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Document 52014XC1212(06)

Publicação de um pedido de alteração em conformidade com o artigo 50. °, n. °2, alínea a), do Regulamento (UE) n. °1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos regimes de qualidade dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios

OJ C 444, 12.12.2014, p. 25–32 (BG, ES, CS, DA, DE, ET, EL, EN, FR, HR, IT, LV, LT, HU, MT, NL, PL, PT, RO, SK, SL, FI, SV)

12.12.2014   

PT

Jornal Oficial da União Europeia

C 444/25


Publicação de um pedido de alteração em conformidade com o artigo 50.o, n.o 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.o 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos regimes de qualidade dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios

(2014/C 444/09)

A presente publicação confere direito de oposição ao pedido de alteração, nos termos do artigo 51.o do Regulamento (UE) n.o 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho (1)

PEDIDO DE ALTERAÇÃO

REGULAMENTO (CE) N.o 510/2006 DO CONSELHO

relativo à proteção das indicações geográficas e denominações de origem dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios  (2)

PEDIDO DE ALTERAÇÃO AO ABRIGO DO ARTIGO 9.o

«JAMBON SEC DES ARDENNES»/«NOIX DE JAMBON SEC DES ARDENNES»

N.o CE: FR-PGI-0105-01173 — 6.11.2013

IGP ( X ) DOP ( )

1.   Rubrica do caderno de especificações objeto da alteração

    Nome do produto

    Descrição do produto

    Área geográfica

    Prova de origem

    Método de obtenção

    Relação

    Rotulagem

    Exigências nacionais

    Outras:

introdução da lista de operações realizadas obrigatoriamente na área geográfica.

atualização dos nomes e coordenadas do agrupamento requerente e do organismo de controlo.

2.   Tipo de alteração(ões)

    Alteração ao documento único ou ficha-resumo

    Alteração ao caderno de especificações da DOP ou IGP registada para a qual não foi publicado o documento único nem a ficha-resumo

    Alteração ao caderno de especificações que não exige a alteração do documento único publicado [artigo 9.o, n.o 3, do Regulamento (CE) n.o 510/2006]

    Alteração temporária do caderno de especificações decorrente da imposição de medidas sanitárias ou fitossanitárias pelas autoridades públicas [artigo 9.o, n.o 4 do Regulamento (CE) n.o 510/2006]

3.   Alteração(ões)

3.1.   Nome do produto

Alterou-se o nome do produto para citar o «Nome do género alimentício» definido no capítulo 2 do caderno de especificações em vigor. O nome passa a ser: «Jambon sec des Ardennes»/«Noix de Jambon sec des Ardennes».

3.2.   Descrição do produto

aumento da duração mínima de fabrico do presunto, de 270 dias para 360 dias: esta disposição permite obter um produto de melhor qualidade, permitindo que, ao longo da cura, o presunto desenvolva o seu cheiro frutado e o sabor a carne curada. Na sequência do prolongamento do tempo de cura, reduziu-se o peso mínimo do presunto no termo da duração mínima de fabrico, de 6 para 5,5 kg, para ter em conta a perda de peso resultante do prolongamento do tempo de secagem,

supressão do coxão com osso como forma de apresentação do «Noix de jambon sec des Ardennes». Na realidade, a presença do osso revela-se problemática no corte. Além disso, é mais fácil desossar as peças antes da secagem, o que propicia a generalização desta prática: o coxão passara a ser sistematicamente desossado antes da salga. Por último, a presença do osso não é necessária para obtenção das características organolépticas descritas no caderno de especificações,

supressão das características químicas (nitratos e nitritos) e microbiológicas que se limitam ao respeito da regulamentação geral,

supressão dos elementos descritivos isentos de objetividade: «delicioso», «requintado», «apreciar todos os sabores agradáveis»,

adição de uma lista exaustiva dos modos de apresentação autorizados: inteiro, inteiro sem osso, inteiro sem osso e sem courato, em pedaços sem osso ou fatiados, no caso do presunto; inteiro, em metades ou fatiado no caso do coxão,

adição do presunto inteiro desossado e sem courato: esta apresentação destina-se exclusivamente à vente em pedaços,

a apresentação «em pedaços desossados» substitui «em metades ou quartos», imprecisa e, por conseguinte, difícil de controlar. Além disso, tendo em conta a variabilidade do presunto, o tamanho era pouco homogéneo e, por conseguinte, pouco significativo para a IGP,

o termo «moldado» substitui o termo «prensado», mais preciso. Ambos designam a mesma operação, que consiste em prensar o presunto ou o coxão numa forma, para reduzir a cavidade deixada pela extração do osso e/ou lhe conferir a forma desejada,

a possibilidade de corte estende-se igualmente ao coxão. Efetivamente, ambos os tipos de peça se prestam facilmente ao corte, pois não têm osso.

3.3.   Prova de origem

na sequência da supressão da obrigação de abastecimento em carne de porco dentro da área geográfica, suprimiram-se os parágrafos sobre a rastreabilidade dos suínos na exploração e no matadouro,

à luz da evolução legislativa e regulamentar nacional, consolidou-se a rubrica «Elementos comprovativos da origem do produto», a qual reagrupa agora, nomeadamente, as obrigações em matéria de declarações e de registos sobre a rastreabilidade do produto e o acompanhamento das condições de produção,

no momento da salga, todas as peças são marcadas indelevelmente (carimbo de chumbo no courato) com a semana de fabrico. Por motivos de organização do trabalho e nomeadamente de limpeza das instalações, a salga realiza-se uma vez por semana. Assim sendo, o número da semana aliado à data de salga e ao número de peças incluídas na ficha de fabrico do lote permite controlar o respeito da duração de fabrico, expressa em dias,

tendo em conta a ausência de courato, não é possível marcar individual e indelevelmente o patinho na fase de salga. A rastreabilidade é assegurada pela identificação clara dos lotes, fazendo-os acompanhar da ficha de fabrico, com o número de peças laboradas e a data de salga,

a triagem ocorre após a duração mínima de fabrico. As peças que não cumpram os critérios definidos no capítulo sobre a descrição do produto são desclassificadas e o número é registado na ficha de fabrico do lote. As peças conformes são marcadas a ferro em brasa (presuntos e coxão) e com uma marca individual (patinho). Regista-se a data de marcação e o número de peças,

integra-se igualmente um quadro com as diferentes etapas de fabrico e rastreabilidade a elas associada: permite-se assim acompanhar as peças ao longo de todo o processo de fabrico.

3.4.   Método de obtenção

excluem-se os animais reprodutores reformados pois os produtos assim obtidos não responderiam às características organolépticas da IGP,

supressão da obrigação de abastecimento de suínos na área geográfica: os operadores dispõem assim de maior flexibilidade, permitindo-lhes abastecerem-se sem deixar de respeitar as características das matérias-primas descritas no caderno de especificações. Consequentemente, suprimiram-se igualmente as disposições relativas à criação e abate de suínos e à escolha das carcaças (disposições sobre instalações de reprodução e de engorda de suínos, matadouros e câmaras de corte, bem como manutenção do registo dos efetivos),

supressão do critério relativo à alimentação dos suínos durante todo o período de engorda (75 %, no mínimo, de cereais e de proteaginosas). Efetivamente, este critério passou a ser amplamente respeitado pela fileira suína,

supressão do critério de peso da carcaça (> 72 kg): constata-se que a maioria dos operadores compram a perna diretamente, não tendo destino para a carcaça inteira. O peso do presunto aparado (mínimo, 9,5 kg) é mais significativo para definir o itinerário tecnológico do que o peso da carcaça de origem,

definição de critérios precisos e objetivos para a seleção da matéria-prima utilizada:

introdução da obrigação de utilizar carne não congelada, para garantir a qualidade do produto acabado, proveniente exclusivamente de perna fresca,

aumento do peso da perna aparada na laboração, de 9 para 9,5 kg: permite-se assim contemplar o aumento do período de secagem para 90 dias,

os defeitos aparentes deixam de ser avaliados na carcaça e passam a avaliar-se no presunto aparado. Efetivamente, há defeitos que não atingem a perna, outros que podem ser corrigidos quando a perna é aparada, sem afetar a qualidade do produto (defeitos de depilação, por exemplo),

introdução dos critérios de pH (de 5,5 para 6,2) e da cor da carne (homogénea, nem muito clara, nem muito escura), com base na escala japonesa (nota de 2 a 5), para assegurar a mesma qualidade para todas as peça,

supressão do teor de carne magra: este critério não parece pertinente, dado ser avaliado na carcaça. A espessura de gordura da perna é um critério mais justo, pois a finalidade é o fabrico de carne curada: define-se esta espessura em igual ou superior a 10 mm,

aditam-se características sobre o coxão depois de cortado e aparado, que estão pouco desenvolvidas no caderno de especificações em vigor,

peso do coxão fresco após corte e desbaste: define-se o peso mínimo em 1,2 kg, em vez de 1,5 kg, para o patinho e em 3 kg em vez de 3,5 kg, para o coxão, para contemplar as proporções anatómicas das peças,

fabrico do presunto curado e do coxão curado:

definiu-se o corte do presunto a 10 cm da cabeça do fémur: torna-se assim possível respeitar a anatomia do presunto e proceder a corte arredondado. Esta medida substitui a formulação em vigor, que consistia em definir o corte «a dois dedos de», que podia ser considerada subjetiva. Para além do critério de 10 cm, deixa-se a escolha do método de corte ao critério do salsicheiro, para ter em consideração a conformação das peças,

aditou-se a obrigação de marcação das peças com indicação da semana de salga e do ano, para cumprir as exigências de rastreabilidade referidas no capítulo sobre a prova de origem,

flexibilização das regras relativas à utilização de nitratos; a sua utilização passa a ser facultativa,

supressão da lista de ervas aromáticas admitidas na preparação do presunto e coxão; a lista não era exaustiva. O operador pode utilizar outras ervas aromáticas desde que respeite as características do produto acabado,

salga: ocorre por aplicações repetidas de sal seco. O caderno de especificações em vigor autoriza exclusivamente a salga manual. Dada a evolução das técnicas de fabrico, e no momento da massagem destinada a extrair o sangue residual, pode proceder-se à primeira salga por projeção de sal seco pelas máquinas de massagem. As salgas seguintes são efetuadas manualmente para melhor adaptar a quantidade de sal e respetiva repartição pelas peças. O coxão é salgado uma única vez, ou seja, exclusivamente à mão,

suprimem-se as disposições relativas à higiene nas instalações de salga e cura, pois prendem-se com a regulamentação geral,

especificam-se durações e temperaturas para as fases de repouso — de 6 a 13 semanas a temperatura inferior a 5 °C — e de secagem-cura — de 34 a 44 semanas a temperatura compreendida entre 10 e 18 °C. Estas disposições visam garantir o bom desenrolar dos processos de fabrico do «Jambon sec des Ardennes/Noix de jambon sec des Ardennes»,

deixa de se especificar que a duração de fabrico é «deixada ao critério do fabricante», visto não ser obrigatória. Mantêm-se apenas os prazos mínimos,

a duração mínima de fabrico do «Jambon sec des Ardennes» passa de 270 para 360 dias. Esta disposição permite obter um produto de melhor qualidade, propiciando que, ao longo da cura, o presunto desenvolva o seu cheiro frutado e o sabor a carne seca,

explicita-se a técnica tradicional de desossamento da perna, chamada «goujage», para enquadrar esta etapa determinante para a apresentação do «Jambon sec des Ardennes»/«Noix de jambon sec des Ardennes», que não necessita de ser cosido para voltar a fechar, depois da extração do osso,

a embalagem em vácuo ou atmosfera modificada passa a ser obrigatória no presunto sem osso, para afastar riscos de proliferação de micróbios na cavidade deixada pelo osso,

retirou-se a disposição sobre autocontrolos dos fabricantes de salsicharia relativos à homogeneidade da secagem, teor de sal, caráter olfativo e qualidade da gordura. Esta disposição recai no plano de controlo.

3.5.   Rotulagem

supressão das menções sobre as características do produto, o organismo de controlo e o serviço ao consumidor, confinando o texto às normas de rotulagem sobre a indicação geográfica protegida,

supressão da obrigação de validação dos rótulos pelo organismo de certificação: esta disposição não é do âmbito do caderno de especificações,

obrigação de inclusão do logótipo IGP da União Europeia para melhorar a comunicação com o consumidor.

3.6.   Exigências nacionais

Introdução de um quadro com os principais pontos a controlar, nos termos da regulamentação nacional.

3.7.   Outras

o agrupamento passa a ser responsável pela IGP e veículo do pedido de alteração da associação «Les Charcuteries du Pays d’Ardennes». Consequentemente, suprimiram-se as informações sobre o agrupamento «Ardennes de France», na origem do pedido de registo, sendo substituídas pelo nome e as coordenadas do agrupamento «Les Charcuteries du Pays d’Ardennes»,

introdução da lista de operações realizadas obrigatoriamente na área geográfica: preparação das peças (aparar), salga, secagem e desossamento (com prensagem, consoante os casos),

estrutura de controlo: O agrupamento decidiu escolher outro organismo de controlo. O nome e as coordenadas do organismo de controlo («A.d.F. Certification») são substituídos pelos do novo organismo designado pelo agrupamento: Certipaq.

DOCUMENTO ÚNICO

REGULAMENTO (CE) N.o 510/2006 DO CONSELHO

relativo à proteção das indicações geográficas e denominações de origem dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios  (3)

«JAMBON SEC DES ARDENNES»/«NOIX DE JAMBON SEC DES ARDENNES»

N.o CE: FR-PGI-0105-01173 — 6.11.2013

IGP ( X ) DOP ( )

1.   Nome

«Jambon sec des Ardennes»/«Noix de Jambon sec des Ardennes».

2.   Estado-Membro ou país terceiro

França

3.   Descrição do produto agrícola ou género alimentício

3.1.   Tipo de produto

Classe 1.2. Produtos à base de carne (aquecidos, salgados, fumados, etc.)

3.2.   Descrição do produto correspondente à denominação indicada no ponto 1

a)   características físicas:

«Jambon sec des Ardennes» e «Noix de jambon sec des Ardennes» designam carne curada com sal seco. O sal utilizado para esfregar as peças contém especiarias, ervas aromáticas e açúcar.

A duração mínima de fabrico (a partir da salga) varia consoante o tipo de peça: 360 dias para o presunto, 120 para o coxão e 45 dias para o patinho.

Peso mínimo das peças no termo do período mínimo de fabrico:

«Jambon sec des Ardennes» com osso: 5,5 kg,

«Noix de jambon sec des Ardennes»: 3 kg para o coxão (de dentro e de fora) e 800 g para o patinho.

O presunto e o coxão devem apresentar-se devidamente secos e firmes. Não se apresentam rijos ao tato nem inchados.

A gordura do presunto e do coxão apresenta cor branca, textura firme e cheiro agradável.

b)   características químicas:

O «Jambon sec des Ardennes» e o «Noix de jambon sec des Ardennes» apresentam teor de humidade de H.P.D < 65 % no produto magro.

c)   apresentação do produto:

O «Jambon sec des Ardennes» pode ser comercializado acondicionado e moldado (ou não):

inteiro: com ou sem osso,

inteiro, sem osso e sem courato,

em pedaços, sem osso,

fatiado.

O «Noix de jambon sec des Ardennes» pode ser comercializado acondicionado e moldado (ou não):

inteiro;

em metades;

fatiado.

3.3.   Matérias-primas (unicamente para os produtos transformados)

Exclui-se do fabrico do «Jambon sec des Ardennes» e do «Noix de jambon sec des Ardennes» o presunto de varrascos reprodutores e de marrãs.

a)   características do presunto fresco na laboração:

O presunto fresco apresenta as seguintes características depois de cortado e aparado:

não submetido a congelação,

peso superior a 9,5 kg (aparado), sem courato e sem chispe,

corte arredondado, sem courato, distando 10 cm, no máximo, da cabeça do fému,

pé desarticulado, mantendo a ligação ao pernil, o qual se apresenta não perfurado; osso da bacia parcialmente retirado. O presunto também pode ser integralmente salgado, com o pé,

ausência dos seguintes defeitos aparentes: defeitos de depilação, courato rasgado ou queimado, hematomas, equimoses, fraturas, abcessos, sujidade fecal ou de lubrificante de linha transportadora,

resultante de carne de cor homogénea, nem muito clara nem muito escura, com: 5,5 ≤ pH ≤ 6,2,

cor da carne selecionada, na escala japonesa: de 2 a 5,

gordura de cobertura branca e firme,

espessura da gordura: igual ou superior a 10 mm, medida verticalmente da cabeça do fémur;

b)   características do coxão fresco na laboração:

O «Noix de jambon sec des Ardennes» deve conservar a sua integralidade anatómica. Com exceção do patinho, apresenta-se parcialmente coberto de courato. O coxão é desossado antes da salga.

O coxão fresco apresenta as seguintes características depois de cortado e aparado:

não submetido a congelação,

consoante a categoria: peso superior a 1,2 kg para o patinho e a 4 kg para o coxão;

ausência dos seguintes defeitos aparentes: defeitos de depilação, courato rasgado ou queimado, hematomas, equimoses, fraturas, abcessos, sujidade fecal ou de lubrificante de linha transportadora,

resultante de carne de cor homogénea, nem muito clara nem muito escura, com: 5,5 ≤ pH ≤ 6,2,

coxão: cobertura de gordura branca e firme.

3.4.   Alimentos para animais (unicamente para os produtos de origem animal)

3.5.   Fases específicas da produção que devem ter lugar na área geográfica identificada

Operações de fabrico realizadas na área geográfica: receção da matéria-prima e preparação das peças, salga, secagem, desossamento e prensagem.

3.6.   Regras específicas relativas à fatiagem, ralagem, acondicionamento, etc.

Operação de desossamento (facultativa): eliminação do osso através de incisão no courato do pernil até à articulação, seguido de extração do osso do fémur (descolamento do osso do fémur sem abertura do presunto). Simultaneamente extraem-se a tíbia, o perónio e o fémur. No final da operação fecha-se o courato. Seguidamente o presunto desossado é embalado em vácuo ou atmosfera protetora para preservação das suas qualidades organolépticas.

3.7.   Regras específicas relativas à rotulagem

O rótulo de «Jambon sec des Ardennes» e «Noix de jambon sec des Ardennes» deve ostentar as seguintes menções.

o nome da IGP «Jambon sec des Ardennes» ou «Noix de Jambon sec des Ardennes»,

logótipo IGP da União Europeia,

duração da cura.

Nos casos de venda «não pré-embalado», o nome da IGP «Jambon sec des Ardennes» ou «Noix de jambon sec des Ardennes» e a menção «Indication géographique protégée» devem figurar igualmente nos suportes de identificação previstos para o efeito.

4.   Delimitação concisa da área geográfica

A área geográfica abrange a totalidade da divisão administrativa (departamento) das Ardenas.

5.   Relação com a área geográfica

5.1.   Especificidade da área geográfica

a)   fatores naturais

A parte norte do departamento das Ardenas, a norte de uma linha traçada pela depressão sobre o eixo noroeste-sueste dos vales do Sormonne e do Mosa é constituída pelo maciço das Ardenas, vasta extensão xistosa que culmina a 505 m de altitude. A parte meridional do departamento corresponde à parte norte da planície gredosa da Champagne, de relevo mais homogéneo e dedicada a grandes culturas. Entre estas duas entidades individualiza-se Thiérache, a oeste, e Argonne, a leste, transições de vales percorridos por numerosos cursos de água.

O departamento das Ardenas situa-se numa zona de transição entre o clima de tendência continental e o oceânico. A precipitação é abundante: até 1 200 mm nas Ardenas, entre 900 e 1 000 mm em Thiérache e em Argonne. A temperatura média destas regiões está compreendida entre 8 e 10 °C. Não ultrapassa 17 °C no verão e mal atinge 2 °C no inverno.

A topografia, por ação da altitude observada entre o norte (mais de 400 m) e o sul do departamento (menos de 200 m), desempenha um papel importante no clima da área. As rochas ácidas e xistosas do maciço das Ardenas desencadeiam um clima localmente mais frio e húmido, acentuado por coberto florestal importante. Por último, os cursos de água abriram outros tantos vales que possuem outros tantos microclimas. Estes caracterizam-se pela formação de nevoeiros locais durante a noite (o departamento pode registar até 120 dias de nevoeiro por ano), e grandes amplitudes térmicas ao longo de um dia.

b)   fatores humanos

No século XIX, a suinicultura nas Ardenas possuía caráter familiar. Em geral, nas explorações, em casa dos operários agrícolas, engordava-se um ou dois porcos destinados a consumo próprio ou ao comércio local. Victor CAYASSE, em «Folklore de Guignicourt sur Vence et de Faissault», 1920, escrevia: «todas as famílias matavam ao menos um porco por ano e viviam o ano inteiro desta carne salgada e seca». Jules LEFRANC, em «Choses et gens de chez nous» (que data de aproximadamente 1911), relata os costumes da pequena aldeia de Sainte Vaubourg no tempo dos seus antepassados: «o tanque de salga estava geralmente na cave, […]. Os pedaços previamente preparados eram introduzidos individualmente no tanque, cuidadosamente, dispostos em camadas, salpicados de pimenta e de especiarias e envolvidos em sal cinzento. […] Passado mês e meio adoçava-se o porco e […] dependuravam-se os presuntos e os pedaços de toucinho […].» Os salsicheiros atuais herdaram o saber desta tradição resultante da presença dos porcos na economia doméstica local. Atualmente, o saber continua a ser partilhado entre as diferentes gerações de salsicheiros que se reúnem regulamente para, em conjunto, melhorarem os seus produtos.

Este saber continua a exprimir-se através da seleção das peças, do método de salga a seco, do revestimento manual do presunto com uma «abertura» que permite a cura lenta para evitar o desenvolvimento de crosta e permitir que o presunto se conserve macio.

5.2.   Especificidade do produto

Ao longo da cura, o «Jambon sec des Ardennes» e o «Noix de jambon sec des Ardennes» desenvolvem odor frutado e sabor a carne curada. Apresentam-se totalmente isentos de cheiro a fumeiro. Libertam cheiro subtil frutado a melão acompanhado de sabor salgado suave. O cheiro a gordura é discreto, sem ranço.

A sua consistência excelente permite fatiá-lo facilmente. A textura homogénea apresenta-se um pouco elástica e firme, sem ser estaladiça. O presunto e coxão curados são ligeiramente suculentos, agradavelmente macios e desfazem-se na boca.

5.3.   Relação causal entre a área geográfica e a qualidade ou características do produto (para as DOP) ou uma determinada qualidade, a reputação ou outras características do produto (para as IGP)

A relação do «Jambon sec des Ardennes» e do «Noix de jambon sec des Ardennes» com a área geográfica assenta na sua qualidade específica e na sua reputação.

O departamento das Ardenas beneficia de clima húmido, decorrente da precipitação abundante e da frequência do nevoeiro. Estas condições são propícias ao fabrico do presunto. O clima das Ardenas possui três características essenciais para o fabrico do «Jambon sec des Ardennes» e do «Noix de jambon sec des Ardennes»: a higrometria, o vento e as temperaturas adequadas. Estas características permitem que a secagem e a cura se processem de forma lenta e progressiva. Estas condições de armazenamento, aliadas à utilização de sal barrado com adição de ervas aromáticas, especiarias e açúcar, permitem o desenvolvimento e manifestação dos perfumes e sabores específicos. Assim o presunto se torna igualmente macio.

Historicamente, as famílias das Ardenas fabricavam o presunto para consumo próprio graças ao clima específico das Ardenas. A salga ocorria nos meses frios, pois não havia meios de refrigeração. A salga na cozinha e a cura no sótão desapareceram, mas os meios atuais de produção de frio e de controlo da higrometria permitem recriar e controlar estas condições ao longo de todo o ano.

Os operadores souberam guardar este saber ancestral de fabrico do presunto.

A reputação do «Jambon sec des Ardennes» data do século XIX. O «Jambon sec des Ardennes» é citado em numerosas publicações como referência em matéria de carne curada. Em 1866, numa obra sobre o porco, Gustave Heuze explica que «o presunto francês mais prezado é preparado nos departamentos de Basses Pyrénées, Bas e Haut-Rhin, Meuse, Moselle, Ardennes e Vosges».

O «Jambon sec des Ardennes» surge pois logicamente nas ementas de banquetes e refeições de finais do século XIX. Foi servido no almoço oferecido em 21 de agosto de 1898 ao Ministro das Obras Públicas, na inauguração do caminho-de-ferro de Raucourt, e em 9 de novembro de 1924, na inauguração do novo edifício da câmara de Nouzonville.

O «Jambon sec des Ardennes», fabricado por grande número de salsicheiros do departamento, para comércio essencialmente local, torna-se progressivamente uma produção autónoma e é comercializado em grossistas, tal como atestado pela publicidade de 1929.

No inquérito realizado pela Association des Salaisonniers d’Auvergne em março de 1994, com o apoio da Comunidade Económica e do Ministério da Agricultura, vê-se que o «Jambon sec des Ardennes» é conhecido fora do departamento, apesar da sua produção bastante modesta. O inquérito indica que o «Jambon sec des Ardennes» reúne uma notoriedade de 23,4 %, o que o coloca em quinto lugar entre o presunto citado (nove no total).

Referência à publicação do caderno de especificações

[Artigo 5.o, n.o 7, do Regulamento (CE) n.o 510/2006 (4)]

http://agriculture.gouv.fr/IMG/pdf/CDCIGPJambonsecdesArdennesetNoixdejambonsecdesArdennesV1_BO_cle86172f.pdf


(1)  JO L 343 de 14.12.2012, p. 1.

(2)  JO L 93 de 31.3.2006, p. 12. Substituído pelo Regulamento (UE) n.o 1151/2012.

(3)  Substituído pelo Regulamento (UE) n.o 1151/2012.

(4)  Ver nota 3.


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