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17.6.2010 |
PT |
Jornal Oficial da União Europeia |
L 151/19 |
DECISÃO DA COMISSÃO
de 10 de Junho de 2010
relativa a directrizes para o cálculo das reservas de carbono nos solos para efeitos do anexo V da Directiva 2009/28/CE
[notificada com o número C(2010) 3751]
(2010/335/UE)
A COMISSÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,
Tendo em conta a Directiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2009, relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis que altera e subsequentemente revoga as Directivas 2001/77/CE e 2003/30/CE (1), nomeadamente o anexo V, parte C, ponto 10,
Considerando o seguinte:
|
(1) |
A Directiva 2009/28/CE estabelece regras, que têm em conta as emissões provenientes de alterações do carbono armazenado decorrentes de alterações do uso do solo, para o cálculo do impacto dos biocombustíveis, outros biolíquidos e dos combustíveis fósseis de referência na formação de gases com efeito de estufa. A Directiva 98/70/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de Outubro de 1998, relativa à qualidade da gasolina e do combustível para motores diesel e que altera a Directiva 93/12/CEE do Conselho (2), inclui regras correspondentes para os biocombustíveis. |
|
(2) |
A Comissão deve basear as suas directrizes para o cálculo das reservas de carbono nos solos nas orientações de 2006 do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (PIAC) para os inventários nacionais de gases com efeito de estufa. Essas orientações foram concebidas para inventários nacionais de gases com efeito de estufa e não se encontram expressas de uma forma facilmente aplicável pelos operadores económicos. É, portanto, conveniente, quando as orientações do PIAC para os inventários nacionais desses gases não contemplem as informações necessárias para efeitos da produção de biocombustíveis e outros biolíquidos, ou quando tais informações não estiverem acessíveis, utilizar como base outras fontes científicas de dados. |
|
(3) |
Para o cálculo do carbono armazenado na matéria orgânica do solo há que ter em conta o clima, o tipo de solo, o coberto vegetal, a gestão dos solos e os aportes aos sistemas. No que respeita aos solos minerais, um método que pode ser utilizado para o efeito é o método do primeiro nível do PIAC para o carbono orgânico do solo, dado ter aplicabilidade mundial. No que respeita aos solos orgânicos, o método do PIAC trata em particular da perda de carbono por drenagem do solo, sob a forma de perdas anuais. Dado que a drenagem do solo provoca normalmente perdas elevadas de carbono armazenado, não compensáveis por reduções de gases com efeito de estufa associadas a biocombustíveis ou outros biolíquidos, e visto que os critérios de sustentabilidade estabelecidos pela Directiva 2009/28/CE proíbem a drenagem de zonas húmidas, é suficiente estabelecer regras gerais para a determinação do carbono orgânico do solo ou das perdas de carbono de solos orgânicos. |
|
(4) |
Afigura-se método adequado para o cálculo do carbono armazenado na biomassa viva e na matéria orgânica morta uma abordagem de baixa complexidade correspondente ao método do primeiro nível do PIAC para a vegetação. De acordo com esse método, é razoável assumir que todo o carbono armazenado na biomassa viva e na matéria orgânica morta é perdido pelo solo por conversão. A matéria orgânica morta tem normalmente pouca importância na conversão de solos para o estabelecimento de culturas destinadas à produção de biocombustíveis e outros biolíquidos, mas devem ser tidas em conta pelo menos no caso das florestas densas. |
|
(5) |
Para o cálculo do impacto da conversão de solos, ao nível dos gases com efeito de estufa, os operadores económicos deverão poder utilizar valores reais para o carbono armazenado, associados ao uso de referência do solo e ao uso do solo após conversão. Deverão igualmente poder utilizar valores normalizados, sendo conveniente que as presentes directrizes forneçam tais valores. Não é, porém, necessário fornecer valores normalizados para combinações improváveis de clima e tipo de solo. |
|
(6) |
O anexo V da Directiva 2009/28/CE estabelece um método para o cálculo de impactos na formação de gases com efeito de estufa e contém regras para a contabilização anual das emissões provenientes de alterações do carbono armazenado devidas a alterações do uso do solo. As directrizes anexas à presente decisão estabelecem regras para o cálculo das reservas de carbono nos solos complementares das estabelecidas no referido anexo V, |
ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:
Artigo 1.o
As directrizes para o cálculo das reservas de carbono nos solos para efeitos do anexo V da Directiva 2009/28/CE são estabelecidas no anexo da presente decisão.
Artigo 2.o
Os Estados-Membros são os destinatários da presente decisão.
Feito em Bruxelas, em 10 de Junho de 2010.
Pela Comissão
Günther OETTINGER
Membro da Comissão
ANEXO
Directrizes para o cálculo das reservas de carbono nos solos para efeitos do anexo V da Directiva 2009/28/CE
ÍNDICE
|
1. |
Introdução | 21 |
|
2. |
Representação uniforme do carbono armazenado no solo | 22 |
|
3. |
Cálculo de quantidades de carbono armazenadas | 22 |
|
4. |
Carbono orgânico armazenado no solo | 23 |
|
5. |
Carbono armazenado na vegetação subterrânea e aérea | 23 |
|
6. |
Carbono armazenado em solos minerais normalizado | 25 |
|
7. |
Factores que reflectem a diferença na quantidade de carbono orgânico do solo comparativamente à quantidade de carbono orgânico normal do solo | 26 |
|
8. |
Valores de carbono armazenado na vegetação aérea e subterrânea | 33 |
1. INTRODUÇÃO
Estas directrizes estabelecem as regras de cálculo do carbono armazenado no solo, no que respeita ao uso de referência do solo (CS R , definido no ponto 7 do anexo V da Directiva 2009/28/CE) e ao uso efectivo do solo (CS A , definido no mesmo ponto 7 desse anexo).
O ponto 2 contém regras para a determinação do carbono armazenado no solo de um modo uniforme. O ponto 3 estabelece a regra geral de cálculo do carbono armazenado, constituído por duas componentes: carbono orgânico do solo e carbono da vegetação subterrânea e aérea.
O ponto 4 estabelece regras pormenorizadas para a determinação do carbono orgânico armazenado nos solos. No caso dos solos minerais, é prevista a possibilidade do recurso a um método que utiliza valores fornecidos nestas directrizes, assim como de outros métodos. No caso dos solos orgânicos, são descritos métodos de cálculo, mas as directrizes não contêm valores que permitam determinar o carbono orgânico armazenado nesse tipo de solos.
O ponto 5 estabelece regras pormenorizadas para a determinação do carbono armazenado na vegetação, mas apenas interessa se se optar por não utilizar os valores previstos no ponto 8 das directrizes para determinar o carbono armazenado na vegetação aérea e subterrânea (não é obrigatório utilizar esses valores, além de que, em alguns casos, os valores indicados no ponto 8 podem não ser adequados).
O ponto 6 estabelece as regras de selecção dos valores adequados caso se opte por utilizar os valores previstos nestas directrizes para o carbono orgânico armazenado nos solos minerais (constantes dos pontos 6 e 7). Essas regras reportam para dados por região climática e tipo de solo disponíveis através da plataforma de transparência em linha estabelecida no quadro da Directiva 2009/28/CE. A repartição desses dados é a descrita nas figuras 1 e 2.
O ponto 8 fornece valores do carbono armazenado na vegetação aérea e subterrânea e parâmetros conexos. Os valores constantes dos pontos 7 e 8 referem-se a quatro categorias diferentes de uso dos solos: grandes culturas, culturas perenes, prados e florestas.
Figura 1
Regiões climáticas
Legenda: 1 = Tropical de altitude; 2 = Tropical húmida; 3 = Tropical semi-húmida; 4 = Tropical seca; 5 = Temperada quente húmida; 6 = Temperada quente seca; 7 = Temperada fria húmida; 8 = Temperada fria seca; 9 = Boreal húmida; 10 = Boreal seca; 11 = Polar húmida; 12 = Polar seca.
Figura 2
Distribuição geográfica de tipos de solo
Legenda: 1 = Orgânicos; 2 = Arenosos; 3 = De zonas húmidas; 4 = Vulcânicos; 5 = Espódicos; 6 = Solos com argila de alta actividade; 6 = Solos com argila de baixa actividade; 8 = Outras zonas.
2. REPRESENTAÇÃO UNIFORME DO CARBONO ARMAZENADO NO SOLO
Aplicam-se as seguintes regras para determinar o carbono armazenado por unidade de superfície associada ao CSR e ao CSA :
|
(1) |
A zona de incidência do cálculo do carbono armazenado no solo deve ter toda ela características semelhantes no que respeita:
|
|
(2) |
O carbono armazenado associado ao uso efectivo do solo, CSA , é dado pelo seguinte:
|
3. CÁLCULO DE QUANTIDADES DE CARBONO ARMAZENADAS
Para o cálculo de CSR e CSA , aplica-se a seguinte fórmula:
CSi = (SOC + CVEG ) × A
em que:
CSI = carbono armazenado por unidade de superfície associado ao uso i do solo (em massa de carbono por unidade de superfície, incluindo solo e vegetação);
SOC= carbono orgânico do solo (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 4;
CVEG = carbono armazenado na vegetação aérea e subterrânea (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5 ou adequadamente seleccionado dos valores indicados no ponto 8;
A= factor de conversão da superfície em causa (expresso em hectares por unidade de superfície).
4. CARBONO ORGÂNICO ARMAZENADO NO SOLO
4.1. Solos minerais
Para o cálculo do SOC, aplica-se a seguinte fórmula:
SOC = SOCST × FLU × FMG × FI
em que:
SOC= carbono orgânico do solo (em massa de carbono por hectare);
SOCST = carbono orgânico normal do solo na camada superior do solo até aos 30 centímetros de profundidade (em massa de carbono por hectare);
FLU = factor de uso do solo que reflecte a diferença na quantidade de carbono orgânico do solo decorrente do tipo de uso do solo, comparativamente à quantidade de carbono orgânico normal do solo;
FMG = factor de gestão que reflecte a diferença na quantidade de carbono orgânico do solo decorrente da principal prática de gestão, comparativamente à quantidade de carbono orgânico normal do solo;
FI = factor de aporte que reflecte a diferença na quantidade de carbono orgânico do solo decorrente de aportes diferentes de carbono ao solo, comparativamente à quantidade de carbono orgânico normal do solo.
Os valores adequados de SOCST a aplicar constam do ponto 6.
Os valores adequados de FLU , FMG e FI a aplicar constam do ponto 7.
Em alternativa ao processo descrito, podem utilizar-se outros métodos, incluindo medições, para determinar o SOC. Caso não se baseiem em medições, esses métodos devem ter em conta o clima, o tipo de solo, o coberto vegetal, a gestão do solo e os aportes ao solo.
4.2. Solos orgânicos (histossolos)
O SOC deve ser determinado por um método adequado. O método utilizado deve ter em conta a profundidade total da camada orgânica do solo, assim como o clima, o coberto vegetal, a gestão do solo e os aportes ao solo. Esses métodos podem contemplar medições.
Caso o carbono armazenado seja afectado pela drenagem do solo, devem utilizar-se métodos apropriados que tenham em conta as perdas de carbono por drenagem. Esses métodos podem basear-se em perdas anuais de carbono por drenagem.
5. CARBONO ARMAZENADO NA VEGETAÇÃO SUBTERRÂNEA E AÉREA
Caso não seja utilizado um valor de CVEG indicado no ponto 8, o cálculo do CVEG deve processar-se do seguinte modo:
CVEG = CBM + CDOM
em que:
CVEG = carbono armazenado na vegetação aérea e subterrânea (em massa de carbono por hectare);
CBM = carbono armazenado na biomassa viva aérea e subterrânea (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5.1;
CDOM = carbono armazenado na matéria orgânica morta aérea e subterrânea (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5.2.
Para CDOM pode ser utilizado o valor 0, excepto no caso das florestas — com excepção das plantações florestais — com mais de 30 % de coberto florestal.
5.1. Biomassa viva
Para o cálculo do CBM , aplica-se a seguinte fórmula:
CBM = CAGB + CBGB
em que:
CBM = carbono armazenado na biomassa viva aérea e subterrânea (em massa de carbono por hectare);
CAGB = carbono armazenado na biomassa viva aérea (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5.1.1;
CBGB = carbono armazenado na biomassa viva subterrânea (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5.1.2.
5.1.1. Biomassa viva aérea
Para o cálculo do CAGB , aplica-se a seguinte fórmula:
CAGB = BAGB × CFB
em que:
CAGB = carbono armazenado na biomassa viva aérea (em massa de carbono por hectare);
BAGB = biomassa viva aérea (em massa de matéria seca por hectare);
CFB = fracção de carbono na matéria seca da biomassa viva (em massa de carbono por massa de matéria seca).
No caso das grandes culturas, das culturas perenes e das plantações florestais, o valor da BAGB deve ser a média da biomassa viva aérea durante o ciclo de produção.
Pode usar-se o valor 0,47 para CFB .
5.1.2. Biomassa viva subterrânea
Para o cálculo do CBGB , aplica-se uma das seguintes fórmulas:
|
(1) |
CBGB = BBGB × CFB em que: CBGB = carbono armazenado na biomassa viva subterrânea (em massa de carbono por hectare); BBGB = biomassa viva subterrânea (em massa de matéria seca por hectare); CFB = fracção de carbono na matéria seca da biomassa viva (em massa de carbono por massa de matéria seca). No caso das grandes culturas, das culturas perenes e das plantações florestais, o valor da BBGB deve ser a média da biomassa viva subterrânea durante o ciclo de produção. Pode usar-se o valor 0,47 para CFB . |
|
(2) |
CBGB = CAGB × R em que: CBGB = carbono armazenado na biomassa viva subterrânea (em massa de carbono por hectare); CAGB = carbono armazenado na biomassa viva aérea (em massa de carbono por hectare); R= razão entre o carbono armazenado na biomassa viva subterrânea e o carbono armazenado na biomassa viva aérea. Podem usar-se para R os valores apropriados indicados no ponto 8. |
5.2. Matéria orgânica morta
Para o cálculo de CDOM aplica-se a seguinte fórmula:
CDOM = CDW + CLI
em que:
CDOM = carbono armazenado na matéria orgânica morta aérea e subterrânea (em massa de carbono por hectare);
CDW = carbono armazenado na madeira morta (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5.2.1;
CLI = carbono armazenado na folhada e manta morta (em massa de carbono por hectare), calculado de acordo com o ponto 5.2.2.
5.2.1. Carbono armazenado na madeira morta
Para o cálculo de CDW , aplica-se a seguinte fórmula:
CDW = DOMDW × CFDW
em que:
CDW = carbono armazenado na madeira morta (em massa de carbono por hectare);
DOMDW = massa de madeira morta (em massa de matéria seca por hectare);
CFDW = fracção de carbono na matéria seca da madeira morta (em massa de carbono por massa de matéria seca).
Pode usar-se o valor 0,5 para CFDW .
5.2.2. Carbono armazenado na folhada e manta morta
Para o cálculo de CLI , aplica-se a seguinte fórmula:
CLI = DOMLI × CFLI
em que:
CLI = carbono armazenado na folhada e manta morta (em massa de carbono por hectare);
DOMLI = massa de folhada e manta morta (em massa de matéria seca por hectare);
CFLI = fracção de carbono na matéria seca da folhada e manta morta (em massa de carbono por massa de matéria seca).
Pode usar-se o valor 0,4 para CFLI .
6. CARBONO ARMAZENADO EM SOLOS MINERAIS NORMALIZADO
Selecciona-se um valor de SOCST no quadro 1 com base na região climática e no tipo de solo correspondentes à zona em causa, determinados como se descreve nos pontos 6.1 e 6.2.
Quadro 1
SOCST , carbono orgânico normal do solo na camada superior do solo até aos 30 centímetros de profundidade
|
(em toneladas de carbono por hectare) |
||||||
|
Região climática |
Tipo de solo |
|||||
|
|
Solos com argila de alta actividade |
Solos com argila de baixa actividade |
Solos arenosos |
Solos espódicos |
Solos vulcânicos |
Solos de zonas húmidas |
|
Boreal |
68 |
— |
10 |
117 |
20 |
146 |
|
Temperada fria seca |
50 |
33 |
34 |
— |
20 |
87 |
|
Temperada fria húmida |
95 |
85 |
71 |
115 |
130 |
87 |
|
Temperada quente seca |
38 |
24 |
19 |
— |
70 |
88 |
|
Temperada quente húmida |
88 |
63 |
34 |
— |
80 |
88 |
|
Tropical seca |
38 |
35 |
31 |
— |
50 |
86 |
|
Tropical semi-húmida |
65 |
47 |
39 |
— |
70 |
86 |
|
Tropical húmida |
44 |
60 |
66 |
— |
130 |
86 |
|
Tropical de altitude |
88 |
63 |
34 |
— |
80 |
86 |
6.1. Região climática
Determina-se a região climática necessária para a selecção do valor adequado do SOCST a partir dos dados relativos a regiões climáticas disponíveis através da plataforma de transparência estabelecida no quadro do artigo 24.o da Directiva 2009/28/CE.
6.2. Tipo de solo
O tipo de solo adequado é determinado com base na figura 3. Para determinar o tipo de solo adequado podem utilizar-se como orientação os dados relativos a tipos de solos disponíveis através da plataforma de transparência estabelecida no quadro do artigo 24.o da Directiva 2009/28/CE.
Figura 3
Classificação dos tipos de solo
7. FACTORES QUE REFLECTEM A DIFERENÇA NA QUANTIDADE DE CARBONO ORGÂNICO DO SOLO COMPARATIVAMENTE À QUANTIDADE DE CARBONO ORGÂNICO NORMAL DO SOLO
Seleccionam-se valores adequados de FLU , FMG e FI a partir dos quadros constantes deste ponto. Para o cálculo do CSR , devem utilizar-se os factores adequados de gestão e de aporte que eram aplicados em Janeiro de 2008. Para o cálculo do CSA , devem utilizar-se os factores adequados de gestão e de aporte que estão a ser aplicados, correspondentes ao equilíbrio de carbono armazenado em causa.
7.1. Grandes culturas
Quadro 2
Factores para as grandes culturas
|
Região climática |
Uso do solo (FLU ) |
Gestão (FMG ) |
Aporte (FI ) |
FLU |
FMG |
FI |
|
Temperada/boreal seca |
Cultivo |
Mobilização completa |
Baixo |
0,8 |
1 |
0,95 |
|
Médio |
0,8 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,8 |
1 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,8 |
1 |
1,04 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
0,8 |
1,02 |
0,95 |
||
|
Médio |
0,8 |
1,02 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,8 |
1,02 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,8 |
1,02 |
1,04 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
0,8 |
1,1 |
0,95 |
||
|
Médio |
0,8 |
1,1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,8 |
1,1 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,8 |
1,1 |
1,04 |
|||
|
Temperada/boreal húmida |
Cultivo |
Mobilização completa |
Baixo |
0,69 |
1 |
0,92 |
|
Médio |
0,69 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,69 |
1 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,69 |
1 |
1,11 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
0,69 |
1,08 |
0,92 |
||
|
Médio |
0,69 |
1,08 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,69 |
1,08 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,69 |
1,08 |
1,11 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
0,69 |
1,15 |
0,92 |
||
|
Médio |
0,69 |
1,15 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,69 |
1,15 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,69 |
1,15 |
1,11 |
|||
|
Tropical seca |
Cultivo |
Mobilização completa |
Baixo |
0,58 |
1 |
0,95 |
|
Médio |
0,58 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,58 |
1 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,58 |
1 |
1,04 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
0,58 |
1,09 |
0,95 |
||
|
Médio |
0,58 |
1,09 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,58 |
1,09 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,58 |
1,09 |
1,04 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
0,58 |
1,17 |
0,95 |
||
|
Médio |
0,58 |
1,17 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,58 |
1,17 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,58 |
1,17 |
1,04 |
|||
|
Tropical semi-húmida/húmida |
Cultivo |
Mobilização completa |
Baixo |
0,48 |
1 |
0,92 |
|
Médio |
0,48 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,48 |
1 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,48 |
1 |
1,11 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
0,48 |
1,15 |
0,92 |
||
|
Médio |
0,48 |
1,15 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,48 |
1,15 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,48 |
1,15 |
1,11 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
0,48 |
1,22 |
0,92 |
||
|
Médio |
0,48 |
1,22 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,48 |
1,22 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,48 |
1,22 |
1,11 |
|||
|
Tropical de altitude |
Cultivo |
Mobilização completa |
Baixo |
0,64 |
1 |
0,94 |
|
Médio |
0,64 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,64 |
1 |
1,41 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,64 |
1 |
1,08 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
0,64 |
1,09 |
0,94 |
||
|
Médio |
0,64 |
1,09 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,64 |
1,09 |
1,41 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,64 |
1,09 |
1,08 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
0,64 |
1,16 |
0,94 |
||
|
Médio |
0,64 |
1,16 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
0,64 |
1,16 |
1,41 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
0,64 |
1,16 |
1,08 |
O quadro 3 contém orientações para a selecção de valores adequados dos quadros 2 e 4.
Quadro 3
Orientações sobre gestão e aporte para grandes culturas e culturas perenes
|
Gestão/Aporte |
Orientações |
|
Mobilização completa |
Grande perturbação do solo, com inversão completa e/ou operações de mobilização frequentes (no ano). Na altura da plantação, é pequena (por exemplo, menos de 30 %) a parte da superfície coberta por resíduos. |
|
Mobilização reduzida |
Mobilização primária e/ou secundária, mas reduzida perturbação do solo (normalmente rasa e sem inversão completa do solo). Em geral, na altura da plantação a parte da superfície coberta por resíduos excede 30 %. |
|
Sem mobilização |
Sementeira directa sem mobilização primária, sendo mínima a perturbação do solo na zona de sementeira. Utilizam-se habitualmente herbicidas para combater as infestantes. |
|
Baixo |
A devolução dos resíduos é baixa quando estes são removidos (por apanha ou queima), se deixam frequentemente os campos em pousio sem coberto, se plantam culturas que produzem poucos resíduos (hortícolas, tabaco, algodão, etc.), não se aplicam fertilizantes minerais ou se cultivam espécies que fixam azoto. |
|
Médio |
Representativo de culturas cerealíferas anuais quando todos os resíduos do cultivo são devolvidos ao campo. Se os resíduos forem removidos, então é porque se adicionam suplementos de matéria orgânica (por exemplo estrumes). Exige ainda fertilização mineral ou rotação com culturas que fixam azoto. |
|
Elevado, com estrumes |
Representa um aporte de carbono substancialmente maior do que o dos sistemas de cultura com aporte médio de carbono, devido à prática suplementar de adubação regular com estrumes animais. |
|
Elevado, sem estrumes |
Representa um aporte de resíduos de cultivo substancialmente maior do que o dos sistemas de cultura com aporte médio de carbono, devido a práticas suplementares como a produção de culturas que geram muitos resíduos, a utilização de culturas para sideração, de culturas de cobertura, de pousios melhorados com vegetação e de irrigação e a utilização frequente de gramíneas vivazes em rotações de culturas anuais, mas sem aplicação de estrumes (ver a entrada anterior). |
7.2. Culturas perenes
Quadro 4
Factores para culturas perenes, nomeadamente culturas plurianuais que não são normalmente cortadas todos os anos, como a talhadia de rotação curta e as palmeiras de óleo
|
Região climática |
Uso do solo (FLU ) |
Gestão (FMG ) |
Aporte (FI ) |
FLU |
FMG |
FI |
|
Temperada/Boreal seca |
Cultura perene |
Mobilização completa |
Baixo |
1 |
1 |
0,95 |
|
Médio |
1 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1 |
1,04 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
1 |
1,02 |
0,95 |
||
|
Médio |
1 |
1,02 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,02 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,02 |
1,04 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
1 |
1,1 |
0,95 |
||
|
Médio |
1 |
1,1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,1 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,1 |
1,04 |
|||
|
Temperada/Boreal húmida |
Cultura perene |
Mobilização completa |
Baixo |
1 |
1 |
0,92 |
|
Médio |
1 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1 |
1,11 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
1 |
1,08 |
0,92 |
||
|
Médio |
1 |
1,08 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,08 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,08 |
1,11 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
1 |
1,15 |
0,92 |
||
|
Médio |
1 |
1,15 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,15 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,15 |
1,11 |
|||
|
Tropical seca |
Cultura perene |
Mobilização completa |
Baixo |
1 |
1 |
0,95 |
|
Médio |
1 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1 |
1,04 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
1 |
1,09 |
0,95 |
||
|
Médio |
1 |
1,09 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,09 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,09 |
1,04 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
1 |
1,17 |
0,95 |
||
|
Médio |
1 |
1,17 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,17 |
1,37 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,17 |
1,04 |
|||
|
Tropical semi-húmida/húmida |
Cultura perene |
Mobilização completa |
Baixo |
1 |
1 |
0,92 |
|
Médio |
1 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1 |
1,11 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
1 |
1,15 |
0,92 |
||
|
Médio |
1 |
1,15 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,15 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,15 |
1,11 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
1 |
1,22 |
0,92 |
||
|
Médio |
1 |
1,22 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,22 |
1,44 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,22 |
1,11 |
|||
|
Tropical de altitude |
Cultura perene |
Mobilização completa |
Baixo |
1 |
1 |
0,94 |
|
Médio |
1 |
1 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1 |
1,41 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1 |
1,08 |
|||
|
Mobilização reduzida |
Baixo |
1 |
1,09 |
0,94 |
||
|
Médio |
1 |
1,09 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,09 |
1,41 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,09 |
1,08 |
|||
|
Sem mobilização |
Baixo |
1 |
1,16 |
0,94 |
||
|
Médio |
1 |
1,16 |
1 |
|||
|
Elevado, com estrumes |
1 |
1,16 |
1,41 |
|||
|
Elevado, sem estrumes |
1 |
1,16 |
1,08 |
O quadro 3 (ponto 7.1) contém orientações para a selecção de valores adequados do quadro 4.
7.3. Prados
Quadro 5
Factores para prados, incluindo savanas
|
Região climática |
Uso do solo (FLU ) |
Gestão (FMG ) |
Aporte (FI ) |
FLU |
FMG |
FI |
|
Temperada/Boreal seca |
Prados |
Melhorado |
Médio |
1 |
1,14 |
1 |
|
Elevado |
1 |
1,14 |
1,11 |
|||
|
Intervenção mínima |
Médio |
1 |
1 |
1 |
||
|
Degradação moderada |
Médio |
1 |
0,95 |
1 |
||
|
Grande degradação |
Médio |
1 |
0,7 |
1 |
||
|
Temperada/Boreal húmida |
Prados |
Melhorado |
Médio |
1 |
1,14 |
1 |
|
Elevado |
1 |
1,14 |
1,11 |
|||
|
Intervenção mínima |
Médio |
1 |
1 |
1 |
||
|
Degradação moderada |
Médio |
1 |
0,95 |
1 |
||
|
Grande degradação |
Médio |
1 |
0,7 |
1 |
||
|
Tropical seca |
Prados |
Melhorado |
Médio |
1 |
1,17 |
1 |
|
Elevado |
1 |
1,17 |
1,11 |
|||
|
Intervenção mínima |
Médio |
1 |
1 |
1 |
||
|
Degradação moderada |
Médio |
1 |
0,97 |
1 |
||
|
Grande degradação |
Médio |
1 |
0,7 |
1 |
||
|
Tropical semi-húmida/húmida |
Savannah |
Melhorado |
Médio |
1 |
1,17 |
1 |
|
Elevado |
1 |
1,17 |
1,11 |
|||
|
Intervenção mínima |
Médio |
1 |
1 |
1 |
||
|
Degradação moderada |
Médio |
1 |
0,97 |
1 |
||
|
Grande degradação |
Médio |
1 |
0,7 |
1 |
||
|
Tropical de altitude, seca |
Prados |
Melhorado |
Médio |
1 |
1,16 |
1 |
|
Elevado |
1 |
1,16 |
1,11 |
|||
|
Intervenção mínima |
Médio |
1 |
1 |
1 |
||
|
Degradação moderada |
Médio |
1 |
0,96 |
1 |
||
|
Grande degradação |
Médio |
1 |
0,7 |
1 |
O quadro 6 contém orientações para a selecção de valores adequados do quadro 5.
Quadro 6
Orientação sobre gestão e aporte para prados
|
Gestão/Aporte |
Orientações |
|
Melhorado |
Representa prados geridos com sustentabilidade, com pressão moderada de pastoreio e que recebem pelo menos um melhoramento (fertilização, espécies melhoradas, irrigação, etc.). |
|
Intervenção mínima |
Representa prados não-degradados e geridos com sustentabilidade, mas sem melhoramentos substanciais. |
|
Degradação moderada |
Representa prados moderadamente degradados ou com sobrepastoreio, com baixa de produtividade (relativamente aos prados com intervenção mínima ou autóctones) e sem aportes. |
|
Grande degradação |
Implica perdas substanciais duradouras de produtividade e de coberto vegetal, devido a danos mecânicos substanciais na vegetação e/ou erosão grave do solo. |
|
Médio |
Aplica-se quando não foram efectuados aportes suplementares. |
|
Elevado |
Aplica-se aos prados melhorados quando foram efectuados um ou mais melhoramentos/aportes suplementares (a partir deste nível, atribui-se a classificação de prado melhorado). |
7.4. Florestas
Quadro 7
Factores para florestas com pelo menos 10 % de coberto florestal
|
Região climática |
Uso do solo (FLU ) |
Gestão (FMG ) |
Aporte (FI ) |
FLU |
FMG |
FI |
|
Todas |
Floresta autóctone (não-degradada) |
n/a (*1) |
n/a |
1 |
|
|
|
Todas |
Floresta gerida |
Todos os tipos |
Todos os tipos |
1 |
1 |
1 |
|
Tropical semi-húmida/seca |
Agricultura itinerante-pousio curto |
n/a |
n/a |
0,64 |
|
|
|
Agricultura itinerante-pousio até à maturação |
n/a |
n/a |
0,8 |
|
|
|
|
Temperada/Boreal húmida/seca |
Agricultura itinerante-pousio curto |
n/a |
n/a |
1 |
|
|
|
Agricultura itinerante-pousio até à maturação |
n/a |
n/a |
1 |
|
|
O quadro 8 contém orientações para a selecção de valores adequados do quadro 7.
Quadro 8
Orientações sobre os usos florestais do solo
|
Uso do solo |
Orientações |
|
Floresta autóctone (não-degradada) |
Representa floresta autóctone ou floresta não-degradada gerida a longo prazo com sustentabilidade. |
|
Agricultura itinerante |
Abate permanente para cultivo, no qual se procede à limpeza de zonas florestais tropicais para plantio de culturas anuais durante um período curto (3 a 5 anos, por exemplo), seguido do abandono das mesmas à regeneração da floresta. |
|
Pousio até à maturação |
Representa situações em que a floresta se regenera até atingir a maturidade ou quase-maturidade antes de se proceder a nova limpeza para cultivo. |
|
Pousio curto |
Representa situações em que a regeneração do coberto florestal não é atingida antes de nova limpeza para cultivo. |
8. VALORES DE CARBONO ARMAZENADO NA VEGETAÇÃO AÉREA E SUBTERRÂNEA
Podem utilizar-se para CVEG e R os valores adequados indicados neste ponto.
8.1. Grandes culturas
Quadro 9
Valores da vegetação para grandes culturas (geral)
|
Região climática |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Todas |
0 |
Quadro 10
Valores da vegetação para a cana de açúcar (específicos)
|
Tipo |
Região climática |
Zona ecológica |
Continentee |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Tropical |
Tropical seca |
Floresta tropical seca |
África |
4,2 |
|
Ásia (Continenteal, insular) |
4 |
|||
|
Matagal tropical |
Ásia (Continenteal, insular) |
4 |
||
|
Tropical semi-húmida |
Floresta tropical semi-húmida de folha caduca |
África |
4,2 |
|
|
América Central e do Sul |
5 |
|||
|
Tropical húmida |
Floresta equatorial |
Asia (Continenteal, insular) |
4 |
|
|
América Central e do Sul |
5 |
|||
|
Subtropical |
Temperada quente seca |
Estepe subtropical |
América do Norte |
4,8 |
|
Temperada quente húmida |
Floresta subtropical húmida |
América Central e do Sul |
5 |
|
|
América do Norte |
4,8 |
8.2. Culturas perenes, nomeadamente culturas plurianuais que não são normalmente cortadas todos os anos, como a talhadia de rotação curta e as palmeiras de óleo
Quadro 11
Valores da vegetação para culturas perenes (geral)
|
Região climática |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Temperada (todos os regimes pluviométricos) |
86,3 |
|
Tropical seca |
12,3 |
|
Tropical semi-húmida |
28,8 |
|
Tropical húmida |
68,5 |
Quadro 12
Valores da vegetação para culturas perenes específicas
|
Região climática |
Tipo de cultura |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Todas |
Coqueiro |
75 |
|
Jatrofa |
17,5 |
|
|
Jojoba |
2,4 |
|
|
Palmeiras de óleo |
60 |
8.3. Prados
Quadro 13
Valores da vegetação para prados — excluídos os matagais (geral)
|
Região climática |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Boreal — seca e húmida |
4,3 |
|
Temperada fria seca |
3,3 |
|
Temperada fria húmida |
6,8 |
|
Temperada quente seca |
3,1 |
|
Temperada quente húmida |
6,8 |
|
Tropical seca |
4,4 |
|
Tropical semi-húmida e húmida |
8,1 |
Quadro 14
Valores da vegetação para miscanthus (específico)
|
Tipo |
Região climática |
Zona ecológica |
Continentee |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Subtropical |
Temperada quente seca |
Floresta subtropical seca |
Europa |
10 |
|
América do Norte |
14,9 |
|||
|
Estepe subtropical |
América do Norte |
14,9 |
Quadro 15
Valores da vegetação para matagais (terras com coberto vegetal composto, em grande parte, por plantas lenhosas com menos de 5 metros de altura sem fisionomia arbórea clara)
|
Tipo |
Continente |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Tropical |
África |
46 |
|
América do Norte e do Sul |
53 |
|
|
Ásia continental |
39 |
|
|
Ásia insular |
46 |
|
|
Austrália |
46 |
|
|
Subtropical |
África |
43 |
|
América do Norte e do Sul |
50 |
|
|
Ásia continental |
37 |
|
|
Europa |
37 |
|
|
Ásia insular |
43 |
|
|
Temperado |
Todos |
7,4 |
8.4. Florestas
Quadro 16
Valores da vegetação para florestas — excepto plantações florestais — com coberto florestal compreendido entre 10 % e 30 %
|
Tipo |
Zona ecológica |
Continente |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
R |
|
Tropical |
Floresta equatorial |
África |
40 |
0,37 |
|
América do Norte e do Sul |
39 |
0,37 |
||
|
Ásia continental |
36 |
0,37 |
||
|
Ásia insular |
45 |
0,37 |
||
|
Floresta tropical húmida |
África |
30 |
0,24 |
|
|
América do Norte e do Sul |
26 |
0,24 |
||
|
Ásia continental |
21 |
0,24 |
||
|
Ásia insular |
34 |
0,24 |
||
|
Floresta tropical seca |
África |
14 |
0,28 |
|
|
América do Norte e do Sul |
25 |
0,28 |
||
|
Ásia continental |
16 |
0,28 |
||
|
Ásia insular |
19 |
0,28 |
||
|
Sistemas de montanha tropicais |
África |
13 |
0,24 |
|
|
América do Norte e do Sul |
17 |
0,24 |
||
|
Ásia continental |
16 |
0,24 |
||
|
Ásia insular |
26 |
0,28 |
||
|
Subtropical |
Floresta subtropical húmida |
América do Norte e do Sul |
26 |
0,28 |
|
Ásia continental |
22 |
0,28 |
||
|
Ásia insular |
35 |
0,28 |
||
|
Floresta subtropical seca |
África |
17 |
0,28 |
|
|
América do Norte e do Sul |
26 |
0,32 |
||
|
Ásia continental |
16 |
0,32 |
||
|
Ásia insular |
20 |
0,32 |
||
|
Subtropical steppe |
África |
9 |
0,32 |
|
|
América do Norte e do Sul |
10 |
0,32 |
||
|
Ásia continental |
7 |
0,32 |
||
|
Ásia insular |
9 |
0,32 |
||
|
Temperado |
Floresta temperada oceânica |
Europa |
14 |
0,27 |
|
América do Norte |
79 |
0,27 |
||
|
Nova Zelândia |
43 |
0,27 |
||
|
América do Sul |
21 |
0,27 |
||
|
Floresta temperada continental |
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
2 |
0,27 |
|
|
Ásia, Europa (> 20 anos) |
14 |
0,27 |
||
|
América do Norte e do Sul (≤ 20 anos) |
7 |
0,27 |
||
|
América do Norte e do Sul (> 20 anos) |
16 |
0,27 |
||
|
Sistemas de montanha temperados |
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
12 |
0,27 |
|
|
Ásia, Europa (> 20 anos) |
16 |
0,27 |
||
|
América do Norte e do Sul (> 20 anos) |
6 |
0,27 |
||
|
América do Norte e do Sul (> 20 anos) |
6 |
0,27 |
||
|
Boreal |
Floresta de coníferas boreal |
Ásia, Europa, América do Norte |
12 |
0,24 |
|
Taiga |
Ásia, Europa, América do Norte (≤ 20 anos) |
0 |
0,24 |
|
|
Ásia, Europa, América do Norte (> 20 anos) |
2 |
0,24 |
||
|
Sistemas de montanha boreais |
Ásia, Europa, América do Norte (≤ 20 anos) |
2 |
0,24 |
|
|
Ásia, Europa, América do Norte (> 20 anos) |
6 |
0,24 |
Quadro 17
Valores da vegetação para florestas — excepto plantações florestais — com coberto florestal acima de 30 %
|
Tipo |
Zona ecológica |
Continente |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
|
Tropical |
Floresta equatorial |
África |
204 |
|
América do Norte e do Sul |
198 |
||
|
Ásia continental |
185 |
||
|
Ásia insular |
230 |
||
|
Floresta tropical húmida de folha caduca |
África |
156 |
|
|
América do Norte e do Sul |
133 |
||
|
Ásia continental |
110 |
||
|
Ásia insular |
174 |
||
|
Floresta tropical seca |
África |
77 |
|
|
América do Norte e do Sul |
131 |
||
|
Ásia continental |
83 |
||
|
Ásia insular |
101 |
||
|
Sistemas de montanha tropicais |
África |
77 |
|
|
América do Norte e do Sul |
94 |
||
|
Ásia continental |
88 |
||
|
Ásia insular |
130 |
||
|
Subtropical |
Floresta subtropical húmida |
América do Norte e do Sul |
132 |
|
Ásia continental |
109 |
||
|
Ásia insular |
173 |
||
|
Floresta subtropical seca |
África |
88 |
|
|
América do Norte e do Sul |
130 |
||
|
Ásia continental |
82 |
||
|
Ásia insular |
100 |
||
|
Estepe subtropical |
África |
46 |
|
|
América do Norte e do Sul |
53 |
||
|
Ásia continental |
41 |
||
|
Ásia insular |
47 |
||
|
Temperado |
Floresta temperada oceânica |
Europa |
84 |
|
América do Norte |
406 |
||
|
Nova Zelândia |
227 |
||
|
América do Sul |
120 |
||
|
Floresta temperada continental |
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
27 |
|
|
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
87 |
||
|
América do Norte e do Sul (≤ 20 anos) |
51 |
||
|
América do Norte e do Sul (> 20 anos) |
93 |
||
|
Sistemas de montanha temperados |
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
75 |
|
|
Ásia, Europa (> 20 anos) |
93 |
||
|
América do Norte e do Sul (≤ 20 anos) |
45 |
||
|
América do Norte e do Sul (≤ 20 anos) |
93 |
||
|
Boreal |
Floresta de coníferas boreal |
Ásia, Europa, América do Norte |
53 |
|
Taiga |
Ásia, Europa, América do Norte (≤ 20 anos) |
26 |
|
|
Ásia, Europa, América do Norte (> 20 anos) |
35 |
||
|
Sistemas de montanha boreais |
Ásia, Europa, América do Norte (≤ 20 anos) |
32 |
|
|
Ásia, Europa, América do Norte (> 20 anos) |
53 |
Quadro 18
Valores da vegetação para plantações florestais
|
Tipo |
Zona ecológica |
Continente |
CVEG (toneladas de carbono por hectare) |
R |
|
Tropical |
Floresta equatorial |
África, folhosas > 20 anos |
87 |
0,24 |
|
África, folhosas ≤ 20 anos |
29 |
0,24 |
||
|
África Pinus sp. > 20 anos |
58 |
0,24 |
||
|
África Pinus sp. ≤ 20 anos |
17 |
0,24 |
||
|
Americas Eucalyptus sp. |
58 |
0,24 |
||
|
Américas, Pinus sp. |
87 |
0,24 |
||
|
Americas Tectona grandis |
70 |
0,24 |
||
|
Américas, outras folhosas |
44 |
0,24 |
||
|
Ásia, folhosas |
64 |
0,24 |
||
|
Ásia, outras |
38 |
0,24 |
||
|
Floresta tropical húmida de folha caduca |
África, folhosas > 20 anos |
44 |
0,24 |
|
|
África, folhosas ≤ 20 anos |
23 |
0,24 |
||
|
África Pinus sp. > 20 anos |
35 |
0,24 |
||
|
África Pinus sp. ≤ 20 anos |
12 |
0,24 |
||
|
Americas Eucalyptus sp. |
26 |
0,24 |
||
|
Americas Pinus sp. |
79 |
0,24 |
||
|
Américas, Tectona grandis |
35 |
0,24 |
||
|
Américas, outras folhosas |
29 |
0,24 |
||
|
Ásia, folhosas |
52 |
0,24 |
||
|
Ásia, outras |
29 |
0,24 |
||
|
Floresta tropical seca |
África, folhosas > 20 anos |
21 |
0,28 |
|
|
África, folhosas ≤ 20 anos |
9 |
0,28 |
||
|
África Pinus sp. > 20 anos |
18 |
0,28 |
||
|
África Pinus sp. ≤ 20 anos |
6 |
0,28 |
||
|
Americas Eucalyptus sp. |
27 |
0,28 |
||
|
Americas Pinus sp. |
33 |
0,28 |
||
|
Americas Tectona grandis |
27 |
0,28 |
||
|
Américas, outras folhosas |
18 |
0,28 |
||
|
Ásia, folhosas |
27 |
0,28 |
||
|
Ásia, outras |
18 |
0,28 |
||
|
Matagal tropical |
África, folhosas |
6 |
0,27 |
|
|
África Pinus sp. > 20 anos |
6 |
0,27 |
||
|
África Pinus sp. ≤ 20 anos |
4 |
0,27 |
||
|
Americas Eucalyptus sp. |
18 |
0,27 |
||
|
Americas Pinus sp. |
18 |
0,27 |
||
|
Americas Tectona grandis |
15 |
0,27 |
||
|
Américas, outras folhosas |
9 |
0,27 |
||
|
Ásia, folhosas |
12 |
0,27 |
||
|
Ásia, outras |
9 |
0,27 |
||
|
Sistemas de montanha tropicais |
África, folhosas > 20 anos |
31 |
0,24 |
|
|
África, folhosas ≤ 20 anos |
20 |
0,24 |
||
|
África Pinus sp. > 20 anos |
19 |
0,24 |
||
|
África Pinus sp. ≤ 20 anos |
7 |
0,24 |
||
|
Americas Eucalyptus sp. |
22 |
0,24 |
||
|
Americas Pinus sp. |
29 |
0,24 |
||
|
Americas Tectona grandis |
23 |
0,24 |
||
|
Américas, outras folhosas |
16 |
0,24 |
||
|
Ásia, folhosas |
28 |
0,24 |
||
|
Ásia, outras |
15 |
0,24 |
||
|
Subtropical |
Floresta subtropical húmida |
Americas Eucalyptus sp. |
42 |
0,28 |
|
Americas Pinus sp. |
81 |
0,28 |
||
|
Americas Tectona grandis |
36 |
0,28 |
||
|
Américas, outras folhosas |
30 |
0,28 |
||
|
Ásia, folhosas |
54 |
0,28 |
||
|
Ásia, outras |
30 |
0,28 |
||
|
Floresta subtropical seca |
África, folhosas > 20 anos |
21 |
0,28 |
|
|
África, folhosas ≤ 20 anos |
9 |
0,32 |
||
|
África, Pinus sp. > 20 anos |
19 |
0,32 |
||
|
África, Pinus sp. ≤ 20 anos |
6 |
0,32 |
||
|
Américas, Eucalyptus sp. |
34 |
0,32 |
||
|
Americas Pinus sp. |
34 |
0,32 |
||
|
Americas Tectona grandis |
28 |
0,32 |
||
|
Américas, outras folhosas |
19 |
0,32 |
||
|
Ásia, folhosas |
28 |
0,32 |
||
|
Ásia, outras |
19 |
0,32 |
||
|
Estepe subtropical |
África, folhosas |
6 |
0,32 |
|
|
África, Pinus sp. > 20 anos |
6 |
0,32 |
||
|
África, Pinus sp. ≤ 20 anos |
5 |
0,32 |
||
|
Américas, Eucalyptus sp. |
19 |
0,32 |
||
|
Américas, Pinus sp. |
19 |
0,32 |
||
|
Américas, Tectona grandis |
16 |
0,32 |
||
|
Américas, outras folhosas |
9 |
0,32 |
||
|
Ásia, folhosas > 20 anos |
25 |
0,32 |
||
|
Ásia, folhosas ≤ 20 anos |
3 |
0,32 |
||
|
Ásia, coníferas > 20 anos |
6 |
0,32 |
||
|
Ásia, coníferas ≤ 20 anos |
34 |
0,32 |
||
|
Sistemas de montanha subtropicais |
África, folhosas > 20 anos |
31 |
0,24 |
|
|
África, folhosas ≤ 20 anos |
20 |
0,24 |
||
|
África, Pinus sp. > 20 anos |
19 |
0,24 |
||
|
África, Pinus sp. ≤ 20 anos |
7 |
0,24 |
||
|
Américas, Eucalyptus sp. |
22 |
0,24 |
||
|
Américas, Pinus sp. |
34 |
0,24 |
||
|
Américas, Tectona grandis |
23 |
0,24 |
||
|
Américas, outras folhosas |
16 |
0,24 |
||
|
Ásia, folhosas |
28 |
0,24 |
||
|
Ásia, outras |
15 |
0,24 |
||
|
Temperado |
Floresta temperada oceânica |
Ásia, Europa, folhosas (> 20 anos) |
60 |
0,27 |
|
Ásia, Europa, folhosas (≤ 20 anos) |
9 |
0,27 |
||
|
Ásia, Europa, coníferas (> 20 anos) |
60 |
0,27 |
||
|
Ásia, Europa, coníferas (≤ 20 anos) |
12 |
0,27 |
||
|
América do Norte |
52 |
0,27 |
||
|
Nova Zelândia |
75 |
0,27 |
||
|
América do Sul |
31 |
0,27 |
||
|
Sistemas de montanha e floresta continental temperados |
Ásia, Europa, folhosas (> 20 anos) |
60 |
0,27 |
|
|
Ásia, Europa, folhosas (≤ 20 anos) |
4 |
0,27 |
||
|
América do Norte |
52 |
0,27 |
||
|
Ásia, Europa, coníferas (≤ 20 anos) |
7 |
0,27 |
||
|
América do Norte |
52 |
0,27 |
||
|
América do Sul |
31 |
0,27 |
||
|
Boreal |
Sistemas de montanha e floresta de coníferas boreais |
Ásia, Europa (> 20 anos) |
12 |
0,24 |
|
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
1 |
0,24 |
||
|
América do Norte |
13 |
0,24 |
||
|
Taiga |
Ásia, Europa (> 20 anos) |
7 |
0,24 |
|
|
Ásia, Europa (≤ 20 anos) |
1 |
0,24 |
||
|
América do Norte |
7 |
0,24 |
(*1) n/a = não aplicável; nestes casos não se utilizam FMG e FI e recorre-se à seguinte fórmula calcular o SOC: SOC = SOCST × FLU .