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Document 32014R1322

Regulamento Delegado (UE) n. ° 1322/2014 da Comissão, de 19 de setembro de 2014 , que completa e altera o Regulamento (UE) n. ° 167/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho no que respeita à construção de veículos e aos requisitos gerais para a homologação dos veículos agrícolas e florestais Texto relevante para efeitos do EEE

OJ L 364, 18.12.2014, p. 1–315 (BG, ES, CS, DA, DE, ET, EL, EN, FR, HR, IT, LV, LT, HU, MT, NL, PL, PT, RO, SK, SL, FI, SV)

In force: This act has been changed. Current consolidated version: 26/06/2018

ELI: http://data.europa.eu/eli/reg_del/2014/1322/oj

18.12.2014   

PT

Jornal Oficial da União Europeia

L 364/1


REGULAMENTO DELEGADO (UE) N.o 1322/2014 DA COMISSÃO

de 19 de setembro de 2014

que completa e altera o Regulamento (UE) n.o 167/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho no que respeita à construção de veículos e aos requisitos gerais para a homologação dos veículos agrícolas e florestais

(Texto relevante para efeitos do EEE)

A COMISSÃO EUROPEIA,

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

Tendo em conta o Regulamento (UE) n.o 167/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de fevereiro de 2013, relativo à homologação e fiscalização do mercado de tratores agrícolas e florestais (1), nomeadamente os artigos 18.o, n.o 4, 20.o, n.o 8, 27.o, n.o 6, 28.o, n.o 6, 49.o, n.o 3, 53.o, n.o 12, 60.o, n.o 1, 61.o e 70.o,

Considerando o seguinte:

(1)

O presente regulamento tem por objetivo estabelecer os requisitos técnicos e os métodos de ensaio necessários para a construção de veículos agrícolas e florestais, a fim de minimizar o risco de lesões nas pessoas que trabalham nos ou com os veículos.

(2)

Pela Decisão 97/836/CE do Conselho (2), a União aderiu ao Acordo da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) relativo à adoção de prescrições técnicas uniformes aplicáveis aos veículos de rodas, aos equipamentos e às peças suscetíveis de serem montados ou utilizados num veículo de rodas e às condições de reconhecimento recíproco das homologações emitidas em conformidade com essas prescrições («Acordo de 1958 revisto»). Na sua Comunicação «CARS 2020: Plano de Ação para uma Indústria Automóvel Competitiva e Sustentável na Europa», a Comissão sublinhava que a aceitação da regulamentação internacional ao abrigo do Acordo UNECE de 1958 é a melhor maneira de suprimir as barreiras de cariz não aduaneiro que se colocam ao comércio.

(3)

A possibilidade de aplicar regulamentos da UNECE para efeitos da homologação UE de veículos está prevista no Regulamento (UE) n.o 167/2013. A integração dos regulamentos da UNECE como parte dos requisitos para a homologação UE de veículos contribui para evitar a duplicação não só dos requisitos técnicos mas também dos procedimentos administrativos e de certificação. Além disso, a homologação baseada diretamente em normas aprovadas a nível internacional deverá melhorar o acesso ao mercado em países terceiros, em particular nos países que são partes contratantes do Acordo UNECE de 1958 revisto, reforçando assim a competitividade da indústria da União.

(4)

No interesse da clareza, da previsibilidade, da racionalidade e da simplificação, e a fim de reduzir os encargos para os fabricantes de veículos, os serviços técnicos e as entidades homologadoras, o Regulamento (UE) n.o 167/2013 prevê o reconhecimento dos relatórios de ensaio elaborados ao abrigo dos códigos da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE) para efeitos da homologação UE em alternativa aos relatórios de ensaio elaborados nos termos desse regulamento ou dos atos delegados adotados por força do mesmo regulamento. Por conseguinte, é adequado estabelecer uma lista de códigos da OCDE cujo objeto seja abrangido pelo âmbito de aplicação do presente regulamento e que podem servir de base aos relatórios de ensaio reconhecidos para efeitos da homologação UE.

(5)

A fim de adaptar ao progresso técnico as disposições relativas à construção de veículos agrícolas e florestais, há que tornar aplicáveis, no que diz respeito a determinados requisitos, as mais recentes versões das normas CEN/Cenelec ou ISO que estão à disposição do público.

(6)

Tendo em conta o objetivo de reduzir os custos dos fabricantes deixando de lhes exigir que construam protótipos para efeitos de homologação, UE, o presente regulamento especifica as condições relativas à realização de ensaios virtuais e de autoensaios pelos fabricantes. Os fabricantes que não pretendam tirar partido de métodos de ensaio virtual devem ser autorizados a continuar a utilizar os atuais métodos de ensaio físico.

(7)

Um método de ensaio virtual deve proporcionar resultados com o mesmo nível de confiança que os ensaios físicos. Convém, pois, definir condições adequadas para garantir que o fabricante ou o serviço técnico possam validar adequadamente os modelos matemáticos utilizados.

(8)

Os controlos da conformidade de veículos, componentes ou unidades técnicas durante todo o processo de produção constituem uma parte essencial do processo de homologação UE. A fim de melhorar os procedimentos relativos à conformidade da produção dos veículos agrícolas e florestais, convém alinhá-los com procedimentos similares aplicáveis aos veículos automóveis de passageiros.

(9)

Os métodos virtuais não devem ser admissíveis para efeitos de ensaio da conformidade da produção, mesmo que tenham sido utilizados para efeitos de homologação, porque, nesta fase, um ensaio físico do veículo existente não implica encargos desnecessários para o fabricante.

(10)

As disposições do Regulamento (UE) n.o 167/2013 relativas ao acesso à informação sobre reparação e manutenção baseiam-se em grande medida no Regulamento (CE) n.o 595/2009 (3) do Parlamento Europeu e do Conselho. A fim de adotar a abordagem harmonizada para o acesso à informação sobre reparação e manutenção prevista neste regulamento, importa transpor para o presente regulamento as disposições relativas ao acesso à informação sobre reparação e manutenção previstas no Regulamento (CE) n.o 582/2011 da Comissão (4) e adaptá-las às especificidades do segmento dos veículos agrícolas e florestais.

(11)

Em especial, importa adotar requisitos e procedimentos específicos para o acesso à informação relativa à reparação e manutenção de veículos no caso da produção em pequena escala, a fim de evitar encargos desproporcionados. Importa igualmente adotar procedimentos específicos para o acesso à informação relativa à reparação e manutenção de veículos no caso dos processos de homologação em várias fases, a fim de ter em conta o facto de estes processos envolverem vários fabricantes.

(12)

No que diz respeito aos modelos de veículos das categorias R e S, os números definidos para classificar pequenos fabricantes devem ter em conta o facto de que o Regulamento (UE) n.o 167/2013 não prevê a homologação nacional de veículos produzidos em pequenas séries para esses modelos de veículos, e que não é possível isentar completamente essas categorias de veículos da obrigação de apresentar informação relativa à reparação e manutenção de veículos ao abrigo desse regulamento. Se o anexo II desse regulamento for alterado, a fim de alargar a possibilidade de conceder a homologação nacional de veículos produzidos em pequenas séries às categorias R e S, a Comissão deverá ponderar a redução desses números.

(13)

Para melhorar o funcionamento do mercado interno e a concorrência efetiva dentro deste mercado, nomeadamente no que diz respeito à livre circulação de mercadorias, à liberdade de estabelecimento e à liberdade de prestação de serviços dos operadores independentes de reparação e manutenção de veículos, são necessárias disposições harmonizadas no que respeita ao acesso à informação do sistema de diagnóstico a bordo (OBD) e à informação relativa à reparação e manutenção de veículos. Grande parte desta informação diz respeito ao sistema OBD e à sua interação com outros sistemas do veículo. Convém estabelecer as especificações técnicas que os sítios dos fabricantes na web deverão respeitar, em conjunto com medidas específicas para assegurar um acesso razoável das pequenas e médias empresas.

(14)

A adoção de normas comuns para a reprogramação das unidades de controlo eletrónico acordadas com as partes interessadas pode facilitar o intercâmbio de informação entre os fabricantes e os prestadores de serviços. Por conseguinte, é conveniente que os fabricantes utilizem essas normas comuns. Não obstante, a fim de reduzir os encargos para os fabricantes de veículos, o presente regulamento deve prever um período de adaptação adequado para a aplicação das mesmas.

(15)

A fim de manter o alinhamento dos requisitos técnicos transpostos para o presente regulamento delegado da Comissão com os requisitos das diretivas específicas revogadas pelo Regulamento (UE) n.o 167/2013 e os requisitos dos códigos OCDE normalizados, o ponto de referência do banco (S) e o ponto índice do banco (SIP) devem manter-se inalterados.

(16)

A fim de poder conceder a homologação UE de acordo com cada um dos anexos constantes do anexo II aos mesmos modelos de tratores relativamente aos quais foi concedida a homologação ao abrigo dos códigos da OCDE correspondentes e poder efetivamente reconhecer os relatórios de ensaio OCDE para efeitos da homologação UE, deve alinhar-se o domínio técnico de aplicação dos requisitos da UE com o domínio de aplicação dos códigos da OCDE normalizados.

(17)

Para tornar claro que determinados requisitos da legislação da União estão plenamente alinhados com os requisitos previstos nos códigos da OCDE normalizados, o texto dos requisitos e a numeração enunciados em determinados anexos devem ser idênticos ao texto e à numeração do código da OCDE normalizado correspondente.

(18)

A fim de reduzir o número de feridos e de acidentes mortais provocados por não se erguer a ROPS rebatível montada na frente em tratores de via estreita em situações potencialmente perigosas, devem incluir-se no anexo IX novos requisitos baseados numa abordagem ergonómica, a fim de facilitar e incentivar a abertura da ROPS sempre que necessário.

(19)

Uma vez que nas aplicações florestais os tratores estão expostos a níveis de energia mais elevados em caso de queda e de penetração de objetos do que os tratores utilizados em aplicações agrícolas, há que estabelecer requisitos mais rigorosos para as estruturas de proteção contra estes objetos em tratores equipados para aplicações florestais.

(20)

Embora um número considerável dos requisitos previstos no presente regulamento tenha sido transposto das diretivas revogadas, há que introduzir alterações substanciais sempre que necessário para efeitos da adaptação ao progresso técnico, do alargamento do âmbito de aplicação a outras categorias de veículos ou para aumentar o nível de segurança no que diz respeito, por exemplo: ao acesso ao lugar de condução, às saídas de emergência, aos dispositivos de comando e à sua localização, ao manual do utilizador, aos avisos, símbolos e pictogramas, à proteção contra superfícies quentes, aos pontos de lubrificação, aos pontos de apoio para o macaco, ao capô do motor, à velocidade de combustão do material da cabina, aos isoladores de bateria, etc.

(21)

Uma vez que o âmbito de aplicação da Diretiva 80/720/CEE do Conselho (5) não abrangia os tratores da categoria T2 e os tratores da categoria T.4.3 com um desalinhamento da cabina superior a 100 mm, há que adaptar os requisitos relativos ao espaço de manobra e ao número de saídas de emergência, a fim de abranger todas as categorias de tratores.

(22)

Dado que muitos dos requisitos e métodos de ensaio transpostos das diretivas revogadas se aplicam apenas a tratores equipados com pneus, é conveniente estabelecer requisitos e métodos de ensaio específicos para os tratores de lagartas, nomeadamente no que diz respeito ao nível sonoro sentido pelo condutor, ao acesso ao lugar de condução, aos dispositivos de comando, etc.

(23)

O mesmo se aplica aos veículos das categorias R e S, relativamente aos quais se deve estabelecer requisitos e métodos de ensaio aplicáveis aos resguardos e aos dispositivos de proteção, à informação constante do manual do utilizador, aos avisos e marcações e à proteção contra outros riscos mecânicos, como as operações de basculamento dos reboques.

(24)

Além disso, os veículos das categorias R e S devem, quando aplicável, respeitar os requisitos da Diretiva 2006/42/CE do Parlamento Europeu e do Conselho (6).

(25)

Desde que se mantenha o nível de segurança, devem autorizar-se requisitos e procedimentos de ensaio alternativos para tratores equipados com um selim e guiador, a fim de ter em conta as suas características técnicas específicas. É o caso de alguns dos requisitos e procedimentos de ensaio para: o banco do condutor, os dispositivos de comando e a proteção dos elementos motores.

(26)

A referência aos requisitos aplicáveis às fixações dos cintos de segurança e aos cintos de segurança constantes da legislação relativa aos veículos automóveis de passageiros enunciada na Diretiva 2003/37/CE do Parlamento Europeu e do Conselho (7) revogada deve ser substituída por requisitos adaptados às especificidades dos tratores agrícolas e florestais.

(27)

A fim de permitir que as entidades homologadoras avaliem a conformidade com os requisitos de proteção contra substâncias perigosas estabelecidos no presente regulamento, estes requisitos devem basear-se no nível de proteção oferecido pelo modelo de trator e não na utilização possível de um determinado veículo. O nível de proteção exigido para cada utilização específica de cada substância perigosa deve ser determinado em conformidade com a legislação da UE ou nacional pertinente.

(28)

A fim de assegurar que os serviços técnicos cumprem normas de desempenho de nível elevado comuns a todos os Estados-Membros, o presente regulamento deve estabelecer as normas que os serviços técnicos devem cumprir, assim como o procedimento para a respetiva avaliação e para a acreditação desses serviços.

(29)

Para efeitos da homologação nacional concedida em conformidade com o Regulamento (UE) n.o 167/2013, os Estados-Membros devem poder exigir requisitos de construção diferentes dos previstos no presente regulamento. No entanto, deve incumbir-lhes a obrigação de homologar modelos de veículos, sistemas, componentes e unidades técnicas que estejam em conformidade com os requisitos previstos no presente regulamento.

(30)

Várias entradas do anexo I do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser alteradas para que se possa estabelecer requisitos para categorias de veículo suplementares, sempre que tal seja necessário.

(31)

O presente regulamento é aplicável a partir da data de aplicação do Regulamento (UE) n.o 167/2013,

ADOTOU O PRESENTE REGULAMENTO:

CAPÍTULO I

OBJETO E DEFINIÇÕES

Artigo 1.o

Objeto

O presente regulamento estabelece os requisitos técnicos pormenorizados e os procedimentos de ensaio no que respeita à conceção, construção e montagem de veículos para efeitos da homologação dos veículos agrícolas e florestais e dos respetivos sistemas, componentes e unidades técnicas, as disposições e requisitos pormenorizados no que respeita aos procedimentos de homologação, aos ensaios virtuais e à conformidade da produção, as especificações técnicas relativas ao acesso à informação sobre reparação e manutenção e as normas e critérios de desempenho para efeitos da avaliação dos serviços técnicos em conformidade com o Regulamento (UE) n.o 167/2013.

Artigo 2.o

Definições

São aplicáveis as seguintes definições:

1)

«Ponto de referência do banco (S)», o ponto de intersecção, situado no plano longitudinal médio do banco, entre o plano tangente à base do encosto estofado e um plano horizontal. Este plano horizontal interseta a superfície inferior do banco 150 mm à frente do ponto de referência do banco (S) tal como definido no apêndice 8 do anexo XIV;

2)

«Dispositivo de comando», qualquer dispositivo cujo acionamento direto permita modificar o estado ou o funcionamento do trator ou de qualquer equipamento a ele engatado;

3)

«Blindagem», um dispositivo de proteção situado imediatamente à frente da parte perigosa e que, sozinho ou com outras partes da máquina, protege, por todos os lados, do contacto com a parte perigosa;

4)

«Resguardo», um dispositivo de proteção que, por meio de um corrimão, uma grade ou um elemento semelhante, dá a distância de segurança necessária para impedir o contacto com a parte perigosa;

5)

«Cobertura», um dispositivo de proteção situado imediatamente à frente da parte perigosa e que protege, pelo lado aberto, do contacto com a parte perigosa;

6)

«Firmemente fixados» significa que a remoção daqueles dispositivos só poderá ser efetuada com o auxílio de ferramentas;

7)

«Superfície quente», qualquer superfície metálica do trator que atinja, nas condições normais de utilização previstas pelo fabricante, uma temperatura superior a 85 °C ou qualquer superfície plástica que atinja uma temperatura superior a 100 °C.

CAPÍTULO II

CONSTRUÇÃO DOS VEÍCULOS E REQUISITOS GERAIS DE HOMOLOGAÇÃO

Artigo 3.o

Obrigações gerais dos fabricantes no que diz respeito à construção dos veículos

1.   Os fabricantes devem equipar os veículos agrícolas e florestais com sistemas, componentes e unidades técnicas com incidência na segurança no trabalho cuja conceção, construção e montagem permita que o veículo, em condições normais de utilização e mantido de acordo com as prescrições do fabricante, cumpra os requisitos técnicos pormenorizados e os procedimentos de ensaio previstos nos artigos 4.o a 32.o.

2.   Os fabricantes devem demonstrar, por meio de ensaios de demonstração física, à entidade homologadora que os veículos agrícolas e florestais colocados no mercado, matriculados ou postos em circulação na União cumprem os requisitos técnicos pormenorizados e os procedimentos de ensaio previstos nos artigos 4.o a 32.o.

3.   Os fabricantes devem garantir que o equipamento e as peças sobresselentes que são colocados no mercado ou postos em circulação na União cumprem os requisitos técnicos pormenorizados e os procedimentos de ensaio previstos no presente regulamento. Um veículo agrícola e florestal homologado e equipado com uma peça ou equipamento sobresselente deve cumprir os mesmos requisitos de ensaio e valores-limite de desempenho que um veículo equipado com uma peça de origem.

4.   Os fabricantes devem garantir que os procedimentos de homologação destinados a verificar a conformidade da produção são respeitados no que se refere aos requisitos pormenorizados de construção dos veículos previstos no presente regulamento.

Artigo 4.o

Aplicação dos regulamentos da UNECE

Os regulamentos da UNECE e suas alterações indicados no anexo I do presente regulamento são aplicáveis à homologação dos veículos agrícolas e florestais nas condições estabelecidas no presente regulamento.

Artigo 5.o

Reconhecimento dos relatórios de ensaio emitidos com base nos códigos da OCDE para efeitos de homologação UE

Em conformidade com o artigo 50.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013, os relatórios de ensaio emitidos com base nos códigos da OCDE constantes do anexo II do presente regulamento devem ser reconhecidos para efeitos da homologação UE como alternativa ao relatório de ensaio emitido com base no presente regulamento.

Artigo 6.o

Disposições relativas aos procedimentos de homologação e requisitos aplicáveis aos ensaios virtuais

As disposições relativas aos procedimentos de homologação a que se refere o artigo 20.o, n.o 8, do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e os requisitos aplicáveis aos ensaios virtuais a que se refere o artigo 27.o, n.o 6, desse regulamento são estabelecidos no anexo III do presente regulamento.

Artigo 7.o

Disposições relativas à conformidade da produção

As disposições relativas à conformidade da produção a que se refere o artigo 28.o, n.o 6, do Regulamento (UE) n.o 167/2013 são estabelecidas no anexo IV do presente regulamento.

Artigo 8.o

Requisitos relativos ao acesso à informação sobre reparação e manutenção

Os requisitos relativos ao acesso à informação sobre reparação e manutenção a que se refere o artigo 53.o, n.o 12, do Regulamento (UE) n.o 167/2013 são estabelecidos no anexo V do presente regulamento.

Artigo 9.o

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio dinâmico)

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem no que respeita ao ensaio dinâmico de veículos das categorias T1, T4.2 e T4.3 a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo VI do presente regulamento.

Artigo 10.o

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (tratores de lagartas)

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem para tratores de lagartas no que respeita aos veículos das categorias C1, C2, C4.2 e C4.3 a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo VII do presente regulamento.

Artigo 11.o

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio estático)

Em alternativa aos requisitos dos artigos 9.o e 10.o, os fabricantes podem optar por cumprir os requisitos do presente artigo se o modelo de veículo for abrangido pelo âmbito de aplicação estabelecido no anexo VIII do presente regulamento. Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem no que respeita ao ensaio estático de veículos das categorias T1/C1, T4.2/C4.2 e T4.3/C4.3 a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo VIII do presente regulamento.

Artigo 12.o

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (montadas na frente em tratores de via estreita)

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem montadas na frente em tratores de via estreita no que respeita aos veículos das categorias T2, T3 e T4.3 a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo IX do presente regulamento.

Artigo 13.o

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (estruturas de proteção em caso de capotagem montadas na retaguarda em tratores de via estreita)

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem montadas na retaguarda em tratores de via estreita no que respeita a veículos das categorias T2/C2, T3/C3 e T4.3/C4.3 a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo X do presente regulamento.

Artigo 14.o

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção contra a queda de objetos

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às estruturas de proteção contra a queda de objetos para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea b), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XI do presente regulamento.

Artigo 15.o

Requisitos aplicáveis aos bancos dos passageiros

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis aos bancos dos passageiros para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea c), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XII do presente regulamento.

Artigo 16.o

Requisitos aplicáveis à exposição do condutor ao nível sonoro

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis à exposição do condutor ao nível sonoro para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea d), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XIII do presente regulamento.

Artigo 17.o

Requisitos aplicáveis ao banco do condutor

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis ao banco do condutor para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea e), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XIV do presente regulamento.

Artigo 18.o

Requisitos aplicáveis ao espaço de manobra e ao acesso ao lugar de condução

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis ao espaço de manobra e ao acesso ao lugar de condução para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea f), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XV do presente regulamento.

Artigo 19.o

Requisitos aplicáveis às tomadas de força

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às tomadas de força para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea g), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XVI do presente regulamento.

Artigo 20.o

Requisitos aplicáveis à proteção dos elementos motores

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis à proteção dos elementos motores para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea h), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XVII do presente regulamento.

Artigo 21.o

Requisitos aplicáveis às fixações dos cintos de segurança

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às fixações dos cintos de segurança para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea i), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XVIII do presente regulamento.

Artigo 22.o

Requisitos aplicáveis aos cintos de segurança

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis aos cintos de segurança para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea j), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XIX do presente regulamento.

Artigo 23.o

Requisitos aplicáveis à proteção contra a penetração de objetos

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis à proteção contra a penetração de objetos para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea k), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XX do presente regulamento.

Artigo 24.o

Requisitos aplicáveis aos sistemas de escape

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis aos sistemas de escape para os veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea l), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXI do presente regulamento.

Artigo 25.o

Requisitos aplicáveis ao manual do utilizador

Os requisitos aplicáveis ao manual do utilizador, bem como os aspetos relativos à proteção do condutor contra substâncias perigosas e a exploração e manutenção do veículo para veículos das categorias T, C, R e S a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alíneas l), n) e q), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 são estabelecidos no anexo XXII do presente regulamento.

Artigo 26.o

Requisitos aplicáveis aos dispositivos de comando, incluindo segurança e fiabilidade dos sistemas de comando e dispositivos de paragem de emergência e de paragem automática

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis aos dispositivos de comando, incluindo segurança e fiabilidade dos sistemas de comando e dispositivos de paragem de emergência e de paragem automática para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea o), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXIII do presente regulamento.

Artigo 27.o

Requisitos aplicáveis à proteção contra outros riscos mecânicos

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis à proteção contra riscos mecânicos, incluindo aspetos relativos à proteção contra superfícies rugosas, arestas e ângulos vivos, rutura de tubagens que transportam fluidos e o movimento incontrolado do veículo, para além dos mencionados nos artigos 9.o a 14.o, 19.o e 23.o para veículos das categorias T, C, R e S a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea p), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXIV do presente regulamento.

Artigo 28.o

Requisitos aplicáveis a resguardos e dispositivos de proteção

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis aos resguardos e dispositivos de proteção para veículos das categorias T, C, R e S a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea r), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXV do presente regulamento.

Artigo 29.o

Requisitos aplicáveis a informações, avisos e marcações

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis a informações, avisos e marcações, incluindo aspetos relacionados com os sinais de aviso relativos à travagem e ao funcionamento e à manutenção do veículo, para veículos das categorias T, C, R e S, a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea s), do Regulamento (UE) n.o 167/2013, devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXVI do presente regulamento.

Artigo 30.o

Requisitos aplicáveis aos materiais e produtos

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis aos materiais e produtos para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea t), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXVII do presente regulamento.

Artigo 31.o

Requisitos aplicáveis às baterias

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis às baterias para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea u), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXVIII do presente regulamento.

Artigo 32.o

Requisitos aplicáveis à proteção contra substâncias perigosas

Os procedimentos e os requisitos de ensaio aplicáveis à proteção contra substâncias perigosas para veículos das categorias T e C a que se refere o artigo 18.o, n.o 2, alínea l), do Regulamento (UE) n.o 167/2013 devem ser efetuados e verificados em conformidade com o anexo XXIX do presente regulamento.

CAPÍTULO III

REQUISITOS RELATIVOS AOS SERVIÇOS TÉCNICOS

Artigo 33.o

Normas de desempenho e avaliação dos serviços técnicos

Os serviços técnicos devem cumprir as normas de desempenho e o procedimento relativo à sua avaliação referidos no artigo 61.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013, que devem ser verificados em conformidade com o anexo XXX do presente regulamento.

Artigo 34.o

Autorização de realização de autoensaios

Os autoensaios realizados pelos serviços técnicos internos a que se refere o artigo 60.o, n.o 1, do Regulamento (UE) n.o 167/2013, só podem ser realizados nos casos autorizados no anexo III do presente regulamento.

CAPÍTULO IV

HOMOLOGAÇÃO NACIONAL DE VEÍCULOS, SISTEMAS, COMPONENTES OU UNIDADES TÉCNICAS

Artigo 35.o

Homologação nacional de veículos, sistemas, componentes ou unidades técnicas

As autoridades nacionais não podem recusar a homologação nacional de um modelo de veículo ou tipo de sistema, componente ou unidade técnica por motivos relacionados com requisitos de construção se o veículo, sistema, componente ou a unidade técnica satisfizerem os requisitos estabelecidos no presente regulamento.

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 36.o

Alterações ao anexo I do Regulamento (UE) n.o 167/2013

O anexo I do Regulamento (UE) n.o 167/2013 é alterado do seguinte modo:

1)

No n.o 39, as entradas correspondentes às categorias de veículos Ca e Cb são substituídas por «X»;

2)

No n.o 41, as entradas correspondentes às categorias de veículos T2a e T2b são substituídas por «X»;

3)

No n.o 43, as entradas correspondentes às categorias de veículos Ca e Cb são substituídas por «X»;

4)

No n.o 44, as entradas correspondentes às categorias de veículos Ca e Cb são substituídas por «X».

Artigo 37.o

Entrada em vigor e aplicação

O presente regulamento entra em vigor no vigésimo dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.

O presente regulamento é aplicável a partir de 1 de janeiro de 2016.

O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e diretamente aplicável em todos os Estados-Membros.

Feito em Bruxelas, em 19 de setembro de 2014.

Pela Comissão

O Presidente

José Manuel BARROSO


(1)  JO L 60 de 2.3.2013, p. 1.

(2)  Decisão 97/836/CE do Conselho, de 27 de novembro de 1997, relativa à adesão da Comunidade Europeia ao Acordo da Comissão Económica para a Europa da Organização das Nações Unidas relativo à adoção de prescrições técnicas uniformes aplicáveis aos veículos de rodas, aos equipamentos e às peças suscetíveis de serem montados ou utilizados num veículo de rodas e às condições de reconhecimento recíproco das homologações emitidas em conformidade com essas prescrições («Acordo de 1958 revisto») (JO L 346 de 17.12.1997, p. 78).

(3)  Regulamento (CE) n.o 595/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, relativo à homologação de veículos a motor e de motores no que se refere às emissões dos veículos pesados (Euro VI) e ao acesso às informações relativas à reparação e manutenção dos veículos, que altera o Regulamento (CE) n.o 715/2007 e a Diretiva 2007/46/CE e revoga as Diretivas 80/1269/CEE, 2005/55/CE e 2005/78/CE (JO L 188 de 18.7.2009, p. 1).

(4)  Regulamento (UE) n.o 582/2011 da Comissão, de 25 de maio de 2011, que dá aplicação e altera o Regulamento (CE) n.o 595/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere às emissões dos veículos pesados (Euro VI) e que altera os anexos I e III da Diretiva 2007/46/CE do Parlamento Europeu e do Conselho (JO L 167 de 25.6.2011, p. 1).

(5)  Diretiva 80/720/CEE do Conselho, de 24 de junho de 1980, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes ao espaço de manobra, às facilidades de acesso ao lugar de condução, assim como às portas e janelas dos tratores agrícolas ou florestais de rodas (JO L 194 de 28.7.1980, p. 1).

(6)  Diretiva 2006/42/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de maio de 2006, relativa às máquinas e que altera a Diretiva 95/16/CE (JO L 157 de 9.6.2006, p. 24).

(7)  Diretiva 2003/37/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio de 2003, relativa à homologação de tratores agrícolas ou florestais, seus reboques e máquinas intermutáveis rebocadas, e dos sistemas, componentes e unidades técnicas destes veículos e que revoga a Diretiva 74/150/CEE (JO L 171 de 9.7.2003, p. 1).


ÍNDICE

Número do anexo

Título do anexo

Página

Construção dos veículos e requisitos gerais de homologação

I

Aplicação dos regulamentos da UNECE

12

II

Reconhecimento dos relatórios de ensaio emitidos com base nos códigos da OCDE para efeitos de homologação UE

13

III

Disposições relativas aos procedimentos de homologação e requisitos aplicáveis aos ensaios virtuais

14

IV

Disposições relativas à conformidade da produção

18

V

Requisitos relativos ao acesso à informação sobre reparação e manutenção

22

VI

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio dinâmico)

30

VII

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (tratores de lagartas)

51

VIII

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio estático)

78

IX

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (montadas na frente em tratores de via estreita)

105

X

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (estruturas de proteção em caso de capotagem montadas na retaguarda em tratores de via estreita)

182

XI

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção contra a queda de objetos

214

XII

Requisitos aplicáveis aos bancos dos passageiros

223

XIII

Requisitos aplicáveis à exposição do condutor ao nível sonoro

224

XIV

Requisitos aplicáveis ao banco do condutor

228

XV

Requisitos aplicáveis ao espaço de manobra e ao acesso ao lugar de condução

265

XVI

Requisitos aplicáveis às tomadas de força

275

XVII

Requisitos aplicáveis à proteção dos elementos motores

276

XVIII

Requisitos aplicáveis às fixações dos cintos de segurança

288

XIX

Requisitos aplicáveis aos cintos de segurança

292

XX

Requisitos aplicáveis à proteção contra a penetração de objetos

293

XXI

Requisitos aplicáveis aos sistemas de escape

294

XXII

Requisitos aplicáveis ao manual do utilizador

295

XXIII

Requisitos aplicáveis aos dispositivos de comando, incluindo segurança e fiabilidade dos sistemas de comando e dispositivos de paragem de emergência e de paragem automática

300

XXIV

Requisitos aplicáveis à proteção contra outros riscos mecânicos

308

XXV

Requisitos aplicáveis a resguardos e dispositivos de proteção

310

XXVI

Requisitos aplicáveis a informações, avisos e marcações

311

XXVII

Requisitos aplicáveis aos materiais e produtos

312

XXVIII

Requisitos aplicáveis às baterias

313

XXIX

Requisitos aplicáveis à proteção contra substâncias perigosas

314

Requisitos relativos aos serviços técnicos

XXX

Normas de desempenho e avaliação dos serviços técnicos

315

ANEXO I

Aplicação dos regulamentos da UNECE

Regulamento UNECE n.o

Objeto

Série de alterações

Referência do JO

Aplicabilidade

14

Fixações dos cintos de segurança, sistemas de fixação ISOFIX e pontos de fixação dos tirantes superiores ISOFIX

Suplemento 1 à série 07 de alterações

JO L 109 de 28.4.2011, p. 1

T e C

16

Cintos de segurança, sistemas de retenção e sistemas de retenção para crianças

Suplemento 1 à série 06 de alterações

JO L 233 de 9.9.2011, p. 1

T e C

43

Vidraças de segurança

Suplemento 12 à série 00 de alterações

JO L 230 de 31.8.2010, p. 119

T e C

60

Comandos acionados pelo condutor — identificação de comandos, avisadores e indicadores (ciclomotores/motociclos)

 

JO L 95 de 31.3.2004, p. 10

T e C

79

Dispositivos de direção

Suplemento 3 à série 01 de alterações e Corrigenda de 20 de janeiro de 2006

JO L 137 de 27.5.2008, p. 25

T e C

Nota explicativa:

O facto de um componente estar incluído nesta lista não torna a sua instalação obrigatória. Para certos componentes, no entanto, os requisitos para a sua instalação obrigatória estão estabelecidos noutros anexos do presente regulamento.

ANEXO II

Reconhecimento dos relatórios de ensaio emitidos com base nos códigos da OCDE para efeitos de homologação UE

Relatório de ensaio emitido com base no código da OCDE n.o

Objeto

Edição

Aplicabilidade

Alternativa ao relatório de ensaio UE com base em

3

Ensaios oficiais das estruturas de proteção em tratores agrícolas e florestais (ensaio dinâmico)

Edição 2015 -julho 2014-

T1, T4.2 e T4.3

Anexo VI e Anexo XVIII (se as fixações dos cintos de segurança tiverem sido objeto de ensaio)

4

Ensaios oficiais das estruturas de proteção em tratores agrícolas e florestais (ensaio estático)

Edição 2015 -julho 2014-

T1/C1, T4.2/C4.2 e T4.3/C4.3

Anexo VIII e Anexo XVIII (se as fixações dos cintos de segurança tiverem sido objeto de ensaio)

5

Medição oficial do ruído no(s) lugar(es) de condução em tratores agrícolas e florestais

Edição 2015 -julho 2014-

T e C

Anexo XIII

6

Ensaios oficiais das estruturas de proteção em caso de capotagem montadas na frente de tratores agrícolas e florestais com rodas de via estreita

Edição 2015 -julho 2014-

T2, T3 e T4.3

Anexo IX e Anexo XVIII (se as fixações dos cintos de segurança tiverem sido objeto de ensaio)

7

Ensaios oficiais das estruturas de proteção em caso de capotagem montadas na retaguarda de tratores agrícolas e florestais com rodas de via estreita

Edição 2015 -julho 2014-

T2/C2, T3/C3 e T4.3/C4.3

Anexo X e Anexo XVIII (se as fixações dos cintos de segurança tiverem sido objeto de ensaio)

8

Ensaios oficiais das estruturas de proteção em tratores agrícolas e florestais de lagartas

Edição 2015 -julho 2014-

C1, C2, C4.2 e C4.3

Anexo VII e Anexo XVIII (se as fixações dos cintos de segurança tiverem sido objeto de ensaio)

10

Ensaios oficiais das estruturas de proteção contra a queda de objetos montadas em tratores agrícolas e florestais

Edição 2015 -julho 2014-

T e C

Anexo XI

Parte C

ANEXO III

Disposições relativas aos procedimentos de homologação e requisitos aplicáveis aos ensaios virtuais

1.   Processo de homologação

Ao receber um pedido de homologação de veículos, a entidade homologadora deve:

1.1.

Verificar se todos os certificados de homologação UE e relatórios de ensaio, emitidos nos termos do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento aplicáveis à homologação de veículos, abrangem o modelo de veículo e correspondem aos requisitos previstos;

1.2.

Assegurar-se, através da documentação, de que as especificações e os dados do veículo, contidos na ficha de informações do veículo, estão incluídos nos dados constantes dos dossiês de homologação e nos certificados de homologação UE emitidos nos termos do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento;

1.3.

Efetuar, ou mandar efetuar, numa amostra selecionada de veículos do modelo a homologar, inspeções de peças e sistemas do veículo, para verificar se o(s) veículo(s) é(são) fabricado(s) de acordo com os dados relevantes contidos no dossiê de homologação autenticado em relação ao Regulamento (UE) n.o 167/2013 e aos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento;

1.4.

Efetuar, ou mandar efetuar, as verificações de instalação pertinentes em relação às unidades técnicas, se for caso disso;

1.5.

Efetuar, ou mandar efetuar, as verificações necessárias em relação à presença dos elementos previstos no anexo I do Regulamento (UE) n.o 167/2013.

2.   Combinação das especificações técnicas

O número de veículos a apresentar deve ser suficiente para permitir a verificação correta das várias combinações a homologar, de acordo com os seguintes critérios:

2.1.

Unidade de propulsão

2.2.

Transmissão

2.3.

Eixos motores (número, posição e interligação)

2.4.

Eixos direcionais (número e posição);

2.5.

Sistema de travagem e eixos travados (número);

2.6.

Estrutura de proteção em caso de capotagem;

2.7.

Proteção contra substâncias perigosas.

3.   Disposições específicas

3. No caso de não estarem disponíveis certificados de homologação ou relatórios de ensaio relativamente às matérias abrangidas pelo Regulamento (UE) n.o 167/2013 ou pelos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento, a entidade homologadora deve:

3.1.

Mandar efetuar os ensaios e verificações necessários exigidos pelo Regulamento (UE) n.o 167/2013 e pelos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento;

3.2.

Verificar se o veículo está em conformidade com as especificações descritas no dossiê de fabrico e se satisfaz os requisitos técnicos do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento;

3.3.

Efetuar, ou mandar efetuar, as verificações de instalação pertinentes em relação aos componentes e às unidades técnicas, se for caso disso.

4.   Procedimentos a seguir durante o processo de homologação UE em várias fases

4.1.   Generalidades

4.1.1.

O funcionamento satisfatório do processo de homologação UE em várias fases exige ações conjuntas por parte de todos os fabricantes envolvidos. Para esse fim, as entidades homologadoras devem assegurar, antes de concederem a homologação da primeira fase e das fases subsequentes, que existem acordos adequados entre os diversos fabricantes no que se refere ao fornecimento e intercâmbio de documentos e informações, de modo que o modelo de veículo completado cumpra os requisitos técnicos do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento. Tais informações devem incidir, nomeadamente, sobre as homologações dos sistemas, componentes e unidades técnicas pertinentes e sobre as peças do veículo que fazem parte do veículo incompleto mas ainda não estão homologadas.

4.1.2.

As homologações UE em conformidade com o ponto 4 devem ser concedidas com base no estado de acabamento do modelo de veículo nesse momento e devem incluir todas as homologações concedidas nas fases anteriores.

4.1.3.

Cada fabricante envolvido num processo de homologação UE em várias fases é responsável pela homologação e pela conformidade da produção de todos os sistemas, componentes ou unidades técnicas fabricados por si ou adicionados por si à fase previamente construída. Não é responsável por elementos que tenham sido homologados numa fase anterior, exceto nos casos em que modifique peças importantes de tal forma que a homologação previamente concedida deixe de ser válida.

4.2.   Procedimentos

A entidade homologadora deve:

4.2.1.

Verificar se todos os certificados de homologação UE e relatórios de ensaio, emitidos nos termos do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento aplicáveis à homologação de veículos, abrangem o modelo de veículo no seu estado de acabamento e correspondem aos requisitos previstos;

4.2.2.

Assegurar que todos os dados relevantes, tendo em conta o estado de acabamento do veículo, estão incluídos no dossiê de fabrico;

4.2.3.

Assegurar-se, através da documentação, de que as especificações e os dados do veículo, contidos no dossiê de fabrico do veículo, estão incluídos nos dados constantes dos dossiês de homologação e nos certificados de homologação UE, em conformidade com o Regulamento (UE) n.o 167/2013 ou os atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento; e, no caso de um veículo completado, confirmar, quando uma rubrica do dossiê de fabrico não estiver incluída em qualquer um dos dossiês de homologação, que a peça ou a característica em causa está de acordo com as indicações contidas no dossiê de fabrico;

4.2.4.

Efetuar, ou mandar efetuar, numa amostra selecionada de veículos do modelo a homologar, inspeções de peças e sistemas do veículo, para verificar se o(s) veículo(s) é(são) fabricado(s) de acordo com os dados relevantes contidos no dossiê de homologação autenticado em relação ao Regulamento (UE) n.o 167/2013 e aos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento;

4.2.5.

Efetuar, ou mandar efetuar, as verificações de instalação pertinentes em relação às unidades técnicas, se for caso disso.

4.3.   O número de veículos a inspecionar para efeitos no disposto no ponto 4.2.4 deve ser suficiente para permitir o controlo correto das várias combinações a submeter a homologação UE, de acordo com o estado de acabamento do veículo e com os critérios estabelecidos no ponto 2.

5.   Condições em que devem realizar-se os ensaios virtuais e requisitos que podem ser objeto de ensaios virtuais

5.1.   Objetivos e âmbito de aplicação

O ponto 5 estabelece as disposições adequadas para a realização de ensaios virtuais, nos termos do artigo 27.o, n.o 6, do Regulamento (UE) n.o 167/2013. Não se aplica ao segundo parágrafo do artigo 27.o n.o 3, do mesmo regulamento.

5.2.   Lista de requisitos que podem ser objeto de ensaios virtuais

Quadro 1

Lista de requisitos que podem ser objeto de ensaios virtuais

Referência do ato delegado

N.o do Anexo

Requisito

Restrições / Observações

RVCR

IX

características de capotagem contínua ou interrompida em caso de tombamento lateral de um trator de via estreita equipado com uma estrutura de proteção montada à frente do banco do condutor

Secção B4

6.   Condições em que devem realizar-se os ensaios virtuais

6.1.   Modelo de ensaio virtual

A estrutura de base para descrever e realizar ensaios virtuais deve ter as seguintes características:

6.1.1.

Objetivo;

6.1.2.

Modelo de estrutura;

6.1.3.

Condições-limite;

6.1.4.

Condições de carga;

6.1.5.

Cálculo;

6.1.6.

Avaliação;

6.1.7.

Documentação.

6.2.   Fundamentos da simulação e do cálculo em computador

6.2.1.   Modelo matemático

O modelo matemático deve ser fornecido pelo fabricante. Deve refletir a complexidade da estrutura, sistema e componentes do veículo a submeter a ensaio em função dos requisitos. Devem aplicar-se estas disposições, com as necessárias adaptações, ao ensaio dos componentes ou das unidades técnicas independentemente do veículo.

6.2.2.   Processo de validação do modelo matemático

O modelo matemático deve ser validado por comparação com as condições de ensaio reais. Deve efetuar-se um ensaio físico para efeitos de comparação dos resultados obtidos através do modelo matemático com os resultados de um ensaio físico. Deve ficar provada a comparabilidade do ensaio. O fabricante ou o serviço técnico devem redigir um relatório de validação, a apresentar à entidade homologadora. Qualquer alteração introduzida no modelo matemático ou no software que seja suscetível de invalidar o relatório de validação deve ser comunicada à entidade homologadora, que pode requerer a realização de um novo processo de validação. O fluxograma do processo de validação é apresentado na figura 1 do ponto 7.

6.2.3.   Documentação

O fabricante deve disponibilizar os dados e os instrumentos auxiliares utilizados para a simulação e o cálculo devidamente documentados.

6.2.4.   Ferramentas e apoio

A pedido do serviço técnico, o fabricante deve fornecer as ferramentas necessárias, ou facultar-lhes o acesso, incluindo o software adequado.

6.2.5.   O fabricante deve ainda fornecer ao serviço técnico o apoio adequado, quando necessário.

6.2.6.   Facultar acesso e apoio ao serviço técnico não exime este último das obrigações referentes às competências do seu pessoal, ao pagamento dos direitos de licenças e ao respeito da confidencialidade.

7.   Processo de validação para ensaio virtual

Figura 1

Fluxograma do processo de validação de ensaio virtual

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ANEXO IV

Disposições relativas à conformidade da produção

1.   Definições

Para efeitos do presente anexo, entende-se por:

1.1.

«Sistema de gestão da qualidade», um conjunto de elementos, inter-relacionados ou em interação, que as organizações utilizam para orientar e controlar a forma como as políticas de qualidade são aplicadas e como são alcançados os objetivos de qualidade;

1.2.

«Inspeção», um processo de recolha de provas utilizado para avaliar de que modo os critérios de inspeção estão a ser aplicados; deve ser objetivo, imparcial e independente, devendo o processo de inspeção ser sistemático e documentado;

1.3.

«Medidas corretivas», um processo de resolução de problemas com as subsequentes medidas tomadas para eliminar as causas de uma não-conformidade ou situação indesejável e concebido para evitar a sua recorrência;

2.   Finalidade

2.1.

O procedimento de conformidade da produção procura assegurar que cada veículo, sistema, componente, unidade técnica, peça ou equipamento produzido esteja em conformidade com as especificações e os requisitos de desempenho e de marcação do modelo ou tipo homologado.

2.2.

Os procedimentos incluem, de forma indissociável, a avaliação dos sistemas de gestão da qualidade, em seguida referidos como «avaliação inicial» e especificados no ponto 3, e a verificação e os controlos relacionados com a produção, em seguida referidos como «disposições relativas à conformidade do produto», estabelecidos no ponto 4.

3.   Avaliação inicial

3.1.

Antes de conceder a homologação, a entidade homologadora deve verificar a existência de disposições e procedimentos satisfatórios estabelecidos pelo fabricante para assegurar um controlo eficaz, de modo que os veículos, sistemas, componentes ou unidades técnicas, aquando da produção, sejam conformes ao modelo ou tipo homologados.

3.2.

As orientações para inspeções de sistemas de gestão da qualidade ou gestão ambiental constantes da norma EN ISO 19011:2011 são aplicáveis à avaliação inicial.

3.3.

Os requisitos constantes do ponto 3.1 devem ser verificados a contento da entidade homologadora que concede a homologação. A entidade homologadora deve considerar satisfatórias a avaliação inicial e as disposições relativas à conformidade do produto, referidas no ponto 4, tendo em conta, conforme necessário, uma das disposições descritas nos pontos 3.3.1 a 3.3.3, ou uma combinação dessas disposições no todo ou em parte, conforme adequado.

3.3.1.

A avaliação inicial e/ou a verificação das disposições relativas à conformidade do produto devem ser efetuadas pela entidade homologadora que concede a homologação ou por um organismo designado para agir em seu nome.

3.3.1.1.

Ao considerar a extensão da avaliação inicial a efetuar, a entidade homologadora pode ter em conta informações disponíveis relacionadas com:

3.3.1.1.1.

A certificação do fabricante, descrita no ponto 3.3.3, que não tenha sido qualificada ou reconhecida ao abrigo desse ponto;

3.3.1.1.2.

No caso da homologação de componentes ou de unidades técnicas, as avaliações do sistema de qualidade efetuadas nas instalações do fabricante do componente ou da unidade técnica pelo(s) fabricante(s) do veículo, de acordo com uma ou mais especificações do setor industrial que cumprem os requisitos da norma harmonizada EN ISO 9001:2008.

3.3.2.

A avaliação inicial e/ou a verificação das disposições relativas à conformidade do produto podem também ser efetuadas pela entidade homologadora de outro Estado-Membro ou pelo organismo designado para esse fim pela entidade homologadora.

3.3.2.1.

Neste caso, a entidade homologadora do outro Estado-Membro deve preparar uma declaração de conformidade, indicando as áreas e as instalações de produção abrangidas que são relevantes para os veículos, sistemas, componentes ou unidades técnicas a homologar.

3.3.2.2.

Ao receber um pedido de declaração de conformidade da entidade homologadora de um Estado-Membro que concede a homologação, a entidade homologadora de outro Estado-Membro deve enviar imediatamente a declaração de conformidade ou comunicar que não se encontra em condições de a fornecer.

3.3.2.3.

A declaração de conformidade deve incluir, pelo menos, os seguintes elementos:

3.3.2.3.1.

Grupo ou empresa (por ex.: Automóveis XYZ);

3.3.2.3.2.

Organização específica (por ex.: divisão europeia);

3.3.2.3.3.

Fábricas/locais [por ex.: fábrica de motores 1 (Reino Unido), fábrica de veículos 2 (Alemanha)];

3.3.2.3.4.

Gama de veículos/componentes (por ex.: todos os modelos da categoria T1);

3.3.2.3.5.

Áreas avaliadas (por ex.: montagem de motores, prensagem e montagem de carroçarias, montagem dos veículos);

3.3.2.3.6.

Documentos examinados (por ex.: manual e procedimentos da empresa e do local de produção relativos à qualidade);

3.3.2.3.7.

Data da avaliação (por exemplo, inspeção realizada entre 18 e 30 de maio de 2013);

3.3.2.3.8.

Visita de inspeção planeada (por exemplo, outubro de 2014).

3.3.3.

A entidade homologadora deve também aceitar a certificação adequada do fabricante em conformidade com a norma EN ISO 9001:2008 ou uma norma harmonizada equivalente que cumpra os requisitos da avaliação inicial do ponto 3.3. O fabricante deve fornecer pormenores da certificação e comprometer-se a informar a entidade homologadora de quaisquer revisões da respetiva validade ou âmbito.

3.4.

Para efeitos da homologação de veículos, as avaliações iniciais efetuadas para conceder homologações a sistemas, componentes e unidades técnicas do veículo não precisam de ser repetidas, mas devem ser complementadas por uma avaliação que abranja os locais e as atividades relacionados com a montagem do veículo completo não abrangidos pelas avaliações anteriores.

4.   Disposições relativas à conformidade do produto

4.1.

Todos os veículos, sistemas, componentes ou unidades técnicas aprovados ao abrigo do Regulamento (UE) n.o 167/2013, dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento, de um regulamento da UNECE apenso ao Acordo de 1958 revisto ou de um relatório de ensaio completo elaborado com base nos códigos da OCDE constantes do anexo II do presente regulamento, devem ser fabricados de molde a que a sua conformidade com o modelo ou tipo homologado seja garantida, mediante o cumprimento dos requisitos do presente anexo, do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento, bem como do(s) regulamento(s) da UNECE e do(s) código(s) da OCDE pertinentes.

4.2.

Antes de conceder uma homologação em aplicação do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e dos atos delegados e de execução adotados ao abrigo desse regulamento, de um regulamento da UNECE apenso ao Acordo de 1958 revisto ou de um código da OCDE, a entidade homologadora de um Estado-Membro deve verificar a existência de disposições adequadas e de planos de controlo documentados, a acordar com o fabricante para cada homologação, com vista a efetuar, a intervalos determinados, os ensaios ou verificações correlacionados necessários para verificar que se mantém a conformidade com o modelo ou tipo homologado, incluindo, quando aplicável, os ensaios especificados no Regulamento (UE) n.o 167/2013, no regulamento da UNECE e no código da OCDE.

4.3.

O titular da homologação deve, em especial:

4.3.1.

Assegurar a existência e a aplicação de procedimentos que permitam um controlo eficaz da conformidade dos produtos (veículos, sistemas, componentes ou unidades técnicas) com o modelo ou tipo homologados;

4.3.2.

Ter acesso aos equipamentos de ensaio ou outros equipamentos adequados necessários para verificar a conformidade com cada modelo ou tipo homologado;

4.3.3.

Assegurar que os resultados dos ensaios ou das verificações são registados e que os documentos anexados a esses relatórios continuam disponíveis durante um período até 10 anos a determinar de comum acordo com a entidade homologadora;

4.3.4.

Analisar os resultados de cada tipo de ensaio ou de verificação para comprovar e assegurar a estabilidade das características do produto, admitindo as variações próprias de uma produção industrial;

4.3.5.

Assegurar que sejam efetuados, para cada tipo de produto, pelo menos as verificações e os ensaios prescritos no Regulamento (UE) n.o 167/2013 e nos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento, bem como as verificações e os ensaios prescritos no regulamento da UNECE ou código da OCDE aplicável;

4.3.6.

Assegurar que qualquer conjunto de amostras ou peças a ensaiar que, no tipo de ensaio ou de verificação em questão, revele não-conformidade, dê origem a nova amostragem e a novos ensaios ou verificações. Devem ser tomadas todas as medidas necessárias para restabelecer o processo de produção, a fim de assegurar a conformidade com o modelo ou tipo homologado.

4.3.7.

No caso de homologação de veículos, as verificações referidas no ponto 4.3.5 devem consistir, pelo menos, na verificação das especificações de construção corretas relativamente à homologação e das informações exigidas para os certificados de conformidade.

4.4.

No caso de um processo de homologação em várias fases, mista ou em várias fases, a entidade homologadora que concede a homologação de veículo completo pode solicitar os dados específicos relativos à conformidade com os requisitos de produção estabelecidos no presente anexo a qualquer entidade homologadora que concedeu a homologação de qualquer sistema, componente ou unidade técnica relevante.

4.5.

Se a entidade homologadora que concedeu a homologação ao veículo completo não estiver satisfeita com as informações comunicadas referidas no ponto 4.4 e tiver comunicado por escrito ao fabricante em causa e à entidade homologadora que concedeu a homologação do sistema, do componente ou da unidade técnica, a entidade homologadora que concede a homologação ao modelo de veículo completo deve solicitar inspeções ou verificações adicionais da conformidade da produção, a realizar no local do(s) fabricante(s) de tais sistemas, componentes ou unidades técnicas e os resultados devem ser imediatamente disponibilizados à entidade homologadora em causa.

4.6.

Caso se apliquem os pontos 4.4 e 4.5 e os resultados das inspeções ou verificações adicionais não sejam considerados satisfatórios no entender da entidade homologadora que concede a homologação ao veículo completo, o fabricante deve assegurar que a conformidade da produção é restabelecida tão rapidamente quanto possível através de medidas corretivas, a contento da entidade homologadora que concede a homologação ao veículo completo e a contento da entidade homologadora que concede a homologação ao tipo de sistema, componente ou unidade técnica.

5.   Disposições relativas à verificação continuada

5.1.

A entidade que concedeu a homologação pode verificar, em qualquer momento, a conformidade dos métodos de controlo da produção aplicados em cada unidade de produção por meio de inspeções periódicas. O fabricante deve, para o efeito, permitir o acesso aos locais de fabrico, inspeção, ensaio, armazenamento e distribuição e deve prestar todas as informações necessárias no que se refere à documentação e registos do sistema de gestão da qualidade.

5.1.1.

A abordagem normal para essas inspeções periódicas deve consistir na monitorização da eficácia continuada dos procedimentos estabelecidos nos pontos 3 e 4 (disposições relativas à avaliação inicial e à conformidade do produto) do presente anexo.

5.1.1.1.

As atividades de fiscalização efetuadas pelos serviços técnicos (qualificados ou reconhecidos conforme exigido no ponto 3.3.3) devem ser aceites como cumprindo os requisitos do ponto 5.1.1, no que diz respeito aos procedimentos estabelecidos na avaliação inicial.

5.1.1.2.

A periodicidade normal dessas verificações a efetuar pela entidade homologadora (para além das especificadas no ponto 5.1.1.1) deve assegurar que os controlos relevantes da conformidade da produção, aplicados em conformidade com os pontos 3 e 4, são analisados durante um período adequado ao clima de confiança estabelecido pela entidade homologadora.

5.2.

Em cada inspeção, devem ser postos à disposição do inspetor os registos de ensaios, de verificações e da produção, em especial, os registos dos ensaios ou verificações documentados como exigido no ponto 4.2;

5.3.

O inspetor pode proceder a uma seleção aleatória de amostras a analisar no laboratório do fabricante ou nas instalações do serviço técnico e, neste caso, apenas são efetuados ensaios físicos. O número mínimo de amostras pode ser determinado de acordo com os resultados da própria verificação do fabricante.

5.4.

Caso o nível de controlo pareça insatisfatório ou se afigure necessário verificar a validade dos ensaios efetuados em aplicação do ponto 5.2, o inspetor deve selecionar amostras a enviar ao serviço técnico, para que proceda a ensaios físicos de acordo com os requisitos estabelecidos no ponto 4 e no Regulamento (UE) n.o 167/2013, nos atos delegados e atos de execução adotados por força desse regulamento, no regulamento da UNECE ou no código da OCDE aplicável.

5.5.

No caso de se verificarem resultados insatisfatórios durante uma inspeção ou uma monitorização, a entidade homologadora deve assegurar que são tomadas todas as medidas necessárias para restabelecer a conformidade da produção o mais rapidamente possível.

5.6.

Nos casos em que o Regulamento (UE) n.o 167/2013 exige a conformidade com regulamentos da UNECE ou autoriza a utilização de relatórios de ensaio completos elaborados com base em códigos da OCDE normalizados como alternativa aos requisitos dos atos delegados adotados por força desse regulamento, o fabricante pode optar por aplicar as disposições do presente anexo como uma alternativa equivalente aos requisitos de conformidade da produção nos regulamentos da UNECE ou códigos da OCDE correspondentes. Todavia, quando se apliquem os pontos 4.5 ou 4.6, todos os diferentes requisitos de conformidade da produção nos regulamentos da UNECE ou códigos da OCDE têm de ser cumpridos, a contento da entidade homologadora até esta decidir que a conformidade da produção foi restabelecida.

ANEXO V

Requisitos relativos ao acesso à informação sobre reparação e manutenção

LISTA DOS APÊNDICES

Número do apêndice

Título do apêndice

Página

1

Acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção dos veículos

26

2

Informação destinada à conceção de ferramentas de diagnóstico genéricas

28

1.   Definição

Para efeitos do presente anexo, entende-se por: «acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo», a disponibilidade de toda a informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção necessária para a inspeção, o diagnóstico, a manutenção ou a reparação do veículo.

2.   Cumprimento dos requisitos de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo no procedimento de homologação

2.1.

O fabricante deve garantir a conformidade com os requisitos técnicos do presente anexo no que diz respeito ao acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo.

2.2.

As entidades homologadoras concedem a homologação só após terem recebido do fabricante um certificado de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo.

2.3.

O certificado de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo comprova o cumprimento do disposto no Capítulo XV do Regulamento (UE) n.o 167/2013.

2.4.

O certificado de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo deve ser elaborado em conformidade com o modelo referido no artigo 53.o, n.o 8, terceiro parágrafo, do Regulamento (UE) n.o 167/2013.

3.   Acesso pago

Para além do acesso baseado na duração, nos termos do artigo 55.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013, os fabricantes podem oferecer um acesso baseado em pagamentos cobrados por transação e não baseados nos períodos de tempo para os quais é concedido o acesso. Caso os fabricantes ofereçam ambos os sistemas, de acesso baseado no período de tempo e de acesso baseado na transação, as oficinas de reparação independentes poderão escolher um sistema de acesso preferido, quer baseado no período de tempo quer baseado na transação.

4.   Peças de substituição, ferramentas de diagnóstico e equipamento de ensaio

4.1.

No contexto do artigo 53.o, n.o 6, do Regulamento (UE) n.o 167/2013, o fabricante deve colocar as seguintes informações à disposição das partes interessadas com base em acordos individuais a que se aplica o princípio do artigo 55.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013 e fornecer dados de contacto no seu sítio web:

4.1.1.

Informação pertinente que permita a conceção de componentes de substituição fundamentais para o correto funcionamento do sistema OBD;

4.1.2.

Informação que permita a conceção de ferramentas de diagnóstico genéricas enumeradas no apêndice 2.

4.2.

Para efeitos do ponto 4.1.1, a conceção de componentes de substituição não deve ser restringida por nenhuma das seguintes limitações:

4.2.1.

Indisponibilidade de informações pertinentes;

4.2.2.

Exigências técnicas relativas às estratégias de indicação de anomalias, caso sejam ultrapassados os valores-limite do OBD ou se o sistema OBD não puder satisfazer os requisitos básicos de monitorização previstos pelo presente regulamento;

4.2.3.

Alterações específicas ao processamento da informação do OBD para se tratar independentemente o funcionamento do veículo a combustíveis líquidos ou gasosos;

4.2.4.

Homologação de veículos alimentados a combustíveis gasosos que apresentem um número limitado de deficiências menores.

4.3.

Para efeitos do ponto 4.1.2, caso os fabricantes utilizem ferramentas de diagnóstico e equipamentos de ensaio segundo a norma ISO 22900-2:2009 relativa à interface modular de comunicação do veículo (MVCI ) e a norma ISO 22901-2:2011 sobre intercâmbio aberto de dados de diagnóstico (ODX) nas suas redes de agentes franquiados, os operadores independentes terão acesso aos ficheiros ODX através do sítio web do fabricante.

5.   Homologação em várias fases

5.1.

No caso de uma homologação em várias fases, tal como definida no artigo 20.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013, o fabricante final é responsável por garantir o acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo no que se refere à(s) sua(s) própria(s) fase(s) de fabrico e à ligação à(s) fase(s) anterior(es).

5.2.

Além disso, o fabricante final deve fornecer aos operadores independentes no seu sítio web as seguintes informações:

5.2.1.

Endereço do sítio web do(s) fabricante(s) responsável(eis) pela(s) fase(s) anterior(es);

5.2.2.

Nome e endereço de todos os fabricantes responsáveis pela(s) fase(s) anterior(es);

5.2.3.

Número(s) de homologação da(s) fase(s) anterior(es);

5.2.4.

Número do motor.

5.3.

Os fabricantes responsáveis por uma determinada fase ou fases de homologação são responsáveis por fornecer através dos seus sítios web acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção dos veículos no que se refere à(s) fase(s) da homologação por que são responsáveis e a ligação à(s) fase(s) anterior(es).

5.4.

O fabricante responsável por uma determinada fase, ou fases, de homologação deve fornecer as informações seguintes ao fabricante responsável pela fase seguinte:

5.4.1.

Certificado de conformidade relativo à(s) fase(s) por que é responsável;

5.4.2.

Certificado de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo, incluindo os respetivos apêndices;

5.4.3.

Número de homologação correspondente à(s) fase(s) por que é responsável;

5.4.4.

Documentos referidos nos pontos 5.4.1, 5.4.2 e 5.4.3, tal como facultados pelo(s) fabricante(s) envolvido(s) na(s) fase(s) anterior(es).

5.5.

Cada fabricante deve autorizar o fabricante responsável pela fase seguinte a remeter os documentos fornecidos aos fabricantes responsáveis pelas fases subsequentes e final.

5.6.

Além disso, numa base contratual, o fabricante responsável por uma determinada fase, ou fases, da homologação deve:

5.6.1.

Fornecer ao fabricante responsável pela fase seguinte acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo, bem como à informação sobre a interface correspondentes à(s) fase(s) específica(s) por que é responsável;

5.6.2.

Fornecer, a pedido de um fabricante responsável por uma fase subsequente da homologação, acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo e à informação sobre a interface correspondentes à(s) fase(s) específica(s) por que é responsável.

5.7.

Um fabricante, incluindo um fabricante final, pode exigir pagamentos em conformidade com o disposto no artigo 55.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013 apenas no que diz especificamente respeito à(s) fase(s) por que é responsável.

5.8.

Um fabricante, incluindo o fabricante final, não pode exigir pagamentos por prestar informações sobre o endereço web ou os dados de contacto de qualquer outro fabricante.

6.   Pequenos fabricantes

6.1.

Os fabricantes devem facultar o acesso à informação relativa à reparação e manutenção de um modo fácil, rápido e não discriminatório em comparação com as possibilidades dadas ou o acesso concedido às oficinas de reparação e representantes autorizados em conformidade com o artigo 53.o, n.o 13, do Regulamento (UE) n.o 167/2013, se a produção anual a nível mundial de um modelo de veículo abrangido por esse regulamento for inferior a:

a)

Para a categoria T: 200 veículos;

b)

Para a categoria C: 80 veículos;

c)

Para a categoria R: 400 veículos;

d)

Para a categoria S: 200 veículos.

No que se refere a um tipo de componente ou de unidade técnica abrangidos pelo regulamento supracitado, o número aplicável para efeitos da presente disposição corresponde a 250 unidades.

6.2.

Os veículos, sistemas, componentes ou unidades técnicas abrangidos pelo ponto 1 devem ser enumerados no sítio web do fabricante que contém a informação relativa à reparação e manutenção.

6.3.

A entidade homologadora deve notificar a Comissão de todas as homologações concedidas a pequenos fabricantes.

7.   Cumprimento das obrigações respeitantes ao acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo

7.1.

Uma entidade homologadora pode, em qualquer momento, por sua própria iniciativa, ou com base numa queixa ou numa avaliação por um serviço técnico, verificar o cumprimento das obrigações, por parte de um fabricante, decorrentes do Regulamento (UE) n.o 167/2013, do presente regulamento e dos termos do certificado de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo.

7.2.

Se uma entidade homologadora concluir que um fabricante não cumpriu as suas obrigações no que respeita ao acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo, a entidade homologadora que concedeu a homologação em causa deve adotar as medidas necessárias para corrigir a situação.

7.3.

Tais medidas podem incluir a revogação ou suspensão da homologação, sanções pecuniárias ou outras adotadas em conformidade com o Regulamento (UE) n.o 167/2013.

7.4.

Se um operador independente ou uma associação profissional que represente operadores independentes apresentar uma queixa à entidade homologadora, esta deve realizar uma inspeção para verificar o cumprimento, pelo fabricante, das obrigações respeitantes ao acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo.

7.5.

Para a realização da inspeção, a entidade homologadora pode solicitar a um serviço técnico ou a qualquer outro perito independente que proceda a uma avaliação para verificar o cumprimento dessas obrigações.

7.6.

Se a informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo não estiver disponível quando for apresentado o pedido de homologação, o fabricante deve fornecê-la no prazo de seis meses a contar da data de homologação.

7.7.

Se o veículo for colocado no mercado mais de seis meses depois da homologação, a informação deve ser apresentada na data em que o veículo for colocado no mercado.

7.8.

A entidade homologadora pode presumir, com base num certificado de acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo completado, que o fabricante adotou medidas e procedimentos satisfatórios no que respeita ao acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo, desde que não tenha sido apresentada qualquer queixa e que o fabricante apresente o certificado dentro dos prazos previstos no ponto 7.7.

7.9.

Se o certificado de conformidade não for apresentado nesse prazo, a entidade homologadora deve tomar as medidas adequadas para garantir a conformidade.

8.   Requisitos de informação para garantir acesso a operadores independentes a áreas não protegidas

8.1.

Para o acesso a qualquer informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo, com exceção da que diz respeito às áreas protegidas do veículo, os requisitos de registo para utilização do sítio web do fabricante por um operador independente devem exigir apenas as informações que forem necessárias para confirmar o modo de pagamento da informação.

9.   Requisitos de informação para garantir o acesso dos operadores independentes a áreas protegidas

9.1.

Para o acesso a qualquer informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção no tocante ao acesso a áreas protegidas do veículo, o operador independente deve ser aprovado e autorizado para esse fim com base em documentos comprovativos de que desenvolve uma atividade económica legítima e de que não foi condenado por qualquer atividade criminosa.

9.2.

Os operadores independentes devem ter acesso às características de segurança do veículo utilizadas pelos representantes autorizados e pelas oficinas de reparação autorizadas sob a proteção de uma tecnologia de segurança relativa às trocas de dados de modo a garantir a sua confidencialidade, integridade e proteção contra a reprodução.

9.3.

O Fórum de Acesso à Informação sobre Veículos previsto no artigo 56.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013 especificará os parâmetros para o cumprimento desses requisitos segundo as técnicas mais desenvolvidas.

9.4.

Para a informação referente ao acesso às áreas protegidas do veículo, o operador independente deve apresentar um certificado em conformidade com a norma ISO 20828:2006, a fim de se identificar a si e à organização a que pertence. O fabricante deve responder com o seu próprio certificado, em conformidade com a norma ISO 20828:2006, para confirmar ao operador independente que está a aceder a um sítio legítimo do fabricante em questão. Ambas as partes devem manter um registo de todas as transações, indicando os veículos e as alterações neles efetuadas nos termos desta disposição.

Apêndice 1

Acesso à informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção dos veículos

1.   Introdução

1.1.

O presente apêndice estabelece requisitos técnicos para a acessibilidade da informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção dos veículos.

2.   Requisitos

2.1.

O fabricante deve fornecer informações sobre a reparação e a manutenção dos veículos utilizando apenas formatos abertos para texto e gráficos ou formatos que possam ser visualizados e impressos utilizando apenas os módulos de extensão de software normais de acesso livre e de fácil instalação e que funcionam em sistemas operativos de utilização corrente.

2.1.1.

A informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção de veículos disponível através de sítios web deve respeitar a norma comum referida no artigo 53.o, n.o 2, do Regulamento (UE) n.o 167/2013.

2.1.2.

Sempre que possível, as palavras-chave dos metadados devem ser conformes à norma ISO 15031-2:2010. Essa informação deve estar permanentemente disponível, salvo se necessário para efeitos de manutenção do sítio web.

2.1.3.

Quem solicitar o direito de reprodução ou republicação da informação deve negociar diretamente com o fabricante em causa.

2.1.4.

Deve igualmente ser disponibilizada documentação em matéria de formação, embora possa ser facultada através de outros meios e não apenas de sítios web.

2.2.

As informações sobre todas as peças do veículo com as quais o veículo em questão - tal como identificado pelo modelo e número de série ou pelo número de identificação do veículo (NIV), assim como por outros critérios como a distância entre eixos, a potência do motor, o nível e as opções de acabamento – é equipado pelo fabricante e que podem ser substituídas por peças sobresselentes propostas pelo fabricante às suas oficinas de reparação ou representantes autorizados ou a terceiros por meio de referência ao número das peças do equipamento de origem, devem ser disponibilizadas numa base de dados de fácil acesso para os operadores independentes.

2.3.

Essa base de dados ou formato alternativo acessível deve incluir o NIV, os números das peças do equipamento de origem, a denominação das peças de origem, indicações de validade (datas de início e de fim de validade), indicações de montagem e, eventualmente, as características da estrutura.

2.4.

A informação contida na base de dados, ou disponível noutro formato acessível, deve ser regularmente atualizada. As atualizações devem incluir, em particular, todas as alterações introduzidas em cada veículo após a sua produção, se esta informação estiver disponível para os representantes autorizados.

2.5.

A reprogramação das unidades de controlo para efeitos de, p. ex., recalibração após uma reparação, carregamento de software para uma UCE de substituição, ou recodificação ou reinicialização de peças e componentes de substituição, deve poder ser efetuada mediante recurso a equipamento não exclusivo.

2.5.1.

A reprogramação deve ser realizada em conformidade com as normas ISO 22900-2, SAE J2534 ou TMC RP1210B, o mais tardar a partir de 1.1.2018;

esta data é fixada em 1.1.2020

para os fabricantes de veículos das categorias R e S,

para os fabricantes de veículos das categorias T e C cuja produção seja inferior aos limites fixados no ponto 6.1 do presente anexo,

para os fabricantes de sistemas, componentes ou unidades técnicas cuja produção seja inferior aos limites fixados no ponto 6.1 do presente anexo.

2.5.2.

Pode utilizar-se igualmente um cabo Ethernet ou de série ou uma interface de rede local (LAN) e suportes alternativos como disco compacto (CD), disco versátil digital (DVD) ou dispositivos de memória sólida para sistemas de ludoinformação (p. ex., sistemas de navegação, telefone), mas na condição de não ser necessário software (p. ex., controladores ou módulos de extensão) nem hardware de comunicação exclusivos. A fim de validar a compatibilidade da aplicação própria do fabricante e das interfaces de comunicação do veículo (VCI) que cumpram as normas ISO 22900-2, SAE J2534 ou TMC RP1210, o fabricante deve propor quer uma validação das VCI desenvolvidas de forma independente, quer a informação e o empréstimo de eventual hardware especial de que um fabricante de VCI necessite para realizar ele próprio tal validação. As tarifas aplicadas a essa validação ou informação e hardware estão sujeitas às condições previstas no artigo 55.o do Regulamento (UE) n.o 167/2013.

2.5.3.

Até à aplicação destas normas, o fabricante deve disponibilizar informações protegidas (por exemplo, informação sobre o protocolo, método do processo, código de identificação) sobre o modo de reprogramar uma unidade de controlo.

2.5.4.

A fim de garantir a comunicação no veículo e a comunicação entre as UCE e as ferramentas de diagnóstico e de manutenção, são aplicáveis as seguintes normas: SAE J1939, ISO 11783, ISO 14229 ou ISO 27145. A norma ISO 27145 deve ser aplicada em conjugação com a norma ISO 15765-4 ou a norma ISO 13400.

2.5.5.

Sempre que um fabricante recomendar a combinação de um modelo de trator com um modelo de veículo das categorias R ou S, ou vice versa, esse fabricante deve facultar aos operadores independentes a informação relativa ao sistema OBD e à reparação e manutenção do veículo relacionada com a interconexão de ambos os veículos. Esta informação pode também ser facultada através de um sítio web estabelecido conjuntamente por vários fabricantes ou por um consórcio de fabricantes, desde que este sítio web respeite as disposições do presente regulamento, como previsto no considerando 23 do Regulamento (UE) n.o 167/2013.

2.6.

Os fabricantes devem indicar, nos seus sítios web de informação relativa à reparação de veículos, os números de homologação por modelo.

2.7.

Os fabricantes devem fixar tarifas razoáveis e proporcionadas para a hora, o dia, o mês, o ano e, se aplicável, por transação pelo acesso aos seus sítios web de informação relativa à reparação e manutenção.

Apêndice 2

Informação destinada à conceção de ferramentas de diagnóstico genéricas

1.   Informação necessária para o fabrico de ferramentas de diagnóstico

Para facilitar o fornecimento de ferramentas de diagnóstico genéricas às oficinas de reparação multimarcas, os fabricantes de veículos devem disponibilizar a informação a que se referem os pontos 1.1, 1.2 e 1.3 nos respetivos sítios web de informação relativa às reparações. Essa informação deve incluir todas as funções das ferramentas de diagnóstico e todas as ligações a informações relativas às reparações, bem como instruções para resolução de problemas. O acesso a essa informação pode ser sujeito ao pagamento de uma comissão razoável.

1.1.   Informação sobre o protocolo de comunicação

É necessário fornecer as seguintes informações indexadas por marca, modelo e variante de veículo, ou outra definição utilizável, tal como o NIV ou a identificação do veículo e dos sistemas:

a)

Qualquer sistema de informação sobre um eventual protocolo de comunicação suplementar necessário para obter diagnósticos completos, para além das normas prescritas no ponto 4.7.3 do anexo 9B do Regulamento n.o 49 da UNECE, incluindo qualquer informação sobre o hardware ou software do protocolo suplementar, identificação de parâmetros, funções de transferência, requisitos de «sobrevivência» ou condições de erro;

b)

Dados sobre o modo de obtenção e interpretação de todos os códigos de anomalia que não estejam de acordo com as normas prescritas no ponto 4.7.3 do Anexo 9B do Regulamento n.o 49 da UNECE;

c)

Uma lista de todos os parâmetros sobre dados «vivos» disponíveis, incluindo informação sobre escalas e acesso;

d)

Uma lista de todos os ensaios funcionais disponíveis, incluindo ativação ou controlo de dispositivos e meios para os realizar;

e)

Dados sobre a forma de obtenção de toda a informação sobre componentes e estados, carimbos de tempo, DTC pendentes e «tramas retidas»;

f)

Redefinição de parâmetros de aprendizagem adaptáveis, codificação de variantes, regulação dos componentes de substituição e preferências dos clientes;

g)

Identificação da UCE e codificação de variantes;

h)

Dados sobre a forma de repor as luzes de serviço na posição inicial;

i)

Localização do conector de diagnóstico e dados do conector;

j)

Identificação do código do motor.

1.2.   Ensaio e diagnóstico dos componentes monitorizados pelo sistema OBD

Devem ser fornecidas as seguintes informações:

a)

Uma descrição dos ensaios para confirmar a sua funcionalidade, no componente ou na cablagem;

b)

Método de ensaio, incluindo parâmetros de ensaio e informação sobre componentes;

c)

Dados sobre a conexão, incluindo valores de entrada e saída mínimos e máximos e valores de condução e carga;

d)

Valores previstos em certas condições de condução, incluindo marcha lenta sem carga;

e)

Valores elétricos para o componente nos seus estados estático e dinâmico;

f)

Valores do modo de anomalia para cada um dos cenários acima;

g)

Sequências de diagnóstico do modo de anomalia, incluindo árvores de anomalias e a eliminação por diagnósticos orientados.

1.3.   Dados necessários para executar a reparação

Devem ser fornecidas as seguintes informações:

a)

Inicialização da UCE e dos componentes (caso tenham sido instaladas peças de substituição);

b)

Inicialização de UCE novas ou de substituição, se necessário, com recurso a técnicas de (re)programação por transferência.

ANEXO VI

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio dinâmico)

A.   DISPOSIÇÕES GERAIS

1.

Os requisitos da União aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio dinâmico) são enunciados no ponto B.

B.   REQUISITOS APLICÁVEIS ÀS ESTRUTURAS DE PROTEÇÃO EM CASO DE CAPOTAGEM (ENSAIO DINÂMICO) (1)

1.   Definições

1.1.   [Não aplicável]

1.2.   Estrutura de proteção em caso de capotagem (ROPS)

Por estrutura de proteção em caso de capotagem (cabina ou quadro de proteção), adiante designada por «estrutura de proteção», entende-se as estruturas montadas num trator com o objetivo principal de evitar ou de limitar os riscos para o condutor em caso de capotagem do trator durante a sua utilização normal.

A estrutura de proteção em caso de capotagem é caracterizada pela preservação de uma zona livre suficientemente grande para proteger o condutor sentado no interior da estrutura ou num espaço delimitado por uma série de linhas retas ligando os bordos exteriores da estrutura a qualquer parte do trator que possa entrar em contacto com o solo plano e que seja capaz de manter o trator nessa posição se o trator capotar.

1.3.   Via

1.3.1.   Definição preliminar: plano médio da roda

O plano médio da roda é equidistante dos dois planos que passam pela periferia das jantes nos seus bordos exteriores.

1.3.2.   Definição de via

O plano vertical que passa pelo eixo da roda interseta o seu plano médio ao longo de uma linha reta que interseta a superfície de apoio num ponto. Se A e B forem os dois pontos assim definidos para as rodas no mesmo eixo do trator, então a largura da via é a distância entre os pontos A e B. A via pode assim ser definida para as rodas dianteiras e traseiras. Se existirem rodados duplos, a via é a distância entre dois planos, sendo cada um o plano médio de cada par de rodas.

No caso dos tratores de lagartas, a via é a distância entre os planos médios das lagartas.

1.3.3.   Definição adicional: plano médio do trator

Consideram-se as posições extremas dos pontos A e B, correspondendo ao valor máximo possível para a via, no caso do eixo traseiro. O plano vertical perpendicular ao segmento AB no seu ponto central é o plano médio do trator.

1.4.   Distância entre eixos

A distância entre os planos verticais que passam pelos dois segmentos AB anteriormente definidos, correspondendo um às rodas dianteiras e o outro às rodas traseiras.

1.5.   Determinação do ponto índice do banco; Localização e regulação do banco para os ensaios

1.5.1.   Ponto índice do banco (SIP) (2)

O ponto índice do banco é determinado em conformidade com a norma ISO 5353:1995.

1.5.2.   Localização e regulação do banco para os ensaios

1.5.2.1.

Se a inclinação do encosto e do assento for regulável, deve-se regular o encosto e o assento de maneira que o ponto índice do banco se situe na sua posição mais alta e mais recuada;

1.5.2.2.

Se o banco dispuser de um sistema de suspensão, este deverá ser bloqueado na posição média, salvo instruções em contrário claramente especificadas pelo fabricante do banco;

1.5.2.3.

Se a posição do banco for regulável apenas em comprimento e em altura, o eixo longitudinal que passa pelo ponto índice do banco deve ser paralelo ao plano longitudinal vertical do trator que passa pelo centro do volante, sendo autorizado um desvio lateral não superior a 100 mm.

1.6.   Zona livre

1.6.1.   Plano de referência

A zona livre está ilustrada nas figuras 3.8 a 3.10. e no quadro 3.3. A zona é definida em relação ao plano de referência e ao ponto índice do banco. O plano de referência é um plano vertical, geralmente longitudinal ao trator e passando pelo ponto índice do banco e pelo centro do volante. Normalmente, o plano de referência coincide com o plano longitudinal médio do trator. Considera-se que este plano de referência se desloca horizontalmente com o banco e o volante durante a aplicação da carga, mas se mantém perpendicular ao trator ou à base da estrutura de proteção em caso de capotagem. A zona livre é definida com base nos pontos 1.6.2 e 1.6.3.

1.6.2.   Determinação da zona livre para tratores com um banco não reversível

A zona livre para tratores com um banco não reversível é definida nos pontos 1.6.2.1 a 1.6.2.10 seguintes e é delimitada pelos planos seguintes, sendo que o trator deve estar colocado numa superfície horizontal, o banco, se regulável, regulado na sua posição mais alta e mais recuada (2), e o volante, se regulável, regulado na posição média para condução sentada:

1.6.2.1.

Um plano horizontal A1 B1 B2 A2, (810 + av) mm acima do ponto índice do banco (SIP) com a linha B1B2 situada (ah – 10) mm atrás do SIP;

1.6.2.2.

Um plano inclinado G1 G2 I2 I1, perpendicular ao plano de referência, compreendendo um ponto 150 mm atrás da linha B1B2 e o ponto mais recuado do encosto do banco;

1.6.2.3.

Uma superfície cilíndrica A1 A2 I2 I1 perpendicular ao plano de referência, com um raio de 120 mm, tangente aos planos definidos em 1.6.2.1 e 1.6.2.2;

1.6.2.4.

Uma superfície cilíndrica, B1 C1 C2 B2, perpendicular ao plano de referência, com um raio de 900 mm prolongando-se 400 mm para a frente e tangente ao plano definido em 1.6.2.1 ao longo da linha B1B2;

1.6.2.5.

Um plano inclinado, C1 D1 D2 C2, perpendicular ao plano de referência, contíguo à superfície definida em 1.6.2.4 e que passa a 40 mm do bordo exterior dianteiro do volante. No caso de um volante sobrelevado, este plano prolonga-se para a frente a partir da linha B1B2 tangencialmente à superfície definida em 1.6.2.4;

1.6.2.6.

Um plano vertical, D1 E1 E2 D2, perpendicular ao plano de referência 40 mm para a frente do bordo exterior do volante;

1.6.2.7.

Um plano horizontal E1 F1 F2 E2 que passa por um ponto (90 - av) mm abaixo do ponto índice do banco (SIP);

1.6.2.8.

Uma superfície G1 F1 F2 G2, se necessário curva a partir do limite inferior do plano definido em 1.6.2.2 até ao plano horizontal definido em 1.6.2.7, perpendicular ao plano de referência, e em contacto com o encosto do banco ao longo de todo o seu comprimento;

1.6.2.9.

Planos verticais J1 E1 F1 G1 H1 e J2 E2 F2 G2 H2. Estes planos verticais prolongam-se 300 mm para cima a partir do plano E1 F1 F2 E2; as distâncias E1 E0 e E2 E0 devem ser de 250 mm;

1.6.2.10.

Os planos paralelos A1 B1 C1 D1 J1 H1 I1 e A2 B2 C2 D2 J2 H2 I2 inclinados de modo a que a extremidade superior do plano do lado em que a força é aplicada se encontre pelo menos a 100 mm do plano de referência vertical.

1.6.3.   Determinação da zona livre para tratores com uma posição de condução reversível

Para tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), a zona livre corresponde à envolvente das duas zonas livres definidas pelas duas posições diferentes do volante e do banco.

1.6.4.   Bancos facultativos

1.6.4.1.

No caso de tratores que podem ser equipados com bancos facultativos, é utilizada nos ensaios a envolvente dos pontos índice do banco de todas as opções oferecidas. A estrutura de proteção não deve penetrar na zona livre global que tem em conta estes diferentes pontos índice do banco.

1.6.4.2.

Caso seja oferecida uma nova opção para o banco após o ensaio ter sido realizado, é feita uma determinação para verificar se a zona livre em torno do novo SIP ainda se encontra dentro da envolvente estabelecida anteriormente. Se não for esse o caso, deve ser realizado um novo ensaio.

1.6.4.3.

Os bancos facultativos não incluem um banco para um passageiro, para além do condutor, a partir do qual não se possa controlar o trator. Não se determina o SIP porque a zona livre é definida em relação ao banco do condutor.

1.7.   Massa sem lastro

A massa do trator sem dispositivos de lastro e, no caso dos tratores montados com pneus, sem lastro líquido nos pneus. O trator deve estar em ordem de marcha, com reservatórios, circuitos e radiador cheios, estrutura de proteção com revestimento e qualquer equipamento de lagartas ou componentes de tração dianteira suplementares necessários para a sua utilização normal. O operador não está incluído.

1.8.   Tolerâncias de medição admissíveis

Distância

± 0,5 mm

Força

± 0,1 % (da escala completa do sensor)

Massa

± 0,2 % (da escala completa do sensor)

Pressão dos pneus

± 5,0 %

Ângulo

± 0,1°

1.9.   Símbolos

ah

(mm)

Metade da regulação horizontal do banco

av

(mm)

Metade da regulação vertical do banco

E

(J)

Entrada de energia durante o ensaio

F

(N)

Força de carga estática

H

(mm)

Altura de elevação do centro de gravidade do bloco pendular

I

(kg.m2)

Momento de inércia em relação ao eixo traseiro, excluindo as rodas utilizadas para calcular a energia de impacto à retaguarda

L

(mm)

Distância entre eixos utilizada para calcular a energia de impacto à retaguarda

M

(kg)

Massa utilizada calcular a energia e as forças de esmagamento

2.   Âmbito de aplicação

2.1.   O presente anexo é aplicável aos tratores que comportam pelo menos dois eixos equipados de rodas com pneus, com ou sem dispositivos de lagartas, e cuja massa do trator sem lastro é superior a 600 kg mas, em geral, inferior a 6 000 kg.

2.2.   A via mínima das rodas traseiras deve, em geral, ser superior a 1 150 mm. Reconhece-se que podem existir modelos de tratores, por exemplo, máquinas de cortar relva, tratores vinhateiros de via estreita, tratores de perfil baixo utilizados em edifícios com espaço livre em altura reduzido ou em pomares, tratores com distância ao solo elevada e, em especial, máquinas florestais, como tratores-carregadores e rechegadores, aos quais o presente anexo não é aplicável.

3.   Regras e instruções

3.1.   Disposições gerais

3.1.1.   A estrutura de proteção pode ter sido fabricada pelo fabricante do trator ou por uma empresa independente. Em qualquer dos casos, um ensaio só é válido para o modelo de trator em que é efetuado. A estrutura de proteção deve ser sujeita a um novo ensaio para cada modelo de trator em que se destine a ser montada. No entanto, as estações de ensaio podem certificar que os ensaios de resistência são igualmente válidos para os modelos de trator derivados do modelo original por modificação do motor, da transmissão, da direção e da suspensão dianteira (ver ponto 3.6: Extensão a outros modelos de tratores). Por outro lado, podem ser ensaiadas várias estruturas de proteção para um mesmo modelo de trator.

3.1.2.   A estrutura de proteção sujeita a ensaio dinâmico deve ser fixada de maneira normal ao modelo de trator em relação ao qual está a ser objeto de ensaio. O trator sujeito a ensaio deve estar completo e em ordem de marcha.

3.1.3.   No caso de um trator tandem, deve utilizar-se a massa da versão de base da parte à qual é fixada a estrutura de proteção.

3.1.4.   Uma estrutura de proteção pode ser concebida exclusivamente com o objetivo de proteger o condutor em caso de capotagem do trator. Sobre esta estrutura pode ser possível montar uma proteção do condutor contra intempéries, de natureza mais ou menos temporária. Geralmente, o condutor retira esta proteção em períodos de tempo quente. Existem também estruturas de proteção cujo revestimento é permanente e nas quais a ventilação em alturas de tempo quente é assegurada por janelas ou defletores. Como o revestimento pode aumentar a resistência da estrutura e, se for amovível, pode não estar montado aquando de um acidente, todas as partes que puderem ser retiradas pelo condutor devem ser retiradas para fins de ensaio. As portas, o teto de abrir e as janelas que se podem abrir devem ser retirados ou, em alternativa, mantidos em posição aberta durante o ensaio para não contribuírem para a resistência da estrutura de proteção. Há que verificar se, nesta posição, constituem um perigo para o condutor em caso de capotagem.

No texto que se segue, será apenas feita referência ao ensaio da estrutura de proteção. Deve entender-se que esta compreende revestimento de natureza não temporária.

Dever-se-á incluir nas especificações uma descrição de qualquer revestimento temporário eventualmente fornecido. As vidraças ou qualquer material frágil similar devem ser retirados antes dos ensaios. Os elementos do trator e da estrutura de proteção que poderiam inutilmente ser danificados pelos ensaios e que não afetam a resistência ou as dimensões da estrutura de proteção podem ser retirados antes dos ensaios, se o fabricante o desejar. Não são admitidas regulações nem reparações durante os ensaios.

3.1.5.   Todos os elementos do trator que contribuam para a resistência da estrutura de proteção, como os guarda-lamas, que tenham sido reforçados pelo fabricante devem ser descritos e as suas medições indicadas no relatório de ensaio.

3.2.   Equipamento e condições de ensaio

3.2.1.   A estrutura deve ser atingida por um bloco, atuando como um pêndulo, e sujeita a um ensaio de esmagamento à frente e à retaguarda.

3.2.2.   A massa do bloco pendular (figura 3.1) é de 2 000 kg. A sua face de impacto deve ter as seguintes dimensões: 680 × 680 mm ± 20. Deve ser concebida de forma a que a posição do seu centro de gravidade permaneça constante (por exemplo, em betão armado com varões de ferro). Deve ser suspenso de um ponto de articulação situado a cerca de 6 m acima do pavimento, de forma a que a altura do pêndulo possa ser ajustada de forma adequada e segura.

3.2.3.   Para os tratores em que menos de 50 % da massa assenta sobre as rodas dianteiras, o primeiro embate deve atingir a retaguarda da estrutura. Segue-se um ensaio de esmagamento também na retaguarda da estrutura. O segundo embate deve incidir na frente e o terceiro na parte lateral. Por último, realiza-se um segundo ensaio de esmagamento na frente.

Para os tratores em que pelo menos 50 % da massa assenta sobre as rodas dianteiras, o primeiro embate deve atingir a frente e o segundo a parte lateral. Em seguida, realizam-se dois ensaios de esmagamento, o primeiro na retaguarda e o segundo na frente.

3.2.4.   No caso de tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), o primeiro embate deve incidir longitudinalmente na extremidade mais pesada (com mais de 50 % da massa do trator). Segue-se um ensaio de esmagamento na mesma extremidade. O segundo embate deve incidir na outra extremidade e o terceiro na parte lateral. Por último, realiza-se um segundo ensaio de esmagamento na extremidade mais leve.

3.2.5.   A regulação da largura da via da retaguarda deve ser escolhida de modo a que a estrutura de proteção não seja, de forma alguma, suportada pelos pneus durante o ensaio. Esta disposição pode ser ignorada se tal suporte for proporcionado quando a via se encontrar no modo de regulação mais largo possível.

3.2.6.   O lado do trator sujeito ao embate lateral deve ser aquele que, segundo a estação de ensaio, é suscetível de apresentar maior deformação. O embate na retaguarda deve atingir o ângulo mais afastado do embate lateral, e o embate na frente, o ângulo mais próximo do embate lateral. O embate na retaguarda deve ser aplicado a dois terços da distância do plano médio do trator ao plano vertical que toca a extremidade exterior da estrutura. Contudo, se uma curvatura da parte traseira da estrutura se iniciar a menos de dois terços de distância do centro, o embate deve atingir o ponto de início da curvatura, isto é, o ponto onde a curvatura é tangente a uma linha perpendicular ao plano médio do trator.

3.2.7.   Se, durante o ensaio, quaisquer cabos de fixação, calços ou blocos se moverem ou quebrarem, o ensaio deve ser repetido.

3.3.   Ensaios de impacto

3.3.1.   Impacto à retaguarda (figuras 3.2.a e 3.2.b)

3.3.1.1.   Não é exigido um impacto à retaguarda nos tratores em que 50 % ou mais da sua massa (como atrás definida) assenta sobre as rodas dianteiras.

3.3.1.2.   A posição do trator em relação ao pêndulo deve ser tal que este atinja a estrutura no momento em que a superfície de impacto e os seus cabos de suspensão formarem um ângulo de 20° com a vertical, a menos que a estrutura no ponto de contacto forme um ângulo superior com a vertical durante a deformação. Neste caso, há que regular paralelamente a superfície de impacto e o lado da estrutura no ponto de contacto no momento de deformação máxima, com o auxílio de um dispositivo adicional, devendo os cabos de suspensão continuar a formar um ângulo de 20° com a vertical. O ponto de impacto deve estar situado na parte da estrutura suscetível de embater no solo em primeiro lugar caso o trator tombe para trás, isto é, normalmente no bordo superior. A altura do pêndulo deve ser regulada para que não tenha tendência a rodar em torno do ponto de contacto.

3.3.1.3.   O trator deve ser fixado ao solo por meio de cabos. Os pontos de fixação dos cabos devem estar situados cerca de 2 m atrás do eixo traseiro e 1,5 m à frente do eixo dianteiro. Deve haver dois cabos de fixação em cada eixo, um em cada lado do plano médio do trator. Os cabos de fixação devem ser em aço, ter 12,5 a 15 mm de diâmetro e uma resistência à tração de 1 100-1 260 MPa. Os pneus do trator devem estar cheios e os cabos de fixação devem ser esticados, a fim de obter a pressão e deformação dos pneus indicadas no quadro 3.1 seguinte.

Após os cabos de fixação terem sido esticados, as rodas traseiras devem ser bloqueadas à frente com uma viga de madeira com 150 × 150 mm, firmemente apertada contra elas.

3.3.1.4.   O pêndulo deve ser puxado para trás, de forma a que a altura H do seu centro de gravidade ultrapasse a que terá no ponto de impacto num valor calculado segundo uma das duas fórmulas seguintes, à escolha do fabricante:

Formula ou Formula

3.3.1.5.   Em seguida solta-se o pêndulo, que embaterá contra a estrutura. O mecanismo de desprendimento rápido deve ser posicionado de modo a não inclinar o peso em relação aos cabos que o sustentam no momento do desprendimento.

Quadro 3.1

Pressão dos pneus

 

Pressão dos pneus

kPa (3)

Deformação

mm

Tratores com tração às quatro rodas equipados com rodas dianteiras e traseiras com as mesmas dimensões:

Frente

100

25

Retaguarda

100

25

Tratores com tração às quatro rodas equipados com rodas dianteiras mais pequenas do que as traseiras:

Frente

150

20

Retaguarda

100

25

Tratores com tração a duas rodas:

Frente

200

15

Retaguarda

100

25

3.3.2.   Impacto à frente (figuras 3.3.a e 3.3.b)

3.3.2.1.   Deve ser efetuado da mesma forma que o impacto à retaguarda. Os cabos de fixação devem ser os mesmos, mas a viga de madeira deve estar colocada atrás das rodas traseiras. A altura de queda do centro de gravidade do pêndulo é dada pela seguinte fórmula:

Formula

3.3.2.2.   O ponto de impacto deve corresponder à parte da estrutura suscetível de embater no solo em primeiro lugar caso o trator tombe para o lado ao deslocar-se para a frente, que é normalmente o ângulo frontal superior.

3.3.3.   Impacto lateral (figura 3.4)

3.3.3.1.   A posição do trator em relação ao pêndulo deve ser tal que este atinja a estrutura no momento em que a superfície de impacto e os cabos de suspensão se encontrem na vertical, a menos que a estrutura no ponto de contacto durante a deformação não seja vertical. Neste caso, é necessário regular a superfície de impacto, a fim de que seja aproximadamente paralela à estrutura no ponto de contacto no momento da deformação máxima. Esta regulação deve ser efetuada com um dispositivo adicional, devendo os cabos de suspensão permanecer na vertical no momento do impacto. O ponto de impacto deve estar situado na parte da estrutura suscetível de embater no solo em primeiro lugar no caso de o trator tombar para o lado, normalmente no bordo superior.

3.3.3.2.   Salvo se houver a certeza de que qualquer outro elemento situado na mesma aresta embaterá no solo em primeiro lugar, o ponto de impacto deve estar situado no plano perpendicular ao plano médio do trator que passa 60 mm à frente do ponto índice do banco regulado longitudinalmente na posição média. A altura do pêndulo deve ser regulada para que não tenha tendência a rodar em torno do ponto de contacto.

3.3.3.3.   Para os tratores com uma posição de condução reversível, o ponto de impacto deve estar situado no plano perpendicular ao plano médio do trator e que passa pelo ponto médio entre os dois pontos índice do banco.

3.3.3.4.   A roda traseira do trator no lado que é sujeito ao embate deve ser fixada ao solo. Deve determinar-se a tensão dos cabos de fixação tal como no ensaio do impacto à retaguarda. Após a fixação dos cabos, a roda traseira no lado oposto ao do embate é bloqueada com uma viga de 150 × 150 mm, que deve ser firmemente pressionada contra o pneu. Deve ser colocada uma viga como calço contra esta roda, e fixá-la ao pavimento para que se mantenha firme contra a roda durante o impacto. O comprimento desta viga deve ser tal que, quando colocada contra a roda, forme um ângulo de 25° a 40° em relação à horizontal. O seu comprimento deve ser equivalente a 20 a 25 vezes a sua espessura, e a largura 2 a 3 vezes a sua espessura.

3.3.3.5.   3.3.3.5. O pêndulo deve ser puxado para trás como no ensaio anterior, de modo a que a altura H do seu centro de gravidade ultrapasse a que terá no momento do impacto num valor calculado segundo a seguinte fórmula:

Formula

3.3.3.6.   Durante o ensaio de impacto lateral, deve registar-se a diferença entre a deformação instantânea máxima e a deformação permanente a uma altura de (810 + av) mm acima do ponto índice do banco. Para tal, poder-se-á utilizar um dispositivo no qual um anel de atrito móvel se fixa a uma haste horizontal. Uma extremidade da haste é fixada à parte superior da estrutura,e a outra extremidade deve passar por um orifício de uma barra vertical fixada ao quadro do trator. O anel deve ser posicionado contra a barra vertical que está fixada ao quadro do trator antes do embate e a distância a que ficará desta depois do embate corresponderá à diferença entre a deformação instantânea máxima e a deformação permanente.

3.4.   Ensaios de esmagamento

Pode ser necessário imobilizar a frente do trator ao realizar o ensaio na retaguarda. Há que colocar blocos sob os eixos de forma a que os pneus não sustentem a força de esmagamento. Deve utilizar-se uma viga transversal com uma largura de aproximadamente 250 mm, que será ligada ao mecanismo de aplicação da carga por meio de juntas universais (figura 3.5).

3.4.1.   Esmagamento à retaguarda (Figuras 3.6.a e 3.6.b)

3.4.1.1.   A viga de esmagamento é colocada transversalmente sobre os elementos estruturais superiores situados mais à retaguarda da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano de referência vertical do trator. A força de esmagamento (F) é aplicada se:

F = 20 M

Esta força deve ser mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

3.4.1.2.   Se a parte de trás do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento (figuras 3.7.a e 3.7.b), será necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte traseira do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem.

A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada na parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. É aplicada a força de esmagamento F.

3.4.2.   Esmagamento à frente (figuras 3.6.a e 3.6.b)

3.4.2.1.   A viga de esmagamento é colocada transversalmente sobre os elementos estruturais superiores situados mais à frente da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano de referência vertical do trator. A força de esmagamento (F) é aplicada se:

F = 20 M

Esta força deve ser mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

3.4.2.2.   Se a parte da frente do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento (figuras 3.7.a e 3.7.b), será necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte da frente do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem.

A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada na parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Em seguida, é aplicada a força de esmagamento F.

3.5.   Condições de aceitação

3.5.1.   A estrutura e o trator devem ser visualmente examinados, para deteção de fraturas e fissuras, após a realização de cada parte do ensaio. Para efeitos de aprovação no ensaio, a estrutura deve respeitar as seguintes condições:

3.5.1.1.

Não pode haver fraturas nos elementos estruturais, nos componentes de fixação ou nas partes do trator que contribuem para a resistência da estrutura de proteção (exceto nos casos previstos no ponto 3.5.1.3);

3.5.1.2.

Não pode haver fraturas nas soldaduras que contribuem para a resistência da estrutura de proteção ou dos seus componentes de fixação. Normalmente, deve excluir-se desta condição a soldadura descontínua ou por pontos utilizada para fixar os painéis de revestimento;

3.5.1.3.

Podem aceitar-se fissuras nas estruturas de chapas metálicas resultantes da absorção de energia, desde que a estação de ensaio considere que não reduziram significativamente a resistência à deformação da estrutura de proteção. Desprezam-se as fissuras nos elementos de chapa metálica causadas pelas arestas do bloco pendular;

3.5.1.4.

A força prescrita deve ser mantida em ambos os ensaios de esmagamento:

3.5.1.5.

A diferença entre a deformação instantânea máxima e a deformação permanente no ensaio de impacto lateral não deve ultrapassar 250 mm (figura 3.11);

3.5.1.6.

Nenhuma parte pode entrar na zona livre em qualquer momento dos ensaios. Nenhuma parte pode atingir o banco durante os ensaios. Além disso, a zona livre não deve situar-se fora do espaço protegido pela estrutura de proteção. Para este efeito, considera-se como fora do espaço de proteção da estrutura qualquer parte deste espaço que entraria em contacto direto com o solo plano se o trator tivesse tombado para o lado em que é aplicada a carga de ensaio. Para efetuar a estimação, a regulação da largura da via e dos pneus deve corresponder às dimensões mínimas especificadas pelo fabricante.

3.5.1.7.

No que diz respeito aos tratores articulados, deve assumir-se que os planos médios das duas partes estão no mesmo alinhamento.

3.5.2.   Após o ensaio de esmagamento final, deve registar-se a deformação permanente da estrutura de proteção. Para este efeito, deve anotar-se antes do início dos ensaios a posição dos principais elementos em relação ao ponto índice do banco. Em seguida, deve medir-se qualquer movimento dos elementos atingidos durante os ensaios e qualquer alteração da altura dos elementos anteriores e posteriores do teto.

3.6.   Extensão a outros modelos de tratores

3.6.1.   [Não aplicável]

3.6.2.   Extensão técnica

No caso de modificações técnicas a um trator, à estrutura de proteção ou ao método de fixação da estrutura de proteção ao trator, a estação de ensaio que realizou o ensaio original pode emitir um «boletim de extensão técnica» nos casos seguintes:

3.6.2.1.   Extensão dos resultados de ensaios estruturais a outros modelos de tratores

Os ensaios de impacto e de esmagamento não são obrigatórios para cada modelo de trator, desde que a estrutura de proteção e o trator satisfaçam as condições previstas nos pontos 3.6.2.1.1 a 3.6.2.1.5.

3.6.2.1.1.

A estrutura deve ser idêntica àquela já ensaiada;

3.6.2.1.2.

A energia necessária não deve ultrapassar a energia calculada para o ensaio original em mais de 5 %. O limite de 5 % deve aplicar-se também às extensões no caso da substituição de rodas por lagartas no mesmo trator;

3.6.2.1.3.

O método de fixação e os componentes do trator onde é efetuada a fixação devem ser idênticos;

3.6.2.1.4.

Todos os elementos, como os guarda-lamas e o capô do motor, que possam servir de suporte à estrutura de proteção, devem ser idênticos;

3.6.2.1.5.

A posição e as dimensões críticas do banco no interior da estrutura de proteção e as posições relativas da estrutura de proteção no trator devem ser tais que a zona livre continue a ser protegida pela estrutura deformada durante todos os ensaios (a verificação deve fazer-se de acordo com a mesma referência de zona livre que no relatório de ensaio original, ou seja o ponto de referência do banco [SRP] ou o ponto índice do banco [SIP]).

3.6.2.2.   Extensão dos resultados de ensaio estruturais a modelos alterados da estrutura de proteção

Este procedimento deve ser seguido quando as disposições do ponto 3.6.2.1 não se encontram preenchidas; não deve ser aplicado se o princípio do método de fixação da estrutura de proteção ao trator for modificado (por exemplo, substituição de suportes de borracha por um dispositivo de suspensão):

3.6.2.2.1.

Modificações que não afetam os resultados do ensaio original (por exemplo, a fixação por soldadura da placa de montagem de um acessório a um ponto não crítico da estrutura), inserção de bancos com uma posição diferente do SIP na estrutura de proteção (sob reserva de verificação de que a(s) nova(s) zona(s) livre(s) continuam a ser protegida(s) pela estrutura deformada durante todos os ensaios);

3.6.2.2.2.

Modificações suscetíveis de ter impacto nos resultados do ensaio original sem pôr em causa a aceitabilidade da estrutura de proteção (por exemplo, modificação de um componente da estrutura, modificação do método de fixação da estrutura de proteção ao trator). Pode-se proceder a um ensaio de validação cujos resultados serão consignados no boletim de extensão.

Os limites para este tipo de extensão são os seguintes:

3.6.2.2.2.1.

Não podem ser aceites mais de 5 extensões sem um ensaio de validação;

3.6.2.2.2.2.

Os resultados do ensaio de validação são aceites para efeitos da extensão se todas as condições de aceitação do presente anexo estiverem preenchidas e se a deformação medida após cada ensaio de impacto não se desviar mais de ± 7 % da deformação medida aquando de cada ensaio de impacto do relatório de ensaio original;

3.6.2.2.2.3.

Um mesmo boletim de extensão pode cobrir várias modificações de uma estrutura de proteção se estas representarem diferentes opções da mesma estrutura de proteção, mas só pode ser aceite um único ensaio de validação para um mesmo boletim de extensão. As opções não ensaiadas devem ser descritas numa secção específica do boletim de extensão.

3.6.2.2.3.

Aumento da massa de referência declarada pelo fabricante para uma estrutura de proteção já ensaiada. Se o fabricante pretender manter o mesmo número de homologação, é possível emitir um boletim de extensão após um ensaio de validação (neste caso, os limites de ± 7 % especificados no ponto 3.6.2.2.2.2 não são aplicáveis).

3.7.   [Não aplicável]

3.8.   Comportamento das estruturas de proteção a baixas temperaturas

3.8.1.   Se o fabricante indicar que a estrutura de proteção possui uma resistência especial à fragilização que ocorre a baixas temperaturas, deve dar informações pormenorizadas que serão incluídas no boletim de ensaio.

3.8.2.   Os requisitos e processos descritos a seguir destinam-se a reforçar a estrutura de proteção e a evitar as fraturas a baixas temperaturas. Sugere-se que, em termos de materiais utilizados, sejam observados os requisitos mínimos seguintes na apreciação da adequação da estrutura de proteção para operar a baixas temperaturas nos países em que esta proteção adicional é exigida.

Quadro 3.2

Nível mínimo de energia de impacto requerido no ensaio de Charpy com entalhe em V

Dimensões do provete

Energia a

Energia a

 

– 30 °C

– 20 °C

mm

J

J (5)

10 × 10 (4)

11

27,5

10 × 9

10

25

10 × 8

9,5

24

10 × 7,5 (4)

9,5

24

10 × 7

9

22,5

10 × 6,7

8,5

21

10 × 6

8

20

10 × 5 (4)

7,5

19

10 × 4

7

17,5

10 × 3,5

6

15

10 × 3

6

15

10 × 2,5 (4)

5,5

14

3.8.2.1.   Os pernos e as porcas usados na fixação da estrutura de proteção ao trator e para ligar as partes estruturais da estrutura de proteção devem ter propriedades suficientes e comprovadas de resistência às baixas temperaturas.

3.8.2.2.   Todos os elétrodos de soldadura utilizados no fabrico dos elementos estruturais e as fixações ao trator devem ser compatíveis com os materiais utilizados para a estrutura de proteção, como indicado no ponto 3.8.2.3.

3.8.2.3.   Os aços utilizados nos elementos estruturais da estrutura de proteção devem ser sujeitos a um controlo de dureza e exibir um nível mínimo de energia de impacto no ensaio de Charpy com entalhe em V segundo as indicações do quadro 3.2. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995; Amd1:2003.

Um aço de uma espessura bruta de laminação inferior a 2,5 mm e um teor de carbono inferior a 0,2 % é considerado satisfatório. Os elementos estruturais da estrutura de proteção construídos com outros materiais que não aço devem ter uma resistência equivalente ao impacto a baixas temperaturas.

3.8.2.4.   Ao efetuar o ensaio de Charpy com entalhe em V para verificação dos requisitos mínimos de energia de impacto, a dimensão do provete não deve ser inferior à maior das dimensões indicadas no quadro 3.2 admitidas pelo material.

3.8.2.5.   Os ensaios de Charpy com entalhe em V devem ser efetuados em conformidade com o procedimento descrito em ASTM A 370-1979, exceto para as dimensões dos provetes que devam respeitar as dimensões dadas no quadro 3.2.

3.8.2.6.   Uma outra maneira de proceder consiste em utilizar aços calmados ou semicalmados, devendo ser fornecidas especificações adequadas. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995; Amd1:2003.

3.8.2.7.   Os provetes devem ser retirados no sentido longitudinal de laminados planos, de perfis tubulares ou estruturais antes de lhes ser dada forma ou serem soldados para uso na estrutura de proteção. Os provetes retirados dos perfis tubulares ou estruturais devem ser retirados do meio do lado que tem a maior dimensão e não devem incluir soldaduras.

3.9.   [Não aplicável]

Figura 3.1

Bloco pendular e respetivas correntes ou cabos de suspensão

(Dimensões em mm)

Image

Figura 3.2

Método do impacto à retaguarda

Figura 3.2.a

Cabina de proteção

Image

Figura 3.2.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 3.3

Método do impacto à frente

Figura 3.3.a

Cabina de proteção

Image

Figura 3.3.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 3.4

Método do impacto lateral

Image

Figura 3.5

Exemplo de dispositivo utilizado para os ensaios de esmagamento

Image

Figura 3.6

Posição da viga para os ensaios de esmagamento à frente e à retaguarda

Figura 3.6.a

Cabina de proteção

Image

Figura 3.6.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 3.7

Posição da viga para o ensaio de esmagamento à frente nos casos em que a parte da frente não suporta toda a força de esmagamento

Figura 3.7.a

Cabina de proteção

Image

Figura 3.7.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Quadro 3.3

Dimensões da zona livre

Dimensões

mm

Observações

A1 A0

100

mínimo

B1 B0

100

mínimo

F1 F0

250

mínimo

F2 F0

250

mínimo

G1 G0

250

mínimo

G2 G0

250

mínimo

H1 H0

250

mínimo

H2 H0

250

mínimo

J1 J0

250

mínimo

J2 J0

250

mínimo

E1 E0

250

mínimo

E2 E0

250

mínimo

D0 E0

300

mínimo

J0 E0

300

mínimo

A1 A2

500

mínimo

B1 B2

500

mínimo

C1 C2

500

mínimo

D1 D2

500

mínimo

I1 I2

500

mínimo

F0 G0

 

I0 G0

em função do

C0 D0

trator

E0 F0

 

Figura 3.8

Zona livre

Nota:

para as dimensões, ver quadro 3.3:

Image

Figura 3.9

Zona livre

Figura 3.9.a

Vista lateral corte no plano de referência

Figura 3.9.b

Vista da retaguarda ou da frente

Image

Image

1

Ponto índice do banco

2

Força

3

Plano de referência vertical

Figura 3.10

Zona livre para trator com banco e volante reversíveis

Figura 3.10.a

Cabina de proteção

Image

Figura 3.10.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 3.11

Exemplo de um aparelho de medição da deformação elástica

Image

Notas explicativas do anexo VI


(1)  Salvo indicação em contrário, o texto dos requisitos e a numeração constantes do ponto B são idênticos ao texto e à numeração do código da OCDE normalizado para o ensaio oficial das estruturas de proteção em tratores agrícolas e florestais (ensaio dinâmico), Código OCDE 3, edição 2015 de julho de 2014.

(2)  Recorda-se aos utilizadores que o ponto índice do banco é determinado de acordo com a norma ISO 5353 e é um ponto fixo em relação ao trator que não se move quando o banco é regulado fora da posição média. Para efeitos da determinação da zona livre, o banco é colocado na posição recuada mais alta.

(3)  Não serão utilizados lastros sob a forma de água

(4)  Indica as dimensões preferenciais. As dimensões do provete não devem ser inferiores às maiores dimensões preferenciais admitidas pelo material.

(5)  A energia requerida a – 20 °C é igual a 2,5 vezes o valor especificado para – 30 °C. Outros fatores afetam a resistência à energia de impacto, a saber, o sentido da laminação, o limite de elasticidade, a orientação do grão e a soldadura. Estes fatores devem ser considerados ao selecionar e utilizar o aço.

ANEXO VII

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (tratores de lagartas)

A.   DISPOSIÇÕES GERAIS

1.

Os requisitos da União aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (tratores de lagartas) são enunciados no ponto B.

B.   REQUISITOS APLICÁVEIS ÀS ESTRUTURAS DE PROTEÇÃO EM CASO DE CAPOTAGEM (TRATORES DE LAGARTAS)(1)

1.   Definições

1.1   [Não aplicável]

1.2.   Estrutura de proteção em caso de capotagem (ROPS)

Por estrutura de proteção em caso de capotagem (cabina ou quadro de proteção), adiante designada por «estrutura de proteção», entende-se as estruturas montadas num trator com o objetivo principal de evitar ou de limitar os riscos para o condutor em caso de capotagem do trator durante a sua utilização normal.

A estrutura de proteção em caso de capotagem é caracterizada pela preservação de uma zona livre suficientemente grande para proteger o condutor sentado no interior da estrutura ou num espaço delimitado por uma série de linhas retas ligando os bordos exteriores da estrutura a qualquer parte do trator que possa entrar em contacto com o solo plano e que seja capaz de manter o trator nessa posição se o trator capotar.

1.3.   Via

1.3.1.   Definição preliminar: plano médio da lagarta

O plano médio da lagarta é equidistante dos dois planos que passam pela sua periferia nos seus bordos exteriores.

1.3.2.   Definição de largura da via

A largura da via é a distância entre os planos médios das lagartas.

1.3.3.   Definição adicional: plano médio do trator

O plano vertical perpendicular ao eixo no seu ponto central é o plano médio do trator.

1.4.   Estrutura de proteção

Sistema de elementos estruturais dispostos num trator de modo a cumprir o seu objetivo principal de reduzir o risco de o operador ser esmagado pelo trator em caso de capotagem. Os elementos estruturais incluem qualquer subestrutura, suporte, fixação, olhal, perno, espigão, suspensão ou amortecedor flexível utilizado para manter o sistema fixado ao quadro do trator, mas excluem dispositivos de fixação que façam parte integrante do quadro do trator.

1.5.   Quadro do trator

O quadro principal ou os principais elementos que suportam a carga do trator, que abrange(m) uma grande parte do trator, aos quais é diretamente fixada a estrutura de proteção.

1.6.   Conjunto estrutura de proteção-quadro do trator

Sistema que consiste na estrutura de proteção fixada ao quadro do trator.

1.7.   Banco de ensaio

Uma parte substancialmente rígida da estrutura de ensaio à qual se fixa o quadro do trator para efeitos de ensaio.

1.8.   Ponto índice do banco (SIP)

1.8.1.   O ponto índice do banco (SIP) está situado no plano longitudinal médio do aparelho, para efeitos de determinação quando instalado no banco do operador. O SIP deve ser fixado em relação ao trator e não se desloca em função das regulações e/ou oscilações do banco.

1.8.2.   Ao determinar o SIP, o banco deve ser regulado de modo a que as regulações longitudinais, verticais e angulares do banco estejam na posição central. Os sistemas de suspensão devem ser regulados de forma a que o banco esteja na posição intermédia do intervalo de oscilação com o aparelho de determinação do SIP instalado.

1.8.3.   O SIP deve ser determinado com o auxílio do aparelho representado na figura 8.1. O aparelho é colocado sobre o banco. Adiciona-se uma massa de 20 kg 40 mm à frente da marca do SIP, na parte horizontal do aparelho. Aplica-se em seguida uma força horizontal de cerca de 100 N ao aparelho no SIP (ver Fo na figura 8.1). Por último, coloca-se uma massa adicional de 39 kg 40 mm à frente da marca do SIP, na parte horizontal do aparelho.

1.9.   Volume-limite de deformação (VLD)

O volume, relacionado com o operador, que serve para estabelecer os limites e as deformações admissíveis aquando da realização de avaliações laboratoriais da estrutura de proteção (figura 8.2). Trata-se de uma aproximação ortogonal das dimensões de um operador de grande estatura, sentado.

1.10.   Plano de referência vertical

Um plano vertical, geralmente longitudinal ao trator e passando pelo ponto índice do banco e pelo centro do volante ou das alavancas manuais de controlo; Normalmente, o plano de referência vertical coincide com o plano médio do trator.

1.11.   Plano simulado do solo em posição lateral

Superfície em que se considera que um trator, após ter capotado, se imobiliza com o trator voltado sobre um dos lados. O plano simulado do solo é determinado do seguinte modo (ver 3.5.1.2):

a)

elemento superior no qual é aplicada a força;

b)

extremidade da vista de topo do elemento, tal como definido na alínea a);

c)

linha vertical através do ponto definido na alínea b);

d)

plano vertical paralelo ao eixo central longitudinal do veículo através da linha definida na alínea c);

e)

rodar o plano descrito na alínea d) 15° a partir do VLD em torno de um eixo perpendicular à linha vertical indicada na alínea c) que atravessa igualmente o ponto descrito na alínea b); desta forma, estabelece-se o plano simulado do solo;

O plano simulado do solo deve ser estabelecido numa estrutura de proteção sem carga e deve deslocar-se com o elemento no qual é aplicada a carga.

1.12.   Plano simulado do solo em posição vertical

No caso de uma máquina que se imobilize em posição invertida, o plano é definido pelo elemento transversal superior da estrutura de proteção e pela parte da frente (ou da retaguarda) do trator suscetível de entrar em contacto com o solo plano ao mesmo tempo que a estrutura de proteção, que seja capaz de suportar o trator nessa posição invertida. O plano simulado do solo em posição vertical move-se com a estrutura de proteção deformada.

Nota:

O plano simulado do solo em posição vertical só é aplicável às estruturas de proteção com dois montantes.

1.13.   Massa sem lastro

A massa do trator sem dispositivos de lastro. O trator deve estar em ordem de marcha, com reservatórios, circuitos e radiador cheios, estrutura de proteção com revestimento e qualquer equipamento de lagartas ou componentes de tração dianteira suplementares necessários para a sua utilização normal. O operador não está incluído.

1.14.   Tolerâncias de medição admissíveis

Tempo:

± 0,1 s

Distância:

± 0,5 mm

Força:

± 0,1 % (da escala completa do sensor)

Ângulo

± 0,1°

Massa:

± 0,2 % (da escala completa do sensor)

1.15.   Símbolos

D

(mm)

Deformação da estrutura;

F

(N)

Força;

M

(kg)

A massa máxima do trator recomendada pelo fabricante do trator. Deve ser igual ou superior à massa sem lastro, como definido no ponto 1.13;

U

(J)

Energia absorvida pela estrutura relacionada com a massa do trator.

2.   Âmbito De Aplicação

O presente anexo é aplicável a tratores cujos movimento e direção são assegurados por lagartas, têm pelo menos dois eixos com dispositivos de lagartas e apresentam as seguintes características:

2.1.

Uma massa de trator sem lastro de, pelo menos, 600 kg;

2.2.

Uma distância ao solo não superior a 600 mm no ponto mais baixo dos eixos dianteiro e traseiro.

3.   Regras E Instruções

3.1.   Disposições gerais

3.1.1.   A estrutura de proteção pode ter sido fabricada pelo fabricante do trator ou por uma empresa independente. Em qualquer dos casos, um ensaio só é válido para o modelo de trator em que é efetuado. A estrutura de proteção deve ser sujeita a um novo ensaio para cada modelo de trator em que se destine a ser montada. No entanto, as estações de ensaio podem certificar que o ensaio de resistência é igualmente válido para os modelos de trator derivados do modelo original por modificação do motor, da transmissão, da direção e da suspensão dianteira (ver ponto 3.6: Extensão a outros modelos de tratores). Por outro lado, podem ser ensaiadas várias estruturas de proteção para um mesmo modelo de trator.

3.1.2.   A estrutura de proteção sujeita a ensaio deve estar fixada de maneira normal ao trator ou ao quadro do trator sobre o qual é utilizada. O quadro do trator deve estar completo, incluindo os elementos de fixação e outras partes do trator que possam sofrer o efeito das cargas aplicadas à estrutura de proteção.

3.1.3.   Uma estrutura de proteção pode ser concebida exclusivamente com o objetivo de proteger o condutor em caso de capotagem do trator. Sobre esta estrutura é possível montar uma proteção do condutor contra intempéries, de natureza mais ou menos temporária. Geralmente, o condutor retira esta proteção em períodos de tempo quente. Existem também estruturas de proteção cujo revestimento é permanente e nas quais a ventilação em alturas de tempo quente é assegurada por janelas ou defletores. Como o revestimento pode aumentar a resistência da estrutura e, se for amovível, pode não estar montado aquando de um acidente, todas as partes que puderem ser retiradas pelo condutor devem ser retiradas para fins de ensaio. As portas, o teto de abrir e as janelas que se podem abrir devem ser retirados ou então mantidos em posição aberta durante o ensaio para não contribuírem para a resistência da estrutura de proteção. Há que verificar se, nesta posição, constituem um perigo para o condutor em caso de capotagem.

No texto que se segue, será apenas feita referência ao ensaio da estrutura de proteção. Deve entender-se que esta compreende revestimento de natureza não temporária.

Dever-se-á incluir nas especificações uma descrição de qualquer revestimento temporário eventualmente fornecido. As vidraças ou qualquer material frágil similar devem ser retirados antes dos ensaios. Os elementos do trator e da estrutura de proteção que poderiam inutilmente ser danificados pelos ensaios e que não afetam a resistência ou as dimensões da estrutura de proteção podem ser retirados antes dos ensaios, se o fabricante o desejar. Não são admitidas regulações nem reparações durante os ensaios.

3.1.4.   Todos os elementos do trator que contribuam para a resistência da estrutura de proteção, como os guarda-lamas, que tenham sido reforçados pelo fabricante devem ser descritos e as suas medições indicadas no relatório de ensaio.

3.2.   Equipamento

3.2.1.   Volume-limite de deformação

O VLD e a respetiva localização devem obedecer aos requisitos da norma ISO 3164:1995 (ver a figura 8.3). O VLD deve ser fixado firmemente à mesma parte da máquina à qual está fixado o banco do operador e deve permanecer nesta posição durante todo o ensaio.

No caso dos tratores de lagartas com uma massa sem lastro inferior a 5 000 kg, equipados com uma estrutura de proteção com dois montantes, montada na frente, o VLD corresponde às figuras 8.4 e 8.5.

3.2.2.   Zona livre e plano de segurança

A zona livre, tal como definida no anexo VIII (capítulo relativo às definições, ponto 1.6), deve permanecer coberta pelo plano de segurança, S, como indicado nas figuras 8.2 e 8.4. O plano de segurança é definido como um plano inclinado, perpendicular ao plano longitudinal vertical do trator, formando uma tangente à frente com a estrutura de proteção e na retaguarda com qualquer um dos seguintes dispositivos rígidos do trator que impedem o referido plano S de entrar na zona livre, através de:

um invólucro ou uma parte rígida da retaguarda do trator;

as lagartas;

uma estrutura rígida suplementar solidamente fixada na retaguarda do trator.

3.2.3.   Ensaio do dispositivo rígido à retaguarda

Se o trator estiver equipado com uma secção rígida, um invólucro ou qualquer dispositivo rígido colocado atrás do banco do condutor, considera-se que esse dispositivo constitui um ponto de apoio em caso de tombamento para trás ou para o lado. Este dispositivo rígido colocado atrás do banco do condutor deve poder suportar, sem rutura ou penetração na zona livre, uma força descendente Fi em que:

Formula

aplicada perpendicularmente ao topo do quadro no plano médio do trator. O ângulo inicial de aplicação da força é de 40° é calculado em relação a uma reta paralela ao solo como mostra a Figura 8.4. Esta secção rígida deve ter uma largura mínima de 500 mm (ver figura 8.5).

Deverá ainda ser suficientemente rígida e estar solidamente fixada à retaguarda do trator.

3.2.4.   Cabos de fixação

Devem ser fornecidos meios para fixar o conjunto estrutura de proteção-quadro do trator ao banco de ensaio, tal como descrito anteriormente, e para aplicar as cargas horizontais e verticais (ver as figuras 8.6 a 8.9).

3.2.5.   Aparelhos de medição

A aparelhagem de ensaio deve estar dotada de instrumentos para medir a força aplicada na estrutura de proteção e a deformação da estrutura.

As percentagens a seguir indicadas correspondem aos valores nominais da exatidão dos instrumentos e não devem ser interpretadas como uma indicação da necessidade de realizar ensaios de compensação.

Medida

Exatidão

Deformação da estrutura de proteção

± 5 % da deformação máxima medida

Força aplicada na estrutura de proteção

± 5 % da força máxima medida

3.2.6.   Disposições para a aplicação da carga

As modalidades de aplicação de cargas são indicadas nas figuras 8.7, 8.10 a 8.13 (aplicação de carga lateral), nas figuras 8.8 e 8.9 (aplicação de carga vertical) e figura 8.14 (aplicação de carga longitudinal).

3.3.   Condições de realização dos ensaios

3.3.1.   A estrutura de proteção deve respeitar as especificações de produção e ser fixada ao quadro do modelo de trator adequado, em conformidade com o método de fixação indicado pelo fabricante.

3.3.2.   O conjunto estrutura de proteção-quadro do trator deve ser fixado ao banco de ensaio de modo a que, aquando da aplicação da carga lateral na estrutura de proteção, os elementos que ligam o conjunto ao banco de ensaio apenas sejam objeto de deformações mínimas. Durante a aplicação da carga lateral, o conjunto estrutura de proteção-quadro do trator não deve ser apoiado de qualquer forma pelo banco de ensaio, com exceção do apoio proporcionado pela fixação inicial.

3.3.3.   A estrutura de proteção deve estar equipada com os instrumentos necessários para a obtenção dos dados relativos à força-deformação.

3.3.4.   Todos os ensaios devem ser realizados na mesma estrutura de proteção. Não se admitem nem reparações nem regulações de qualquer estrutura de proteção ou elemento do trator durante ou entre as aplicações das cargas lateral e vertical.

3.3.5.   No caso da aplicação das cargas lateral e longitudinal, a ligação ao banco de ensaio deve efetuar-se através do invólucro principal ou do quadro das lagartas (ver as figuras 8.6 a 8.8).

3.3.6.   No caso da aplicação da carga vertical, não é fixado qualquer limite quanto à fixação ou ao apoio do conjunto estrutura de proteção-quadro do trator.

3.3.7.   Após a realização de todos os ensaios, medem-se e registam-se as deformações permanentes da estrutura de proteção.

3.4.   Procedimento de ensaio

3.4.1.   Generalidades

Os procedimentos de ensaio devem consistir nas operações descritas nos pontos 3.4.2, 3.4.3 e 3.4.4, a realizar pela ordem indicada.

3.4.2.   Aplicação da carga lateral

3.4.2.1.   As características de força-deformação devem ser determinadas pela aplicação da carga lateral nos principais elementos longitudinais superiores da estrutura de proteção.

No caso das estruturas de proteção com mais de dois montantes, a carga lateral deve ser aplicada através de um dispositivo de distribuição de carga cujo comprimento não exceda 80 % do comprimento retilíneo do elemento superior L entre os montantes da frente e da retaguarda da estrutura de proteção (ver as figuras 8.13 a 8.16). A carga inicial deve ser aplicada dentro da zona estabelecida pela projeção vertical de dois planos paralelos aos planos da frente e da retaguarda do VLD, que se situa a 80 mm destes.

3.4.2.2.   No caso de uma estrutura de proteção com uma placa de proteção superior e um sistema de dois montantes, a aplicação da carga inicial deve ser determinada pela distância longitudinal total entre os principais elementos superiores da estrutura de proteção L e a projeção vertical dos planos da frente e da retaguarda do VLD. O ponto da força (carga) deve situar-se para além da distância L/3 dos montantes.

Se o ponto L/3 se situar entre a projeção vertical do VLD e os montantes, o ponto da força (carga) deve ser afastado do montante até entrar na projeção vertical do VLD (ver as figuras 8.13 a 8.16). Qualquer placa de distribuição de carga utilizada não deve impedir ou restringir a rotação da estrutura de proteção em torno de um eixo vertical durante a aplicação da carga, nem distribuir a carga por uma distância superior a 80 % de L.

A força deve ser aplicada aos elementos principais, superiores e longitudinais, exceto nos casos em que se utilize uma estrutura de montantes sem o teto de proteção em consola. Para este tipo de estrutura, a aplicação da força deve ser alinhada com o elemento transversal superior.

3.4.2.3.   A direção inicial da força deve ser horizontal e perpendicular a um plano vertical que passa pelo eixo longitudinal do trator.

3.4.2.4.   Durante a aplicação da carga, as deformações do conjunto estrutura de proteção-quadro do trator podem alterar a direção da força, o que é admissível.

3.4.2.5.   Caso o banco do operador não se situe no eixo longitudinal do trator, a carga deve ser aplicada contra o lado exterior mais saliente que estiver mais próximo do banco.

3.4.2.6.   No caso dos bancos situados no eixo longitudinal, se em virtude da fixação da estrutura de proteção a aplicação das cargas dos lados direito ou esquerdo resultar em relações de força/deformação diferentes, deve optar-se pela aplicação da carga lateral que seja mais desfavorável para o conjunto estrutura de proteção-quadro do trator.

3.4.2.7.   A velocidade de deformação (aplicação da carga) deve poder ser considerada estática, ou seja, inferior ou igual a 5 mm/s.

3.4.2.8.   A força e a deformação devem ser registadas e traçadas para aumentos de deformação não superiores a 25 milímetros no ponto de aplicação da carga resultante (figura 8.17).

3.4.2.9.   A aplicação da carga deve ser contínua até a estrutura de proteção atingir os requisitos de força e energia. A área sob a curva de força-deformação resultante (figura 8.17) equivale à energia.

3.4.2.10.   Para calcular a energia, deve utilizar-se a deformação da estrutura de proteção ao longo da linha de ação da força. A deformação deve ser medida no ponto médio da aplicação da carga.

3.4.2.11.   A deformação dos elementos utilizados para suportar os dispositivos de aplicação da carga não deve ser incluída nas medições da deformação utilizadas para calcular a absorção de energia.

3.4.3.   Aplicação da carga vertical

3.4.3.1.   Após a remoção da carga lateral, é aplicada uma carga vertical no topo da estrutura de proteção.

3.4.3.2.   A carga deve ser aplicada por meio de uma viga rígida com uma largura de 250 mm.

3.4.3.3.   No caso das estruturas com mais de dois montantes, a carga vertical deve ser aplicada tanto na frente como na retaguarda.

3.4.3.3.1.   Aplicação da carga vertical na retaguarda (figuras 8.10, 8.11.a e 8.11.b)

3.4.3.3.1.1.

A viga de esmagamento é colocada transversalmente sobre os elementos estruturais superiores situados mais à retaguarda da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano de referência vertical. A força de esmagamento deve ser aplicada e mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

3.4.3.3.1.2.

Se a parte de trás do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento, será necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte traseira do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem. A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada na parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Em seguida, é aplicada a força de esmagamento.

3.4.3.3.2.   Aplicação da carga vertical na frente (figuras 8.10 a 8.12)

3.4.3.3.2.1.

A viga de esmagamento é colocada transversalmente sobre os elementos estruturais superiores situados mais à frente da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano de referência vertical. A força de esmagamento F deve ser aplicada e mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

3.4.3.3.2.2.

Se a parte da frente do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento (figuras 8.12.a e 8.12.b), é necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte da frente do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem. A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada na parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Em seguida, é aplicada a força de esmagamento.

3.4.3.4.   No caso de uma estrutura de proteção com um sistema de dois montantes, a aplicação da carga vertical deve ser determinada pela distância longitudinal total entre os principais elementos superiores da estrutura de proteção L e a projeção vertical dos planos da frente e da retaguarda do VLD. O ponto da força (carga) deve situar-se a uma distância que não pode ser inferior à distância L/3 dos montantes (ver Figura 8.9).

Se o ponto L/3 se situar entre a projeção vertical do VLD e os montantes, o ponto da força (carga) deve ser afastado do montante até entrar na projeção vertical do VLD.

No caso de estruturas de proteção com um sistema de dois montantes sem uma placa de proteção superior, a carga vertical aplicada deve ser alinhada com o elemento transversal que liga os elementos superiores.

3.4.4.   Aplicação da carga longitudinal

3.4.4.1.   Após a remoção da carga vertical, é aplicada uma carga longitudinal à estrutura de proteção.

3.4.4.2.   A carga longitudinal deve ser aplicada no local deformado do ponto estabelecido inicialmente, uma vez que a aplicação da carga lateral (e vertical) na estrutura de proteção é suscetível de provocar uma deformação permanente da estrutura. O ponto estabelecido inicialmente é determinado pela localização da placa de distribuição de carga e do olhal de impacto antes da realização de qualquer ensaio sobre a estrutura.

O dispositivo de distribuição da carga pode abranger toda a largura nos casos em que não existam quaisquer elementos estruturais transversais na retaguarda (frente). Em todos os outros casos, o dispositivo não pode distribuir a carga numa extensão superior a 80 % da largura, W, da estrutura de proteção (ver a figura 8.18).

3.4.4.3.   Aplica-se a carga longitudinal dos elementos estruturais da parte superior da estrutura de proteção ao longo do eixo longitudinal desta última.

3.4.4.4.   A direção da aplicação da carga deve ser selecionada por forma a ser a mais desfavorável para o conjunto estrutura de proteção-quadro do trator. A direção inicial da aplicação da carga deve ser horizontal e paralela ao eixo longitudinal inicial do trator. Entre os fatores suplementares que devem ser tidos em conta ao determinar a direção a aplicar à carga longitudinal, contam-se os seguintes:

a localização da estrutura de proteção em relação ao VLD e o efeito que a deformação longitudinal da estrutura de proteção poderá ter na proteção contra o esmagamento que é assegurada ao condutor;

as características do trator, por exemplo, outros elementos estruturais do trator suscetíveis de resistir à deformação longitudinal da estrutura de proteção que podem limitar a direção da componente longitudinal da aplicação da carga na estrutura de proteção;

experiência que possa apontar para a possibilidade de um basculamento longitudinal ou para a tendência de um trator de determinada categoria para guinar enquanto gira em torno de um eixo longitudinal durante uma capotagem real.

3.4.4.5.   A velocidade de deformação deve ser tal que a aplicação da carga possa ser considerada estática (ver 3.4.2.7). Esta aplicação da carga deve ser contínua até a estrutura de proteção atingir o(s) requisito(s) de força.

3.5.   Condições de aceitação

3.5.1.   Generalidades

3.5.1.1.   Durante cada ensaio, nenhuma parte da estrutura de proteção deve penetrar no volume-limite de deformação. Do mesmo modo, a deformação da estrutura de proteção não deve permitir que o plano simulado do solo (definido nos pontos 1.11 e 1.12) penetre no VLD.

3.5.1.2.   A deformação da estrutura de proteção durante cada ensaio não deve provocar a extensão dos planos laterais de carga do VLD para além do plano simulado do solo ou a sua interseção com o mesmo (ver figuras 8.19 e 8.20).

A estrutura de proteção não se deve separar do quadro do trator devido a rotura deste último.

3.5.2.   Requisitos relativos à força-energia da aplicação da carga lateral, à força da aplicação da carga vertical e à força da aplicação da carga longitudinal

3.5.2.1.   Estes requisitos devem ser respeitados nos limites da deformação ou deformações admitidas em 3.5.1.1.

3.5.2.2.   A força da carga lateral e a energia mínima absorvida devem atingir, pelo menos, as indicadas no quadro 8.1, em que:

F é a força mínima atingida durante a aplicação da carga lateral;

M (kg) é a massa máxima recomendada pelo fabricante do trator;

U é a energia mínima absorvida durante a aplicação da carga lateral.

Se a força exigida for alcançada antes de se cumprir o requisito de energia, a força pode diminuir mas deve de novo atingir o nível exigido uma vez obtida ou ultrapassada a energia mínima.

3.5.2.3.   Após a remoção da carga vertical, o conjunto estrutura de proteção-quadro do trator deve suportar uma força vertical:

Formula

por um período de 5 minutos ou até que qualquer deformação tenha cessado, consoante o que ocorrer em primeiro lugar.

3.5.2.4.   A força de carga longitudinal deve atingir pelo menos a força indicada no quadro 8.1, em que F e M são definidas no ponto 3.5.2.2.

3.6.   Extensão a outros modelos de tratores

3.6.1.   [Não aplicável]

3.6.2.   Extensão técnica

No caso de modificações técnicas a um trator, à estrutura de proteção ou ao método de fixação da estrutura de proteção ao trator, a estação de ensaio que realizou o ensaio original pode emitir um «boletim de extensão técnica» nos casos seguintes:

3.6.2.1.   Extensão dos resultados de ensaios estruturais a outros modelos de tratores.

Os ensaios de impacto e de esmagamento não são obrigatórios para cada modelo de trator, desde que a estrutura de proteção e o trator satisfaçam as condições previstas nos pontos 3.6.2.1.1 a 3.6.2.1.5.

3.6.2.1.1.

A estrutura deve ser idêntica àquela já ensaiada;

3.6.2.1.2.

A energia necessária não deve ultrapassar a energia calculada para o ensaio original em mais de 5 %;

3.6.2.1.3.

O método de fixação e os componentes do trator onde é efetuada a fixação devem ser idênticos;

3.6.2.1.4.

Todos os elementos, como os guarda-lamas e o capô do motor, que possam servir de suporte à estrutura de proteção, devem ser idênticos;

3.6.2.1.5.

A posição e as dimensões críticas do banco no interior da estrutura de proteção e as posições relativas da estrutura de proteção no trator deverem ser tais que o VLD continue a ser protegido pela estrutura durante todos os ensaios, quaisquer que sejam as deformações sofridas.

3.6.2.2.   Extensão dos resultados de ensaio estruturais a modelos alterados da estrutura de proteção

Este procedimento deve ser seguido quando as disposições do ponto 3.6.2.1 não se encontram preenchidas; não deve ser aplicado se o princípio do método de fixação da estrutura de proteção ao trator for modificado (por exemplo, substituição de suportes de borracha por um dispositivo de suspensão):

3.6.2.2.1.

Modificações que não afetam os resultados do ensaio original (por exemplo, a fixação por soldadura da placa de montagem de um acessório a um ponto não crítico da estrutura), inserção de bancos com uma posição diferente do SIP na estrutura de proteção (sob reserva de verificação de que o(s) novo(s) VLD continua(m) a ser protegido(s) pela estrutura deformada durante todos os ensaios);

3.6.2.2.2.

Modificações suscetíveis de ter impacto nos resultados do ensaio original sem pôr em causa a aceitabilidade da estrutura de proteção (por exemplo, modificação de um componente da estrutura, modificação do método de fixação da estrutura de proteção ao trator). Pode-se proceder a um ensaio de validação cujos resultados serão consignados no boletim de extensão.

Os limites para este tipo de extensão são os seguintes:

3.6.2.2.2.1.

Não podem ser aceites mais de 5 extensões sem um ensaio de validação;

3.6.2.2.2.2.

Os resultados do ensaio de validação são aceites para efeitos da extensão se todas as condições de aceitação do presente anexo estiverem preenchidas e se a força medida quando o nível de energia necessário foi atingido durante os diversos ensaios de carga horizontal não se afastar mais de ± 7 % da força medida quando o nível de energia necessário foi atingido no ensaio original e se a deformação medida (2) quando o nível de energia necessário foi atingido durante os diversos ensaios de carga horizontal não se afasta mais de ± 7 % da deformação medida quando o nível de energia necessário foi atingido no relatório de ensaio original.

3.6.2.2.2.3.

Um mesmo boletim de extensão pode cobrir várias modificações de uma estrutura de proteção se estas representarem diferentes opções da mesma estrutura de proteção, mas só pode ser aceite um único ensaio de validação para um mesmo boletim de extensão. As opções não ensaiadas devem ser descritas numa secção específica do boletim de extensão.

3.6.2.2.3.

Aumento da massa de referência declarada pelo fabricante para uma estrutura de proteção já ensaiada. Se o fabricante pretender manter o mesmo número de homologação, é possível emitir um boletim de extensão após um ensaio de validação (neste caso, os limites de ± 7 % especificados no ponto 3.6.2.2.2.2 não são aplicáveis).

3.7.   [Não aplicável]

3.8.   Comportamento das estruturas de proteção a baixas temperaturas

3.8.1.   Se o fabricante indicar que a estrutura de proteção possui uma resistência especial à fragilização que ocorre a baixas temperaturas, deve dar informações pormenorizadas que serão incluídas no boletim de ensaio.

3.8.2.   Os requisitos e processos descritos a seguir destinam-se a reforçar a estrutura de proteção e a evitar as fraturas a baixas temperaturas. Sugere-se que, em termos de materiais utilizados, sejam observados os requisitos mínimos seguintes na apreciação da adequação da estrutura de proteção para operar a baixas temperaturas nos países em que esta proteção adicional é exigida.

3.8.2.1.   Os pernos e as porcas usados na fixação da estrutura de proteção ao trator e para ligar as partes estruturais da estrutura de proteção devem ter propriedades suficientes e comprovadas de resistência às baixas temperaturas.

3.8.2.2.   Todos os elétrodos de soldadura utilizados no fabrico dos elementos estruturais e as fixações ao trator devem ser compatíveis com os materiais utilizados para a estrutura de proteção, como indicado no ponto 3.8.2.3.

3.8.2.3.   Os aços utilizados nos elementos estruturais da estrutura de proteção devem ser sujeitos a um controlo de dureza e exibir um nível mínimo de energia de impacto no ensaio de Charpy com entalhe em V segundo as indicações do quadro 8.2. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995; Amd1:2003.

Um aço de uma espessura bruta de laminação inferior a 2,5 mm e um teor de carbono inferior a 0,2 % é considerado satisfatório.

Os elementos estruturais da estrutura de proteção construídos com outros materiais que não aço devem ter uma resistência equivalente ao impacto a baixas temperaturas.

3.8.2.4.   Ao realizar o ensaio de Charpy com entalhe em V para verificação dos requisitos mínimos de energia de impacto, a dimensão do provete não deve ser inferior à maior das dimensões enumeradas no quadro 8.2 admitidas pelo material.

3.8.2.5.   Os ensaios de Charpy com entalhe em V devem ser realizados em conformidade com o procedimento descrito em ASTM A 370-1979, exceto para as dimensões dos provetes que devam respeitar as dimensões dadas no quadro 8.2.

3.8.2.6.   Uma outra maneira de proceder consiste em utilizar aços calmados ou semicalmados, devendo ser fornecidas especificações adequadas. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995; Amd1:2003.

3.8.2.7.   Os provetes devem ser retirados no sentido longitudinal de laminados planos, de perfis tubulares ou estruturais antes de lhes ser dada forma ou serem soldados para uso na estrutura de proteção. Os provetes retirados dos perfis tubulares ou estruturais devem ser retirados do meio do lado que tem a maior dimensão e não devem incluir soldaduras.

Quadro 8.1

Equações relativas à força e à energia

Massa da máquina, M

Força da carga lateral, F

Energia da carga lateral, U

Força da carga vertical, F

Força da carga longitudinal, F

kg

N

J

N

N

800 < M ≤ 4 630

6 M

13 000 (M/10 000)1,25

20 M

4,8 M

4 630 < M≤ 59 500

70 000(M/10 000)1,2

13 000(M/10 000)1,25

20 M

56 000(M/10 000)1,2

M > 59 500

10 M

2,03 M

20 M

8 M


Quadro 8.2

Nível mínimo de energia de impacto requerido no ensaio de Charpy com entalhe em V

Dimensões do provete

Energia a

Energia a

 

– 30 °C

– 20 °C

mm

J

J (2)

10 × 10 (1)

11

27,5

10 × 9

10

25

10 × 8

9,5

24

10 × 7,5 (1)

9,5

24

10 × 7

9

22,5

10 × 6,7

8,5

21

10 × 6

8

20

10 × 5 (1)

7,5

19

10 × 4

7

17,5

10 × 3,5

6

15

10 × 3

6

15

10 × 2,5 (1)

5,5

14

Figura 8.1

Aparelho de determinação do ponto índice do banco (SIP)

Image

Figura 8.2

Intrusão do plano simulado do solo em posição vertical no VLD

Image

Figura 8.3

Volume-limite de deformação (VLD)

Image

Figura 8.4

Estrutura de proteção com dois montantes, montada na frente - Vista lateral

Volume-limite de deformação (VLD)

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Figura 8.5

Estrutura de proteção com dois montantes, montada na frente – Vista da retaguarda

Volume-limite de deformação (VLD)

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Figura 8.6

Sistema habitual de fixação da estrutura de proteção ao quadro do trator

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Figura 8.7

Sistema habitual de aplicação da carga lateral na estrutura de proteção

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Figura 8.8

Sistema habitual de fixação do quadro do trator e de aplicação da carga vertical

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Figura 8.9

Sistema habitual de aplicação da carga vertical na estrutura de proteção

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Figura 8.10

Exemplo de dispositivo utilizado para o ensaio de esmagamento

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Figura 8.11

Posição da viga para os ensaios de esmagamento à frente e à retaguarda, cabina de proteção e arco de segurança à retaguarda

Figura 8.11.a

Cabina de proteção

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Figura 8.11.b

Arco de segurança à retaguarda

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Figuras 8.12

Posição da viga para o ensaio de esmagamento à frente nos casos em que a parte da frente não suporta toda a força de esmagamento

Figura 8.12.a

Cabina de proteção

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Figura 8.12.b

Arco de segurança à retaguarda

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Figuras 8.13 e 8.14

Estrutura com sistema de quatro montantes Dispositivos de distribuição de carga, aplicação da carga lateral

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Figura 8.15

Estrutura com mais de um sistema de quatro montantes

Dispositivo de distribuição de carga, aplicação da carga lateral

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Figura 8.16

Estrutura com sistema de dois montantes

Dispositivo de distribuição de carga, aplicação da carga lateral

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Figura 8.17

Curva de força-deformação dos ensaios de aplicação de carga

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Figura 8.18

Ponto de aplicação da carga longitudinal

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Figura 8.19

Aplicação do volume-limite de deformação (VLD) – determinação do plano simulado do solo (PSS) em posição lateral

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Nota:

Ver o ponto 1.11 para o significado de a a e.

Figura 8.20

Rotação admissível do VLD superior em torno do eixo de posicionamento (LA)

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Notas explicativas do anexo VII

(1)

Salvo indicação em contrário, o texto dos requisitos e a numeração constantes do ponto B são idênticos ao texto e à numeração do código da OCDE normalizado para o ensaio oficial das estruturas de proteção em tratores agrícolas e florestais de lagartas, Código OCDE 8, edição 2015 de julho de 2014.

(2)

Deformação permanente + elástica medidas no ponto em que o nível de energia exigido é obtido.


(1)  Indica as dimensões preferenciais. As dimensões do provete não devem ser inferiores às maiores dimensões preferenciais admitidas pelo material.

(2)  A energia requerida a – 20 °C é igual a 2,5 vezes o valor especificado para – 30 °C. Outros fatores afetam a resistência à energia de impacto, a saber, o sentido da laminação, o limite de elasticidade, a orientação do grão e a soldadura. Estes fatores devem ser considerados ao selecionar e utilizar o aço.

ANEXO VIII

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio estático)

A.   DISPOSIÇÕES GERAIS

1.

Os requisitos da União aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (ensaio estático) são enunciados no ponto B.

B.   REQUISITOS APLICÁVEIS ÀS ESTRUTURAS DE PROTEÇÃO EM CASO DE CAPOTAGEM (ENSAIO ESTÁTICO)(1)

1.   Definições

1.1.   [Não aplicável]

1.2.   Estrutura de proteção em caso de capotagem (ROPS)

Por estrutura de proteção em caso de capotagem (cabina ou quadro de proteção), adiante designada por «estrutura de proteção», entende-se as estruturas montadas num trator com o objetivo principal de evitar ou de limitar os riscos para o condutor em caso de capotagem do trator durante a sua utilização normal.

A estrutura de proteção em caso de capotagem é caracterizada pela preservação de uma zona livre suficientemente grande para proteger o condutor sentado no interior da estrutura ou num espaço delimitado por uma série de linhas retas ligando os bordos exteriores da estrutura a qualquer parte do trator que possa entrar em contacto com o solo plano e que seja capaz de manter o trator nessa posição se o trator capotar.

1.3.   Via

1.3.1.   Definição preliminar: plano médio da roda ou lagarta

O plano médio da roda ou lagarta é equidistante dos dois planos que passam pela periferia das jantes ou lagartas nos seus bordos exteriores.

1.3.2.   Definição de via

O plano vertical que passa pelo eixo da roda interseta o seu plano médio ao longo de uma linha reta que interseta a superfície de apoio num ponto. Se A e B forem os dois pontos assim definidos para as rodas no mesmo eixo do trator, então a largura da via é a distância entre os pontos A e B. A via pode assim ser definida para as rodas dianteiras e traseiras. Se existirem rodados duplos, a via é a distância entre dois planos, sendo cada um o plano médio de cada par de rodas.

No caso dos tratores de lagartas, a via é a distância entre os planos médios das lagartas.

1.3.3.   Definição adicional: plano médio do trator

Consideram-se as posições extremas dos pontos A e B, correspondendo ao valor máximo possível para a via, no caso do eixo traseiro. O plano vertical perpendicular ao segmento AB no seu ponto central é o plano médio do trator.

1.4.   Distância entre eixos

A distância entre os planos verticais que passam pelos dois segmentos AB anteriormente definidos, correspondendo um às rodas dianteiras e o outro às rodas traseiras.

1.5.   Determinação do ponto índice do banco; Localização e regulação do banco para os ensaios

1.5.1.   Ponto índice do banco (SIP)(2)

O ponto índice do banco é determinado em conformidade com a norma ISO 5353:1995

1.5.2.   Localização e regulação do banco para os ensaios

1.5.2.1.

Se o banco for regulável, deve ser colocado na posição mais alta e mais recuada;

1.5.2.2.

Se a inclinação do encosto do banco for regulável, deve ser colocada na posição média;

1.5.2.3.

Se o banco dispuser de um sistema de suspensão, este deverá ser bloqueado na posição média, salvo instruções em contrário claramente especificadas pelo fabricante do banco;

1.5.2.4.

Se a posição do banco for regulável apenas em comprimento e em altura, o eixo longitudinal que passa pelo ponto índice do banco deve ser paralelo ao plano longitudinal vertical do trator que passa pelo centro do volante, sendo autorizado um desvio lateral não superior a 100 mm;

1.6.   Zona livre

1.6.1.   Plano de referência para o banco e o volante

A zona livre está ilustrada nas figuras 4.11 a 4.13 e no quadro 4.2. A zona é definida em relação ao plano de referência e ao ponto índice do banco. O plano de referência é definido no início da série de aplicações de carga; trata-se de um plano vertical, geralmente longitudinal ao trator e passando pelo ponto índice do banco e pelo centro do volante. Normalmente, o plano de referência coincide com o plano longitudinal médio do trator. Considera-se que este plano de referência se desloca horizontalmente com o banco e o volante durante a aplicação da carga, mas se mantém perpendicular ao trator ou à base da estrutura de proteção em caso de capotagem. A zona livre é definida com base nos pontos 1.6.2 e 1.6.3 seguintes.

1.6.2.   Determinação da zona livre para tratores com um banco não reversível

A zona livre para tratores com um banco não reversível é definida nos pontos 1.6.2.1 a 1.6.2.10 e é delimitada pelos planos seguintes, sendo que o trator deve estar colocado numa superfície horizontal, o banco regulado na posição definida nos pontos 1.5.2.1 a 1.5.2.4(2), e o volante, se regulável, regulado na posição média para condução sentada:

1.6.2.1.

Um plano horizontal A1 B1 B2 A2, (810 + a v) mm acima do ponto índice do banco com a linha B1B2 situada (a h - 10) mm atrás do SIP;

1.6.2.2.

Um plano inclinado G1 G2 I2 I1, perpendicular ao plano de referência, compreendendo um ponto 150 mm atrás da linha B1B2 e o ponto mais recuado do encosto do banco;

1.6.2.3.

Uma superfície cilíndrica A1 A2 I2 I1 perpendicular ao plano de referência, com um raio de 120 mm, tangente aos planos definidos em 1.6.2.1 e 1.6.2.2;

1.6.2.4.

Uma superfície cilíndrica, B1 C1 C2 B2, perpendicular ao plano de referência, com um raio de 900 mm prolongando-se 400 mm para a frente e tangente ao plano definido em 1.6.2.1 ao longo da linha B1B2;

1.6.2.5.

um plano inclinado, C1 D1 D2 C2, perpendicular ao plano de referência, contíguo à superfície definida em 1.6.2.4 e que passa a 40 mm do bordo exterior dianteiro do volante. No caso de um volante sobrelevado, este plano prolonga-se para a frente a partir da linha B1B2 tangencialmente à superfície definida em 1.6.2.4;

1.6.2.6.

Um plano vertical, D1 E1 E2 D2, perpendicular ao plano de referência 40 mm para a frente do bordo exterior do volante;

1.6.2.7.

Um plano horizontal E1 F1 F2 E2 que passa por um ponto (90 - a v) mm abaixo do ponto índice do banco;

1.6.2.8.

Uma superfície G1 F1 F2 G2, se necessário curva a partir do limite inferior do plano definido em 1.6.2.2 até ao plano horizontal definido em 1.6.2.7, perpendicular ao plano de referência, e em contacto com o encosto do banco ao longo de todo o seu comprimento;

1.6.2.9.

Os planos verticais J1 E1 F1 G1 H1 e J2 E2 F2 G2 H2. Estes planos verticais prolongam-se 300 mm para cima a partir do plano E1 F1 F2 E2; as distâncias E1 E0 e E2 E0 devem ser de 250 mm;

1.6.2.10.

Os planos paralelos A1 B1 C1 D1 J1 H1 I1 e A2 B2 C2 D2 J2 H2 I2 inclinados de modo a que a extremidade superior do plano do lado em que a força é aplicada se encontre pelo menos a 100 mm do plano de referência vertical.

1.6.3.   Determinação da zona livre para tratores com uma posição de condução reversível

Para tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), a zona livre corresponde à envolvente das duas zonas livres definidas pelas duas posições diferentes do volante e do banco.

1.6.4.   Bancos facultativos

1.6.4.1.

No caso de tratores que podem ser equipados com bancos facultativos, é utilizada nos ensaios a envolvente dos pontos índice do banco de todas as opções oferecidas. A estrutura de proteção não deve penetrar na zona livre global que tem em conta estes diferentes pontos índice do banco.

1.6.4.2.

Caso seja oferecida uma nova opção para o banco após o ensaio ter sido realizado, é feita uma determinação para verificar se a zona livre em torno do novo SIP ainda se encontra dentro da envolvente estabelecida anteriormente. Se não for esse o caso, deve ser realizado um novo ensaio.

1.6.4.3.

Os bancos facultativos não incluem um banco para um passageiro, para além do condutor, a partir do qual não se possa controlar o trator. Não se determina o SIP porque a zona livre é definida em relação ao banco do condutor.

1.7.   Massa

1.7.1.   Massa sem lastro

A massa do trator sem dispositivos de lastro e, no caso dos tratores montados com pneus, sem lastro líquido nos pneus. O trator deve estar em ordem de marcha, com reservatórios, circuitos e radiador cheios, estrutura de proteção com revestimento e qualquer equipamento de lagartas ou componentes de tração dianteira suplementares necessários para a sua utilização normal. O operador não está incluído.

1.7.2.   Massa máxima admissível

A massa máxima do trator declarada como tecnicamente admissível pelo fabricante e indicada na chapa de identificação do veículo e/ou no manual do operador;

1.7.3.   Massa de referência

A massa selecionada pelo fabricante para calcular as entradas de energia e as forças de esmagamento a utilizar nos ensaios. Não deve ser inferior à massa sem lastro e deve ser suficiente para garantir que a relação de massas não ultrapassa 1,75 (ver o ponto 1.7.4).

1.7.4.   Relação de massas

A razão Formulanão deve ser superior a 1,75.

1.8.   Tolerâncias de medição admissíveis

Tempo

± 0,1 s

Distância

± 0,5 mm

Força

± 0,1 % (da escala completa do sensor)

Ângulo

± 0,1°

Massa

± 0,2 % (da escala completa do sensor)

1.9.   Símbolos

ah

(mm)

Metade da regulação horizontal do banco

av

(mm)

Metade da regulação vertical do banco

D

(mm)

Deformação da estrutura de proteção no ponto de aplicação da carga no eixo da sua aplicação.

D'

(mm)

Deformação da estrutura de proteção para a energia calculada requerida

EIS

(J)

Entrada de energia que deve ser absorvida durante a aplicação da carga lateral

EIL1

(J)

Entrada de energia que deve ser absorvida durante a aplicação da carga longitudinal

EIL2

(J)

Entrada de energia que deve ser absorvida caso haja uma segunda aplicação da carga longitudinal

F

(N)

Força de carga estática

Fmax

(N)

Carga estática máxima que intervém durante a aplicação da carga, excluindo a sobrecarga

F'

(N)

Forca para a energia calculada requerida

M

(kg)

Massa de referência utilizada para calcular as entradas de energia e as forças de esmagamento

2.   Âmbito de aplicação

2.1.

O presente anexo é aplicável aos tratores que comportam pelo menos dois eixos com rodas equipadas de pneus, ou com lagartas em vez de rodas, e cuja massa do trator sem lastro não é inferior a 600 kg. A relação de massas (massa máxima admissível/massa de referência) não deve ser superior a 1,75.

2.2.

A via mínima das rodas traseiras deve, em geral, ser superior a 1 150 mm. Reconhece-se que podem existir modelos de tratores, por exemplo, máquinas de cortar relva, tratores vinhateiros de via estreita, tratores de perfil baixo utilizados em edifícios com espaço livre em altura reduzido ou em pomares, tratores com distância ao solo elevada e, em especial, máquinas florestais, como tratores-carregadores e rechegadores, aos quais o presente anexo não é aplicável.

3.   Regras e instruções

3.1.   Disposições gerais

3.1.1.

A estrutura de proteção pode ter sido fabricada pelo fabricante do trator ou por uma empresa independente. Em qualquer dos casos, um ensaio só é válido para o modelo de trator em que é efetuado. A estrutura de proteção deve ser sujeita a um novo ensaio para cada modelo de trator em que se destine a ser montada. No entanto, as estações de ensaio podem certificar que os ensaios de resistência são igualmente válidos para os modelos de trator derivados do modelo original por modificação do motor, da transmissão, da direção e da suspensão dianteira. Por outro lado, podem ser ensaiadas várias estruturas de proteção para um mesmo modelo de trator.

3.1.2.

A estrutura de proteção sujeita a ensaio estático deve estar fixada de maneira normal ao trator ou ao quadro do trator sobre o qual é utilizada. O quadro do trator deve estar completo, incluindo os elementos de fixação e outras partes do trator que possam sofrer o efeito das cargas aplicadas à estrutura de proteção.

3.1.3.

No caso de um trator tandem, deve utilizar-se a massa da versão de base da parte à qual é fixada a estrutura de proteção.

3.1.4.

Uma estrutura de proteção pode ser concebida exclusivamente com o objetivo de proteger o condutor em caso de capotagem do trator. Sobre esta estrutura pode ser possível montar uma proteção do condutor contra intempéries, de natureza mais ou menos temporária. Geralmente, o condutor retira esta proteção em períodos de tempo quente. Existem também estruturas de proteção cujo revestimento é permanente e nas quais a ventilação em alturas de tempo quente é assegurada por janelas ou defletores. Como o revestimento pode aumentar a resistência da estrutura e, se for amovível, pode não estar montado aquando de um acidente, todas as partes que puderem ser retiradas pelo condutor devem ser retiradas para fins de ensaio. As portas, o teto de abrir e as janelas que se podem abrir devem ser retirados ou, em alternativa, mantidos em posição aberta durante o ensaio para não contribuírem para a resistência da estrutura de proteção. Há que verificar se, nesta posição, constituem um perigo para o condutor em caso de capotagem.

No texto que se segue, será apenas feita referência ao ensaio da estrutura de proteção. Deve entender-se que esta compreende revestimento de natureza não temporária.

Dever-se-á incluir nas especificações uma descrição de qualquer revestimento temporário eventualmente fornecido. As vidraças ou qualquer material frágil similar devem ser retirados antes dos ensaios. Os elementos do trator e da estrutura de proteção que poderiam inutilmente ser danificados pelos ensaios e que não afetam a resistência ou as dimensões da estrutura de proteção podem ser retirados antes dos ensaios, se o fabricante o desejar. Não são admitidas regulações nem reparações durante os ensaios.

3.1.5.

Todos os elementos do trator que contribuam para a resistência da estrutura de proteção, como os guarda-lamas, que tenham sido reforçados pelo fabricante devem ser descritos e as suas medições indicadas no relatório de ensaio.

3.2.   Equipamento

Para verificar que não houve penetração na zona livre durante o ensaio devem ser utilizados meios como os descritos no ponto 1.6, figuras 4.11 a 4.13 e quadro 4.2.

3.2.1.   Ensaios de aplicação de cargas horizontais (figuras 4.1 a 4.5)

Nos ensaios de aplicação de cargas horizontais, utilizam-se:

3.2.1.1.

Material, equipamento e dispositivos de fixação próprios para fixar solidamente o quadro do trator ao solo e suportá-lo independentemente dos pneus;

3.2.1.2.

Dispositivo de aplicação de uma força horizontal na estrutura de proteção; deve proceder-se de modo a que a carga seja distribuída uniformemente segundo a normal à direção da aplicação da carga.

3.2.1.2.1.

Deve utilizar-se uma viga cujo comprimento esteja compreendido entre 250 e 700 mm e tenha, entre estes limites, um valor múltiplo exato de 50 mm. A dimensão vertical da viga deve ser de 150 mm;

3.2.1.2.2.

Os bordos da viga em contacto com a estrutura de proteção devem ser curvos, com um raio máximo de 50 mm;

3.2.1.2.3.

Devem ser montadas juntas universais ou equivalentes para assegurar que o dispositivo de aplicação da carga não provoca uma rotação ou um deslocamento da estrutura de proteção numa direção diferente da direção da aplicação da carga;

3.2.1.2.4.

Se a linha reta definida pela viga adequada na estrutura de proteção não estiver disposta perpendicularmente à direção de aplicação da carga, preenche-se o espaço de maneira a que a carga seja distribuída ao longo de todo o comprimento;

3.2.1.3.

Equipamento para medir a força e a deformação na direção da aplicação da carga, em relação ao quadro do trator. Para garantir a exatidão, devem efetuar-se medições contínuas. A localização dos aparelhos de medição deve permitir o registo da força e da deformação no ponto e ao longo da linha de aplicação da carga.

3.2.2.   Ensaios de esmagamento (figuras 4.6 a 4.8)

Nos ensaios de esmagamento, utiliza-se o seguinte:

3.2.2.1.

Material, equipamento e dispositivos de fixação próprios para fixar solidamente o quadro do trator ao solo e suportá-lo independentemente dos pneus;

3.2.2.2.

Dispositivo que permita aplicar uma força descendente à estrutura de proteção, incluindo uma viga rígida com uma largura de 250 mm;

3.2.2.3.

Equipamento destinado a medir a força vertical total aplicada.

3.3.   Condições de realização dos ensaios

3.3.1.   A estrutura de proteção deve respeitar as especificações de produção e ser fixada ao quadro do modelo de trator adequado, em conformidade com o método de fixação indicado pelo fabricante.

3.3.2.   O conjunto deve ser fixado ao banco de ensaio de modo a que, sob a carga, os elementos que ligam o conjunto ao banco de ensaio apenas sejam objeto de deformações mínimas em relação à estrutura de proteção. Durante a aplicação da carga, o conjunto não deve ser apoiado de qualquer forma, com exceção do apoio proporcionado pela fixação inicial.

3.3.3.   Se for regulável, a largura da via dos pneus ou das lagartas deve ser escolhida de modo a que não haja qualquer interferência com a estrutura de proteção durante os ensaios.

3.3.4.   A estrutura de proteção deve estar equipada com os instrumentos necessários para a obtenção dos dados relativos à força-deformação.

3.3.5.   Todos os ensaios devem ser realizados na mesma estrutura de proteção. Não são admitidos ajustamentos nem reparações de quaisquer elementos entre as diversas partes dos ensaios.

3.3.6.   Após a realização de todos os ensaios, deve medir-se e registar-se as deformações permanentes da estrutura de proteção.

3.4.   Sequência dos ensaios

Os ensaios devem realizar-se em conformidade com a seguinte sequência:

3.4.1.   Aplicação da carga longitudinal

Para um trator com rodas com pelo menos 50 % da sua massa sobre o eixo traseiro e para os tratores de lagartas, a carga longitudinal é aplicada a partir da retaguarda. Para os outros tratores, a carga longitudinal é aplicada a partir da frente.

3.4.2.   Primeiro ensaio de esmagamento

O primeiro ensaio de esmagamento é efetuado na extremidade da estrutura de proteção à qual tiver sido aplicada a carga longitudinal.

3.4.3.   Aplicação de carga lateral

Se o banco for descentrado ou a resistência da estrutura de proteção não for simétrica, aplica-se a carga lateral no lado que for mais suscetível de levar à invasão da zona livre.

3.4.4.   Segundo ensaio de esmagamento

O segundo ensaio de esmagamento efetua-se na extremidade da estrutura de proteção oposta à que recebeu a primeira carga longitudinal. No caso dos modelos com dois montantes, o segundo esmagamento pode ocorrer no mesmo ponto do primeiro esmagamento.

3.4.5.   Segunda aplicação da carga longitudinal

3.4.5.1.

Efetua-se um segundo ensaio de aplicação de carga longitudinal nos tratores equipados com uma estrutura de proteção rebatível (por exemplo, com dois montantes) ou basculante (por exemplo, sem dois montantes), se se verificar uma ou mais das seguintes condições:

Rebatimento temporário para condições de funcionamento especiais;

Estruturas basculantes concebidas para manutenção, salvo se o mecanismo basculante for independente da integridade estrutural da estrutura de proteção em caso de capotagem.

3.4.5.2.

No caso das estruturas de proteção rebatíveis, se a primeira carga longitudinal for aplicada na direção do rebatimento não é necessário aplicar uma segunda carga longitudinal.

3.5.   Ensaios de aplicação de cargas horizontais a partir da retaguarda, da frente e dos lados

3.5.1.   Disposições gerais

3.5.1.1.

A carga aplicada na estrutura de proteção deve ser distribuída por meio de uma viga rígida disposta perpendicularmente à direção de aplicação da carga (ver o ponto 3.2.1.2). A viga rígida pode estar equipada com meios que evitem o seu deslocamento lateral. A velocidade de aplicação da carga deve poder ser considerada estática. Durante a aplicação da carga, para garantir a exatidão das medições, deve proceder-se ao registo contínuo da força e da deformação. Uma vez iniciada a aplicação da carga, esta não deve ser reduzida até ao fim do ensaio; A direção da força aplicada deve estar dentro dos seguintes limites:

no início do ensaio (sem carga): ± 2°;

durante o ensaio (sob carga): 10° acima da horizontal e 20° abaixo da horizontal.

A velocidade de aplicação da carga é considerada estática se a velocidade de deformação sob carga não exceder 5 mm/s.

3.5.1.2.

Se não existirem elementos estruturais transversais no ponto de aplicação da carga, deve utilizar-se uma viga de recurso que não reforce a estrutura de proteção.

3.5.2.   Aplicação de cargas longitudinais (figuras 4.1 e 4.2)

A carga é aplicada horizontal e paralelamente ao plano médio do trator. Se a carga longitudinal for aplicada a partir da retaguarda (ponto 3.4.1), as cargas longitudinal e lateral são aplicadas em lados distintos do plano médio do trator. Se a carga longitudinal for aplicada a partir da frente, a aplicação deve incidir no mesmo lado que a carga lateral.

A carga é aplicada sobre a travessa superior da estrutura de proteção (isto é, a parte suscetível de tocar no solo em primeiro lugar em caso de capotagem).

O ponto de aplicação da carga deve estar situado a uma distância correspondente a um sexto da largura da parte superior da estrutura de proteção, medida do canto exterior para a parte interior. A largura da estrutura de proteção deve ser tomada como a distância que separa duas linhas paralelas ao plano médio do trator e que tocam as extremidades exteriores da estrutura de proteção no plano horizontal que, por sua vez, toca a face superior das travessas superiores da estrutura de proteção.

No caso de os dispositivos de proteção em caso de capotagem serem formados por elementos curvos e não existirem cantos adequados, aplica-se o seguinte procedimento geral para determinar W. O engenheiro responsável pelo ensaio deve identificar os elementos curvos mais suscetíveis de atingir primeiro o solo em caso de capotagem assimétrica traseira ou dianteira (por exemplo, uma capotagem para a frente ou para a retaguarda em que um dos lados do dispositivo de proteção é suscetível de suportar a carga inicial). As extremidades de W são os pontos médios dos raios externos criados entre outros elementos retos ou curvos que constituem a estrutura superior do dispositivo de proteção. Na eventualidade de poderem ser selecionados múltiplos elementos curvos, o engenheiro responsável pelo ensaio deve estabelecer planos do solo para cada elemento com vista a determinar a superfície que é mais suscetível de embater no solo em primeiro lugar. Ver exemplos nas figuras 4.3 a) e b).

Nota:

Caso haja elementos curvos, só deve ser tida em conta a largura na extremidade da estrutura na qual se vai aplicar a carga longitudinal.

O comprimento do dispositivo de distribuição da carga (ver o ponto 3.2.1.2) não deve ser inferior a um terço da largura da estrutura de proteção nem exceder este mínimo em mais de 49 mm.

Deve interromper-se a aplicação da carga longitudinal quando:

3.5.2.1.

A energia absorvida pela estrutura de proteção for igual ou superior à energia requerida, EIL1 , em que:

Formula

3.5.2.2.

A estrutura de proteção penetra na zona livre ou deixa esta zona desprotegida (condição de aceitação no ponto 3.8 seguinte).

3.5.3.   Aplicação de cargas laterais (figuras 4.4 e 4.5)

A carga lateral é aplicada horizontalmente a 90° ao plano médio do trator. Aplica-se na extremidade superior da estrutura de proteção num ponto (160 - ah) mm à frente do ponto índice do banco.

Para os tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), deve ser aplicada na extremidade superior da estrutura de proteção, no ponto médio entre os dois pontos índice do banco.

Quando houver a certeza de que uma parte determinada da estrutura de proteção embaterá no solo em primeiro lugar em caso de capotagem lateral do trator, a carga deve ser aplicada nesse ponto, desde que tal permita a distribuição uniforme da carga, tal como especificado no ponto 3.5.1.1. No caso de um trator com uma estrutura de proteção com dois montantes, a carga lateral deve ser aplicada no elemento estrutural situado mais acima na parte lateral, independentemente da posição do índice do banco.

As especificações relativas à viga de distribuição da carga são indicadas no ponto 3.2.1.2.1.

Deve interromper-se a aplicação da carga lateral quando:

3.5.3.1.

A energia absorvida pela estrutura de proteção for igual ou superior à energia requerida EIS ,, em que:

Formula

3.5.3.2.

A estrutura de proteção penetra na zona livre ou deixa esta zona desprotegida (condição de aceitação no ponto 3.8 seguinte).

3.6.   Ensaios de esmagamento

3.6.1.   Esmagamento à retaguarda (figuras 4.6, 4.7.a a 4.7.e)

3.6.1.1.

A viga de esmagamento é colocada transversalmente sobre os elementos estruturais superiores situados mais à retaguarda da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano de referência vertical do trator. A força de esmagamento F é aplicada se:

Formula

Esta força deve ser mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

3.6.1.2.

Se a parte de trás do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento, será necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte traseira do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem. A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada na parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Em seguida, é aplicada a força de esmagamento F = 20 M.

3.6.2.   Esmagamento à frente (figuras 4.6 a 4.8)

3.6.2.1.

A viga de esmagamento é colocada transversalmente sobre os elementos estruturais superiores situados mais à frente da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano de referência vertical do trator. A força de esmagamento F é aplicada se:

Formula

Esta força deve ser mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

3.6.2.2.

Se a parte da frente do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento (figuras 4.8.a e 4.8.b), é necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte da frente do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem. A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada na parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Em seguida, é aplicada a força de esmagamento F = 20 M.

3.7.   Segundo ensaio de aplicação de carga longitudinal

A carga deve ser aplicada na direção oposta, e no canto mais afastado, do ponto de aplicação da primeira carga longitudinal (figuras 4.1 e 4.2).

Deve interromper-se a aplicação da carga longitudinal quando:

3.7.1.

A energia absorvida pela estrutura de proteção for igual ou superior à energia requerida, EIL2 , em que:

Formula

3.7.2.

A estrutura de proteção penetra na zona livre ou deixa esta zona desprotegida (condição de aceitação no ponto 3.8 seguinte).

3.8.   Condições de aceitação

Para efeitos de aprovação no ensaio, a estrutura de proteção deve respeitar as seguintes condições durante os ensaios e após a sua conclusão:

3.8.1.

Nenhuma parte pode entrar na zona livre em qualquer momento dos ensaios. Nenhuma parte pode atingir o banco durante os ensaios. Além disso, a zona livre não deve situar-se fora do espaço protegido pela estrutura de proteção. Para este efeito, considera-se como fora do espaço de proteção da estrutura qualquer parte deste espaço que entraria em contacto direto com o solo plano se o trator tivesse tombado para o lado em que é aplicada a carga de ensaio. Para efetuar a estimação, a regulação da largura da via e dos pneus deve corresponder às dimensões mínimas especificadas pelo fabricante.

3.8.2.

No que diz respeito aos tratores articulados, deve assumir-se que os planos médios das duas partes estão no mesmo alinhamento;

3.8.3.

Após o ensaio de esmagamento final, deve registar-se a deformação permanente da estrutura de proteção. Para este efeito, deve registar-se, antes do início do ensaio, a posição dos elementos principais da estrutura de proteção em relação ao ponto índice do banco. Em seguida, deve medir-se qualquer deslocamento dos elementos decorrentes dos ensaios de aplicação de carga e qualquer alteração da altura dos elementos anteriores e posteriores do teto da estrutura de proteção.

3.8.4.

No momento em que for atingida a absorção de energia requerida em cada ensaio de cargas horizontais prescrito, a força deve ser superior a 0,8 Fmax ;

3.8.5.

Executa-se um ensaio de sobrecarga se a força aplicada decrescer mais de 3 % no decurso dos últimos 5 % da deformação atingida, quando a energia requerida for absorvida pela estrutura (figuras 4.14 a 4.16). Descrição do ensaio de sobrecarga:

3.8.5.1.

Um ensaio de sobrecarga envolve o aumento gradual da carga horizontal em incrementos de 5 % da energia inicial requerida até um máximo de 20 % de energia adicional;

3.8.5.2.

O ensaio de sobrecarga é concluído com êxito se, após a absorção de 5, 10 ou 15 % de energia adicional, a força baixar para menos de 3 % por cada incremento de energia de 5 %, mantendo-se, contudo, superior a 0,8 Fmax ou se, após absorção de 20 % de energia adicional a força for superior a 0,8 Fmax ;

3.8.5.3.

São admitidas durante o ensaio de sobrecarga fraturas ou fissuras suplementares ou a penetração na zona livre ou a ausência de proteção desta zona na sequência de uma deformação elástica. No entanto, uma vez retirada a carga, a estrutura de proteção não deve penetrar na zona livre, a qual deve estar completamente protegida;

3.8.6.

A força prescrita deve ser mantida em ambos os ensaios de esmagamento:

3.8.7.

Não deve existir qualquer elemento ou componente saliente suscetível de provocar lesões graves durante uma capotagem ou que, em virtude da deformação produzida, possa prender o condutor, por exemplo, bloqueando-lhe uma perna ou um pé;

3.8.8.

Não devem existir quaisquer outros componentes que possam constituir perigo para o condutor.

3.9.   Extensão a outros modelos de tratores

3.9.1.   [Não aplicável]

3.9.2.   Extensão técnica

No caso de modificações técnicas a um trator, à estrutura de proteção ou ao método de fixação da estrutura de proteção ao trator, a estação de ensaio que realizou o ensaio original pode emitir um «boletim de extensão técnica» nos casos seguintes:

3.9.2.1.

Extensão dos resultados de ensaios estruturais a outros modelos de tratores

Os ensaios de carga e de esmagamento não são obrigatórios para cada modelo de trator, desde que a estrutura de proteção e o trator satisfaçam as condições previstas nos pontos 3.9.2.1.1 a 3.9.2.1.5.

3.9.2.1.1.

A estrutura deve ser idêntica àquela já ensaiada;

3.9.2.1.2.

A energia necessária não deve ultrapassar a energia calculada para o ensaio original em mais de 5 %. O limite de 5 % deve aplicar-se também às extensões no caso da substituição de rodas por lagartas no mesmo trator;

3.9.2.1.3.

O método de fixação e os componentes do trator onde é efetuada a fixação devem ser idênticos;

3.9.2.1.4.

Todos os elementos, como os guarda-lamas e o capô do motor, que possam servir de suporte à estrutura de proteção, devem ser idênticos;

3.9.2.1.5.

A posição e as dimensões críticas do banco no interior da estrutura de proteção e as posições relativas da estrutura de proteção no trator devem ser tais que a zona livre continue a ser protegida pela estrutura deformada durante todos os ensaios (a verificação deve fazer-se de acordo com a mesma referência de zona livre que no relatório de ensaio original, ou seja o ponto de referência do banco [SRP] ou o ponto índice do banco [SIP]).

3.9.2.2.

Extensão dos resultados de ensaio estruturais a modelos alterados da estrutura de proteção.

Este procedimento deve ser seguido quando as disposições do ponto 3.9.2.1 não se encontram preenchidas; não deve ser aplicado se o princípio do método de fixação da estrutura de proteção ao trator for modificado (por exemplo, substituição de suportes de borracha por um dispositivo de suspensão):

3.9.2.2.1.

Modificações que não afetam os resultados do ensaio original (por exemplo, a fixação por soldadura da placa de montagem de um acessório a um ponto não crítico da estrutura), inserção de bancos com uma posição diferente do SIP na estrutura de proteção (sob reserva de verificação de que a(s) nova(s) zona(s) livre(s) continuam a ser protegida(s) pela estrutura deformada durante todos os ensaios).

3.9.2.2.2.

Modificações suscetíveis de ter impacto nos resultados do ensaio original sem pôr em causa a aceitabilidade da estrutura de proteção (por exemplo, modificação de um componente da estrutura, modificação do método de fixação da estrutura de proteção ao trator). Pode-se proceder a um ensaio de validação cujos resultados serão consignados no boletim de extensão.

Os limites para este tipo de extensão são os seguintes:

3.9.2.2.2.1.

Não podem ser aceites mais de 5 extensões sem um ensaio de validação;

3.9.2.2.2.2.

Os resultados do ensaio de validação são aceites para efeitos da extensão se todas as condições de aceitação do presente anexo estiverem preenchidas e se a força medida quando o nível de energia necessário foi atingido durante os diversos ensaios de carga horizontal não se afastar mais de ± 7 % da força medida quando o nível de energia necessário foi atingido no ensaio original e se a deformação medida(3) quando o nível de energia necessário foi atingido durante os diversos ensaios de carga horizontal não se afasta mais de ± 7 % da deformação medida quando o nível de energia necessário foi atingido no relatório de ensaio original.

3.9.2.2.2.3.

Um mesmo boletim de extensão pode cobrir várias modificações de uma estrutura de proteção se estas representarem diferentes opções da mesma estrutura de proteção, mas só pode ser aceite um único ensaio de validação para um mesmo boletim de extensão. As opções não ensaiadas devem ser descritas numa secção específica do boletim de extensão.

3.9.2.2.3.

Aumento da massa de referência declarada pelo fabricante para uma estrutura de proteção já ensaiada. Se o fabricante pretender manter o mesmo número de homologação, é possível emitir um boletim de extensão após um ensaio de validação (neste caso, os limites de ± 7 % especificados no ponto 3.9.2.2.2.2 não são aplicáveis).

3.10.   [Não aplicável]

3.11.   Comportamento das estruturas de proteção a baixas temperaturas

3.11.1.

Se o fabricante indicar que a estrutura de proteção possui uma resistência especial à fragilização que ocorre a baixas temperaturas, deve dar informações pormenorizadas que serão incluídas no boletim de ensaio.

3.11.2.

Os requisitos e processos descritos a seguir destinam-se a reforçar a estrutura de proteção e a evitar as fraturas a baixas temperaturas. Sugere-se que, em termos de materiais utilizados, sejam observados os requisitos mínimos seguintes na apreciação da adequação da estrutura de proteção para operar a baixas temperaturas nos países em que esta proteção adicional é exigida.

3.11.2.1.

Os pernos e as porcas usados na fixação da estrutura de proteção ao trator e para ligar as partes estruturais da estrutura de proteção devem ter propriedades suficientes e comprovadas de resistência às baixas temperaturas.

3.11.2.2.

Todos os elétrodos de soldadura utilizados no fabrico dos elementos estruturais e as fixações ao trator devem ser compatíveis com os materiais utilizados para a estrutura de proteção, como indicado no ponto 3.11.2.3.

3.11.2.3.

Os aços utilizados nos elementos estruturais devem ser sujeitos a um controlo de dureza e exibir um nível mínimo de energia de carga no ensaio de Charpy com entalhe em V segundo as indicações do quadro 4.1. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995; Amd1:2003.

Um aço de uma espessura bruta de laminação inferior a 2,5 mm e um teor de carbono inferior a 0,2 % é considerado satisfatório. Os elementos estruturais da estrutura de proteção construídos com outros materiais diferentes do aço devem possuir uma resistência equivalente à carga a baixas temperaturas.

3.11.2.4.

Ao efetuar o ensaio de Charpy com entalhe em V para verificação dos requisitos mínimos de energia de carga, a dimensão do provete não deve ser inferior à maior das dimensões enumeradas no quadro 4.1 admitidas pelo material.

3.11.2.5.

Os ensaios de Charpy com entalhe em V devem ser efetuados em conformidade com o procedimento descrito em ASTM A 370-1979, exceto para as dimensões dos provetes que devam respeitar as dimensões dadas no quadro 4.1.

3.11.2.6.

Uma outra maneira de proceder consiste em utilizar aços calmados ou semicalmados, devendo ser fornecidas especificações adequadas. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995; Amd1:2003.

3.11.2.7.

Os provetes devem ser retirados no sentido longitudinal de laminados planos, de perfis tubulares ou estruturais antes de lhes ser dada forma ou serem soldados para uso na estrutura de proteção. Os provetes retirados dos perfis tubulares ou estruturais devem ser retirados do meio do lado que tem a maior dimensão e não devem incluir soldaduras.

Quadro 4.1

Nível mínimo de energia de impacto requerido no ensaio de Charpy com entalhe em V

Dimensões do provete

Energia a

Energia a

 

– 30 °C

– 20 °C

mm

J

J (2)

10 × 10 (1)

11

27,5

10 × 9

10

25

10 × 8

9,5

24

10 × 7,5 (1)

9,5

24

10 × 7

9

22,5

10 × 6,7

8,5

21

10 × 6

8

20

10 × 5 (1)

7,5

19

10 × 4

7

17,5

10 × 3,5

6

15

3.12.   [Não aplicável]

Figura 4.1

Aplicações de carga na frente e na retaguarda, cabina de proteção e arco de segurança à retaguarda

(Dimensões em mm)

Figura 4.1.a

Cabina de proteção

Image

Figura 4.1.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 4.2

Aplicações de carga longitudinal

Image

Figura 4.3

Exemplos de «W» para ROPS com elementos curvos

Figura 4.3.a

ROPS com quatro montantes

Image

Legenda:

1— Ponto índice do banco

2— SIP, ponto médio longitudinal

3— Ponto da segunda aplicação de carga longitudinal, frente ou retaguarda

4— Ponto da aplicação de carga longitudinal, frente ou retaguarda

Figura 4.3.b

ROPS com dois montantes

Image

Legenda:

1— Ponto índice do banco (SIP)

2— SIP, ponto médio longitudinal

3— Ponto da segunda aplicação de carga longitudinal, frente ou retaguarda

4— Ponto da aplicação de carga longitudinal, frente ou retaguarda

Figura 4.4

Aplicação da carga lateral (vista lateral), cabina de proteção e arco de segurança à retaguarda

Figura 4.4.a

Cabina de proteção

Image

Figura 4.4.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 4.5

Aplicação da carga lateral (vista lateral)

Image

Image

(a)

(b)

Figura 4.6

Exemplo de dispositivo utilizado para o ensaio de esmagamento

Image

Figura 4.7

Posição da viga para os ensaios de esmagamento à frente e à retaguarda, cabina de proteção e arco de segurança à retaguarda

Figura 4.7.a

Esmagamento à retaguarda

Image

Image

Figura 4.7.b

Esmagamento à frente

Image

Image

Figura 4.7.c

Ensaio de esmagamento do arco de segurança à retaguarda

Image

Image

Figura 4.7.d

Cabina de proteção

Image

Figura 4.7.e

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 4.8

Posição da viga para o ensaio de esmagamento à frente nos casos em que a parte da frente não suporta toda a força de esmagamento

Figura 4.8.a

Cabina de proteção

Image

Figura 4.8.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Image

Figura 4.9

A força de esmagamento é aplicada quando o ponto central da viga passa no plano de referência vertical do trator (que corresponde igualmente ao do banco e do volante).

Caso 1

:

a ROPS, o banco e o volante estão fixados rigidamente à carroçaria do trator;

Caso 2

:

a ROPS está fixada rigidamente à carroçaria do trator, o banco e o volante estão situados num piso (com ou sem suspensão) mas NÃO estão ligados à ROPS.

Nestes casos, o plano de referência vertical referente ao banco e ao volante compreende, normalmente, também o centro de gravidade do trator durante a realização de toda a série de aplicações de carga.

Figura 4.10

A força de esmagamento é aplicada quando o ponto central da viga passa exclusivamente no plano de referência vertical do trator

Image

Os casos 3 e 4 correspondem às situações em que a ROPS está fixada a uma plataforma, a qual se encontra fixada rigidamente (caso 3) ou suspensa (caso 4) em relação ao quadro do trator. Estas soluções de junção ou ligação provocam diferentes movimentos nas cabinas e na zona livre, bem como no plano de referência vertical.

Image

Quadro 4.2

Dimensões da zona livre

Dimensões

mm

Observações

A1 A0

100

mínimo

B1 B0

100

mínimo

F1 F0

250

mínimo

F2 F0

250

mínimo

G1 G0

250

mínimo

G2 G0

250

mínimo

H1 H0

250

mínimo

H2 H0

250

mínimo

J1 J0

250

mínimo

J2 J0

250

mínimo

E1 E0

250

mínimo

E2 E0

250

mínimo

D0 E0

300

mínimo

J0 E0

300

mínimo

A1 A2

500

mínimo

B1 B2

500

mínimo

C1 C2

500

mínimo

D1 D2

500

mínimo

I1 I2

500

mínimo

F0 G0

em função do trator

I0 G0

C0 D0

E0 F0

Figura 4.11

Zona livre

Image

Legenda:

1

Ponto índice do banco

Nota:

para as dimensões, ver quadro 4.2.

Figura 4.12

Zona livre

Figura 4.12.a

Vista lateral corte no plano de referência

Image

Figura 4.12.b

Vista da retaguarda ou da frente

Image

Legenda:

1— Ponto índice do banco

2— Força

3— Plano de referência vertical

Figura 4.13

Zona livre para trator com banco e volante reversíveis, cabina de proteção e arco de segurança à retaguarda

Figura 4.13.a

Cabina de proteção

Image

Figura 4.13.b

Arco de segurança à retaguarda

Image

Figura 4.14

Curva força/deformação

O ensaio de sobrecarga não é necessário

Image

Notas:

1.

Localizar Fa em relação a 0,95 D'

2.

O ensaio de sobrecarga não é necessário dado que Fa ≤ 1,03 F'

Figura 4.15

Curva força/deformação

O ensaio de sobrecarga é necessário

Image

Notas:

1.

Localizar Fa em relação a 0,95 D'

2.

O ensaio de sobrecarga é necessário dado que Fa > 1,03 F'

3.

O ensaio de sobrecarga é satisfatório dado que Fb > 0,97F' e Fb > 0,8 Fmax

Figura 4.16

Curva força/deformação

O ensaio de sobrecarga deve ser prosseguido

Image

Notas:

1.

Localizar Fa em relação a 0,95 D'

2.

O ensaio de sobrecarga é necessário dado que Fa > 1,03 F'

3.

Fb < 0,97 F', pelo que é necessária sobrecarga suplementar

4.

Fc < 0,97 Fb, pelo que é necessária sobrecarga suplementar

5.

Fd < 0,97 Fc, pelo que é necessária sobrecarga suplementar

6.

Ensaio de sobrecarga satisfatório, se Fe > 0,8 Fmax

7.

Se, a qualquer momento, F for inferior a 0,8 Fmax, a estrutura é recusada.

Notas explicativas do anexo VIII

(1)

Salvo indicação em contrário, o texto dos requisitos e a numeração constantes do ponto B são idênticos ao texto e à numeração do código da OCDE normalizado para o ensaio oficial das estruturas de proteção em tratores agrícolas e florestais (ensaio estático), Código OCDE 4, edição 2015 de julho de 2014.

(2)

Recorda-se aos utilizadores que o ponto índice do banco é determinado de acordo com a norma ISO 5353:1995 e é um ponto fixo em relação ao trator que não se move quando o banco é regulado fora da posição média. Para efeitos da determinação da zona livre, o banco é colocado na posição recuada mais alta.

(3)

Deformação permanente + elástica medidas no ponto em que o nível de energia exigido é obtido.


(1)  Indica as dimensões preferenciais. As dimensões do provete não devem ser inferiores às maiores dimensões preferenciais admitidas pelo material.

(2)  A energia requerida a -20 °C é igual a 2,5 vezes o valor especificado para -30 °C. Outros fatores afetam a resistência à energia de impacto, a saber, o sentido da laminação, o limite de elasticidade, a orientação do grão e a soldadura. Estes fatores devem ser considerados ao selecionar e utilizar o aço.

ANEXO IX

Requisitos aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (montadas na frente em tratores de via estreita)

A.   DISPOSIÇÕES GERAIS

1.

Os requisitos da União aplicáveis às estruturas de proteção em caso de capotagem (montadas na frente de tratores de via estreita) são enunciados no ponto B.

2.

Os ensaios podem ser realizados em conformidade com o procedimento estático ou o procedimento dinâmico, de acordo com o enunciado nas partes B1 e B2. Os dois métodos são considerados equivalentes.

3.

Para além dos requisitos previstos no ponto 2, devem ser cumpridos os requisitos de desempenho das ROPS rebatíveis enunciados na parte B3.

4.

Consta da parte B4 o programa informático para determinar as características de capotagem contínua ou interrompida que devem ser consideradas para os ensaios virtuais.

B.   REQUISITOS APLICÁVEIS ÀS ESTRUTURAS DE PROTEÇÃO EM CASO DE CAPOTAGEM (MONTADAS NA FRENTE EM TRATORES DE VIA ESTREITA)(1)

1.   Definições

1.1   [Não aplicável]

1.2.   Estrutura de proteção em caso de capotagem (ROPS)

Por estrutura de proteção em caso de capotagem (cabina ou quadro de proteção), adiante designada por «estrutura de proteção», entende-se as estruturas montadas num trator com o objetivo principal de evitar ou de limitar os riscos para o condutor em caso de capotagem do trator durante a sua utilização normal.

A estrutura de proteção em caso de capotagem é caracterizada pela preservação de uma zona livre suficientemente grande para proteger o condutor sentado no interior da estrutura ou num espaço delimitado por uma série de linhas retas ligando os bordos exteriores da estrutura a qualquer parte do trator que possa entrar em contacto com o solo plano e que seja capaz de manter o trator nessa posição se o trator capotar.

1.3.   Via

1.3.1.   Definição preliminar: plano médio da roda

O plano médio da roda é equidistante dos dois planos que passam pela periferia das jantes nos seus bordos exteriores.

1.3.2.   Definição de via

O plano vertical que passa pelo eixo da roda interseta o seu plano médio ao longo de uma linha reta que interseta a superfície de apoio num ponto. Se A e B forem os dois pontos assim definidos para as rodas no mesmo eixo do trator, então a largura da via é a distância entre os pontos A e B. A via pode assim ser definida para as rodas dianteiras e traseiras. Se existirem rodados duplos, a via é a distância entre dois planos, sendo cada um o plano médio de cada par de rodas.

1.3.3.   Definição adicional: plano médio do trator

Consideram-se as posições extremas dos pontos A e B, correspondendo ao valor máximo possível para a via, no caso do eixo traseiro. O plano vertical perpendicular ao segmento AB no seu ponto central é o plano médio do trator.

1.4.   Distância entre eixos

A distância entre os planos verticais que passam pelos dois segmentos AB anteriormente definidos, correspondendo um às rodas dianteiras e o outro às rodas traseiras.

1.5.   Determinação do ponto índice do banco; localização e regulação do banco para os ensaios

1.5.1.   Ponto índice do banco (SIP)(2)

O ponto índice do banco é determinado em conformidade com a norma ISO 5353:1995

1.5.2.   Localização e regulação do banco para os ensaios

1.5.2.1.

Se o banco for regulável, deve ser colocado na posição mais alta e mais recuada;

1.5.2.2.

Se a inclinação do encosto do banco for regulável, deve ser colocada na posição média;

1.5.2.3.

Se o banco dispuser de um sistema de suspensão, este deverá ser bloqueado na posição média, salvo instruções em contrário claramente especificadas pelo fabricante do banco;

1.5.2.4.

Se a posição do banco for regulável apenas em comprimento e em altura, o eixo longitudinal que passa pelo ponto índice do banco deve ser paralelo ao plano longitudinal vertical do trator que passa pelo centro do volante, sendo autorizado um desvio lateral não superior a 100 mm;

1.6.   Zona livre

1.6.1.   Plano de referência vertical e linha de referência

A zona livre (figura 6.1) é definida em relação a um plano de referência vertical e a uma linha de referência:

1.6.1.1.

O plano de referência é um plano vertical, geralmente longitudinal ao trator e passando pelo ponto índice do banco e pelo centro do volante. Normalmente, o plano de referência coincide com o plano longitudinal médio do trator. Considera-se que este plano de referência se desloca horizontalmente com o banco e o volante durante a aplicação da carga, mas se mantém perpendicular ao trator ou à base da estrutura de proteção em caso de capotagem.

1.6.1.2.

A linha de referência é a linha contida no plano de referência que passa por um ponto situado a 140 + ah à retaguarda e a 90 – av abaixo do ponto índice do banco e o primeiro ponto da coroa do volante, o qual atravessa quando levada à horizontal.

1.6.2.   Determinação da zona livre para tratores com um banco não reversível

A zona livre para tratores com um banco não reversível é definida nos pontos 1.6.2.1 a 1.6.2.11 e é delimitada pelos planos seguintes, sendo que o trator deve estar colocado numa superfície horizontal, o banco regulado na posição definida nos pontos 1.5.2.1 a 1.5.2.4(3), e o volante, se regulável, regulado na posição média para condução sentada:

1.6.2.1.

Dois planos verticais distantes 250 mm, para cada lado, do plano de referência, com limite superior situado 300 mm acima do plano definido em 1.6.2.8 e, longitudinalmente, no mínimo 550 mm à frente do plano vertical perpendicular ao plano de referência que passa a uma distância de (210 – ah ) mm para a frente do ponto índice do banco;

1.6.2.2.

Dois planos verticais distantes 200 mm, para cada lado, do plano de referência, com limite superior situado 300 mm acima do plano definido em 1.6.2.8 e limitados longitudinalmente pela superfície definida em 1.6.2.11 e pelo plano vertical perpendicular ao plano de referência que passa a uma distância de (210 – ah ) mm para a frente do ponto índice do banco;

1.6.2.3.

Um plano inclinado perpendicular ao plano de referência, situado 400 mm acima da linha de referência e paralelo a esta linha, que se prolonga para trás em direção ao ponto em que corta o plano vertical perpendicular ao plano de referência e que passa por um ponto situado a (140 + ah ) mm para trás do ponto índice do banco;

1.6.2.4.

Um plano inclinado, perpendicular ao plano de referência e que toca o plano definido em 1.6.2.3 na sua extremidade mais à retaguarda e que se apoia no bordo superior do encosto do banco;

1.6.2.5.

Um plano vertical perpendicular ao plano de referência, que passa, pelo menos, 40 mm à frente do volante e, pelo menos, 760 – ah para a frente do ponto índice do banco;

1.6.2.6.

Uma superfície cilíndrica perpendicular ao plano de referência, com um raio de 150 mm, tangente aos planos definidos em 1.6.2.3 e 1.6.2.5;

1.6.2.7.

Dois planos inclinados paralelos que passam pelas extremidades superiores dos planos definidos no ponto 1.6.2.1, estando o plano inclinado situado do lado que sofre o impacto a pelo menos 100 mm do plano de referência por cima da zona livre;

1.6.2.8.

Um plano horizontal que passa por um ponto a 90 – av abaixo do ponto índice do banco;

1.6.2.9.

Duas partes do plano vertical perpendicular ao plano de referência situado à frente do ponto índice do banco à distância de 210 – ah , devendo estas duas partes ligar, respetivamente, as extremidades posteriores dos planos definidos no ponto 1.6.2.1 às extremidades anteriores dos planos definidos no ponto 1.6.2.2;

1.6.2.10.

Duas partes do plano horizontal situado por cima do plano definido no ponto 1.6.2.8 a uma distância de 300 mm, devendo estas duas partes ligar, respetivamente, os limites superiores dos planos verticais definidos no ponto 1.6.2.2 e os limites inferiores dos planos inclinados definidos no ponto 1.6.2.7;

1.6.2.11.

Uma superfície, se necessário curvilínea, de geratriz perpendicular ao plano de referência que se apoia sobre a parte face posterior do encosto do banco.

1.6.3.   Determinação da zona livre para tratores com uma posição de condução reversível

Para tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), a zona livre corresponde à envolvente das duas zonas livres definidas pelas duas posições diferentes do volante e do banco. Para cada posição do volante e do banco, a zona livre deve ser definida com base respetivamente nos pontos 1.6.1 e 1.6.2 para a posição do condutor na posição normal e com base nos pontos 1.6.1 e 1.6.2 do anexo X para a posição do condutor na posição invertida (ver figura 6.2).

1.6.4.   Bancos facultativos

1.6.4.1.

No caso de tratores que podem ser equipados com bancos facultativos, é utilizada nos ensaios a envolvente dos pontos índice do banco de todas as opções oferecidas. A estrutura de proteção não deve penetrar na zona livre global que tem em conta estes diferentes pontos índice do banco.

1.6.4.2.

Caso seja oferecida uma nova opção para o banco após o ensaio ter sido realizado, é feita uma determinação para verificar se a zona livre em torno do novo SIP ainda se encontra dentro da envolvente estabelecida anteriormente. Se não for esse o caso, deve ser realizado um novo ensaio.

1.6.4.3.

Os bancos facultativos não incluem um banco para um passageiro, para além do condutor, a partir do qual não se possa controlar o trator. Não se determina o SIP porque a zona livre é definida em relação ao banco do condutor.

1.7.   Massa

1.7.1.   Massa sem lastro/sem carga

A massa do trator, excluindo os acessórios opcionais, mas com fluido de arrefecimento, lubrificantes, combustível, ferramentas e estrutura de proteção. Não são tomadas em consideração as massas opcionais à frente ou à retaguarda, o lastro dos pneus, os instrumentos e equipamentos montados ou qualquer componente especial;

1.7.2.   Massa máxima admissível

A massa máxima do trator declarada como tecnicamente admissível pelo fabricante e indicada na chapa de identificação do veículo e/ou no manual do operador;

1.7.3.   Massa de referência

A massa, selecionada pelo fabricante, usada para calcular a altura de queda do bloco pendular, as entradas de energia e as forças de esmagamento a utilizar nos ensaios. Não deve ser inferior à massa sem lastro e deve ser suficiente para garantir que a relação de massas não ultrapassa 1,75 (ver pontos 1.7.4 e 2.1.3).

1.7.4.   Relação de massas

A razão Formulanão deve ser superior a 1,75.

1.8.   Tolerâncias de medição admissíveis

Dimensão linear:

 

± 3 mm

à exceção da:

- - deformação dos pneus:

± 1 mm

 

– deformação da estrutura sob cargas horizontais:

± 1 mm

 

– altura de queda do bloco pendular:

± 1 mm

Massas:

 

± 0,2 % (da escala completa do sensor)

Forças:

 

± 0,1 % (da escala completa)

Ângulos:

 

± 0,1°

1.9.   Símbolos

ah

(mm)

Metade da regulação horizontal do banco

av

(mm)

Metade da regulação vertical do banco

B

(mm)

Largura mínima total do trator;

Bb

(mm)

Largura exterior máxima da estrutura de proteção;

D

(mm)

Deformação da estrutura no ponto de impacto (ensaios dinâmicos) ou no ponto e no eixo de aplicação da carga (ensaios estáticos);

D'

(mm)

Deformação da estrutura para a energia calculada requerida;

Ea

(J)

Energia de deformação absorvida no ponto em que a carga é retirada. Área contida sob a curva F-D;

Ei

(J)

Energia de deformação absorvida. Área sob a curva F-D;

E'i

(J)

Energia de deformação absorvida após aplicação de carga adicional na sequência de uma fratura ou fissura;

E''i

(J)

Energia de deformação absorvida durante o ensaio de sobrecarga no caso de a carga ter sido retirada antes do início do ensaio de sobrecarga. Área sob a curva F-D;

Eil

(J)

Entrada de energia que deve ser absorvida durante a aplicação da carga longitudinal.

Eis

(J)

Entrada de energia que deve ser absorvida durante a aplicação da carga lateral;

F

(N)

Força da carga estática;

F'

(N)

Carga para a energia calculada requerida, correspondente a E'i;

F-D

 

Diagrama força/deformação;

Fi

(N)

Força aplicada no dispositivo rígido à retaguarda;

Fmax

(N)

Carga estática máxima que intervém durante a aplicação da carga, excluindo a sobrecarga;

Fv

(N)

Força de esmagamento vertical;

H

(mm)

Altura de queda do bloco pendular (ensaios dinâmicos);

H’

(mm)

Altura de queda do bloco pendular para o ensaio adicional (ensaios dinâmicos);

I

(kg.m2)

Momento de inércia de referência do trator em relação ao eixo das rodas traseiras, qualquer que seja a massa destas rodas;

L

(mm)

Distância entre eixos de referência do trator;

M

(kg)

Massa de referência do trator durante os ensaios de resistência.

2.   Âmbito de aplicação

2.1.

O presente anexo é aplicável aos tratores que apresentem as seguintes características:

2.1.1.

Distância ao solo dos pontos mais baixos dos eixos dianteiro e traseiro não superior a 600 mm, tendo em conta o diferencial;

2.1.2.

Via mínima fixa ou regulável do eixo equipado com pneus de maiores dimensões inferior a 1 150 mm. Supondo que o eixo equipado com pneus mais largos se encontra regulado para uma via de, no máximo, 1 150 mm, a via do outro eixo deve poder regular-se de modo a que os bordos exteriores dos pneus mais estreitos não ultrapassem os bordos exteriores dos pneus do outro eixo. Sempre que os dois eixos estejam equipados de jantes e pneus das mesmas dimensões, a via fixa ou regulável dos dois eixos deve ser inferior a 1 150 mm;

2.1.3.

Massa compreendida entre 400 kg e 3 500 kg, correspondente à massa do trator sem carga, incluindo a estrutura de proteção em caso de capotagem e os pneus com a dimensão máxima recomendada pelo fabricante. A massa máxima admissível não deve exceder 5 250 kg e a relação de massas (massa máxima admissível/massa de referência) não deve ser superior a 1,75;

2.1.4.

E estar equipado com estruturas de proteção em caso de capotagem do tipo de dois montantes, montadas exclusivamente à frente do ponto índice do banco e caracterizadas por uma zona livre reduzida, tendo em conta as dimensões limitadas do trator, o que realça a utilidade de não impedir o acesso ao lugar de condução seja em que circunstância for e de conservar estas estruturas (rebatíveis ou não) que são apesar de tudo de utilização simples.

2.2.

Reconhece-se que podem existir modelos de tratores, por exemplo, máquinas florestais especiais, como os tratores-carregadores e rechegadores, aos quais o presente anexo não se aplica.

B1.   PROCEDIMENTO DE ENSAIO ESTÁTICO

3.   Regras e instruções

3.1.   Condições prévias aos ensaios de resistência

3.1.1.   Aprovação em dois ensaios preliminares

A estrutura de proteção pode ser submetida aos ensaios de resistência apenas se os dois ensaios preliminares – um ensaio de estabilidade lateral e um ensaio de capotagem não contínua - tiverem sido satisfatórios (ver fluxograma apresentado na figura 6.3).

3.1.2.   Preparação para os ensaios preliminares

3.1.2.1.   O trator deve estar equipado com a estrutura de proteção na sua posição de segurança.

3.1.2.2.   O trator deve estar equipado com pneus do diâmetro máximo indicado pelo fabricante e da secção transversal mínima para pneus com esse diâmetro. Os pneus não podem conter qualquer lastro líquido e devem estar à pressão prescrita para os trabalhos agrícolas.

3.1.2.3.   As rodas traseiras devem ser reguladas para a via mais estreita; as rodas dianteiras devem ser reguladas com a maior precisão possível para a mesma via. Se houver duas possibilidades de regular a via que se afastem de modo idêntico da regulação mais estreita da via traseira, dever-se-á escolher a mais larga destas vias à frente.

3.1.2.4.   Enchem-se todos os depósitos dos tratores ou substituem-se os líquidos por uma massa equivalente disposta no local correspondente.

3.1.2.5.   Todos os acessórios de produção em série devem ser montados no trator na sua posição normal.

3.1.3.   Ensaio de estabilidade lateral

3.1.3.1.   Colocar o trator preparado do modo indicado acima num plano horizontal de modo a que o ponto de articulação do seu eixo dianteiro ou, no caso de um trator articulado, o ponto de articulação horizontal situado entre os dois eixos, se possa mover livremente.

3.1.3.2.   Inclinar, com um macaco ou um guindaste, a parte do trator fixada rigidamente ao eixo que suporta mais de 50 % do peso do trator, medindo constantemente o ângulo de inclinação. Este ângulo deve atingir um valor mínimo de 38° no momento em que o trator estiver em equilíbrio instável sobre as duas rodas no solo. Executar o ensaio uma vez com o volante bloqueado a fundo à direita e outra vez com o volante bloqueado a fundo à esquerda.

3.1.4.   Ensaio de capotagem não contínua

3.1.4.1.   Observações gerais

Este ensaio tem por finalidade determinar se uma estrutura, fixada ao trator e concebida para proteger o seu condutor, consegue impedir eficazmente o trator de dar voltas sucessivas em caso de tombamento lateral num plano com uma inclinação de 1/1,5 (Figura 6.4).

A capotagem não contínua pode ser demonstrada por meio de qualquer dos dois métodos descritos nos pontos 3.1.4.2 e 3.1.4.3.

3.1.4.2.   Demonstração prática de capotagem não contínua através de ensaio de tombamento

3.1.4.2.1.

O ensaio de tombamento é realizado num plano inclinado experimental com comprimento mínimo de 4 m (ver figura 6.4). A superfície deve ser revestida com uma camada de 18 cm de um material que, sujeito a medição em conformidade com as normas ASAE S313.3, de fevereiro de 1999, e ASAE EP542, de fevereiro de 1999, relativas ao penetrómetro de cone de solo, apresente um índice de penetração com cone de:

Formula

ou

Formula

3.1.4.2.2.

O trator (preparado como descrito no ponto 3.1.2) é tombado lateralmente com uma velocidade inicial nula. Para este efeito, o trator é colocado no cimo do plano inclinado, de modo a que as rodas situadas do lado do declive repousem sobre o plano inclinado e que o plano médio do trator seja paralelo às curvas de nível. Ao tocar a superfície do plano inclinado, o trator pode levantar-se, girando em torno do canto superior da estrutura de proteção, mas não deve capotar. Deve cair novamente do lado que tocou o plano inclinado em primeiro lugar.

3.1.4.3.   Demonstração matemática das características que permitem evitar a capotagem contínua

3.1.4.3.1.

Devem ser determinados os seguintes dados característicos relativos ao trator, a fim de calcular os valores que permitem impedir a capotagem contínua (ver figura 6.5):

B0

(m)

Largura dos pneus das rodas traseiras;

B6

(m)

Largura da estrutura de proteção entre os pontos de impacto direito e esquerdo;

B7

(m)

Largura do capô do motor;

D0

(rad)

Ângulo de oscilação do eixo frente, da posição zero à posição limite;

D2

(m)

Altura dos pneus da frente a plena carga do eixo;

D3

(m)

Altura dos pneus de trás a plena carga do eixo;

H0

(m)

Altura do ponto de articulação do eixo dianteiro;

H1

(m)

Altura do centro de gravidade;

H6

(m)

Altura do ponto de impacto;

H7

(m)

Altura do capô do motor;

L2

(m)

Distância horizontal entre o centro de gravidade e o eixo dianteiro;

L3

(m)

Distância horizontal entre o centro de gravidade e o eixo traseiro;

L6

(m)

Distância horizontal entre o centro de gravidade e o ponto de intersecção anterior da estrutura de proteção (deve ser precedido do sinal negativo quando este ponto se situar à frente do plano do centro de gravidade);

L7

(m)

Distância horizontal entre o centro de gravidade e o canto anterior do capô do motor;

Mc

(kg)

Massa do trator utilizada para os cálculos;

Q

(kgm2)

Momento de inércia de massa a nível do eixo longitudinal que passa pelo centro de gravidade;

S

(m)

Via do eixo traseiro.

A soma da via (S) e da largura dos pneus (B0) deve ser superior à largura B6 da estrutura de proteção.

3.1.4.3.2.

Os cálculos são efetuados com base nas seguintes hipóteses simplificadoras:

3.1.4.3.2.1.

O trator imobilizado tomba num plano com uma inclinação de 1/1,5 com o eixo dianteiro equilibrado quando o centro de gravidade se situa verticalmente sobre o eixo de rotação;

3.1.4.3.2.2.

O eixo de rotação é paralelo ao eixo longitudinal do trator e passa pelo centro das superfícies de contacto das rodas dianteiras e traseiras situadas sobre o declive;

3.1.4.3.2.3.

O trator não escorrega no plano inclinado;

3.1.4.3.2.4.

O impacto no plano inclinado é em parte elástico, com um fator de elasticidade de:

Formula

3.1.4.3.2.5.

A profundidade de penetração no plano inclinado e a deformação da estrutura de proteção dão em conjunto:

Formula

3.1.4.3.2.6.

Os outros componentes do trator não penetram no plano inclinado.

3.1.4.3.3.

O programa informático (BASIC(4)) para determinar, em caso de tombamento lateral, as características de capotagem contínua ou interrompida de um trator de via estreita equipado com uma estrutura de proteção em caso de capotagem montada na frente figura na parte B4, com os exemplos 6.1 a 6.11.

3.1.5.   Métodos de medição

3.1.5.1.   Distâncias horizontais entre o centro de gravidade e o eixo traseiro (L3) ou dianteiro (L2)

A distância entre os eixos traseiro e dianteiro deve ser medida de ambos os lados do trator, a fim de verificar se o ângulo de viragem é nulo.

As distâncias entre o centro de gravidade e o eixo traseiro (L3) ou o eixo dianteiro (L2) devem ser calculadas segundo a repartição da massa do trator entre as rodas traseiras e dianteiras.

3.1.5.2.   Alturas dos pneus traseiros (D3) e dianteiros (D2)

A distância entre o ponto mais elevado do pneu e o plano do solo deve ser medida (figura 6.5) utilizando o mesmo método usado para os pneus dianteiros e traseiros.

3.1.5.3.   Distância horizontal entre o centro de gravidade e o ponto de intersecção anterior da estrutura de proteção (L6).

A distância entre o centro de gravidade e o ponto de intersecção anterior da estrutura de proteção deve ser medida (figuras 6.6.a, 6.6.b e 6.6.c). Se a estrutura de proteção estiver situada à frente do plano que passa pelo centro de gravidade, o valor registado deve ser precedido do sinal menos (– L6).

3.1.5.4.   Largura da estrutura de proteção (B6)

A distância entre os pontos de impacto direito e esquerdo dos dois montantes verticais da estrutura deve ser medida.

O ponto de impacto é definido pelo plano tangente à estrutura de proteção que passa pela reta definida pelos pontos externos mais elevados dos pneus dianteiros e traseiros (figura 6.7).

3.1.5.5.   Altura da estrutura de proteção (H6)

A distância vertical entre o ponto de impacto da estrutura e o plano do solo deve ser medida.

3.1.5.6.   Altura do capô do motor (H7)

A distância vertical entre o ponto de impacto do capô do motor e o plano do solo deve ser medida.

O ponto de impacto é definido pelo plano tangente ao capô do motor e à estrutura de proteção que passa pelos pontos externos mais elevados dos pneus dianteiros (figura 6.7). As medições são feitas de ambos os lados do capô do motor.

3.1.5.7.   Largura do capô do motor (B7)

A distância entre os dois pontos de impacto do capô do motor tal como definida anteriormente deve ser medida.

3.1.5.8.   Distância horizontal entre o centro de gravidade e o canto anterior do capô do motor (L7)

A distância entre o ponto de impacto do capô do motor, tal como definida anteriormente, e o centro de gravidade deve ser medida.

3.1.5.9.   Altura do ponto de articulação do eixo dianteiro (H0)

A distância vertical entre o centro do ponto de articulação do eixo dianteiro e o centro do eixo dos pneus dianteiros (H01) deve figurar no relatório técnico do fabricante e deve ser verificada.

A distância vertical entre o centro do eixo dos pneus dianteiros e o plano do solo (H02) deve ser medida (figura 6.8).

A altura do ponto de articulação do eixo dianteiro (H0) é a soma dos dois valores anteriores.

3.1.5.10.   Via do eixo traseiro (S)

A via mínima do eixo traseiro, determinada com os pneus de maior dimensão segundo as indicações do fabricante, deve ser medida (figura 6.9).

3.1.5.11.   Largura dos pneus traseiros (B0)

A distância entre os dois planos verticais exterior e interior de um pneu traseiro na sua parte superior deve ser medida (figura 6.9).

3.1.5.12.   Ângulo de oscilação do eixo dianteiro (D0)

O ângulo máximo de oscilação do eixo dianteiro, entre a posição horizontal e a sua deformação máxima, deve ser medido em ambos os lados do eixo, tendo em conta eventuais batentes amortecedores de choques. Deve ser usado o valor máximo medido.

3.1.5.13.   Massa do trator

A massa do trator deve ser determinada de acordo com as condições especificadas no ponto 1.7.1.

3.2.   Condições dos ensaios de resistência das estruturas de proteção e da sua fixação ao trator

3.2.1.   Requisitos gerais

3.2.1.1.   Finalidade dos ensaios

Os ensaios efetuados com o auxílio de dispositivos especiais destinam-se a simular as cargas sofridas pela estrutura de proteção em caso de capotagem do trator. Estes ensaios permitem observar a resistência da estrutura de proteção e das suas fixações ao trator, bem como de todas as partes do trator que transmitem a carga de ensaio.

3.2.1.2.   Métodos de ensaio

Os ensaios podem ser realizados em conformidade com o procedimento estático ou com o procedimento dinâmico (ver anexo A). Os dois métodos são considerados equivalentes.

3.2.1.3.   Disposições gerais aplicáveis à preparação dos ensaios

3.2.1.3.1.

A estrutura de proteção deve estar conforme às especificações da produção em série. Deve ser fixada a um dos tratores para que foi concebido em conformidade com o método indicado pelo fabricante.

Nota:

Num ensaio de resistência estático, não é necessário dispor de um trator completo; todavia, a estrutura de proteção e as partes do trator às quais este dispositivo está fixado devem constituir uma instalação operacional, adiante designada por «conjunto».

3.2.1.3.2.

Tanto no ensaio estático como no ensaio dinâmico, o trator (ou o conjunto) deve estar equipado com todos os elementos de produção em série suscetíveis de ter influência sobre a resistência da estrutura de proteção ou que possam ser necessários ao ensaio de resistência.

Os elementos que possam acarretar riscos na zona livre devem igualmente estar presentes no trator (ou no conjunto) para que se possa verificar se estão reunidas as condições de aceitação previstas em 3.2.3.

Todos os elementos do trator ou da estrutura de proteção, incluindo para proteção contra intempéries, devem ser fornecidos ou descritos em desenhos.

3.2.1.3.3.

Nos ensaios de resistência, é necessário retirar todos os painéis e elementos amovíveis não estruturais, de modo a que não possam contribuir para reforçar a estrutura de proteção.

3.2.1.3.4.

A via deve estar regulada de tal forma que, na medida do possível, a estrutura de proteção, durante os ensaios de resistência, não seja suportada pelos pneus. Se estes ensaios forem realizados de acordo com o procedimento estático, as rodas podem ser retiradas.

3.2.2.   Ensaios

3.2.2.1.   Sequência dos ensaios de acordo com o procedimento estático

A sequência de ensaios, sem prejuízo dos ensaios adicionais mencionados nos pontos 3.3.1.6 e 3.3.1.7, é a seguinte:

1)

aplicação de carga na retaguarda da estrutura

(ver 3.3.1.1);

2)

ensaio de esmagamento à retaguarda

(ver 3.3.1.4);

3)

aplicação de carga na parte frontal da estrutura

(ver 3.3.1.2);

4)

aplicação de carga na parte lateral da estrutura

(ver 3.3.1.3);

5)

esmagamento na parte frontal da estrutura

(ver 3.3.1.5).

3.2.2.2.   Requisitos gerais

3.2.2.2.1.

Se, durante o ensaio, algum elemento do dispositivo de fixação do trator se deslocar ou partir, o ensaio deve ser recomeçado.

3.2.2.2 2.

Não se admitem reparações nem regulações do trator ou da estrutura de proteção durante os ensaios.

3.2.2.2.3.

Durante o ensaio, o trator deve estar destravado e a transmissão em ponto morto.

3.2.2.2.4.

Se o trator estiver equipado com um sistema de suspensão entre o quadro e as rodas, tal sistema deve estar bloqueado durante os ensaios.

3.2.2.2.5.

O lado escolhido para a primeira carga na retaguarda da estrutura dever ser aquele que, segundo as autoridades responsáveis pelos ensaios, resultar da aplicação da série de cargas nas condições mais desfavoráveis para a estrutura. A carga lateral e a carga à retaguarda devem ser aplicadas nos dois lados do plano longitudinal médio da estrutura de proteção. A carga frontal deve ser aplicada do mesmo lado do plano longitudinal médio da estrutura de proteção que a carga lateral.

3.2.3.   Condições de aceitação

3.2.3.1.   Considera-se que uma estrutura de proteção cumpre os requisitos de resistência se reunir as seguintes condições:

3.2.3.1.1.

Após cada ensaio parcial, deve estar isenta de fraturas ou fissuras na aceção dos pontos 3.3.2.1 ou

3.2.3.1.2.

Se aparecerem fraturas ou fissuras não negligenciáveis durante os ensaios de esmagamento, deve ser aplicado um ensaio adicional conforme com o disposto no ponto 3.3.1.7 imediatamente após o esmagamento que provocou as fraturas ou fissuras;

3.2.3.1.3.

Durante os ensaios que não o ensaio de sobrecarga, nenhuma parte da estrutura de proteção deve penetrar na zona livre, tal como definida no ponto 1.6;

3.2.3.1.4.

Durante os ensaios que não o ensaio de sobrecarga, todas as partes da zona livre devem estar protegidas pela estrutura, em conformidade com o ponto 3.3.2.2;

3.2.3.1.5.

Durante os ensaios, a estrutura de proteção não deve exercer qualquer constrangimento sobre a estrutura do banco;

3.2.3.1.6.

A deformação elástica, medida em conformidade com o ponto 3.3.2.4, deve ser inferior a 250 mm.

3.2.3.2.   Não devem existir quaisquer acessórios que possam constituir um risco para o condutor. Não devem existir acessórios ou elementos salientes suscetíveis de ferir o condutor em caso de capotagem do trator nem acessórios ou elementos suscetíveis de o prender - bloqueando-lhe uma perna ou um pé, por exemplo - na sequência de deformações da estrutura.

3.2.4.   [Não aplicável]

3.2.5.   Aparelhagem e equipamento de ensaio

3.2.5.1.   Dispositivo para os ensaios estáticos

3.2.5.1.1.

O dispositivo para os ensaios estáticos deve permitir a aplicação de pressões ou cargas à estrutura de proteção.

3.2.5.1.2.

Deve-se proceder de modo a que a carga seja distribuída uniformemente segundo a normal à direção da aplicação da carga e ao longo de uma viga cujo comprimento esteja compreendido entre 250 e 700 mm e tenha, entre estes limites, um valor múltiplo exato de 50 mm. A dimensão vertical da extremidade da viga rígida deve ser de 150 mm. Os bordos da viga em contacto com a estrutura de proteção devem ser curvos, com um raio máximo de 50 mm.

3.2.5.1.3.

O suporte deve poder ser adaptado a qualquer ângulo relativamente à direção da carga, de modo a poder acompanhar as variações angulares da superfície da estrutura de proteção que suporta a carga à medida que esta estrutura se for deformando.

3.2.5.1.4.

Direção da força (desvio relativamente à horizontal e à vertical):

no início do ensaio, sob uma carga nula: ± 2°,

durante o ensaio, sob carga: 10° acima da horizontal e 20° abaixo da horizontal. Estas variações devem ser reduzidas ao mínimo.

3.2.5.1.5.

A velocidade de deformação deve ser suficientemente lenta (menos de 5 mm/s) para que a carga possa ser considerada estática em qualquer momento.

3.2.5.2.   Aparelhagem de medição da energia absorvida pela estrutura

3.2.5.2.1.

Deve traçar-se a curva força-deformação para determinar a energia absorvida pela estrutura. Não é necessário medir a força e a deformação no ponto de aplicação da carga à estrutura; no entanto, a força e a deformação devem ser medidas simultânea e colinearmente.

3.2.5.2.2.

O ponto de origem das medições da deformação deve ser escolhido de forma a que apenas a energia absorvida pela estrutura e/ou pela deformação de certas partes do trator seja tomada em consideração. A energia absorvida pela deformação e/ou a derrapagem da fixação devem ser ignoradas.

3.2.5.3.   Meios de fixação do trator ao solo

3.2.5.3.1.

As calhas de fixação, que devem ter o afastamento necessário e cobrir a superfície exigida para possibilitar a fixação do trator em todos os casos representados, devem estar rigidamente fixadas a uma base resistente na proximidade do dispositivo de ensaio.

3.2.5.3.2.

O trator deve ser fixado às calhas por qualquer meio adequado (placas, calços, cabos, suportes, etc.) de modo que não possa deslocar-se durante os ensaios. Este requisito deve ser verificado durante o ensaio por meio dos dispositivos habituais de medição do comprimento.

Se o trator se deslocar, há que repetir todo o ensaio, salvo se o sistema de medição das deformações utilizado para traçar a curva força-deformação estiver ligado ao trator.

3.2.5.4.   Dispositivo de esmagamento

Um dispositivo como o ilustrado na figura 6.10 deve poder exercer uma força descendente sobre uma estrutura de proteção, por meio de uma travessa rígida com cerca de 250 mm de largura, ligada ao mecanismo de aplicação da carga por juntas universais. Devem prever-se suportes sob os eixos de forma a que os pneus do trator não suportem a força de esmagamento.

3.2.5.5.   Outros aparelhos de medição

São igualmente necessários os seguintes aparelhos de medição:

3.2.5.5.1.

Um dispositivo de medição da deformação elástica (diferença entre a deformação instantânea máxima e a deformação permanente, ver figura 6.11).

3.2.5.5.2.

Um dispositivo destinado a verificar que a estrutura de proteção não penetrou na zona livre e que esta permaneceu dentro da estrutura de proteção durante o ensaio (ponto 3.3.2.2).

3.3.   Procedimento de ensaio estático

3.3.1.   Ensaios de carga e de esmagamento

3.3.1.1.   Aplicação de carga à retaguarda

3.3.1.1.1.

A carga deve ser aplicada horizontalmente, num plano vertical paralelo ao plano médio do trator.

O ponto de aplicação da carga deve situar-se na parte da estrutura de proteção contra a capotagem suscetível de embater no solo em primeiro lugar, no caso de o trator tombar para trás, normalmente o bordo superior. O plano vertical no qual a carga é aplicada deve situar-se a uma distância de 1/6 da largura do topo da estrutura de proteção, dentro de um plano vertical paralelo ao plano médio do trator que toca a extremidade exterior do topo da estrutura de proteção.

Se, nesse ponto, a estrutura for curva ou saliente, colocar-se-ão cunhas, de modo a possibilitar a aplicação da carga nesse ponto, sem que tal se traduza por um reforço da estrutura.

3.3.1.1.2.

O conjunto deve ser fixado ao solo em conformidade com a descrição do ponto 3.2.6.3.

3.3.1.1.3.

A energia absorvida pela estrutura de proteção durante o ensaio deve ser pelo menos igual a:

Formula

3.3.1.1.4.

No caso de tratores com posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), é aplicável a mesma fórmula.

3.3.1.2.   Aplicação de carga à frente

3.3.1.2.1.

A carga deve ser aplicada horizontalmente, num plano vertical paralelo ao plano médio do trator e situado à distância de 1/6 da largura do topo da estrutura de proteção, dentro de um plano vertical paralelo ao plano médio do trator que toca a extremidade exterior do topo da estrutura de proteção.

O ponto de aplicação da carga deverá situar-se na parte da estrutura de proteção em caso de capotagem suscetível de embater no solo em primeiro lugar no caso de tombamento lateral do trator em andamento para a frente, normalmente o bordo superior.

Se, nesse ponto, a estrutura for curva ou saliente, colocar-se-ão cunhas, de modo a possibilitar a aplicação da carga nesse ponto, sem que tal se traduza por um reforço da estrutura.

3.3.1.2.2.

O conjunto deve ser fixado ao solo em conformidade com a descrição do ponto 3.2.5.3.

3.3.1.2.3.

A energia absorvida pela estrutura de proteção durante o ensaio deve ser pelo menos igual a:

Formula

3.3.1.2.4.

No caso de tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), a energia deve ser o valor maior dado pela fórmula acima ou uma das fórmulas abaixo:

Formula

ou

Formula

3.3.1.3.   Aplicação de carga lateral

3.3.1.3.1.

A carga lateral deve ser aplicada horizontalmente, num plano vertical perpendicular ao plano médio do trator. O ponto de aplicação da carga deve situar-se na parte da estrutura de proteção contra a capotagem suscetível de embater no solo em primeiro lugar, no caso de o trator tombar para o lado, normalmente o bordo superior.

3.3.1.3.2.

O conjunto deve ser fixado ao solo em conformidade com a descrição do ponto 3.2.5.3.

3.3.1.3.3.

A energia absorvida pela estrutura de proteção durante o ensaio deve ser pelo menos igual a:

Formula

3.3.1.3.4.

No caso de tratores com uma posição de condução reversível (banco e volante reversíveis), a energia deve ser o valor maior dado por uma das fórmulas acima ou abaixo:

Formula

3.3.1.4.   Esmagamento à retaguarda

A viga deve ser colocada sobre o(s) elemento(s) estrutural(ais) superior(es) situado(s) mais à retaguarda da estrutura de proteção, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano médio do trator. Aplica-se uma força Fv, em que:

Formula

A força Fv deve ser mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

Se a parte de trás do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento, será necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte traseira do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem.

A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada por cima da parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Aplica-se de novo a força de esmagamento Fv.

3.3.1.5.   Esmagamento à frente

A viga deve ser colocada transversalmente sobre o ou os elementos estruturais superiores situados mais à frente, devendo a resultante das forças de esmagamento situar-se no plano médio do trator. Aplica-se uma força Fv, em que:

Formula

A força Fv deve ser mantida durante cinco segundos após a cessação de qualquer movimento visualmente percetível da estrutura de proteção.

Se a parte da frente do teto da estrutura de proteção não puder suportar toda a força de esmagamento, será necessário aplicar esta força até que o teto fique deformado de maneira a coincidir com o plano que une a parte superior da estrutura de proteção à parte da frente do trator capaz de suportar o trator em caso de capotagem.

A força deve ser em seguida suprimida e a viga de esmagamento reposicionada por cima da parte da estrutura de proteção que suportaria o trator completamente virado. Aplica-se de novo a força de esmagamento Fv.

3.3.1.6.   Ensaio de sobrecarga adicional (figuras 6.14 a 6.16)

Deve proceder-se a um ensaio de sobrecarga sempre que a força diminuir mais de 3 % no decorrer dos últimos 5 % da deformação atingida quando a energia exigida é absorvida pela estrutura (ver figura 6.15).

O ensaio de sobrecarga consiste em prosseguir a aplicação da carga horizontal por incrementos de 5 % da energia inicial exigida até um máximo de 20 % da energia acrescentada (ver figura 6.16).

O ensaio de sobrecarga considera-se satisfatório se, após cada incremento de 5 %, 10 % ou 15 % da energia exigida, a força diminuir menos de 3 % para um incremento de 5 % e se a força permanecer superior a 0,8 Fmax.

O ensaio de sobrecarga considera-se satisfatório se, após absorção pela estrutura de 20 % da energia acrescentada, a força permanecer superior a 0,8 Fmax.

São admitidas durante o ensaio de sobrecarga fraturas ou fissuras suplementares e/ou a penetração na zona livre ou a ausência de proteção desta zona na sequência de uma deformação elástica. No entanto, uma vez retirada a carga, a estrutura não deve penetrar na zona livre, a qual deve estar completamente protegida.

3.3.1.7.   Ensaios de esmagamento adicionais

Se, no decorrer de um ensaio de esmagamento, aparecerem fraturas ou fissuras não admissíveis, haverá que proceder a um segundo ensaio de esmagamento similar, imediatamente após o ensaio que provocou tais fraturas ou fissuras, mas com uma força de 1,2 Fv.

3.3.2.   Medições a efetuar

3.3.2.1.   Fraturas e fissuras

Após cada ensaio, serão visualmente examinados, para deteção de fraturas e fissuras, todos os elementos de ligação e estruturais e os dispositivos de fixação.

3.3.2.2.   Penetração na zona livre

Durante cada ensaio, a estrutura de proteção deve ser examinada para verificar se qualquer parte da mesma penetrou na zona livre definida no ponto 1.6.

Além disso, a zona livre não deve situar-se fora do espaço protegido pela estrutura de proteção. Para este efeito, considera-se como fora do espaço de proteção da estrutura qualquer parte deste espaço que entraria em contacto direto com o solo plano se o trator tivesse tombado para o lado em que é aplicada a carga de ensaio. Para realizar esta estimação, os pneus e as vias dos eixos da frente e da retaguarda devem corresponder às dimensões mínimas especificadas pelo fabricante.

3.3.2.3.   Ensaio do dispositivo rígido à retaguarda

Se o trator estiver equipado com uma secção rígida, um invólucro ou qualquer dispositivo rígido colocado atrás do banco do condutor, considera-se que esse dispositivo constitui um ponto de apoio em caso de tombamento para trás ou para o lado. Este dispositivo rígido colocado atrás do banco do condutor deve poder suportar, sem rutura ou penetração na zona livre, uma força descendente Fi, em que:

Formula

aplicada perpendicularmente ao topo do quadro no plano médio do trator. O ângulo inicial de aplicação da força de 40° é calculado em relação a uma reta paralela ao solo como mostra a figura 6.12. Esta secção rígida deve ter uma largura mínima de 500 mm (ver figura 6.13).

Deverá ainda ser suficientemente rígida e estar solidamente fixada à retaguarda do trator.

3.3.2.4.   Deformação elástica sob aplicação de carga lateral

A deformação elástica é medida a (810 + av) mm acima do ponto índice do banco, no plano vertical de aplicação da carga. Esta medição deve ser efetuada com a ajuda de um aparelho semelhante ao representado na figura 6.11.

3.3.2.5.   Deformação permanente

Após o ensaio de esmagamento final, deve registar-se a deformação permanente da estrutura de proteção. Para este efeito, deve registar-se, antes do início do ensaio, a posição dos elementos principais da estrutura de proteção em caso de capotagem em relação ao ponto índice do banco.

3.4.   Extensão a outros modelos de tratores

3.4.1.   [Não aplicável]

3.4.2.   Extensão técnica

No caso de modificações técnicas a um trator, à estrutura de proteção ou ao método de fixação da estrutura de proteção ao trator, a estação de ensaio que efetuou o ensaio original pode emitir um «boletim de extensão técnica» se o trator e a estrutura de proteção preencherem as condições dos ensaios preliminares de estabilidade lateral e capotagem não contínua tais como definidos nos pontos 3.1.3 e 3.1.4 e se o dispositivo rígido à retaguarda definido no ponto 3.3.2.3, se existir, foi ensaiado de acordo com o procedimento definido neste mesmo ponto (exceto 3.4.2.2.4), nos casos seguintes:

3.4.2.1.   Extensão dos resultados de ensaios estruturais a outros modelos de tratores

Os ensaios de impacto ou de carga e esmagamento não são obrigatórios para cada modelo de trator, desde que a estrutura de proteção e o trator satisfaçam as condições previstas nos pontos 3.4.2.1.1 a 3.4.2.1.5.

3.4.2.1.1.

A estrutura (incluindo o dispositivo rígido à retaguarda) deve ser idêntica à estrutura ensaiada;

3.4.2.1.2.

A energia necessária não deve ultrapassar a energia calculada para o ensaio original em mais de 5 %;

3.4.2.1.3.

O método de fixação e os componentes do trator onde é efetuada a fixação devem ser idênticos;

3.4.2.1.4.

Todos os elementos, como os guarda-lamas e o capô do motor, que possam servir de suporte à estrutura de proteção, devem ser idênticos;

3.4.2.1.5.

A posição e as dimensões críticas do banco no interior da estrutura de proteção e as posições relativas da estrutura de proteção no trator devem ser tais que a zona livre continue a ser protegida pela estrutura deformada durante todos os ensaios (a verificação deve fazer-se de acordo com a mesma referência de zona livre que no relatório de ensaio original, ou seja o ponto de referência do banco [SRP] ou o ponto índice do banco [SIP]).

3.4.2.2.   Extensão dos resultados de ensaio estruturais a modelos alterados da estrutura de proteção

Este procedimento deve ser seguido quando as disposições do ponto 3.4.2.1 não se encontram preenchidas; não deve ser aplicado se o princípio do método de fixação da estrutura de proteção ao trator for modificado (por exemplo, substituição dos suportes de borracha por um dispositivo de suspensão):

3.4.2.2.1.

Modificações que não afetam os resultados do ensaio original (por exemplo, a fixação por soldadura da placa de montagem de um acessório a um ponto não crítico da estrutura), inserção de bancos com uma posição diferente do SIP na estrutura de proteção (sob reserva de verificação de que a(s) nova(s) zona(s) livre(s) continuam a ser protegida(s) pela estrutura deformada durante todos os ensaios).

3.4.2.2.2.

Modificações suscetíveis de ter impacto nos resultados do ensaio original sem pôr em causa a aceitabilidade da estrutura de proteção (por exemplo, modificação de um componente da estrutura, modificação do método de fixação da estrutura de proteção ao trator). Pode-se proceder a um ensaio de validação cujos resultados serão consignados no boletim de extensão.

Os limites para este tipo de extensão são os seguintes:

3.4.2.2.2.1.

Não podem ser aceites mais de 5 extensões sem um ensaio de validação;

3.4.2.2.2.2.

Os resultados do ensaio de validação são aceites para extensão se todas as condições de aceitação do anexo estiverem cumpridas e:

se a deformação medida após cada ensaio de impacto não se desviar da deformação medida após cada ensaio de impacto e consignada no relatório de ensaio original em mais de ± 7 % (no caso de ensaios dinâmicos);

se a força medida quando o nível de energia necessário foi atingido durante os diversos ensaios de carga horizontal não se afastar mais de ± 7 % da força medida quando o nível de energia necessário foi atingido no ensaio original e se a deformação medida(4) quando o nível de energia necessário foi atingido durante os diversos ensaios de carga horizontal não se afastar mais de ± 7 % da deformação medida quando o nível de energia necessário foi atingido no relatório de ensaio original (no caso de ensaios estáticos).

3.4.2.2.2.3.

Um mesmo boletim de extensão pode cobrir várias modificações de uma estrutura de proteção se estas representarem diferentes opções da mesma estrutura de proteção, mas só pode ser aceite um único ensaio de validação para um mesmo boletim de extensão. As opções não ensaiadas devem ser descritas numa secção específica do boletim de extensão.

3.4.2.2.3.

Aumento da massa de referência declarada pelo fabricante para uma estrutura de proteção já ensaiada. Se o fabricante pretender manter o mesmo número de homologação, é possível emitir um boletim de extensão após um ensaio de validação (neste caso, os limites de ± 7 % especificados no ponto 3.4.2.2.2.2 não são aplicáveis).

3.4.2.2.4.

Modificação do dispositivo rígido à retaguarda ou inserção de um novo dispositivo rígido à retaguarda. Convém verificar que a zona livre permanece dentro da zona de proteção da estrutura deformada ao longo de todos os ensaios, tendo em conta o novo dispositivo rígido à retaguarda ou o dispositivo rígido à retaguarda modificado. O dispositivo rígido à retaguarda deve ser objeto do ensaio indicado no ponto 3.3.2.3 e os resultados do ensaio devem ser consignados no boletim de extensão.

3.5.   [Não aplicável]

3.6.   Comportamento das estruturas de proteção a baixas temperaturas

3.6.1.   Se o fabricante indicar que a estrutura de proteção possui uma resistência especial à fragilização que ocorre a baixas temperaturas, deve dar informações pormenorizadas que serão incluídas no boletim de ensaio.

3.6.2.   Os requisitos e processos descritos a seguir destinam-se a reforçar a estrutura de proteção e a evitar as fraturas a baixas temperaturas. Sugere-se que, em termos de materiais utilizados, sejam observados os requisitos mínimos seguintes na apreciação da adequação da estrutura de proteção para operar a baixas temperaturas nos países em que esta proteção adicional é exigida.

3.6.2.1.   Os pernos e as porcas usados na fixação da estrutura de proteção ao trator e para ligar as partes estruturais da estrutura de proteção devem ter propriedades suficientes e comprovadas de resistência às baixas temperaturas.

3.6.2.2.   Todos os elétrodos de soldadura utilizados no fabrico dos elementos estruturais e as fixações ao trator devem ser compatíveis com os materiais utilizados para a estrutura de proteção, como indicado no ponto 3.6.2.3.

3.6.2.3.   Os aços utilizados nos elementos estruturais da estrutura de proteção devem ser sujeitos a um controlo de dureza e exibir um nível mínimo de energia de impacto no ensaio de Charpy com entalhe em V segundo as indicações do quadro 6.1. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995.

Um aço de uma espessura bruta de laminação inferior a 2,5 mm e um teor de carbono inferior a 0,2 % é considerado satisfatório.

Os elementos estruturais da estrutura de proteção construídos com outros materiais que não aço devem ter uma resistência equivalente ao impacto a baixas temperaturas.

3.6.2.4.   Ao efetuar o ensaio de Charpy com entalhe em V para verificação dos requisitos mínimos de energia de impacto, a dimensão do provete não deve ser inferior à maior das dimensões enumeradas no quadro 6.1 admitidas pelo material.

3.6.2.5.   Os ensaios de Charpy com entalhe em V devem ser efetuados em conformidade com o procedimento descrito em ASTM A 370-1979, exceto para as dimensões dos provetes que devam respeitar as dimensões dadas no quadro 6.1.

3.6.2.6.   Uma outra maneira de proceder consiste em utilizar aços calmados ou semicalmados, devendo ser fornecidas especificações adequadas. A qualidade e a classe do aço devem ser especificadas segundo a norma ISO 630:1995, Amd 1:2003.

3.6.2.7.   Os provetes devem ser retirados no sentido longitudinal de laminados planos, de perfis tubulares ou estruturais antes de lhes ser dada forma ou serem soldados para uso na estrutura de proteção. Os provetes retirados dos perfis tubulares ou estruturais devem ser retirados do meio do lado que tem a maior dimensão e não devem incluir soldaduras.

Quadro 6.1

Nível mínimo de energia de impacto requerido no ensaio de Charpy com entalhe em V

Dimensões do provete

Energia a

Energia a

 

– 30 °C

– 20 °C

mm

J

J (2)

10 × 10 (1)

11

27,5

10 × 9

10

25

10 × 8

9,5

24

10 × 7,5 (1)

9,5

24

10 × 7

9

22,5

10 × 6,7

8,5

21

10 × 6

8

20

10 × 5 (1)

7,5

19

10 × 4

7

17,5

10 × 3,5

6

15

10 × 3

6

15

10 × 2,5 (1)

5,5

14

3.7.   [Não aplicável]

Figura 6.1

Zona livre

Dimensões em mm

Figura 6.1.a

Vista lateral

Corte que passa pelo plano de referência

Image

Figura 6.1.b

Vista da retaguarda

Image

Figura 6.1.c

Vista de cima

Image

1– Linha de referência

2– Ponto índice do banco

3– Plano de referência

Figura 6.2

Zona livre para tratores com banco e volante reversíveis

Image

Figura 6.3

Fluxograma destinado a determinar, em caso de tombamento lateral, as características de capotagem contínua de um trator equipado com uma estrutura de proteção em caso de capotagem (ROPS) montada na frente

Image

Versão B1: Ponto de impacto da ROPS fixada atrás do ponto de equilíbrio longitudinal instável

Versão B2: Ponto de impacto da ROPS fixada próximo do ponto de equilíbrio longitudinal instável

Versão B3: Ponto de impacto da ROPS fixada à frente do ponto de equilíbrio longitudinal instável

Figura 6.4

Dispositivo de ensaio das características anticapotagem num plano com uma inclinação de 1/1,5

Image

Figura 6.5

Dados necessários para calcular o tombamento de um trator com um comportamento de capotagem triaxial

Image

Figuras 6.6.a, 6.6.b, 6.6.c

Distância horizontal entre o centro de gravidade e o ponto de intersecção anterior da estrutura de proteção (L6)

Image

Figura 6.7

Determinação dos pontos de impacto para medição da largura da estrutura de proteção (B6) e da altura do capô do motor (H7)

Image

Figura 6.8

Altura do ponto de articulação do eixo dianteiro (H0)

Image

Figura 6.9

Via do eixo traseiro (S) e largura dos pneus traseiros (B0)

Image

Figura 6.10

Exemplo de dispositivo de esmagamento do trator

Image

Figura 6.11

Exemplo de um aparelho de medição da deformação elástica

Image

1– Deformação permanente

2– Deformação elástica

3– Deformação total (permanente e elástica)

Figura 6.12

Plano simulado do solo

Image

Figura 6.13

Largura mínima do dispositivo rígido à retaguarda

Image

Figura 6.14

Curva força/deformação

O ensaio de sobrecarga não é necessário

Image

Notas:

1.

Localizar Fa em relação a 0,95 D'

2.

O ensaio de sobrecarga não é necessário dado que Fa ≤ 1,03 F'

Figura 6.15

Curva força/deformação

O ensaio de sobrecarga é necessário

Image

Notas:

1.

Localizar Fa em relação a 0,95 D'

2.

O ensaio de sobrecarga é necessário dado que Fa > 1,03 F'

3.

O ensaio de sobrecarga é satisfatório dado que Fb > 0,97F' e Fb > 0,8F max.

Figura 6.16

Curva força/deformação

O ensaio de sobrecarga deve ser prosseguido

Image

Notas:

1.

Localizar Fa em relação a 0,95 D'

2.

O ensaio de sobrecarga é necessário dado que Fa > 1,03 F'

3.

Fb < 0,97 F', pelo que é necessária sobrecarga suplementar

4.

Fc < 0,97 Fb, pelo que é necessária sobrecarga suplementar

5.

Fd < 0,97 Fc, pelo que é necessária sobrecarga suplementar

6.

Ensaio de sobrecarga satisfatório, se Fe > 0,8 Fmax

7.

Se, a qualquer momento, F for inferior a 0,8 Fmax, a estrutura é recusada.

B2.   PROCEDIMENTO ALTERNATIVO DE ENSAIO DINÂMICO

Este ponto define o procedimento de ensaio dinâmico em alternativa ao procedimento de ensaio estático enunciado na parte B1.

4.   Regras e instruções

4.1.   Condições prévias aos ensaios de resistência

Ver requisitos para ensaios estáticos.

4.2.   Condições dos ensaios de resistência das estruturas de proteção e da sua fixação ao trator

4.2.1.   Requisitos gerais

Ver requisitos para ensaios estáticos.

4.2.2.   Ensaios

4.2.2.1.   Sequência dos ensaios de acordo com o procedimento dinâmico

A sequência de ensaios, sem prejuízo dos ensaios adicionais mencionados nos pontos 4.3.1.6 e 4.3.1.7, é a seguinte:

1)

impacto na retaguarda da estrutura

(ver 4.3.1.1);