a pedido (eletrónico)». 4. Reforçar a
investigação e inovação no setor dos transportes na Europa A antevisão descrita só se materializará se a
investigação e inovação europeia no setor dos transportes conseguir as soluções
necessárias. Para tanto, impõe-se uma intervenção estratégica em quatro
domínios. Em primeiro lugar, importa ancorar mais
firmemente a investigação e inovação na política de transportes. A iniciativa
emblemática «União da inovação»[11]
e a Agenda Digital para a Europa[12]
destacam a necessidade de uma abordagem estratégica da inovação. A proposta da
Comissão «Horizonte 2020»[13],
que o legislador deverá ainda adotar, coloca o transporte inteligente,
ecológico e integrado entre os seis grandes desafios sociais em que a
investigação e inovação europeia pode ter um papel transformador. O Livro
Branco dos Transportes, por sua vez, advoga a integração de todos os modos num
sistema europeu único de transportes, contrariando a tendência prevalecente para
ver cada modo separadamente. Em segundo lugar, importa sintonizar melhor a
ação dos vários setores e atores. Embora a investigação em múltiplas frentes aumente,
em geral, a probabilidade de resultados e alargue a gama de soluções, as
especificidades da inovação no setor dos transportes indicam que uma frente
coordenada ou comum a vários setores e atores poderá ser mais eficaz em domínios
específicos. Por exemplo, os prestadores de serviços de transporte evocam frequentemente
a insuficiência de soluções inovadoras ou a sua natureza prematura, ao passo
que os criadores de soluções ficam muitas vezes à espera de sinais claros do
mercado para desenvolverem novas soluções de transporte e nem sempre
compreendem cabalmente as necessidades dos utentes[14]. Em terceiro lugar, importa quebrar o «aprisionamento»
tecnológico e abandonar o pensamento institucional compartimentado. As alianças
de partes interessadas e as estruturas existentes dificultam a exploração plena
das potencialidades da inovação que parte de outros modos de transporte ou de
outros setores. Assim, por exemplo, na inovação no setor dos transportes poderão
ter uma influência mais forte as inovações noutros setores, como as
telecomunicações ou a energia. Os operadores do setor dos transportes que
poderiam beneficiar de tais soluções inovadoras trabalham muitas vezes com
margens de lucro baixas e não estão, portanto, muito motivados para investir em
novas soluções. Por último, a necessidade de ativos
importantes e investimentos avultados e as barreiras elevadas com que se
confrontam os operadores que pretendem entrar no mercado impedem o setor dos
transportes de introduzir as soluções transformadoras necessárias. O «vale da
morte» que separa a investigação e desenvolvimento da inovação e comercialização,
para que a comunicação relativa à iniciativa «União da inovação» já chamava a
atenção, é um problema a que o setor dos transportes claramente não está imune. 5. Iniciativas atinentes
a promover a capacidade de inovação do setor dos transportes A Comissão propõe
um conjunto de iniciativas para dar corpo às medidas necessárias. Elas irão
contribuir para a realização dos objetivos políticos e para a resposta aos
desafios no setor dos transportes no horizonte de 2020[15]. 5.1. Focalizar
a investigação e inovação no setor dos transportes O processo de programação estratégica comum de
extremo a extremo será uma ferramenta importante para reforçar o sistema de
inovação. A presente comunicação constitui o ponto de partida desse processo,
propondo a Comissão três grandes áreas de investigação e inovação em que terão
de se obter nos próximos vinte anos resultados concretos e dissemináveis. ·
Na área dos meios de transporte, é necessária uma
mudança de paradigma, apostando em sistemas de propulsão alternativos,
combustíveis alternativos e tecnologias de comunicação inteligentes, que promova
a emergência de veículos rodoviários, aeronaves e navios ecológicos,
inteligentes e silenciosos, a par de interfaces mais eficientes com as
infraestruturas. Trata-se, nomeadamente, de desenvolver componentes, materiais
e tecnologias horizontais. Além de servir melhor as necessidades dos utentes, a
vantagem competitiva das indústrias europeias associadas ao setor dos
transportes deverá ser reforçada. ·
Na área das infraestruturas, é necessário promover
infraestruturas inteligentes, ecológicas e com custos baixos de manutenção e
resiliência climática, incluindo para o fornecimento de combustíveis
alternativos, sistemas modais de gestão e informação do tráfego capazes de
apoiar os serviços aos utentes, a gestão da procura e outras soluções de utilização
otimizada das infraestruturas. É também necessário reforçar aos níveis local,
regional e nacional a capacidade das autoridades públicas responsáveis pela
oferta de serviços e dos operadores do setor dos transportes. ·
Na área dos serviços e operações de transporte, são
necessários avanços substanciais na oferta de serviços eficientes e sem
descontinuidades para o transporte de passageiros e mercadorias, a fim de
possibilitar uma maior integração dos modos de transporte, em particular nas
zonas urbanas e interurbanas e em termos da conceção dos nós e da eficiência do
equipamento de transbordo. É necessário igualmente avançar na integração e
multimodalidade da informação e gestão do tráfego e da procura ao nível europeu
e na promoção de serviços de logística sem descontinuidades e de soluções
inovadoras de mobilidade urbana, nomeadamente em prol de um transporte público
de alta qualidade. As questões de segurança e as aplicações TIC
passarão a integrar todas estas áreas, tal como as necessidades dos utentes, e.g.
a acessibilidade, visto terem implicações para os veículos, as infraestruturas
e os serviços. Será também necessária investigação socioeconómica e
exploratória, designadamente para elucidar os padrões de comportamento dos
utentes. Para possibilitar
a real disseminação das novas soluções que irão contribuir para a realização
dos objetivos da política europeia de transportes, a investigação e inovação
europeia terá de ter alvos específicos. O anexo descreve as três áreas de
inovação, os seus dez domínios[16]
e a sua relação com os objetivos e metas do Livro Branco. A Comissão considera,
tendo em conta o parecer de peritos, que esses dez domínios apresentam grande
potencial de contribuição para os objetivos do Livro Branco no horizonte de
2030 (2050 no caso de alguns deles). Os domínios identificados atendem às
especificidades dos modos de transporte e às questões da multimodalidade, mas
não são a expressão de uma posição definitiva nem constituem a lista de
prioridades para programas futuros de investigação e inovação, podendo vir a
ser ajustados no quadro do debate com as partes interessadas. Os domínios identificados representam o ponto
de partida para um exercício de mapeamento, a lançar em setembro de 2012 com o propósito
de focalizar a I&D e o financiamento europeus em tecnologias dissemináveis
que contribuam eficazmente para os objetivos políticos. Esse exercício
destinar-se-á também a recensear as lacunas existentes e estudar soluções para
os pontos fracos da cadeia de inovação. Dele resultarão um ou vários roteiros
para cada domínio, com a identificação do financiamento, dos instrumentos e dos
atores e a previsão de mecanismos de monitorização e governação capazes de
responder a contextos evolutivos. Os domínios em que o mercado apresenta falhas
ou em que uma ação conjunta ou coordenada poderá acelerar a introdução das
novas tecnologias merecerão atenção particular. O exercício de mapeamento, que se baseará na
presente comunicação e no documento de trabalho dos serviços da Comissão que a
acompanha, consistirá num processo consultivo em que as partes interessadas participarão
na identificação dos domínios em que a ação ao nível europeu produzirá o
impacto mais forte. Para cada domínio prioritário, procurar-se-á um consenso
quanto aos requisitos decorrentes dos objetivos políticos e do estado da arte
da tecnologia europeia. Os roteiros preparados pelas partes interessadas
constituirão o ponto de partida, sempre que possível. Este processo
alicerçar-se-á numa abordagem científica, pondo à prova os roteiros na
perspetiva de obviar à fragmentação, por forma a possibilitar a adoção de
objetivos mais ambiciosos e a obtenção de massa crítica para a disseminação das
soluções. Em alguns domínios, especialmente os que envolvem questões intermodais
e para os quais não há roteiros consolidados, será necessário um esforço mais
intenso. O conjunto de
roteiros que sairá deste exercício constituirá o cerne do plano tecnológico
estratégico europeu para o setor dos transportes. Os roteiros servirão de base
para o trabalho futuro da Comissão, ou seja, a preparação dos programas de
trabalho do programa-quadro «Horizonte 2020», a identificação das necessidades
de financiamento, a preparação de propostas legislativas que estimulem a
disseminação, etc. 5.2. Conciliar
esforços A Comissão propõe-se reforçar as parcerias e
melhorar a governação da cadeia de inovação. As parcerias público-privadas e as
plataformas tecnológicas europeias criadas no setor dos transportes já
estabeleceram roteiros e programas estratégicos de investigação úteis, em
especial para as questões modais, mas será de estudar a introdução de novos
mecanismos de coordenação dos setores público e privado ou o melhoramento dos
existentes. Poder-se-á também explorar o potencial da programação conjunta, na
forma de parcerias de Estados‑Membros promovidas pela Comissão, ou de
parcerias europeias para a inovação. Assegurar-se-á a ligação com outros
programas estratégicos de investigação e inovação, como o Plano SET[17]. A prestação regular e fiável de informações
aos decisores políticos e às partes interessadas do setor privado pode
facilitar a monitorização e a condução do processo de desenvolvimento e
disseminação de soluções inovadoras. A Comissão propõe-se estabelecer, para o
efeito, um sistema de informação e monitorização da investigação e inovação no
setor dos transportes (TRIMIS), que será financiado pelo programa-quadro «Horizonte
2020» e se tornará o instrumento da Comissão para mapear as tendências
tecnológicas e as capacidades de investigação e inovação. O TRIMIS poderá ligar-se
a outra fonte de informação, o portal da Comissão consagrado à investigação e
inovação no setor dos transportes. Por último, os
desafios ambientais mundiais exigem uma resposta mundial coordenada. A corrida
pela mobilidade sustentável é à escala mundial. Significa isto que a integração
de uma vertente internacional na investigação e inovação europeia no setor dos
transportes é importante para o êxito da Europa neste domínio. Concretamente, a
promoção (e.g. ao nível da ICAO e da IMO) de acordos e metas de redução das
emissões de gases com efeito de estufa à escala mundial pode garantir o
desenvolvimento, comercialização e disseminação à escala mundial de soluções
inovadoras que contribuam para a mobilidade sustentável. A Europa terá de
estabelecer parcerias internacionais fortes, que sirvam os seus interesses
regulamentares e comerciais. 5.3. Sair dos
caminhos batidos: quebrar o «aprisionamento» tecnológico Para estimular a inovação na mobilidade e nos
transportes será necessário mobilizar os segmentos maduros do mercado dos
transportes e associá-los aos atores, já estabelecidos ou emergentes, de
setores como as telecomunicações, a produção de conteúdos, os serviços
financeiros ou o abastecimento de energia. Desta associação poderá resultar um
choque de interesses e culturas empresariais propício a ideias originais e
visionárias. O plano tecnológico estratégico para o setor dos transportes terá
assim igualmente por objetivo: ·
Explorar as convergências de setores como os
transportes, a energia, os serviços de informação e telecomunicações, o
ordenamento territorial e o ambiente, geradoras de valor acrescentado para a
mobilidade de empresas e consumidores e para os grandes objetivos políticos,
como o crescimento e o emprego. A abordagem a seguir deverá assentar em
conceitos sistémicos novos e ideias inovadoras; ·
Conceber um conjunto de princípios e instrumentos
de intervenção originais e abordagens interdisciplinares que estimulem a
iniciativa empresarial, e.g. prémios, novos regimes de capital de risco,
contratos públicos inteligentes, etc., pelos quais os poderes públicos poderão
dar resposta adequada e em tempo útil às necessidades das comunidades de
utentes e à dinâmica do mercado; ·
Criar uma nova dinâmica da inovação no setor dos
transportes, que promova a renovação do setor em geral, tornando-o atraente
para toda uma nova geração de talentos, inovadores e empreendedores. Poderá ser
necessário investir de forma coordenada nos sistemas de ensino e formação e
repensar as competências que estes permitem adquirir. A competitividade das PME
do setor poderá promover-se facilitando o seu acesso a fontes de financiamento
e aos mercados europeus e internacionais e aligeirando a burocracia. 5.4. Disseminação
eficiente das soluções inovadoras As medidas descritas ajudarão a centrar e
conciliar os esforços, criando novas dinâmicas. No entanto, para assegurar a
introdução e disseminação no mercado rápida e em grande escala das novas
tecnologias e serviços de transporte, e sem prejudicar o mercado único, a
intervenção pública poderá igualmente, se a reação do mercado for insuficiente,
assumir a forma de regulamentação, normas que garantam a interoperabilidade e a
continuidade do serviço, direitos de propriedade intelectual, contratos
públicos ou incentivos financeiros. A UE pode atenuar as distorções decorrentes
das subvenções ou das receitas geradas. O plano tecnológico estratégico para o setor
dos transportes apoiará a execução dos programas de financiamento propostos
pela Comissão para o próximo quadro financeiro plurianual, sob reserva da sua
adoção pelo legislador. Entre eles, figuram o programa-quadro «Horizonte 2020»,
o mecanismo Interligar a Europa[18],
o FEDER e o Fundo de Coesão[19],
bem como o programa para a competitividade das empresas e PME[20]. O Banco Europeu de Investimento
será convidado a intensificar a concessão de empréstimos preferenciais por
intermédio do MFPR (mecanismo de financiamento da partilha de riscos), a
aumentar o volume dos empréstimos ao setor dos transportes no âmbito da sua
nova política de empréstimos[21] e a reforçar a assistência técnica às partes interessadas dos setores público
e privado. A prestação de apoio financeiro público terá de respeitar plenamente
as regras dos auxílios estatais, incluindo as aplicáveis às atividades de
investigação, desenvolvimento e inovação, ao financiamento das atividades de
transporte e ao investimento em infraestruturas. 6. Oportunidades e
desafios da disseminação das tecnologias de transporte Para se alcançarem os objetivos políticos
traçados, muitos dos atuais sistemas e soluções de transporte terão de ser
substituídos num lapso de tempo relativamente curto. O investimento suplementar
que será necessário fazer, entre 2010 e 2030, em veículos inovadores,
equipamento e infraestruturas de recarga para veículos elétricos, a fim de
cumprir as metas de redução de emissões do sistema europeu de transportes, é
orçado em um bilião de euros[22].
Embora pareça muito elevado, este montante corresponde grosso modo ao que o
conjunto das famílias gasta anualmente na UE em transportes[23]. Segundo a análise efetuada pela Comissão[24], embora os custos de
investimento não sejam menosprezáveis, a introdução de novas soluções no
mercado é dificultada sobretudo pela falta, tanto para os utentes como para os fornecedores,
de incentivos económicos a mudanças «sistémicas». Não obstante, a disseminação
de novas soluções de transporte ecológicas, inteligentes, seguras e eficientes
constitui uma excelente oportunidade para se cumprirem os objetivos ambientais
e climáticos e se reforçar a competitividade da Europa. Dada a urgência e a diversidade dos desafios
que se avizinham, importa debater politicamente como poderão as partes
interessadas, os Estados-Membros e a Comissão comprometer-se com – e
materializar – o desenvolvimento e a disseminação, mais rápidos e mais
eficientes, de soluções inovadoras. Atendendo à pressão que a crise económica e
o seu rescaldo exercerão nos orçamentos públicos, ter-se-á de definir
prioridades e criar os instrumentos apropriados (incentivos financeiros,
regulamentação, normas, objetivos setoriais definidos ao nível político,
compromissos voluntários e medidas de coordenação) para promover a disseminação
em cada domínio prioritário. O sistema de transportes da Europa precisa de
se adaptar. Os decisores políticos terão de pronunciar-se quanto ao peso
relativo que atribuem aos vários instrumentos, tendo em conta a urgência, a
aceitabilidade e a comportabilidade dos custos da implementação das soluções
inovadoras necessárias para se alcançarem os objetivos políticos traçados.
Importa reforçar a sensibilização dos cidadãos e estudar medidas de incentivo
que promovam mudanças de comportamento dos consumidores, consentâneas com a
inovação tecnológica, facilitando assim a introdução no mercado e aumentando a
procura de produtos e serviços avançados. Neste contexto, todo e qualquer debate
sobre os custos deverá ter em conta os custos da inação. 7. Prosseguir o trabalho A presente comunicação expõe os pontos de
vista da Comissão sobre a contribuição da investigação e inovação no setor dos
transportes para a consecução dos objetivos ambiciosos do Livro Branco dos
Transportes e para a execução do programa-quadro «Horizonte 2020», em ligação,
também, com as estratégias em prol da especialização inteligente. A Comissão convida o Conselho e o Parlamento a: ·
Reiterarem o objetivo de conciliar mais
estreitamente a investigação e inovação no setor dos transportes com os
objetivos da política europeia de transportes, tendo em conta a realidade
económica e política e os objetivos de sustentabilidade a longo prazo; ·
Acordarem em concentrar forças na procura de
soluções pioneiras e sustentáveis para o setor dos transportes, aos níveis
europeu, nacional e local, assentes em tecnologias inovadoras, numa nova conceção
de serviço e na iniciativa empresarial; ·
Ponderarem a forma de estabelecer o justo equilíbrio
entre os vários instrumentos necessários para assegurar a introdução e a
disseminação no mercado; ·
Aprovarem a abordagem preconizada, de preparação de
um plano tecnológico estratégico europeu para o setor dos transportes, e as
opções de ação ulterior delineadas na presente comunicação. ANEXO: Áreas de
investigação e inovação, domínios prioritários e respetiva importância política O quadro infra apresenta a contribuição prevista da
inovação tecnológica em cada domínio prioritário para os objetivos do Livro
Branco Área de investigação e inovação || Domínio || Dez objetivos do Livro Branco (resumidos) Logística e transportes urbanos com baixas emissões || Combustíveis hipocarbónicos no transporte aéreo e marítimo || Transporte de mercadorias: transferência modal || Rede ferroviária de alta velocidade à escala europeia || Rede de base multimodal da RTE-T || Rede global a longo prazo || Sistemas de gestão do tráfego em todos os modos de transporte || Informação de transporte multimodal || Aproximação do objetivo «zero vítimas mortais» em acidentes rodoviários || Aplicação dos princípios do utente‑pagador e do poluidor‑pagador Meios de transporte ecológicos, eficientes, seguros, silenciosos e inteligentes || Veículos rodoviários ecológicos, eficientes, seguros, silenciosos e inteligentes || ¢ || || || || || || || || ¢ || Aeronaves ecológicas, eficientes, seguras, silenciosas e inteligentes || || ¢ || || || || || ¢ || || || Navios ecológicos, eficientes, seguros, silenciosos e inteligentes || || ¢ || ¢ || || || || || || || Veículos ferroviários ecológicos, eficientes, seguros, silenciosos e inteligentes || || || ¢ || ¡ || || || || || || Infraestruturas e sistemas inteligentes || Infraestruturas inteligentes, ecológicas e com baixos custos de manutenção e resiliência climática || || || ¢ || ¢ || ¢ || ¡ || || || ¢ || Infraestruturas de distribuição de combustíveis alternativos à escala europeia || ¢ || ¡ || ¡ || || || || || || || Sistemas modais eficientes de gestão do tráfego (incl. gestão da capacidade e da procura) || || ¢ || ¢ || ¡ || ¡ || || ¢ || ¡ || ¡ || ¡ Operações e serviços de transporte para passageiros e mercadorias || Serviços integrados de gestão e informação intermodal || || ¡ || ¡ || || ¡ || ¡ || || ¢ || || Logística sem descontinuidades || ¡ || ¡ || ¢ || || || || || ¡ || || Mobilidade e transporte urbanos integrados e inovadores || ¡ || || || || || || || ¡ || ¢ || ¢ Contribuição importante para o objetivo do
Livro Branco ¡ Contribuição limitada para o objetivo do
Livro Branco [1] «Roteiro do espaço único europeu dos transportes – Rumo
a um sistema de transportes competitivo e económico em recursos», COM(2011) 144
final [2] «Europa 2020: Estratégia para um crescimento
inteligente, sustentável e inclusivo», COM(2010) 2020 final [3] «Mapping innovation in the European transport sector», Centro
Comum de Investigação, EUR 24771 EN, 2011 [4] Investimento em I&D com fundos próprios; exclui-se,
assim, na medida do possível, a investigação financiada com fundos públicos, a
fim de evitar a dupla contabilização dos investimentos públicos em I&D. [5] Iniciativa europeia a favor de veículos ecológicos,
Clean Sky e SESAR (investigação sobre a gestão do tráfego aéreo no Céu Único Europeu),
bem como as atuais plataformas tecnológicas europeias de especial relevância
para o setor dos transportes: ACARE (conselho consultivo da investigação em aeronáutica
na Europa), ERRAC (conselho consultivo europeu da investigação ferroviária),
ERTRAC (conselho consultivo europeu da investigação em transportes rodoviários)
e WATERBORNE-TP (plataforma tecnológica dos setores marítimo e fluvial). [6] Sistema europeu de gestão do tráfego ferroviário [7] Investigação sobre a gestão do tráfego aéreo no Céu
Único Europeu [8] Sistema mundial avançado de navegação por satélite,
desenvolvido na Europa [9] «Um futuro sustentável para os transportes: rumo a um
sistema integrado, baseado na tecnologia e de fácil utilização», COM(2009) 279
final [10] «Scientific Assessment of Strategic Transport Technologies»,
Centro Comum de Investigação, EUR 25211 EN, 2012 [11] Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho,
ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, «Iniciativa
emblemática no quadro da estratégia “Europa 2020”: União da Inovação»,
COM(2010) 546 final [12] Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho,
ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, «Uma Agenda
Digital para a Europa», COM(2010) 245 final/2 [13] Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho,
ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, «Horizonte 2020 —
Programa-Quadro de Investigação e Inovação», COM(2011) 808 final [14] «Summary Analysis of Responses to a Country Survey on
Innovation in Transport», Fórum Internacional dos Transportes (2010) [15] Proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho
que estabelece o Horizonte 2020 – Programa-Quadro de Investigação e Inovação
(2014-2020), COM(2011) 809 final [16] As áreas de investigação e inovação e os domínios
prioritários são descritos com maior detalhe no documento de trabalho «Preliminary
Descriptions of Research and Innovation Areas and Fields» dos serviços da
Comissão, SEC….. [17] «Plano estratégico europeu para as tecnologias energéticas
(plano SET) - Para um futuro com baixas emissões de carbono», COM(2007)
723 final [18] Proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho
que institui o Mecanismo Interligar a Europa, COM(2011) 665 final [19] http://ec.europa.eu/regional_policy/what/future/proposals_2014_2020_en.cfm [20] Proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho
que institui o programa para a competitividade das empresas e pequenas e médias
empresas (2014-2020), COM(2011) 834 final [21] Política de empréstimos do BEI para o setor dos transportes:
http://www.eib.org/projects/publications/eib-transport-lending-policy.htm [22] «Impact Assessment Accompanying the White Paper on
Transport», SEC(2011) 358 final, p. 84 [23] 13,6 % das despesas totais dos agregados familiares.
Fonte: Eurostat [24] «Mapping innovation in the European transport sector», Centro
Comum de Investigação, EUR 24771 EN, 2011