TRATADO DE AMESTERDÃO QUE ALTERA O TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA, OS TRATADOS QUE INSTITUEM AS COMUNIDADES EUROPEIAS E ALGUNS ACTOS RELATIVOS A ESSES TRATADOS
Jornal Oficial nš C 340 de 10 de Novembro de 1997
SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS,
SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA HELÉNICA,
SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA,
A COMISSÃO AUTORIZADA PELO ARTIGO 14º DA CONSTITUIÇÃO DA IRLANDA A EXERCER OS PODERES E DESEMPENHAR AS FUNÇÕES DO PRESIDENTE DA IRLANDA,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITALIANA,
SUA ALTEZA REAL O GRÃO-DUQUE DO LUXEMBURGO,
SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS,
O PRESIDENTE FEDERAL DA REPÚBLICA DA ÁUSTRIA,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA FINLÂNDIA,
SUA MAJESTADE O REI DA SUÉCIA,
SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE,
RESOLVERAM alterar o Tratado da União Europeia, os Tratados que instituem as Comunidades Europeias e alguns actos relativos
a esses Tratados,
e, para esse efeito, designaram como plenipotenciários:
SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS:
Erik DERYCKE,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA:
Niels Helveg PETERSEN,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA:
Klaus KINKEL,
Ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Chanceler Federal;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA HELÉNICA:
Theodoros PANGALOS,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA:
Juan Abel MATUTES,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA:
Hubert VÉDRINE,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
A COMISSÃO AUTORIZADA PELO ARTIGO 14º DA CONSTITUIÇÃO DA IRLANDA A EXERCER OS PODERES E DESEMPENHAR AS FUNÇÕES DO PRESIDENTE DA IRLANDA:
Raphael P. BURKE,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITALIANA:
Lamberto DINI,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
SUA ALTEZA REAL O GRÃO-DUQUE DO LUXEMBURGO:
Jacques F. POOS,
Vice Primeiro-Ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros, do Comércio Externo e da Cooperação;
SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS:
Hans VAN MIERLO,
Vice Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O PRESIDENTE FEDERAL DA REPÚBLICA DA ÁUSTRIA:
Wolfgang SCHÜSSEL,
Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros e Vice-Chanceler;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA:
Jaime GAMA,
Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA FINLÂNDIA:
Tarja HALONEN,
Ministra dos Negócios Estrangeiros;
SUA MAJESTADE O REI DA SUÉCIA:
Lena HJELM-WALLÉN,
Ministra dos Negócios Estrangeiros;
SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE:
Douglas HENDERSON,
Ministro-Adjunto, Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Commonwealth;
OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma,
ACORDARAM NO SEGUINTE:
PARTE I
ALTERAÇÕES SUBSTANTIVAS
O Tratado da União Europeia é alterado nos termos das disposições constantes do presente artigo.
1. Após o terceiro considerando é inserido o seguinte considerando:
«CONFIRMANDO o seu apego aos direitos sociais fundamentais, tal como definidos na Carta Social Europeia, assinada em Turim,
em 18 de Outubro de 1961, e na Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, de 1989;».
2. O actual sétimo considerando passa a ter a seguinte redacção:
«DETERMINADOS a promover o progresso económico e social dos seus povos, tomando em consideração o princípio do desenvolvimento
sustentável e no contexto da realização do mercado interno e do reforço da coesão e da protecção do ambiente, e a aplicar
políticas que garantam que os progressos na integração económica sejam acompanhados de progressos paralelos noutras áreas;».
3. Os actuais nono e décimo considerandos passam a ter a seguinte redacção:
«RESOLVIDOS a executar uma política externa e de segurança que inclua a definição gradual de uma política de defesa comum
que poderá conduzir a uma defesa comum, de acordo com as disposições do artigo J.7, fortalecendo assim a identidade europeia
e a sua independência, em ordem a promover a paz, a segurança e o progresso na Europa e no mundo;
RESOLVIDOS a facilitar a livre circulação de pessoas, sem deixar de garantir a segurança dos seus povos, atravesatravés da criação de um espaço de liberdade, de segurança e de justiça, nos termos das disposições do presente Tratado,»
4. O segundo parágrafo do artigo A passa a ter a seguinte redacção:
«O presente Tratado assinala uma nova etapa no processo de criação de uma união cada vez mais estreita entre os povos da Europa,
em que as decisões serão tomadas de uma forma tão aberta quanto possível e ao nível mais próximo possível dos cidadãos.».
5. O artigo B passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo B
A União atribui-se os seguintes objectivos:
- a promoção do progresso económico e social e de um elevado nível de emprego e a realização de um desenvolvimento equilibrado
e sustentável, nomeadamente mediante a criação de um espaço sem fronteiras internas, o reforço da coesão económica e social
e o estabelecimento de uma união económica e monetária, que incluirá, a prazo, a adopção de uma moeda única, de acordo com
as disposições do presente Tratado,
- a afirmação da sua identidade na cena internacional, nomeadamente através da execução de uma política externa e de segurança
comum, que inclua a definição gradual de uma política de defesa comum, que poderá conduzir a uma defesa comum, nos termos
do disposto no artigo J.7,
- o reforço da defesa dos direitos e dos interesses dos nacionais dos seus Estados-Membros, mediante a instituição de uma
cidadania da União,
- a manutenção e o desenvolvimento da União enquanto espaço de liberdade, de segurança e de justiça, em que seja assegurada
a livre circulação de pessoas, em conjugação com medidas adequadas em matéria de controlos na fronteira externa, asilo e imigração,
bem como de prevenção e combate à criminalidade,
- a manutenção da integralidade do acervo comunitário e o seu desenvolvimento, a fim de analisar em que medida pode ser necessário
rever as políticas e formas de cooperação instituídas pelo presente Tratado, com o objectivo de garantir a eficácia dos mecanismos
e das Instituições da Comunidade.
Os objectivos da União serão alcançados de acordo com as disposições do presente Tratado e nas condições e segundo o calendário
nele previstos, respeitando o princípio da subsidiariedade, tal como definido no artigo 3º-B do Tratado que institui a Comunidade Europeia.».
6. O segundo parágrafo do artigo C passa a ter a seguinte redacção:
«A União assegurará, em especial, a coerência do conjunto da sua acção externa no âmbito das políticas que adoptar em matéria
de relações externas, de segurança, de economia e de desenvolvimento. Cabe ao Conselho e à Comissão a responsabilidade de
assegurar essa coerência, cooperando para o efeito. O Conselho e a Comissão assegurarão a execução dessas políticas de acordo
com as respectivas competências.».
7. O artigo E passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo E
O Parlamento Europeu, o Conselho, a Comissão, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas exercem as suas competências nas
condições e de acordo com os objectivos previstos, por um lado, nas disposições dos Tratados que instituem as Comunidades
Europeias e nos Tratados e actos subsequentes que os alteraram ou completaram e, por outro, nas demais disposições do presente
Tratado.».
8. O artigo F é alterado do seguinte modo:
a) O nº 1 passa a ter a seguinte redacção:
«1. A União assenta nos princípios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e pelas liberdades fundamentais,
bem como do Estado de direito, princípios que são comuns aos Estados-Membros.»;
b) O actual nº 3 passa a ser o nº 4 e é inserido um novo nº 3, com a seguinte redacção:
«3. A União respeitará as identidades nacionais dos Estados-Membros.».
9. No final do Título I é inserido o seguinte artigo:
«Artigo F.1
1. O Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo e deliberando por unanimidade, sob proposta de um terço dos
Estados-Membros, ou da Comissão, e após parecer favorável do Parlamento Europeu, pode verificar a existência de uma violação
grave e persistente, por parte de um Estado-Membro, de algum dos princípios enunciados no nº 1 do artigo F, após ter convidado o Governo desse Estado-Membro a apresentar as suas observações sobre a questão.
2. Se tiver sido verificada a existência dessa violação, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir suspender
alguns dos direitos decorrentes da aplicação do presente Tratado ao Estado-Membro em causa, incluindo o direito de voto do
representante do Governo desse Estado-Membro no Conselho. Ao fazê-lo, o Conselho terá em conta as eventuais consequências
dessa suspensão nos direitos e obrigações das pessoas singulares e colectivas.
O Estado-Membro em questão continuará, de qualquer modo, vinculado às obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode posteriormente decidir alterar ou revogar as medidas tomadas ao abrigo
do nº 2, se se alterar a situação que motivou a imposição dessas medidas.
4. Para efeitos do presente artigo, o Conselho delibera sem tomar em consideração os votos do representante do Governo do
Estado-Membro em questão. As abstenções dos membros presentes ou representados não impedem a adopção das decisões a que se
refere o nº 1. A maioria qualificada é definida de acordo com a mesma proporção dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa
fixada no nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
O presente número é igualmente aplicável em caso de suspensão do direito de voto nos termos do nº 2.
5. Para efeitos do presente artigo, o Parlamento Europeu delibera por maioria de dois terços dos votos expressos que represente
a maioria dos membros que o compõem.».
10. O Título V passa a ter a seguinte redacção:
«Título V
DISPOSIÇÕES RELATIVAS À POLÍTICA EXTERNA E DE SEGURANÇA COMUM
Artigo J.1
1. A União definirá e executará uma política externa e de segurança comum extensiva a todos os domínios da política externa
e de segurança, que terá por objectivos:
- a salvaguarda dos valores comuns, dos interesses fundamentais, da independência e da integridade da União, de acordo com
os princípios da Carta das Nações Unidas;
- o reforço da segurança da União, sob todas as formas,
- a manutenção da paz e o reforço da segurança internacional, de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas, com
os princípios da Acta Final de Helsínquia e com os objectivos da Carta de Paris, incluindo os respeitantes às fronteiras externas,
- o fomento da cooperação internacional,
- o desenvolvimento e o reforço da democracia e do Estado de direito, bem como o respeito dos direitos do Homem e das liberdades
fundamentais.
2. Os Estados-Membros apoiarão activamente e sem reservas a política externa e de segurança da União, num espírito de lealdade
e de solidariedade mútua.
Os Estados-Membros actuarão de forma concertada a fim de reforçar e desenvolver a solidariedade política mútua. Os Estados-Membros
abster-se-ão de empreender acções contrárias aos interesses da União ou susceptíveis de prejudicar a sua eficácia como força
coerente nas relações internacionais.
O Conselho assegura a observância destes princípios.
Artigo J.2
A União prosseguirá os objectivos enunciados no artigo J.1:
- definindo os princípios e as orientações gerais da política externa e de segurança comum,
- decidindo sobre as estratégias comuns,
- adoptando acções comuns,
- adoptando posições comuns,
- reforçando a cooperação sistemática entre os Estados-Membros na condução da política.
Artigo J.3
1. O Conselho Europeu definirá os princípios e as orientações gerais da política externa e de segurança comum, incluindo em
matérias com implicações no domínio da defesa.
2. O Conselho Europeu decidirá sobre as estratégias comuns a executar pela União nos domínios em que os Estados-Membros tenham
importantes interesses em comum.
As estratégias comuns especificarão os respectivos objectivos e duração, bem como os meios a facultar pela União e pelos Estados-Membros.
3. O Conselho tomará as decisões necessárias para a definição e execução da política externa e de segurança comum, com base
nas orientações gerais definidas pelo Conselho Europeu.
O Conselho recomendará ao Conselho Europeu estratégias comuns e executá-las-á designadamente mediante a adopção de acções
comuns e de posições comuns.
O Conselho assegura a unidade, coerência e eficácia da acção da União.
Artigo J.4
1. O Conselho adoptará acções comuns. As acções comuns incidirão sobre situações específicas em que se considere necessária
uma acção operacional por parte da União. As acções comuns definirão os respectivos objectivos e âmbito, os meios a pôr à
disposição da União e condições de execução respectivas e, se necessário, a sua duração.
2. Se se verificar alteração de circunstâncias que tenha um efeito substancial numa questão que seja objecto de uma acção
comum, o Conselho procederá à revisão dos princípios e objectivos dessa acção e adoptará as decisões necessárias. Enquanto
o Conselho não tiver deliberado, mantém-se a acção comum.
3. As acções comuns vincularão os Estados-Membros nas suas tomadas de posição e na condução da sua acção.
4. O Conselho pode solicitar à Comissão que lhe apresente propostas adequadas em matéria de política externa e de segurança
comum para assegurar a execução de uma acção comum.
5. Qualquer tomada de posição ou acção nacional prevista em execução de uma acção comum será comunicada num prazo que permita,
se necessário, uma concertação prévia no Conselho. A obrigação de informação prévia não é aplicável às medidas que constituam
simples transposição das decisões do Conselho para o plano nacional.
6. Em caso de necessidade imperiosa decorrente da evolução da situação, e na falta de decisão do Conselho, os Estados-Membros
podem tomar com urgência as medidas que se imponham, tendo em conta os objectivos gerais da acção comum. Os Estados-Membros
que tomarem essas medidas informarão imediatamente o Conselho desse facto.
7. Em caso de dificuldades importantes na execução de uma acção comum, os Estados-Membros submeterão a questão ao Conselho,
que sobre ela deliberará, procurando encontrar as soluções adequadas. Estas soluções não podem ser contrárias aos objectivos
da acção comum, nem prejudicar a eficácia desta.
Artigo J.5
O Conselho adoptará posições comuns. As posições comuns definirão a abordagem global de uma questão específica de natureza
geográfica ou temática pela União. Os Estados-Membros zelarão pela coerência das suas políticas nacionais com as posições
comuns.
Artigo J.6
Os Estados-Membros informar-se-ão mutuamente e concertar-se-ão no âmbito do Conselho sobre todas as questões de política externa
e de segurança que se revistam de interesse geral, de modo a garantir que a influência da União se exerça da forma mais eficaz,
através da convergência das suas acções.
Artigo J.7
1. A política externa e de segurança comum abrange todas as questões relativas à segurança da União, incluindo a definição
gradual de uma política de defesa comum, nos termos do disposto no segundo parágrafo, que poderá conduzir a uma defesa comum,
se o Conselho Europeu assim o decidir. Neste caso, o Conselho Europeu recomendará aos Estados-Membros que adoptem uma decisão
nesse sentido, nos termos das respectivas normas constitucionais.
A União da Europa Ocidental (UEO) faz parte integrante do desenvolvimento da União, proporcionando à União o acesso a uma
capacidade operacional, nomeadamente no âmbito do nº 2. A UEO apoia a União na definição dos aspectos da política externa e de segurança comum relativos à defesa, tal como definidos
no presente artigo. Assim, a União incentivará o estabelecimento de relações institucionais mais estreitas com a UEO, na perspectiva
da eventualidade de integração da UEO na União, se o Conselho Europeu assim o decidir. Neste caso, o Conselho Europeu recomendará
aos Estados-Membros que adoptem uma decisão nesse sentido, nos termos das respectivas normas constitucionais.
A política da União, na acepção do presente artigo, não afectará o carácter específico da política de segurança e de defesa
de determinados Estados-Membros, respeitará as obrigações decorrentes do Tratado do Atlântico-Norte para certos Estados-Membros
que vêem a sua política de defesa comum realizada no quadro da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO) e será compatível
com a política de segurança e de defesa comum adoptada nesse âmbito.
A definição gradual de uma política de defesa comum será apoiada por uma cooperação entre os Estados-Membros em matéria de
armamento, na medida em que estes a considerem pertinente.
2. As questões a que se refere o presente artigo incluem missões humanitárias e de evacuação, missões de manutenção da paz
e missões de forças de combate para a gestão de crises, incluindo missões de restabelecimento da paz.
3. A União solicitará à UEO que prepare e execute as decisões e acções da União que tenham repercussões no domínio da defesa.
A competência do Conselho Europeu para definir orientações, nos termos do artigo J.3, aplicar-se-á igualmente em relação à
UEO no que respeita às questões relativamente às quais a União recorra à UEO.
Sempre que a União solicite à UEO que prepare e execute decisões da União relativas às missões previstas no nº 2, todos os Estados-Membros da União terão o direito de participar plenamente nessas missões. O Conselho, em acordo com as
instituições da UEO, adoptará as disposições práticas necessárias para permitir que todos os Estados-Membros que contribuam
para as missões em causa participem plenamente e em pé de igualdade no planeamento e na tomada de decisões no âmbito da UEO.
As decisões com repercussões no domínio da defesa a que se refere o presente número serão tomadas sem prejuízo das políticas
e obrigações a que se refere o terceiro parágrafo do nº 1.
4. O disposto no presente artigo não obsta ao desenvolvimento de uma cooperação reforçada entre dois ou mais Estados-Membros
ao nível bilateral, no âmbito da UEO e da Aliança Atlântica, na medida em que essa cooperação não contrarie nem dificulte
a cooperação prevista no presente Título.
5. A fim de promover a realização dos objectivos definidos no presente artigo, as respectivas disposições serão revistas nos
termos do artigo N.
Artigo J.8
1. A Presidência representará a União nas matérias do âmbito da política externa e de segurança comum.
2. A Presidência é responsável pela execução das decisões tomadas ao abrigo do presente Título; nessa qualidade, expressará
em princípio a posição da União nas organizações internacionais e nas conferências internacionais.
3. A Presidência será assistida pelo Secretário-Geral do Conselho, que exercerá as funções de Alto-Representante para a política
externa e de segurança comum.
4. A Comissão será plenamente associada às funções previstas nos nºs 1 e 2. No desempenho dessas funções, a Presidência será assistida, se necessário, pelo Estado-Membro que for exercer a presidência
seguinte.
5. Sempre que o considere necessário, o Conselho pode nomear um representante especial, a quem será conferido um mandato relativo
a questões políticas específicas.
Artigo J.9
1. Os Estados-Membros coordenarão a sua acção no âmbito das organizações internacionais e em conferências internacionais.
Nessas instâncias defenderão as posições comuns.
Nas organizações internacionais e em conferências internacionais em que não tomem parte todos os Estados-Membros, aqueles
que nelas participem defenderão as posições comuns.
2. Sem prejuízo do disposto no nº 1 e no nº 3 do artigo J.4, os Estados-Membros representados em organizações internacionais ou conferências internacionais em que nem
todos os Estados-Membros o estejam, manterão estes últimos informados sobre todas as questões que se revistam de interesse
comum.
Os Estados-Membros que sejam igualmente membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas concertar-se-ão e manterão os outros
Estados-Membros plenamente informados. Os Estados-Membros que são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações
Unidas defenderão, no exercício das suas funções, as posições e os interesses da União, sem prejuízo das responsabilidades
que lhes incumbem por força da Carta das Nações Unidas.
Artigo J.10
As missões diplomáticas e consulares dos Estados-Membros e as delegações da Comissão nos países terceiros e nas conferências
internacionais, bem como as respectivas representações junto das organizações internacionais, concertar-se-ão no sentido de
assegurar a observância e a execução das posições comuns e das acções comuns adoptadas pelo Conselho.
As referidas missões, delegações e representações intensificarão a sua cooperação através do intercâmbio de informações, procedendo
a avaliações comuns e contribuindo para a aplicação das disposições a que se refere o artigo 8º-C do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
Artigo J.11
A Presidência consultará o Parlamento Europeu sobre os principais aspectos e as opções fundamentais da política externa e
de segurança comum e zelará por que as opiniões daquela Instituição sejam devidamente tomadas em consideração. O Parlamento
Europeu será regularmente informado pela Presidência e pela Comissão sobre a evolução da política externa e de segurança da
União.
O Parlamento Europeu pode dirigir perguntas ou apresentar recomendações ao Conselho. Procederá anualmente a um debate sobre
os progressos realizados na execução da política externa e de segurança comum.
Artigo J.12
1. Qualquer Estado-Membro ou a Comissão podem submeter ao Conselho todas as questões do âmbito da política externa e de segurança
comum e apresentar-lhe propostas.
2. Nos casos que exijam uma decisão rápida, a Presidência convocará, por iniciativa própria ou a pedido da Comissão ou de
um Estado-Membro, uma reunião extraordinária do Conselho, no prazo de quarenta e oito horas ou, em caso de absoluta necessidade,
num prazo mais curto.
Artigo J.13
1. As decisões ao abrigo do presente Título serão adoptadas pelo Conselho, deliberando por unanimidade. As abstenções dos
membros presentes ou representados não impedem a adopção dessas decisões.
Qualquer membro do Conselho que se abstenha numa votação pode fazer acompanhar a sua abstenção de uma declaração formal nos
termos do presente parágrafo. Nesse caso, não é obrigado a aplicar a decisão, mas deve reconhecer que ela vincula a União.
Num espírito de solidariedade mútua, esse Estado-Membro deve abster-se de qualquer actuação susceptível de colidir com a acção
da União baseada na referida decisão ou de a dificultar; os demais Estados-Membros respeitarão a posição daquele. Se os membros
do Conselho que façam acompanhar a sua abstenção da citada declaração representarem mais de um terço dos votos, ponderados
nos termos do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, a decisão não será adoptada.
2. Em derrogação do disposto no nº 1, o Conselho delibera por maioria qualificada:
- sempre que adopte acções comuns ou posições comuns ou tome qualquer outra decisão com base numa estratégia comum,
- sempre que adopte qualquer decisão que dê execução a uma acção comum ou a uma posição comum.
Se um membro do Conselho declarar que, por importantes e expressas razões de política nacional, tenciona opor-se à adopção
de uma decisão a tomar por maioria qualificada, não se procederá à votação. O Conselho, deliberando por maioria qualificada,
pode solicitar que a questão seja submetida ao Conselho Europeu, a fim de ser tomada uma decisão por unanimidade.
Os votos dos membros do Conselho serão ponderados nos termos do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. As deliberações serão tomadas se obtiverem, pelo menos, sessenta e dois votos
que exprimam a votação favorável de, no mínimo, dez membros.
O disposto no presente número não é aplicável às decisões que tenham implicações no domínio militar ou da defesa.
3. Em questões de natureza processual, o Conselho delibera por maioria dos seus membros.
Artigo J.14
Sempre que seja necessário celebrar um acordo com um ou mais Estados ou organizações internacionais em aplicação do presente
Título, o Conselho, deliberando por unanimidade, pode autorizar a Presidência, eventualmente assistida pela Comissão, a encetar
negociações para esse efeito. Esses acordos serão celebrados pelo Conselho, deliberando por unanimidade, sob recomendação
da Presidência. Nenhum acordo vinculará um Estado-Membro cujo representante no Conselho declare que esse acordo deve obedecer
às normas constitucionais do respectivo Estado; os restantes membros do Conselho podem decidir que o acordo lhes será provisoriamente
aplicável.
O disposto no presente artigo é igualmente aplicável às matérias abrangidas pelo Título VI.
Artigo J.15
Sem prejuízo do disposto no artigo 151º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, um Comité Político acompanhará a situação internacional nos domínios pertencentes
ao âmbito da política externa e de segurança comum e contribuirá para a definição das políticas, emitindo pareceres destinados
ao Conselho, a pedido deste ou por sua própria iniciativa. O Comité Político acompanhará igualmente a execução das políticas
acordadas, sem prejuízo das competências da Presidência e da Comissão.
Artigo J.16
O Secretário-Geral do Conselho, Alto Representante para a política externa e de segurança comum, assistirá o Conselho nas
questões do âmbito da política externa e de segurança comum, contribuindo nomeadamente para a formulação, elaboração e execução
das decisões políticas e, quando necessário, actuando em nome do Conselho a pedido da Presidência, conduzindo o diálogo político
com terceiros.
Artigo J.17
A Comissão será plenamente associada aos trabalhos realizados no domínio da política externa e de segurança comum.
Artigo J.18
1. Os artigos 137º, 138º, 139º a 142º, 146º, 147º, 150º a 153º, 157º a 163º, 191º-A e 217º do Tratado que institui a Comunidade Europeia são aplicáveis às disposições relativas aos domínios previstos no presente
Título.
2. As despesas administrativas em que incorram as Instituições por força das disposições relativas aos domínios previstos
no presente Título ficarão a cargo do orçamento das Comunidades Europeias.
3. As despesas operacionais decorrentes da aplicação das citadas disposições ficarão igualmente a cargo do orçamento das Comunidades
Europeias, com excepção das despesas decorrentes de operações que tenham implicações no domínio militar ou da defesa e nos
casos em que o Conselho, deliberando por unanimidade, decida em contrário.
Nos casos em que as despesas não sejam imputadas ao orçamento das Comunidades Europeias, ficarão a cargo dos Estados-Membros,
de acordo com a chave de repartição baseada no produto nacional bruto, salvo decisão em contrário do Conselho, deliberando
por unanimidade. No que se refere às despesas decorrentes de operações com implicações no domínio militar ou da defesa, os
Estados-Membros cujos representantes no Conselho tiverem feito uma declaração formal nos termos do nº 1, segundo parágrafo, do artigo J.13 não serão obrigados a contribuir para o respectivo financiamento.
4. O processo orçamental estabelecido no Tratado que institui a Comunidade Europeia é aplicável às despesas imputadas ao orçamento
das Comunidades Europeias.».
11. O Título VI passa a ter a seguinte redacção:
«Título VI
DISPOSIÇÕES RELATIVAS À COOPERAÇÃO POLICIAL E JUDICIÁRIA EM MATÉRIA PENAL
Artigo K.1
Sem prejuízo das competências da Comunidade Europeia, será objectivo da União facultar aos cidadãos um elevado nível de protecção
num espaço de liberdade, segurança e justiça, mediante a instituição de acções em comum entre os Estados-Membros no domínio
da cooperação policial e judiciária em matéria penal e a prevenção e combate do racismo e da xenofobia.
Este objectivo será atingido prevenindo e combatendo a criminalidade, organizada ou não, em especial o terrorismo, o tráfico
de seres humanos e os crimes contra as crianças, o tráfico ilícito de droga e o tráfico ilícito de armas, a corrupção e a
fraude, através de:
- uma cooperação mais estreita entre forças policiais, autoridades aduaneiras e outras autoridades competentes dos Estados-Membros,
tanto directamente como através do Serviço Europeu de Polícia (Europol), nos termos do disposto nos artigos K.2 e K.4,
- uma cooperação mais estreita entre as autoridades judiciárias e outras autoridades competentes dos Estados-Membros, nos
termos do disposto nas alíneas a) a d) do artigo K.3 e no artigo K.4,
- uma aproximação, quando necessário, das disposições de direito penal dos Estados-Membros, nos termos do disposto na alínea
e) do artigo K.3.
Artigo K.2
1. A acção em comum no domínio da cooperação policial abrange:
a) A cooperação operacional entre as autoridades competentes, incluindo os serviços de polícia, das alfândegas e outros serviços
especializados responsáveis pela aplicação da lei nos Estados-Membros, no domínio da prevenção e da detecção de infracções
penais e das investigações nessa matéria;
b) A recolha, armazenamento, tratamento, análise e intercâmbio de informações pertinentes, incluindo informações em poder
de serviços responsáveis pela aplicação da lei respeitantes a transacções financeiras suspeitas, em especial através da Europol,
sob reserva das disposições adequadas relativas à protecção dos dados de carácter pessoal;
c) A cooperação e as iniciativas conjuntas em matéria de formação, intercâmbio de agentes de ligação, destacamentos, utilização
de equipamento e investigação forense;
d) A avaliação em comum de técnicas de investigação específicas relacionadas com a detecção de formas graves de criminalidade
organizada.
2. O Conselho promoverá a cooperação através da Europol e, em especial, no prazo de cinco anos a contar da data de entrada
em vigor do Tratado de Amesterdão:
a) Habilitará a Europol a facilitar e apoiar a preparação, bem como a incentivar a coordenação e execução, de acções específicas
de investigação efectuadas pelas autoridades competentes dos Estados-Membros, incluindo acções operacionais de equipas conjuntas
em que participem representantes da Europol com funções de apoio;
b) Adoptará medidas que permitam à Europol solicitar às autoridades competentes dos Estados-Membros que efectuem e coordenem
investigações em casos concretos, bem como desenvolver conhecimentos especializados que possam ser postos à disposição dos
Estados-Membros para os assistir na investigação de casos de criminalidade organizada;
c) Promoverá o estabelecimento de contactos entre magistrados e investigadores especializados na luta contra a criminalidade
organizada, em estreita cooperação com a Europol;
d) Criará uma rede de investigação, documentação e estatística sobre a criminalidade transfronteiriça.
Artigo K.3
A acção em comum no domínio da cooperação judiciária em matéria penal terá por objectivo, nomeadamente:
a) Facilitar e acelerar a cooperação entre os ministérios e as autoridades judiciárias ou outras equivalentes dos Estados-Membros,
no que respeita à tramitação dos processos e à execução das decisões;
b) Facilitar a extradição entre os Estados-Membros;
c) Assegurar a compatibilidade das normas aplicáveis nos Estados-Membros, na medida do necessário para melhorar a referida
cooperação;
d) Prevenir os conflitos de jurisdição entre Estados-Membros;
e) Adoptar gradualmente medidas que prevejam regras mínimas quanto aos elementos constitutivos das infracções penais e às
sanções aplicáveis nos domínios da criminalidade organizada, do terrorismo e do tráfico ilícito de droga.
Artigo K.4
O Conselho definirá as condições e limites dentro dos quais as autoridades competentes a que se referem os artigos K.2 e K.3
podem intervir no território de outro Estado-Membro em articulação e em acordo com as autoridades desse Estado.
Artigo K.5
O presente Título não prejudica o exercício das responsabilidades que incumbem aos Estados-Membros em matéria de manutenção
da ordem pública e de garantia da segurança interna.
Artigo K.6
1. Nos domínios previstos no presente Título, os Estados-Membros devem informar-se e consultar-se mutuamente no âmbito do
Conselho, de modo a coordenarem a sua acção. Para o efeito, devem instituir uma colaboração entre os competentes serviços
das respectivas Administrações.
2. O Conselho tomará medidas e promoverá a cooperação, sob a forma e segundo os processos adequados instituídos pelo presente
Título, no sentido de contribuir para a realização dos objectivos da União. Para o efeito, o Conselho pode, deliberando por
unanimidade, por iniciativa de qualquer Estado-Membro ou da Comissão:
a) Adoptar posições comuns que definam a abordagem da União em relação a uma questão específica;
b) Adoptar decisões-quadro para efeitos de aproximação das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.
As decisões-quadro vinculam os Estados-Membros quanto ao resultado a alcançar, deixando, no entanto, às instâncias nacionais
a competência quanto à forma e aos meios. As decisões-quadro não produzem efeito directo;
c) Adoptar decisões para quaisquer outros efeitos compatíveis com os objectivos do presente Título, com exclusão da aproximação
das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros. Estas decisões têm carácter vinculativo e não produzem
efeito directo; o Conselho, deliberando por maioria qualificada, adoptará as medidas necessárias à execução destas decisões
ao nível da União;
d) Elaborar convenções e recomendar a sua adopção pelos Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.
Os Estados-Membros iniciarão o cumprimento das formalidades aplicáveis num prazo a fixar pelo Conselho.
Após adopção por parte de, pelo menos, metade dos Estados-Membros, essas convenções entrarão em vigor em relação a esses Estados-Membros,
salvo disposições em contrário que nelas se contenham. As medidas de aplicação dessas convenções serão adoptadas no âmbito
do Conselho, por maioria de dois terços das Partes Contratantes.
3. Se as deliberações do Conselho exigirem maioria qualificada, os votos dos membros serão ponderados nos termos do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia; as deliberações serão tomadas se obtiverem, pelo menos, sessenta e dois votos
que exprimam a votação favorável de, no mínimo, dez membros.
4. Em questões de natureza processual, o Conselho delibera por maioria dos seus membros.
Artigo K.7
1. O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias é competente, sob reserva das condições constantes do presente artigo,
para decidir a título prejudicial sobre a validade e a interpretação das decisões-quadro e das decisões, sobre a interpretação
das convenções estabelecidas ao abrigo do presente Título e sobre a validade e a interpretação das respectivas medidas de
aplicação.
2. Mediante declaração feita no momento da assinatura do Tratado de Amesterdão, ou posteriormente, a todo o tempo, qualquer
Estado-Membro pode aceitar a competência do Tribunal de Justiça para decidir a título prejudicial, nos termos do nº 1.
3. Qualquer Estado-Membro que apresente uma declaração nos termos do nº 2 deve especificar que:
a) Qualquer órgão jurisdicional desse Estado cujas decisões não sejam susceptíveis de recurso judicial previsto no direito
interno pode pedir ao Tribunal de Justiça que se pronuncie a título prejudicial sobre uma questão suscitada em processo pendente
perante esse órgão jurisdicional relativa à validade ou interpretação de um acto a que se refere o nº 1, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao julgamento da causa, ou que
b) Qualquer órgão jurisdicional desse Estado pode pedir ao Tribunal de Justiça que se pronuncie a título prejudicial sobre
uma questão suscitada em processo pendente perante esse órgão jurisdicional relativa à validade ou interpretação de um acto
a que se refere o nº 1, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao julgamento da causa.
4. Qualquer Estado-Membro, quer tenha ou não feito uma declaração nos termos do nº 2, tem o direito de apresentar ao Tribunal alegações ou observações escritas nos casos previstos no nº 1.
5. O Tribunal de Justiça não é competente para fiscalizar a validade ou a proporcionalidade de operações efectuadas pelos
serviços de polícia ou outros serviços responsáveis pela aplicação da lei num Estado-Membro, ou o exercício das responsabilidades
que incumbem aos Estados-Membros em matéria de manutenção da ordem pública e de garantia da segurança interna.
6. O Tribunal de Justiça é competente para fiscalizar a legalidade das decisões-quadro e das decisões no âmbito dos recursos
com fundamento em incompetência, violação de formalidades essenciais, violação do presente Tratado ou de qualquer norma jurídica
relativa à sua aplicação, ou em desvio de poder, interpostos por um Estado-Membro ou pela Comissão. Os recursos previstos
no presente número devem ser interpostos no prazo de dois meses a contar da publicação do acto.
7. O Tribunal de Justiça é competente para decidir sobre qualquer litígio entre Estados-Membros decorrente da interpretação
ou da execução dos actos adoptados em aplicação do nº 2 do artigo K.6, sempre que o diferendo não possa ser resolvido pelo Conselho no prazo de seis meses a contar da data em
que lhe tenha sido submetido por um dos seus membros. O Tribunal de Justiça é igualmente competente para decidir sobre qualquer
litígio entre os Estados-Membros e a Comissão decorrente da interpretação ou da aplicação das convenções elaboradas ao abrigo
do nº 2, alínea d), do artigo K.6.
Artigo K.8
1. É instituído um Comité de Coordenação constituído por Altos Funcionários. Além do seu papel de coordenação, o Comité tem
por missão:
- formular pareceres destinados ao Conselho, quer a pedido deste, quer por sua própria iniciativa,
- contribuir, sem prejuízo do disposto no artigo 151º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, para a preparação dos trabalhos do Conselho nos domínios a que se refere o
artigo K.1.
2. A Comissão será plenamente associada aos trabalhos nos domínios previstos no presente Título.
Artigo K.9
Os Estados-Membros expressarão, nas organizações internacionais e nas conferências internacionais em que participem, as posições
comuns adoptadas em aplicação das disposições do presente Título.
O disposto nos artigos J.8 e J.9 aplicar-se-á, quando adequado, às matérias abrangidas pelo presente Título.
Artigo K.10
Os acordos a que se refere o artigo J.14 podem abranger questões do âmbito do presente Título.
Artigo K.11
1. Previamente à adopção de qualquer das medidas a que se refere o nº 2, alíneas b), c) e d), do artigo K.6, o Conselho consultará o Parlamento Europeu. Este emitirá parecer num prazo que pode
ser fixado pelo Conselho e não pode ser inferior a três meses. Se o Parlamento Europeu não tiver emitido parecer nesse prazo,
o Conselho pode deliberar.
2. A Presidência e a Comissão informarão regularmente o Parlamento Europeu sobre os trabalhos realizados nos domínios abrangidos
pelo presente Título.
3. O Parlamento Europeu pode dirigir perguntas ou apresentar recomendações ao Conselho. Procederá anualmente a um debate sobre
os progressos realizados nos domínios a que se refere o presente Título.
Artigo K.12
1. Os Estados-Membros que se proponham instaurar entre si uma cooperação reforçada podem ser autorizados, respeitando o disposto
nos artigos K.15 e K.16, a recorrer às Instituições, processos e mecanismos previstos nos Tratados, desde que a cooperação
prevista:
a) Respeite as competências da Comunidade Europeia, bem como os objectivos estabelecidos no presente Título;
b) Tenha por objectivo possibilitar que a União se transforme mais rapidamente num espaço de liberdade, segurança e justiça.
2. A autorização prevista no nº 1 será concedida pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, a pedido dos Estados-Membros em causa e após a Comissão
ter sido convidada a apresentar o seu parecer. O pedido será igualmente transmitido ao Parlamento Europeu.
Se um membro do Conselho declarar que, por importantes e expressas razões de política nacional, se tenciona opor à concessão
de uma autorização por maioria qualificada, não se procederá a votação. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode
requerer que a questão seja submetida ao Conselho Europeu, a fim de ser tomada uma decisão por unanimidade.
Os votos dos membros do Conselho serão ponderados nos termos do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. As deliberações serão adoptadas se obtiverem, pelo menos, sessenta e dois
votos que exprimam a votação favorável de, no mínimo, dez membros.
3. Qualquer Estado-Membro que deseje participar na cooperação instaurada nos termos do presente artigo notificará a sua intenção
ao Conselho e à Comissão, a qual, no prazo de três meses a contar da data de recepção da notificação, apresentará ao Conselho
um parecer, eventualmente acompanhado de uma recomendação relativa a disposições específicas que considere necessárias para
que esse Estado-Membro possa participar nessa cooperação. No prazo de quatro meses a contar da data da notificação, o Conselho
tomará uma decisão sobre a questão, bem como sobre disposições específicas que considere necessárias. A decisão considera-se
tomada, excepto se o Conselho, deliberando por maioria qualificada, decidir suspendê-la; neste caso, o Conselho indicará os
motivos da sua decisão e fixará um prazo para voltar a analisá-la. Para efeitos do presente número, o Conselho delibera nas
condições previstas no artigo K.16.
4. O disposto nos artigos K.1 a K.13 é aplicável à cooperação reforçada prevista no presente artigo, salvo disposição em contrário
deste e dos artigos K.15 e K.16.
As disposições do Tratado que institui a Comunidade Europeia relativas às competências do Tribunal de Justiça das Comunidades
Europeias e ao respectivo exercício são aplicáveis aos nºs 1, 2 e 3.
5. O presente artigo não prejudica o disposto no Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia.
Artigo K.13
1. Os artigos 137º, 138º, 138º-E, 139º a 142º, 146º, 147º, o nº 3 do artigo 148º, os artigos 150º a 153º, 157º a 163º, 191º-A e 217º do Tratado que institui a Comunidade Europeia são aplicáveis às disposições relativas aos domínios previstos no presente
Título.
2. As despesas administrativas em que incorram as Instituições por força das disposições relativas aos domínios previstos
no presente Título ficarão a cargo do orçamento das Comunidades Europeias.
3. As despesas operacionais decorrentes da execução das referidas disposições ficarão igualmente a cargo do orçamento das
Comunidades Europeias, salvo nos casos em que o Conselho, deliberando por unanimidade, decida em contrário. Nos casos em que
não sejam imputadas ao orçamento das Comunidades Europeias, as despesas ficarão a cargo dos Estados-Membros, de acordo com
a chave de repartição baseada no produto nacional bruto, salvo decisão em contrário do Conselho, deliberando por unanimidade.
4. O processo orçamental estabelecido no Tratado que institui a Comunidade Europeia é aplicável às despesas que fiquem a cargo
do orçamento das Comunidades Europeias.
Artigo K.14
O Conselho, deliberando por unanimidade, por iniciativa da Comissão ou de um Estado-Membro, e após consulta ao Parlamento
Europeu, pode decidir tornar aplicável o Título III-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia a acções nos domínios
a que se refere o artigo K.1, determinando simultaneamente as correspondentes condições de votação. O Conselho recomendará
a adopção dessa decisão pelos Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.».
12. É inserido o seguinte novo Título:
«Título VI-A
DISPOSIÇÕES RELATIVAS À COOPERAÇÃO REFORÇADA
Artigo K.15
1. Os Estados-Membros que se proponham instituir entre si uma cooperação reforçada podem recorrer às Instituições, processos
e mecanismos previstos no presente Tratado e no Tratado que institui a Comunidade Europeia, desde que a cooperação prevista:
a) Tenha por objecto favorecer a realização dos objectivos da União e preservar e servir os seus interesses;
b) Respeite os princípios dos citados Tratados e o quadro institucional único da União;
c) Seja utilizada apenas em último recurso, quando não seja possível alcançar os objectivos dos citados Tratados mediante
a aplicação dos processos pertinentes neles previstos;
d) Envolva pelo menos a maioria dos Estados-Membros;
e) Não afecte o acervo comunitário, nem as medidas adoptadas ao abrigo das demais disposições dos citados Tratados;
f) Não afecte as competências, os direitos, as obrigações e os interesses dos Estados-Membros que nela não participem;
g) Esteja aberta a todos os Estados-Membros e permita que estes a ela se associem em qualquer momento, desde que respeitem
a decisão inicial e as decisões tomadas nesse âmbito;
h) Observe os critérios adicionais específicos constantes, respectivamente, do artigo 5º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia e do artigo K.12 do presente Tratado, consoante o domínio em causa, e seja
autorizada pelo Conselho nos termos dos processos neles previstos.
2. Os Estados-Membros aplicarão, no que lhes diga respeito, os actos e decisões adoptados para execução da cooperação em que
participem. Os Estados-Membros que não participem nessa cooperação não dificultarão a sua execução por parte dos Estados-Membros
participantes.
Artigo K.16
1. Para efeitos da adopção dos actos e decisões necessários à execução da cooperação a que se refere o artigo K.15, são aplicáveis
as disposições institucionais pertinentes do presente Tratado e do Tratado que institui a Comunidade Europeia. No entanto,
embora todos os membros do Conselho possam tomar parte nas deliberações, só aqueles que representam os Estados-Membros participantes
podem intervir na adopção das decisões. A maioria qualificada é definida como sendo constituída pela mesma proporção dos votos
ponderados dos membros do Conselho em causa fixada no nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. A unanimidade é constituída apenas pelos votos desses membros do Conselho.
2. As despesas decorrentes da execução da cooperação que não sejam custos administrativos em que incorram as Instituições
ficam a cargo dos Estados-Membros participantes, salvo decisão em contrário do Conselho, deliberando por unanimidade.
Artigo K.17
O Conselho e a Comissão informarão regularmente o Parlamento Europeu da evolução da cooperação reforçada instaurada com base
no presente Título.».
13. O artigo L passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo L
As disposições do Tratado que institui a Comunidade Europeia, do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do
Aço e do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica relativas à competência do Tribunal de Justiça das
Comunidades Europeias e ao exercício dessa competência apenas serão aplicáveis às seguintes disposições do presente Tratado:
a) Disposições que alteram o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia tendo em vista a instituição da Comunidade
Europeia, o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da
Energia Atómica;
b) Disposições do Título VI, nas condições previstas nos artigos K.7;
c) Disposições do Título VI-A, nas condições previstas no artigo 5º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia e no artigo K.12;
d) Nº 2 do artigo F no que respeita à acção das Instituições, na medida em que o Tribunal de Justiça seja competente nos termos
dos Tratados que instituem as Comunidades Europeias e nos termos do presente Tratado;
e) Artigos L a S.».
14. No artigo N, é suprimido o nº 2 e o nº 1 fica sem numeração.
15. O primeiro parágrafo do artigo O passa a ter a seguinte redacção:
«Qualquer Estado europeu que respeite os princípios enunciados no nº 1 do artigo F pode pedir para se tornar membro da União. Dirigirá o respectivo pedido ao Conselho, que se pronunciará por
unanimidade, após ter consultado a Comissão e após parecer favorável do Parlamento Europeu, que se pronunciará por maioria
absoluta dos membros que o compõem.».
16. Ao artigo S, eé aditada a seguinte alínea:
«Por força do Tratado de Adesão de 1994, as versões finlandesa e sueca do presente Tratado fazem igualmente fé.»
O Tratado que institui a Comunidade Europeia é alterado nos termos das disposições constantes do presente artigo.
1. No preâmbulo, após o oitavo, é aditado o seguinte considerando:
«DETERMINADOS a promover o desenvolvimento do mais elevado nível possível de conhecimentos dos seus povos, através de um amplo
acesso à educação, e da contínua actualização desses conhecimentos:».
2. O artigo 2º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 2º
A Comunidade tem como missão, através da criação de um mercado comum e de uma união económica e monetária e da aplicação das
políticas ou acções comuns a que se referem os artigos 3º e 3º-A, promover, em toda a Comunidade, o desenvolvimento harmonioso, equilibrado e sustentável das actividades económicas, um
elevado nível de emprego e de protecção social, a igualdade entre homens e mulheres, um crescimento sustentável e não inflacionista,
um alto grau de competitividade e de convergência dos comportamentos das economias, um elevado nível de protecção e de melhoria
da qualidade do ambiente, o aumento do nível e da qualidade de vida, a coesão económica e social e a solidariedade entre os
Estados-Membros.».
3. O artigo 3º é alterado do seguinte modo:
a) O texto actual é numerado e passa a constituir o nº 1;
b) No novo nº 1, a alínea d) passa a ter a seguinte redacção:
«d) Medidas relativas à entrada e circulação de pessoas de acordo com o disposto no Título III-A;»;
c) No novo nº 1 é inserida a seguinte alínea i), após a alínea h):
«i) A promoção de uma coordenação entre as políticas de emprego dos Estados-Membros, com o objectivo de reforçar a sua eficácia,
mediante a elaboração de uma estratégia coordenada em matéria de emprego;»;
d) No novo nº 1, a acutalactual alínea i) passa a ser a alínea j) e as alíneas seguintes são renumeradas segundo a mesma ordem;
e) É aditado o seguinte número:
«2. Na realização de todas as acções previstas no presente artigo, a Comunidade terá por objectivo eliminar as desigualdades
e promover a igualdade entre homens e mulheres.».
4. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 3º-C
As exigências em matéria de protecção do ambiente devem ser integradas na definição e execução das políticas e acções da Comunidade
previstas no artigo 3º, em especial com o objectivo de promover um desenvolvimento sustentável.».
5. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 5º-A
1. Os Estados-Membros que se proponham instituir entre si uma cooperação reforçada podem ser autorizados, sob reserva do disposto
nos artigos K.15 e K.16 do Tratado da União Europeia, a recorrer às Instituições, processos e mecanismos previstos no presente
Tratado, desde que a cooperação prevista:
a) Não incida em domínios da competência exclusiva da Comunidade;
b) Não afecte as políticas, acções ou programas da Comunidade;
c) Não diga respeito à cidadania da União, nem estabeleça discriminações entre os nacionais dos Estados-Membros;
d) Permaneça nos limites das competências atribuídas à Comunidade pelo presente Tratado; e
e) Não constitua uma discriminação ou uma restrição ao comércio entre Estados-Membros, nem provoque qualquer distorção das
condições de concorrência entre estes últimos.
2. A autorização prevista no nº 1 será concedida pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento
Europeu.
Se um membro do Conselho declarar que, por importantes e expressas razões de política nacional, tenciona opor-se à concessão
de uma autorização por maioria qualificada, não se procederá a votação. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode
solicitar que a questão seja submetida ao Conselho Europeu, a fim de ser tomada uma decisão por unanimidade.
Os Estados-Membros que se proponham instituir a cooperação reforçada a que se refere o nº 1 podem dirigir um pedido nesse sentido à Comissão, que pode apresentar ao Conselho uma proposta para o efeito. Caso não
apresente uma proposta, a Comissão informará os referidos Estados-Membros das razões que a motivaram.
3. Qualquer Estado-Membro que deseje participar na cooperação instituída nos termos do presente artigo notificará a sua intenção
ao Conselho e à Comissão, a qual apresentará um parecer ao Conselho no prazo de três meses a contar da data de recepção da
notificação. No prazo de quatro meses a contar da data da notificação, a Comissão tomará uma decisão sobre esta, bem como
sobre medidas específicas que considere necessárias.
4. Os actos e decisões necessários para a execução das acções de cooperação ficam sujeitos a todas as disposições pertinentes
do presente Tratado, salvo disposição em contrário do presente artigo e dos artigos K.15 e K.16 do Tratado da União Europeia.
5. O presente artigo não prejudica o disposto no Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia.».
6. O segundo parágrafo do artigo 6º passa a ter a seguinte redacção:
«O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, pode adoptar normas destinadas a proibir essa discriminação.».
7. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 6º-A
Sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado e dentro dos limites das competências que este confere à Comunidade,
o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, pode tomar as medidas
necessárias para combater a discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade
ou orientação sexual.».
8. É inserido o seguinte artigo no final da Parte I:
«Artigo 7º-D
Sem prejuízo do disposto nos artigos 77º, 90º e 92º, e atendendo à posição que os serviços de interesse económico geral ocupam no conjunto dos valores comuns da União e ao papel
que desempenham na promoção da coesão social e territorial, a Comunidade e os seus Estados-Membros, dentro do limite das respectivas
competências e dentro no âmbito de aplicação do presente Tratado, zelarão por que esses serviços funcionem com base em princípios
e em condições que lhes permitam cumprir as suas missões.».
9. O nº 1 do artigo 8º passa a ter a seguinte redacção:
«1. É instituída a cidadania da União. É cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro. A
cidadania da União é complementar da cidadania nacional e não a substitui.».
10. O nº 2 do artigo 8º-A passa a ter a seguinte redacção:
«2. O Conselho pode adoptar disposições destinadas a facilitar o exercício dos direitos a que se refere o número anterior;
salvo disposição em contrário do presente Tratado, o Conselho delibera nos termos do artigo 189º-B. O Conselho delibera por unanimidade em todo o processo previsto nesse artigo.».
11. Ao artigo 8º-D é aditado o seguinte parágrafo:
«Qualquer cidadão da União pode dirigir-se por escrito a qualquer das Instituições ou órgãos a que se refere o presente artigo
ou o artigo 4º numa das línguas previstas no artigo 248º e obter uma resposta redigida na mesma língua.».
12. O artigo 51º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 51º
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, tomará, no domínio da segurança social, as medidas necessárias ao estabelecimento da livre circulação dos trabalhadores,
instituindo, designadamente, um sistema que assegure aos trabalhadores migrantes e às pessoas que deles dependam:
a) A totalização de todos os períodos tomados em consideração pelas diversas legislações nacionais, tanto para fins de aquisição
e manutenção do direito às prestações, como para o cálculo destas;
b) O pagamento das prestações aos residentes nos territórios dos Estados-Membros.
O Conselho delibera por unanimidade em todo o processo previsto no artigo 189º-B.»
13. O nº 2 do artigo 56º passa a ter a seguinte redacção:
«2. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, adoptará directivas para a coordenação das citadas disposições.».
14. O nº 2 do artigo 57º passa a ter a seguinte redacção:
«2. Para o mesmo fim, o Conselho adoptará, nos termos do artigo 189º-B, directivas que visem coordenar as disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros respeitantes
ao acesso às actividades não assalariadas e ao seu exercício. O Conselho, deliberando por unanimidade em todo o processo previsto
no artigo 189º-B, decidirá sobre as directivas cuja execução implique, num Estado-Membro pelo menos, uma alteração dos princípios legislativos
existentes do regime das profissões, no que respeita à formação e às condições de acesso de pessoas singulares. Nos outros
casos, o Conselho delibera por maioria qualificada.».
15. Na Parte III é inserido o seguinte Título:
«Título III-A
VISTOS, ASILO, IMIGRAÇÃO E OUTRAS POLÍTICAS RELATIVAS À LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS
Artigo 73º-I
A fim de criar progressivamente um espaço de liberdade, de segurança e de justiça, o Conselho adoptará:
a) No prazo de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, medidas destinadas a assegurar a
livre circulação de pessoas nos termos do artigo 7º-A, em conjugação com medidas de acompanhamento, com ela directamente relacionadas, em matéria de controlos na fronteira externa,
asilo e imigração, nos termos do disposto nos pontos 2 e 3 do artigo 73º-J, no ponto 1, alínea a), e no ponto 2, alínea a), do artigo 73º-K, bem como medidas destinadas a prevenir e combater a criminalidade, nos termos da alínea e) do artigo K.3 do Tratado da
União Europeia;
b) Outras medidas em matéria de asilo, imigração e protecção dos direitos de nacionais de países terceiros, nos termos do
artigo 73º-K;
c) Medidas no domínio da cooperação judiciária em matéria civil, previstas no artigo 73º-M;
d) Medidas destinadas a incentivar e reforçar a cooperação administrativa a que se refere o artigo 73º-N;
e) Medidas no domínio da cooperação policial e judiciária em matéria penal, destinadas a assegurar um elevado nível de segurança
através da prevenção e combate da criminalidade na União, nos termos do Tratado da União Europeia.
Artigo 73º-J
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 73º-O, adoptará, no prazo de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão:
1. Medidas destinadas a assegurar, de acordo com o artigo 7º-A, a ausência de controlos de pessoas, quer se trate de cidadãos da União, quer de nacionais de países terceiros, na passagem
das fronteiras internas;
2. Medidas relativas à passagem das fronteiras externas dos Estados-Membros, que conterão:
a) As normas e processos a seguir pelos Estados-Membros para a realização dos controlos de pessoas nessas fronteiras;
b) Regras em matéria de vistos para as estadias previstas por um período máximo de três meses, nomeadamente:
i) A lista dos países terceiros cujos nacionais devem ser detentores de visto na passagem das fronteiras externas e daqueles
cujos nacionais estão isentos dessa obrigação;
ii) Os processos e condições de emissão de vistos pelos Estados-Membros;
iii) Um modelo-tipo de visto;
iv) Regras em matéria de visto uniforme;
3. Medidas que estabeleçam as condições da livre circulação de nacionais de países terceiros no território dos Estados-Membros
durante um período não superior a três meses.
Artigo 73º-K
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 73º-O, adoptará, no prazo de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão:
1. Medidas em matéria de asilo concordantes com a Convenção de Genebra, de 28 de Julho de 1951, e o Protocolo, de 31 de Janeiro
de 1967, relativos ao estatuto dos refugiados, bem como com os demais tratados pertinentes, nos seguintes domínios:
a) Critérios e mecanismos para a determinação do Estado-Membro responsável pela análise de um pedido de asilo apresentado
num dos Estados-Membros por um nacional de um país terceiro;
b) Normas mínimas em matéria de acolhimento dos requerentes de asilo nos Estados-Membros;
c) Normas mínimas em matéria de condições a preencher pelos nacionais de países terceiros que pretendam aceder ao estatuto
de refugiado;
d) Normas mínimas em matéria de concessão ou retirada do estatuto de refugiado nos Estados-Membros;
2. Medidas relativas aos refugiados e às pessoas deslocadas, nos seguintes domínios:
a) Normas mínimas em matéria de concessão de protecção temporária a pessoas deslocadas de países terceiros que não possam
regressar ao seu país de origem, bem como a pessoas que, por outros motivos, necessitem de protecção internacional;
b) Medidas tendentes a assegurar uma repartição equilibrada do esforço assumido pelos Estados-Membros ao acolherem refugiados
e pessoas deslocadas e suportarem as consequências decorrentes desse acolhimento;
3. Medidas relativas à política de imigração, nos seguintes domínios:
a) Condições de entrada e de residência, bem como normas relativas aos processos de emissão de vistos de longa duração e autorizações
de residência permanente, pelos Estados-Membros, nomeadamente para efeitos de reagrupamento familiar;
b) Imigração clandestina e residência ilegal, incluindo o repatriamento de residentes em situação ilegal;
4. Medidas que definam os direitos e condições em que os nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro
podem residir noutros Estados-Membros.
As medidas adoptadas pelo Conselho em aplicação dos pontos 3 e 4 não impedirão os Estados-Membros de manter ou introduzir,
nos domínios em causa, disposições nacionais que sejam compatíveis com o presente Tratado e com os acordos internacionais.
O prazo de cinco anos acima previsto não é aplicável às medidas a adoptar nos termos da alínea b) do ponto 2, da alínea a)
do ponto 3 e do ponto 4.
Artigo 73º-L
1. O disposto no presente Título não prejudica o exercício das responsabilidades que incumbem aos Estados-Membros em matéria
de manutenção da ordem pública e de garantia da segurança interna.
2. No caso de um ou mais Estados-Membros serem confrontados com uma situação de emergência caracterizada por um súbito afluxo
de nacionais de países terceiros, e sem prejuízo do disposto no nº 1, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode adoptar medidas provisórias, de duração
não superior a seis meses, a favor desses Estados-Membros.
Artigo 73º-M
As medidas no domínio da cooperação judiciária em matéria civil que tenham uma incidência transfronteiriça, a adoptar nos
termos do artigo 73º-O e na medida do necessário ao bom funcionamento do mercado interno, terão por objectivo, nomeadamente:
a) Melhorar e simplificar:
- o sistema de citação e de notificação transfronteiriça dos actos judiciais e extrajudiciais,
- a cooperação em matéria de obtenção de meios de prova,
- o reconhecimento e a execução das decisões em matéria civil e comercial, incluindo as decisões extrajudiciais;
b) Promover a compatibilidade das normas aplicáveis nos Estados-Membros em matéria de conflitos de leis e de jurisdição;
c) Eliminar os obstáculos à boa tramitação das acções cíveis, promovendo, se necessário, a compatibilidade das normas de processo
civil aplicáveis nos Estados-Membros.
Artigo 73º-N
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 73º-O, adoptará medidas destinadas a assegurar uma cooperação entre os serviços competentes das Administrações dos Estados-Membros
nos domínios abrangidos pelo presente Título, bem como entre esses serviços e a Comissão.
Artigo 73º-O
1. Durante um período transitório de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, o Conselho
delibera por unanimidade, sob proposta da Comissão ou por iniciativa de um Estado-Membro e após consulta ao Parlamento Europeu.
2. Findo esse período de cinco anos:
- o Conselho delibera sob proposta da Comissão; a Comissão deve instruir qualquer pedido formulado por um Estado-Membro, destinado
a constituir uma proposta ao Conselho,
- o Conselho, deliberando por unanimidade, após consulta ao Parlamento Europeu, toma uma decisão destinada a tornar aplicável
o processo previsto no artigo 189º-B à totalidade ou a parte dos domínios abrangidos pelo presente Título e a adaptar as disposições relativas à competência
do Tribunal de Justiça.
3. Em derrogação dos nºs 1 e 2, a partir da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, as medidas previstas no ponto 2, subalíneas i) e iii)
da alínea b), do artigo 73º-J serão adoptadas pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento
Europeu,
4. Findo um período de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, as medidas previstas no ponto
2, subalíneas ii) e iv) da alínea b), do artigo 73º-J serão adoptadas pelo Conselho nos termos do artigo 189º-B.
Artigo 73º-P
1. O artigo 177º é aplicável ao presente Título, nas circunstâncias e condições a seguir enunciadas: sempre que uma questão sobre a interpretação
do presente Título ou sobre a validade ou interpretação dos actos adoptados pelas Instituições da Comunidade com base no presente
Título seja suscitada em processo pendente perante um órgão jurisdicional nacional cujas decisões não sejam susceptíveis de
recurso judicial previsto no direito interno, esse órgão, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao
julgamento da causa, deve pedir ao Tribunal de Justiça que sobre ela se pronuncie.
2. O Tribunal de Justiça não tem competência, em caso algum, para se pronunciar sobre medidas ou decisões tomadas em aplicação
do ponto 1 do artigo 73º-J relativas à manutenção da ordem pública e à garantia da segurança interna.
3. O Conselho, a Comissão ou um Estado-Membro podem solicitar ao Tribunal de Justiça que se pronuncie sobre uma questão de
interpretação do presente Título ou de actos adoptados pelas Instituições da Comunidade com base nele. A decisão proferida
pelo Tribunal de Justiça em resposta a esse pedido não é aplicável às decisões dos órgãos jurisdicionais dos Estados-Membros
que constituam caso julgado.
Artigo 73º-Q
O presente Título é aplicável sob reserva do disposto no Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda e no Protocolo
relativo à posição da Dinamarca e sem prejuízo do Protocolo relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia ao Reino Unido e à Irlanda.».
16. A parte introdutoria do nº 1 do artigo 75º passa a ter a seguinte redacção:
«1. Para efeitos de aplicação do artigo 74º, e tendo em conta os aspectos específicos dos transportes, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, estabelece:».
17. Os nºs 3, 4 e 5 do artigo 100º-A são substituídos pelos seguintes números:
«3. A Comissão, nas suas propostas previstas no nº 1 em matéria de saúde, de segurança, de protecção do ambiente e de defesa dos consumidores, basear-se-á num nível de protecção
elevado, tendo nomeadamente em conta qualquer nova evolução baseada em dados científicos. No âmbito das respectivas competências,
o Parlamento Europeu e o Conselho procurarão igualmente alcançar esse objectivo.
4. Se, após adopção de uma medida de harmonização pelo Conselho ou pela Comissão, um Estado-Membro considerar necessário manter
disposições nacionais justificadas por exigências importantes a que se refere o artigo 36º ou relativas à protecção do meio de trabalho ou do ambiente, notificará a Comissão dessas medidas, bem como das razões que
motivam a sua manutenção.
5. Além disso, sem prejuízo do disposto no nº 4, se, após a adopção de uma medida de harmonização pelo Conselho ou pela Comissão, um Estado-Membro considerar necessário
adoptar disposições nacionais baseadas em novas provas científicas relacionadas com a protecção do meio de trabalho ou do
ambiente, ou motivadas por qualquer problema específico desse Estado-Membro, que tenha surgido após a adopção da referida
medida de harmonização, notificará a Comissão das disposições previstas, bem como dos motivos da sua adopção.
6. No prazo de seis meses a contar da data das notificações a que se referem os nºs 4 e 5, a Comissão aprovará ou rejeitará as disposições nacionais em causa, depois de ter verificado que não constituem um
meio de discriminação arbitrária ou uma restrição dissimulada ao comércio entre os Estados-Membros, nem um obstáculo ao funcionamento
do mercado interno.
Na ausência de decisão da Comissão dentro do citado prazo, considera-se que as disposições nacionais a que se referem os nºs 4 e 5 foram aprovadas.
Se a complexidade da questão o justificar, e não existindo perigo para a saúde humana, a Comissão pode notificar o respectivo
Estado-Membro de que o prazo previsto no presente número pode ser prorrogado por um novo período de seis meses, no máximo.
7. Se, em aplicação do nº 6, um Estado-Membro for autorizado a manter ou adoptar disposições nacionais derrogatórias de uma medida de harmonização,
a Comissão ponderará imediatamente se deve propor uma adaptação dessa medida.
8. Sempre que um Estado-Membro levante um problema específico em matéria de saúde pública num domínio que tenha sido previamente
objecto de medidas de harmonização, informará do facto a Comissão, que ponderará imediatamente se deve propor ao Conselho
medidas adequadas.
9. Em derrogação do disposto nos artigos 169º e 170º, a Comissão ou qualquer Estado-Membro pode recorrer directamente ao Tribunal de Justiça, se considerar que outro Estado-Membro
utiliza de forma abusiva os poderes previstos no presente artigo.
10. As medidas de harmonização acima referidas compreenderão, nos casos adequados, uma cláusula de salvaguarda que autorize
os Estados-Membros a tomarem, por uma ou mais razões não económicas previstas no artigo 36º, medidas provisórias sujeitas a um processo comunitário de controlo.».
18. São revogados os artigos 100º-C e 100º-D.
19. Após o Título VI é inserido o seguinte Título:
«Título VI-A
EMPREGO
Artigo 109º-N
Os Estados-Membros e a Comunidade empenhar-se-ão, nos termos do presente Título, em desenvolver uma estratégia coordenada
em matéria de emprego e, em especial, em promover uma mão-de-obra qualificada, formada e susceptível de adaptação, bem como
mercados de trabalho que reajam rapidamente às mudanças económicas, tendo em vista alcançar os objectivos enunciados no artigo
B do Tratado da União Europeia e no artigo 2º do presente Tratado.
Artigo 109º-O
1. Através das suas políticas de emprego, os Estados-Membros contribuirão para a realização dos objectivos previstos no artigo
109º-N, de forma coerente com as orientações gerais das políticas económicas dos Estados-Membros e da Comunidade adoptadas em
aplicação do nº 2 do artigo 103º
2. Tendo em conta as práticas nacionais relativas às responsabilidades dos parceiros sociais, os Estados-Membros considerarão
a promoção do emprego uma questão de interesse comum e coordenarão a sua acção neste domínio no âmbito do Conselho, nos termos
do disposto no artigo 109º-Q.
Artigo 109º-P
1. A Comunidade contribuirá para a realização de um elevado nível de emprego, incentivando a cooperação entre os Estados-Membros,
apoiando e, se necessário, completando a sua acção. Ao fazê-lo, respeitará as competências dos Estados-Membros.
2. O objectivo de alcançar um elevado nível de emprego será tomado em consideração na definição e execução das políticas e
acções comunitárias.
Artigo 109º-Q
1. O Conselho Europeu procederá anualmente à avaliação da situação do emprego na Comunidade e adoptará conclusões nessa matéria,
com base num relatório anual conjunto do Conselho e da Comissão.
2. Com base nas conclusões do Conselho Europeu, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão
e após consulta ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social, ao Comité das Regiões e ao Comité do Emprego a que se
refere o artigo 109º-S, definirá anualmente as orientações que os Estados-Membros devem ter em conta nas respectivas políticas de emprego. Essas
orientações deverão ser coerentes com as orientações gerais adoptadas em aplicação do nº 2 do artigo 103º
3. Cada Estado-Membro transmitirá ao Conselho e à Comissão um relatório anual sobre as principais medidas tomadas para executar
a sua política de emprego, à luz das orientações em matéria de emprego previstas no nº 2.
4. Com base nos relatórios previstos no nº 3 e uma vez obtido o parecer do Comité do Emprego, o Conselho analisará anualmente a execução das políticas de emprego dos
Estados-Membros, à luz das orientações em matéria de emprego. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação
da Comissão, pode, se o considerar adequado na sequência dessa análise, dirigir recomendações aos Estados-Membros.
5. Com base nos resultados daquela análise, o Conselho e a Comissão apresentarão anualmente ao Conselho Europeu um relatório
conjunto sobre a situação do emprego na Comunidade e a aplicação das orientações em matéria de emprego.
Artigo 109º-R
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, pode adoptar acções de incentivo destinadas a fomentar
a cooperação entre os Estados-Membros e apoiar a sua acção no domínio do emprego, por meio de iniciativas que tenham por objectivo
desenvolver o intercâmbio de informações e de boas práticas, facultar análises comparativas e consultadoria, promover abordagens
inovadoras e avaliar a experiência adquirida, em especial mediante o recurso a projectos-piloto.
Essas acções não incluirão a harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.
Artigo 109º-S
O Conselho, após consulta ao Parlamento Europeu, criará um Comité do Emprego, com carácter consultivo, para promover a coordenação
das políticas em matéria de emprego e de mercado de trabalho entre os Estados-Membros. O Comité terá por funções:
- acompanhar a evolução da situação do emprego e das políticas de emprego nos Estados-Membros e na Comunidade,
- sem prejuízo do disposto no artigo 151º, formular pareceres, quer a pedido do Conselho ou da Comissão, quer por iniciativa própria, e contribuir para a preparação
das deliberações do Conselho a que se refere o artigo 109º-Q.
No cumprimento do seu mandato, o Comité consultará os parceiros sociais.
Os Estados-Membros e a Comissão nomearão, cada um, dois membros do Comité.».
20. Ao artigo 113º é aditado o seguinte número:
«5. O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, pode tornar extensivo
o âmbito de aplicação dos nºs 1 a 4 às negociações e acordos internacionais relativos aos sectores dos serviços e aos direitos de propriedade intelectual,
na medida em que não sejam abrangidos por esses números.».
21. Após o Título VII é inserido o seguinte Título:
«Título VII-A
COOPERAÇÃO ADUANEIRA
Artigo 116º
No âmbito de aplicação do presente Tratado, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, tomará medidas destinadas a reforçar a cooperação aduaneira entre os Estados-Membros e entre estes e a Comissão. Essas
medidas não dirão respeito à aplicação do direito penal nacional, nem à administração da justiça nos Estados-Membros.».
22. Os artigos 117º a 120º são substituídos pelos seguintes artigos:
«Artigo 117º
A Comunidade e os Estados-Membros, tendo presentes os direitos sociais fundamentais, tal como os enunciam a Carta Social Europeia,
assinada em Turim, em 18 de Outubro de 1961, e a Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, de
1989, terão por objectivos a promoção do emprego, a melhoria das condições de vida e de trabalho, de modo a permitir a sua
harmonização, assegurando simultaneamente essa melhoria, uma protecção social adequada, o diálogo entre parceiros sociais,
o desenvolvimento dos recursos humanos, tendo em vista um nível de emprego elevado e duradouro, e a luta contra as exclusões.
Para o efeito, a Comunidade e os Estados-Membros desenvolverão acções que tenham em conta a diversidade das práticas nacionais,
em especial no domínio das relações contratuais, e a necessidade de manter a capacidade concorrencial da economia comunitária.
A Comunidade e os Estados-Membros consideram que esse desenvolvimento decorrerá não apenas do funcionamento do mercado comum,
que favorecerá a harmonização dos sistemas sociais, mas igualmente dos processos previstos no presente Tratado e da aproximação
das disposições legislativas, regulamentares e administrativas.
Artigo 118º
1. A fim de realizar os objectivos enunciados no artigo 117º, a Comunidade apoiará e completará a acção dos Estados-Membros nos seguintes domínios:
- melhoria, principalmente, do ambiente de trabalho, a fim de proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores,
- condições de trabalho,
- informação e consulta dos trabalhadores,
- integração das pessoas excluídas do mercado de trabalho, sem prejuízo do disposto no artigo 127º,
- igualdade entre homens e mulheres quanto às oportunidades no mercado de trabalho e ao tratamento no trabalho.
2. Para o efeito, o Conselho pode adoptar, por meio de directivas, prescrições mínimas progressivamente aplicáveis, tendo
em conta as condições e as regulamentações técnicas existentes em cada um dos Estados-Membros. Essas directivas devem evitar
impor disciplinas administrativas, financeiras e jurídicas contrárias à criação e desenvolvimento de pequenas e médias empresas.
O Conselho deliberará nos termos do artigo 189º-B, após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.
O Conselho, deliberando nos mesmos termos, pode adoptar medidas destinadas a fomentar a cooperação entre os Estados-Membros,
através de iniciativas que tenham por objectivo melhorar os conhecimentos, desenvolver o intercâmbio de informações e de boas
práticas, promover abordagens inovadoras e avaliar a experiência adquirida, a fim de combater a exclusão social.
3. Todavia, o Conselho deliberará por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, ao Comité
Económico e Social e ao Comité das Regiões, nos seguintes domínios:
- segurança social e protecção social dos trabalhadores,
- protecção dos trabalhadores em caso de rescisão do contrato de trabalho,
- representação e defesa colectiva dos interesses dos trabalhadores e das entidades patronais, incluindo a co-gestão, sem
prejuízo do disposto no nº 6,
- condições de emprego dos nacionais de países terceiros que residam legalmente no território da Comunidade,
- contribuições financeiras destinadas à promoção do emprego e à criação de postos de trabalho, sem prejuízo das disposições
relativas ao Fundo Social.
4. Os Estados-Membros podem confiar aos parceiros sociais, a pedido conjunto destes, a aplicação das directivas adoptadas
em aplicação dos nºs 2 e 3.
Nesse caso, assegurará que, o mais tardar na data em que determinada directiva deva ser transposta nos termos do artigo 189º, os parceiros sociais tenham introduzido, por acordo, as disposições necessárias, devendo o respectivo Estado-Membro tomar
as medidas necessárias para poder garantir, a todo o tempo, os resultados impostos por essa directiva.
5. As disposições adoptadas ao abrigo do presente artigo não obstam a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas
de protecção mais estritas compatíveis com o presente Tratado.
6. O disposto no presente artigo não é aplicável às remunerações, ao direito sindical, ao direito de greve e ao direito de
lock-out.
Artigo 118º-A
1. À Comissão caberá promover a consulta dos parceiros sociais ao nível comunitário e tomar todas as medidas necessárias para
facilitar o seu diálogo, assegurando um apoio equilibrado às partes.
2. Para o efeito, antes de apresentar propostas no domínio da política social, a Comissão consultará os parceiros sociais
sobre a possível orientação da acção comunitária.
3. Se, após essa consulta, a Comissão considerar desejável uma acção comunitária, consultará os parceiros sociais sobre o
conteúdo da proposta prevista. Estes enviarão à Comissão um parecer ou, quando adequado, uma recomendação.
4. Ao efectuarem essa consulta, os parceiros sociais podem informar a Comissão do seu desejo de dar início ao processo previsto
no artigo 118º-B. A duração deste não pode exceder nove meses, salvo prorrogação decidida em comum por esses parceiros sociais e pela Comissão.
Artigo 118º-B
1. O diálogo entre os parceiros sociais ao nível comunitário pode conduzir, se estes o entenderem desejável, a relações contratuais,
incluindo acordos.
2. Os acordos celebrados ao nível comunitário serão aplicados, quer de acordo com os processos e práticas próprios dos parceiros
sociais e dos Estados-Membros quer, nas matérias abrangidas pelo artigo 118º, a pedido conjunto das partes signatárias, com base em decisão adoptada pelo Conselho, sob proposta da Comissão.
O Conselho delibera por maioria qualificada, salvo se o acordo em causa contiver uma ou mais disposições relativas a um dos
domínios previstos no nº 3 do artigo 118º, caso em que delibera por unanimidade.
Artigo 118º-C
Tendo em vista a realização dos objectivos do artigo 117º e sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado, a Comissão incentivará a cooperação entre os Estados-Membros e
facilitará a coordenação das suas acções nos domínios da política social abrangidos pelo presente capítulo, designadamente
em questões relativas:
- ao emprego,
- ao direito do trabalho e às condições de trabalho,
- à formação e ao aperfeiçoamento profissionais,
- à segurança social,
- à protecção contra acidentes e doenças profissionais,
- à higiene no trabalho,
- ao direito sindical e às negociações colectivas entre entidades patronais e trabalhadores.
Para o efeito, a Comissão actuará em estreito contacto com os Estados-Membros, realizando estudos e pareceres e organizando
consultas, tanto sobre os problemas que se colocam ao nível nacional, como sobre os que interessam às organizações internacionais.
Antes de formular os pareceres previstos no presente artigo, a Comissão consultará o Comité Económico e Social.
Artigo 119º
1. Os Estados-Membros assegurarão a aplicação do princípio da igualdade de remuneração entre trabalhadores masculinos e femininos,
por trabalho igual ou de valor igual.
2. Para efeitos do presente artigo, entende-se por “remuneração” o salário ou vencimento ordinário, de base ou mínimo, e quaisquer outras regalias pagas, directa ou indirectamente, em dinheiro
ou em espécie, pela entidade patronal ao trabalhador em razão do emprego deste último.
A igualdade de remuneração sem discriminação em razão do sexo implica que:
a) A remuneração do mesmo trabalho pago à tarefa seja estabelecida na base de uma mesma unidade de medida;
b) A remuneração do trabalho pago por unidade de tempo seja a mesma para um mesmo posto de trabalho.
3. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará medidas destinadas a garantir a aplicação do princípio da igualdade
de oportunidades e da igualdade de tratamento entre homens e mulheres em matéria de emprego e de trabalho, incluindo o princípio
da igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual.
4. A fim de assegurar, na prática, a plena igualdade entre homens e mulheres na vida profissional, o princípio da igualdade
de tratamento não obsta a que os Estados-Membros mantenham ou adoptem medidas que prevejam regalias específicas destinadas
a facilitar o exercício de uma actividade profissional pelas pessoas do sexo sub-representado, ou a prevenir ou compensar
desvantagens na sua carreira profissional.
Artigo 119º-A
Os Estados-Membros esforçar-se-ão por manter a equivalência existente dos regimes de férias pagas.
Artigo 120º
A Comissão elaborará anualmente um relatório sobre a evolução na realização dos objectivos a que se refere o artigo 117º, incluindo a situação demográfica na Comunidade. Esse relatório será enviado ao Parlamento Europeu, ao Conselho e ao Comité
Económico e Social.
O Parlamento Europeu pode convidar a Comissão a elaborar relatórios sobre problemas específicos respeitantes à situação social.».
23. O artigo 125º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 125º
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará as decisões de aplicação relativas ao Fundo
Social Europeu.».
24. O nº 4 do artigo 127º passa a ter a seguinte redacção:
«4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará medidas que contribuam para a realização
dos objectivos a que se refere o presente artigo, com exclusão de qualquer harmonização das disposições legislativas e regulamentares
dos Estados-Membros.».
25. O nº 4 do artigo 128º passa a ter a seguinte redacção:
«4. Na sua acção ao abrigo de outras disposições do presente Tratado, a Comunidade terá em conta os aspectos culturais, a
fim de, nomeadamente, respeitar e promover a diversidade das suas culturas.».
26. O artigo 129º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 129º
1. Na definição e execução de todas as políticas e acções da Comunidade será assegurado um elevado nível de protecção da saúde.
A acção da Comunidade, que será complementar das políticas nacionais, incidirá na melhoria da saúde pública e na prevenção
das doenças e afecções humanas e na redução das causas de perigo para a saúde humana. Esta acção abrangerá a luta contra os
grandes flagelos, fomentando a investigação sobre as respectivas causas, formas de transmissão e prevenção, bem como a informação
e a educação sanitária.
A acção da Comunidade será complementar da acção empreendida pelos Estados-Membros na redução dos efeitos nocivos da droga
sobre a saúde, nomeadamente através da informação e da prevenção.
2. A Comunidade incentivará a cooperação entre os Estados-Membros nos domínios a que se refere o presente artigo, apoiando,
se necessário, a sua acção.
Os Estados-Membros coordenarão entre si, em articulação com a Comissão, as suas políticas e programas nos domínios a que se
refere o nº 1. A Comissão, em estreito contacto com os Estados-Membros, pode tomar todas as iniciativas adequadas para promover essa
coordenação.
3. A Comunidade e os Estados-Membros fomentarão a cooperação com os países terceiros e as organizações internacionais competentes
no domínio da saúde pública.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, contribuirá para a realização dos objectivos a que
se refere o presente artigo, adoptando:
a) Medidas que estabeleçam normas elevadas de qualidade e segurança dos órgãos e substâncias de origem humana, do sangue e
dos derivados do sangue; essas medidas não podem obstar a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas de protecção
mais estritas;
b) Em derrogação do artigo 43º, medidas nos domínios veterinário e fitossanitário que tenham directamente por objectivo a protecção da saúde pública;
c) Acções de incentivo destinadas a proteger e melhorar a saúde humana, com exclusão de qualquer harmonização das disposições
legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode igualmente adoptar recomendações para os fins
enunciados no presente artigo.
5. A acção da Comunidade no domínio da saúde pública respeitará plenamente as competências dos Estados-Membros em matéria
de organização e prestação de serviços de saúde e de cuidados médicos. Em especial, as medidas a que se refere a alínea a)
do nº 4 em nada afectam as disposições nacionais sobre doação de órgãos e de sangue ou sua utilização para fins médicos.».
27. O artigo 129º-A passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 129º-A
1. A fim de promover os interesses dos consumidores e assegurar um elevado nível de defesa destes, a Comunidade contribuirá
para a protecção da saúde, da segurança e dos interesses económicos dos consumidores, bem como para a promoção do seu direito
à informação, à educação e à organização para a defesa dos seus interesses.
2. As exigências em matéria de defesa dos consumidores serão tomadas em conta na definição e execução das demais políticas
e acções da Comunidade.
3. A Comunidade contribuirá para a realização dos objectivos a que se refere o nº 1 através de:
a) Medidas adoptadas em aplicação do artigo 100º-A no âmbito da realização do mercado interno;
b) Medidas de apoio, complemento e acompanhamento da política seguida pelos Estados-Membros.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará as medidas previstas na alínea b) do nº 3.
5. As medidas adoptadas nos termos do nº 4 não obstam a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas de protecção mais estritas. Essas medidas devem ser
compatíveis com o presente Tratado e serão notificadas à Comissão.».
28. No primeiro parágrafo do nº 1 do artigo 129º-C, a primeira parte do terceiro travessão passa a ter a seguinte redacção:
«- pode apoiar projectos de interesse comum que beneficiem do apoio dos Estados-Membros, identificados no âmbito das orientações
referidas no primeiro travessão, em especial sob a forma de estudos de viabilidade, de garantias de empréstimo ou de bonificações
de juros;».
29. O terceiro parágrafo do artigo 129º-D:
a) O primeiro parágrafo passa a ter a seguinte redacção:
«As orientações e outras medidas a que se refere o nº 1 do artigo 129º-C serão adoptadas pelo Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.»;
b) É suprimido o terceiro parágrafo.
30. O segundo parágrafo do artigo 130º-A passa a ter a seguinte redacção:
«Em especial, a Comunidade procurará reduzir a disparidade entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões e o atraso
das regiões e das ilhas menos favorecidas, incluindo as zonas rurais.».
31. O primeiro parágrafo do artigo 130º-E passa a ter a seguinte redacção:
«As decisões de aplicação relativas ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional serão tomadas pelo Conselho, nos termos do
artigo 189º-B, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.».
32. O primeiro parágrafo do nº 1 do artigo 130º-I passa a ter a seguinte redacção:
«1. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará um programa-quadro plurianual, do qual constarão todas as acções
comunitárias.».
33. O artigo 130º-O passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 130º-O
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, e após consulta ao Parlamento Europeu e ao Comité
Económico e Social, adoptará as disposições a que se refere o artigo 130º-N.
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará as disposições a que se referem os artigos 130º-J, 130º-K e 130º-L. A adopção dos programas complementares requer o acordo dos Estados-Membros interessados.».
34. O nº 2 do artigo 130º-R passa a ter a seguinte redacção:
«2. A política da Comunidade no domínio do ambiente tera por objectivo atingir um nível de protecção elevado, tendo em conta
a diversidade das situações existentes nas diferentes regiões da Comunidade. Basear-se-á nos princípios da precaução e da
acção preventiva, da correcção, prioritariamente na fonte, dos danos causados ao ambiente e do poluidor-pagador.
Neste contexto, as medidas de harmonização destinadas a satisfazer exigências em matéria de protecção do ambiente incluirão,
nos casos adequados, uma cláusula de salvaguarda autorizando os Estados-Membros a tomar, por razões ambientais não económicas,
medidas provisórias sujeitas a um processo comunitário de controlo.»
35. O artigo 130º-S é alterado do seguinte modo:
a) O nº 1 passa a ter a seguinte redacção:
«1. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará as acções a empreender pela Comunidade para
realizar os objectivos previstos no artigo 130º-R.»;
b) A parte introdutória do nº 2 passa a ter a seguinte redacção:
«2. Em derrogação do processo de decisão previsto no número anterior e sem prejuízo do disposto no artigo 100º-A, o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico
e Social e ao Comité das Regiões, adoptará:»;
c) O primeiro parágrafo do nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. Noutros domínios, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará programas gerais de acção que fixarão os
objectivos prioritários a atingir.».
36. O nº 1 do artigo 130º-W passa a ter a seguinte redacção:
«1. Sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, adoptará as medidas necessárias para a prossecução dos objectivos a que se refere o artigo 130º-U. Essas medidas podem revestir a forma de programas plurianuais.».
37. Ao artigo 137º é aditado o seguinte parágrafo:
«O número de deputados do Parlamento Europeu não será superior a setecentos.»
38. O artigo 138º é alterado do seguinte modo:
a) O primeiro parágrafo do nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. O Parlamento Europeu elaborará um projecto destinado a permitir a eleição por sufrágio universal directo, segundo um processo
uniforme em todos os Estados-Membros ou baseado em princípios comuns a todos os Estados-Membros.»
b) É aditado o seguinte número:
«4. O Parlamento Europeu estabelecerá o estatuto e as condições gerais de exercício das funções dos seus membros, após parecer
da Comissão e mediante aprovação do Conselho, deliberando por unanimidade.».
39. O artigo 151º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 151º
1. Um Comité, composto pelos representantes permanentes dos Estados-Membros, prepara os trabalhos do Conselho e exerce os
mandatos que este lhe confia. O Comité pode adoptar decisões de natureza processual nos casos previstos no regulamento interno
do Conselho.
2. O Conselho é assistido por um Secretariado-Geral, colocado na dependência de um Secretário-Geral, Alto Representante para
a política externa e de segurança comum, que será coadjuvado por um Secretário-Geral Adjunto responsável pela gestão do Secretariado-Geral.
O Secretário-Geral e o Secretário-Geral Adjunto são nomeados pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
O Conselho decide sobre a organização do Secretariado-Geral.
3. O Conselho aprova o seu regulamento interno.
Para efeitos de aplicação do nº 3 do artigo 191º-A, o Conselho estabelecerá no seu regulamento interno as condições de acesso por parte do público aos documentos do Conselho.
Para efeitos do presente número, o Conselho determinará os casos em que se deve considerar que actua no exercício dos seus
poderes legislativos, a fim de possibilitar um maior acesso aos documentos nesses casos, preservando simultaneamente a eficácia
do seu processo decisório. De qualquer modo, sempre que o Conselho actue no exercício de poderes legislativos, os resultados
das votações e as declarações de voto, bem como as declarações exaradas em acta, serão tornados públicos.».
40. No nº 2 do artigo 158º, o primeiro e o segundo parágrafos passam a ter a seguinte redacção:
«2. Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo, a personalidade que tencionam nomear Presidente da Comissão;
essa designação será aprovada pelo Parlamento Europeu.
Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo com o Presidente designado, as outras personalidades que tencionam
nomear membros da Comissão.».
41. No artigo 163º é inserido um novo primeiro parágrafo, com a seguinte redacção:
«A Comissão actuará sob a orientação política do seu Presidente.».
42. O terceiro parágrafo do artigo 173º passa a ter a seguinte redacção:
«O Tribunal de Justiça é competente, nas mesmas condições, para conhecer dos recursos interpostos pelo Parlamento Europeu,
pelo Tribunal de Contas e pelo Banco Central Europeu com o objectivo de salvaguardar as respectivas prerrogativas.».
43. O artigo 188º-C é alterado do seguinte modo:
a) O segundo parágrafo do nº 1 passa a ter a seguinte redacção:
«O Tribunal de Contas envia ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma declaração sobre a fiabilidade das contas e a regularidade
e legalidade das operações a que elas se referem, que será publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.»;
b) O primeiro parágrafo do nº 2 passa a ter a seguinte redacção:
«2. O Tribunal de Contas examina a legalidade e a regularidade das receitas e despesas e garante a boa gestão financeira.
Ao fazê-lo, assinalará, em especial, quaisquer irregularidades.»;
c) O nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. A fiscalização é feita com base em documentos e, se necessário, nas próprias instalações das outras Instituições da Comunidade,
nas instalações de qualquer organismo que efectue a gestão de receitas ou despesas em nome da Comunidade, e nos Estados-Membros,
inclusivamente nas instalações de qualquer pessoa singular ou colectiva beneficiária de pagamentos provenientes do orçamento.
A fiscalização nos Estados-Membros é feita em colaboração com as instituições de fiscalização nacionais ou, se estas para
isso não tiverem competência, com os serviços nacionais competentes. O Tribunal de Contas e as instituições de fiscalização
nacionais dos Estados-Membros cooperarão num espírito de confiança, mantendo embora a respectiva independência. Estas instituições
ou serviços darão a conhecer ao Tribunal de Contas a sua intenção de participar na fiscalização.
Todos os documentos ou informações necessários ao desempenho das funções do Tribunal de Contas ser-lhe-ão comunicados, a seu
pedido, pelas outras Instituições da Comunidade, pelos organismos que efectuem a gestão de receitas ou despesas em nome da
Comunidade, pelas pessoas singulares ou colectivas beneficiárias de pagamentos provenientes do orçamento e pelas instituições
de fiscalização nacionais ou, se estas não tiverem competência para o efeito, pelos serviços nacionais competentes.
No que respeita à actividade de gestão de despesas e receitas comunitárias exercida pelo Banco Europeu de Investimento, o
direito de acesso do Tribunal às informações detidas pelo Banco será regido por um acordo celebrado entre o Tribunal, o Banco
e a Comissão. Na ausência de um acordo, o Tribunal terá, contudo, acesso às informações necessárias para efectuar a fiscalização
das despesas e receitas comunitárias geridas pelo Banco.».
44. O artigo 189º-B passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 189º-B
1. Sempre que no presente Tratado se remeta para o presente artigo para a adopção de um acto, aplicar-se-á o processo a seguir
enunciado.
2. A Comissão apresenta uma proposta ao Parlamento Europeu e ao Conselho.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, após parecer do Parlamento Europeu:
- se aprovar todas as emendas constantes do parecer do Parlamento Europeu, pode adoptar o acto proposto assim alterado,
- se o Parlamento Europeu não propuser emendas, pode adoptar o acto proposto,
- nos demais casos, adopta uma posição comum e transmite-a ao Parlamento Europeu. O Conselho informa plenamente o Parlamento
Europeu das razões que o conduziram a adoptar a posição comum. A Comissão informa plenamente o Parlamento Europeu da sua posição.
Se, no prazo de três meses após essa comunicação, o Parlamento Europeu:
a) Aprovar a posição comum ou não se tiver pronunciado, considera-se que o acto em causa foi adoptado nos termos dessa posição
comum;
b) Rejeitar a posição comum por maioria absoluta dos membros que o compõem, considera-se que o acto proposto não foi adoptado;
c) Propuser emendas à posição comum por maioria absoluta dos membros que o compõem, o texto assim alterado será enviado ao
Conselho e à Comissão, que emitirá parecer sobre essas emendas.
3. Se, no prazo de três meses após a recepção das emendas do Parlamento Europeu, o Conselho, deliberando por maioria qualificada,
aprovar todas essas emendas, considera-se que o acto em causa foi adoptado sob a forma da posição comum assim alterada; todavia,
o Conselho delibera por unanimidade sobre as emendas em relação às quais a Comissão tenha dado parecer negativo. Se o Conselho
não aprovar todas as emendas, o Presidente do Conselho, de acordo com o Presidente do Parlamento Europeu, convoca o Comité
de Conciliação no prazo de seis semanas.
4. O Comité de Conciliação, que reúne os membros do Conselho ou os seus representantes e igual número de representantes do
Parlamento Europeu, tem por missão chegar a acordo sobre um projecto comum, por maioria qualificada dos membros do Conselho
ou dos seus representantes e por maioria dos representantes do Parlamento Europeu. A Comissão participa nos trabalhos do Comité
de Conciliação e toma todas as iniciativas necessárias para promover uma aproximação das posições do Parlamento Europeu e
do Conselho. No cumprimento da sua missão, o Comité de Conciliação analisa a posição comum com base nas emendas propostas
pelo Parlamento Europeu.
5. Se, no prazo de seis semanas após ter sido convocado, o Comité de Conciliação aprovar um projecto comum, o Parlamento Europeu
e o Conselho disporão de um prazo de seis semanas a contar dessa aprovação para adoptar o acto em causa de acordo com o projecto
comum, por maioria absoluta dos votos expressos, no caso do Parlamento Europeu, e por maioria qualificada, no caso do Conselho.
Se qualquer destas Instituições não aprovar o acto proposto dentro desse prazo, considera-se que não foi adoptado.
6. Quando o Comité de Conciliação não aprovar um projecto comum, considera-se que o acto proposto não foi adoptado.
7. Os prazos de três meses e de seis semanas a que se refere o presente artigo podem ser prorrogados, respectivamente, por
um mês e por duas semanas, no máximo, por iniciativa do Parlamento Europeu ou do Conselho.».
45. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 191º-A
1. Todos os cidadãos da União e todas as pessoas singulares ou colectivas que residam ou tenham a sua sede social num Estado-Membro
têm direito de acesso aos documentos do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão, sob reserva dos princípios e condições
a definir nos termos dos nºs 2 e 3.
2. Os princípios gerais e os limites que, por razões de interesse público ou privado, hão-de reger o exercício do direito
de acesso aos documentos serão definidos pelo Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, no prazo de dois anos a contar da data da entrada em vigor do Tratado de Amesterdão.
3. Cada uma das citadas Instituições estabelecerá, no respectivo regulamento interno, disposições específicas sobre o acesso
aos seus documentos.».
46. Ao artigo 198º é aditado o seguinte parágrafo:
«O Comité pode ser consultado pelo Parlamento Europeu.».
47. O terceiro parágrafo do artigo 198º-A passa a ter a seguinte redacção:
«Os membros do Comité, bem como igual número de suplentes, são nomeados, por um período de quatro anos, pelo Conselho, deliberando
por unanimidade, sob proposta dos respectivos Estados-Membros. Podem ser reconduzidos nas suas funções. Nenhum membro do Comité
poderá ser simultaneamente membro do Parlamento Europeu.».
48. O segundo parágrafo do artigo 198º-B passa a ter a seguinte redacção:
«O Comité aprova o seu regulamento interno.».
49. O artigo 198º-C é alterado do seguinte modo:
a) O primeiro parágrafo passa a ter a seguinte redacção:
«O Comité das Regiões será consultado pelo Conselho ou pela Comissão nos casos previstos no presente Tratado e em todos os
outros casos, nomeadamente aqueles que digam respeito à cooperação transfronteiriça, em que uma destas Instituições o considere
oportuno.»;
b) Após o terceiro parágrafo, é aditado o seguinte parágrafo:
«O Comité das Regiões pode ser consultado pelo Parlamento Europeu.».
50. O primeiro parágrafo do artigo 205º passa a ter a seguinte redacção:
«A Comissão executa o orçamento nos termos da regulamentação adoptada em execução do artigo 209º, sob sua própria responsabilidade e até ao limite das dotações concedidas, de acordo com os princípios da boa gestão financeira.
Os Estados-Membros cooperarão com a Comissão a fim de assegurar que as dotações sejam utilizadas de acordo com os princípios
da boa gestão financeira.».
51. O nº 1 do artigo 206º passa a ter a seguinte redacção:
«1. O Parlamento Europeu, sob recomendação do Conselho, que delibera por maioria qualificada, dá quitação à Comissão quanto
à execução do orçamento. Para o efeito, o Parlamento Europeu examina, posteriormente ao Conselho, as contas e o balanço financeiro
a que se refere o artigo 205º-A e o relatório anual do Tribunal de Contas, acompanhado das respostas das Instituições fiscalizadas às observações do Tribunal
de Contas, a declaração de fiabilidade prevista no nº 1, segundo parágrafo, do artigo 188º-C, bem como quaisquer relatórios especiais pertinentes deste Tribunal.».
52. O artigo 209º-A passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 209º-A
1. A Comunidade e os Estados-Membros combaterão as fraudes e quaisquer outras actividades ilegais lesivas dos interesses financeiros
da Comunidade, por meio de medidas a tomar ao abrigo do presente artigo, que tenham um efeito dissuasor e proporcionem uma
protecção efectiva nos Estados-Membros.
2. Para combater as fraudes lesivas dos interesses financeiros da Comunidade, os Estados-Membros tomarão medidas análogas
às que tomarem para combater as fraudes lesivas dos seus próprios interesses financeiros.
3. Sem prejuízo de outras disposições do presente Tratado, os Estados-Membros coordenarão as respectivas acções no sentido
de defender os interesses financeiros da Comunidade contra a fraude. Para o efeito, organizarão, em conjunto com a Comissão,
uma colaboração estreita e regular entre as autoridades competentes.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B e após consulta ao Tribunal de Contas, adoptará as medidas necessárias nos domínios da prevenção e combate das fraudes
lesivas dos interesses financeiros da Comunidade, tendo em vista proporcionar uma protecção efectiva e equivalente nos Estados-Membros.
Estas medidas não dirão respeito à aplicação do direito penal nacional, nem à administração da justiça nos Estados-Membros.
5. A Comissão, em cooperação com os Estados-Membros, apresentará anualmente ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório
sobre as medidas tomadas em aplicação do presente artigo.».
53. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 213º-A
1. Sem prejuízo do artigo 5º do Protocolo relativo aos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu, o Conselho, deliberando
nos termos do artigo 189º-B, adoptará medidas relativas à elaboração de estatísticas, sempre que necessário, para a realização das actividades da Comunidade.
2. A elaboração das estatísticas comunitárias far-se-á no respeito pela imparcialidade, fiabilidade, objectividade, isenção
científica, eficácia em relação aos custos e pelo segredo estatístico, não devendo acarretar encargos excessivos para os agentes
económicos.».
54. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 213º-B
1. A partir de 1 de Janeiro de 1999, os actos comunitários relativos à protecção das pessoas singulares em matéria de tratamento
de dados de carácter pessoal e de livre circulação desses dados serão aplicáveis às Instituições e órgãos instituídos pelo
presente Tratado, ou com base nele.
2. Antes da data prevista no nº 1, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 189º-B, criará um órgão independente de supervisão, incumbido de fiscalizar a aplicação dos citados actos comunitários às Instituições
e órgãos da Comunidade e adoptará as demais disposições que se afigurem adequadas.».
55. O nº 2 do artigo 227º passa a ter a seguinte redacção:
«2. O disposto no presente Tratado é aplicável aos departamentos franceses ultramarinos, aos Açores, à Madeira e às ilhas
Canárias.
Todavia, tendo em conta a situação social e económica estrutural dos departamentos franceses ultramarinos, dos Açores, da
Madeira e das ilhas Canárias, agravada pelo grande afastamento, pela insularidade, pela pequena superfície, pelo relevo e
clima difíceis e pela sua dependência económica em relação a um pequeno número de produtos, factores estes cuja persistência
e conjugação prejudicam gravemente o seu desenvolvimento, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da
Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, adoptará medidas específicas destinadas, em especial, a estabelecer as condições
de aplicação do presente Tratado a essas regiões, incluindo as políticas comuns.
O Conselho, ao adoptar as medidas pertinentes a que se refere o parágrafo anterior, terá em consideração domínios como as
políticas aduaneira e comercial, a política fiscal, as zonas francas, as políticas nos domínios da agricultura e das pescas,
as condições de aprovisionamento em matérias-primas e bens de consumo de primeira necessidade, os auxílios estatais e as condições
de acesso aos fundos estruturais e aos programas horizontais da Comunidade.
O Conselho adoptará as medidas a que se refere o segundo parágrafo tendo em conta as características e os condicionalismos
especiais das regiões ultraperiféricas, sem pôr em causa a integridade e a coerência do ordenamento jurídico comunitário,
incluindo o mercado interno e as políticas comuns.».
56. O artigo 228º é alterado do seguinte modo:
a) O segundo parágrafo do nº 1 passa a ter a seguinte redacção:
«No exercício das competências que lhe são atribuídas no presente número, o Conselho delibera por maioria qualificada, excepto
nos casos em que o primeiro parágrafo do nº 2 dispõe que o Conselho delibera por unanimidade.»;
b) O nº 2 passa a ter a seguinte redacção:
«2. Sem prejuízo das competências reconhecidas à Comissão nesta matéria, a assinatura, que poderá ser acompanhada de uma decisão
de aplicação provisória antes da entrada em vigor, bem como a celebração dos acordos, são decididas pelo Conselho, deliberando
por maioria qualificada, sob proposta da Comissão. O Conselho delibera por unanimidade sempre que o acordo seja relativo a
um domínio no qual seja exigida a unanimidade para a adopção de normas internas, bem como no caso dos acordos a que se refere
o artigo 238º
Em derrogação das regras constantes do nº 3, é aplicável o mesmo processo para decidir da suspensão da aplicação de um acordo, bem como para definir as posições a
tomar em nome da Comunidade numa instância criada por um acordo baseado no artigo 238º, quando essa instância for chamada a adoptar decisões que produzam efeitos jurídicos, com excepção das decisões que completem
ou alterem o quadro institucional do acordo.
O Parlamento Europeu será imediata e plenamente informado de qualquer decisão tomada ao abrigo do presente número que diga
respeito à aplicação provisória ou à suspensão de acordos, ou ainda à definição da posição da Comunidade numa instância criada
por um acordo baseado no artigo 238º».
57. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 236º
1. Se for decidida a suspensão do direito de voto do representante do Governo de um Estado-Membro, nos termos do nº 2 do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, esse direito será igualmente suspenso no que se refere ao presente Tratado.
2. Além disso, sempre que tenha sido verificada, nos termos do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, a existência de uma
violação grave e persistente, por parte de um Estado-Membro, de algum dos princípios enunciados no nº 1 do artigo F desse Tratado, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir suspender alguns dos direitos
decorrentes da aplicação do presente Tratado a esse Estado-Membro. Ao fazê-lo, o Conselho terá em conta as eventuais consequências
dessa suspensão nos direitos e obrigações das pessoas singulares e colectivas.
O Estado-Membro em questão continuará, de qualquer modo, vinculado às obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode posteriormente decidir alterar ou revogar as medidas tomadas ao abrigo
do nº 2, se se alterar a situação que motivou a imposição dessas medidas.
4. Para a adopção das decisões previstas nos nºs 2 e 3, o Conselho delibera sem tomar em consideração os votos do representante do Governo do Estado-Membro em questão. Em
derrogação do nº 2 do artigo 148º, a maioria qualificada é definida de acordo com a mesma proporção dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada
no nº 2 do artigo 148º
O presente número é igualmente aplicável em caso de suspensão do direito de voto nos termos do nº 1. Nestes casos, as decisões que requeiram unanimidade serão tomadas sem o voto do representante do Governo do Estado-Membro
em questão.».
58. São revogados o Protocolo relativo à política social e o Acordo relativo à política social que lhe vem anexo.
59. É revogado o Protocolo relativo ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.
O Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço é alterado nos termos das disposições constantes do presente
artigo.
1. No nº 2 do artigo 10º, o primeiro e segundo parágrafos passam a ter a seguinte redacção:
«2. Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo, a personalidade que tencionam nomear Presidente da Comissão;
essa designação será aprovada pelo Parlamento Europeu.
Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo com o Presidente designado, as outras personalidades que tencionam
nomear membros da Comissão.».
2. No artigo 13º é inserido um novo primeiro parágrafo, com a seguinte redacção:
«A Comissão actuará sob a orientação política do seu Presidente.».
3. Ao artigo 20º é aditado o seguinte parágrafo:
«O número de deputados do Parlamento Europeu não será superior a setecentos.».
4. O artigo 21º é alterado do seguinte modo:
a) O primeiro parágrafo do nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. O Parlamento Europeu elaborará um projecto destinado a permitir a eleição por sufrágio universal directo, segundo um processo
uniforme em todos os Estados-Membros ou baseado em princípios comuns a todos os Estados-Membros.»;
b) É aditado o seguinte número:
«4. O Parlamento Europeu estabelecerá o estatuto e as condições gerais de exercício das funções dos seus membros, após parecer
da Comissão e mediante aprovação do Conselho, deliberando por unanimidade.».
5. O artigo 30º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 30º
1. Um Comité, composto pelos representantes permanentes dos Estados-Membros, prepara os trabalhos do Conselho e exerce os
mandatos que este lhe confia. O Comité pode adoptar decisões de natureza processual nos casos previstos no regulamento interno
do Conselho.
2. O Conselho é assistido por um Secretariado-Geral, colocado na dependência de um Secretário-Geral, Alto Representante para
a política externa e de segurança comum, que será coadjuvado por um Secretário-Geral Adjunto responsável pela gestão do Secretariado-Geral.
O Secretário-Geral e o Secretário-Geral Adjunto são nomeados pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
O Conselho decide sobre a organização do Secretariado-Geral.
3. O Conselho aprova o seu regulamento interno.»
6. O quarto parágrafo do artigo 33º passa a ter a seguinte redacção:
«O Tribunal de Justiça é competente, nas mesmas condições, para conhecer dos recursos interpostos pelo Parlamento Europeu
e pelo Tribunal de Contas com o objectivo de salvaguardar as respectivas prerrogativas.».
7. O artigo 45º-C é alterado do seguinte modo:
a) O segundo parágrafo do nº 1 passa a ter a seguinte redacção:
«O Tribunal de Contas envia ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma declaração sobre a fiabilidade das contas e a regularidade
e legalidade das operações a que elas se referem, que será publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.»;
b) O primeiro parágrafo do nº 2 passa a ter a seguinte redacção:
«2. O Tribunal de Contas examina a legalidade e a regularidade das receitas e despesas e garante a boa gestão financeira.
Ao fazê-lo, assinalará, em especial, quaisquer irregularidades.»;
c) O nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. A fiscalização é feita com base em documentos e, se necessário, nas próprias instalações das outras Instituições da Comunidade,
nas instalações de qualquer organismo que efectue a gestão de receitas ou despesas em nome da Comunidade, e nos Estados-Membros,
inclusivamente nas instalações de qualquer pessoa singular ou colectiva beneficiária de pagamentos provenientes do orçamento.
A fiscalização nos Estados-Membros é feita em colaboração com as instituições de fiscalização nacionais ou, se estas para
isso não tiverem competência, com os serviços nacionais competentes. O Tribunal de Contas e as instituições de fiscalização
nacionais dos Estados-Membros cooperarão num espírito de confiança, mantendo embora a respectiva independência. Estas instituições
ou serviços darão a conhecer ao Tribunal de Contas a sua intenção de participar na fiscalização.
Todos os documentos ou informações necessários ao desempenho das funções do Tribunal de Contas ser-lhe-ão comunicados, a seu
pedido, pelas outras Instituições da Comunidade, pelos organismos que efectuem a gestão de receitas ou despesas em nome da
Comunidade, pelas pessoas singulares ou colectivas beneficiárias de pagamentos provenientes do orçamento e pelas instituições
de fiscalização nacionais ou, se estas não tiverem competência para o efeito, pelos serviços nacionais competentes.
No que respeita à actividade de gestão de despesas e receitas comunitárias exercida pelo Banco Europeu de Investimento, o
direito de acesso do Tribunal às informações detidas pelo Banco será regido por um acordo celebrado entre o Tribunal, o Banco
e a Comissão. Na ausência de um acordo, o Tribunal terá, contudo, acesso às informações necessárias para efectuar a fiscalização
das despesas e receitas comunitárias geridas pelo Banco.».
8. O primeiro parágrafo do artigo 78º-C passa a ter a seguinte redacção:
«A Comissão executa o orçamento nos termos da regulamentação adoptada em execução do artigo 78º-H, sob sua própria responsabilidade e até ao limite das dotações concedidas, de acordo com os princípios da boa gestão financeira.
Os Estados-Membros cooperarão com a Comissão a fim de assegurar que as dotações sejam utilizadas de acordo com os princípios
da boa gestão financeira.».
9. O nº 1 do artigo 78º-G passa a ter a seguinte redacção:
«1. O Parlamento Europeu, sob recomendação do Conselho, que delibera por maioria qualificada, dá quitação à Comissão quanto
à execução do orçamento. Para o efeito, o Parlamento Europeu examina, posteriormente ao Conselho, as contas e o balanço financeiro
a que se refere o artigo 78º-D e o relatório anual do Tribunal de Contas, acompanhado das respostas das Instituições fiscalizadas às observações do Tribunal
de Contas, a declaração de fiabilidade prevista no nº 1, segundo parágrafo, do artigo 45º-C do citado Tratado, bem como quaisquer relatórios especiais pertinentes daquele Tribunal.».
10. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 96º
1. Se for decidida a suspensão do direito de voto do representante do Governo de um Estado-Membro, nos termos do nº 2 do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, esse direito será igualmente suspenso no que se refere ao presente Tratado.
2. Além disso, sempre que tenha sido verificada, nos termos do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, a existência de uma
violação grave e persistente, por parte de um Estado-Membro, de algum dos princípios enunciados no nº 1 do artigo F desse Tratado, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir suspender alguns dos direitos
decorrentes da aplicação do presente Tratado a esse Estado-Membro. Ao fazê-lo, o Conselho terá em conta as eventuais consequências
dessa suspensão nos direitos e obrigações das pessoas, singulares e colectivas.
O Estado-Membro em questão continuará, de qualquer modo, vinculado às obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode posteriormente decidir alterar ou revogar as medidas tomadas ao abrigo
do nº 2, se se alterar a situação que motivou a imposição dessas medidas.
4. Para a adopção das decisões previstas nos nºs 2 e 3, o Conselho delibera sem tomar em consideração os votos do representante do Governo do Estado-Membro em questão. Em
derrogação do quarto parágrafo do artigo 28º, a maioria qualificada é definida de acordo com a mesma proporção dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada
no quarto parágrafo do artigo 28º
O presente número é igualmente aplicável em caso de suspensão do direito de voto nos termos do nº 1. Nestes casos, as decisões que requeiram unanimidade serão tomadas sem o voto do representante do Governo do Estado-Membro
em questão.».
O Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica é alterado nos termos das disposições constantes do presente
artigo.
1. Ao artigo 107º é aditado o seguinte parágrafo:
«O número de deputados do Parlamento Europeu não será superior a setecentos.».
2. O artigo 108º é alterado do seguinte modo:
a) O primeiro parágrafo do nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. O Parlamento Europeu elaborará um projecto destinado a permitir a eleição por sufrágio universal directo, segundo um processo
uniforme em todos os Estados-Membros ou baseado em princípios comuns a todos os Estados-Membros.»;
b) É aditado o seguinte número:
«4. O Parlamento Europeu estabelecerá o estatuto e as condições gerais de exercício das funções dos seus membros, após parecer
da Comissão e mediante aprovação do Conselho, deliberando por unanimidade.».
3. O artigo 121º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 121º
1. Um Comité, composto pelos representantes permanentes dos Estados-Membros, prepara os trabalhos do Conselho e exerce os
mandatos que este lhe confia. O Comité pode adoptar decisões de natureza processual nos casos previstos no regulamento interno
do Conselho.
2. O Conselho é assistido por um Secretariado-Geral, colocado na dependência de um Secretário-Geral, Alto Representante para
a política externa e de segurança comum, que será coadjuvado por um Secretário-Geral Adjunto responsável pela gestão do Secretariado-Geral.
O Secretário-Geral e o Secretário-Geral Adjunto são nomeados pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
O Conselho decide sobre a organização do Secretariado-Geral.
3. O Conselho aprova o seu regulamento interno.».
4. No artigo 127º, o primeiro e o segundo parágrafos do nº 2 passam a ter a seguinte redacção:
«2. Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo, a personalidade que tencionam nomear Presidente da Comissão;
essa designação será aprovada pelo Parlamento Europeu.
Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo com o Presidente designado, as outras personalidades que tencionam
nomear membros da Comissão.».
5. No artigo 132º é inserido um novo primeiro parágrafo, com a seguinte redacção:
«A Comissão actuará sob a orientação política do seu Presidente.».
6. O terceiro parágrafo do artigo 146º passa a ter a seguinte redacção:
«O Tribunal de Justiça é competente, nas mesmas condições, para conhecer dos recursos interpostos pelo Parlamento Europeu
e pelo Tribunal de Contas com o objectivo de salvaguardar as respectivas prerrogativas.».
7. O artigo 160º-C é alterado do seguinte modo:
a) O segundo parágrafo do nº 1 passa a ter a seguinte redacção:
«O Tribunal de Contas envia ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma declaração sobre a fiabilidade das contas e a regularidade
e legalidade das operações a que elas se referem, que será publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.»;
b) O primeiro parágrafo do nº 2 passa a ter a seguinte redacção:
«2. O Tribunal de Contas examina a legalidade e a regularidade das receitas e despesas e garante a boa gestão financeira.
Ao fazê-lo, assinalará, em especial, quaisquer irregularidades.»;
c) O nº 3 passa a ter a seguinte redacção:
«3. A fiscalização é feita com base em documentos e, se necessário, nas próprias instalações das outras Instituições da Comunidade,
nas instalações de qualquer organismo que efectue a gestão de receitas ou despesas em nome da Comunidade, e nos Estados-Membros,
inclusivamente nas instalações de qualquer pessoa singular ou colectiva beneficiária de pagamentos provenientes do orçamento.
A fiscalização nos Estados-Membros é feita em colaboração com as instituições de fiscalização nacionais ou, se estas para
isso não tiverem competência, com os serviços nacionais competentes. O Tribunal de Contas e as instituições de fiscalização
nacionais dos Estados-Membros cooperarão num espírito de confiança, mantendo embora a respectiva independência. Estas instituições
ou serviços darão a conhecer ao Tribunal de Contas a sua intenção de participar na fiscalização.
Todos os documentos ou informações necessários ao desempenho das funções do Tribunal de Contas ser-lhe-ão comunicados, a seu
pedido, pelas outras Instituições da Comunidade, pelos organismos que efectuem a gestão de receitas ou despesas em nome da
Comunidade, pelas pessoas singulares ou colectivas beneficiárias de pagamentos provenientes do orçamento e pelas instituições
de fiscalização nacionais ou, se estas não tiverem competência para o efeito, pelos serviços nacionais competentes.
No que respeita à actividade de gestão de despesas e receitas comunitárias exercida pelo Banco Europeu de Investimento, o
direito de acesso do Tribunal às informações detidas pelo Banco será regido por um acordo celebrado entre o Tribunal, o Banco
e a Comissão. Na ausência de um acordo, o Tribunal terá, contudo, acesso às informações necessárias para efectuar a fiscalização
das despesas e receitas comunitárias geridas pelo Banco.».
8. Ao artigo 170º é aditado o seguinte parágrafo:
«O Comité pode ser consultado pelo Parlamento Europeu.».
9. O primeiro parágrafo do artigo 179º passa a ter a seguinte redacção:
«A Comissão executa o orçamento, nos termos da regulamentação adoptada em execução do artigo 183º, sob sua própria responsabilidade e até ao limite das dotações concedidas, de acordo com os princípios da boa gestão financeira.
Os Estados-Membros cooperarão com a Comissão a fim de assegurar que as dotações sejam utilizadas de acordo com os princípios
da boa gestão financeira.».
10. O nº 1 do artigo 180º-B passa a ter a seguinte redacção:
«1. O Parlamento Europeu, sob recomendação do Conselho, que delibera por maioria qualificada, dá quitação à Comissão quanto
à execução do orçamento. Para o efeito, o Parlamento Europeu examina, posteriormente ao Conselho, as contas e o balanço financeiro
a que se refere o artigo 179º-A e o relatório anual do Tribunal de Contas, acompanhado das respostas das Instituições fiscalizadas às observações do Tribunal
de Contas, a declaração de fiabilidade prevista no nº 1, segundo parágrafo, do artigo 160º-C, bem como quaisquer relatórios especiais pertinentes daquele Tribunal.».
11. É inserido o seguinte artigo:
«Artigo 204º
1. Se for decidida a suspensão do direito de voto do representante do Governo de um Estado-Membro, nos termos do nº 2 do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, esse direito será igualmente suspenso no que se refere ao presente Tratado.
2. Além disso, sempre que tenha sido verificada, nos termos do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, a existência de uma
violação grave e persistente, por parte de um Estado-Membro, de algum dos princípios enunciados no nº 1 do artigo F desse Tratado, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir suspender alguns dos direitos
decorrentes da aplicação do presente Tratado a esse Estado-Membro. Ao fazê-lo, o Conselho terá em conta as eventuais consequências
dessa suspensão nos direitos e obrigações das pessoas, singulares e colectivas.
O Estado-Membro em questão continuará, de qualquer modo, vinculado às obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode posteriormente decidir alterar ou revogar as medidas tomadas ao abrigo
do nº 2, se se alterar a situação que motivou a imposição dessas medidas.
4. Para a adopção das decisões previstas nos nºs 2 e 3, o Conselho delibera sem tomar em consideração os votos do representante do Governo do Estado-Membro em questão. Em
derrogação do nº 2 do artigo 118º, a maioria qualificada é definida de acordo com a mesma proporção dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada
no nº 2 do artigo 118º
O presente número é igualmente aplicável em caso de suspensão do direito de voto nos termos do nº 1. Nestes casos, as decisões que requeiram unanimidade serão tomadas sem o voto do representante do Governo do Estado-Membro
em questão.».
O Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, anexo à Decisão do Conselho
de 20 de Setembro de 1976, é alterado nos termos das disposições constantes do presente artigo.
1. Ao artigo 2º é aditado o seguinte parágrafo:
«Em caso de alteração ao presente artigo, o número de representantes eleitos em cada Estado-Membro deve assegurar a representação
adequada dos povos dos Estados reunidos na Comunidade.».
2. No nº 1 do artigo 6º é inserido o seguinte travessão, após o quinto travessão:
«- membro do Comité das Regiões;».
3. O nº 2 do artigo 7º passa a ter a seguinte redacção:
«2. Até à entrada em vigor de um processo eleitoral uniforme ou de um processo baseado em princípios comuns, e sem prejuízo
das demais disposições do presente Acto, o processo eleitoral será regulado, em cada um dos Estados-Membros, pelas disposições
nacionais.»
4. O artigo 11º passa a ter a seguinte redacção:
«Até à entrada em vigor do processo uniforme ou de um processo baseado em princípios comuns, previsto no artigo 7º, o Parlamento Europeu verificará os poderes dos representantes. Para o efeito, registará os resultados proclamados oficialmente
pelos Estados-Membros e deliberará sobre as reclamações que possam eventualmente ser feitas com base nas disposições do presente
Acto, com excepção das disposições nacionais para que ele remete.».
5. O nº 1 do artigo 12º passa a ter a seguinte redacção:
«1. Até à entrada em vigor do processo uniforme ou de um processo baseado em princípios comuns, previsto no artigo 7º, e sem prejuízo das demais disposições do presente Acto, cada um dos Estados-Membros estabelecerá o processo adequado ao
preenchimento, até ao termo do período quinquenal a que se refere o artigo 3º, das vagas ocorridas durante esse período.».
PARTE II
DISPOSIÇÕES DE SIMPLIFICAÇÃO
O Tratado que institui a Comunidade Europeia, incluindo os seus Anexos e Protocolos, é alterado nos termos das disposições
do presente artigo, a fim de suprimir disposições caducas desse Tratado e de adaptar em consequência o texto de algumas das
suas disposições.
I. TEXTO DOS ARTIGOS DO TRATADO
1. Na alínea a) do artigo 3º, a palavra «eliminação» é substituída por «proibição».
2. É revogado o artigo 7º
3. O artigo 7º-A é alterado do seguinte modo:
a) O primeiro e o segundo parágrafos são numerados, tornando-se assim os nºs 1 e 2;
b) No novo nº 1 são suprimidas as seguintes remissões: «7º-B», «nº 1 do artigo 70º», bem como «e 100º-B»; deste modo, as restantes remissões devem ler-se do seguinte modo: «. . . nos termos do disposto no presente artigo, nos artigos 7º-C e 28º, no nº 2 do artigo 57º e nos artigos 84º, 99º, 100º-A e sem prejuízo . . .»;
c) É aditado um nº 3, com o texto do segundo parágrafo do artigo 7º-B, com a seguinte redacção:
«3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, definirá as orientações e condições necessárias
para assegurar um progresso equilibrado no conjunto dos sectores abrangidos.».
4. É revogado o artigo 7º-B.
5. O artigo 8º-B é alterado do seguinte modo:
a) No nº 1, a expressão «a adoptar, até 31 de Dezembro de 1994,» é substituída pela palavra «adoptadas»;
b) No nº 2, primeiro período, a remissão para o «nº 3 do artigo 138º» passa a ser para o «nº 4 do artigo 138º»;
c) No nº 2, segundo período, a expressão «a adoptar, até 31 de Dezembro de 1993,» é substituída pela palavra «adoptadas».
6. No segundo período do artigo 8º-C, a expressão «Até 31 de Dezembro de 1993, os Estados-Membros estabelecerão entre si as regras necessárias e encetarão . . .» é substituída por «Os Estados-Membros estabelecem entre si as regras necessárias e encetam . . .».
7. No primeiro parágrafo do artigo 8º-E, a expressão «até 31 de Dezembro de 1993, e posteriormente» é suprimida.
8. No nº 2 do artigo 9º, a expressão «O disposto no Capítulo 1, Secção 1 e no Capítulo 2 . . .» é substituída por «O disposto no artigo 12º e no Capítulo 2 . . .».
9. No artigo 10º, o nº 2 é suprimido e o nº 1 fica sem numeração.
10. É revogado o artigo 11º
11. No Capítulo 1, a União Aduaneira, o título «Secção 1 - A eliminação dos direitos aduaneiros entre os Estados-Membros» é suprimido.
12. O artigo 12º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 12º
São proibidos entre os Estados-Membros os direitos aduaneiros de importação e de exportação ou os encargos de efeito equivalente.
Esta proibição é igualmente aplicável aos direitos aduaneiros de natureza fiscal.».
13. São revogados os artigos 13º a 17º
14. O título «Secção 2 - O estabelecimento da pauta aduaneira comum» é suprimido.
15. São revogados os artigos 18º a 27º
16. O artigo 28º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 28º
Os direitos da pauta aduaneira comum são fixados pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão.».
17. Na parte introdutória do artigo 29º, a expressão «na presente secção» é substituída por «no presente capítulo».
18. No título do Capítulo 2, a expressão «A Eliminação» é substituída por «A Proibição».
19. No artigo 30º, a expressão «Sem prejuízo das disposições seguintes, são proibidas, . . .» é substituída por: «são proibidas, . . .».
20. São revogados os artigos 31º, 32º e 33º
21. No artigo 34º, o nº 2 é suprimido e o nº 1 fica sem numeração.
22. É revogado o artigo 35º
23. No artigo 36º, a expressão «As disposições dos artigos 30º; a 34º, inclusive» é substituída por «As disposições dos artigos 30º e 34º».
24. O artigo 37º é alterado do seguinte modo:
a) No nº 1, primeiro parágrafo, a palavra «progressivamente» é suprimida e a expressão «de modo a que, findo o período de transição,» é substituída por «de modo a que»;
b) No nº 2, a palavra «eliminação» é substituída por «proibição»;
c) Os nºs 3, 5 e 6 são suprimidos e o nº 4 passa a ser o nº 3;
d) No novo nº 3, a expressão «tomando em consideração o ritmo das adaptações possíveis e das especializações necessárias» é suprimida. A vírgula que precedia esta expressão é substituída por um ponto final.
25. O artigo 38º é alterado do seguinte modo:
a) No nº 3, primeiro período, a remissão para o Anexo II é substituída por uma remissão para o Anexo I e o segundo período que começa
por «Todavia, no prazo de dois anos . . .», é suprimido;
b) No nº 4, a expressão «por parte dos Estados-Membros» é suprimida.
26. O artigo 40º é alterado do seguinte modo:
a) O nº 1 é suprimido e os nºs 2, 3 e 4 passam a ser os nºs 1, 2 e 3;
b) No primeiro parágrafo do novo nº 1, a expressão «será criada» é substituída por «é criada»;
c) No primeiro parágrafo do novo nº 2, a remissão para o «nº 2» deve ler-se «nº 1»;
d) No novo nº 3, a remissão para o «nº 2» deve ler-se «nº 1».
27. O artigo 43º é alterado do seguinte modo:
a) No terceiro parágrafo do nº 2, a expressão «por unanimidade durante as duas primeiras fases e, daí em diante, por maioria qualificada» é substituída por «por maioria qualificada»;
b) Nos nºs 2 e 3, a remissão para o «nº 2 do artigo 40º» deve ler-se «nº 1 do artigo 40º».
28. São revogados os artigos 44º e 45º, bem como o artigo 47º
29. No nº 1 do artigo 48º, a expressão «o mais tardar no termo do período de transição» é suprimida.
30. O artigo 49º é alterado do seguinte modo:
a) Na parte introdutória, a expressão «A partir da entrada em vigor do presente Tratado, o Conselho, . . .» é substituída por «O Conselho, . . .» e a palavra «progressiva» é suprimida;
b) Nas alíneas b) e c) respectivamente, a expressão «, sistemática e gradualmente,» é suprimida.
31. O primeiro parágrafo do artigo 52º é alterado do seguinte modo:
a) No primeiro período, a expressão «suprimir-se-ão gradualmente, durante o período de transição» é substituída por «são proibidas»;
b) No segundo período, a expressão «Esta supressão progressiva» é substituída por «Esta proibição».
32. É revogado o artigo 53º
33. O artigo 54º é alterado do seguinte modo:
a) O nº 1 é suprimido e os nºs 2 e 3 passam a ser os nºs 1 e 2;
b) No novo nº 1, a expressão «Para executar o programa geral, ou, na falta deste, para levar a cabo uma fase da realização da liberdade de estabelecimento» é substituída por «Para realizar a liberdade de estabelecimento».
34. No primeiro parágrafo do artigo 59º, a expressão «serão progressivamente suprimidas, durante o período de transição,» é substituída por «serão proibidas».
35. No nº 2 do artigo 61º, a expressão «progressiva liberalização da circulação dos capitais» é substituída por «liberalização da circulação dos capitais».
36. É revogado o artigo 62º
37. O artigo 63º é alterado do seguinte modo:
a) O nº 1 é suprimido e os nºs 2 e 3 passam a ser os nºs 1 e 2;
b) No novo nº 1, a expressão «Para executar o programa geral ou, na falta deste, para realizar uma fase da liberalização de um determinado serviço,» é substituída por «Para realizar a liberalização de um determinado serviço,» e a expressão «adoptará directivas, deliberando por unanimidade até ao final da primeira fase e, daí em diante, por maioria qualificada» é substituída por «adoptará directivas, por maioria qualificada.»;
c) No novo nº 2, a expressão «As propostas e decisões referidas nos nºs 1 e 2» é substituída por «As directivas a que se refere o nº 1».
38. No primeiro parágrafo do artigo 64º, a expressão «nº 2 do artigo 63º» é substituída por «nº 1 do artigo 63º».
39. São revogados os artigos 67º a 73º-A, o artigo 73º-E e o artigo 73º-H.
40. O nº 2 do artigo 75º é suprimido e o nº 3 passa a ser o nº 2.
41. No artigo 76º, a expressão «as diversas disposições que regulem a matéria à data da entrada em vigor do presente Tratado,» é substituída por «as diversas disposições que regulem a matéria em 1 de Janeiro de 1958, ou quanto aos Estados que aderem à Comunidade, à data
da respectiva adesão».
42. O artigo 79º é alterado do seguinte modo:
a) No nº 1, a expressão «o mais tardar antes do final da segunda fase» é suprimida;
b) No nº 3, a expressão «No prazo de dois anos a contar da data da entrada em vigor do presente Tratado, o Conselho . . .» é substituída por: «O Conselho, . . .».
43. No nº 1 do artigo 80º, a expressão «A partir do início da segunda fase, fica proibido . . .» é substituída por «Fica proibido . . .».
44. No artigo 83º, a expressão «sem prejuízo das atribuições da secção de transportes do Comité Económico e Social.» é substituída por «sem prejuízo das atribuições do Comité Económico e Social.».
45. No nº 2, segundo parágrafo, do artigo 84º, a expressão «disposições processuais dos nºs 1 e 3 do artigo 75º» é substituída por «disposições processuais do artigo 75º».
46. Os dois primeiros parágrafos do nº 1 do artigo 87º são fundidos num só. Este novo parágrafo tem a seguinte redacção:
«1. Os regulamentos ou directivas necessários à aplicação dos princípios constantes dos artigos 85º e 86º serão estabelecidos pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada sob proposta da Comissão, após consulta ao Parlamento
Europeu.».
47. No nº 1 do artigo 89º, a expressão «, a partir da sua entrada em funções,» é suprimida.
48. Depois do artigo 90º, o título «Secção 2 - As práticas de dumping» é suprimido.
49. É revogado o artigo 91º
50. Antes do artigo 92º, o título «Secção 3» é substituído por «Secção 2».
51. No nº 3, alínea c), do artigo 92º, o segundo período que começa por «Todavia, os auxílios à construção naval . . .» e termina em «. . . em relação a países terceiros.» é suprimido.
52. É suprimido o terceiro parágrafo do artigo 95º
53. São revogados o artigo 97º e o artigo 100º-B.
54. No segundo parágrafo do artigo 101º, a expressão «deliberando por unanimidade durante a primeira fase e, daí em diante, por maioria qualificada,» é substituída por «deliberando por maioria qualificada,».
55. No nº 2, alínea a), primeiro travessão, do artigo 109º-E, a expressão «, sem prejuízo do artigo 73º-E,» é suprimida.
56. O artigo 109º-F é alterado do seguinte modo:
a) No segundo parágrafo do nº 1, a expressão «sob recomendação do Comité de Governadores dos Bancos Centrais dos Estados-Membros, a seguir designado por “Comité de Governadores” ou do Conselho do IME, conforme o caso,» é substituída por «sob recomendação do Conselho do IME»;
b) O quarto parágrafo do nº 1, que se lê «O Comité de Governadores é dissolvido no início da segunda fase.» é suprimido;
c) O segundo parágrafo do nº 8, que se lê «Sempre que o presente Tratado atribua um papel consultivo ao IME, as referências ao IME devem ser entendidas, até 1 de Janeiro
de 1994, como referências ao Comité de Governadores.» é suprimido.
57. O artigo 112º é alterado do seguinte modo:
a) No primeiro parágrafo do nº 1, a expressão «antes do termo do período de transição» é suprimida;
b) No segundo parágrafo do nº 1, a expressão «o Conselho, deliberando por unanimidade até ao final da segunda fase e, daí em diante, por maioria qualificada,» é substituída por «o Conselho, deliberando por maioria qualificada,».
58. No nº 1, primeiro parágrafo, terceiro travessão, do artigo 129º-C, a expressão «Fundo de Coesão, a criar o mais tardar até 31 de Dezembro de 1993 nos termos do disposto no artigo 130º-D» é substituída por «Fundo de Coesão, criado nos termos do disposto no artigo 130º-D».
59. No segundo parágrafo do artigo 130º-D, a expressão «O Conselho, deliberando de acordo com o mesmo procedimento, criará, até 31 Dezembro de 1993, um Fundo de Coesão, que contribuirá
. . .» é substituída por «Um Fundo de Coesão, criado pelo Conselho segundo o mesmo procedimento, contribuirá . . .».
60. No nº 5, segundo travessão, do artigo 130º-S, a expressão «Fundo de Coesão, que será criado até 31 de Dezembro de 1993 nos termos do artigo 130º-D.» é substituída por «Fundo de Coesão criado nos termos do artigo 130º-D.».
61. No nº 3 do artigo 130º-W, a expressão «Convenção ACP-CEE» é substituída por «Convenção ACP-CE».
62. No primeiro parágrafo do artigo 131º, as palavras «a Bélgica» e «a Itália», são suprimidas e a remissão para o Anexo IV é substituída por uma remissão para o Anexo II.
63. O artigo 133º é alterado do seguinte modo:
a) No nº 1, a expressão «eliminação total» é substituída pela palavra «proibição» e a expressão «progressivamente realizar» é substituída pela palavra «proibir»;
b) No nº 2, a expressão «progressivamente suprimidos,» é substituída pela palavra «proibidos» e as remissões para os artigos 13º, 14º, 15º e 17º são suprimidas, terminando o parágrafo com a expressão «nos termos do artigo 12º»;
c) No segundo parágrafo do nº 3, a expressão «Estes direitos serão, contudo, progressivamente reduzidos até ao nível daqueles . . .» é substituída por «Estes direitos não podem exceder aqueles . . .» e o segundo período que começa por «As percentagens e o calendário» e termina em «no país ou território importador.» é suprimido;
d) No nº 4, a expressão «à data da entrada em vigor do presente Tratado,» é suprimida.
64. O artigo 136º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 136º
O Conselho, deliberando por unanimidade, aprovará, a partir dos resultados conseguidos no âmbito da associação entre os países
e territórios e a Comunidade e com base nos princípios enunciados no presente Tratado, as disposições relativas às modalidades
e ao processo de associação entre os países e territórios e a Comunidade.».
65. O artigo 138º é alterado do seguinte modo, a fim de incluir o artigo 1º e o artigo 2º, tal como modificado pelo artigo 5º do presente Tratado, e o nº 1 do artigo 3º do Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, anexo à Decisão do Conselho
de 20 de Setembro de 1976; o Anexo II do citado Acto continua a ser aplicável:
a) Em substituição dos nºs 1 e 2, que caducaram por força do artigo 14º do Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, é inserido o texto dos
artigos 1º e 2º deste mesmo Acto, como nºs 1 e 2; os novos nºs 1 e 2 têm a seguinte redacção:
«1. Os representantes, ao Parlamento Europeu, dos povos dos Estados reunidos na Comunidade, são eleitos por sufrágio universal
directo.
2. O número de representantes eleitos em cada Estado-Membro é fixado da seguinte forma:
| |
|
| Bélgica |
25 |
| Dinamarca |
16 |
| Alemanha |
99 |
| Grécia |
25 |
| Espanha |
64 |
| França |
87 |
| Irlanda |
15 |
| Itália |
87 |
| Luxemburgo |
6 |
| Países Baixos |
31 |
| Áustria |
21 |
| Portugal |
25 |
| Finlândia |
16 |
| Suécia |
22 |
| Reino Unido |
87. |
Em caso de alteração ao presente número, o número de representantes eleitos em cada Estado-Membro deve assegurar a representação
adequada dos povos dos Estados reunidos na Comunidade.»;
b) Após os novos nºs 1 e 2, é inserido o texto do nº 1 do artigo 3º do citado Acto, como nº 3; este novo nº 3 tem a seguinte redacção:
«3. Os representantes são eleitos por um período de cinco anos.»;
c) O actual nº 3, tal como modificado pelo artigo 2º do presente Tratado, passa a ser o nº 4;
d) O nº 4, tal como aditado pelo artigo 2º do presente Tratado, passa a ser o nº 5.
66. É suprimido o nº 3 do artigo 158º
67. No primeiro parágrafo do artigo 166º, a expressão «a partir da data da adesão» é substituída por «a partir de 1 de Janeiro de 1995».
68. O nº 3, segundo parágrafo, do artigo 188º-B que começa por «Todavia, quando das primeiras nomeações, . . .» é suprimido.
69. O segundo parágrafo do artigo 197º, que começa por «O Comité inclui, nomeadamente, . . .» é suprimido.
70. São suprimidos os segundo, terceiro, quarto e quinto parágrafos do artigo 207º
71. Em substituição do artigo 212º é inserido o texto do nº 1, segundo parágrafo, do artigo 24º do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias; assim, o novo artigo 212º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 212º
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, estabelecerá, sob proposta da Comissão e após consulta das outras Instituições
interessadas, o Estatuto dos Funcionários das Comunidades Europeias e o regime aplicável aos outros agentes destas Comunidades.».
72. Em substituição do artigo 218º é inserido o texto adaptado do primeiro parágrafo do artigo 28º do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias; assim, o novo artigo 218º passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 218º
A Comunidade goza, no território dos Estados-Membros, dos privilégios e imunidades necessários ao cumprimento da sua missão,
nas condições definidas no Protocolo de 8 de Abril de 1965 relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias.
O mesmo regime é aplicável ao Banco Central Europeu, ao Instituto Monetário Europeu e ao Banco Europeu de Investimento.».
73. No artigo 221º, a expressão «No prazo de três anos a contar da data da entrada em vigor do presente Tratado, os Estados-Membros concederão . . .» é substituída por «Os Estados-Membros concederão . . .».
74. Os nºnºs 2 e 3 do artigo 223º são fundidos e substituídos pelo seguinte texto:
«2. O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, pode introduzir modificações nesta lista, que foi fixada
em 15 de Abril de 1958, dos produtos com os quais se aplicam as disposições da alínea b) do nº 1.».
75. É revogado o artigo 226º
76. O artigo 227º é alterado do seguinte modo:
a) No nº 3, a remissão para o Anexo IV é substituída por uma remissão para o Anexo II;
b) Depois do nº 4 é inserido o seguinte novo número:
«5. As disposições do presente Tratado são aplicáveis às ilhas Åland nos termos das disposições constantes do Protocolo nº 2 do Acto de Adesão da República da Áustria, da República da Finlândia e do Reino da Suécia.»;
c) O anterior nº 5 passa a ser o nº 6 e a alínea d) respeitante às ilhas Åland é suprimida; a alínea c) termina com um ponto final.
77. No primeiro parágrafo do artigo 229º, a expressão «os órgãos das Nações Unidas, das suas agências especializadas e do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio.» é substituída por «os órgãos das Nações Unidas e das suas agências especializadas.».
78. O primeiro parágrafo do artigo 234º, a expressão «antes da entrada em vigor do presente Tratado», é substituída por «antes de 1 de Janeiro de 1958 ou, em relação aos Estados aderentes, anteriormente à data da respectiva adesão,».
79. Antes do artigo 241º, o título «Instalação das Instituições» é suprimido.
80. São revogados os artigos 241º a 246º
81. Ao artigo 248º é aditado o seguinte novo parágrafo:
«Por força dos Tratados de Adesão, fazem igualmente fé as versões do presente Tratado nas línguas dinamarquesa, espanhola,
finlandesa, grega, inglesa, irlandesa, portuguesa e sueca.».
II. ANEXOS
1. O Anexo I «Listas A a G previstas nos artigos 19º e 20º do Tratado» é suprimido.
2. O Anexo II «Lista prevista no artigo 38º do Tratado» passa a ser o Anexo I e a referência ao «Anexo II do Tratado» nos nºs ex 22.08 e ex 22.09 passa a ser «Anexo I ao presente Tratado».
3. O Anexo III «Lista das Transacções de Invisíveis prevista no artigo 73º-H do Tratado» é suprimido.
4. O Anexo IV «Países e Territórios Ultramarinos aos quais se aplicam as disposições da Parte IV do Tratado» passa a ser o Anexo II. É actualizado e passa a ter a seguinte redacção:
«ANEXO II
PAÍSES E TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS
aos quais se aplicam as disposições da Parte IV do Tratado
- A Gronelândia,
- A Nova Caledónia e dependências,
- a Polinésia francesa,
- as terras austrais e antárcticas francesas,
- as ilhas Wallis e Futuna,
- Mayotte,
- São Pedro e Miquelon,
- Aruba,
- Antilhas Neerlandesas:
- Bonaire,
- Curaçao,
- Saba,
- Santo Eustáquio,
- São Martinho,
- Anguilha,
- as ilhas Caimans,
- as ilhas Malvinas-Falkland,
- Geórgia do Sul e ilhas Sandwich do Sul,
- Montserrat,
- Pitcairn,
- Santa Helena e dependências,
- O território Antárctico britânico,
- o território britânico do Oceano Índico,
- as ilhas Turcas e Caiques,
- as ilhas Virgens britânicas,
- As Bermudas.»
III. PROTOCOLOS E OUTROS ACTOS
1. São revogados os seguintes Protocolos e actos:
a) O Protocolo que altera o Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias;
b) O Protocolo relativo ao comércio interno alemão e às questões com ele relacionadas;
c) O Protocolo relativo a certas disposições respeitantes à França;
d) O Protocolo respeitante ao Grão-Ducado do Luxemburgo;
e) O Protocolo relativo ao regime a aplicar aos produtos submetidos à competência da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço
no que respeita à Argélia e aos Departamentos Ultramarinos da República Francesa;
f) O Protocolo relativo aos óleos minerais e alguns dos seus derivados;
g) O Protocolo relativo à aplicação do Tratado que institui a Comunidade Europeia às partes não europeias do Reino dos Países
Baixos;
h) A Convenção de aplicação relativa à associação dos países e territórios ultramarinos à Comunidade;
- o Protocolo relativo ao contingente pautal para as importações de bananas (ex 08.01 da Nomenclatura de Bruxelas),
- o Protocolo relativo ao contingente pautal para as importações de café verde (ex 09.01 da Nomenclatura de Bruxelas).
2. No final do Protocolo relativo aos Estatutos do Banco Europeu de Investimento, a lista dos signatários é suprimida.
3. O Protocolo relativo ao Estatuto do Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia é alterado do seguinte modo:
a) A expressão «DESIGNARAM, para esse efeito, como plenipotenciários:», bem como a lista de Chefes de Estado e dos seus plenipotenciários, são suprimidas;
b) É suprimida a expressão «OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma.»;
c) Ao artigo 3º é aditado, como quarto parágrafo, o texto adaptado do artigo 21º do Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias; o novo quarto parágrafo tem a seguinte redacção:
«As disposições dos artigos 12º a 15º, inclusive, e 18º do Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias são aplicáveis aos juízes, advogados-gerais,
escrivão e relatores adjuntos do Tribunal de Justiça, sem prejuízo das disposições relativas à imunidade de jurisdição dos
juízes, constantes dos parágrafos anteriores.»;
d) É revogado o artigo 57º;
e) A fórmula «EM FÉ DO QUE os plenipotenciários abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente Protocolo.» é suprimida;
f) É suprimida a lista dos signatários.
4. No artigo 40º do Protocolo relativo aos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu, a expressão «anexo ao Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias» é suprimida.
5. No artigo 21º do Protocolo relativo aos Estatutos do Instituto Monetário Europeu, a expressão «anexo ao Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias» é suprimida.
6. O Protocolo respeitante à Itália é alterado do seguinte modo:
a) No último parágrafo, que começa pela expressão «RECONHECEM especialmente que», a remissão para os artigos 108º e 109º é substituída por uma remissão para os artigos 109º-H e 109º-I;
b) É suprimida a lista dos signatários.
7. O Protocolo relativo às mercadorias originárias e provenientes de certos países e que beneficiam de um regime especial
aquando da importação num dos Estados-Membros é alterado do seguinte modo:
a) Na parte introdutória do nº 1:
- a expressão «à data da entrada em vigor do Tratado» é substituída por «em 1 de Janeiro de 1958»,
- a seguir à expressão «às importações» é aditado o texto da alínea a); o texto resultante desta junção passa a ler-se:
«. . . à importações nos países do Benelux, de mercadorias originárias e provenientes do Suriname e das Antilhas neerlandesas;»;
b) São suprimidas as alíneas a), b) e c) do nº 1;
c) No nº 3, a expressão «Antes do final do primeiro ano após a entrada em vigor do Tratado, os Estados-Membros comunicarão . . .» é substituída por «Os Estados-Membros comunicarão . . .»;
d) É suprimida a lista dos signatários.
8. O Protocolo relativo às importações na Comunidade Europeia de produtos petrolíferos refinados nas Antilhas neerlandesas
é alterado do seguinte modo:
a) A fórmula final «EM FÉ DO QUE os plenipotenciários abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente Protocolo.» é suprimida;
b) É suprimida a lista dos signatários.
9. No Protocolo relativo ao regime especial aplicável à Gronelândia, o artigo 3º é revogado.
O Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, incluindo os seus Anexos, Protocolos e outros actos a ele
anexados, é alterado nos termos das disposições do presente artigo, a fim de suprimir disposições caducas desse Tratado e
de adaptar em consequência o texto de algumas das suas disposições.
I. TEXTO DOS ARTIGOS DO TRATADO
1. No segundo parágrafo do artigo 2º, a palavra «progressivo» é suprimida.
2. Na parte introdutória do artigo 4º, as palavras «abolidos e» são suprimidas.
3. O artigo 7º é alterado do seguinte modo:
a) No primeiro travessão, a expressão «uma ALTA AUTORIDADE, a seguir denominada “a Comissão”», é substituída por «uma COMISSÃO»;
b) No segundo travessão, a expressão «uma ASSEMBLEIA COMUM, a seguir denominada “Parlamento Europeu”» é substituída por «um PARLAMENTO EUROPEU»;
c) No terceiro travessão, a expressão «um CONSELHO ESPECIAL DE MINISTROS, a seguir denominado “Conselho”» é substituída por «um CONSELHO».
4. É suprimido o nº 3 do artigo 10º
5. São suprimidos os primeiro e segundo parágrafos do artigo 16º
6. O artigo 21º é alterado do seguinte modo, a fim de incluir o artigo 1º e o artigo 2º, tal como modificado pelo artigo 5º do presente Tratado, e o nº 1 do artigo 3º do Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, anexo à Decisão do Conselho
de 20 de Setembro de 1976; o Anexo II do citado Acto continua a ser aplicável:
a) Em substituição dos nºs 1 e 2, que caducaram por força do artigo 14º do Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, é inserido o texto dos
artigos 1º e 2º do referido Acto, como nºs 1 e 2; estes novos nºs 1 e 2 têm a seguinte redacção:
«1. Os representantes, ao Parlamento Europeu, dos povos dos Estados reunidos na Comunidade são eleitos por sufrágio universal
directo.
2. O número de representantes eleitos em cada Estado-Membro é fixado da seguinte forma:
| |
|
| Bélgica |
25 |
| Dinamarca |
16 |
| Alemanha |
99 |
| Grécia |
25 |
| Espanha |
64 |
| França |
87 |
| Irlanda |
15 |
| Itália |
87 |
| Luxemburgo |
6 |
| Países Baixos |
31 |
| Áustria |
21 |
| Portugal |
25 |
| Finlândia |
16 |
| Suécia |
22 |
| Reino Unido |
87. |
Em caso de alteração ao presente número, o número de representantes eleitos em cada Estado-Membro deve assegurar a representação
adequada dos povos dos Estados reunidos na Comunidade.»
b) Após os novos nºs 1 e 2, é inserido, o texto do nº 1 do artigo 3º do citado Acto, como nº 3; este novo nº 3 tem a seguinte redacção:
«3. Os representantes são eleitos por um período de cinco anos.»;
c) O actual nº 3, tal como modificado pelo artigo 3º do presente Tratado, passa a ser o nº 4;
d) O nº 4, tal como aditado pelo artigo 3º do presente Tratado, passa a ser o nº 5.
7. No primeiro parágrafo do artigo 32º-A, a expressão «a partir da data da adesão» é substituída por «a partir de 1 de Janeiro de 1995».
8. É suprimido o nº 3, segundo parágrafo, do artigo 45º-B, que começa por «Todavia, quando das primeiras nomeações, . . .».
9. No artigo 50º, o texto adaptado dos nºs 2 e 3 do artigo 20º do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias, é inserido como novos nºs 4 e 5; os novos nºs 4 e 5 têm a seguinte redacção:
«4. A parte das despesas do Orçamento das Comunidades coberta pelas imposições previstas no artigo 49º é fixada em dezoito milhões de unidades de conta.
A Comissão apresentará anualmente ao Conselho um relatório com base no qual o Conselho examinará se é caso de adaptar aquele
montante à evolução do orçamento das Comunidades. O Conselho deliberará pela maioria prevista na primeira fase do quarto parágrafo
do artigo 28º Esta adaptação far-se-á com base numa apreciação da evolução das despesas resultantes da aplicação do presente Tratado.
5. A parte das imposições destinada a cobrir as despesas do orçamento das Comunidades será afectada pela Comissão à execução
deste orçamento segundo o calendário fixado pela regulamentação financeira adoptada por força da alínea b) do artigo 209º do Tratado que institui a Comunidade Europeia e da alínea b) do artigo 183º do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica.».
10. É revogado o artigo 52º
11. Em substituição do artigo 76º, é inserido o texto adaptado do primeiro parágrafo do artigo 28º do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias. Este novo artigo 76º tem a seguinte redacção:
«Artigo 76º
A Comunidade goza, no território dos Estados-Membros, dos privilégios e imunidades necessários ao cumprimento da sua missão,
nas condições definidas no Protocolo, de 8 de Abril de 1965, relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias.».
12. O artigo 79º é alterado do seguinte modo:
a) Na segunda frase do primeiro parágrafo, a expressão que começa por «no que respeita ao Sarre, . . .» é suprimida e o ponto e vírgula é substituído por um ponto final;
b) Após o primeiro parágrafo, é inserido um segundo parágrafo com a seguinte redacção:
«As disposições do presente Tratado são aplicáveis às ilhas Åland nos termos das disposições constantes do Protocolo nº 2 do Acto relativo às condições de Adesão da República da Áustria, da República da Finlândia e do Reino da Suécia.»;
c) Na parte introdutória do actual segundo parágrafo, a expressão «Em derrogação do disposto no parágrafo anterior:» é substituída por «Em derrogação do disposto nos parágrafos anteriores:»;
d) No actual segundo parágrafo, a alínea d) respeitante às ilhas Åland é suprimida e a alínea c) termina com um ponto final.
13. No artigo 84º, a expressão «e dos seus anexos dos protocolos anexos e da Convenção relativa às disposições transitórias.» é substituída por «e dos seus anexos dos protocolos anexos.».
14. É revogado o artigo 85º
15. No artigo 93º, a expressão «a Organização Europeia de Cooperação Económica» é substituída por «Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos».
16. No artigo 95º, terceiro parágrafo, a expressão «Findo o período de transição previsto na Convenção relativa às disposições transitórias, dificuldades imprevistas . . .» é substituída por «Se dificuldades imprevistas . . .».
17. O artigo 97º, que se lê «O presente Tratado tem a duração de cinquenta anos, a contar da data da sua entrada em vigor», é substituído por «O presente Tratado mantém-se em vigor até 23 de Julho de 2002.».
II. TEXTO DO ANEXO III «Aços Especiais»
No fim do Anexo III, as iniciais dos plenipotenciários dos Chefes de Estado e de Governo são suprimidas.
III. PROTOCOLOS E OUTROS ACTOS ANEXOS AO TRATADO
1. São revogados os seguintes actos:
a) A troca de cartas entre o Governo da República Federal da Alemanha e o Governo da República Francesa relativas ao Sarre;
b) A convenção relativa às disposições transitórias.
2. O Protocolo relativo ao Estatuto do Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço é alterado do seguinte
modo:
a) Os Títulos I e II do protocolo são substituídos pelo texto dos Títulos I e II do Protocolo relativo ao estatuto do Tribunal
de Justiça da Comunidade Europeia anexo ao Tratado que institui a Comunidade Europeia;
b) O artigo 56º é revogado e o título «Disposição transitória» que o precede é suprimido;
c) É suprimida a lista de signatários.
3. O Protocolo relativo às relações com o Conselho da Europa é alterado do seguinte modo:
a) É revogado o artigo 1º;
b) É suprimida a lista dos signatários.
O Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, incluindo os seus Anexos e Protocolos, é alterado nos termos
das disposições do presente artigo, a fim de suprimir disposições caducas desse Tratado e de adaptar em consequência o texto
de algumas das suas disposições.
I. TEXTO DOS ARTIGOS DO TRATADO
1. No artigo 76º, segundo parágrafo, a expressão «a contar da data da entrada em vigor do Tratado,» é substituída por «a contar de 1 de Janeiro de 1958,».
2. Na parte introdutória do primeiro parágrafo do artigo 93º, a expressão «Os Estados-Membros suprimirão entre si, um ano após a entrada em vigor do presente Tratado, todos os direitos aduaneiros
. . .» é substituída por «Os Estados-Membros proibirão entre si todos os direitos aduaneiros . . .».
3. São revogados os artigos 94º e 95º
4. O artigo 98º, segundo parágrafo, a expressão «No prazo de dois anos a contar da data da entrada em vigor do presente Tratado, o Conselho . . .» é substituída por «O Conselho, . . .».
5. É revogado o artigo 100º
6. O artigo 104º é alterado do seguinte modo:
a) No primeiro parágrafo, a expressão «após a entrada em vigor do presente Tratado» é substituída por «após 1 de Janeiro de 1958 ou, quanto aos Estados que aderem à Comunidade, posteriormente à data da respectiva adesão»;
b) No segundo parágrafo, a expressão «após a entrada em vigor do presente Tratado, no âmbito de aplicação deste,» é substituída por «após as datas previstas no parágrafo anterior no âmbito de aplicação do presente Tratado,».
7. O artigo 105º é alterado do seguinte modo:
a) No primeiro parágrafo, a expressão «concluídos antes da entrada em vigor do mesmo» é substituída por «concluídos antes de 1 de Janeiro de 1958 ou, quanto aos Estados que aderem à Comunidade, anteriormente à data da respectiva
adesão,». No final deste parágrafo, a expressão «após a entrada em vigor do presente Tratado.» é substituída por «após as referidas datas.»;
b) No segundo parágrafo, a expressãexpressão «concluídos entre a assinatura e a data da entrada em vigor do presente Tratado» é substituída por «concluídos entre 25 de Março de 1957 e 1 de Janeiro de 1958 ou, quanto aos Estados que aderem à Comunidade, entre a assinatura
do Acto de Adesão e a data da respectiva adesão,».
8. No primeiro parágrafo do artigo 106º, a expressão «antes da entrada em vigor do presente Tratado,» é substituída por «antes de 1 de Janeiro de 1958 ou, quanto aos Estados que aderem à Comunidade, anteriormente à data da respectiva adesão,».
9. O artigo 108º é alterado do seguinte modo, a fim de incluir o artigo 1º e o artigo 2º, tal como modificado pelo artigo 5º do presente Tratado, e o nº 1 do artigo 3º do Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, anexo à Decisão do Conselho
de 20 de Setembro de 1976; o Anexo II do citado Acto continua a ser aplicável:
a) Em substituição dos nºs 1 e 2, que caducaram por força do artigo 14º do Acto relativo às eleições dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo, é inserido o texto
dos artigos 1º e 2º deste mesmo Acto, como nºs 1 e 2; estes novos nºs 1 e 2 têm a seguinte redacção:
«1. Os representantes, ao Parlamento Europeu, dos povos dos Estados reunidos na Comunidade são eleitos por sufrágio universal
directo.
2. O número de representantes eleitos em cada Estado-Membro é fixado da seguinte forma:
| |
|
| Bélgica |
25 |
| Dinamarca |
16 |
| Alemanha |
99 |
| Grécia |
25 |
| Espanha |
64 |
| França |
87 |
| Irlanda |
15 |
| Itália |
87 |
| Luxemburgo |
6 |
| Países Baixos |
31 |
| Áustria |
21 |
| Portugal |
25 |
| Finlândia |
16 |
| Suécia |
22 |
| Reino Unido |
87. |
Em caso de alteração ao presente número, o número de representantes eleitos em cada Estado-Membro deve assegurar a representação
adequada dos povos dos Estados reunidos na Comunidade.»;
b) Após os novos nºs 1 e 2, é inserido, o texto do nº 1 do artigo 3º do citado Acto, como nº 3; este novo nº 3 tem a seguinte redacção:
«3. Os representantes são eleitos por um período de cinco anos.»;
c) O actual nº 3, tal como modificado pelo artigo 4º do presente Tratado, passa a ser o nº 4;
d) O nº 4, tal como aditado pelo artigo 4º do presente Tratado, passa a ser o nº 5.
10. É suprimido o nº 3 do artigo 127º
11. No primeiro parágrafo do artigo 138º, a expressão «, a partir da adesão,» é substituída por «em 1 de Janeiro de 1995,».
12. No artigo 160º-B, segundo parágrafo do nº 3, que começa por «Todavia, quando das primeiras nomeações, . . .» é suprimido.
13. O artigo 181º, os segundo, terceiro e quarto parágrafos são suprimidos.
14. Em substituição do artigo 191º, é inserido o texto adaptado no artigo 28º, primeiro parágrafo, do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias; este novo
artigo 191º tem a seguinte redacção:
«Artigo 191º
A Comunidade goza, no território dos Estados-Membros, dos privilégios e imunidades necessários ao cumprimento da sua missão,
nas condições definidas no Protocolo, de 8 de Abril de 1965, relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias.».
15. O artigo 198º é alterado do seguinte modo:
a) Depois do segundo parágrafo, é inserido o seguinte terceiro parágrafo:
«As disposições do presente Tratado são aplicáveis às ilhas Åland nos termos das disposições constantes do Protocolo nº 2 do Acto relativo às condições de Adesão da República da Áustria, da República da Finlândia e do Reino da Suécia.»;
b) No actual terceiro parágrafo, a alínea e) respeitante às ilhas Åland é suprimida e a alínea d) termina com um ponto final.
16. No primeiro parágrafo do artigo 199º, a expressão «e do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio» é substituída por «e da Organização Mundial do Comércio.».
17. O Título VI, «Disposições relativas ao período inicial», incluindo a Secção 1, «Instalação das Instituições», a Secção 2, «Primeiras disposições de aplicação do Tratado» e a Secção 3, «Disposições transitórias», assim como os artigos 209º a 223º, são revogados.
18. Ao artigo 225º é aditado o seguinte novo parágrafo:
«Por força dos Tratados de Adesão, fazem igualmente fé as versões do presente Tratado nas línguas dinamarquesa, espanhola,
finlandesa, grega, inglesa, irlandesa, portuguesa e sueca.».
II. ANEXOS
O Anexo V, «Programa inicial de investigação e ensino referido no artigo 215º do Tratado», incluindo o quadro «Decomposição por Grandes Rubricas . . .», é suprimido.
III. PROTOCOLOS
1. O Protocolo relativo à aplicação de um Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica às partes não europeias
do Reino dos Países Baixos é revogado.
2. O Protocolo relativo ao Estatuto do Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia da Energia Atómica é alterado do seguinte
modo:
a) A expressão «DESIGNARAM, para esse efeito, como plenipotenciários:», assim como a lista dos Chefes de Estado e dos seus plenipotenciários, são suprimidas;
b) É suprimida a expressão «OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma,»;
c) Ao artigo 3º é aditado, como quarto parágrafo, o texto adaptado no artigo 21º do Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias; o novo quarto parágrafo tem a seguinte redacção:
«As disposições dos artigos 12º a 15º, inclusive, e 18º do Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias são aplicáveis aos juízes, advogados-gerais,
secretário e relatores adjuntos do Tribunal de Justiça, sem prejuízo das disposições relativas à imunidade de jurisdição dos
juízes constantes dos parágrafos anteriores.»;
d) É revogado o artigo 58º;
e) A fórmula final «EM FÉ DO QUE os plenipotenciários abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente Protocolo.» é suprimida;
f) É suprimida a lista dos signatários.
1. Sem prejuízo dos números seguintes, que visam conservar os elementos essenciais das suas disposições, são revogados a Convenção,
de 25 de Março de 1957, relativa a certas Instituições comuns às Comunidades Europeias e o Tratado, de 8 de Abril de 1965,
que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias, exceptuando-se o Protocolo a que se refere
o nº 5.
2. As competências conferidas ao Parlamento Europeu, ao Conselho, à Comissão, ao Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Contas
pelo Tratado que institui a Comunidade Europeia, pelo Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e pelo
Tratado que institui Comunidade Europeia da Energia Atómica serão exercidos por Instituições únicas, nas condições previstas
respectivamente nesses Tratados e no presente artigo.
As funções conferidas ao Comité Económico e Social pelo Tratado que institui a Comunidade Europeia e pelo Tratado que institui
a Comunidade Europeia da Energia Atómica são exercidas por um Comité único, nas condições respectivamente previstas nesses
Tratados. São aplicáveis ao Comité as disposições dos artigos 193º e 197º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
3. Os funcionários e outros agentes das Comunidades Europeias fazem parte da Administração única dessas Comunidades e são
regidos pelas disposições adoptadas em aplicação do artigo 212º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
4. As Comunidades Europeias gozam, no território dos Estados-Membros, dos privilégios e imunidades necessários ao cumprimento
da sua missão, nas condições definidas no Protocolo a que se refere o nº 5. O mesmo se aplica ao Banco Central Europeu, ao Instituto Monetário Europeu e ao Banco Europeu de Investimento.
5. No Protocolo, de 8 de Abril de 1965, relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias é inserido um artigo
23º, tal como constava do Protocolo ao citado Tratado; este artigo tem a seguinte redacção:
«Artigo 23º
O presente Protocolo é igualmente aplicável ao Banco Central Europeu, aos membros dos seus órgãos e ao seu pessoal, sem prejuízo
do disposto no Protocolo relativo aos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu.
O Banco Central Europeu fica, além disso, isento de qualquer imposição fiscal ou parafiscal ao proceder-se aos aumentos de
capital, bem como das diversas formalidades que tais operações possam implicar no Estado da sua sede. As actividades do Banco
e dos seus órgãos, desde que exercidas de acordo com os Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central
Europeu, não darão origem à aplicação de qualquer imposto sobre o volume de negócios.
As disposições anteriores serão igualmente aplicáveis ao Instituto Monetário Europeu. A sua dissolução ou liquidação não dará
origem a qualquer imposição.».
6. As receitas e despesas da Comunidade Europeia, as despesas administrativas da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e
as receitas a ela relativas, as receitas e despesas da Comunidade Europeia da Energia Atómica, com excepção das da Agência
de Aprovisionamento e das Empresas Comuns, são inscritas no orçamento das Comunidades Europeias, nas condições respectivamente
previstas nos Tratados que instituem estas três Comunidades.
7. Sem prejuízo da aplicação do artigo 216º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, do artigo 77º do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, do artigo 189º do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica e do segundo parágrafo do artigo 1º do Protocolo relativo aos Estatutos do Fundo Europeu de Investimento, os representantes dos Governos dos Estados-Membros
adoptarão, de comum acordo, as disposições necessárias para resolver certos problemas específicos do Grão-Ducado do Luxemburgo,
que resultem da criação de um Conselho único e de uma Comissão única das Comunidades Europeias.
1. A revogação e a supressão, na presente Parte, de disposições caducas do Tratado que institui a Comunidade Europeia, do
Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica,
tal como se encontravam em vigor antes da entrada em vigor do presente Tratado de Amesterdão e a adaptação de algumas das
suas disposições não afectam os efeitos jurídicos das disposições desses Tratados, em especial os resultantes dos prazos por
eles fixados, nem os dos Tratados de Adesão.
2. Os efeitos jurídicos dos actos em vigor adoptados com base nos citados Tratados não são afectados.
3. O mesmo sucede relativamente à revogação da Convenção, de 25 de Março de 1957, relativa a certas Instituições comuns às
Comunidades Europeias e à revogação do Tratado, de 8 de Abril de 1965, que institui um Conselho único e uma Comissão única
das Comunidades Europeias.
As disposições do Tratado que institui a Comunidade Europeia, do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do
Aço e do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica relativas à competência do Tribunal de Justiça das
Comunidades Europeias e ao exercício dessa competência são aplicáveis às disposições da presente Parte, bem como às disposições
do Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades a que se refere o nº 5 do artigo 9º
PARTE III
DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS
1. Os artigos, Títulos e Secções do Tratado da União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia, tal como alterados
pelas disposições do presente Tratado, serão renumerados de acordo com os quadros de correspondência que figura em anexo ao
presente Tratado, do qual faz parte integrante.
2. As remissões cruzadas para artigos, Títulos e Secções do Tratado da União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade
Europeia, bem como entre estes, serão adaptadas do mesmo modo. O mesmo se aplica às remissões para os artigos, Títulos e Secções
destes Tratados contidas nos outros Tratados comunitários.
3. As remissões para artigos, Títulos e Secções dos Tratados previstos no nº 2, contidas noutros instrumentos ou actos, entendem-se como remissões feitas para os artigos, Títulos e Secções dos Tratados,
tal como renumerados nos termos do nº 1 e, respectivamente, para os números desses artigos, tal como renumerados por certas disposições do artigo 6º
4. As remissões, contidas noutros instrumentos ou actos, para números dos artigos dos Tratados a que se referem os artigos
7º e 8º entendem-se como sendo feitas para aqueles números, tal como renumerados por certas disposições dos citados artigos 7º e 8º
O presente Tratado tem vigência ilimitada.
1. O presente Tratado será ratificado pelas Altas Partes Contratantes, de acordo com as respectivas normas constitucionais.
Os instrumentos de ratificação serão depositados junto do Governo da República Italiana.
2. O presente Tratado entra em vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte ao do depósito do instrumento de ratificação
do Estado signatário que proceder a esta formalidade em último lugar.
O presente Tratado, redigido num único exemplar, nas línguas alemã, dinamarquesa, espanhola, finlandesa, francesa, grega,
inglesa, italiana, irlandesa, neerlandesa, portuguesa e sueca, fazendo fé qualquer dos textos, será depositado nos arquivos
do Governo da República Italiana, o qual dele remeterá uma cópia autenticada a cada um dos Governos dos outros Estados signatários.
En fe de lo cual, los plenipotenciarios abajo firmantes suscriben el presente Tratado.
Til bekræftelse heraf har undertegnede befuldmægtigede underskrevet denne traktat.
Zu Urkund dessen haben die unterzeichneten Bevollmächtigten ihre Unterschriften unter diesen Vertrag gesetzt.
Εις πίστωση των ανωτέρω, οι υπογεγραμμένοι πληρεξούσιοι υπέγραψαν την παρούσα Συνθήκη.
In witness whereof the undersigned Plenipotentiaries have signed this Treaty.
En foi de quoi, les plénipotentiaires soussignés ont apposé leurs signatures au bas du présent traité.
Dá fhianú sin, chuir na Lánchumhachtaigh thíos-sínithe a lámh leis an gConradh seo.
In fede di che, i plenipotenziari sottoscritti hanno apposto le loro firme in calce al presente trattato.
Ten blijke waarvan de ondergetekende gevolmachtigden hun handtekening onder dit Verdrag hebben gesteld.
Em fé do que, os plenipotenciários abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no presente Tratado.
Tämän vakuudeksi alla mainitut täysivaltaiset edustajat ovat allekirjoittaneet tämän sopimuksen.
TilTill bevis härpå har undertecknade befullmäktigade undertecknat detta fördrag.
Hecho en Amsterdam, el dos de octubre de mil novecientos noventa y siete.
Udfærdiget i Amsterdam, den anden oktober nittenhundrede og syvoghalvfems.
Geschehen zu Amsterdam am zweiten Oktober neunzehnhundertsiebenundneunzig.
Έγινε στο Άμστερνταμ, στις δύο Οκτωβρίου του έτους χίλια εννιακόσια ενενήντα επτά.
Done at Amsterdam this second day of October in the year one thousand nine hundred and ninety-seven.
Fait à Amsterdam, le deux octobre de l'an mil neuf cent quatre-vingt-dix-sept.
Arna dhéanamh in Amstardam ar an dara lá de Dheireadh Fómhair sa bhliain míle naoi gcéad nócha a seacht.
Fatto ad Amsterdam, addì due ottobre millenovecentonovantasette.
Gedaan te Amsterdam, de tweede oktober negentienhonderd zevenennegentig.
Feito em Amesterdão, em dois de Outubro de mil novecentos e noventa e sete.
Tehty Amsterdamissa 2 päivänä lokakuuta vuonna tuhatyhdeksänsataayhdeksänkymmentäseitsemän.
Utfärdat i Amsterdam den andra oktober år nittonhundranittiosju.
Pour Sa Majesté le Roi des Belges
Voor Zijne Majesteit de Koning der Belgen
Für Seine Majestät den König der Belgier
***IMAGE***
Cette signature engage également la Communauté française, la Communauté flamande, la Communauté germanophone, la Région wallonne,
la Région flamande et la Région de Bruxelles-Capitale.
Deze handtekening verbindt eveneens de Vlaamse Gemeenschap, de Franse Gemeenschap, de Duitstalige Gemeenschap, het Vlaamse
Gewest, het Waalse Gewest en het Brusselse Hoofdstedelijke Gewest.
Diese Unterschrift bindet zugleich die Deutschsprachige Gemeinschaft, die Flämische Gemeinschaft, die Französische Gemeinschaft,
die Wallonische Region, die Flämische Region und die Region Brüssel-Hauptstadt.
For Hendes Majestæt Danmarks Dronning
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Für den Präsidenten der Bundesrepublik Deutschland
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Για τον Πρόεδρο της Ελληνικής Δημοκρατίας
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Por Su Majestad el Rey de España
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Pour le Président de la République française
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Thar ceann an Choimisiúin arna údarú le hAirteagal 14 de Bhunreacht na hÉireann chun cumhachtaí agus feidhmeanna Uachtarán
na hÉireann a oibriú agus a chomhlíonadh
For the Commission authorised by Article 14 of the Constitution of Ireland to exercise and perform the powers and functions
of the President of Ireland
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Per il Presidente della Repubblica italiana
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Pour Son Altesse Royale le Grand-Duc de Luxembourg
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Voor Hare Majesteit de Koningin der Nederlanden
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Für den Bundespräsidenten der Republik Österreich
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Pelo Presidente da República Portuguesa
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Suomen Tasavallan Presidentin puolesta
För Republiken Finlands President
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För Hans Majestät Konungen av Sverige
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For Her Majesty the Queen of the United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland
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QUADROS DE CORRESPONDÊNCIA A QUE SE REFERE O ARTIGO 12º DO TRATADO DE AMESTERDÃO
A.
Tratado da União Europeia
| Numeração anterior |
Nova numeração |
| TÍTULO I |
TÍTULO I |
| Artigo A |
Artigo 1º |
| Artigo B |
Artigo 2º |
| Artigo C |
Artigo 3º |
| Artigo D |
Artigo 4º |
| Artigo E |
Artigo 5º |
| Artigo F |
Artigo 6º |
| Artigo F.1 (*) |
Artigo 7º |
| TÍTULO II |
TÍTULO II |
| Artigo G |
Artigo 8º |
| TÍTULO III |
TÍTULO III |
| Artigo H |
Artigo 9º |
| TÍTULO IV |
TÍTULO IV |
| Artigo I |
Artigo 10º |
| TÍTULO V (***) |
TÍTULO V |
| Artigo J.1 |
Artigo 11º |
| Artigo J.2 |
Artigo 12º |
| Artigo J.3 |
Artigo 13º |
| Artigo J.4 |
Artigo 14º |
| Artigo J.5 |
Artigo 15º |
| Artigo J.6 |
Artigo 16º |
| Artigo J.7 |
Artigo 17º |
| Artigo J.8 |
Artigo 18º |
| Artigo J.9 |
Artigo 19º |
| Artigo J.10 |
Artigo 20º |
| Artigo J.11 |
Artigo 21º |
| Artigo J.12 |
Artigo 22º |
| Artigo J.13 |
Artigo 23º |
| Artigo J.14 |
Artigo 24º |
| Artigo J.15 |
Artigo 25º |
| Artigo J.16 |
Artigo 26º |
| Artigo J.17 |
Artigo 27º |
| Artigo J.18 |
Artigo 28º |
| TÍTULO VI (***) |
TÍTULO VI |
| Artigo K.1 |
Artigo 29º |
| Artigo K.2 |
Artigo 30º |
| Artigo K.3 |
Artigo 31º |
| Artigo K.4 |
Artigo 32º |
| Artigo K.5 |
Artigo 33º |
| Artigo K.6 |
Artigo 34º |
| Artigo K.7 |
Artigo 35º |
| Artigo K.8 |
Artigo 36º |
| Artigo K.9 |
Artigo 37º |
| Artigo K.10 |
Artigo 38º |
| Artigo K.11 |
Artigo 39º |
| Artigo K.12 |
Artigo 40º |
| Artigo K.13 |
Artigo 41º |
| Artigo K.14 |
Artigo 42º |
| TÍTULO VI-A (**) |
TÍTULO VII |
| Artigo K.15 (*) |
Artigo 43º |
| Artigo K.16 (*) |
Artigo 44º |
| Artigo K.17 (*) |
Artigo 45º |
| TÍTULO VII |
TÍTULO VIII |
| Artigo L |
Artigo 46º |
| Artigo M |
Artigo 47º |
| Artigo N |
Artigo 48º |
| Artigo O |
Artigo 49º |
| Artigo P |
Artigo 50º |
| Artigo Q |
Artigo 51º |
| Artigo R |
Artigo 52º |
| Artigo S |
Artigo 53º |
| (*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(**) Novo Título introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(***) Título reformulado pelo Tratado de Amesterdão. |
B.
Tratado que institui a Comunidade Europeia
| Numeração anterior |
Nova numeração |
| PARTE I |
PARTE I |
| Artigo 1º |
Artigo 1º |
| Artigo 2º |
Artigo 2º |
| Artigo 3º |
Artigo 3º |
| Artigo 3º-A |
Artigo 4º |
| Artigo 3º-B |
Artigo 5º |
| Artigo 3º-C (*) |
Artigo 6º |
| Artigo 4º |
Artigo 7º |
| Artigo 4º-A |
Artigo 8º |
| Artigo 4º-B |
Artigo 9º |
| Artigo 5º |
Artigo 10º |
| Artigo 5º-A (*) |
Artigo 11º |
| Artigo 6º |
Artigo 12º |
| Artigo 6º-A (*) |
Artigo 13º |
| Artigo 7º (revogado) |
- |
| Artigo 7º-A |
Artigo 14º |
| Artigo 7º-B (revogado) |
- |
| Artigo 7º-C |
Artigo 15º |
| Artigo 7º-D (*) |
Artigo 16º |
| PARTE II |
PARTE II |
| Artigo 8º |
Artigo 17º |
| Artigo 8º-A |
Artigo 18º |
| Artigo 8º-B |
Artigo 19º |
| Artigo 8º-C |
Artigo 20º |
| Artigo 8º-D |
Artigo 21º |
| Artigo 8º-E |
Artigo 22º |
| PARTE III |
PARTE III |
| TÍTULO I |
TÍTULO I |
| Artigo 9º |
Artigo 23º |
| Artigo 10º |
Artigo 24º |
| Artigo 11º (revogado) |
- |
| CAPÍTULO 1 |
CAPÍTULO 1 |
| Secção I (suprimida) |
- |
| Artigo 12º |
Artigo 25º |
| Artigo 13º (revogado) |
- |
| Artigo 14º (revogado) |
- |
| Artigo 15º (revogado) |
- |
| Artigo 16º (revogado) |
- |
| Artigo 17º (revogado) |
- |
| Secção 2 (suprimida) |
- |
| Artigo 18º (revogado) |
- |
| Artigo 19º (revogado) |
- |
| Artigo 20º (revogado) |
- |
| Artigo 21º (revogado) |
- |
| Artigo 22º (revogado) |
- |
| Artigo 23º (revogado) |
- |
| Artigo 24º (revogado) |
- |
| Artigo 25º (revogado) |
- |
| Artigo 26º (revogado) |
- |
| Artigo 27º (revogado) |
- |
| Artigo 28º |
Artigo 26º |
| Artigo 29º |
Artigo 27º |
| CAPÍTULO 2 |
CAPÍTULO 2 |
| Artigo 30º |
Artigo 28º |
| Artigo 31º (revogado) |
- |
| Artigo 32º (revogado) |
- |
| Artigo 33º (revogado) |
- |
| Artigo 34º |
Artigo 29º |
| Artigo 35º (revogado) |
- |
| Artigo 36º |
Artigo 30º |
| Artigo 37º |
Artigo 31º |
| TÍTULO II |
TÍTULO II |
| Artigo 38º |
Artigo 32º |
| Artigo 39º |
Artigo 33º |
| Artigo 40º |
Artigo 34º |
| Artigo 41º |
Artigo 35º |
| Artigo 42º |
Artigo 36º |
| Artigo 43º |
Artigo 37º |
| Artigo 44º (revogado) |
- |
| Artigo 45º (revogado) |
- |
| Artigo 46º |
Artigo 38º |
| Artigo 47º (revogado) |
- |
| TÍTULO III |
TÍTULO III |
| CAPÍTULO 1 |
CAPÍTULO 1 |
| Artigo 48º |
Artigo 39º |
| Artigo 49º |
Artigo 40º |
| Artigo 50º |
Artigo 41º |
| Artigo 51º |
Artigo 42º |
| CAPÍTULO 2 |
CAPÍTULO 2 |
| Artigo 52º |
Artigo 43º |
| Artigo 53º (revogado) |
- |
| Artigo 54º |
Artigo 44º |
| Artigo 55º |
Artigo 45º |
| Artigo 56º |
Artigo 46º |
| Artigo 57º |
Artigo 47º |
| Artigo 58º |
Artigo 48º |
| CAPÍTULO 3 |
CAPÍTULO 3 |
| Artigo 59º |
Artigo 49º |
| Artigo 60º |
Artigo 50º |
| Artigo 61º |
Artigo 51º |
| Artigo 62º (revogado) |
- |
| Artigo 63º |
Artigo 52º |
| Artigo 64º |
Artigo 53º |
| Artigo 65º |
Artigo 54º |
| Artigo 66º |
Artigo 55º |
| CAPÍTULO 4 |
CAPÍTULO 4 |
| Artigo 67º (revogado) |
- |
| Artigo 68º (revogado) |
- |
| Artigo 69º (revogado) |
- |
| Artigo 70º (revogado) |
- |
| Artigo 71º (revogado) |
- |
| Artigo 72º (revogado) |
- |
| Artigo 73º (revogado) |
- |
| Artigo 73º-A (revogado) |
- |
| Artigo 73º-B |
Artigo 56º |
| Artigo 73º-C |
Artigo 57º |
| Artigo 73º-D |
Artigo 58º |
| Artigo 73º-E (revogado) |
- |
| Artigo 73º-F |
Artigo 59º |
| Artigo 73º-G |
Artigo 60º |
| Artigo 73º-H (revogado) |
- |
| TÍTULO III-A (**) |
TÍTULO IV |
| Artigo 73º-I (*) |
Artigo 61º |
| Artigo 73º-J (*) |
Artigo 62º |
| Artigo 73º-K (*) |
Artigo 63º |
| Artigo 73º-L (*) |
Artigo 64º |
| Artigo 73º-M (*) |
Artigo 65º |
| Artigo 73º-N (*) |
Artigo 66º |
| Artigo 73º-O (*) |
Artigo 67º |
| Artigo 73º-P (*) |
Artigo 68º |
| Artigo 73º-Q (*) |
Artigo 69º |
| TÍTULO IV |
TÍTULO V |
| Artigo 74º |
Artigo 70º |
| Artigo 75º |
Artigo 71º |
| Artigo 76º |
Artigo 72º |
| Artigo 77º |
Artigo 73º |
| Artigo 78º |
Artigo 74º |
| Artigo 79º |
Artigo 75º |
| Artigo 80º |
Artigo 76º |
| Artigo 81º |
Artigo 77º |
| Artigo 82º |
Artigo 78º |
| Artigo 83º |
Artigo 79º |
| Artigo 84º |
Artigo 80º |
| TÍTULO V |
TÍTULO VI |
| CAPÍTULO 1 |
CAPÍTULO 1 |
| SECÇÃO 1 |
SECÇÃO 1 |
| Artigo 85º |
Artigo 81º |
| Artigo 86º |
Artigo 82º |
| Artigo 87º |
Artigo 83º |
| Artigo 88º |
Artigo 84º |
| Artigo 89º |
Artigo 85º |
| Artigo 90º |
Artigo 86º |
| Secção 2 (suprimida) |
- |
| Artigo 91º (revogado) |
- |
| SECÇÃO 3 |
SECÇÃO 2 |
| Artigo 92º |
Artigo 87º |
| Artigo 93º |
Artigo 88º |
| Artigo 94º |
Artigo 89º |
| CAPÍTULO 2 |
CAPÍTULO 2 |
| Artigo 95º |
Artigo 90º |
| Artigo 96º |
Artigo 91º |
| Artigo 97º (revogado) |
- |
| Artigo 98º |
Artigo 92º |
| Artigo 99º |
Artigo 93º |
| CAPÍTULO 3 |
CAPÍTULO 3 |
| Artigo 100º |
Artigo 94º |
| Artigo 100º-A |
Artigo 95º |
| Artigo 100º-B (revogado) |
- |
| Artigo 100º-C (revogado) |
- |
| Artigo 100º-D (revogado) |
- |
| Artigo 101º |
Artigo 96º |
| Artigo 102º |
Artigo 97º |
| TÍTULO VI |
TÍTULO VII |
| CAPÍTULO 1 |
CAPÍTULO 1 |
| Artigo 102º-A |
Artigo 98º |
| Artigo 103º |
Artigo 99º |
| Artigo 103º-A |
Artigo 100º |
| Artigo 104º |
Artigo 101º |
| Artigo 104º-A |
Artigo 102º |
| Artigo 104º-B |
Artigo 103º |
| Artigo 104º-C |
Artigo 104º |
| CAPÍTULO 2 |
CAPÍTULO 2 |
| Artigo 105º |
Artigo 105º |
| Artigo 105º-A |
Artigo 106º |
| Artigo 106º |
Artigo 107º |
| Artigo 107º |
Artigo 108º |
| Artigo 108º |
Artigo 109º |
| Artigo 108º-A |
Artigo 110º |
| Artigo 109º |
Artigo 111º |
| CAPÍTULO 3 |
CAPÍTULO 3 |
| Artigo 109º-A |
Artigo 112º |
| Artigo 109º-B |
Artigo 113º |
| Artigo 109º-C |
Artigo 114º |
| Artigo 109º-D |
Artigo 115º |
| CAPÍTULO 4 |
CAPÍTULO 4 |
| Artigo 109º-E |
Artigo 116º |
| Artigo 109º-F |
Artigo 117º |
| Artigo 109º-G |
Artigo 118º |
| Artigo 109º-H |
Artigo 119º |
| Artigo 109º-I |
Artigo 120º |
| Artigo 109º-J |
Artigo 121º |
| Artigo 109º-K |
Artigo 122º |
| Artigo 109º-L |
Artigo 123º |
| Artigo 109º-M |
Artigo 124º |
| TÍTULO VI-A (**) |
TÍTULO VIII |
| Artigo 109º-N (*) |
Artigo 125º |
| Artigo 109º-O (*) |
Artigo 126º |
| Artigo 109º-P (*) |
Artigo 127º |
| Artigo 109º-Q (*) |
Artigo 128º |
| Artigo 109º-R (*) |
Artigo 129º |
| Artigo 109º-S (*) |
Artigo 130º |
| TÍTULO VII |
TÍTULO IX |
| Artigo 110º |
Artigo 131º |
| Artigo 111º (revogado) |
- |
| Artigo 112º |
Artigo 132º |
| Artigo 113º |
Artigo 133º |
| Artigo 114º (revogado) |
- |
| Artigo 115º |
Artigo 134º |
| TÍTULO VII-A (**) |
TÍTULO X |
| Artigo 116º(*) |
Artigo 135º |
| TÍTULO VIII |
TÍTULO XI |
| CAPÍTULO 1 (***) |
CAPÍTULO 1 |
| Artigo 117º |
Artigo 136º |
| Artigo 118º |
Artigo 137º |
| Artigo 118º-A |
Artigo 138º |
| Artigo 118º-B |
Artigo 139º |
| Artigo 118º-C |
Artigo 140º |
| Artigo 119º |
Artigo 141º |
| Artigo 119º-A |
Artigo 142º |
| Artigo 120º |
Artigo 143º |
| Artigo 121º |
Artigo 144º |
| Artigo 122º |
Artigo 145º |
| CAPÍTULO 2 |
CAPÍTULO 2 |
| Artigo 123º |
Artigo 146º |
| Artigo 124º |
Artigo 147º |
| Artigo 125º |
Artigo 148º |
| CAPÍTULO 3 |
CAPÍTULO 3 |
| Artigo 126º |
Artigo 149º |
| Artigo 127º |
Artigo 150º |
| TÍTULO IX |
TÍTULO XII |
| Artigo 128º |
Artigo 151º |
| TÍTULO X |
TÍTULO XIII |
| Artigo 129º |
Artigo 152º |
| TÍTULO XI |
TÍTULO XIV |
| Artigo 129º-A |
Artigo 153º |
| TÍTULO XII |
TÍTULO XV |
| Artigo 129º-B |
Artigo 154º |
| Artigo 129º-C |
Artigo 155º |
| Artigo 129º-D |
Artigo 156º |
| TÍTULO XIII |
TÍTULO XVI |
| Artigo 130º |
Artigo 157º |
| TÍTULO XIV |
TÍTULO XVII |
| Artigo 130º-A |
Artigo 158º |
| Artigo 130º-B |
Artigo 159º |
| Artigo 130º-C |
Artigo 160º |
| Artigo 130º-D |
Artigo 161º |
| Artigo 130º-E |
Artigo 162º |
| TÍTULO XV |
TÍTULO XVIII |
| Artigo 130º-F |
Artigo 163º |
| Artigo 130º-G |
Artigo 164º |
| Artigo 130º-H |
Artigo 165º |
| Artigo 130º-I |
Artigo 166º |
| Artigo 130º-J |
Artigo 167º |
| Artigo 130º-K |
Artigo 168º |
| Artigo 130º-L |
Artigo 169º |
| Artigo 130º-M |
Artigo 170º |
| Artigo 130º-N |
Artigo 171º |
| Artigo 130º-O |
Artigo 172º |
| Artigo 130º-P |
Artigo 173º |
| Artigo 130º-Q (revogado) |
- |
| TÍTULO XVI |
TÍTULO XIX |
| Artigo 130º-R |
Artigo 174º |
| Artigo 130º-S |
Artigo 175º |
| Artigo 130º-T |
Artigo 176º |
| TÍTULO XVII |
TÍTULO XX |
| Artigo 130º-U |
Artigo 177º |
| Artigo 130º-V |
Artigo 178º |
| Artigo 130º-W |
Artigo 179º |
| Artigo 130º-X |
Artigo 180º |
| Artigo 130º-Y |
Artigo 181º |
| PARTE IV |
PARTE IV |
| Artigo 131º |
Artigo 182º |
| Artigo 132º |
Artigo 183º |
| Artigo 133º |
Artigo 184º |
| Artigo 134º |
Artigo 185º |
| Artigo 135º |
Artigo 186º |
| Artigo 136º |
Artigo 187º |
| Artigo 136º-A |
Artigo 188º |
| PARTE V |
PARTE V |
| TÍTULO I |
TÍTULO I |
| CAPÍTULO 1 |
CAPÍTULO 1 |
| SECÇÃO 1 |
SECÇÃO 1 |
| Artigo 137º |
Artigo 189º |
| Artigo 138º |
Artigo 190º |
| Artigo 138º-A |
Artigo 191º |
| Artigo 138º-B |
Artigo 192º |
| Artigo 138º-C |
Artigo 193º |
| Artigo 138º-D |
Artigo 194º |
| Artigo 138º-E |
Artigo 195º |
| Artigo 139º |
Artigo 196º |
| Artigo 140º |
Artigo 197º |
| Artigo 141º |
Artigo 198º |
| Artigo 142º |
Artigo 199º |
| Artigo 143º |
Artigo 200º |
| Artigo 144º |
Artigo 201º |
| SECÇÃO 2 |
SECÇÃO 2 |
| Artigo 145º |
Artigo 202º |
| Artigo 146º |
Artigo 203º |
| Artigo 147º |
Artigo 204º |
| Artigo 148º |
Artigo 205º |
| Artigo 149º (revogado) |
- |
| Artigo 150º |
Artigo 206º |
| Artigo 151º |
Artigo 207º |
| Artigo 152º |
Artigo 208º |
| Artigo 153º |
Artigo 209º |
| Artigo 154º |
Artigo 210º |
| SECÇÃO 3 |
SECÇÃO 3 |
| Artigo 155º |
Artigo 211º |
| Artigo 156º |
Artigo 212º |
| Artigo 157º |
Artigo 213º |
| Artigo 158º |
Artigo 214º |
| Artigo 159º |
Artigo 215º |
| Artigo 160º |
Artigo 216º |
| Artigo 161º |
Artigo 217º |
| Artigo 162º |
Artigo 218º |
| Artigo 163º |
Artigo 219º |
| SECÇÃO 4 |
SECÇÃO 4 |
| Artigo 164º |
Artigo 220º |
| Artigo 165º |
Artigo 221º |
| Artigo 166º |
Artigo 222º |
| Artigo 167º |
Artigo 223º |
| Artigo 168º |
Artigo 224º |
| Artigo 168º-A |
Artigo 225º |
| Artigo 169º |
Artigo 226º |
| Artigo 170º |
Artigo 227º |
| Artigo 171º |
Artigo 228º |
| Artigo 172º |
Artigo 229º |
| Artigo 173º |
Artigo 230º |
| Artigo 174º |
Artigo 231º |
| Artigo 175º |
Artigo 232º |
| Artigo 176º |
Artigo 233º |
| Artigo 177º |
Artigo 234º |
| Artigo 178º |
Artigo 235º |
| Artigo 179º |
Artigo 236º |
| Artigo 180º |
Artigo 237º |
| Artigo 181º |
Artigo 238º |
| Artigo 182º |
Artigo 239º |
| Artigo 183º |
Artigo 240º |
| Artigo 184º |
Artigo 241º |
| Artigo 185º |
Artigo 242º |
| Artigo 186º |
Artigo 243º |
| Artigo 187º |
Artigo 244º |
| Artigo 188º |
Artigo 245º |
| SECÇÃO 5 |
SECÇÃO 5 |
| Artigo 188º-A |
Artigo 246º |
| Artigo 188º-B |
Artigo 247º |
| Artigo 188º-C |
Artigo 248º |
| CAPÍTULO 2 |
CAPÍTULO 2 |
| Artigo 189º |
Artigo 249º |
| Artigo 189º-A |
Artigo 250º |
| Artigo 189º-B |
Artigo 251º |
| Artigo 189º-C |
Artigo 252º |
| Artigo 190º |
Artigo 253º |
| Artigo 191º |
Artigo 254º |
| Artigo 191º-A (*) |
Artigo 255º |
| Artigo 192º |
Artigo 256º |
| CAPÍTULO 3 |
CAPÍTULO 3 |
| Artigo 193º |
Artigo 257º |
| Artigo 194º |
Artigo 258º |
| Artigo 195º |
Artigo 259º |
| Artigo 196º |
Artigo 260º |
| Artigo 197º |
Artigo 261º |
| Artigo 198º |
Artigo 262º |
| CAPÍTULO 4 |
CAPÍTULO 4 |
| Artigo 198º-A |
Artigo 263º |
| Artigo 198º-B |
Artigo 264º |
| Artigo 198º-C |
Artigo 265º |
| CAPÍTULO 5 |
CAPÍTULO 5 |
| Artigo 198º-D |
Artigo 266º |
| Artigo 198º-E |
Artigo 267º |
| TÍTULO II |
TÍTULO II |
| Artigo 199º |
Artigo 268º |
| Artigo 200º (revogado) |
- |
| Artigo 201º |
Artigo 269º |
| Artigo 201º-A |
Artigo 270º |
| Artigo 202º |
Artigo 271º |
| Artigo 203º |
Artigo 272º |
| Artigo 204º |
Artigo 273º |
| Artigo 205º |
Artigo 274º |
| Artigo 205º-A |
Artigo 275º |
| Artigo 206º |
Artigo 276º |
| Artigo 206º-A (revogado) |
- |
| Artigo 207º |
Artigo 277º |
| Artigo 208º |
Artigo 278º |
| Artigo 209º |
Artigo 279º |
| Artigo 209º-A |
Artigo 280º |
| PARTE VI |
PARTE VI |
| Artigo 210º |
Artigo 281º |
| Artigo 211º |
Artigo 282º |
| Artigo 212º(*) |
Artigo 283º |
| Artigo 213º |
Artigo 284º |
| Artigo 213º-A (*) |
Artigo 285º |
| Artigo 213º-B (*) |
Artigo 286º |
| Artigo 214º |
Artigo 287º |
| Artigo 215º |
Artigo 288º |
| Artigo 216º |
Artigo 289º |
| Artigo 217º |
Artigo 290º |
| Artigo 218º(*) |
Artigo 291º |
| Artigo 219º |
Artigo 292º |
| Artigo 220º |
Artigo 293º |
| Artigo 221º |
Artigo 294º |
| Artigo 222º |
Artigo 295º |
| Artigo 223º |
Artigo 296º |
| Artigo 224º |
Artigo 297º |
| Artigo 225º |
Artigo 298º |
| Artigo 226º (revogado) |
- |
| Artigo 227º |
Artigo 299º |
| Artigo 228º |
Artigo 300º |
| Artigo 228º-A |
Artigo 301º |
| Artigo 229º |
Artigo 302º |
| Artigo 230º |
Artigo 303º |
| Artigo 231º |
Artigo 304º |
| Artigo 232º |
Artigo 305º |
| Artigo 233º |
Artigo 306º |
| Artigo 234º |
Artigo 307º |
| Artigo 235º |
Artigo 308º |
| Artigo 236º(*) |
Artigo 309º |
| Artigo 237º (revogado) |
- |
| Artigo 238º |
Artigo 310º |
| Artigo 239º |
Artigo 311º |
| Artigo 240º |
Artigo 312º |
| Artigo 241º (revogado) |
- |
| Artigo 242º (revogado) |
- |
| Artigo 243º (revogado) |
- |
| Artigo 244º (revogado) |
- |
| Artigo 245º (revogado) |
- |
| Artigo 246º (revogado) |
- |
| DISPOSIÇÕES FINAIS |
DISPOSIÇÕES FINAIS |
| Artigo 247º |
Artigo 313º |
| Artigo 248º |
Artigo 314º |
| (*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(**) Novo Título introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(**) Novo Título introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(**) Novo Título introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(***) Capítulo 1 reformulado pelo Tratado de Amesterdão.
(*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão.
(*) Novo artigo introduzido pelo Tratado de Amesterdão. |
PROTOCOLOS
A. PROTOCOLO ANEXO AO TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
TENDO PRESENTE a necessidade de aplicar plenamente as disposições do nº 1, segundo parágrafo, e do nº 3 do artigo J.7 do Tratado da União Europeia,
TENDO PRESENTE que a política da União, na acepção do artigo J.7, não afectará o carácter específico da política de segurança
e de defesa de determinados Estados-Membros, respeitará as obrigações decorrentes do Tratado do Atlântico-Norte para certos
Estados-Membros que vêem a sua defesa comum realizada no âmbito da NATO, e será compatível com a política de segurança e de
defesa comum adoptada nesse âmbito,
ACORDARAM na seguinte disposição, que vem anexa ao Tratado da União Europeia,
No prazo de um ano a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, a União Europeia, em concertação com a União
da Europa Ocidental, estabelecerá as fórmulas de reforço da cooperação recíproca.
B. PROTOCOLOS ANEXOS AO TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA E AO TRATADO QUE INSTITUI A COMUNIDADE EUROPEIA
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
REGISTANDO que os acordos relativos à supressão gradual dos controlos nas fronteiras comuns, assinados por alguns dos Estados-Membros
da União Europeia em Schengen, em 14 de Junho de 1985 e 19 de Junho de 1990, bem como os acordos conexos e as disposições
adoptadas com base nesses acordos, se destinam a reforçar a integração europeia e, em especial, a possibilitar que a União
Europeia se transforme mais rapidamente num espaço de liberdade, de segurança e de justiça,
DESEJANDO incorporar os citados acordos e disposições no âmbito da União Europeia,
CONFIRMANDO que as disposições do acervo de Schengen só são aplicáveis se, e na medida em que, forem compatíveis com a legislação
da União Europeia e da Comunidade,
TENDO EM CONTA a posição especial da Dinamarca,
TENDO EM CONTA o facto de a Irlanda e o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte não serem partes e não terem assinado
os acordos acima referidos; que, no entanto, se deveria prever a possibilidade de esses Estados-Membros aceitarem, no todo
ou em parte, as disposições desses acordos,
RECONHECENDO que, como consequência, é necessário, fazer uso das disposições do Tratado da União Europeia e do Tratado que
institui a Comunidade Europeia relativas à cooperação reforçada entre alguns Estados-Membros, e que só como última possibilidade
se deve recorrer a essas disposições,
TENDO EM CONTA a necessidade de manter relações privilegiadas com a República da Islândia e com o Reino da Noruega, Estados
que confirmaram a sua intenção de subscrever as disposições acima referidas, com base no acordo assinado no Luxemburgo em
19 de Dezembro de 1996,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado da União Europeia e ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
O Reino da Bélgica, o Reino da Dinamarca, a República Federal da Alemanha, a República Helénica, o Reino de Espanha, a República
Francesa, a República Italiana, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países Baixos, a República da Áustria, a República
Portuguesa, a República da Finlândia e o Reino da Suécia, signatários dos acordos de Schengen, ficam autorizados a instaurar
entre si uma cooperação reforçada nos domínios abrangidos por esses acordos e disposições conexas, enumerados no Anexo do
presente Protocolo e a seguir designados por «acervo de Schengen». Essa cooperação realizar-se-á no quadro institucional e jurídico da União Europeia e na observância das disposições pertinentes
do Tratado da União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
1. A partir da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, o acervo de Schengen, incluindo as decisões do Comité Executivo
criado pelos acordos de Schengen que tenham sido adoptadas antes dessa data, serão imediatamente aplicáveis aos treze Estados-Membros
a que se refere o artigo 1º, sem prejuízo do disposto no nº 2 do presente artigo. A partir da mesma data, o Conselho substituir-se-á ao citado Comité Executivo.
O Conselho, deliberando por unanimidade dos seus membros a que se refere o artigo 1º, tomará todas as medidas necessárias para a aplicação do disposto no presente número. O Conselho, deliberando por unanimidade,
determinará, nos termos das disposições pertinentes dos Tratados, a base jurídica de cada uma das disposições ou decisões
que constituem o acervo de Schengen.
No que respeita a essas disposições e decisões e de acordo com a base jurídica que o Conselho tenha determinado, o Tribunal
de Justiça das Comunidades Europeias exercerá a competência que lhe é atribuída pelas pertinentes disposições aplicáveis dos
Tratados. O Tribunal de Justiça não tem competência, em caso algum, para se pronunciar sobre medidas ou decisões relativas
à manutenção da ordem pública e à garantia da segurança interna.
Enquanto não tiverem sido tomadas as medidas acima previstas, e sem prejuízo do disposto no nº 2 do artigo 5º, as disposições ou decisões que constituem o acervo de Schengen são consideradas actos baseados no Título VI do Tratado da
União Europeia.
2. O disposto no nº 1 é aplicável aos Estados-Membros que tenham assinado um protocolo de adesão aos Acordos de Schengen a partir das datas fixadas
pelo Conselho, deliberando por unanimidade dos membros previstos no artigo 1º, excepto se as condições de adesão de qualquer desses Estados ao acervo de Schengen tiverem sido preenchidas antes da data
de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão.
Na sequência da determinação a que se refere o nº 1, segundo parágrafo, do artigo 2º, a Dinamarca conservará os mesmos direitos e obrigações em relação aos outros signatários dos Acordos de Schengen que antes
da referida determinação, relativamente às partes do acervo de Schengen que se considere terem uma base jurídica no Título
III-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
No que se refere às partes do acervo de Schengen que se considere terem uma base jurídica no Título VI do Tratado da União
Europeia, a Dinamarca conservará os mesmos direitos e obrigações que os outros signatários dos Acordos de Schengen.
A Irlanda e o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, que não se encontram vinculados pelo acervo de Schengen,
podem, a todo o tempo, requerer a possibilidade de aplicar, no todo ou em parte, as disposições desse acervo.
O Conselho deliberará sobre esse pedido por unanimidade dos membros a que se refere o artigo 1º e do representante do Governo do Estado interessado.
1. As propostas e iniciativas baseadas no acervo de Schengen regem-se pelas disposições pertinentes dos Tratados.
Neste contexto, caso a Irlanda ou o Reino Unido, ou ambos, não tenham, num prazo razoável, notificado por escrito o Presidente
do Conselho de que desejam participar, considerar-se-á que a autorização prevista no artigo 5º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia e no artigo K.12 do Tratado da União Europeia foi concedida aos Estados-Membros
a que se refere o artigo 1º e à Irlanda ou ao Reino Unido, se qualquer destes Estados desejar tomar parte nas áreas de cooperação em causa.
2. As disposições pertinentes dos Tratados a que se refere o primeiro parágrafo do nº 1 serão aplicáveis ainda que o Conselho não tenha adoptado as medidas a que se refere o nº 1, segundo parágrafo, do artigo 2º
A República da Islândia e o Reino da Noruega serão associados à execução do acervo de Schengen e ao seu posterior desenvolvimento
com base no acordo assinado no Luxemburgo em 19 de Dezembro de 1996. Para esse efeito, serão previstos processos adequados,
no quadro de um acordo com esses Estados, a celebrar pelo Conselho, deliberando por unanimidade dos membros a que se refere
o artigo 1º Esse acordo conterá disposições relativas à contribuição da Islândia e da Noruega para a cobertura das consequências financeiras
resultantes da aplicação do presente Protocolo.
O Conselho, deliberando por unanimidade, celebrará com a Islândia e com a Noruega um acordo separado destinado a definir os
direitos e obrigações entre a Irlanda e o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, por um lado, e a Islândia e a
Noruega, por outro lado, nos domínios do acervo de Schengen aplicáveis a estes Estados.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, adoptará as modalidades de integração do Secretariado de Schengen no Secretariado-Geral
do Conselho.
Para efeitos das negociações de adesão de novos Estados-Membros à União Europeia, o acervo de Schengen e as demais medidas
adoptadas pelas Instituições no seu âmbito de aplicação entendem-se como sendo um acervo que deve ser aceite na totalidade
por todos os Estados candidatos à adesão.
ACERVO DE SCHENGEN
1. O Acordo, assinado em Schengen em 14 de Junho de 1985, entre os Governos dos Estados da União Económica Benelux, da República
Federal da Alemanha e da República Francesa, relativo à supressão gradual dos controlos nas fronteiras comuns.
2. A Convenção assinada em Schengen em 19 de Junho de 1990, entre o Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República
Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo e o Reino dos Países Baixos, respeitante à aplicação do Acordo relativo à supressão
gradual dos controlos nas fronteiras comuns, assinado em Schengen em 14 de Junho de 1985, bem como a respectiva Acta Final
e declarações comuns.
3. Os Protocolos e Acordos de Adesão ao Acordo de 1985 e ã Convenção de aplicação de 1990 celebrados com a Itália (assinados
em Paris em 27 de Novembro de 1990), a Espanha e Portugal (assinados em Bona em 25 de Junho de 1991), a Grécia (assinados
em Madrid em 6 de Novembro de 1992), a Áustria (assinados em Bruxelas em 28 de Abril de 1995) e a Dinamarca, a Finlândia e
a Suécia (assinados no Luxemburgo, em 19 de Dezembro de 1996), bem como as respectivas Actas Finais e declarações.
4. As decisões e declarações adoptadas pelo Comité Executivo instituído pela Convenção de aplicação de 1990, bem como os actos
adoptados para efeitos de aplicação da Convenção pelas instâncias às quais o Comité Executivo conferiu poderes de decisão.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
DESEJANDO resolver certas questões respeitantes ao Reino Unido e à Irlanda,
TENDO EM CONTA a existência, desde há muitos anos, de convénios especiais em matéria de deslocações entre o Reino Unido e
a Irlanda,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia e ao Tratado da União Europeia,
Sem prejuízo do disposto no artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, de qualquer outra disposição desse Tratado ou do Tratado da União Europeia,
de medidas adoptadas por força desses Tratados, ou de acordos internacionais celebrados pela Comunidade ou pela Comunidade
e pelos seus Estados-Membros com um ou mais Estados terceiros, o Reino Unido fica habilitado a exercer, nas suas fronteiras
com outros Estados-Membros, em relação às pessoas que pretenderem entrar no territorioterritório do Reino Unido, os controlos que considere necessários para:
a) Verificar o direito de nacionais dos Estados que são Partes Contratantes no Acordo sobre o Espaço Económico Europeu, ou
de pessoas a seu cargo que exerçam direitos conferidos pelo direito comunitário, bem como de nacionais de outros Estados a
quem esses direitos tenham sido conferidos por um acordo que vincule o Reino Unido, entrarem no território do Reino Unido;
b) Determinar se há-de ou não conceder a outras pessoas autorização para entrarem no território do Reino Unido.
Nenhuma das disposições do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, ou qualquer outra disposição desse Tratado ou do Tratado da União Europeia,
ou medida adoptada em aplicação deles, prejudicará o direito de o Reino Unido instituir ou exercer esses controlos. As referências
no presente artigo ao Reino Unido incluem os territórios cujas relações externas estejam a cargo do Reino Unido.
O Reino Unido e a Irlanda podem continuar a celebrar entre si convénios relativos à circulação de pessoas entre os respectivos
territórios («Zona de Deslocação Comum»), no pleno respeito pelos direitos das pessoas a que se refere o primeiro parágrafo, alínea a), do artigo 1º do presente Protocolo. Assim, enquanto esses convénios se mantiverem em vigor, o disposto no artigo 1º do presente Protocolo aplicar-se-á à Irlanda nos mesmos termos e nas mesmas condições que ao Reino Unido. Nenhuma das disposições
do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, ou qualquer outra disposição desse Tratado ou do Tratado da União Europeia,
ou medida adoptada em aplicação deles, prejudicará esses convénios.
Os demais Estados-Membros ficam habilitados a exercer, nas respectivas fronteiras ou em qualquer ponto de entrada nos respectivos
territórios, controlos para efeitos idênticos aos enunciados no artigo 1º do presente Protocolo sobre as pessoas que neles pretendam entrar em proveniência do Reino Unido ou de quaisquer territórios
cujas relações externas estejam a cargo do Reino Unido, ou sobre pessoas provenientes da Irlanda, na medida em que as disposições
do artigo 1º do presente Protocolo sejam aplicáveis à Irlanda.
Nenhuma das disposições do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, ou qualquer outra disposição desse Tratado ou do Tratado da União Europeia,
ou medida adoptada em aplicação deles prejudicará o direito de os demais Estados-Membros instituírem ou exercerem esses controlos.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
DESEJANDO resolver certas questões respeitantes ao Reino Unido e à Irlanda,
TENDO EM CONTA o Protocolo relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia ao Reino Unido e à Irlanda,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia e ao Tratado da União Europeia:
Sob reserva do artigo 3º, o Reino Unido e a Irlanda não participarão na adopção pelo Conselho das medidas propostas em aplicação do Título III-A do
Tratado que institui a Comunidade Europeia. Em derrogação do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, a maioria qualificada é definida como sendo constituída pela mesma proporção
dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada no citado nº 2 do artigo 148º Será necessária a unanimidade dos membros do Conselho, com excepção dos representantes dos Governos do Reino Unido e da Irlanda,
para as decisões que o Conselho deva adoptar por unanimidade.
Por força do artigo 1º, e sob reserva dos artigos 3º, 4º e 6º, nenhuma disposição do Título III-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, medida adoptada em aplicação desse Título,
disposição de acordo internacional celebrado pela Comunidade em aplicação do mesmo Título, ou decisão do Tribunal de Justiça
que interprete essas disposições ou medidas vinculará o Reino Unido ou a Irlanda, nem lhes será aplicável; nenhuma dessas
disposições, medidas ou decisões afectará de modo algum as competências, direitos e obrigações desses Estados; nenhuma dessas
disposições, medidas ou decisões afectará de modo algum o acervo comunitário, nem fará parte integrante do direito comunitário,
tal como aplicáveis ao Reino Unido ou à Irlanda.
1. O Reino Unido ou a Irlanda podem notificar por escrito o Presidente do Conselho, no prazo de três meses a contar da apresentação
ao Conselho de uma proposta ou iniciativa ao abrigo do Título III-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, de que
desejam participar na adopção e na aplicação da medida proposta, ficando assim esse Estado habilitado a fazê-lo. Em derrogação
do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, a maioria qualificada é definida como sendo constituída pela mesma proporção
dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada no citado nº 2 do artigo 148º
Será necessária a unanimidade dos membros do Conselho, com excepção do membro que não tiver procedido à referida notificação,
para as decisões que o Conselho deva adoptar por unanimidade. Uma medida adoptada nos termos do presente número será vinculativa
para todos os Estados-Membros que tenham participado na sua adopção.
2. Se, decorrido um prazo razoável, não tiver sido possível adoptar uma medida a que se refere o nº 1 com a participação do Reino Unido ou da Irlanda, o Conselho pode adoptar essa medida nos termos do artigo 1º, sem a participação do Reino Unido ou da Irlanda. Nesse caso, é aplicável o disposto no artigo 2º
O Reino Unido ou a Irlanda podem, a todo o tempo, após a adopção pelo Conselho de uma medida em aplicação do Título III-A
do Tratado que institui a Comunidade Europeia, notificar o Conselho e a Comissão da sua intenção de aceitar essa medida. Nesse
caso, é aplicável, com as necessárias adaptações, o nº 3 do artigo 5º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
Um Estado-Membro que não esteja vinculado por uma medida adoptada em aplicação do Título III-A do Tratado que institui a Comunidade
Europeia não suportará as consequências financeiras dessa medida, com excepção dos custos administrativos dela decorrentes
para as Instituições.
Sempre que, nos casos previstos no presente Protocolo, o Reino Unido ou a Irlanda fiquem vinculados por uma medida adoptada
pelo Conselho em aplicação do Título III-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, são aplicáveis a esse Estado, no
que respeita à medida em questão, as disposições pertinentes do mesmo Tratado, incluindo o artigo 73º-P.
O disposto nos artigos 3º e 4º não prejudica o Protocolo que integra o acervo de Schengen no quadro da União Europeia.
A Irlanda pode notificar por escrito o Presidente do Conselho de que pretende deixar de ser abrangida pelo disposto no presente
Protocolo. Nesse caso, serão aplicáveis à Irlanda as disposições normais do Tratado.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
RECORDANDO a Decisão dos Chefes de Estado ou de Governo, reunidos no Conselho Europeu em Edimburgo, em 12 de Dezembro de 1992,
relativa a certos problemas levantados pela Dinamarca no que respeita ao Tratado da União Europeia,
TENDO REGISTADO a posição expressa pela Dinamarca no que respeita à cidadania, à união económica e monetária, à política de
defesa e à justiça e aos assuntos internos, tal como enunciada na decisão de Edimburgo,
TENDO EM CONTA o artigo 3º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia e ao Tratado da União Europeia,
A Dinamarca não participará na adopção pelo Conselho das medidas propostas em aplicação do Título III-A do Tratado que institui
a Comunidade Europeia. Em derrogação do nº 2 do artigo 148º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, a maioria qualificada é definida como sendo constituída pela mesma proporção
dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada no citado nº 2 do artigo 148º. Será necessária a unanimidade dos membros do Conselho, com excepção do representante do Governo da Dinamarca, para as decisões
que o Conselho deva adoptar por unanimidade.
Nenhuma disposição do Título III-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, medida adoptada em aplicação desse Título,
disposição de acordo internacional celebrado pela Comunidade em aplicação do mesmo Título, ou decisão do Tribunal de Justiça
que interprete essas disposições ou medidas vinculará a Dinamarca, nem lhe será aplicável. Essas disposições, medidas ou decisões
em nada afectarão as competências, direitos e obrigações da Dinamarca. Essas disposições, medidas ou decisões em nada afectarão
o acervo comunitário e não farão parte do direito comunitário, tal como se aplicam à Dinamarca.
A Dinamarca não suportará as consequências financeiras das medidas previstas no artigo 1º, com excepção dos custos administrativos delas decorrentes para as Instituições.
Os artigos 1º, 2º e 3º não são aplicáveis às medidas que determinem quais os países terceiros cujos nacionais devem ser detentores de visto para
transporem as fronteiras externas dos Estados-Membros, nem às medidas relativas à criação de um modelo-tipo de visto.
1. A Dinamarca decidirá, no prazo de seis meses após o Conselho ter adoptado uma decisão sobre uma proposta ou iniciativa
destinada a desenvolver o acervo de Schengen em aplicação do disposto no Título III-A do Tratado que institui a Comunidade
Europeia, se procederá à transposição dessa decisão para o seu direito interno. Se decidir fazê-lo, essa decisão criará uma
obrigação de direito internacional entre a Dinamarca e os restantes Estados-Membros a que se refere o artigo 1º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia, bem como a Irlanda ou o Reino Unido, se esses
Estados-Membros participarem nos domínios de cooperação em causa.
2. Se a Dinamarca decidir não aplicar uma decisão do Conselho na acepção do nº 1, os Estados-Membros a que se refere o artigo 1º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia analisarão as medidas adequadas a tomar.
No que respeita às medidas adoptadas pelo Conselho no domínio abrangido pelo nº 1 do artigo J.3 e pelo artigo J.7 do Tratado da União Europeia, a Dinamarca não participa na elaboração nem na execução de
decisões e acções da União com implicações em matéria de defesa, mas não levantará obstáculos ao desenvolvimento de uma cooperação
reforçada entre Estados-Membros neste domínio. Nesse caso, a Dinamarca não participará na sua adopção. A Dinamarca não será
obrigada a contribuir para o financiamento das despesas operacionais decorrentes dessas medidas.
A Dinamarca pode, a todo o tempo, e de acordo com as suas normas constitucionais, informar os demais Estados-Membros de que
não pretende continuar a invocar a totalidade ou de parte do presente Protocolo. Nesse caso, a Dinamarca aplicará integralmente
todas as medidas pertinentes então em vigor, tomadas no âmbito da União Europeia.
C. PROTOCOLOS ANEXOS AO TRATADO QUE INSTITUI A COMUNIDADE EUROPEIA
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
CONSIDERANDO que, nos termos do disposto no nº 2 do artigo F do Tratado da União Europeia, a União respeitará os direitos fundamentais, tal como os garante a Convenção
Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, assinada em Roma em 4 de Novembro de 1950;
CONSIDERANDO que o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias é competente para assegurar que, na interpretação e aplicação
do nº 2 do artigo F do Tratado da União Europeia, o direito é respeitado pela Comunidade Europeia;
CONSIDERANDO que, nos termos do artigo O do Tratado da União Europeia, qualquer Estado Europeu que peça para se tornar membro
da União deve respeitar os princípios enunciados no nº 1 do artigo F do Tratado da União Europeia,
TENDO PRESENTE que o artigo 236º do Tratado que institui a Comunidade Europeia cria um mecanismo de suspensão de certos direitos em caso de violação grave
e persistente desses princípios por parte de um Estado-Membro;
RECORDANDO que todos os nacionais dos Estados-Membros, enquanto cidadãos da União, gozam de um estatuto e de uma protecção
especiais, garantidos pelos Estados-Membros nos termos do disposto na Parte II do Tratado que institui a Comunidade Europeia;
TENDO PRESENTE que o Tratado que institui a Comunidade Europeia estabelece um espaço sem fronteiras internas e confere a todos
os cidadãos da União o direito de circularem e permanecerem livremente no território dos Estados-Membros;
RECORDANDO que a extradição de nacionais de Estados-Membros da União é regulada pela Convenção Europeia de Extradição, de
13 de Dezembro de 1957, e pela Convenção de 27 de Setembro de 1996, baseada no artigo K.3 do Tratado da União Europeia, relativa
à extradição entre os Estados-Membros da União Europeia;
DESEJANDO impedir que o instituto do asilo seja utilizado com objectivos alheios àqueles a que se destina;
TENDO EM CONTA que o presente Protocolo respeita a finalidade e os objectivos da Convenção de Genebra, de 28 de Julho de 1951,
relativa ao Estatuto dos Refugiados;
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
Atendendo ao nível de protecção dos direitos e liberdades fundamentais por parte dos Estados-Membros da União Europeia, cada
Estado-Membro será considerado pelos restantes como constituindo um país de origem seguro para todos os efeitos jurídicos
e práticos em matéria de asilo. Assim sendo, um pedido de asilo apresentado por um nacional de um Estado-Membro só pode ser
tomado em consideração ou declarado admissível para instrução por outro Estado-Membro nos seguintes casos:
a) Se o Estado-Membro de que o requerente for nacional, invocando as disposições do artigo 15º da Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, tomar, após a entrada em vigor do Tratado
de Amesterdão, medidas que contrariem, no seu território, as obrigações que lhe incumbem por força dessa convenção;
b) Se tiver sido desencadeado o processo previsto no nº 1 do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, e enquanto o Conselho não tomar uma decisão sobre a questão;
c) Se o Conselho, deliberando com base no nº 1 do artigo F.1 do Tratado da União Europeia, tiver verificado, relativamente ao Estado-Membro de que o requerente é nacional,
a existência de uma violação grave e persistente, por esse Estado-Membro, de algum dos princípios enunciados no nº 1 do artigo F;
d) Se um Estado-Membro assim o decidir unilateralmente em relação ao pedido de um nacional de outro Estado-Membro; neste caso,
o Conselho será imediatamente informado; o pedido será tratado com base na presunção de que é manifestamente infundado, sem
que, em caso algum, o poder de decisão do Estado-Membro seja afectado.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
DETERMINADAS a fixar as condições de aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade consagrados no artigo
3º-B do Tratado que institui a Comunidade Europeia, a fim de definir de forma mais precisa os critérios de aplicação desses
princípios e assegurar o respectivo cumprimento rigoroso e aplicação coerente por parte de todas as Instituições;
DESEJANDO assegurar que as decisões sejam tomadas a um nível tão próximo quanto possível dos cidadãos da União;
TENDO EM CONTA o Acordo Interinstitucional de 25 de Outubro de 1993 entre o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão sobre
o processo de aplicação do princípio da subsidiariedade;
CONFIRMARAM que as conclusões do Conselho Europeu de Birmingham de 16 de Outubro de 1992, bem como a abordagem global relativa
à aplicação do princípio da subsidiariedade acordada pelo Conselho Europeu reunido em Edimburgo a 11 e 12 de Dezembro de 1992,
continuarão a nortear a acção das Instituições da União, bem como a evolução da aplicação do princípio da subsidiariedade,
e, para o efeito,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
1. No exercício da sua competência, cada Instituição assegurará a observância do princípio da subsidiariedade. Cada Instituição
assegurará igualmente a observância do princípio da proporcionalidade, de acordo com o qual a acção da Comunidade não deve
exceder o necessário para atingir os objectivos do Tratado.
2. A aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade respeitará as disposições gerais e os objectivos do
Tratado, nomeadamente no que se refere à manutenção integral do acervo comunitário e ao equilíbrio institucional; a aplicação
daqueles princípios não afectará os princípios definidos pelo Tribunal de Justiça quanto à relação entre o direito nacional
e o direito comunitário e deve ter em conta o disposto no nº 4 do artigo F do Tratado da União Europeia, segundo o qual a União se dotará «dos meios necessários para atingir os seus objectivos e realizar com êxito as suas políticas».
3. O princípio da subsidiariedade não põe em causa as competências conferidas à Comunidade Europeia pelo Tratado, tal como
interpretados pelo Tribunal de Justiça. Os critérios enunciados no segundo parágrafo do artigo 3º-B do Tratado dizem respeito aos domínios em que a Comunidade não tem competência exclusiva. O princípio da subsidiariedade
dá uma orientação sobre o modo como essas competências devem ser exercidas no plano comunitário. A subsidiariedade constitui
um conceito dinâmico que deve ser aplicado à luz dos objectivos enunciados no Tratado. Permite alargar a acção da Comunidade,
dentro dos limites das suas competências, se as circunstâncias o exigirem e, inversamente, limitar ou pôr termo a essa acção
quando esta deixe de se justificar.
4. Em relação a qualquer proposta de texto legislativo comunitário, os motivos em que esta se baseia serão tornados expressos
de modo a demonstrar que obedece aos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade; as razões que permitam concluir
que um determinado objectivo da Comunidade pode ser alcançado mais adequadamente ao nível comunitário devem ser corroboradas
por indicadores qualitativos e, sempre que possível, quantitativos.
5. Para que seja justificada, uma acção comunitária deve preencher os dois requisitos inerentes ao princípio da subsidiariedade:
os objectivos da acção prevista não podem ser suficientemente realizados pela acção dos Estados-Membros no quadro dos respectivos
sistemas constitucionais e podem por isso ser mais adequadamente realizados por meio de uma acção da Comunidade.
Para determinar se aquela condição se encontra preenchida, devem ser utilizados os seguintes critérios:
- a questão em apreço reveste-se de aspectos transnacionais que não podem ser regulados de forma satisfatória por meio de
uma acção dos Estados-Membros,
- uma acção empreendida apenas ao nível nacional ou a ausência de acção por parte da Comunidade são contrárias às exigências
do Tratado (tais como a necessidade de corrigir as distorções de concorrência, de evitar restrições dissimuladas às trocas
comerciais ou de reforçar a coesão económica e social) ou lesam significativamente, de qualquer outra forma, os interesses
dos Estados-Membros,
- uma acção empreendida ao nível comunitário apresenta vantagens evidentes, devido à sua dimensão ou aos seus efeitos, relativamente
a uma acção ao nível dos Estados-Membros.
6. A forma da acção comunitária deve ser tão simples quanto possível e coerente com o objectivo da medida e a necessidade
da sua aplicação eficaz. A Comunidade legislará apenas na medida do necessário. Em igualdade de circunstâncias, deve optar-se
por directivas em vez de regulamentos e por directivas-quadro em vez de medidas pormenorizadas. Embora vinculem qualquer Estado-Membro
destinatário quanto ao resultado a alcançar, as directivas a que se refere o artigo 189º do Tratado deixarão às instâncias nacionais a competência quanto à forma e aos meios.
7. No que respeita à natureza e ao alcance da acção comunitária, as medidas tomadas pela Comunidade devem deixar às instâncias
nacionais uma margem de decisão tão ampla quanto possível, desde que compatível com a realização do objectivo da medida e
a observância das exigências do Tratado. Sem prejuízo do direito comunitário, deve ser assegurado o respeito pelos sistemas
nacionais consagrados e pela organização e funcionamento dos sistemas jurídicos dos Estados-Membros. Quando apropriado, e
sob reserva da necessidade de assegurar uma aplicação adequada, as medidas comunitárias devem facultar aos Estados-Membros
vias alternativas para alcançar os objectivos dessas medidas.
8. No caso de a aplicação do princípio da subsidiariedade conduzir à ausência de acção da Comunidade, os Estados-Membros devem
conformar a sua acção com as regras gerais enunciadas no artigo 5º do Tratado, tomando todas as medidas adequadas para assegurar o cumprimento das obrigações que lhes incumbem por força do
Tratado e abstendo-se de tomar medidas susceptíveis de pôr em perigo a realização dos objectivos do Tratado.
9. Sem prejuízo do seu direito de iniciativa, a Comissão deve:
- salvo em casos de especial urgência ou que exijam confidencialidade, proceder a amplas consultas antes de propor textos
legislativos e, quando adequado, publicar documentos relativos a essas consultas,
- fundamentar a pertinência das suas propostas relativamente ao princípio da subsidiariedade; sempre que necessário, a fundamentação
que acompanha a proposta fornecerá elementos a esse respeito. O financiamento, total ou parcial, da acção da Comunidade pelo
orçamento comunitário deverá ser objecto de uma exposição,
- ter na devida conta a necessidade de assegurar que qualquer encargo, de natureza financeira ou administrativa, que incumba
à Comunidade, aos Governos nacionais, às autoridades locais, aos agentes económicos e aos cidadãos, seja o menos elevado possível
e proporcional ao objectivo a alcançar,
- apresentar anualmente ao Conselho Europeu, ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório sobre a aplicação do artigo
3º-B do Tratado. Este relatório anual será igualmente enviado ao Comité das Regiões e ao Comité Económico e Social.
10. No seu relatório sobre os progressos realizados pela União, a apresentar ao Parlamento Europeu nos termos do artigo D
do Tratado da União Europeia, o Conselho Europeu terá em conta o relatório da Comissão previsto no quarto travessão do ponto
9.
11. Na plena observância dos processos aplicáveis, o Parlamento Europeu e o Conselho procederão a uma análise, que faz parte
integrante da análise global das propostas da Comissão, da coerência dessas propostas com o disposto no artigo 3º-B do Tratado, quer se trate da proposta inicial da Comissão ou das alterações que nela tencionem introduzir.
12. No decurso da aplicação dos processos previstos nos artigos 189º-B e 189º-C do Tratado, o Parlamento Europeu será informado da posição do Conselho relativamente à aplicação do artigo 3º-B do Tratado, através de uma nota justificativa em que se apresentam os motivos que levaram o Conselho a adoptar a sua posição
comum. O Conselho informará o Parlamento Europeu das razões pelas quais considera que uma proposta da Comissão não é compatível,
no todo ou em parte, com o artigo 3º-B do Tratado.
13. A observância do princípio da subsidiariedade será reanalisada de acordo com as regras constantes do Tratado.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
TENDO EM CONTA a necessidade de os Estados-Membros assegurarem a realização de controlos efectivos nas suas fronteiras externas,
se necessário em cooperação com países terceiros,
ACORDARAM na disposição seguinte, que vem anexa ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
As disposições sobre as medidas relativas à passagem das fronteiras externas previstas na alínea a) do ponto 2 do artigo 73º-J do Título III-A do Tratado não prejudicam a competência dos Estados-Membros para negociar ou celebrar acordos com países
terceiros, desde que esses acordos se conformem com o direito comunitário e com os demais acordos internacionais pertinentes.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
CONSIDERANDO que a radiodifusão de serviço público nos Estados-Membros se encontra directamente associada às necessidades
de natureza democrática, social e cultural de cada sociedade, bem como à necessidade de preservar o pluralismo nos meios de
comunicação social;
ACORDARAM nas disposições interpretativas seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
As disposições do Tratado que institui a Comunidade Europeia não prejudicam o poder de os Estados-Membros proverem ao financiamento
do serviço público de radiodifusão, na medida em que esse financiamento seja concedido aos organismos de radiodifusão para
efeitos do cumprimento da missão de serviço público, tal como tenha sido confiada, definida e organizada por cada um dos Estados-Membros,
e na medida em que esse financiamento não afecte as condições das trocas comerciais, nem a concorrência na Comunidade de forma
que contrarie o interesse comum, devendo ser tida em conta a realização da missão desse serviço público.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
DESEJANDO garantir uma protecção reforçada e um maior respeito pelo bem-estar dos animais, enquanto seres dotados de sensibilidade;
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
Na definição e aplicação das políticas comunitárias nos domínios da agricultura, dos transportes, do mercado interno e da
investigação, a Comunidade e os Estados-Membros terão plenamente em conta as exigências em matéria de bem-estar dos animais,
respeitando simultaneamente as disposições legislativas e administrativas e os costumes dos Estados-Membros, nomeadamente
em matéria de ritos religiosos, tradições culturais e património regional.
D. PROTOCOLOS ANEXOS AO TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA E AOS TRATADOS QUE INSTITUEM A COMUNIDADE EUROPEIA, A COMUNIDADE EUROPEIA
DO CARVÃO E DO AÇO E A COMUNIDADE EUROPEIA DA ENERGIA ATÓMICA
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem as Comunidades
Europeias:
À data da entrada em vigor do primeiro alargamento da União, e sem prejuízo do disposto no nº 1 do artigo 157º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, no nº 1 do artigo 9º do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e no nº 1 do artigo 126º do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, a Comissão será composta por um nacional de cada Estado-Membro,
desde que, nessa data, a ponderação dos votos no Conselho tenha sido alterada, através de uma nova ponderação dos votos ou
de uma dupla maioria, de forma aceitável por todos os Estados-Membros, tendo em conta todos os elementos pertinentes, nomeadamente
compensando os Estados-Membros que prescindam da possibilidade de designar um segundo membro da Comissão.
O mais tardar um ano antes da data em que a União Europeia passar a ser constituída por mais de vinte Estados-Membros, será
convocada uma Conferência de representantes dos Governos dos Estados-Membros, a fim de se proceder a uma revisão global das
disposições dos Tratados relativas à composição e ao funcionamento das Instituições.
OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS,
TENDO EM CONTA o artigo 216º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, o artigo 77º do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o artigo 189º do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica,
TENDO EM CONTA o Tratado da União Europeia,
RECORDANDO E CONFIRMANDO a decisão de 8 de Abril de 1965, e sem prejuízo das decisões relativas à sede de Instituições, organismos
e serviços que venham a ser criados,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem as Comunidades
Europeias,
a) O Parlamento Europeu tem sede em Estrasburgo, onde se realizam as doze sessões plenárias mensais, incluindo a sessão orçamental.
As sessões plenárias suplementares realizam-se em Bruxelas. As comissões do Parlamento Europeu reúnem-se em Bruxelas. O Secretariado-Geral
do Parlamento Europeu e os seus serviços permanecem no Luxemburgo.
b) O Conselho tem sede em Bruxelas. Durante os meses de Abril, Junho e Outubro, o Conselho realiza as suas sessões no Luxemburgo.
c) A Comissão tem sede em Bruxelas. Os serviços enumerados nos artigos 7º, 8º e 9º da decisão de 8 de Abril de 1965 são estabelecidos no Luxemburgo.
d) O Tribunal de Justiça e o Tribunal de Primeira Instância têm sede no Luxemburgo.
e) O Tribunal de Contas tem sede no Luxemburgo.
f) O Comité Económico e Social tem sede em Bruxelas.
g) O Comité das Regiões tem sede em Bruxelas.
h) O Banco Europeu de Investimento tem sede no Luxemburgo.
i) O Instituto Monetário Europeu e o Banco Central Europeu têm sede em Frankfurt.
j) O Serviço Europeu de Polícia (EUROPOL) tem sede na Haia.
AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
RECORDANDO que o controlo exercido pelos diferentes Parlamentos nacionais sobre a acção dos respectivos Governos no tocante
às actividades da União obedece à organização e à prática constitucionais próprias de cada Estado-Membro,
DESEJANDO, contudo, incentivar maior participação dos Parlamentos nacionais nas actividades da União Europeia e reforçar a
capacidade de exprimirem as suas opiniões sobre questões que para aqueles possam revestir-se de especial interesse,
ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem as Comunidades
Europeias,
I. INFORMAÇÕES DESTINADAS AOS PARLAMENTOS NACIONAIS DOS ESTADOS-MEMBROS
1. Todos os documentos de consulta da Comissão (Livros Verdes e Livros Brancos, bem como comunicações) serão prontamente enviados
aos Parlamentos nacionais dos Estados-Membros.
2. As propostas legislativas da Comissão, tal como definidas pelo Conselho nos termos do nº 3 do artigo 151º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, serão transmitidas atempadamente, por forma a que o Governo de cada Estado-Membro
possa assegurar que o Parlamento nacional as receba em devido tempo.
3. Deve mediar um prazo de seis semanas entre a data em que uma proposta legislativa ou uma proposta de medida a adoptar em
aplicação do Título VI do Tratado da União Europeia é transmitida pela Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho, em todas
as línguas, e a data em que esta é inscrita na agenda do Conselho para deliberação, com vista à adopção quer de um acto, quer
de uma posição comum nos termos dos artigos 189º-B ou 189º-C do Tratado que institui a Comunidade Europeia, sendo admissíveis excepções por motivos de urgência, que deverão ser especificados
no acto ou na posição comum.
II. CONFERÊNCIA DAS COMISSÕES DOS ASSUNTOS EUROPEUS
4. A conferência dos órgãos dos parlamentos especializados em assuntos europeus (Comissões dos Assuntos Europeus), adiante
designada por «COSAC», instituída em Paris em 16 e 17 de Novembro de 1989, pode submeter às Instituições da União Europeia qualquer contributo
que considere adequado, em especial com base em projectos de actos legislativos que os representantes dos Governos dos Estados-Membros
podem decidir, de comum acordo, enviar-lhe atendendo à natureza da questão.
5. A COSAC pode analisar quaisquer propostas ou iniciativas de actos legislativos relacionados com a criação de um espaço
de liberdade, segurança e justiça e que possam ter uma incidência directa sobre os direitos e liberdades individuais. O Parlamento
Europeu, o Conselho e a Comissão serão informados de todos os contributos submetidos pela COSAC ao abrigo do presente número.
6. A COSAC pode dirigir ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão todos os contributos que considere adequados sobre
as actividades legislativas da União, nomeadamente no que se refere à aplicação do princípio da subsidiariedade, ao espaço
de liberdade, de segurança e de justiça, bem como a questões relacionadas com os direitos fundamentais.
7. Os contributos da COSAC não vincularão de modo algum os Parlamentos nacionais nem condicionarão a respectiva posição.
A CONFERÊNCIA DOS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, reunida em Turim, em vinte e nove de Março de mil novecentos
e noventa e seis, para adoptar, de comum acordo, as alterações a introduzir no Tratado da União Europeia, nos Tratados que
instituem respectivamente a Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e a Comunidade Europeia da Energia
Atómica e nalguns actos relativos a esses Tratados, aprovou os seguintes textos:
I. Tratado de Amesterdão que altera o Tratado da União Europeia e os Tratados que instituem as Comunidades Europeias e alguns
actos relativos a esses Tratados
II. Protocolos
A. Protocolo anexo ao Tratado da União Europeia:
1. Protocolo relativo ao artigo J.7 do Tratado da União Europeia
B. Protocolos anexos ao Tratado da União Europeia e ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
2. Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia
3. Protocolo relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia ao Reino Unido e à Irlanda
4. Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda
5. Protocolo relativo à posição da Dinamarca
C. Protocolos anexos ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
6. Protocolo relativo ao direito de asilo de nacionais dos Estados-Membros da União Europeia
7. Protocolo relativo à aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade
8. Protocolo relativo às relações externas dos Estados-Membros no que respeita à passagem das fronteiras externas
9. Protocolo relativo ao serviço público de radiodifusão nos Estados-Membros
10. Protocolo relativo à protecção e ao bem-estar dos animais
D. Protocolos anexos ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem a Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia
do Carvão e do Aço e a Comunidade Europeia da Energia Atómica:
11. Protocolo relativo às Instituições na perspectiva do alargamento da União Europeia
12. Protocolo relativo à localização das sedes das Instituições e de certos organismos e serviços das Comunidades Europeias
e da EUROPOL
13. Protocolo relativo ao papel dos Parlamentos nacionais na União Europeia
III. Declarações
A Conferência adoptou as declarações a seguir enumeradas, anexadas à presente Acta Final:
1. Declaração relativa à abolição da pena de morte
2. Declaração relativa ao reforço da cooperação entre a União Europeia e a União da Europa Ocidental
3. Declaração relativa à União da Europa Ocidental
4. Declaração relativa aos artigos J.14 e K.10 do Tratado da União Europeia
5. Declaração relativa ao artigo J.15 do Tratado da União Europeia
6. Declaração relativa à criação de uma unidade de planeamento de política e de alerta precoce
7. Declaração relativa ao artigo K.2 do Tratado da União Europeia
8. Declaração relativa à alínea e) do artigo K.3 do Tratado da União Europeia
9. Declaração relativa ao nº 2 do artigo K.6 do Tratado da União Europeia
10. Declaração relativa ao artigo K.7 do Tratado da União Europeia
11. Declaração relativa ao estatuto das Igrejas e das organizações não confessionais
12. Declaração relativa ao impacto ambiental das propostas legislativas
13. Declaração relativa ao artigo 7º-D do Tratado que institui a Comunidade Europeia
14. Declaração relativa à revogação do artigo 44º do Tratado que institui a Comunidade Europeia
15. Declaração relativa à preservação do nível de protecção e segurança garantido pelo acervo de Schengen
16. Declaração relativa ao ponto 2, alínea b), do artigo 73º-J do Tratado que institui a Comunidade Europeia
17. Declaração relativa ao artigo 73º-K do Tratado que institui a Comunidade Europeia
18. Declaração relativa ao ponto 3, alínea a), do artigo 73º-K do Tratado que institui a Comunidade Europeia
19. Declaração relativa ao nº 1 do artigo 73º-L do Tratado que institui a Comunidade Europeia
20. Declaração relativa ao artigo 73º-M do Tratado que institui a Comunidade Europeia
21. Declaração relativa ao artigo 73º-O do Tratado que institui a Comunidade Europeia
22. Declaração relativa às pessoas com deficiência
23. Declaração relativa às acções de incentivo a que se refere o artigo 109º-R do Tratado que institui a Comunidade Europeia
24. Declaração relativa ao artigo 109º-R do Tratado que institui a Comunidade Europeia
25. Declaração relativa ao artigo 118º do Tratado que institui a Comunidade Europeia
26. Declaração relativa ao nº 2 do artigo 118º do Tratado que institui a Comunidade Europeia
27. Declaração relativa ao nº 2 do artigo 118º-B do Tratado que institui a Comunidade Europeia
28. Declaração relativa ao nº 4 do artigo 119º do Tratado que institui a Comunidade Europeia
29. Declaração relativa ao desporto
30. Declaração relativa às regiões insulares
31. Declaração relativa à decisão do Conselho de 13 de Julho de 1987
32. Declaração relativa à organização e ao funcionamento da Comissão
33. Declaração relativa ao nº 3 do artigo 188º-C do Tratado que institui a Comunidade Europeia
34. Declaração relativa à observância dos prazos no âmbito do processo de co-decisão
35. Declaração relativa ao nº 1 do artigo 191º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia
36. Declaração relativa aos países e territórios ultramarinos
37. Declaração relativa às instituições públicas de crédito na Alemanha
38. Declaração relativa às actividades de voluntariado
39. Declaração relativa à qualidade de redacção da legislação comunitária
40. Declaração relativa ao processo de celebração de Acordos internacionais pela Comunidade Europeia do Carvão e do Aço
41. Declaração relativa às disposições respeitantes à transparência, ao acesso aos documentos e à luta contra a fraude
42. Declaração relativa à compilação dos Tratados
43. Declaração respeitante ao Protocolo relativo à aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade
44. Declaração relativa ao artigo 2º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia
45. Declaração relativa ao artigo 4º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia
46. Declaração relativa ao artigo 5º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia
47. Declaração relativa ao artigo 6º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no quadro da União Europeia
48. Declaração respeitante ao Protocolo relativo ao direito de asilo de nacionais dos Estados-Membros da União Europeia
49. Declaração respeitante à alínea d) do artigo único do Protocolo relativo ao direito de asilo dos nacionais dos Estados-Membros
da União Europeia
50. Declaração respeitante ao Protocolo relativo às Instituições na perspectiva do alargamento da União Europeia
51. Declaração relativa ao artigo 10º do Tratado de Amesterdão
A Conferência toma nota igualmente das Declarações a seguir enumeradas, anexadas à presente Acta Final:
1. Declaração da Áustria e do Luxemburgo relativa às instituições de crédito
2. Declaração da Dinamarca relativa ao artigo K.14 do Tratado da União Europeia
3. Declaração da Alemanha, da Áustria e da Bélgica relativa ao princípio da subsidiariedade
4. Declaração da Irlanda respeitante ao artigo 3º do Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda
5. Declaração da Bélgica respeitante ao Protocolo relativo ao direito de asilo de nacionais dos Estados-Membros da União Europeia
6. Declaração da Bélgica, da França e da Itália respeitante ao Protocolo relativo às Instituições na perspectiva do alargamento
da União Europeia
7. Declaração da França relativa à situação dos departamentos ultramarinos face ao Protocolo que integra o acervo de Schengen
no âmbito da União Europeia
8. Declaração da Grécia relativa ao estatuto das Igrejas e das organizações não confessionais
Finalmente, a Conferência decidiu anexar à presente Acta Final, para fins meramente informativos, os textos do Tratado da
União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia, tal como resultam das alterações introduzidas pela Conferência.
Hecho en Amsterdam, el dos de octubre de mil novecientos noventa y siete.
Udfærdiget i Amsterdam, den anden oktober nittenhundrede og syvoghalvfems.
Geschehen zu Amsterdam am zweiten Oktober neunzehnhundertsiebenundneunzig.
Έγινε στο Άμστερνταμ, στις δύο Οκτωβρίου του έτους χίλια εννιακόσια ενενήντα επτά.
Done at Amsterdam this second day of October in the year one thousand nine hundred and ninety-seven.
Fait à Amsterdam, le deux octobre de l'an mil neuf cent quatre-vingt-dix-sept.
Arna dhéanamh in Amstardam ar an dara lá de Dheireadh Fómhair sa bhliain míle naoi gcéad nócha a seacht.
Fatto ad Amsterdam, addì due ottobre millenovecentonovantasette.
Gedaan te Amsterdam, de tweede oktober negentienhonderd zevenennegentig.
Feito em Amesterdão, em dois de Outubro de mil novecentos e noventa e sete.
Tehty Amsterdamissa 2 päivänä lokakuuta vuonna tuhatyhdeksänsataayhdeksänkymmentäseitsemän.
Utfärdat i Amsterdam den andra oktober år nittonhundranittiosju.
Pour Sa Majesté le Roi des Belges
Voor Zijne Majesteit de Koning der Belgen
Für Seine Majestät den König der Belgier
***IMAGE***
Cette signature engage également la Communauté française, la Communauté flamande, la Communauté germanophone, la Région wallonne,
la Région flamande et la Région de Bruxelles-Capitale.
Deze handtekening verbindt eveneens de Vlaamse Gemeenschap, de Franse Gemeenschap, de Duitstalige Gemeenschap, het Vlaamse
Gewest, het Waalse Gewest en het Brusselse Hoofdstedelijke Gewest.
Diese Unterschrift bindet zugleich die Deutschsprachige Gemeinschaft, die Flämische Gemeinschaft, die Französische Gemeinschaft,
die Wallonische Region, die Flämische Region und die Region Brüssel-Hauptstadt.
For Hendes Majestæt Danmarks Dronning
***IMAGE***
Für den Präsidenten der Bundesrepublik Deutschland
***IMAGE***
Για τον Πρόεδρο της Ελληνικής Δημοκρατίας
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Por Su Majestad el Rey de España
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Pour le Président de la République française
***IMAGE***
Thar ceann an Choimisiúin arna údarú le hAirteagal 14 de Bhunreacht na hÉireann chun cumhachtaí agus feidhmeanna Uachtarán
na hÉireann a oibriú agus a chomhlíonadh
For the Commission authorised by Article 14 of the Constitution of Ireland to exercise and perform the powers and functions
of the President of Ireland
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Per il Presidente della Repubblica italiana
***IMAGE***
Pour Son Altesse Royale le Grand-Duc de Luxembourg
***IMAGE***
Voor Hare Majesteit de Koningin der Nederlanden
***IMAGE***
Für den Bundespräsidenten der Republik Österreich
***IMAGE***
Pelo Presidente da República Portuguesa
***IMAGE***
Suomen Tasavallan Presidentin puolesta
För Republiken Finlands President
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För Hans Majestät Konungen av Sverige
***IMAGE***
For Her Majesty the Queen of the United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland
***IMAGE***
DECLARAÇÕES ADOPTADAS PELA CONFERÊNCIA
Relativamente ao nº 2 do artigo F do Tratado da União Europeia, a Conferência recorda que o Protocolo nº 6 à Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, assinada em Roma em 4 de Novembro
de 1950, assinada e ratificada por uma larga maioria de Estados-Membros, prevê a abolição da pena de morte.
Neste contexto, a Conferência regista o facto de, após a assinatura do Protocolo acima referido, em 28 de Abril de 1983, a
pena de morte ter sido abolida na maioria dos Estados-Membros da União e não ter sido aplicada em nenhum deles.
Tendo em vista o reforço da cooperação entre a União Europeia e a União da Europa Ocidental, a Conferência convida o Conselho
a procurar adoptar rapidamente as modalidades adequadas dos inquéritos de segurança relativos ao pessoal do Secretariado-Geral
do Conselho.
A Conferência toma nota da seguinte declaração, adoptada pelo Conselho de Ministros da União da Europa Ocidental, em 22 de
Junho de 1997
«DECLARAÇÃO DA UNIÃO DA EUROPA OCIDENTAL SOBRE O PAPEL DA UNIÃO DA EUROPA OCIDENTAL E AS SUAS RELAÇÕES COM A UNIÃO EUROPEIA
E A ALIANÇA ATLÂNTICA
(Tradução)
INTRODUÇÃO
1. Os Estados membros da União da Europa Ocidental (UEO) acordaram, em 1991, em Maastricht, na necessidade de criar uma genuína
Identidade Europeia de Segurança e Defesa (IESD) e assumir responsabilidades europeias acrescidas em matéria de defesa. À
luz do Tratado de Amesterdão, reafirmam a importância de prosseguir e intensificar esses esforços. A UEO é parte integrante
do desenvolvimento da União Europeia (UE), facultando-lhe o acesso a uma capacidade operacional, nomeadamente no quadro das
missões de Petersberg, e é um elemento essencial do desenvolvimento da IESD no seio da Aliança Atlântica, nos termos da Declaração
de Paris e das decisões tomadas pelos Ministros da NATO em Berlim.
2. O Conselho da UEO congrega todos os Estados-Membros da União Europeia e todos os membros europeus da Aliança Atlântica
de acordo com os respectivos estatutos. O Conselho reúne igualmente esses Estados e os Estados da Europa Central e Oriental
que se encontram ligados à União Europeia por acordos de associação e que são candidatos à adesão à União Europeia e à Aliança
Atlântica. Deste modo, a UEO define-se como um genuíno forum de diálogo e de cooperação entre os europeus sobre questões de
segurança e de defesa, em sentido amplo.
3. Neste contexto, a UEO toma nota do Título V do Tratado da União Europeia, relativo à política externa e de segurança comum
da UE, em especial do nº 1 do artigo J.3 e o do artigo J.7 e do Protocolo relativo ao artigo J.7, com a seguinte redacção:
Artigo J.3
“1. O Conselho Europeu definirá os princípios e as orientações gerais da política externa e de segurança comum, incluindo
em matérias com implicações no domínio da defesa.”
Artigo J.7
“1. A política externa e de segurança comum abrange todas as questões relativas à segurança da União, incluindo a definição
gradual de uma política de defesa comum, nos termos do disposto no segundo parágrafo, que poderá conduzir a uma defesa comum,
se o Conselho Europeu assim o decidir. Neste caso, o Conselho Europeu recomendará aos Estados-Membros que adoptem uma decisão
nesse sentido, nos termos das respectivas normas constitucionais.
A União da Europa Ocidental (UEO) faz parte integrante do desenvolvimento da União, proporcionando à União o acesso a uma
capacidade operacional, nomeadamente no âmbito do nº 2. A UEO apoia a União na definição dos aspectos da política externa e de segurança comum relativos à defesa, tal como definidos
no presente artigo. Assim, a União incentivará o estabelecimento de relações institucionais mais estreitas com a UEO, na perspectiva
da eventualidade de integração da UEO na União, se o Conselho Europeu assim o decidir. Neste caso, o Conselho Europeu recomendará
aos Estados-Membros que adoptem uma decisão nesse sentido, nos termos das respectivas normas constitucionais.
A política da União, na acepção do presente artigo, não afectará o carácter específico da política de segurança e de defesa
de determinados Estados-Membros, respeitará as obrigações decorrentes do Tratado do Atlântico Norte para certos Estados-Membros
que vêem a sua política de defesa comum realizada no quadro da NATO, e será compatível com a política de segurança e de defesa
comum adoptada nesse âmbito.
A definição gradual de uma política de defesa comum será apoiada por uma cooperação entre os Estados-Membros em matéria de
armamento, na medida em que estes a considerem pertinente.
2. As questões a que se refere o presente artigo incluem missões humanitárias e de evacuação, missões de manutenção da paz
e missões de forças de combate para a gestão de crises, incluindo missões de restabelecimento da paz.
3. A União recorrerá à UEO para preparar e executar as decisões e acções da União que tenham repercussões no domínio da defesa.
A competência do Conselho Europeu para definir orientações, nos termos do artigo J.3, aplicar-se-á igualmente em relação à
UEO no que respeita às questões relativamente às quais a União recorra à UEO.
Sempre que a União recorra à UEO para que esta prepare e execute decisões da União relativas às missões previstas no nº 2, todos os Estados-Membros da União terão o direito de participar plenamente nessas missões. O Conselho, em acordo com as
instituições da UEO, adoptará as disposições práticas necessárias para permitir que todos os Estados-Membros que contribuam
para as missões em causa participem plenamente e em pé de igualdade no planeamento e na tomada de decisões no âmbito da UEO.
As decisões com repercussões no domínio da defesa a que se refere o presente número serão tomadas sem prejuízo das políticas
e obrigações a que se refere o terceiro parágrafo do nº 1.
4. O disposto no presente artigo não obsta ao desenvolvimento de uma cooperação reforçada entre dois ou mais Estados-Membros
ao nível bilateral, no âmbito da UEO e da Aliança Atlântica, na medida em que essa cooperação não contrarie nem dificulte
a cooperação prevista no presente Título.
5. A fim de promover a realização dos objectivos definidos no presente artigo, as respectivas disposições serão revistas nos
termos do artigo N.”
Protocolo relativo ao artigo J.7
“AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,
TENDO PRESENTE a necessidade de aplicar plenamente as dipsosiçõesdisposições do nº 1, segundo parágrafo, e do nº 3 do artigo J.7 do Tratado da União Europeia,
TENDO PRESENTE que a política da União, na acepção do artigo J.7, não afectará o carácter específico da política de segurança
e de defesa de determinados Estados-Membros, respeitará as obrigações decorrentes do Tratado do Atlântico-Norte para certos
Estados-Membros que vêem a sua defesa comum realizada no quadro da NATO, e será compatível com a política de segurança e de
defesa comum adoptada nesse âmbito,
ACORDARAM na seguinte disposição, que vem anexa ao Tratado da União Europeia,
No prazo de um ano a contar da data de entrada em vigor do presente Protocolo, a União Europeia, em concertação com a União
da Europa Ocidental, estabelecerá as fórmulas de reforço da cooperação recíproca.”
A. RELAÇÕES ENTRE A UEO E A UNIÃO EUROPEIA: ACOMPANHAR A APLICAÇÃO DO TRATADO DE AMESTERDÃO
4. Na “declaração relativa ao papel da União da Europa Ocidental e às suas relações com a União Europeia e com a Aliança Atlântica” de 10 de Dezembro de 1991, os Estados membros da UEO estabeleceram como seu objectivo “edificar gradualmente a UEO como componente de defesa da União Europeia”. Reafirmam hoje esse objectivo, tal como esta definido no Tratado de Amesterdão.
5. Sempre que solicitada pela União Europeia, a UEO preparará e executará as decisões e acções da União que tenham repercussões
no domínio da defesa.
Para preparar e executar as decisões e acções que lhe sejam solicitadas pela UE, a UEO agirá de acordo com as orientações
definidas pelo Conselho Europeu.
A UEO apoiará a União Europeia na definição dos aspectos de defesa da Política Externa e de Segurança Comum previstos no artigo
J.7 do Tratado da União Europeia.
6. A UEO confirma que, nos termos do nº do artigo J.7 do Tratado da União Europeia, todos os Estados-Membros da União têm
o direito de participar plenamente nas missões previstas no nº 2 do mesmo artigo, sempre que, em virtude de uma decisão da União Europeia, a UEO seja solicitada a prepará-las e executá-las.
A UEO desenvolverá o papel dos observadores na UEO de acordo com o disposto no nº 3 do artigo J.7 e adoptará as modalidades necessárias para atribuir a todos os Estados-Membros da UE que contribuam para
as missões efectuadas pela UEO a pedido desta a possibilidade de participarem plenamente e em igualdade de condições no planeamento
e na tomada de decisões na UEO.
7. Nos termos do Protocolo relativo ao artigo J.7 do Tratado da União Europeia, a UEO elaborará, em concentração com a União
Europeia, fórmulas de reforço da cooperação recíproca. A este respeito, uma série de medidas, algumas das quais estão já a
ser analisadas na UEO, que podem ser desenvolvidas desde já, nomeadamente:
- modalidades tendentes a melhorar a coordenação dos processos de consulta e de tomada de decisão de cada uma das organizações,
especialmente em situações de crise,
- realização de reuniões conjuntas dos órgãos, comités e grupos de trabalho competentes das duas organizações,
- harmonização, na medida do possível, da sequência das Presidências da UEO e da UE, bem como das regras administrativas e
das práticas das duas organizações,
- estreita coordenação das actividades dos serviços do Secretariado-Geral da UEO e do Secretariado-Geral do Conselho da UE,
incluindo pelo intercâmbio e destacamento de membros do pessoal,
- modalidades que permitam aos organismos competentes da UE, incluindo a Unidade de Planeamento de Política e de Alerta Precoce,
utilizar os recursos da Célula de Planeamento, do Centro de Situação e do Centro de Satélites da UEO,
- cooperação em matéria de armamento, quando adequado, no quadro do GAEO, enquanto instância europeia de cooperação sobre
armamentos, a UE e a UEO no contexto da racionalização do mercado europeu do armamento e da criação de uma Agência Europeia
do Armamento,
- modalidades destinadas a garantir formas de cooperação com a Comissão Europeia que reflictam o seu papel na PESC, tal como
o define o Tratado da União Europeia na sua versão revista,
- aperfeiçoamento dos arranjos em matéria de segurança com a UE.
B. RELAÇÕES ENTRE A UEO E A NATO NO QUADRO DO DESENVOLVIMENTO DE UMA IESD NO SEIO DA ALIANÇA ATLÂNTICA
8. A Aliança Atlântica continua a ser a base da defesa colectiva ao abrigo do Tratado do Atlântico Norte. Continua a ser o
fórum essencial de consulta entre os Aliados e o quadro de definição das políticas relativas aos seus compromissos de segurança
e de defesa no âmbito do Tratado de Washington. A Aliança encetou um processo de adaptação e reforma, de modo a poder desempenhar
mais eficazmente a totalidade das suas missões. Este processo visa reforçar e renovar a parceria transatlântica, incluindo
a criação de uma IESD no seio da Aliança.
9. A UEO constitui um elemento essencial do desenvolvimento da Identidade Europeia de Segurança e Defesa no seio da Aliança
Atlântica, e, nesse sentido, continuará a reforçar a cooperação institucional e prática com a NATO.
10. Além de apoiar a defesa comum prevista no artigo 5º do Tratado da Washington e do artigo V do Tratado de Bruxelas na sua versão modificada, a UEO desempenha uma papel activo
na prevenção de conflitos e na gestão das crises como prevê a Declaração de Petersberg. Neste contexto, a UEO compromete-se
a desempenhar plenamente o seu papel, no respeito pela total transparência e complementaridade entre as suas organizações.
11. A UEO afirma que essa identidade se baseará em sãos princípios militares e se apoiará num planeamento militar adequada
e que permitirá a criação de forças militarmente coerentes e eficazes, capazes de agir sob o seu controlo político e direcção
estratégica.
12. Para o efeito, a UEO desenvolverá a sua cooperação com a NATO, nomeadamente nos seguintes domínios:
- mecanismos de consulta entre a UEO e a NATO em situações de crise,
- participação activa da UEO no processo de planeamento de defesa da NATO,
- ligações operacionais entre a UEO e a NATO para o planeamento, preparação e condução de operações que utilizem meios e capacidades
da NATO sob o controlo político e a direcção estratégica da UEO, nomeadamente:
- planeamento militar, efectuada pela NATO em coordenação com a UEO, e exercícios,
- elaboração de um acordo-quadro sobre a transferência, o acompanhamento e a restituição dos meios e capacidades da NATO,
- ligações entre a UEO e a NATO no domínio dos arranjos europeus de comando.
Esta cooperação continuará a evoluir, tendo igualmente em conta a adaptação da Aliança.
C. PAPEL OPERACIONAL DA UEO NO DESENVOLVIMENTO DA IESD
13. A UEO desenvolverá o seu papel de organismo político-militar europeu de gestão de crises, utilizando os meios e capacidades
facultados pelos países da UEO numa base nacional ou multinacional e recorrendo, quando necessário, a meios e capacidades
da NATO, nos termos de acordos em preparação. Neste contexto, a UEO dará igualmente apoio às Nações Unidas e à OSCE nas suas
actividades de gestão de crises.
A UEO contribuirá, nos termos do artigo J.7 do Tratado da União Europeia, para a definição gradual de uma política de defesa
comum e efectuará a sua aplicação pratica por meio do desenvolvimento do seu próprio papel operacional.
14. Para o efeito, a UEO continuará os trabalhos nos seguintes domínios:
- a UEO desenvolveu mecanismos e processos no domínio da gestão das crises que irão sendo actualizados à medida que se enriquecer
a experiência da UEO por meio de exercícios e operações. A realização das missões de Petersberg exige modos de actuação flexíveis
e adaptados à diversidade das situações de crise e que façam uma utilização óptima das capacidades disponíveis, incluindo
pelo recurso a um Estado-Maior nacional, que poderá ser posto à disposição por uma nação-quadro, ou a um Estado-Maior multinacional
atribuído à UEO ou fazendo parte dos meios e capacidades da NATO;
- a UEO elaborou já as “Conclusões Preliminares sobre a Definição de uma Política Europeia de Defesa Comum”, que constitui um primeiro contributo para os objectivos, o âmbito e os meios de uma política europeia de defesa comum.
A UEO continuará este trabalho em especial com base na Declaração de Paris, e tendo em conta elementos pertinentes das decisões
tomadas nas cimeiras e reuniões ministeriais da UEO e da NATO, desde da reunião de Birmingham. Incidirá especialmente nos
seguintes domínios:
- definição dos princípios que hão-de reger a utilização das forças armadas dos Estados da UEO em “operações Petersberg” da UEO, na realização dos interesses comuns europeus de segurança,
- organização de meios operacionais para as missões de Petersberg, tais como elaboração de planos genéricos e de circunstância
e treino, preparação e interoperabilidade das forças, incluindo pela sua participação no processo de planeamento de defesa
da NATO, quando adequado,
- mobilidade estratégica com base nos trabalhos em curso,
- serviços de informação no domínio da defesa, por intermédio da Célula de Planeamento, do Centro de Situação e do Centro
de Satélites,
- a UEO tomou várias medidas que lhe permitiram reforçar o seu papel operacional (Célula de Planeamento, Centro de Situação
e Centro de Satélites). A melhoria do funcionamento das componentes militares da sede da UEO e a criação, sob a autoridade
do Conselho, de um comité militar constituirão um novo reforço de estruturas importantes para o êxito da preparação e da condução
de operações da UEO,
- com o objectivo de permitir aos membros associados e observadores a participação em todas as suas operações, a UEO analisará
igualmente as disposições práticas necessárias para lhes dar a possibilidade de participar plenamente, nos termos dos respectivos
estatutos, em todos as operações levadas a cabo pela UEO,
- a UEO sublinha que os membros associados participam em pé de igualdade com os membros de pleno direito nas operações para
que contribuam, bem como nos exercícios e no planeamento relevantes. A UEO analisará igualmente a questão da participação
dos observadores, de forma tão ampla quanto possível e nos termos dos respectivos estatutos, no planeamento e na tomada de
decisão no seio de UEO relativamente a todas as operações para que contribuam,
- quando adequado, a UEO, em consulta com as instâncias competentes, analisará a possibilidade de os membros associados e
os observadores, nos termos dos respectivos estatutos, participarem com o máxima amplitude nas suas actividades. Abordará
em especial actividades dos domínios do armamento, do espaço e dos estudos militares,
- a UEO analisará a forma como poderá ser intensificada a participação dos parceiros associados num número crescente de actividades.»
O disposto nos artigos J.14 e K.10 do Tratado da União Europeia e todos os acordos decorrentes desses artigos não implicam
qualquer transferência de competências dos Estados-Membros para a União Europeia.
A Conferência considera que os Estados-Membros devem assegurar que o Comité Político previsto no artigo J.15 do Tratado da
União Europeia possa reunir-se em qualquer momento, em caso de crise internacional ou de outros acontecimentos de carácter
urgente, com a máxima brevidade, ao nível de Directores Políticos ou dos seus substitutos.
A Conferência acorda em que:
1. Será criada uma Unidade de Planeamento de Política e de Alerta Precoce no Secretariado-Geral do Conselho, colocada sob
a responsabilidade do respectivo Secretário-Geral, Alto Representante para a PESC. Será estabelecida uma cooperação adequada
com a Comissão, destinada a garantir a plena coerência com a política económica externa e com a política de desenvolvimento
da União.
2. Essa unidade terá nomeadamente por missões:
a) Acompanhar e analisar a evolução da situação nos domínios abrangidos pela PESC;
b) Fornecer avaliações dos interesses da União em matéria de política externa e de segurança e inventariar os domínios sobre
os quais a PESC poderá incidir no futuro;
c) Fornecer avaliações tempestivas e alertar precocemente, em caso de ocorrência de acontecimentos ou de situações que possam
ter implicações significativas na política externa e de segurança da União, incluindo potenciais crises políticas;
d) Elaborar, a pedido do Conselho ou da Presidência ou por iniciativa própria, documentos que apresentem opções fundamentadas
de política, a apresentar sob responsabilidade da Presidência, como contributo para a definição da política no âmbito do Conselho,
que poderão conter análises, recomendações e estratégias para a PESC.
3. A unidade será constituída por pessoal proveniente do Secretariado-Geral, dos Estados-Membros, da Comissão e da UEO.
4. Qualquer Estado-Membro, ou a Comissão, pode apresentar à Unidade propostas relativas a trabalhos a empreender.
5. Os Estados-Membros e a Comissão colaborarão no processo de planeamento da política, prestando o maior número possível de
informações pertinentes, incluindo informações confidenciais.
As acções no domínio da cooperação policial previstas no artigo K.2 do Tratado da União Europeia, incluindo as actividades
da Europol, ficarão sujeitas ao controlo jurisdicional adequado por parte das autoridades nacionais competentes, de acordo
com as normas aplicáveis em cada Estado-Membro.
A Conferência considera que o disposto na alínea e) do artigo K.3 do Tratado da União Europeia não terá como consequência
obrigar um Estado-Membro a adoptar penas mínimas quando o seu sistema judiciário as não preveja.
A Conferência considera que as iniciativas respeitantes às medidas a que se refere o nº 2 do artigo K.6 do Tratado da União Europeia e os actos adoptados pelo Conselho por força dessa disposição devem ser publicados
no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, nos termos das regras processuais pertinentes do Conselho e da Comissão.
A Conferência toma nota de que os Estados-Membros, ao apresentarem uma declaração nos termos do nº 2 do artigo K.7 do Tratado da União Europeia podem reservar-se a possibilidade de introduzir disposições no seu direito interno
que prevejam que, sempre que uma questão relativa à validade ou à interpretação de um acto a que se refere o nº 1 do artigo K.7 seja suscitada em processo pendente perante um órgão jurisdicional nacional cujas decisões não sejam susceptíveis
de recurso judicial previsto no direito interno, esse órgão é obrigado a submetê-la à apreciação do Tribunal de Justiça.
A União respeita e não afecta o estatuto de que gozam, ao abrigo do direito nacional, as Igrejas e associações ou comunidades
religiosas nos Estados-Membros.
A União respeita igualmente o estatuto das organizações filosóficas e não confessionais.
A Conferência regista que a Comissão se compromete a elaborar estudos de avaliação do impacto ambiental sempre que apresente
propostas susceptíveis de ter incidências significativas no ambiente.
As disposições do artigo 7º-D do Tratado que institui a Comunidade Europeia relativas aos serviços públicos serão aplicadas no pleno respeito pela jurisprudência
do Tribunal de Justiça, nomeadamente no que se refere aos princípios da igualdade de tratamento, da qualidade e da continuidade
desses serviços.
A revogação do artigo 44º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, que contém uma referência à preferência natural entre os Estados-Membros no
âmbito da fixação dos preços mínimos durante o período de transição, não tem qualquer incidência no princípio da preferência
comunitária, tal como o define a jurisprudência do Tribunal de Justiça.
A Conferência considera que as medidas a adoptar pelo Conselho que tenham por efeito a substituição das disposições contidas
na Convenção de Schengen de 1990 relativas à abolição dos controlos nas fronteiras comuns deverão assegurar, no mínimo, o
mesmo nível de protecção e segurança que o garantido pelas citadas disposições da Convenção de Schengen.
A Conferência considera que na aplicação da alínea b) do ponto 2 do artigo 73º-J do Tratado que institui a Comunidade Europeia devem ser tidas em conta considerações de política externa da União e dos
Estados-Membros.
Proceder-se-á a consultas com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e com outras organizações internacionais
competentes sobre questões relacionadas com a política de asilo.
A Conferência considera que os Estados-Membros podem negociar e celebrar acordos com países terceiros nos domínios abrangidos
pelo nº 3, alínea a), do artigo 73º-K do Tratado que institui a Comunidade Europeia, desde que esses acordos sejam concordantes com o direito comunitário.
A Conferência considera que os Estados-Membros podem ter em conta considerações de política externa ao exercerem as suas responsabilidades
ao abrigo do nº 1 do artigo 73º-L do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
As medidas adoptadas em aplicação do artigo 73º-M do Tratado que institui a Comunidade Europeia não impedirão que os Estados-Membros apliquem as suas normas constitucionais
em matéria de liberdade de imprensa e de liberdade de expressão noutros meios de comunicação social.
A Conferência considera que o Conselho deve analisar os elementos da decisão a que se refere o nº 2, segundo travessão, do artigo 73º-O do Tratado que institui a Comunidade Europeia antes do termo do prazo de cinco anos previsto no artigo 73º-O, tendo em vista tomar e aplicar essa decisão imediatamente após o termo desse prazo.
A Conferência considera que, ao instituírem medidas de aplicação do artigo 100º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia, as Instituições da Comunidade deverão ter em conta as necessidades das pessoas
com deficiência.
A Conferência considera que as acções de incentivo a que se refere o artigo 109º-R do Tratado que institui a Comunidade Europeia deverão sempre especificar os seguintes aspectos:
- os motivos da sua adopção, assentes numa avaliação objectiva da respectiva necessidade e na existência de uma mais-valia
ao nível comunitário,
- a respectiva duração, que não deverá exceder cinco anos,
- o montante máximo do seu financiamento, que deverá reflectir o carácter de incentivo de que se revestem.
Entende-se que qualquer despesa decorrente do artigo 109º-R do Tratado que institui a Comunidade Europeia será imputada à rubrica 3 das perspectivas financeiras.
Entende-se que qualquer despesa decorrente do artigo 118º do Tratado que institui a Comunidade Europeia será imputada à rubrica 3 das perspectivas financeiras.
As Altas Partes Contratantes registam que, nas discussões acerca do nº 2 do artigo 118º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, ficou acordado que, ao fixar prescrições mínimas em matéria de protecção da
segurança e da saúde dos trabalhadores, a Comunidade não pretende discriminar, de forma não justificada pelas circunstâncias,
os trabalhadores das pequenas e médias empresas.
As Altas Partes Contratantes declaram que a primeira das disposições para a aplicação dos acordos entre parceiros sociais
ao nível comunitário, a que se refere o nº 2 do artigo 118º-B do Tratado que institui a Comunidade Europeia, consistirá em desenvolver o teor dos acordos por meio de negociações colectivas
conduzidas de acordo com as regras de cada Estado-Membro, e que, por conseguinte, essa disposição não implica para os Estados-Membros
qualquer obrigação de aplicar directamente esses acordos, de elaborar regras para a respectiva transposição, ou de alterar
a legislação nacional vigente a fim de facilitar a sua execução.
Ao adoptarem as medidas a que se refere o nº 4 do artigo 119º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, os Estados-Membros deverão ter antes de mais como objectivo melhorar a situação
das mulheres na vida profissional.
A Conferência salienta o significado social do desporto, em especial o seu papel na formação da identidade e na aproximação
das pessoas. A Conferência convida, por isso, os órgãos e instituições da União Europeia a ouvir as associações desportivas,
sempre que se coloquem importantes questões relacionadas com o mundo do desporto. Neste contexto, deverá ter-se especialmente
em conta as características particulares do desporto amador.
A Conferência reconhece que as regiões insulares sofrem de desvantagens estruturais ligadas à insularidade, cuja persistência
prejudica gravemente o respectivo desenvolvimento económico e social.
A Conferência reconhece assim que a legislação comunitária deve ter em conta estas desvantagens e que, sempre que se justifique,
podem ser tomadas medidas em favor destas regiões, por forma a integrá-las melhor no mercado interno em condições equitativas.
A Conferência convida a Comissão a apresentar ao Conselho, o mais tardar até ao final de 1998, uma proposta de alteração da
decisão do Conselho de 13 de Julho de 1987, que fixa as modalidades de exercício da competência de execução atribuída à Comissão.
A Conferência regista que é intenção da Comissão preparar a reorganização das tarefas do colégio na perspectiva da entrada
em funções da Comissão que tomará posse no ano 2000, por forma a assegurar a melhor repartição entre pastas convencionais
e tarefas específicas.
Neste contexto, a Conferência considera que o Presidente da Comissão deve gozar de um amplo poder discricionário em matéria
de atribuição das funções no seio do colégio, bem como no que respeita a qualquer redefinição delas durante um mandato da
Comissão.
A Conferência regista igualmente a intenção da Comissão de proceder paralelamente à correspondente reorganização dos seus
serviços. Toma nota, em especial, de que seria desejável colocar a área das relações externas sob a responsabilidade de um
Vice-Presidente.
A Conferência convida o Tribunal de Contas, o Banco Europeu de Investimento e a Comissão a manterem em vigor o actual acordo
tripartido. O Tribunal, o Banco e a Comissão envidarão esforços para chegar a acordo sobre um texto para esse efeito, tendo
em conta os respectivos interesses.
A Conferência convida o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão a envidarem todos os esforços para garantir que o processo
de co-decisão se desenrole tão rapidamente quanto possível. A Conferência recorda a importância de que se reveste a rigorosa
observância dos prazos estabelecidos no artigo 189º-B do Tratado que institui a Comunidade Europeia e confirma que a possibilidade de prorrogação desses prazos, prevista no
nº 7 desse artigo, apenas deverá ser encarada quando for estritamente necessária. O prazo efectivo que medeia entre a segunda
leitura do Parlamento Europeu e o resultado dos trabalhos do Comité de Conciliação não deverá, em caso algum, exceder nove
meses.
A Conferência acorda em que os princípios e condições a que se refere o nº 1 do artigo 191º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia permitirão que um Estado-Membro solicite à Comissão ou ao Conselho que não
faculte a terceiros um documento emanado desse Estado sem o seu prévio acordo.
A Conferência reconhece que o regime especial de associação dos países e territórios ultramarinos (PTU) decorrente da Parte
IV do Tratado que institui a Comunidade Europeia foi concebido para numerosos países e territórios, com uma grande superfície
e muito populosos. Esse regime pouco evoluiu desde 1957.
A Conferência constata que actualmente existem apenas 20 PTU e que se trata de territórios insulares extremamente dispersos,
cuja população total é de cerca de 900 000 habitantes. Acresce que, na sua maioria, os PTU sofrem de um atraso estrutural
importante, relacionado com condicionalismos geográficos e económicos especialmente desfavoráveis. Nestas condições, o regime
especial de associação concebido em 1957 deixou de poder dar resposta eficaz aos desafios com que se defrontam os PTU em matéria
de desenvolvimento.
A Conferência reafirma solenemente que o objectivo da associação é a promoção do desenvolvimento económico e social desses
países e territórios e o estabelecimento de relações económicas estreitas entre eles e a Comunidade no seu conjunto.
A Conferência convida o Conselho a reapreciar, nos termos do artigo 136º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, até Fevereiro de 2000, esse regime de associação, com um quádruplo objectivo:
- promover mais eficazmente o desenvolvimento económico e social dos PTU,
- desenvolver as relações económicas entre os PTU e a União Europeia,
- tomar em conta de forma mais adequada a diversidade e a especificidade de cada PTU, nomeadamente os aspectos referentes
à liberdade de estabelecimento,
- melhorar a eficácia do instrumento financeiro.
A Conferência regista a opinião da Comissão, no sentido de que as regras de concorrência em vigor na Comunidade permitem ter
plenamente em conta os serviços de interesse económico geral prestados pelas instituições públicas de crédito existentes na
Alemanha, bem como os benefícios que lhes são concedidos como compensação pelos encargos decorrentes desses serviços. Neste
contexto, a forma como a Alemanha autoriza as autoridades locais a desempenharem, nas respectivas regiões, a sua missão de
assegurarem uma ampla e eficaz infra-estrutura financeira, é matéria da competência desse Estado-Membro. Tais benefícios não
poderão prejudicar as condições de concorrência de uma forma que exceda o necessário ao cumprimento dessa missão específica
e que seja contrária aos interesses da Comunidade.
A Conferência recorda que o Conselho Europeu convidou a Comissão a analisar se existem casos semelhantes noutros Estados-Membros,
a fim de aplicar, quando apropriado, as mesmas normas em casos semelhantes e a informar o Conselho, na sua composição ECOFIN,
sobre a questão.
A Conferência reconhece o importante contributo prestado pelas actividades de voluntariado para o desenvolvimento da solidariedade
social.
A Comunidade incentivará a dimensão europeia das organizações de voluntariado, destacando especialmente o intercâmbio de informação
e experiências, bem como a participação dos jovens e dos idosos nas actividades de voluntariado.
A Conferência observa que a qualidade de redacção da legislação comunitária é essencial à correcta aplicação desta pelas autoridades
nacionais competentes e à sua melhor compreensão por parte dos cidadãos e dos agentes económicos. A Conferência recorda as
conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Edimburgo de 11 e 12 de Dezembro de 1992 nesta matéria, bem como a resolução
do Conselho relativa à qualidade de redacção da legislação comunitária, adoptada em 8 de Junho de 1993 (Jornal Oficial das
Comunidades Europeias, C 166 de 17. 6. 1993, p. 1).
A Conferência considera que as três Instituições que participam no processo de adopção da legislação comunitária - Parlamento
Europeu, Conselho e Comissão -, deveriam adoptar directrizes sobre a qualidade de redacção citada legislação. A Conferência
salienta ainda que importa tornar a legislação comunitária mais acessível e, nesse contexto, congratula-se com a adopção e
início de aplicação de um método de trabalho acelerado para a compilação oficial dos textos legislativos, instituído pelo
Acordo Interinstitucional de 20 de Dezembro de 1994 (Jornal Oficial das Comunidades Europeias, C 102 de 4. 4. 1996, p. 2).
Assim, a Conferência declara que o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão devem:
- estabelecer de comum acordo directrizes destinadas a melhorar a qualidade de redacção da legislação comunitária e observar
essas directrizes na análise das propostas ou dos projectos de textos legislativos comunitários, tomando as medidas de organização
interna que considerarem necessárias para garantir a correcta aplicação dessas directrizes,
- envidar todos os esforços para acelerar a compilação dos textos legislativos.
A revogação do artigo 14º da Convenção relativa às disposições transitórias anexa ao Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço
não altera a prática existente em matéria de processo de celebração de acordos internacionais pela Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço.
A Conferência considera que o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão, sempre que actuem ao abrigo do Tratado que institui
a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, devem inspirar-se
nas disposições em matéria de transparência, de acesso aos documentos e de lutraluta contra a fraude em vigor no âmbito do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
As Altas Partes Contratantes acordam em que os trabalhos técnicos iniciados no decurso da presente Conferência Intergovernamental
prosseguirão com a maior celeridade possível tendo em vista a redacção de uma versão compilada de todos os Tratados pertinentes,
incluindo o Tratado da União Europeia.
As Altas Partes Contratantes acordam em que o resultado final desses trabalhos técnicos que, será tornado público, para fins
meramente informativos, sob a responsabilidade do Secretariado-Geral do Conselho, será tornado público para fins informativos,
não terá valor jurídico.
As Altas Partes Contratantes confirmam, por um lado, a Declaração anexa à Acta Final do Tratado que institui a União Europeia
relativa à aplicação do direito comunitário e, por outro, as conclusões do Conselho Europeu de Essen, segundo as quais a aplicação
do direito comunitário no plano administrativo cabe em princípio aos Estados-Membros, nos termos do respectivo ordenamento
constitucional. A competência das Instituições comunitárias em matéria de fiscalização, controlo e execução, tal como previstas
nos artigos 145º e 155º do Tratado da União Europeia, não é afectada.
As Altas Partes Contratantes acordam em que o Conselho adoptará, na data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, todas
as medidas necessárias a que se refere o artigo 2º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia. Para esse efeito, os trabalhos preparatórios necessários
deverão ser efectuados em devido tempo, de modo a estarem concluídos antes dessa data.
As Altas Partes Contratantes convidam o Conselho a obter o parecer da Comissão antes de decidir sobre um pedido de aplicação,
no todo ou em parte, das disposições do acervo de Schengen, formulado pela Irlanda ou pelo Reino Unido da Grã-Bretanha e da
Irlanda do Norte ao abrigo do artigo 4º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia. As Altas Partes Contratantes comprometem-se igualmente
a envidar todos os esforços no sentido de permitirem à Irlanda ou ao Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, se
assim o desejarem, que façam uso das disposições do artigo 4º do citado Protocolo por forma a que o Conselho possa deliberar, nos termos do mesmo artigo 4º, na data de entrada em vigor daquele Protocolo, ou posteriormente, a todo o tempo.
As Altas Partes Contratantes comprometem-se a envidar todos os esforços no sentido de tornar possível a acção de todos os
Estados-Membros nos domínios do acervo de Schengen, em especial quando a Irlanda e o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda
do Norte tenham aceite, no todo ou em parte, as disposições desse acervo, nos termos do artigo 4º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia.
As Altas Partes Contratantes acordam em tomar todas as medidas necessárias para permitir que os acordos a que se refere o
artigo 6º do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia entrem em vigor na mesma data que o Tratado de
Amesterdão.
O Protocolo relativo ao asilo de nacionais dos Estados-Membros da União Europeia não prejudica o direito de cada Estado-Membro
tomar as medidas de organização que considere necessárias para dar cumprimento às suas obrigações decorrentes da Convenção
de Genebra, de 28 de Julho de 1951, relativa ao Estatuto dos Refugiados.
A Conferência declara que, reconhecendo embora a importância da Resolução dos Ministros dos Estados-Membros das Comunidades
Europeias responsáveis pela Imigração, de 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 1992, relativa aos pedidos de asilo manifestamente
infundados, e da Resolução do Conselho, de 20 de Junho de 1995, relativa às garantias mínimas nos processos de asilo, será
necessário analisar mais pormenorizadamente a questão da utilização abusiva destes processos, bem como a questão dos mecanismos
rápidos adequados para indeferir pedidos de asilo manifestamente infundados, tendo em vista a introdução de novos melhoramentos
que permitam acelerar esses processos.
Até à data de entrada em vigor do primeiro alargamento, fica acordado que a decisão do Conselho de 29 de Março de 1994 («Compromisso de Joanina») será prorrogada e que, até essa data, será encontrada uma solução para o caso especial da Espanha.
O Tratado de Amesterdão revoga e suprime as disposições caducas do Tratado que institui a Comunidade Europeia, do Tratado
que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica,
tal como se encontravam em vigor antes da entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, e adapta algumas das respectivas disposições,
incluindo a inserção de certas disposições do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades
Europeias e do Acto relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo. Este exercício
não afecta o acervo comunitário.
DECLARAÇÕES DE QUE A CONFERÊNCIA TOMOU NOTA
A Áustria e o Luxemburgo consideram que a declaração relativa às instituições públicas de crédito existentes na Alemanha é
igualmente aplicável às instituições de crédito com uma estrutura organizativa comparável existentes na Áustria e no Luxemburgo.
O artigo K.14 do Tratado da União Europeia exige a unanimidade de todos os membros do Conselho da União Europeia, isto é,
de todos os Estados-Membros, para a adopção de qualquer decisão de aplicação das disposições constantes do Título III-A do
Tratado que institui a Comunidade Europeia relativas a vistos, asilo e imigração e outras políticas relativas à livre circulação
das pessoas para actuar nos domínios previstos no artigo K.1. Além disso, qualquer decisão do Conselho tomada por unanimidade,
antes de entrar em vigor, terá de ser adoptada em cada um dos Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.
Na Dinamarca, essa adopção requererá, em caso de transferência de soberania, tal como definida na Constituição dinamarquesa,
quer a maioria de cinco sextos dos membros do Parlamento («Folketing»), quer simultaneamente a maioria dos membros do Parlamento («Folketing») e a maioria dos votos expressos por meio de referendo.
Os Governos da Alemanha, da Áustria e da Bélgica dão por adquirido que a acção da Comunidade Europeia, de acordo com o princípio
da subsidiariedade, se refere não só aos Estados-Membros, mas também às respectivas entidades, na medida em que estas disponham
de poder legislativo próprio, conferido pelo respectivo direito constitucional.
A Irlanda declara que tenciona exercer o direito que lhe confere o artigo 3º do Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda de participar na adopção de medidas em aplicação do Título III-A
do Tratado que institui a Comunidade Europeia, tanto quanto seja compatível com a manutenção da sua Zona de Deslocação Comum
com o Reino Unido. A Irlanda recorda que a participação no Protocolo relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 7º-A do Tratado que institui a Comunidade Europeia reflecte o seu desejo de manter a Zona de Deslocação Comum com o Reino Unido,
de modo a assegurar uma liberdade de circulação tão ampla quanto possível à entrada e à saída do território da Irlanda.
Ao aprovar o Protocolo relativo ao direito de asilo dos nacionais dos Estados-Membros da União Europeia, a Bélgica declara
que, de acordo com as suas obrigações decorrentes da Convenção de Genebra de 1951 e do Protocolo de Nova Iorque de 1967, procederá,
nos termos do disposto na alínea d) do artigo único do presente Protocolo, a uma análise específica de qualquer pedido de
asilo apresentado por um nacional de outro Estado-Membro.
A Bélgica, a França e a Itália constatam que, com base nos resultados da Conferência Intergovernamental, o Tratado de Amesterdão
não dá resposta à necessidade, reafirmada no Conselho Europeu de Madrid, de efectuar progressos substanciais na via do reforço
das Instituições.
Estes países consideram que esse reforço é condição indispensável para a conclusão das primeiras negociações de adesão. Estão
determinados a dar todo o seguimento adequado ao Protocolo no que diz respeito à composição da Comissão e à ponderação dos
votos e consideram que uma significativa extensão do recurso ao voto por maioria qualificada faz parte dos elementos pertinentes
que convirá ter em conta.
A França considera que a aplicação do Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia não afecta o
âmbito de aplicação geográfica da Convenção de aplicação do Acordo de Shengen, de 14 de Junho de 1985, assinada em Schengen
em 19 de Junho de 1990, tal como é definido no primeiro parágrafo do artigo 138º dessa Convenção.
A propósito da Declaração relativa ao estatuto das igrejas e das organizações não confessionais, a Grécia relembra a Declaração
Conjunta relativa ao Monte Athos, anexa à Acta Final do Tratado de Adesão da Grécia às Comunidades Europeias.
SUMÁRIO
Página
I. Texto do Tratado
Preâmbulo
TÍTULO I - Disposições comuns .......... 152
TÍTULO II - Disposições que alteram o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia tendo em vista a instituição da
Comunidade Europeia 154
TÍTULO III - Disposições que alteram o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço .......... 154
TÍTULO IV - Disposições que alteram o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica .......... 155
TÍTULO V - Disposições relativas à política externa e de segurança comum .......... 155
TÍTULO VI - Disposições relativas à cooperação policial e judiciária em matéria penal .......... 162
TÍTULO VII - Disposições relativas à cooperação reforçada .......... 169
TÍTULO VIII - Disposições finais .......... 170
II. PROTOCOLOS (texto não reproduzido)
Nota: As remissões para artigos, Títulos e Secções do Tratado contidas nos Protocolos são adaptadas de acordo com o quadro
de correspondência constante do Anexo ao Tratado de Amesterdão.
Protocolo anexo ao Tratado da União Europeia:
- Protocolo (nº 1) relativo ao artigo 17º do Tratado da União Europeia (1997)
Protocolos anexos ao Tratado da União Europeia e ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
- Protocolo (nº 2) que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia (1997)
- Protocolo (nº 3) relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 14º do Tratado que institui a Comunidade Europeia ao Reino Unido e à Irlanda (1997)
- Protocolo (nº 4) relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda (1997)
- Protocolo (nº 5) relativo à posição da Dinamarca (1997)
Protocolos anexos ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem a Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço e a Comunidade Europeia da Energia Atómica:
- Protocolo (nº 6) anexo ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem as Comunidades Europeias (1992)
- Protocolo (nº 7) relativo às Instituições na perspectiva do alargamento da União Europeia (1997)
- Protocolo (nº 8) relativo à localização das sedes das Instituições e de certos organismos e serviços das Comunidades Europeias e da Europol
(1997)
- Protocolo (nº 9) relativo ao papel dos Parlamentos nacionais na União Europeia (1997)
SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS, SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA, O PRESIDENTE
DA REPÚBLICA HELÉNICA, SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA, O PRESIDENTE DA IRLANDA, O PRESIDENTE
DA REPÚBLICA ITALIANA, SUA ALTEZA REAL O GRÃO-DUQUE DO LUXEMBURGO, SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS, O PRESIDENTE
DA REPÚBLICA PORTUGUESA, SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE,
RESOLVIDOS a assinalar uma nova fase no processo de integração europeia iniciado com a instituição das Comunidades Europeias,
RECORDANDO a importância histórica do fim da divisão do Continente Europeu e a necessidade da criação de bases sólidas para
a construção da futura Europa,
CONFIRMANDO o seu apego aos princípios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e liberdades fundamentais
e do Estado de direito,
CONFIRMANDO o seu apego aos direitos sociais fundamentais, tal como definidos na Carta Social Europeia, assinada em Turim,
em 18 de Outubro de 1961, e na Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, de 1989.
DESEJANDO aprofundar a solidariedade entre os seus povos, respeitando a sua História, cultura e tradições,
DESEJANDO reforçar o carácter democrático e a eficácia do funcionamento das Instituições, a fim de lhes permitir melhor desempenhar,
num quadro institucional único, as tarefas que lhes estão confiadas,
RESOLVIDOS a conseguir o reforço e a convergência das suas economias e a instituir uma União Económica e Monetária, incluindo,
nos termos das disposições do presente Tratado, uma moeda única e estável,
DETERMINADOS a promover o progresso económico e social dos seus povos, tomando em consideração o princípio do desenvolvimento
sustentável e no contexto da realização do mercado interno e do reforço da coesão e da protecção do ambiente, e a aplicar
políticas que garantam que os progressos na integração económica sejam acompanhados de progressos paralelos noutras áreas,
RESOLVIDOS a instituir uma cidadania comum aos nacionais dos seus países,
RESOLVIDOS a executar uma política externa e de segurança que inclua a definição gradual de uma política de defesa comum que
poderá conduzir a uma defesa comum, de acordo com as disposições do artigo 17º, fortalecendo assim a identidade europeia e a sua independência, em ordem a promover a paz, a segurança e o progresso na
Europa e no mundo;
RESOLVIDOS a facilitar a livre circulação de pessoas, sem deixar de garantir a segurança dos seus povos, através da criação
de um espaço de liberdade, de segurança e de justiça, nos termos das disposições do presente Tratado,
RESOLVIDOS a continuar o processo de criação de uma união cada vez mais estreita entre os povos da Europa, em que as decisões
sejam tomadas ao nível mais próximo possível dos cidadãos, de acordo com o princípio da subsidiariedade,
NA PERSPECTIVA das etapas ulteriores a transpor para fazer progredir a integração europeia,
DECIDIRAM instituir uma União Europeia e, para o efeito, designaram como plenipotenciários:
SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS:
Mark EYSKENS, Ministro das Relações Externas;
Philippe MAYSTADT, Ministro das Finanças;
SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA:
Uffe ELLEMANN-JENSEN, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Anders FOGH RASMUSSEN, Ministro da Economia;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA:
Hans-Dietrich GENSCHER, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Theodor WAIGEL, Ministro Federal das Finanças;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA HELÉNICA:
Antonios SAMARAS, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Efthymios CHRISTODOULOU, Ministro da Economia;
SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA:
Francisco FERNÁNDEZ ORDÓÑEZ, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Carlos SOLCHAGA CATALÁN, Ministro da Economia e Finanças;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA:
Roland DUMAS, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Pierre BÉRÉGOVOY, Ministro da Economia, Finanças e Orçamento;
O PRESIDENTE DA IRLANDA:
Gerard COLLINS, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Bertie AHERN, Ministro das Finanças;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITALIANA:
Gianni DE MICHELIS, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Guido CARLI, Ministro do Tesouro;
SUA ALTEZA REAL O GRÃO-DUQUE DO LUXEMBURGO:
Jacques F. POOS, Vice-Primeiro Ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Jean-Claude JUNCKER, Ministro das Finanças;
SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS:
Hans van den BROEK, Ministro dos Negócios Estrangeiros:;
Willem KOK, Ministro das Finanças;
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA:
João de Deus PINHEIRO, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Jorge BRAGA de MACEDO, Ministro das Finanças;
SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE:
R.t. Hon. Douglas HURD, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth; Hon. Francis MAUDE, Secretário do Tesouro para
as Finanças;
OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma, acordaram nas disposições seguintes:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES COMUNS
Pelo presente Tratado, as ALTAS PARTES CONTRATANTES instituem entre si uma UNIÃO EUROPEIA, adiante designada por «União».
O presente Tratado assinala uma nova etapa no processo de criação de uma união cada vez mais estreita entre os povos da Europa,
em que as decisões serão tomadas de uma forma tão aberta quanto possível e ao nível mais próximo possível dos cidadãos.
A União funda-se nas Comunidades Europeias, completadas pelas políticas e formas de cooperação instituídas pelo presente Tratado.
A União tem por missão organizar de forma coerente e solidária as relações entre os Estados-Membros e entre os respectivos
povos.
A União atribui-se os seguintes objectivos:
- a promoção do progresso económico e social e de um elevado nível de emprego e a realização de um desenvolvimento equilibrado
e sustentável, nomeadamente mediante a criação de um espaço sem fronteiras internas, o reforço da coesão económica e social
e o estabelecimento de uma união económica e monetária, que incluirá, a prazo, a adopção de uma moeda única, de acordo com
as disposições do presente Tratado;
- a afirmação da sua identidade na cena internacional, nomeadamente através da execução de uma política externa e de segurança
comum, que inclua a definição gradual de uma política de defesa comum, que poderá conduzir a uma defesa comum, nos termos
do disposto no artigo 17º;
- o reforço da defesa dos direitos e dos interesses dos nacionais dos seus Estados-Membros, mediante a instituição de uma
cidadania da União;
- a manutenção e o desenvolvimento da União enquanto espaço de liberdade, de segurança e de justiça, em que seja assegurada
a livre circulação de pessoas, em conjugação com medidas adequadas em matéria de controlos na fronteira externa, asilo e imigração,
bem como de prevenção e combate à criminalidade;
- a manutenção da integralidade do acervo comunitário e o seu desenvolvimento, a fim de analisar em que medida pode ser necessário
rever as políticas e formas de cooperação instituídas pelo presente Tratado, com o objectivo de garantir a eficácia dos mecanismos
e das Instituições da Comunidade.
Os objectivos da União serão alcançados de acordo com as disposições do presente Tratado e nas condições e segundo o calendário
nele previstos, respeitando o princípio da subsidiariedade, tal como definido no artigo 5º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
A União dispõe de um quadro institucional único, que assegura a coerência e a continuidade das acções empreendidas para atingir
os seus objectivos, respeitando e desenvolvendo simultaneamente o acervo comunitário.
A União assegurará, em especial, a coerência do conjunto da sua acção externa no âmbito das políticas que adoptar em matéria
de relações externas, de segurança, de economia e de desenvolvimento. Cabe ao Conselho e à Comissão a responsabilidade de
assegurar essa coerência, cooperando para o efeito. O Conselho e a Comissão assegurarão a execução dessas políticas de acordo
com as respectivas competências.
O Conselho Europeu dará à União os impulsos necessários ao seu desenvolvimento e definirá as respectivas orientações políticas
gerais.
O Conselho Europeu reúne os Chefes de Estado ou de Governo dos Estados-Membros, bem como o Presidente da Comissão. São assistidos
pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-Membros e por um membro da Comissão. O Conselho Europeu reúne-se pelo
menos duas vezes por ano, sob a presidência do Chefe de Estado ou de Governo do Estado-Membro que exercer a presidência do
Conselho.
O Conselho Europeu apresentará ao Parlamento Europeu um relatório na sequência de cada uma das suas reuniões, bem como um
relatório escrito anual sobre os progressos realizados pela União.
O Parlamento Europeu, o Conselho, a Comissão, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas exercem as suas competências nas
condições e de acordo com os objectivos previstos, por um lado, nas disposições dos Tratados que instituem as Comunidades
Europeias e nos Tratados e actos subsequentes que os alteraram ou completaram e, por outro, nas demais disposições do presente
Tratado.
1. A União assenta nos princípios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e pelas liberdades fundamentais,
bem como do Estado de direito, princípios que são comuns aos Estados-Membros.
2. A União respeitará os direitos fundamentais tal como os garante a Convenção Europeia de Salvaguarda dos Direitos do Homem
e das Liberdades Fundamentais, assinada em Roma em 4 de Novembro de 1950, e tal como resultam das tradições constitucionais
comuns aos Estados-Membros, enquanto princípios gerais do direito comunitário.
3. A União respeitará as identidades nacionais dos Estados-Membros.
4. A União dotar-se-á dos meios necessários para atingir os seus objectivos e realizar com êxito as suas políticas.
Artigo 7º (ex-artigo F.1)
1. O Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo e deliberando por unanimidade, sob proposta de um terço dos
Estados-Membros, ou da Comissão, e após parecer favorável do Parlamento Europeu, pode verificar a existência de uma violação
grave e persistente, por parte de um Estado-Membro, de algum dos princípios enunciados no nº 1 do artigo 6º, após ter convidado o Governo desse Estado-Membro a apresentar as suas observações sobre a questão.
2. Se tiver sido verificada a existência dessa violação, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir suspender
alguns dos direitos decorrentes da aplicação do presente Tratado ao Estado-Membro em causa, incluindo o direito de voto do
representante do Governo desse Estado-Membro no Conselho. Ao fazê-lo, o Conselho terá em conta as eventuais consequências
dessa suspensão nos direitos e obrigações das pessoas singulares e colectivas.
O Estado-Membro em questão continuará, de qualquer modo, vinculado às obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode posteriormente decidir alterar ou revogar as medidas tomadas ao abrigo
do nº 2, se se alterar a situação que motivou a imposição dessas medidas.
4. Para efeitos do presente artigo, o Conselho delibera sem tomar em consideração os votos do representante do Governo do
Estado-Membro em questão. As abstenções dos membros presentes ou representados não impedem a adopção das decisões a que se
refere o nº 1. A maioria qualificada é definida de acordo com a mesma proporção dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa
fixada no nº 2 do artigo 205º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
O presente número é igualmente aplicável em caso de suspensão do direito de voto nos termos do nº 2.
5. Para efeitos do presente artigo, o Parlamento Europeu delibera por maioria de dois terços dos votos expressos que represente
a maioria dos membros que o compõem.
TÍTULO II
DISPOSIÇÕES QUE ALTERAM O TRATADO QUE INSTITUI A COMUNIDADE ECONÓMICA EUROPEIA TENDO EM VISTA A INSTITUIÇÃO DA COMUNIDADE
EUROPEIA
(não reproduzido)
TÍTULO III
DISPOSIÇÕES QUE ALTERAM O TRATADO QUE INSTITUI A COMUNIDADE EUROPEIA DO CARVÃO E DO AÇO
(não reproduzido)
TÍTULO IV
DISPOSIÇÕES QUE ALTERAM O TRATADO QUE INSTITUI A COMUNIDADE EUROPEIA DA ENERGIA ATÓMICA
(não reproduzido)
TÍTULO V
DISPOSIÇÕES RELATIVAS À POLÍTICA EXTERNA E DE SEGURANÇA COMUM
Artigo 11º (ex-artigo J.1)
1. A União definirá e executará uma política externa e de segurança comum extensiva a todos os domínios da política externa
e de segurança, que terá por objectivos:
- a salvaguarda dos valores comuns, dos interesses fundamentais, da independência e da integridade da União, de acordo com
os princípios da Carta das Nações Unidas;
- o reforço da segurança da União, sob todas as formas;
- a manutenção da paz e o reforço da segurança internacional, de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas, com
os princípios da Acta Final de Helsínquia e com os objectivos da Carta de Paris, incluindo os respeitantes às fronteiras externas;
- o fomento da cooperação internacional;
- o desenvolvimento e o reforço da democracia e do Estado de direito, bem como o respeito dos direitos do Homem e das liberdades
fundamentais.
2. Os Estados-Membros apoiarão activamente e sem reservas a política externa e de segurança da União, num espírito de lealdade
e de solidariedade mútua.
Os Estados-Membros actuarão de forma concertada a fim de reforçar e desenvolver a solidariedade política mútua. Os Estados-Membros
abster-se-ão de empreender acções contrárias aos interesses da União ou susceptíveis de prejudicar a sua eficácia como força
coerente nas relações internacionais.
O Conselho assegura a observância destes princípios.
Artigo 12º (ex-artigo J.2)
A União prosseguirá os objectivos enunciados no artigo 11º:
- definindo os princípios e as orientações gerais da política externa e de segurança comum;
- decidindo sobre as estratégias comuns;
- adoptando acções comuns;
- adoptando posições comuns;
- reforçando a cooperação sistemática entre os Estados-Membros na condução da política.
Artigo 13º (ex-artigo J.3)
1. O Conselho Europeu definirá os princípios e as orientações gerais da política externa e de segurança comum, incluindo em
matérias com implicações no domínio da defesa.
2. O Conselho Europeu decidirá sobre as estratégias comuns a executar pela União nos domínios em que os Estados-Membros tenham
importantes interesses em comum.
As estratégias comuns especificarão os respectivos objectivos e duração, bem como os meios a facultar pela União e pelos Estados-Membros.
3. O Conselho tomará as decisões necessárias para a definição e execução da política externa e de segurança comum, com base
nas orientações gerais definidas pelo Conselho Europeu.
O Conselho recomendará ao Conselho Europeu estratégias comuns e executá-las-á designadamente mediante a adopção de acções
comuns e de posições comuns.
O Conselho assegura a unidade, coerência e eficácia da acção da União.
Artigo 14º (ex-artigo J.4)
1. O Conselho adoptará acções comuns. As acções comuns incidirão sobre situações específicas em que se considere necessária
uma acção operacional por parte da União. As acções comuns definirão os respectivos objectivos e âmbito, os meios a pôr à
disposição da União e condições de execução respectivas e, se necessário, a sua duração.
2. Se se verificar alteração de circunstâncias que tenha um efeito substancial numa questão que seja objecto de uma acção
comum, o Conselho procederá à revisão dos princípios e objectivos dessa acção e adoptará as decisões necessárias. Enquanto
o Conselho não tiver deliberado, mantém-se a acção comum.
3. As acções comuns vincularão os Estados-Membros nas suas tomadas de posição e na condução da sua acção.
4. O Conselho pode solicitar à Comissão que lhe apresente propostas adequadas em matéria de política externa e de segurança
comum para assegurar a execução de uma acção comum.
5. Qualquer tomada de posição ou acção nacional prevista em execução de uma acção comum será comunicada num prazo que permita,
se necessário, uma concertação prévia no Conselho. A obrigação de informação prévia não é aplicável às medidas que constituam
simples transposição das decisões do Conselho para o plano nacional.
6. Em caso de necessidade imperiosa decorrente da evolução da situação, e na falta de decisão do Conselho, os Estados-Membros
podem tomar com urgência as medidas que se imponham, tendo em conta os objectivos gerais da acção comum. Os Estados-Membros
que tomarem essas medidas informarão imediatamente o Conselho desse facto.
7. Em caso de dificuldades importantes na execução de uma acção comum, os Estados-Membros submeterão a questão ao Conselho,
que sobre ela deliberará, procurando encontrar as soluções adequadas. Estas soluções não podem ser contrárias aos objectivos
da acção comum, nem prejudicar a eficácia desta.
Artigo 15º (ex-artigo J.5)
O Conselho adoptará posições comuns. As posições comuns definirão a abordagem global de uma questão específica de natureza
geográfica ou temática pela União. Os Estados-Membros zelarão pela coerência das suas políticas nacionais com as posições
comuns.
Artigo 16º (ex-artigo J.6)
Os Estados-Membros informar-se-ão mutuamente e concertar-se-ão no âmbito do Conselho sobre todas as questões de política externa
e de segurança que se revistam de interesse geral, de modo a garantir que a influência da União se exerça da forma mais eficaz,
através da convergência das suas acções.
Artigo 17º (ex-artigo J.7)
1. A política externa e de segurança comum abrange todas as questões relativas à segurança da União, incluindo a definição
gradual de uma política de defesa comum, nos termos do disposto no segundo parágrafo, que poderá conduzir a uma defesa comum,
se o Conselho Europeu assim o decidir. Neste caso, o Conselho Europeu recomendará aos Estados-Membros que adoptem uma decisão
nesse sentido, nos termos das respectivas normas constitucionais.
A União da Europa Ocidental (UEO) faz parte integrante do desenvolvimento da União, proporcionando à União o acesso a uma
capacidade operacional, nomeadamente no âmbito do nº 2. A UEO apoia a União na definição dos aspectos da política externa e de segurança comum relativos à defesa, tal como definidos
no presente artigo. Assim, a União incentivará o estabelecimento de relações institucionais mais estreitas com a UEO, na perspectiva
da eventualidade de integração da UEO na União, se o Conselho Europeu assim o decidir. Neste caso, o Conselho Europeu recomendará
aos Estados-Membros que adoptem uma decisão nesse sentido, nos termos das respectivas normas constitucionais.
A política da União, na acepção do presente artigo, não afectará o carácter específico da política de segurança e de defesa
de determinados Estados-Membros, respeitará as obrigações decorrentes do Tratado do Atlântico-Norte para certos Estados-Membros
que vêem a sua política de defesa comum realizada no quadro da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO) e será compatível
com a política de segurança e de defesa comum adoptada nesse âmbito.
A definição gradual de uma política de defesa comum será apoiada por uma cooperação entre os Estados-Membros em matéria de
armamento, na medida em que estes a considerem pertinente.
2. As questões a que se refere o presente artigo incluem missões humanitárias e de evacuação, missões de manutenção da paz
e missões de forças de combate para a gestão de crises, incluindo missões de restabelecimento da paz.
3. A União solicitará à UEO que prepare e execute as decisões e acções da União que tenham repercussões no domínio da defesa.
A competência do Conselho Europeu para definir orientações, nos termos do artigo 13º, aplicar-se-á igualmente em relação à UEO no que respeita às questões relativamente às quais a União recorra à UEO.
Sempre que a União solicite à UEO que prepare e execute decisões da União relativas às missões previstas no nº 2, todos os Estados-Membros da União terão o direito de participar plenamente nessas missões. O Conselho, em acordo com as
instituições da UEO, adoptará as disposições práticas necessárias para permitir que todos os Estados-Membros que contribuam
para as missões em causa participem plenamente e em pé de igualdade no planeamento e na tomada de decisões no âmbito da UEO.
As decisões com repercussões no domínio da defesa a que se refere o presente número serão tomadas sem prejuízo das políticas
e obrigações a que se refere o terceiro parágrafo do nº 1.
4. O disposto no presente artigo não obsta ao desenvolvimento de uma cooperação reforçada entre dois ou mais Estados-Membros
ao nível bilateral, no âmbito da UEO e da Aliança Atlântica, na medida em que essa cooperação não contrarie nem dificulte
a cooperação prevista no presente Título.
5. A fim de promover a realização dos objectivos definidos no presente artigo, as respectivas disposições serão revistas nos
termos do artigo 48º
Artigo 18º (ex-artigo J.8)
1. A Presidência representará a União nas matérias do âmbito da política externa e de segurança comum.
2. A Presidência é responsável pela execução das decisões tomadas ao abrigo do presente Título; nessa qualidade, expressará
em princípio a posição da União nas organizações internacionais e nas conferências internacionais.
3. A Presidência será assistida pelo Secretário-Geral do Conselho, que exercerá as funções de Alto-Representante para a política
externa e de segurança comum.
4. A Comissão será plenamente associada às funções previstas nos nºs 1 e 2. No desempenho dessas funções, a Presidência será assistida, se necessário, pelo Estado-Membro que for exercer a presidência
seguinte.
5. Sempre que o considere necessário, o Conselho pode nomear um representante especial, a quem será conferido um mandato relativo
a questões políticas específicas.
Artigo 19º (ex-artigo J.9)
1. Os Estados-Membros coordenarão a sua acção no âmbito das organizações internacionais e em conferências internacionais.
Nessas instâncias defenderão as posições comuns.
Nas organizações internacionais e em conferências internacionais em que não tomem parte todos os Estados-Membros, aqueles
que nelas participem defenderão as posições comuns.
2. Sem prejuízo do disposto no nº 1 e no nº 3 do artigo 14º, os Estados-Membros representados em organizações internacionais ou conferências internacionais em que nem todos os Estados-Membros
o estejam, manterão estes últimos informados sobre todas as questões que se revistam de interesse comum.
Os Estados-Membros que sejam igualmente membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas concertar-se-ão e manterão os outros
Estados-Membros plenamente informados. Os Estados-Membros que são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações
Unidas defenderão, no exercício das suas funções, as posições e os interesses da União, sem prejuízo das responsabilidades
que lhes incumbem por força da Carta das Nações Unidas.
Artigo 20º (ex-artigo J.10)
As missões diplomáticas e consulares dos Estados-Membros e as delegações da Comissão nos países terceiros e nas conferências
internacionais, bem como as respectivas representações junto das organizações internacionais, concertar-se-ão no sentido de
assegurar a observância e a execução das posições comuns e das acções comuns adoptadas pelo Conselho.
As referidas missões, delegações e representações intensificarão a sua cooperação através do intercâmbio de informações, procedendo
a avaliações comuns e contribuindo para a aplicação das disposições a que se refere o artigo 20º do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
Artigo 21º (ex-artigo J.11)
A Presidência consultará o Parlamento Europeu sobre os principais aspectos e as opções fundamentais da política externa e
de segurança comum e zelará por que as opiniões daquela Instituição sejam devidamente tomadas em consideração. O Parlamento
Europeu será regularmente informado pela Presidência e pela Comissão sobre a evolução da política externa e de segurança da
União.
O Parlamento Europeu pode dirigir perguntas ou apresentar recomendações ao Conselho. Procederá anualmente a um debate sobre
os progressos realizados na execução da política externa e de segurança comum.
Artigo 22º (ex-artigo J.12)
1. Qualquer Estado-Membro ou a Comissão podem submeter ao Conselho todas as questões do âmbito da política externa e de segurança
comum e apresentar-lhe propostas.
2. Nos casos que exijam uma decisão rápida, a Presidência convocará, por iniciativa própria ou a pedido da Comissão ou de
um Estado-Membro, uma reunião extraordinária do Conselho, no prazo de quarenta e oito horas ou, em caso de absoluta necessidade,
num prazo mais curto.
Artigo 23º (ex-artigo J.13)
1. As decisões ao abrigo do presente Título serão adoptadas pelo Conselho, deliberando por unanimidade. As abstenções dos
membros presentes ou representados não impedem a adopção dessas decisões.
Qualquer membro do Conselho que se abstenha numa votação pode fazer acompanhar a sua abstenção de uma declaração formal nos
termos do presente parágrafo. Nesse caso, não é obrigado a aplicar a decisão, mas deve reconhecer que ela vincula a União.
Num espírito de solidariedade mútua, esse Estado-Membro deve abster-se de qualquer actuação susceptível de colidir com a acção
da União baseada na referida decisão ou de a dificultar; os demais Estados-Membros respeitarão a posição daquele. Se os membros
do Conselho que façam acompanhar a sua abstenção da citada declaração representarem mais de um terço dos votos, ponderados
nos termos do nº 2 do artigo 205º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, a decisão não será adoptada.
2. Em derrogação do disposto no nº 1, o Conselho delibera por maioria qualificada:
- sempre que adopte acções comuns ou posições comuns ou tome qualquer outra decisão com base numa estratégia comum;
- sempre que adopte qualquer decisão que dê execução a uma acção comum ou a uma posição comum.
Se um membro do Conselho declarar que, por importantes e expressas razões de política nacional, tenciona opor-se à adopção
de uma decisão a tomar por maioria qualificada, não se procederá à votação. O Conselho, deliberando por maioria qualificada,
pode solicitar que a questão seja submetida ao Conselho Europeu, a fim de ser tomada uma decisão por unanimidade.
Os votos dos membros do Conselho serão ponderados nos termos do nº 2 do artigo 205º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. As deliberações serão tomadas se obtiverem, pelo menos, sessenta e dois votos
que exprimam a votação favorável de, no mínimo, dez membros.
O disposto no presente número não é aplicável às decisões que tenham implicações no domínio militar ou da defesa.
3. Em questões de natureza processual, o Conselho delibera por maioria dos seus membros.
Artigo 24º (ex-artigo J.14)
Sempre que seja necessário celebrar um acordo com um ou mais Estados ou organizações internacionais em aplicação do presente
Título, o Conselho, deliberando por unanimidade, pode autorizar a Presidência, eventualmente assistida pela Comissão, a encetar
negociações para esse efeito. Esses acordos serão celebrados pelo Conselho, deliberando por unanimidade, sob recomendação
da Presidência. Nenhum acordo vinculará um Estado-Membro cujo representante no Conselho declare que esse acordo deve obedecer
às normas constitucionais do respectivo Estado; os restantes membros do Conselho podem decidir que o acordo lhes será provisoriamente
aplicável.
O disposto no presente artigo é igualmente aplicável às matérias abrangidas pelo Título VI.
Artigo 25º (ex-artigo J.15)
Sem prejuízo do disposto no artigo 207º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, um Comité Político acompanhará a situação internacional nos domínios pertencentes
ao âmbito da política externa e de segurança comum e contribuirá para a definição das políticas, emitindo pareceres destinados
ao Conselho, a pedido deste ou por sua própria iniciativa. O Comité Político acompanhará igualmente a execução das políticas
acordadas, sem prejuízo das competências da Presidência e da Comissão.
Artigo 26º (ex-artigo J.16)
O Secretário-Geral do Conselho, Alto-Representante para a política externa e de segurança comum, assistirá o Conselho nas
questões do âmbito da política externa e de segurança comum, contribuindo nomeadamente para a formulação, elaboração e execução
das decisões políticas e, quando necessário, actuando em nome do Conselho a pedido da Presidência, conduzindo o diálogo político
com terceiros.
Artigo 27º (ex-artigo J.17)
A Comissão será plenamente associada aos trabalhos realizados no domínio da política externa e de segurança comum.
Artigo 28º (ex-artigo J.18)
1. Os artigos 189º, 190º, 196º a 199º, 203º, 204º, 206º a 209º, 213º a 219º, 255º e 290º do Tratado que institui a Comunidade Europeia são aplicáveis às disposições relativas aos domínios previstos no presente
Título.
2. As despesas administrativas em que incorram as Instituições por força das disposições relativas aos domínios previstos
no presente Título ficarão a cargo do orçamento das Comunidades Europeias.
3. As despesas operacionais decorrentes da aplicação das citadas disposições ficarão igualmente a cargo do orçamento das Comunidades
Europeias, com excepção das despesas decorrentes de operações que tenham implicações no domínio militar ou da defesa e nos
casos em que o Conselho, deliberando por unanimidade, decida em contrário.
Nos casos em que as despesas não sejam imputadas ao orçamento das Comunidades Europeias, ficarão a cargo dos Estados-Membros,
de acordo com a chave de repartição baseada no produto nacional bruto, salvo decisão em contrário do Conselho, deliberando
por unanimidade. No que se refere às despesas decorrentes de operações com implicações no domínio militar ou da defesa, os
Estados-Membros cujos representantes no Conselho tiverem feito uma declaração formal nos termos do nº 1, segundo parágrafo, do artigo 23º não serão obrigados a contribuir para o respectivo financiamento.
4. O processo orçamental estabelecido no Tratado que institui a Comunidade Europeia é aplicável às despesas imputadas ao orçamento
das Comunidades Europeias.
TÍTULO VI
DISPOSIÇÕES RELATIVAS À COOPERAÇÃO POLICIAL E JUDICIÁRIA EM MATÉRIA PENAL
Artigo 29º (ex-artigo K.1)
Sem prejuízo das competências da Comunidade Europeia, será objectivo da União facultar aos cidadãos um elevado nível de protecção
num espaço de liberdade, segurança e justiça, mediante a instituição de acções em comum entre os Estados-Membros no domínio
da cooperação policial e judiciária em matéria penal e a prevenção e combate do racismo e da xenofobia.
Este objectivo será atingido prevenindo e combatendo a criminalidade, organizada ou não, em especial o terrorismo, o tráfico
de seres humanos e os crimes contra as crianças, o tráfico ilícito de droga e o tráfico ilícito de armas, a corrupção e a
fraude, através de:
- uma cooperação mais estreita entre forças policiais, autoridades aduaneiras e outras autoridades competentes dos Estados-Membros,
tanto directamente como através do Serviço Europeu de Polícia (Europol), nos termos do disposto nos artigos 30º e 32º;
- uma cooperação mais estreita entre as autoridades judiciárias e outras autoridades competentes dos Estados-Membros, nos
termos do disposto nas alíneas a) a d) do artigo 31º e no artigo 32º;
- uma aproximação, quando necessário, das disposições de direito penal dos Estados-Membros, nos termos do disposto na alínea
e) do artigo 31º
Artigo 30º (ex-artigo K.2)
1. A acção em comum no domínio da cooperação policial abrange:
a) A cooperação operacional entre as autoridades competentes, incluindo os serviços de polícia, das alfândegas e outros serviços
especializados responsáveis pela aplicação da lei nos Estados-Membros, no domínio da prevenção e da detecção de infracções
penais e das investigações nessa matéria;
b) A recolha, armazenamento, tratamento, análise e intercâmbio de informações pertinentes, incluindo informações em poder
de serviços responsáveis pela aplicação da lei respeitantes a transacções financeiras suspeitas, em especial através da Europol,
sob reserva das disposições adequadas relativas à protecção dos dados de carácter pessoal;
c) A cooperação e as iniciativas conjuntas em matéria de formação, intercâmbio de agentes de ligação, destacamentos, utilização
de equipamento e investigação forense;
d) A avaliação em comum de técnicas de investigação específicas relacionadas com a detecção de formas graves de criminalidade
organizada.
2. O Conselho promoverá a cooperação através da Europol e, em especial, no prazo de cinco anos a contar da data de entrada
em vigor do Tratado de Amesterdão:
a) Habilitará a Europol a facilitar e apoiar a preparação, bem como a incentivar a coordenação e execução, de acções específicas
de investigação efectuadas pelas autoridades competentes dos Estados-Membros, incluindo acções operacionais de equipas conjuntas
em que participem representantes da Europol com funções de apoio;
b) Adoptará medidas que permitam à Europol solicitar às autoridades competentes dos Estados-Membros que efectuem e coordenem
investigações em casos concretos, bem como desenvolver conhecimentos especializados que possam ser postos à disposição dos
Estados-Membros para os assistir na investigação de casos de criminalidade organizada;
c) Promoverá o estabelecimento de contactos entre magistrados e investigadores especializados na luta contra a criminalidade
organizada, em estreita cooperação com a Europol;
d) Criará uma rede de investigação, documentação e estatística sobre a criminalidade transfronteiriça.
Artigo 31º (ex-artigo K.3)
A acção em comum no domínio da cooperação judiciária em matéria penal terá por objectivo, nomeadamente:
a) Facilitar e acelerar a cooperação entre os ministérios e as autoridades judiciárias ou outras equivalentes dos Estados-Membros,
no que respeita à tramitação dos processos e à execução das decisões;
b) Facilitar a extradição entre os Estados-Membros;
c) Assegurar a compatibilidade das normas aplicáveis nos Estados-Membros, na medida do necessário para melhorar a referida
cooperação;
d) Prevenir os conflitos de jurisdição entre Estados-Membros;
e) Adoptar gradualmente medidas que prevejam regras mínimas quanto aos elementos constitutivos das infracções penais e às
sanções aplicáveis nos domínios da criminalidade organizada, do terrorismo e do tráfico ilícito de droga.
Artigo 32º (ex-artigo K.4)
O Conselho definirá as condições e limites dentro dos quais as autoridades competentes a que se referem os artigos 30º e 31º podem intervir no território de outro Estado-Membro em articulação e em acordo com as autoridades desse Estado.
Artigo 33º (ex-artigo K.5)
O presente Título não prejudica o exercício das responsabilidades que incumbem aos Estados-Membros em matéria de manutenção
da ordem pública e de garantia da segurança interna.
Artigo 34º (ex-artigo K.6)
1. Nos domínios previstos no presente Título, os Estados-Membros devem informar-se e consultar-se mutuamente no âmbito do
Conselho, de modo a coordenarem a sua acção. Para o efeito, devem instituir uma colaboração entre os competentes serviços
das respectivas Administrações.
2. O Conselho tomará medidas e promoverá a cooperação, sob a forma e segundo os processos adequados instituídos pelo presente
Título, no sentido de contribuir para a realização dos objectivos da União. Para o efeito, o Conselho pode, deliberando por
unanimidade, por iniciativa de qualquer Estado-Membro ou da Comissão:
a) Adoptar posições comuns que definam a abordagem da União em relação a uma questão específica;
b) Adoptar decisões-quadro para efeitos de aproximação das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.
As decisões-quadro vinculam os Estados-Membros quanto ao resultado a alcançar, deixando, no entanto, às instâncias nacionais
a competência quanto à forma e aos meios. As decisões-quadro não produzem efeito directo;
c) Adoptar decisões para quaisquer outros efeitos compatíveis com os objectivos do presente Título, com exclusão da aproximação
das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros. Estas decisões têm carácter vinculativo e não produzem
efeito directo; o Conselho, deliberando por maioria qualificada, adoptará as medidas necessárias à execução destas decisões
ao nível da União;
d) Elaborar convenções e recomendar a sua adopção pelos Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.
Os Estados-Membros iniciarão o cumprimento das formalidades aplicáveis num prazo a fixar pelo Conselho.
Após adopção por parte de, pelo menos, metade dos Estados-Membros, essas convenções entrarão em vigor em relação a esses Estados-Membros,
salvo disposições em contrário que nelas se contenham. As medidas de aplicação dessas convenções serão adoptadas no âmbito
do Conselho, por maioria de dois terços das Partes Contratantes.
3. Se as deliberações do Conselho exigirem maioria qualificada, os votos dos membros serão ponderados nos termos do nº 2 do artigo 205º do Tratado que institui a Comunidade Europeia; as deliberações serão tomadas se obtiverem, pelo menos, sessenta e dois votos
que exprimam a votação favorável de, no mínimo, dez membros.
4. Em questões de natureza processual, o Conselho delibera por maioria dos seus membros.
Artigo 35º (ex-artigo K.7)
1. O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias é competente, sob reserva das condições constantes do presente artigo,
para decidir a título prejudicial sobre a validade e a interpretação das decisões-quadro e das decisões, sobre a interpretação
das convenções estabelecidas ao abrigo do presente Título e sobre a validade e a interpretação das respectivas medidas de
aplicação.
2. Mediante declaração feita no momento da assinatura do Tratado de Amesterdão, ou posteriormente, a todo o tempo, qualquer
Estado-Membro pode aceitar a competência do Tribunal de Justiça para decidir a título prejudicial, nos termos do nº 1.
3. Qualquer Estado-Membro que apresente uma declaração nos termos do nº 2 deve especificar que:
a) Qualquer órgão jurisdicional desse Estado cujas decisões não sejam susceptíveis de recurso judicial previsto no direito
interno pode pedir ao Tribunal de Justiça que se pronuncie a título prejudicial sobre uma questão suscitada em processo pendente
perante esse órgão jurisdicional relativa à validade ou interpretação de um acto a que se refere o nº 1, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao julgamento da causa, ou que
b) Qualquer órgão jurisdicional desse Estado pode pedir ao Tribunal de Justiça que se pronuncie a título prejudicial sobre
uma questão suscitada em processo pendente perante esse órgão jurisdicional relativa à validade ou interpretação de um acto
a que se refere o nº 1, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao julgamento da causa.
4. Qualquer Estado-Membro, quer tenha ou não feito uma declaração nos termos do nº 2, tem o direito de apresentar ao Tribunal alegações ou observações escritas nos casos previstos no nº 1.
5. O Tribunal de Justiça não é competente para fiscalizar a validade ou a proporcionalidade de operações efectuadas pelos
serviços de polícia ou outros serviços responsáveis pela aplicação da lei num Estado-Membro, ou o exercício das responsabilidades
que incumbem aos Estados-Membros em matéria de manutenção da ordem pública e de garantia da segurança interna.
6. O Tribunal de Justiça é competente para fiscalizar a legalidade das decisões-quadro e das decisões no âmbito dos recursos
com fundamento em incompetência, violação de formalidades essenciais, violação do presente Tratado ou de qualquer norma jurídica
relativa à sua aplicação, ou em desvio de poder, interpostos por um Estado-Membro ou pela Comissão. Os recursos previstos
no presente número devem ser interpostos no prazo de dois meses a contar da publicação do acto.
7. O Tribunal de Justiça é competente para decidir sobre qualquer litígio entre Estados-Membros decorrente da interpretação
ou da execução dos actos adoptados em aplicação do nº 2 do artigo 34º, sempre que o diferendo não possa ser resolvido pelo Conselho no prazo de seis meses a contar da data em que lhe tenha sido
submetido por um dos seus membros. O Tribunal de Justiça é igualmente competente para decidir sobre qualquer litígio entre
os Estados-Membros e a Comissão decorrente da interpretação ou da aplicação das convenções elaboradas ao abrigo do nº 2, alínea d), do artigo 34º
Artigo 36º (ex-artigo K.8)
1. É instituído um Comité de Coordenação constituído por altos funcionários. Além do seu papel de coordenação, o Comité tem
por missão:
- formular pareceres destinados ao Conselho, quer a pedido deste, quer por sua própria iniciativa;
- contribuir, sem prejuízo do disposto no artigo 207º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, para a preparação dos trabalhos do Conselho nos domínios a que se refere o
artigo 29º
2. A Comissão será plenamente associada aos trabalhos nos domínios previstos no presente Título.
Artigo 37º (ex-artigo K.9)
Os Estados-Membros expressarão, nas organizações internacionais e nas conferências internacionais em que participem, as posições
comuns adoptadas em aplicação das disposições do presente Título.
O disposto nos artigos 18º e 19º aplicar-se-á, quando adequado, às matérias abrangidas pelo presente Título.
Artigo 38º (ex-artigo K.10)
Os acordos a que se refere o artigo 24º podem abranger questões do âmbito do presente Título.
Artigo 39º (ex-artigo K.11)
1. Previamente à adopção de qualquer das medidas a que se refere o nº 2, alíneas b), c) e d), do artigo 34º, o Conselho consultará o Parlamento Europeu. Este emitirá parecer num prazo que pode ser fixado pelo Conselho e não pode
ser inferior a três meses. Se o Parlamento Europeu não tiver emitido parecer nesse prazo, o Conselho pode deliberar.
2. A Presidência e a Comissão informarão regularmente o Parlamento Europeu sobre os trabalhos realizados nos domínios abrangidos
pelo presente Título.
3. O Parlamento Europeu pode dirigir perguntas ou apresentar recomendações ao Conselho. Procederá anualmente a um debate sobre
os progressos realizados nos domínios a que se refere o presente Título.
Artigo 40º (ex-artigo K.12)
1. Os Estados-Membros que se proponham instaurar entre si uma cooperação reforçada podem ser autorizados, respeitando o disposto
nos artigos 43º e 44º, a recorrer às Instituições, processos e mecanismos previstos nos Tratados, desde que a cooperação prevista:
a) Respeite as competências da Comunidade Europeia, bem como os objectivos estabelecidos no presente Título;
b) Tenha por objectivo possibilitar que a União se transforme mais rapidamente num espaço de liberdade, segurança e justiça.
2. A autorização prevista no nº 1 será concedida pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, a pedido dos Estados-Membros em causa e após a Comissão
ter sido convidada a apresentar o seu parecer. O pedido será igualmente transmitido ao Parlamento Europeu.
Se um membro do Conselho declarar que, por importantes e expressas razões de política nacional, se tenciona opor à concessão
de uma autorização por maioria qualificada, não se procederá a votação. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode
requerer que a questão seja submetida ao Conselho Europeu, a fim de ser tomada uma decisão por unanimidade.
Os votos dos membros do Conselho serão ponderados nos termos do nº 2 do artigo 205º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. As deliberações serão adoptadas se obtiverem, pelo menos, sessenta e dois
votos que exprimam a votação favorável de, no mínimo, dez membros.
3. Qualquer Estado-Membro que deseje participar na cooperação instaurada nos termos do presente artigo notificará a sua intenção
ao Conselho e à Comissão, a qual, no prazo de três meses a contar da data de recepção da notificação, apresentará ao Conselho
um parecer, eventualmente acompanhado de uma recomendação relativa a disposições específicas que considere necessárias para
que esse Estado-Membro possa participar nessa cooperação. No prazo de quatro meses a contar da data da notificação, o Conselho
tomará uma decisão sobre a questão, bem como sobre disposições específicas que considere necessárias. A decisão considera-se
tomada, excepto se o Conselho, deliberando por maioria qualificada, decidir suspendê-la; neste caso, o Conselho indicará os
motivos da sua decisão e fixará um prazo para voltar a analisá-la. Para efeitos do presente número, o Conselho delibera nas
condições previstas no artigo 44º
4. O disposto nos artigos 29º a 41º é aplicável à cooperação reforçada prevista no presente artigo, salvo disposição em contrário deste e dos artigos 43º a 44º
As disposições do Tratado que institui a Comunidade Europeia relativas às competências do Tribunal de Justiça das Comunidades
Europeias e ao respectivo exercício são aplicáveis aos nºs 1, 2 e 3.
5. O presente artigo não prejudica o disposto no Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia.
Artigo 41º (ex-artigo K.13)
1. Os artigos 189º, 190º, 195º, 196º a 199º, 203º, 204º, o nº 3 do artigo 205º, os artigos 206º a 209º, 213º a 219º, 255º e 290º do Tratado que institui a Comunidade Europeia são aplicáveis às disposições relativas aos domínios previstos no presente
Título.
2. As despesas administrativas em que incorram as Instituições por força das disposições relativas aos domínios previstos
no presente Título ficarão a cargo do orçamento das Comunidades Europeias.
3. As despesas operacionais decorrentes da execução das referidas disposições ficarão igualmente a cargo do orçamento das
Comunidades Europeias, salvo nos casos em que o Conselho, deliberando por unanimidade, decida em contrário. Nos casos em que
não sejam imputadas ao orçamento das Comunidades Europeias, as despesas ficarão a cargo dos Estados-Membros, de acordo com
a chave de repartição baseada no produto nacional bruto, salvo decisão em contrário do Conselho, deliberando por unanimidade.
4. O processo orçamental estabelecido no Tratado que institui a Comunidade Europeia é aplicável às despesas que fiquem a cargo
do orçamento das Comunidades Europeias.
Artigo 42º (ex-artigo K.14)
O Conselho, deliberando por unanimidade, por iniciativa da Comissão ou de um Estado-Membro, e após consulta ao Parlamento
Europeu, pode decidir tornar aplicável o Título IV do Tratado que institui a Comunidade Europeia a acções nos domínios a que
se refere o artigo 29º, determinando simultaneamente as correspondentes condições de votação. O Conselho recomendará a adopção dessa decisão pelos
Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.
TÍTULO VII (ex-título VI-A)
DISPOSIÇÕES RELATIVAS À COOPERAÇÃO REFORÇADA
Artigo 43º (ex-artigo K.15)
1. Os Estados-Membros que se proponham instituir entre si uma cooperação reforçada podem recorrer às Instituições, processos
e mecanismos previstos no presente Tratado e no Tratado que institui a Comunidade Europeia, desde que a cooperação prevista:
a) Tenha por objecto favorecer a realização dos objectivos da União e preservar e servir os seus interesses;
b) Respeite os princípios dos citados Tratados e o quadro institucional único da União;
c) Seja utilizada apenas em último recurso, quando não seja possível alcançar os objectivos dos citados Tratados mediante
a aplicação dos processos pertinentes neles previstos;
d) Envolva pelo menos a maioria dos Estados-Membros;
e) Não afecte o acervo comunitário, nem as medidas adoptadas ao abrigo das demais disposições dos citados Tratados;
f) Não afecte as competências, os direitos, as obrigações e os interesses dos Estados-Membros que nela não participem;
g) Esteja aberta a todos os Estados-Membros e permita que estes a ela se associem em qualquer momento, desde que respeitem
a decisão inicial e as decisões tomadas nesse âmbito;
h) Observe os critérios adicionais específicos constantes, respectivamente, do artigo 11º do Tratado que institui a Comunidade Europeia e do artigo 40º do presente Tratado, consoante o domínio em causa, e seja autorizada pelo Conselho nos termos dos processos neles previstos.
2. Os Estados-Membros aplicarão, no que lhes diga respeito, os actos e decisões adoptados para execução da cooperação em que
participem. Os Estados-Membros que não participem nessa cooperação não dificultarão a sua execução por parte dos Estados-Membros
participantes.
Artigo 44º (ex-artigo K.16)
1. Para efeitos da adopção dos actos e decisões necessários à execução da cooperação a que se refere o artigo 43º, são aplicáveis as disposições institucionais pertinentes do presente Tratado e do Tratado que institui a Comunidade Europeia.
No entanto, embora todos os membros do Conselho possam tomar parte nas deliberações, só aqueles que representam os Estados-Membros
participantes podem intervir na adopção das decisões. A maioria qualificada é definida como sendo constituída pela mesma proporção
dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada no nº 2 do artigo 205º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. A unanimidade é constituída apenas pelos votos desses membros do Conselho.
2. As despesas decorrentes da execução da cooperação que não sejam custos administrativos em que incorram as Instituições
ficam a cargo dos Estados-Membros participantes, salvo decisão em contrário do Conselho, deliberando por unanimidade.
Artigo 45º (ex-artigo K.17)
O Conselho e a Comissão informarão regularmente o Parlamento Europeu da evolução da cooperação reforçada instaurada com base
no presente Título.
TÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES FINAIS
As disposições do Tratado que institui a Comunidade Europeia, do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do
Aço e do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica relativas à competência do Tribunal de Justiça das
Comunidades Europeias e ao exercício dessa competência apenas serão aplicáveis às seguintes disposições do presente Tratado:
a) Disposições que alteram o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia tendo em vista a instituição da Comunidade
Europeia, o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da
Energia Atómica;
b) Disposições do Título VI, nas condições previstas no artigo 35º;
c) Disposições do Título VII, nas condições previstas no artigo 11º do Tratado que institui a Comunidade Europeia e no artigo 40º;
d) Nº 2 do artigo 6º no que respeita à acção das Instituições, na medida em que o Tribunal de Justiça seja competente nos termos dos Tratados
que instituem as Comunidades Europeias e nos termos do presente Tratado;
e) Artigos 46º a 53º
Sem prejuízo das disposições que alteram o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia tendo em vista a instituição
da Comunidade Europeia, o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e o Tratado que institui a Comunidade
Europeia da Energia Atómica, nenhuma disposição do presente Tratado afecta os Tratados que instituem as Comunidades Europeias
nem os Tratados e actos subsequentes que os alteraram ou completaram.
O governo de qualquer Estado-Membro ou a Comissão podem submeter ao Conselho projectos de revisão dos Tratados em que se funda
a União.
Se o Conselho, após consulta do Parlamento Europeu e, quando for adequado, da Comissão, emitir parecer favorável à realização
de uma Conferência de representantes dos governos dos Estados-Membros, esta será convocada pelo Presidente do Conselho, a
fim de adoptar, de comum acordo, as alterações a introduzir nos referidos Tratados. Se se tratar de alterações institucionais
no domínio monetário, será igualmente consultado o Conselho do Banco Central Europeu.
As alterações entrarão em vigor após ratificação por todos os Estados-Membros, de acordo com as respectivas normas constitucionais.
Qualquer Estado europeu que respeite os princípios enunciados no nº 1 do artigo 6º pode pedir para se tornar membro da União. Dirigirá o respectivo pedido ao Conselho, que se pronunciará por unanimidade,
após ter consultado a Comissão e após parecer favorável do Parlamento Europeu, que se pronunciará por maioria absoluta dos
membros que o compõem.
As condições de admissão e as adaptações dos Tratados em que se funda a União, decorrentes dessa admissão, serão objecto de
Acordo entre os Estados-Membros e o Estado peticionário. Esse Acordo será submetido à ratificação de todos os Estados Contratantes,
de acordo com as respectivas normas constitucionais.
1. São revogados os artigos 2º a 7º e 10º a 19º do Tratado que institui um Conselho único e uma Comissão única das Comunidades Europeias, assinado em Bruxelas em 8 de Abril
de 1965.
2. São revogados o artigo 2º, o nº 2 do artigo 3º e o Título III do Acto Único Europeu, assinado no Luxemburgo em 17 de Fevereiro de 1986 e na Haia em 28 de Fevereiro de 1986.
O presente Tratado tem vigência ilimitada.
1. O presente Tratado será ratificado pelas Altas Partes Contratantes, de acordo com as respectivas normas constitucionais.
Os instrumentos de ratificação serão depositados junto do governo da República Italiana.
2. O presente Tratado entrará em vigor no dia 1 de Janeiro de 1993, se tiverem sido depositados todos os instrumentos de ratificação
ou, na falta desse depósito, no primeiro dia do mês seguinte ao do depósito do instrumento de ratificação do Estado signatário
que proceder a esta formalidade em último lugar.
O presente Tratado, redigido num único exemplar, nas línguas alemã, dinamarquesa, espanhola, francesa, grega, inglesa, irlandesa,
italiana, neerlandesa e portuguesa, fazendo fé qualquer dos textos, será depositado nos arquivos do governo da República Italiana,
o qual remeterá uma cópia autenticada a cada um dos governos dos outros Estados signatários.
Por força do Tratado de Adesão de 1994, as versões finlandesa e sueca do presente Tratado fazem igualmente fé.
Em fé do que os plenipotenciários abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente Tratado.
Feito em Maastricht, em sete de Fevereiro de mil novecentos e noventa e dois.
Mark EYSKENS
Uffe ELLEMANN-JENSEN
Hans-Dietrich GENSCHER
Antonios SAMARAS
Francisco FERNÁNDEZ ORDÓÑEZ
Roland DUMAS
Gerard COLLINS
Gianni DE MICHELIS
Jacques F. POOS
Hans van den BROEK
João de Deus PINHEIRO
R.t. Hon. Douglas HURD
Philippe MAYSTADT
Anders FOGH RASMUSSEN
Theodor WAIGEL
Efthymios CHRISTODOULOU
Carlos SOLCHAGA CATALÁN
Pierre BÉRÉGOVOY
Bertie AHERN
Guido CARLI
Jean-Claude JUNCKER
Willem KOK
Jorge BRAGA de MACEDO
Hon. Francis MAUDE
SUMÁRIO
Página
I. Texto do Tratado
Preâmbulo
Parte I - Os princípios .......... 181
Parte II - A cidadania da União .......... 186
Parte III - As políticas da Comunidade .......... 187
TÍTULO I - A livre circulação de mercadorias .......... 187
Capítulo 1 - A união aduaneira .......... 188
Capítulo 2 - A proibição das restrições quantitativas entre os Estados-Membros 189
TÍTULO II - A agricultura .......... 190
TÍTULO III - A livre circulação de pessoas, de serviços e de capitais .......... 193
Capítulo 1 - Os trabalhadores .......... 193
Capítulo 2 - O direito de estabelecimento .......... 195
Capítulo 3 - Os serviços .......... 197
Capítulo 4 - Os capitais e os pagamentos .......... 199
TÍTULO IV - Vistos, asilo, imigração e outras políticas relativas à livre circulação de pessoas .......... 200
TÍTULO V - Os transportes .......... 205
TÍTULO VI - As regras comuns relativas à concorrência, à fiscalidade e à aproximação das legislações .......... 208
Capítulo 1 - As regras de concorrência .......... 208
Secção 1 - As regras aplicáveis às empresas .......... 208
Secção 2 - Os auxílios concedidos pelos Estados .......... 211
Capítulo 2 - Disposições fiscais .......... 212
Capítulo 3 - A aproximação das legislações .......... 213
TÍTULO VII - A política económica e monetária .......... 215
Capítulo 1 - A política económica .......... 215
Capítulo 2 - A política monetária .......... 220
Capítulo 3 - Disposições institucionais .......... 224
Capítulo 4 - Disposições transitórias .......... 227
TÍTULO VIII - Emprego .......... 235
TÍTULO IX - A política comercial comum .......... 237
TÍTULO X - A cooperação aduaneira .......... 238
TÍTULO XI - A política social, a educação, a formação profissional e a juventude 239
Capítulo 1 - Disposições sociais .......... 239
Capítulo 2 - O Fundo Social Europeu .......... 243
Capítulo 3 - A educação, a formação profissional e a juventude .......... 244
TÍTULO XII - A cultura .......... 245
TÍTULO XIII - A saúde pública .......... 246
TÍTULO XIV - A defesa dos consumidores .......... 247
TÍTULO XV - As redes transeuropeias .......... 248
TÍTULO XVI - A indústria .......... 249
TÍTULO XVII - A coesão económica e social .......... 250
TÍTULO XVIII - A investigação e o desenvolvimento tecnológico .......... 251
TÍTULO XIX - O ambiente .......... 254
TÍTULO XX - A cooperação para o desenvolvimento .......... 256
Parte IV - A associação dos países e territórios ultramarinos .......... 258
Parte V - As Instituições da Comunidade .......... 260
TÍTULO I - Disposições institucionais .......... 260
Capítulo 1 - As Instituições .......... 260
Secção 1 - O Parlamento Europeu .......... 260
Secção 2 - O Conselho .......... 264
Secção 3 - A Comissão .......... 266
Secção 4 - O Tribunal de Justiça .......... 269
Secção 5 - O Tribunal de Contas .......... 276
Capítulo 2 - Disposições comuns a várias Instituições .......... 278
Capítulo 3 - O Comité Económico e Social .......... 282
Capítulo 4 - O Comité das Regiões .......... 284
Capítulo 5 - Banco Europeu de Investimento .......... 286
TÍTULO II - Disposições financeiras .......... 287
Parte VI - Disposições gerais e finais .......... 293
Disposições finais .......... 302
Anexos
ANEXO I - Lista prevista no artigo 32º do Tratado .......... 303
ANEXO II - Países e territórios ultramarinos aos quais se aplicam as disposições da Parte IV do Tratado .......... 306
II. Protocolos (texto não reproduzido)
Nota: As remissões para artigos, Títulos e Secções do Tratado contidas nos Protocolos são adaptadas de acordo com o quadro
de correspondência constante do Anexo ao Tratado de Amesterdão.
Protocolos anexos ao Tratado da União Europeia e ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
- Protocolo (nº 2) que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia (1997)
- Protocolo (nº 3) relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 14º do Tratado que institui a Comunidade Europeia ao Reino Unido e à Irlanda (1997)
- Protocolo (nº 4) relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda (1997)
- Protocolo (nº 5) relativo à posição da Dinamarca (1997)
Protocolos anexos ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem a Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço e a Comunidade Europeia da Energia Atómica:
- Protocolo (nº 6) anexo ao Tratado da União Europeia e aos Tratados que instituem as Comunidades Europeias (1992)
- Protocolo (nº 7) relativo às Instituições na perspectiva do alargamento da União Europeia (1997)
- Protocolo (nº 8) relativo à localização das sedes das Instituições e de certos organismos e serviços das Comunidades Europeias e da Europol
(1997)
- Protocolo (nº 9) relativo ao papel dos Parlamentos nacionais na União Europeia (1997)
Protocolos anexos ao Tratado que institui a Comunidade Europeia:
- Protocolo (nº 10) relativo aos Estatutos do Banco Europeu de Investimento (1957)
- Protocolo (nº 11) relativo ao Estatuto do Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia (1957)
- Protocolo (nº 12) respeitante à Itália (1957)
- Protocolo (nº 13) relativo às mercadorias originárias e provenientes de certos países e que beneficiam de um regime especial aquando da
importação num dos Estados-Membros (1957)
- Protocolo (nº 14) relativo às importações na Comunidade Europeia de produtos petrolíferos refinados nas Antilhas neerlandesas (1962)
- Protocolo (nº 15) relativo ao regime especial aplicável à Gronelândia (1985)
- Protocolo (nº 16) relativo à aquisição de bens imóveis na Dinamarca (1992)
- Protocolo (nº 17) relativo ao artigo 141º do Tratado que institui a Comunidade Europeia (1992)
- Protocolo (nº 18) relativo aos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu (1992)
- Protocolo (nº 19) relativo aos Estatutos do Instituto Monetário Europeu (1992)
- Protocolo (nº 20) sobre o procedimento relativo aos défices excessivos (1992)
- Protocolo (nº 21) relativo aos critérios de convergência a que se refere o artigo 121º do Tratado que institui a Comunidade Europeia (1992)
- Protocolo (nº 22) respeitante à Dinamarca (1992)
- Protocolo (nº 23) respeitante a Portugal (1992)
- Protocolo (nº 24) relativo à passagem para a terceira fase da União Económica e Monetária (1992)
- Protocolo (nº 25) relativo a certas disposições relacionadas com o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte (1992)
- Protocolo (nº 26) relativo a certas disposições respeitantes à Dinamarca (1992)
- Protocolo (nº 27) respeitante à França (1992)
- Protocolo (nº 28) relativo à coesão económica e social (1992)
- Protocolo (nº 29) relativo ao direito de asilo de nacionais dos Estados-Membros da União Europeia (1997)
- Protocolo (nº 30) relativo à aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade (1997)
- Protocolo (nº 31) relativo às relações externas dos Estados-Membros no que respeita à passagem das fronteiras externas (1997)
- Protocolo (nº 32) relativo ao serviço público de radiodifusão nos Estados-Membros (1997)
- Protocolo (nº 33) relativo à protecção e ao bem-estar dos animais (1997)
Protocolos anexos aos Tratados que instituem a Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e a Comunidade
Europeia da Energia Atómica:
- Protocolo (nº 34) relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias (1965)
SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA, O PRESIDENTE
DA REPÚBLICA ITALIANA, SUA ALTEZA REAL A GRÃ-DUQUESA DO LUXEMBURGO, SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS (1),
DETERMINADOS a estabelecer os fundamentos de uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus,
DECIDIDOS a assegurar, mediante uma acção comum, o progresso económico e social dos seus países eliminando as barreiras que
dividem a Europa,
FIXANDO como objectivo essencial dos seus esforços a melhoria constante das condições de vida e de trabalho dos seus povos,
RECONHECENDO que a eliminação dos obstáculos existentes requer uma acção concertada tendo em vista garantir a estabilidade
na expansão económica, o equilíbrio nas trocas comerciais e a lealdade na concorrência,
PREOCUPADOS em reforçar a unidade das suas economias e assegurar o seu desenvolvimento harmonioso pela redução das desigualdades
entre as diversas regiões e do atraso das menos favorecidas,
DESEJOSOS de contribuir, mercê de uma política comercial comum, para a supressão progressiva das restrições ao comércio internacional,
PRETENDENDO confirmar a solidariedade que liga a Europa e os países ultramarinos, e desejando assegurar o desenvolvimento
da prosperidade destes, em conformidade com os princípios da Carta das Nações Unidas,
RESOLVIDOS a consolidar, pela união dos seus recursos, a defesa da paz e da liberdade e apelando para os outros povos da Europa
que partilham dos seus ideais para que se associem aos seus esforços,
DETERMINADOS a promover o desenvolvimento do mais elevado nível possível de conhecimentos dos seus povos, através de um amplo
acesso à educação, e da contínua actualização desses conhecimentos,
DECIDIRAM criar uma COMUNIDADE EUROPEIA e para esse efeito, designaram como plenipotenciários:
SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS:
Sr. Paul Henri SPAAK, Ministro dos Negócios Estrangeiros,
Barão J. Ch. SNOY ET D'OPPUERS, Secretário-Geral do Ministério dos Assuntos Económicos, chefe da delegação belga junto da
Conferência Intergovernamental,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA:
Sr. Doutor Konrad ADENAUER, Chanceler Federal,
Sr. Professor Doutor Walter HALLSTEIN, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA:
Sr. Christian PINEAU, Ministro dos Negócios Estrangeiros,
Sr. Maurice FAURE, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros,
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITALIANA:
Sr. Antonio SEGNI, Presidente do Conselho de Ministros,
Sr. Professor Gaetano MARTINO, Ministro dos Negócios Estrangeiros,
SUA ALTEZA REAL A GRÃ-DUQUESA DO LUXEMBURGO:
Sr. Joseph BECH, Chefe do Governo, Ministro dos Negócios Estrangeiros,
Sr. Lambert SCHAUS, Embaixador, chefe da delegação luxemburguesa junto da Conferência Intergovernamental,
SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS:
Sr. Joseph LUNS, Ministro dos Negócios Estrangeiros,
Sr. J. LINTHORST HOMAN, chefe da delegação neerlandesa junto da Conferência Intergovernamental
OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma, acordaram no seguinte:
Pelo presente Tratado, as ALTAS PARTES CONTRATANTES instituem entre si uma COMUNIDADE EUROPEIA.
A Comunidade tem como missão, através da criação de um mercado comum e de uma união económica e monetária e da aplicação das
políticas ou acções comuns a que se referem os artigos 3º e 4º, promover, em toda a Comunidade, o desenvolvimento harmonioso, equilibrado e sustentável das actividades económicas, um elevado
nível de emprego e de protecção social, a igualdade entre homens e mulheres, um crescimento sustentável e não inflacionista,
um alto grau de competitividade e de convergência dos comportamentos das economias, um elevado nível de protecção e de melhoria
da qualidade do ambiente, o aumento do nível e da qualidade de vida, a coesão económica e social e a solidariedade entre os
Estados-Membros.
1. Para alcançar os fins enunciados no artigo 2º, a acção da Comunidade implica, nos termos do disposto e segundo o calendário previsto no presente Tratado:
a) A proibição entre os Estados-Membros, dos direitos aduaneiros e das restrições quantitativas à entrada e à saída de mercadorias,
bem como de quaisquer outras medidas de efeito equivalente.
b) Uma política comercial comum.
c) Um mercado interno caracterizado pela abolição, entre os Estados-Membros, dos obstáculos à livre circulação de mercadorias,
de pessoas, de serviços e de capitais.
d) Medidas relativas à entrada e circulação de pessoas de acordo com o disposto no Título IV.
e) Uma política comum no domínio da agricultura e das pescas.
f) Uma política comum no domínio dos transportes.
g) Um regime que garanta que a concorrência não seja falseada no mercado interno.
h) A aproximação das legislações dos Estados-Membros na medida do necessário para o funcionamento do mercado comum.
i) A promoção de uma coordenação entre as políticas de emprego dos Estados-Membros, com o objectivo de reforçar a sua eficácia,
mediante a elaboração de uma estratégia coordenada em matéria de emprego.
j) Uma política social que inclui um Fundo Social Europeu.
k) O reforço da coesão económica e social.
l) Uma política no domínio do ambiente.
m) O reforço da capacidade concorrencial da indústria da Comunidade.
n) A promoção da investigação e do desenvolvimento tecnológico.
o) O incentivo à criação e ao desenvolvimento de redes transeuropeias.
p) Uma contribuição para a realização de um elevado nível de protecção da saúde.
q) Uma contribuição para um ensino e uma formação de qualidade, bem como para o desenvolvimento das culturas dos Estados-Membros.
r) Uma política no domínio da cooperação para o desenvolvimento.
s) A associação dos países e territórios ultramarinos tendo por objectivo incrementar as trocas comerciais e prosseguir em
comum o esforço de desenvolvimento económico e social.
t) Uma contribuição para o reforço da defesa dos consumidores.
u) Medidas nos domínios da energia, da protecção civil e do turismo.
2. Na realização de todas as acções previstas no presente artigo, a Comunidade terá por objectivo eliminar as desigualdades
e promover a igualdade entre homens e mulheres.
Artigo 4º (ex-artigo 3º-A)
1. Para alcançar os fins enunciados no artigo 2º, a acção dos Estados-Membros e da Comunidade implica, nos termos do disposto e segundo o calendário previsto no presente
Tratado, a adopção de uma política económica baseada na estreita coordenação das políticas económicas dos Estados-Membros,
no mercado interno e na definição de objectivos comuns, e conduzida de acordo com o princípio de uma economia de mercado aberto
e de livre concorrência.
2. Paralelamente, nos termos do disposto e segundo o calendário e os procedimentos previstos no presente Tratado, essa acção
implica a fixação irrevogável das taxas de câmbio conducente à criação de uma moeda única, o ecu, e a definição e condução
de uma política monetária e de uma política cambial únicas, cujo objectivo primordial é a manutenção da estabilidade dos preços
e, sem prejuízo desse objectivo, o apoio às políticas económicas gerais na Comunidade, de acordo com o princípio de uma economia
de mercado aberto e de livre concorrência.
3. Essa acção dos Estados-Membros e da Comunidade implica a observância dos seguintes princípios orientadores: preços estáveis,
finanças públicas e condições monetárias sólidas e balança de pagamentos sustentável.
Artigo 5º (ex-artigo 3º-B)
A Comunidade actuará nos limites das atribuições que lhe são conferidas e dos objectivos que lhe são cometidos pelos do presente
Tratado.
Nos domínios que não sejam das suas atribuições exclusivas, a Comunidade intervém apenas, de acordo com o princípio da subsidiariedade,
se e na medida em que os objectivos da acção encarada não possam ser suficientemente realizados pelos Estados-Membros, e possam
pois, devido à dimensão ou aos efeitos da acção prevista, ser melhor alcançados ao nível comunitário.
A acção da Comunidade não deve exceder o necessário para atingir os objectivos do presente Tratado.
Artigo 6º (ex-artigo 3º-C)
As exigências em matéria de protecção do ambiente devem ser integradas na definição e execução das políticas e acções da Comunidade
previstas no artigo 3º, em especial com o objectivo de promover um desenvolvimento sustentável.
1. A realização das tarefas confiadas à Comunidade é assegurada por:
- um PARLAMENTO EUROPEU;
- um CONSELHO;
- uma COMISSÃO;
- um TRIBUNAL DE JUSTIÇA;
- um TRIBUNAL DE CONTAS.
Cada Instituição actua nos limites das atribuições e competências que lhe são conferidas pelo presente Tratado.
2. O Conselho e a Comissão são assistidos por um Comité Económico e Social e por um Comité das Regiões, com funções consultivas.
Artigo 8º (ex-artigo 4º-A)
São instituídos, de acordo com os procedimentos previstos no presente Tratado, um Sistema Europeu de Bancos Centrais, adiante
designado por «SEBC», e um Banco Central Europeu, adiante designado por «BCE», os quais actuarão nos limites das atribuições que lhes são conferidas pelo presente Tratado e pelos Estatutos do SEBC e
do BCE, adiante designados por «Estatutos do SEBC», que lhe vêm anexos.
Artigo 9º (ex-artigo 4º-B)
É instituído um Banco Europeu de Investimento, que actuará nos limites das atribuições que lhe são conferidas pelo presente
Tratado e pelos Estatutos que lhe vêm anexos.
Artigo 10º (ex-artigo 5º)
Os Estados-Membros tomarão todas as medidas gerais ou especiais capazes de assegurar o cumprimento das obrigações decorrentes
do presente Tratado ou resultantes de actos das instituições da Comunidade. Os Estados-Membros facilitarão à Comunidade o
cumprimento da sua missão.
Os Estados-Membros abster-se-ão de tomar quaisquer medidas susceptíveis de pôr em perigo a realização dos objectivos do presente
Tratado.
Artigo 11º (ex-artigo 5º-A)
1. Os Estados-Membros que se proponham instituir entre si uma cooperação reforçada podem ser autorizados, sob reserva do disposto
nos artigos 43º e 44º do Tratado da União Europeia, a recorrer às Instituições, processos e mecanismos previstos no presente Tratado, desde que
a cooperação prevista:
a) Não incida em domínios da competência exclusiva da Comunidade;
b) Não afecte as políticas, acções ou programas da Comunidade;
c) Não diga respeito à cidadania da União, nem estabeleça discriminações entre os nacionais dos Estados-Membros;
d) Permaneça nos limites das competências atribuídas à Comunidade pelo presente Tratado; e
e) Não constitua uma discriminação ou uma restrição ao comércio entre Estados-Membros, nem provoque qualquer distorção das
condições de concorrência entre estes últimos.
2. A autorização prevista no nº 1 será concedida pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento
Europeu.
Se um membro do Conselho declarar que, por importantes e expressas razões de política nacional, tenciona opor-se à concessão
de uma autorização por maioria qualificada, não se procederá a votação. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode
solicitar que a questão seja submetida ao Conselho Europeu, a fim de ser tomada uma decisão por unanimidade.
Os Estados-Membros que se proponham instituir a cooperação reforçada a que se refere o nº 1 podem dirigir um pedido nesse sentido à Comissão, que pode apresentar ao Conselho uma proposta para o efeito. Caso não
apresente uma proposta, a Comissão informará os referidos Estados-Membros das razões que a motivaram.
3. Qualquer Estado-Membro que deseje participar na cooperação instituída nos termos do presente artigo notificará a sua intenção
ao Conselho e à Comissão, a qual apresentará um parecer ao Conselho no prazo de três meses a contar da data de recepção da
notificação. No prazo de quatro meses a contar da data da notificação, a Comissão tomará uma decisão sobre esta, bem como
sobre medidas específicas que considere necessárias.
4. Os actos e decisões necessários para a execução das acções de cooperação ficam sujeitos a todas as disposições pertinentes
do presente Tratado, salvo disposição em contrário do presente artigo e dos artigos 43º e 44º do Tratado da União Europeia.
5. O presente artigo não prejudica o disposto no Protocolo que integra o acervo de Schengen no âmbito da União Europeia.
Artigo 12º (ex-artigo 6º)
No âmbito de aplicação do presente Tratado, e sem prejuízo das suas disposições especiais, é proibida toda e qualquer discriminação
em razão da nacionalidade.
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, pode adoptar normas destinadas a proibir essa discriminação.
Artigo 13º (ex-artigo 6º-A)
Sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado e dentro dos limites das competências que este confere à Comunidade,
o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, pode tomar as medidas
necessárias para combater a discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade
ou orientação sexual.
Artigo 14º (ex-artigo 7º-A)
1. A Comunidade adoptará as medidas destinadas a estabelecer progressivamente o mercado interno durante um período que termina
em 31 de Dezembro de 1992, nos termos do disposto no presente artigo, nos artigos 15º e 26º, no nº 2 do artigo 47º, nos artigos 49º, 80º, 93º e 95º e sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado.
2. O mercado interno compreende um espaço sem fronteiras internas no qual a livre circulação das mercadorias, das pessoas,
dos serviços e dos capitais é assegurada de acordo com as disposições do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, definirá as orientações e condições necessárias
para assegurar um progresso equilibrado no conjunto dos sectores abrangidos.
Artigo 15º (ex-artigo 7º-C)
Aquando da formulação das suas propostas destinadas a realizar os objectivos enunciados no artigo 14º, a Comissão terá em conta a amplitude do esforço que certas economias que apresentam diferenças de desenvolvimento devem
suportar durante o período de estabelecimento do mercado interno e pode propor as disposições adequadas.
Se estas disposições tomarem a forma de derrogações, devem ter carácter temporário e implicar o mínimo possível de perturbações
no funcionamento do mercado comum.
Artigo 16º (ex-artigo 7º-D)
Sem prejuízo do disposto nos artigos 73º, 86º e 87º, e atendendo à posição que os serviços de interesse económico geral ocupam no conjunto dos valores comuns da União e ao papel
que desempenham na promoção da coesão social e territorial, a Comunidade e os seus Estados-Membros, dentro do limite das respectivas
competências e no âmbito de aplicação do presente Tratado, zelarão por que esses serviços funcionem com base em princípios
e em condições que lhes permitam cumprir as suas missões.
PARTE II
A CIDADANIA DA UNIÃO
Artigo 17º (ex-artigo 8º)
1. É instituída a cidadania da União. É cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro. A
cidadania da União é complementar da cidadania nacional e não a substitui.
2. Os cidadãos da União gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres previstos no presente Tratado.
Artigo 18º (ex-artigo 8º-A)
1. Qualquer cidadão da União goza do direito de circular e permanecer livremente no território dos Estados-Membros, sem prejuízo
das limitações e condições previstas no presente Tratado e nas disposições adoptadas em sua aplicação.
2. O Conselho pode adoptar disposições destinadas a facilitar o exercício dos direitos a que se refere o número anterior;
salvo disposição em contrário do presente Tratado, o Conselho delibera nos termos do artigo 251º. O Conselho delibera por unanimidade em todo o processo previsto nesse artigo.
Artigo 19º (ex-artigo 8º-B)
1. Qualquer cidadão da União residente num Estado-Membro que não seja o da sua nacionalidade goza do direito de eleger e de
ser eleito nas eleições municipais do Estado-Membro de residência, nas mesmas condições que os nacionais desse Estado. Esse
direito será exercido sem prejuízo das modalidades adoptadas pelo Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão,
e após consulta do Parlamento Europeu; essas regras podem prever disposições derrogatórias, sempre que problemas específicos
de um Estado-Membro o justifiquem.
2. Sem prejuízo do disposto no nº 4 do artigo 190º e das disposições adoptadas em sua aplicação, qualquer cidadão da União residente num Estado-Membro que não seja o da sua
nacionalidade, goza do direito de eleger e de ser eleito nas eleições para o Parlamento Europeu no Estado-Membro de residência,
nas mesmas condições que os nacionais desse Estado. Esse direito será exercido sem prejuízo das modalidades adoptadas pelo
Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu; essas regras podem
prever disposições derrogatórias, sempre que problemas específicos de um Estado-Membro o justifiquem.
Artigo 20º (ex-artigo 8º-C)
Qualquer cidadão da União beneficia, no território de países terceiros em que o Estado-Membro de que é nacional não se encontre
representado, de protecção por parte das autoridades diplomáticas e consulares de qualquer Estado-Membro, nas mesmas condições
que os nacionais desse Estado. Os Estados-Membros estabelecem entre si as regras necessárias e encetam as negociações internacionais
requeridas para garantir essa protecção.
Artigo 21º (ex-artigo 8º-D)
Qualquer cidadão da União goza do direito de petição ao Parlamento Europeu, nos termos do disposto no artigo 194º
Qualquer cidadão da União pode dirigir-se ao Provedor de Justiça instituído nos termos do disposto no artigo 195º
Qualquer cidadão da União pode dirigir-se por escrito a qualquer das Instituições ou órgãos a que se refere o presente artigo
ou o artigo 7º numa das línguas previstas no artigo 314º e obter uma resposta redigida na mesma língua.
Artigo 22º (ex-artigo 8º-E)
A Comissão apresentará ao Parlamento Europeu, ao Conselho e ao Comité Económico e Social, de três em três anos, um relatório
sobre a aplicação das disposições da presente Parte. Esse relatório terá em conta o desenvolvimento da União.
Com base nesses relatórios, e sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado, o Conselho, deliberando por unanimidade,
sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu, pode aprovar disposições destinadas a aprofundar os direitos
previstos na presente Parte, cuja adopção recomendará aos Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.
PARTE III
AS POLÍTICAS DA COMUNIDADE
TÍTULO I
A LIVRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS
Artigo 23º (ex-artigo 9º)
1. A Comunidade assenta numa união aduaneira que abrange a totalidade do comércio de mercadorias e implica a proibição, entre
os Estados-Membros, de direitos aduaneiros de importação e de exportação e de quaisquer encargos de efeito equivalente, bem
como a adopção de uma pauta aduaneira comum nas suas relações com países terceiros.
2. O disposto no artigo 25º e no Capítulo 2 do presente Título é aplicável tanto aos produtos originários dos Estados-Membros, como aos produtos provenientes
de países terceiros que se encontrem em livre prática nos Estados-Membros.
Artigo 24º (ex-artigo 10º)
Consideram-se em livre prática num Estado-Membro os produtos provenientes de países terceiros em relação aos quais se tenham
cumprido as formalidades de importação e cobrado os direitos aduaneiros ou encargos de efeito equivalente exigíveis nesse
Estado-Membro, e que não tenham beneficiado de draubaque total ou parcial desses direitos ou encargos.
Capítulo 1
A união aduaneira
Artigo 25º (ex-artigo 12º)
São proibidos entre os Estados-Membros os direitos aduaneiros de importação e de exportação ou os encargos de efeito equivalente.
Esta proibição é igualmente aplicável aos direitos aduaneiros de natureza fiscal.
Artigo 26º (ex-artigo 28º)
Os direitos da pauta aduaneira comum são fixados pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão.
Artigo 27º (ex-artigo 29º)
No exercício das funções que lhe são confiadas no presente capítulo, a Comissão orientar-se-á:
a) Pela necessidade de promover as trocas comerciais entre os Estados-Membros e países terceiros.
b) Pela evolução das condições de concorrência na Comunidade, desde que essa evolução tenha por efeito aumentar a competitividade
das empresas.
c) Pelas necessidades de abastecimento da Comunidade em matérias-primas e produtos semiacabados cuidando que se não falseiem,
entre os Estados-Membros, as condições de concorrência relativas a produtos acabados.
d) Pela necessidade de evitar perturbações graves na vida económica dos Estados-Membros e de assegurar o desenvolvimento racional
da produção e a expansão do consumo na Comunidade.
Capítulo 2
A proibição das restrições quantitativas entre os Estados-Membros
Artigo 28º (ex-artigo 30º)
São proibidas, entre os Estados-Membros, as restrições quantitativas à importação, bem como todas as medidas de efeito equivalente.
Artigo 29º (ex-artigo 34º)
São proibidas, entre os Estados-Membros, as restrições quantitativas à exportação, bem como todas as medidas de efeito equivalente.
Artigo 30º (ex-artigo 36º)
As disposições dos artigos 28º e 29º são aplicáveis sem prejuízo das proibições ou restrições à importação, exportação ou trânsito justificadas por razões de
moralidade pública, ordem pública e segurança pública; de protecção da saúde e da vida das pessoas e animais ou de preservação
das plantas; de protecção do património nacional de valor artístico, histórico ou arqueológico; ou de protecção da propriedade
industrial e comercial. Todavia, tais proibições ou restrições não devem constituir nem um meio de discriminação arbitrária
nem qualquer restrição dissimulada ao comércio entre os Estados-Membros.
Artigo 31º (ex-artigo 37º)
1. Os Estados-Membros adaptarão os monopólios nacionais de natureza comercial, de modo a que esteja assegurada a exclusão
de toda e qualquer discriminação entre nacionais dos Estados-Membros, quanto às condições de abastecimento e de comercialização.
O disposto no presente artigo é aplicável a qualquer organismo através do qual um Estado-Membro, de jure ou de facto, controle,
dirija ou influencie sensivelmente, directa ou indirectamente, as importações ou as exportações entre os Estados-Membros.
Estas disposições são igualmente aplicáveis aos monopólios delegados pelo Estado.
2. Os Estados-Membros abster-se-ão de tomar qualquer nova medida, que seja contrária aos princípios enunciados no nº 1, ou que restrinja o âmbito da aplicação dos artigos relativos à proibição dos direitos aduaneiros e das restrições quantitativas
entre os Estados-Membros.
3. No caso de um monopólio de natureza comercial comportar regulamentação destinada a facilitar o escoamento ou a valorização
de produtos agrícolas, devem ser tomadas medidas para assegurar, na aplicação do disposto no presente artigo, garantias equivalentes
para o emprego e nível de vida dos produtores interessados.
Artigo 32º (ex-artigo 38º)
1. O mercado comum abrange a agricultura e o comércio de produtos agrícolas. Por «produtos agrícolas» entendem-se os produtos do solo, da pecuária e da pesca, bem como os produtos do primeiro estádio de transformação que estejam
em relação directa com estes produtos.
2. As regras previstas para o estabelecimento do mercado comum são aplicáveis aos produtos agrícolas, salvo disposição em
contrário dos artigos 33º a 38º inclusive.
3. Os produtos abrangidos pelo disposto nos artigos 33º a 38º inclusive, são enumerados na lista constante do Anexo I do presente Tratado.
4. O funcionamento e o desenvolvimento do mercado comum para os produtos agrícolas devem ser acompanhados da adopção de uma
Política Agrícola Comum.
Artigo 33º (ex-artigo 39º)
1. A Política Agrícola Comum tem como objectivos:
a) Incrementar a produtividade da agricultura, fomentando o progresso técnico, assegurando o desenvolvimento racional da produção
agrícola e a utilização óptima dos factores de produção, designadamente da mão-de-obra.
b) Assegurar, deste modo, um nível de vida equitativo à população agrícola, designadamente pelo aumento do rendimento individual
dos que trabalham na agricultura.
c) Estabilizar os mercados.
d) Garantir a segurança dos abastecimentos.
e) Assegurar preços razoáveis nos fornecimentos aos consumidores.
2. Na elaboração da Política Agrícola Comum e dos métodos especiais que ela possa implicar, tomar-se-á em consideração:
a) A natureza particular da actividade agrícola decorrente da estrutura social da agricultura e das disparidades estruturais
e naturais entre as diversas regiões agrícolas.
b) A necessidade de efectuar gradualmente as adaptações adequadas.
c) O facto de a agricultura constituir, nos Estados-Membros, um sector intimamente ligado ao conjunto da economia.
Artigo 34º (ex-artigo 40º)
1. A fim de atingir os objectivos definidos no artigo 33º, é criada uma organização comum dos mercados agrícolas.
Segundo os produtos, esta organização assumirá uma das formas seguintes:
a) Regras comuns em matéria de concorrência.
b) Uma coordenação obrigatória das diversas organizações nacionais de mercado.
c) Uma organização europeia de mercado.
2. A organização comum, sob uma das formas previstas no nº 1, pode abranger todas as medidas necessárias para atingir os objectivos definidos no artigo 33º, designadamente: regulamentações dos preços; subvenções tanto à produção como à comercialização dos diversos produtos; medidas
de armazenamento e de reporte; e mecanismos comuns de estabilização das importações ou das exportações.
A organização comum deve limitar-se a prosseguir os objectivos definidos no artigo 33º e deve excluir toda e qualquer discriminação entre produtores ou consumidores da Comunidade.
Uma eventual política comum de preços deve assentar em critérios comuns e em métodos de cálculo uniformes.
3. A fim de permitir que a organização comum referida no nº 1 atinja os seus objectivos, podem ser criados um ou mais fundos agrícolas de orientação e garantia.
Artigo 35º (ex-artigo 41º)
Tendo em vista alcançar os objectivos definidos no artigo 33º, pode prever-se, no âmbito da Política Agrícola Comum, nomeadamente:
a) Uma coordenação eficaz dos esforços empreendidos nos domínios da formação profissional, da investigação e da divulgação
da agronomia, que pode incluir projectos ou instituições financiados em comum.
b) Acções comuns destinadas a promover o consumo de certos produtos.
Artigo 36º (ex-artigo 42º)
As disposições da capítulo relativo às regras de concorrência só são aplicáveis à produção e ao comércio dos produtos agrícolas,
na medida em que tal seja determinado pelo Conselho, no âmbito do disposto nos nºs 2 e 3 do artigo 37º e em conformidade com o processo aí previsto, tendo em conta os objectivos definidos no artigo 33º
O Conselho pode, nomeadamente, autorizar a concessão de auxílios:
a) Para a protecção de explorações em situação desfavorável devido a condições estruturais ou naturais.
b) No âmbito de programas de desenvolvimento económico.
Artigo 37º (ex-artigo 43º)
1. A fim de traçar as linhas directrizes de uma política agrícola comum, a Comissão convocará, logo após a entrada em vigor
do presente Tratado, uma conferência dos Estados-Membros para proceder à comparação das suas políticas agrícolas, efectuando,
nomeadamente, o balanço dos seus recursos e necessidades.
2. A Comissão, tomando em consideração os trabalhos da conferência prevista no nº 1, após consulta do Comité Económico e Social, apresentará, no prazo de dois anos a contar da data da entrada em vigor do
presente Tratado, propostas relativas à elaboração e execução da Política Agrícola Comum, incluindo a substituição das organizações
nacionais por uma das formas de organização comum previstas no nº 1 do artigo 34º e a execução das medidas especificadas no presente Título.
Tais propostas devem ter em conta a interdependência das questões agrícolas mencionadas no presente Título.
O Conselho, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu, deliberando por maioria qualificada, adoptará
regulamentos ou directivas, ou tomará decisões, sem prejuízo das recomendações que possa formular.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode substituir, nas condições previstas no número anterior, as organizações
nacionais de mercado pela organização comum prevista no nº 1 do artigo 34º:
a) Se a organização comum oferecer aos Estados-Membros, que sejam contrários a esta medida e que disponham eles próprios de
uma organização nacional para a produção em causa, garantias equivalentes quanto ao emprego e ao nível de vida dos produtores
interessados, tomando em consideração o ritmo das adaptações possíveis e das especializações necessárias; e
b) Se essa organização assegurar às trocas comerciais na Comunidade condições análogas às que existem num mercado nacional.
4. Se for criada uma organização comum para certas matérias-primas, sem que exista ainda uma organização comum para os correspondentes
produtos transformados, essas matérias-primas, quando utilizadas em produtos transformados destinados à exportação para países
terceiros, podem ser importadas do exterior da Comunidade.
Artigo 38º (ex-artigo 46º)
Quando, em qualquer Estado-Membro, um produto for submetido a uma organização nacional de mercado ou a outra regulamentação
interna de efeito equivalente que afecte a concorrência de produção similar noutro Estado-Membro, será aplicado pelos Estados-Membros
um direito de compensação à entrada desse produto proveniente do Estado-Membro em que tal organização ou regulamentação exista,
a menos que esse Estado aplique um direito de compensação à saída do referido produto.
A Comissão fixará o montante desses direitos, na medida em que tal for necessário para restabelecer o equilíbrio; a Comissão
pode igualmente autorizar o recurso a outras medidas, de que fixará as condições e modalidades.
TÍTULO III
A LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS, DE SERVIÇOS E DE CAPITAIS
Capítulo 1
Os trabalhadores
Artigo 39º (ex-artigo 48º)
1. A livre circulação dos trabalhadores fica assegurada na Comunidade.
2. A livre circulação dos trabalhadores implica a abolição de toda e qualquer discriminação em razão da nacionalidade, entre
os trabalhadores dos Estados-Membros, no que diz respeito ao emprego, à remuneração e demais condições de trabalho.
3. A livre circulação dos trabalhadores compreende, sem prejuízo das limitações justificadas por razões de ordem pública,
segurança pública e saúde pública, o direito de:
a) Responder a ofertas de emprego efectivamente feitas.
b) Deslocar-se livremente, para o efeito, no território dos Estados-Membros.
c) Residir num dos Estados-Membros a fim de nele exercer uma actividade laboral, em conformidade com as disposições legislativas,
regulamentares e administrativas que regem o emprego dos trabalhadores nacionais.
d) Permanecer no território de um Estado-Membro depois de nele ter exercido uma actividade laboral, nas condições que serão
objecto de regulamentos de execução a estabelecer pela Comissão.
4. O disposto no presente artigo não é aplicável aos empregos na administração pública.
Artigo 40º (ex-artigo 49º)
O Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 251º e após consulta do Comité Económico e Social, tomará, por meio de directivas ou de regulamentos, as medidas necessárias à
realização da livre circulação dos trabalhadores, tal como se encontra definida no artigo anterior, designadamente:
a) Assegurando uma colaboração estreita entre os serviços nacionais de emprego.
b) Eliminando, tanto por procedimentos e práticas administrativas, como os prazos de acesso aos empregos disponíveis, decorrentes,
quer da legislação nacional, quer de acordos anteriormente concluídos entre os Estados-Membros, cuja manutenção constitua
obstáculo à liberalização dos movimentos dos trabalhadores.
c) Eliminando, todos os prazos e outras restrições previstas, quer na legislação nacional quer em acordos anteriormente concluídos
entre os Estados-Membros, que imponham aos trabalhadores dos outros Estados-Membros condições diferentes das que se aplicam
aos trabalhadores nacionais quanto à livre escolha de um emprego.
d) Criando mecanismos adequados a pôr em contacto as ofertas e pedidos de emprego e a facilitar o seu equilíbrio em condições
tais que excluam riscos graves para o nível de vida e de emprego nas diversas regiões e indústrias.
Artigo 41º (ex-artigo 50º)
Os Estados-Membros devem fomentar, no âmbito de um programa comum, o intercâmbio de jovens trabalhadores.
Artigo 42º (ex-artigo 51º)
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, tomará, no domínio da segurança social, as medidas necessárias ao estabelecimento da livre circulação dos trabalhadores,
instituindo, designadamente, um sistema que assegure aos trabalhadores migrantes e às pessoas que deles dependam:
a) A totalização de todos os períodos tomados em consideração pelas diversas legislações nacionais, tanto para fins de aquisição
e manutenção do direito às prestações, como para o cálculo destas;
b) O pagamento das prestações aos residentes nos territórios dos Estados-Membros.
O Conselho delibera por unanimidade em todo o processo previsto no artigo 251º
Capítulo 2
O direito de estabelecimento
Artigo 43º (ex-artigo 52º)
No âmbito das disposições seguintes, são proibidas as restrições à liberdade de estabelecimento dos nacionais de um Estado-Membro
no território de outro Estado-Membro. Esta proibição abrangerá igualmente as restrições à constituição de agências, sucursais
ou filiais pelos nacionais de um Estado-Membro estabelecidos no território de outro Estado-Membro.
A liberdade de estabelecimento compreende tanto o acesso às actividades não assalariadas e o seu exercício, como a constituição
e a gestão de empresas e designadamente de sociedades, na acepção do segundo parágrafo do artigo 48º, nas condições definidas na legislação do país de estabelecimento para os seus próprios nacionais, sem prejuízo do disposto
no Capítulo relativo aos capitais.
Artigo 44º (ex-artigo 54º)
1. Para realizar a liberdade de estabelecimento numa determinada actividade, o Conselho, deliberando de acordo com o procedimento
previsto no artigo 251º, e após consulta do Comité Económico e Social, adoptará directivas.
2. O Conselho e a Comissão exercerão as funções que lhes são confiadas nos termos das disposições anteriores, designadamente:
a) Dando prioridade, em geral, às actividades em que a liberdade de estabelecimento constitua uma contribuição particularmente
útil para o desenvolvimento da produção e das trocas comerciais.
b) Assegurando uma colaboração estreita entre os serviços nacionais competentes tendo em vista conhecer as situações especiais,
na Comunidade, das diversas actividades em causa.
c) Eliminando os procedimentos e práticas administrativas decorrentes, quer da legislação nacional quer de acordos anteriormente
concluídos entre os Estados-Membros, cuja manutenção constitua obstáculo à liberdade de estabelecimento.
d) Velando por que os trabalhadores assalariados de um dos Estados-Membros, empregados no território de outro Estado-Membro,
possam permanecer nesse território, para nele exercerem uma actividade não assalariada, desde que satisfaçam as condições
que lhes seriam exigidas se chegassem a esse Estado no momento em que pretendem ter acesso a essa actividade.
e) Tornando possível a aquisição e exploração de propriedades fundiárias, situadas no território de um Estado-Membro, por
um nacional de outro Estado-Membro, na medida em que não sejam lesados os princípios estabelecidos no nº 2 do artigo 33º
f) Aplicando a supressão gradual das restrições à liberdade de estabelecimento em todos os ramos de actividade considerados,
por um lado, quanto às condições de constituição de agências, sucursais ou filiais no território de um Estado-Membro e, por
outro, quanto às condições que regulam a admissão de pessoal do estabelecimento principal nos órgãos de gestão ou de fiscalização
daquelas.
g) Coordenando as garantias que, para protecção dos interesses dos sócios e de terceiros, são exigidas nos Estados-Membros
às sociedades, na acepção do segundo parágrafo do artigo 48º, na medida em que tal seja necessário, e a fim de tornar equivalentes essas garantias.
h) Certificando-se de que as condições de estabelecimento não sejam falseadas pelos auxílios concedidos pelos Estados-Membros.
Artigo 45º (ex-artigo 55º)
As disposições do presente capítulo não são aplicáveis às actividades que, num Estado-Membro, estejam ligadas, mesmo ocasionalmente,
ao exercício da autoridade pública.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode determinar que as disposições do presente
capítulo não são aplicáveis a certas actividades.
Artigo 46º (ex-artigo 56º)
1. As disposições do presente capítulo e as medidas tomadas em sua execução não prejudicam a aplicabilidade das disposições
legislativas, regulamentares e administrativas, que prevejam um regime especial para os estrangeiros e sejam justificadas
por razões de ordem pública, segurança pública e saúde pública.
2. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, adoptará directivas para a coordenação das citadas disposições.
Artigo 47º (ex-artigo 57º)
1. A fim de facilitar o acesso às actividades não assalariadas e ao seu exercício, o Conselho deliberando de acordo com o
procedimento previsto no artigo 251º, adoptará directivas que visem o reconhecimento mútuo de diplomas, certificados ou outros títulos.
2. Para o mesmo fim, o Conselho adoptará, nos termos do artigo 251º, directivas que visem coordenar as disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros respeitantes
ao acesso às actividades não assalariadas e ao seu exercício. O Conselho, deliberando por unanimidade em todo o processo previsto
no artigo 251º, decidirá sobre as directivas cuja execução implique, num Estado-Membro pelo menos, uma alteração dos princípios legislativos
existentes do regime das profissões, no que respeita à formação e às condições de acesso de pessoas singulares. Nos outros
casos, o Conselho delibera por maioria qualificada.
3. No que diz respeito às profissões médicas, paramédicas e farmacêuticas, a eliminação progressiva das restrições dependerá
da coordenação das respectivas condições de exercício nos diversos Estados-Membros.
Artigo 48º (ex-artigo 58º)
As sociedades constituídas em conformidade com a legislação de um Estado-Membro e que tenham a sua sede social, administração
central ou estabelecimento principal na Comunidade são, para efeitos do disposto no presente Capítulo, equiparadas às pessoas
singulares, nacionais dos Estados-Membros.
Por «sociedades» entendem-se as sociedades de direito civil ou comercial, incluindo as sociedades cooperativas, e as outras pessoas colectivas
de direito público ou privado, com excepção das que não prossigam fins lucrativos.
Artigo 49º (ex-artigo 59º)
No âmbito das disposições seguintes, as restrições à livre prestação de serviços na Comunidade serão proibidas em relação
aos nacionais dos Estados-Membros estabelecidos num Estado da Comunidade que não seja o do destinatário da prestação.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode determinar que as disposições do presente
capítulo são extensivas aos prestadores de serviços nacionais de um Estado terceiro e estabelecidos na Comunidade.
Artigo 50º (ex-artigo 60º)
Para efeitos do disposto no presente Tratado, consideram-se «serviços» as prestações realizadas normalmente mediante remuneração, na medida em que não sejam reguladas pelas disposições relativas
à livre circulação de mercadorias, de capitais e de pessoas.
Os serviços compreendem designadamente:
a) Actividades de natureza industrial.
b) Actividades de natureza comercial.
c) Actividades artesanais.
d) Actividades das profissões liberais.
Sem prejuízo do disposto no capítulo relativo ao direito de estabelecimento, o prestador de serviços pode, para a execução
da prestação, exercer, a título temporário, a sua actividade no Estado onde a prestação é realizada, nas mesmas condições
que esse Estado impõe aos seus próprios nacionais.
Artigo 51º (ex-artigo 61º)
1. A livre prestação de serviços em matéria de transportes é regulada pelas disposições constantes do título relativo aos
transportes.
2. A liberalização dos serviços bancários e de seguros ligados a movimentos de capitais deve efectuar-se de harmonia com a
liberalização da circulação dos capitais.
Artigo 52º (ex-artigo 63º)
1. Para realizar a liberalização de um determinado serviço, o Conselho, sob proposta da Comissão, e após consulta do Comité
Económico e Social e do Parlamento Europeu adoptará directivas, por maioria qualificada.
2. As directivas a que se refere o nº 1 contemplarão, em geral, prioritariamente os serviços que influem de modo directo nos custos de produção, ou cuja liberalização
contribua para fomentar as trocas comerciais de mercadorias.
Artigo 53º (ex-artigo 64º)
Os Estados-Membros declaram-se dispostos a proceder à liberalização dos serviços para além do que é exigido por força das
directivas adoptadas em execução do nº 1 do artigo 52º, caso a sua situação económica geral e a situação do sector em causa lho permitirem.
Para o efeito, a Comissão dirigirá recomendações aos Estados-Membros em causa.
Artigo 54º (ex-artigo 65º)
Enquanto não forem suprimidas as restrições à livre prestação de serviços, cada Estado-Membro aplicá-las-á, sem qualquer distinção
em razão da nacionalidade ou da residência, a todos os prestadores de serviços referidos no primeiro parágrafo do artigo 49º
Artigo 55º (ex-artigo 66º)
As disposições dos artigos 45º a 48º, inclusive, são aplicáveis à matéria regulada no presente Capítulo.
Capítulo 4
Os capitais e os pagamentos
Artigo 56º (ex-artigo 73º-B)
1. No âmbito das disposições do presente Capítulo, são proibidas todas as restrições aos movimentos de capitais entre Estados-Membros
e entre Estados-Membros e países terceiros.
2. No âmbito das disposições do presente Capítulo, são proibidas todas as restrições aos pagamentos entre Estados-Membros
e entre Estados-Membros e países terceiros.
Artigo 57º (ex-artigo 73º-C)
1. O disposto no artigo 56º não prejudica a aplicação a países terceiros de quaisquer restrições em vigor em 31 de Dezembro de 1993 ao abrigo de legislação
nacional ou comunitária adoptada em relação à circulação de capitais provenientes ou com destino a países terceiros que envolva
investimento directo, incluindo o investimento imobiliário, estabelecimento, prestação de serviços financeiros ou admissão
de valores mobiliários em mercados de capitais.
2. Ao mesmo tempo que se esforça por alcançar, em toda a medida do possível, o objectivo da livre circulação de capitais entre
Estados-Membros e países terceiros, e sem prejuízo dos restantes capítulos do presente Tratado, o Conselho, deliberando por
maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode adoptar medidas relativas à circulação de capitais provenientes ou com
destino a países terceiros que envolva investimento directo, incluindo o investimento imobiliário, estabelecimento, prestação
de serviços financeiros ou admissão de valores mobiliários em mercados de capitais. É exigida unanimidade relativamente às
medidas a adoptar ao abrigo do presente número que constituam um retrocesso da legislação comunitária em relação à liberalização
dos movimentos de capitais provenientes ou com destino a países terceiros.
Artigo 58º (ex-artigo 73º-D)
1. O disposto no artigo 56º não prejudica o direito de os Estados-Membros:
a) Aplicarem as disposições pertinentes do seu direito fiscal que estabeleçam uma distinção entre contribuintes que não se
encontrem em idêntica situação no que se refere ao seu lugar de residência ou ao lugar em que o seu capital é investido.
b) Tomarem todas as medidas indispensáveis para impedir infracções às suas leis e regulamentos, nomeadamente em matéria fiscal
e de supervisão prudencial das instituições financeiras, preverem processos de declaração dos movimentos de capitais para
efeitos de informação administrativa ou estatística, ou tomarem medidas justificadas por razões de ordem pública ou de segurança
pública.
2. O disposto no presente Capítulo não prejudica a possibilidade de aplicação de restrições ao direito de estabelecimento
que sejam compatíveis com o presente Tratado.
3. As medidas e procedimentos a que se referem os nºs 1 e 2 não devem constituir um meio de discriminação arbitrária, nem uma restrição dissimulada à livre circulação de capitais
e pagamentos, tal como definida no artigo 56º
Artigo 59º (ex-artigo 73º-F)
Sempre que, em circunstâncias excepcionais, os movimentos de capitais provenientes ou com destino a países terceiros causem
ou ameacem causar graves dificuldades ao funcionamento da União Económica e Monetária, o Conselho, deliberando por maioria
qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta de BCE, pode tomar medidas de salvaguarda em relação a países terceiros,
por um período não superior a seis meses, se essas medidas forem estritamente necessárias.
Artigo 60º (ex-artigo 73º-G)
1. Se, no caso previsto no artigo 301º, for considerada necessária uma acção da Comunidade, o Conselho, de acordo com o procedimento previsto no artigo 301º, pode tomar, relativamente aos países terceiros em causa, as medidas urgentes necessárias em matéria de movimentos de capitais
e de pagamentos.
2. Sem prejuízo do disposto no artigo 297º, e enquanto o Conselho não tiver tomado medidas ao abrigo do nº 1, um Estado-Membro pode, por razões políticas graves e por motivos de urgência, tomar medidas unilaterais contra um país
terceiro relativamente aos movimentos de capitais e aos pagamentos. A Comissão e os outros Estados-Membros serão informados
dessas medidas, o mais tardar na data da sua entrada em vigor.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode decidir que o Estado-Membro em causa deve
alterar ou revogar essas medidas. O Presidente do Conselho informará o Parlamento Europeu das decisões tomadas pelo Conselho.
TÍTULO IV (ex-Título III-A)
VISTOS, ASILO, IMIGRAÇÃO E OUTRAS POLÍTICAS RELATIVAS À LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS
Artigo 61º (ex-artigo 73º-I)
A fim de criar progressivamente um espaço de liberdade, de segurança e de justiça, o Conselho adoptará:
a) No prazo de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, medidas destinadas a assegurar a
livre circulação de pessoas nos termos do artigo 14º, em conjugação com medidas de acompanhamento, com ela directamente relacionadas, em matéria de controlos na fronteira externa,
asilo e imigração, nos termos do disposto nos pontos 2 e 3 do artigo 62º, no ponto 1, alínea a), e no ponto 2, alínea a), do artigo 63º, bem como medidas destinadas a prevenir e combater a criminalidade, nos termos da alínea e) do artigo 31º do Tratado da União Europeia;
b) Outras medidas em matéria de asilo, imigração e protecção dos direitos de nacionais de países terceiros, nos termos do
artigo 63º;
c) Medidas no domínio da cooperação judiciária em matéria civil, previstas no artigo 65º;
d) Medidas destinadas a incentivar e reforçar a cooperação administrativa a que se refere o artigo 66º;
e) Medidas no domínio da cooperação policial e judiciária em matéria penal, destinadas a assegurar um elevado nível de segurança
através da prevenção e combate da criminalidade na União, nos termos do Tratado da União Europeia.
Artigo 62º (ex-artigo 73º-J)
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 67º, adoptará, no prazo de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão:
1) Medidas destinadas a assegurar, de acordo com o artigo 14º, a ausência de controlos de pessoas, quer se trate de cidadãos da União, quer de nacionais de países terceiros, na passagem
das fronteiras internas;
2) Medidas relativas à passagem das fronteiras externas dos Estados-Membros, que conterão:
a) As normas e processos a seguir pelos Estados-Membros para a realização dos controlos de pessoas nessas fronteiras;
b) Regras em matéria de vistos para as estadias previstas por um período máximo de três meses, nomeadamente:
i) A lista dos países terceiros cujos nacionais devem ser detentores de visto na passagem das fronteiras externas e daqueles
cujos nacionais estão isentos dessa obrigação;
ii) Os processos e condições de emissão de vistos pelos Estados-Membros;
iii) Um modelo-tipo de visto;
iv) Regras em matéria de visto uniforme;
3) Medidas que estabeleçam as condições da livre circulação de nacionais de países terceiros no território dos Estados-Membros
durante um período não superior a três meses.
Artigo 63º (ex-artigo 73º-K)
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 67º, adoptará, no prazo de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão:
1) Medidas em matéria de asilo concordantes com a Convenção de Genebra, de 28 de Julho de 1951, e o Protocolo, de 31 de Janeiro
de 1967, relativos ao estatuto dos refugiados, bem como com os demais tratados pertinentes, nos seguintes domínios:
a) Critérios e mecanismos para a determinação do Estado-Membro responsável pela análise de um pedido de asilo apresentado
num dos Estados-Membros por um nacional de um país terceiro,
b) Normas mínimas em matéria de acolhimento dos requerentes de asilo nos Estados-Membros,
c) Normas mínimas em matéria de condições a preencher pelos nacionais de países terceiros que pretendam aceder ao estatuto
de refugiado,
d) Normas mínimas em matéria de concessão ou retirada do estatuto de refugiado nos Estados-Membros;
2) Medidas relativas aos refugiados e às pessoas deslocadas, nos seguintes domínios:
a) Normas mínimas em matéria de concessão de protecção temporária a pessoas deslocadas de países terceiros que não possam
regressar ao seu país de origem, bem como a pessoas que, por outros motivos, necessitem de protecção internacional,
b) Medidas tendentes a assegurar uma repartição equilibrada do esforço assumido pelos Estados-Membros ao acolherem refugiados
e pessoas deslocadas e suportarem as consequências decorrentes desse acolhimento;
3) Medidas relativas à política de imigração, nos seguintes domínios:
a) Condições de entrada e de residência, bem como normas relativas aos processos de emissão de vistos de longa duração e autorizações
de residência permanente, pelos Estados-Membros, nomeadamente para efeitos de reagrupamento familiar,
b) Imigração clandestina e residência ilegal, incluindo o repatriamento de residentes em situação ilegal;
4) Medidas que definam os direitos e condições em que os nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro
podem residir noutros Estados-Membros.
As medidas adoptadas pelo Conselho em aplicação dos pontos 3 e 4 não impedirão os Estados-Membros de manter ou introduzir,
nos domínios em causa, disposições nacionais que sejam compatíveis com o presente Tratado e com os acordos internacionais.
O prazo de cinco anos acima previsto não é aplicável às medidas a adoptar nos termos da alínea b) do ponto 2, da alínea a)
do ponto 3 e do ponto 4.
Artigo 64º (ex-artigo 73º-L)
1. O disposto no presente Título não prejudica o exercício das responsabilidades que incumbem aos Estados-Membros em matéria
de manutenção da ordem pública e de garantia da segurança interna.
2. No caso de um ou mais Estados-Membros serem confrontados com uma situação de emergência caracterizada por um súbito afluxo
de nacionais de países terceiros, e sem prejuízo do disposto no nº 1, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode adoptar medidas provisórias, de duração
não superior a seis meses, a favor desses Estados-Membros.
Artigo 65º (ex-artigo 73º-M)
As medidas no domínio da cooperação judiciária em matéria civil que tenham uma incidência transfronteiriça, a adoptar nos
termos do artigo 67º e na medida do necessário ao bom funcionamento do mercado interno, terão por objectivo, nomeadamente:
a) Melhorar e simplificar:
- o sistema de citação e de notificação transfronteiriça dos actos judiciais e extrajudiciais;
- a cooperação em matéria de obtenção de meios de prova;
- o reconhecimento e a execução das decisões em matéria civil e comercial, incluindo as decisões extrajudiciais;
b) Promover a compatibilidade das normas aplicáveis nos Estados-Membros em matéria de conflitos de leis e de jurisdição;
c) Eliminar os obstáculos à boa tramitação das acções cíveis, promovendo, se necessário, a compatibilidade das normas de processo
civil aplicáveis nos Estados-Membros.
Artigo 66º (ex-artigo 73º-N)
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 67º, adoptará medidas destinadas a assegurar uma cooperação entre os serviços competentes das Administrações dos Estados-Membros
nos domínios abrangidos pelo presente Título, bem como entre esses serviços e a Comissão.
Artigo 67º (ex-artigo 73º-O)
1. Durante um período transitório de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, o Conselho
delibera por unanimidade, sob proposta da Comissão ou por iniciativa de um Estado-Membro e após consulta ao Parlamento Europeu.
2. Findo esse período de cinco anos:
- o Conselho delibera sob proposta da Comissão; a Comissão deve instruir qualquer pedido formulado por um Estado-Membro, destinado
a constituir uma proposta ao Conselho;
- o Conselho, deliberando por unanimidade, após consulta ao Parlamento Europeu, toma uma decisão destinada a tornar aplicável
o processo previsto no artigo 251º à totalidade ou a parte dos domínios abrangidos pelo presente Título e a adaptar as disposições relativas à competência do
Tribunal de Justiça.
3. Em derrogação dos nºs 1 e 2, a partir da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, as medidas previstas no ponto 2, subalíneas i) e iii)
da alínea b), do artigo 62º serão adoptadas pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento
Europeu.
4. Findo um período de cinco anos a contar da data de entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, as medidas previstas no ponto
2, subalíneas ii) e iv) da alínea b), do artigo 62º serão adoptadas pelo Conselho nos termos do artigo 251º
Artigo 68º (ex-artigo 73º-P)
1. O artigo 234º é aplicável ao presente Título, nas circunstâncias e condições a seguir enunciadas: sempre que uma questão sobre a interpretação
do presente Título ou sobre a validade ou interpretação dos actos adoptados pelas Instituições da Comunidade com base no presente
Título seja suscitada em processo pendente perante um órgão jurisdicional nacional cujas decisões não sejam susceptíveis de
recurso judicial previsto no direito interno, esse órgão, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao
julgamento da causa, deve pedir ao Tribunal de Justiça que sobre ela se pronuncie.
2. O Tribunal de Justiça não tem competência, em caso algum, para se pronunciar sobre medidas ou decisões tomadas em aplicação
do ponto 1 do artigo 62º relativas à manutenção da ordem pública e à garantia da segurança interna.
3. O Conselho, a Comissão ou um Estado-Membro podem solicitar ao Tribunal de Justiça que se pronuncie sobre uma questão de
interpretação do presente Título ou de actos adoptados pelas Instituições da Comunidade com base nele. A decisão proferida
pelo Tribunal de Justiça em resposta a esse pedido não é aplicável às decisões dos órgãos jurisdicionais dos Estados-Membros
que constituam caso julgado.
Artigo 69º (ex-artigo 73º-Q)
O presente Título é aplicável sob reserva do disposto no Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda e no Protocolo
relativo à posição da Dinamarca e sem prejuízo do Protocolo relativo à aplicação de certos aspectos do artigo 14º do Tratado que institui a Comunidade Europeia ao Reino Unido e à Irlanda.
TÍTULO V (ex-Título IV)
OS TRANSPORTES
Artigo 70º (ex-artigo 74º)
No que diz respeito à matéria regulada no presente título, os Estados-Membros prosseguirão os objectivos do Tratado no âmbito
de uma política comum dos transportes.
Artigo 71º (ex-artigo 75º)
1. Para efeitos de aplicação do artigo 70º, e tendo em conta os aspectos específicos dos transportes, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, estabelece:
a) Regras comuns aplicáveis aos transportes internacionais efectuados a partir de ou com destino ao território de um Estado-Membro,
ou que atravessem o território de um ou mais Estados-Membros.
b) As condições em que os transportadores não residentes podem efectuar serviços de transporte num Estado-Membro.
c) Medidas que permitam aumentar a segurança dos transportes.
d) Quaisquer outras disposições adequadas.
2. Em derrogação do procedimento previsto no nº 1, as disposições que incidam sobre os princípios do regime dos transportes e cuja aplicação seja susceptível de afectar
gravemente o nível de vida e o emprego em certas regiões, bem como a exploração dos equipamentos de transporte, tendo em conta
a necessidade de adaptação ao desenvolvimento económico que vier a resultar do estabelecimento do mercado comum, serão adoptadas
pelo Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta do Parlamento Europeu e do Comité Económico
e Social.
Artigo 72º (ex-artigo 76º)
Enquanto não forem adoptadas as disposições referidas no nº 1 do artigo 71º, e salvo acordo unânime do Conselho, nenhum dos Estados-Membros pode alterar as diversas disposições que regulem a matéria
em 1 de Janeiro de 1958, ou quanto aos Estados que aderem à Comunidade, à data da respectiva adesão, de tal modo que elas,
nos seus efeitos directos ou indirectos, se tornem, para os transportadores dos restantes Estados-Membros, menos favoráveis
do que para os transportadores nacionais desse Estado.
Artigo 73º (ex-artigo 77º)
São compatíveis com o presente Tratado os auxílios que vão ao encontro das necessidades de coordenação dos transportes ou
correspondam ao reembolso de certas prestações inerentes à noção de serviço público.
Artigo 74º (ex-artigo 78º)
Qualquer medida relativa aos preços e condições de transporte, tomada no âmbito do presente Tratado, deve ter em consideração
a situação económica dos transportadores.
Artigo 75º (ex-artigo 79º)
1. Devem ser suprimidas, no tráfego interno da Comunidade, as discriminações que consistam na aplicação, por parte de um transportador,
e idênticas mercadorias e nas mesmas relações de tráfego, de preços e condições de transporte diferentes, em razão do país
de origem ou de destino dos produtos transportados.
2. O disposto no nº 1 não exclui que o Conselho possa tomar outras medidas em execução do nº 1 do artigo 71º
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, e após consulta do Comité Económico e Social,
adoptará regulamentação para a execução do disposto no nº 1.
O Conselho pode, designadamente, tomar as medidas necessárias que permitam às instituições da Comunidade velar pelo cumprimento
do disposto no nº 1 e assegurem que os utentes disso tirem pleno benefício.
4. A Comissão, por iniciativa própria ou a pedido de qualquer Estado-Membro, examinará os casos de discriminação previstos
no nº 1 e, após consulta de todos os Estados-Membros interessados, tomará as decisões necessárias, no âmbito da regulamentação
adoptada nos termos do nº 3.
Artigo 76º (ex-artigo 80º)
1. Fica proibido a qualquer Estado-Membro, salvo autorização da Comissão, impor aos transportes efectuados na Comunidade preços
e condições que impliquem qualquer elemento de apoio ou protecção em benefício de uma ou mais empresas ou indústrias determinadas.
2. A Comissão, por iniciativa própria ou a pedido de qualquer Estado-Membro, analisará os preços e condições referidas no
nº 1, tomando, designadamente, em consideração, por um lado, as exigências de uma política económica regional adequada, as necessidades
das regiões subdesenvolvidas e os problemas das regiões gravemente afectadas por circunstâncias políticas e, por outro, os
efeitos destes preços e condições na concorrência entre os diferentes modos de transporte.
Após consulta de todos os Estados-Membros interessados, a Comissão tomará as decisões necessárias.
3. A proibição prevista no nº 1 não é aplicável às tarifas de concorrência.
Artigo 77º (ex-artigo 81º)
Os encargos ou taxas que, para além dos preços de transporte, forem cobrados por um transportador na passagem das fronteiras,
não devem ultrapassar um nível razoável, tendo em conta os custos reais efectivamente ocasionados por essa passagem.
Os Estados-membros esforçar-se-ão por reduzir progressivamente esses custos.
A Comissão pode dirigir recomendações aos Estados-Membros, tendo em vista a aplicação do presente artigo.
Artigo 78º (ex-artigo 82º)
As disposições do presente Título não prejudicam as medidas tomadas na República Federal da Alemanha, desde que sejam necessárias
para compensar as desvantagens económicas que a divisão da Alemanha causa na economia de certas regiões da República Federal
afectadas por essa divisão.
Artigo 79º (ex-artigo 83º)
Um comité consultivo, composto por peritos designados pelos Governos dos Estados-Membros, será instituído junto da Comissão.
A Comissão consultá-lo-á em matéria de transportes, sempre que o considere oportuno, sem prejuízo das atribuições do Comité
Económico e Social.
Artigo 80º (ex-artigo 84º)
1. As disposições do presente Título são aplicáveis aos transportes por caminho-de-ferro, por estrada e por via navegável.
2. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir-se, em que medida, e por que processo, podem ser adoptadas,
para os transportes marítimos e aéreos, disposições adequadas.
São aplicáveis as disposições processuais do artigo 71º
TÍTULO VI (ex-Título V)
AS REGRAS COMUNS RELATIVAS À CONCORRÊNCIA, À FISCALIDADE E À APROXIMAÇÃO DAS LEGISLAÇÕES
Capítulo 1
As regras de concorrência
Secção 1
As regras aplicáveis às empresas
Artigo 81º (ex-artigo 85º)
1. São incompatíveis com o mercado comum e proibidos todos os acordos entre empresas, todas as decisões de associações de
empresas e todas as práticas concertadas que sejam susceptíveis de afectar o comércio entre os Estados-Membros e que tenham
por objectivo ou efeito impedir, restringir ou falsear a concorrência no mercado comum, designadamente as que consistam em:
a) Fixar, de forma directa ou indirecta, os preços de compra ou de venda, ou quaisquer outras condições de transacção.
b) Limitar ou controlar a produção, a distribuição, o desenvolvimento técnico ou os investimentos.
c) Repartir os mercados ou as fontes de abastecimento.
d) Aplicar, relativamente a parceiros comerciais, condições desiguais no caso de prestações equivalentes colocando-os, por
esse facto, em desvantagem na concorrência.
e) Subordinar a celebração de contratos à aceitação, por parte dos outros contraentes, de prestações suplementares que, pela
sua natureza ou de acordo com os usos comerciais, não têm ligação com o objecto desses contratos.
2. São nulos os acordos ou decisões proibidos pelo presente artigo.
3. As disposições no nº 1 podem, todavia, ser declaradas inaplicáveis:
- a qualquer acordo, ou categoria de acordos, entre empresas;
- a qualquer decisão, ou categoria de decisões, de associações de empresas; e
- a qualquer prática concertada, ou categoria de práticas concertadas,
que contribuam para melhorar a produção ou a distribuição dos produtos ou para promover o progresso técnico ou económico,
contanto que aos utilizadores se reserve uma parte equitativa do lucro daí resultante, e que:
a) Não imponham às empresas em causa quaisquer restrições que não sejam indispensáveis à consecução desses objectivos.
b) Nem dêem a essas empresas a possibilidade de eliminar a concorrência relativamente a uma parte substancial dos produtos
em causa.
Artigo 82º (ex-artigo 86º)
É incompatível com o mercado comum e proibido, na medida em que tal seja susceptível de afectar o comércio entre os Estados-Membros,
o facto de uma ou mais empresas explorarem de forma abusiva uma posição dominante no mercado comum ou numa parte substancial
deste.
Estas práticas abusivas podem, nomeadamente, consistir em:
a) Impor, de forma directa ou indirecta, preços de compra ou de venda ou outras condições de transacção não equitativas.
b) Limitar a produção, a distribuição ou o desenvolvimento técnico em prejuízo dos consumidores.
c) Aplicar, relativamente a parceiros comerciais, condições desiguais no caso de prestações equivalentes colocando-os, por
esse facto, em desvantagem na concorrência.
d) Subordinar a celebração de contratos à aceitação, por parte dos outros contraentes, de prestações suplementares que, pela
sua natureza ou de acordo com os usos comerciais, não têm ligação com o objecto desses contratos.
Artigo 83º (ex-artigo 87º)
1. Os regulamentos ou directivas necessários à aplicação dos princípios constantes dos artigos 81º e 82º serão estabelecidos pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada sob proposta da Comissão, após consulta do Parlamento
Europeu.
2. Os regulamentos e as directivas referidas no nº 1 têm por finalidade, designadamente:
a) Garantir o respeito das proibições referidas no nº 1 do artigo 81º e no artigo 82º, pela cominação de multas e adstrições.
b) Determinar as modalidades de aplicação do nº 3 do artigo 81º, tendo em conta a necessidade, por um lado, de garantir uma fiscalização eficaz e, por outro, de simplificar o mais possível
o controlo administrativo.
c) Definir, quando necessário, o âmbito de aplicação do disposto nos artigos 81º e 82º, relativamente aos diversos sectores económicos.
d) Definir as funções respectivas da Comissão e do Tribunal de Justiça quanto à aplicação do disposto no presente número.
e) Definir as relações entre as legislações nacionais e as disposições constantes da presente secção ou as adoptadas em execução
do presente artigo.
Artigo 84º (ex-artigo 88º)
Até à data da entrada em vigor das disposições adoptadas em execução do artigo 83º, as autoridades dos Estados-Membros decidirão sobre a admissibilidade dos acordos, decisões e práticas concertadas e sobre
a exploração abusiva de uma posição dominante no mercado comum, em conformidade com o direito dos seus próprios países e com
o disposto no artigo 81º, designadamente no nº 3, e no artigo 82º
Artigo 85º (ex-artigo 89º)
1. Sem prejuízo do disposto no artigo 84º, a Comissão velará pela aplicação dos princípios enunciados nos artigos 81º e 82º. A pedido de um Estado-Membro, ou oficiosamente, e em cooperação com as autoridades competentes dos Estados-Membros, que
lhe prestarão assistência, a Comissão instruirá os casos de presumível infracção a estes princípios. Se a Comissão verificar
que houve infracção, proporá os meios adequados para se lhe pôr termo.
2. Se a infracção não tiver cessado, a Comissão declarará verificada essa infracção aos princípios, em decisão devidamente
fundamentada. A Comissão pode publicar a sua decisão e autorizar os Estados-Membros a tomarem as medidas, de que fixará as
condições e modalidades, necessárias para sanar a situação.
Artigo 86º (ex-artigo 90º)
1. No que respeita às empresas públicas e às empresas a que concedam direitos especiais ou exclusivos, os Estados-Membros
não tomarão nem manterão qualquer medida contrária ao disposto no presente Tratado, designadamente ao disposto nos artigos
12º e 81º a 89º, inclusive.
2. As empresas encarregadas da gestão de serviços de interesse económico geral ou que tenham a natureza de monopólio fiscal
ficam submetidas ao disposto no presente Tratado, designadamente às regras de concorrência, na medida em que a aplicação destas
regras não constitua obstáculo ao cumprimento, de direito ou de facto, da missão particular que lhes foi confiada. O desenvolvimento
das trocas comerciais não deve ser afectado de maneira que contrarie os interesses da Comunidade.
3. A Comissão velará pela aplicação do disposto no presente artigo e dirigirá aos Estados-Membros, quando necessário, as directivas
ou decisões adequadas.
Secção 2
Os auxílios concedidos pelos Estados
Artigo 87º (ex-artigo 92º)
1. Salvo disposição em contrário do presente Tratado, são incompatíveis com o mercado comum, na medida em que afectem as trocas
comerciais entre os Estados-Membros, os auxílios concedidos pelos Estados ou provenientes de recursos estatais, independentemente
da forma que assumam, que falseiem ou ameacem falsear a concorrência, favorecendo certas empresas ou certas produções.
2. São compatíveis com o mercado comum:
a) Os auxílios de natureza social atribuídos a consumidores individuais com a condição de serem concedidos sem qualquer discriminação
relacionada com a origem dos produtos.
b) Os auxílios destinados a remediar os danos causados por calamidades naturais ou por outros acontecimentos extraordinários.
c) Os auxílios atribuídos à economia de certas regiões da República Federal da Alemanha afectadas pela divisão da Alemanha,
desde que sejam necessários para compensar as desvantagens económicas causadas por esta divisão.
3. Podem ser considerados compatíveis com o mercado comum:
a) Os auxílios destinados a promover o desenvolvimento económico de regiões em que o nível de vida seja anormalmente baixo
ou em que exista grave situação de subemprego.
b) Os auxílios destinados a fomentar a realização de um projecto importante de interesse europeu comum, ou a sanar uma perturbação
grave da economia de um Estado-Membro.
c) Os auxílios destinados a facilitar o desenvolvimento de certas actividades ou regiões económicas, quando não alterem as
condições das trocas comerciais de maneira que contrariem o interesse comum.
d) Os auxílios destinados a promover a cultura e a conservação do património, quando não alterem as condições das trocas comerciais
e da concorrência na Comunidade num sentido contrário ao interesse comum.
e) As outras categorias de auxílios determinadas por decisão do Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta
da Comissão.
Artigo 88º (ex-artigo 93º)
1. A Comissão procederá, em cooperação com os Estados-Membros, ao exame permanente dos regimes de auxílios existentes nesses
Estados. A Comissão proporá também aos Estados-Membros as medidas adequadas, que sejam exigidas pelo desenvolvimento progressivo
ou pelo funcionamento do mercado comum.
2. Se a Comissão, depois de ter notificado os interessados para apresentarem as suas observações, verificar que um auxílio
concedido por um Estado ou proveniente de recursos estatais não é compatível com o mercado comum nos termos do artigo 87º, ou que esse auxílio está a ser aplicado de forma abusiva, decidirá que o Estado em causa deve suprimir ou modificar esse
auxílio no prazo que ela fixar.
Se o Estado em causa não der cumprimento a esta decisão no prazo fixado, a Comissão ou qualquer outro Estado interessado podem
recorrer directamente ao Tribunal de Justiça, em derrogação do disposto nos artigos 226º e 227º
A pedido de qualquer Estado-Membro, o Conselho, deliberando por unanimidade, pode decidir que um auxílio, instituído ou a
instituir por esse Estado, deve considerar-se compatível com o mercado comum, em derrogação do disposto no artigo 87º ou nos regulamentos previstos no artigo 89º, se circunstâncias excepcionais justificarem tal decisão. Se, em relação a este auxílio, a Comissão tiver dado início ao
procedimento previsto no primeiro parágrafo deste número, o pedido do Estado interessado dirigido ao Conselho terá por efeito
suspender o referido procedimento até que o Conselho se pronuncie sobre a questão.
Todavia, se o Conselho não se pronunciar no prazo de três meses a contar da data do pedido, a Comissão decidirá.
3. Para que possa apresentar as suas observações, deve a Comissão ser informada atempadamente dos projectos relativos à instituição
ou alteração de quaisquer auxílios. Se a Comissão considerar que determinado projecto de auxílio não é compatível com o mercado
comum nos termos do artigo 87º, deve sem demora dar início ao procedimento previsto no número anterior. O Estado-Membro em causa não pode pôr em execução
as medidas projectadas antes de tal procedimento haver sido objecto de uma decisão final.
Artigo 89º (ex-artigo 94º)
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu, pode adoptar
todos os regulamentos adequados à execução dos artigos 87º e 88º e fixar, designadamente, as condições de aplicação do nº 3 do artigo 88º e as categorias de auxílios que ficam dispensadas desse procedimento.
Capítulo 2
Disposições fiscais
Artigo 90º (ex-artigo 95º)
Nenhum Estado-Membro fará incidir, directa ou indirectamente, sobre os produtos dos outros Estados-Membros imposições internas,
qualquer que seja a sua natureza, superiores às que incidam, directa ou indirectamente, sobre produtos nacionais similares.
Além disso, nenhum Estado-Membro fará incidir sobre os produtos dos outros Estados-Membros imposições internas de modo a proteger
indirectamente outras produções.
Artigo 91º (ex-artigo 96º)
Os produtos exportados para o território de um dos Estados-Membros não podem beneficiar de qualquer reembolso de imposições
internas, superior às imposições que sobre eles tenham incidido, directa ou indirectamente.
Artigo 92º (ex-artigo 98º)
Relativamente às imposições que não sejam os impostos sobre o volume de negócios, sobre consumos específicos e outros impostos
indirectos, só podem ser concedidas exonerações e reembolsos à exportação para outros Estados-Membros, ou lançados direitos
de compensação às importações provenientes de Estados-Membros, desde que as medidas projectadas tenham sido previamente aprovadas
pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, para vigorarem por um período de tempo limitado.
Artigo 93º (ex-artigo 99º)
O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu e do Comité Económico
e Social, adopta as disposições relacionadas com a harmonização das legislações relativas aos impostos sobre o volume de negócios,
aos impostos especiais de consumo e a outros impostos indirectos, na medida em que essa harmonização seja necessária para
assegurar o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno no prazo previsto no artigo 14º
Capítulo 3
A aproximação das legislações
Artigo 94º (ex-artigo 100º)
O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu e do Comité Económico
e Social, adopta directivas para a aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros
que tenham incidência directa no estabelecimento ou no funcionamento do mercado comum.
Artigo 95º (ex-artigo 100º-A)
1. Em derrogação do artigo 94º e salvo disposição em contrário do presente Tratado, aplicam-se as disposições seguintes à realização dos objectivos enunciados
no artigo 14º. O Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 251º, e após consulta do Comité Económico e Social, adopta as medidas relativas à aproximação das disposições legislativas, regulamentares
e administrativas dos Estados-Membros, que tenham por objecto o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno.
2. O nº 1 não se aplica às disposições fiscais, às relativas à livre circulação das pessoas e às relativas aos direitos e interesses
dos trabalhadores assalariados.
3. A Comissão, nas suas propostas previstas no nº 1 em matéria de saúde, de segurança, de protecção do ambiente e de defesa dos consumidores, basear-se-á num nível de protecção
elevado, tendo nomeadamente em conta qualquer nova evolução baseada em dados científicos. No âmbito das respectivas competências,
o Parlamento Europeu e o Conselho procurarão igualmente alcançar esse objectivo.
4. Se, após adopção de uma medida de harmonização pelo Conselho ou pela Comissão, um Estado-Membro considerar necessário manter
disposições nacionais justificadas por exigências importantes a que se refere o artigo 30º ou relativas à protecção do meio de trabalho ou do ambiente, notificará a Comissão dessas medidas, bem como das razões que
motivam a sua manutenção.
5. Além disso, sem prejuízo do disposto no nº 4, se, após a adopção de uma medida de harmonização pelo Conselho ou pela Comissão, um Estado-Membro considerar necessário
adoptar disposições nacionais baseadas em novas provas científicas relacionadas com a protecção do meio de trabalho ou do
ambiente, ou motivadas por qualquer problema específico desse Estado-Membro, que tenha surgido após a adopção da referida
medida de harmonização, notificará a Comissão das disposições previstas, bem como dos motivos da sua adopção.
6. No prazo de seis meses a contar da data das notificações a que se referem os nºs 4 e 5, a Comissão aprovará ou rejeitará as disposições nacionais em causa, depois de ter verificado que não constituem um
meio de discriminação arbitrária ou uma restrição dissimulada ao comércio entre os Estados-Membros, nem um obstáculo ao funcionamento
do mercado interno.
Na ausência de decisão da Comissão dentro do citado prazo, considera-se que as disposições nacionais a que se referem os nºs 4 e 5 foram aprovadas.
Se a complexidade da questão o justificar, e não existindo perigo para a saúde humana, a Comissão pode notificar o respectivo
Estado-Membro de que o prazo previsto no presente número pode ser prorrogado por um novo período de seis meses, no máximo.
7. Se, em aplicação do nº 6, um Estado-Membro for autorizado a manter ou adoptar disposições nacionais derrogatórias de uma medida de harmonização,
a Comissão ponderará imediatamente se deve propor uma adaptação dessa medida.
8. Sempre que um Estado-Membro levante um problema específico em matéria de saúde pública num domínio que tenha sido previamente
objecto de medidas de harmonização, informará do facto a Comissão, que ponderará imediatamente se deve propor ao Conselho
medidas adequadas.
9. Em derrogação do disposto nos artigos 226º e 227º, a Comissão ou qualquer Estado-Membro pode recorrer directamente ao Tribunal de Justiça, se considerar que outro Estado-Membro
utiliza de forma abusiva os poderes previstos no presente artigo.
10. As medidas de harmonização acima referidas compreenderão, nos casos adequados, uma cláusula de salvaguarda que autorize
os Estados-Membros a tomarem, por uma ou mais razões não económicas previstas no artigo 30º, medidas provisórias sujeitas a um processo comunitário de controlo.
Artigo 96º (ex-artigo 101º)
Se a Comissão verificar que a existência de uma disparidade entre as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas
dos Estados-Membros falseia as condições de concorrência no mercado comum, provocando assim uma distorção que deve ser eliminada,
consultará os Estados-Membros em causa.
Se desta consulta não resultar um acordo que elimine a distorção em causa, o Conselho, sob proposta da Comissão, deliberando
por maioria qualificada, adoptará as directivas necessárias para o efeito. A Comissão e o Conselho podem tomar quaisquer outras
medidas adequadas previstas no presente Tratado.
Artigo 97º (ex-artigo 102º)
1. Quando houver motivo para recear que a adopção ou alteração de uma disposição legislativa, regulamentar ou administrativa
possa provocar uma distorção, na acepção do artigo anterior, o Estado-Membro que pretenda tomar essa medida consultará a Comissão.
Após ter consultado os Estados-Membros, a Comissão recomendará aos Estados interessados as medidas adequadas, tendentes a
evitar a distorção em causa.
2. Se o Estado que pretende adoptar ou alterar disposições nacionais não proceder em conformidade com a recomendação que a
Comissão lhe dirigiu, não se pode pedir aos outros Estados-Membros que, por força do artigo 96º, alterem as suas disposições nacionais a fim de eliminarem tal distorção. Se o Estado-Membro que ignorou a recomendação da
Comissão provocar uma distorção em seu exclusivo detrimento, não é aplicável o disposto no artigo 96º
TÍTULO VII (ex-Título VI)
A POLÍTICA ECONÓMICA E MONETÁRIA
Capítulo 1
A política económica
Artigo 98º (ex-artigo 102º-A)
Os Estados-Membros conduzirão as suas políticas económicas no sentido de contribuir para a realização dos objectivos da Comunidade,
tal como se encontram definidos no artigo 2º, e no âmbito das orientações gerais a que se refere o nº 2 do artigo 99º. Os Estados-Membros e a Comunidade actuarão de acordo com o princípio de uma economia de mercado aberto e de livre concorrência,
favorecendo uma repartição eficaz dos recursos, e em conformidade com os princípios estabelecidos no artigo 4º
Artigo 99º (ex-artigo 103º)
1. Os Estados-Membros consideram as suas políticas económicas uma questão de interesse comum e coordená-las-ão no Conselho,
de acordo com o disposto no artigo 98º
2. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação da Comissão, elabora um projecto de orientações gerais
das políticas económicas dos Estados-Membros e da Comunidade e apresentará um relatório ao Conselho Europeu com as suas conclusões.
O Conselho Europeu, deliberando com base no relatório do Conselho, discutirá uma conclusão sobre as orientações gerais das
políticas económicas dos Estados-Membros e da Comunidade.
Com base nessa conclusão, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, aprovará uma recomendação que estabeleça essas
orientações gerais. O Conselho informará o Parlamento Europeu da sua recomendação.
3. A fim de garantir uma coordenação mais estreita das políticas económicas e uma convergência sustentada dos comportamentos
das economias dos Estados-Membros, o Conselho, com base em relatórios apresentados pela Comissão, acompanhará a evolução económica
em cada Estado-Membro e na Comunidade e verificará a compatibilidade das políticas económicas com as orientações gerais a
que se refere o nº 2, procedendo regularmente a uma avaliação global da situação.
Para efeitos desta supervisão multilateral, os Estados-Membros enviarão informações à Comissão acerca das medidas importantes
por eles tomadas no domínio das suas políticas económicas e quaisquer outras informações que considerem necessárias.
4. Sempre que se verificar, no âmbito do procedimento a que se refere o nº 3, que as políticas económicas de determinado Estado-Membro não são compatíveis com as grandes orientações a que se refere
o nº 2 ou que são susceptíveis de comprometer o bom funcionamento da União Económica e Monetária, o Conselho, deliberando por
maioria qualificada, sob recomendação da Comissão, pode dirigir as recomendações necessárias ao Estado-Membro em causa. O
Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode decidir tornar públicas as suas recomendações.
O Presidente do Conselho e a Comissão apresentarão um relatório ao Parlamento Europeu sobre os resultados da supervisão multilateral.
O Presidente do Conselho pode ser convidado a comparecer perante a competente Comissão do Parlamento Europeu, se o Conselho
tiver tornado públicas as suas recomendações.
5. O Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 252º, pode aprovar as regras do procedimento de supervisão multilateral a que se referem os nºs 3 e 4 do presente artigo.
Artigo 100º (ex-artigo 103º-A)
1. Sem prejuízo de quaisquer outros procedimentos previstos no presente Tratado, o Conselho, deliberando por unanimidade,
sob proposta da Comissão, pode decidir das medidas apropriadas à situação económica, em especial em caso de dificuldades graves
no aprovisionamento de certos produtos.
2. Sempre que um Estado-Membro se encontre em dificuldades ou sob grave ameaça de dificuldades devidas a ocorrências excepcionais
que não possa controlar, o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, pode, sob certas condições, conceder
ajuda financeira comunitária ao Estado-Membro em questão. Caso essas graves dificuldades sejam devidas a calamidades naturais,
o Conselho deliberará por maioria qualificada. O Presidente do Conselho informará o Parlamento Europeu da decisão tomada.
Artigo 101º (ex-artigo 104º)
1. É proibida a concessão de créditos sob a forma de descobertos ou sob qualquer outra forma pelo BCE ou pelos bancos centrais
nacionais dos Estados-Membros, adiante designados por «bancos centrais nacionais», em benefício de Instituições ou organismos da Comunidade, governos centrais, autoridades regionais, locais, ou outras autoridades
públicas, outros organismos do sector público ou empresas públicas dos Estados-Membros, bem como a compra directa de títulos
de dívida a essas entidades, pelo BCE ou pelos bancos centrais nacionais.
2. As disposições do nº 1 não se aplicam às instituições de crédito de capitais públicos às quais, no contexto da oferta de reservas pelos bancos
centrais, será dado, pelos bancos centrais nacionais e pelo BCE, o mesmo tratamento que às instituições de crédito privadas.
Artigo 102º (ex-artigo 104º-A)
1. São proibidas quaisquer medidas não baseadas em considerações de ordem prudencial que possibilitem o acesso privilegiado
às instituições financeiras por parte das Instituições ou organismos da Comunidade, dos Governos centrais, das autoridades
regionais ou locais, ou outras autoridades públicas, de outros organismos do sector público ou de empresas públicas dos Estados-Membros.
2. O Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 252º, estabelecerá, até 1 de Janeiro de 1994, as definições para a aplicação da proibição a que se refere o nº 1.
Artigo 103º (ex-artigo 104º-B)
1. Sem prejuízo das garantias financeiras mútuas para a execução conjunta de projectos específicos, a Comunidade não é responsável
pelos compromissos dos Governos centrais, das autoridades regionais ou locais, ou de outras autoridades públicas, dos outros
organismos do sector público ou das empresas públicas de qualquer Estado-Membro, nem assumirá esses compromissos. Sem prejuízo
das garantias financeiras mútuas para a execução conjunta de projectos específicos, os Estados-Membros não são responsáveis
pelos compromissos dos Governos centrais, das autoridades regionais ou locais, ou de outras autoridades públicas, dos outros
organismos do sector público ou das empresas públicas de outros Estados-Membros, nem assumirão esses compromissos.
2. O Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 252º, pode, se necessário, estabelecer definições para a aplicação das proibições a que se referem o artigo 101º e o presente artigo.
Artigo 104º (ex-artigo 104º-C)
1. Os Estados-Membros devem evitar défices orçamentais excessivos.
2. A Comissão acompanhará a evolução da situação orçamental e do montante da dívida pública nos Estados-Membros, a fim de
identificar desvios importantes. Examinará, em especial, o cumprimento da disciplina orçamental com base nos dois critérios
seguintes:
a) Se a relação entre o défice orçamental programado ou verificado e o produto interno bruto excede um valor de referência,
excepto:
- se essa relação tiver baixado de forma substancial e contínua e tiver atingido um nível que se aproxime do valor de referência;
- ou, em alternativa, se o excesso em relação ao valor de referência for meramente excepcional e temporário e se aquela relação
continuar perto do valor de referência.
b) Se a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto excede um valor de referência, excepto se essa relação se
encontrar em diminuição significativa e se estiver a aproximar, de forma satisfatória, do valor de referência.
Os valores de referência encontram-se especificados no Protocolo relativo ao procedimento aplicável em caso de défice excessivo,
anexo ao presente Tratado.
3. Se um Estado-Membro não cumprir os requisitos constantes de um ou de ambos estes critérios, a Comissão preparará um relatório.
O relatório da Comissão analisará igualmente se o défice orçamental excede as despesas públicas de investimento e tomará em
consideração todos os outros factores pertinentes, incluindo a situação económica e orçamental a médio prazo desse Estado-Membro.
A Comissão pode ainda preparar um relatório se, apesar de os requisitos estarem a ser preenchidos de acordo com os critérios
enunciados, for de opinião de que existe um risco de défice excessivo em determinado Estado-Membro.
4. O Comité a que se refere o artigo 114º formulará um parecer sobre o relatório da Comissão.
5. Se a Comissão considerar que em determinado Estado-Membro existe ou poderá ocorrer um défice excessivo, enviará um parecer
ao Conselho.
6. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação da Comissão, e tendo considerado todas as observações
que o Estado-Membro interessado pretenda fazer, decidirá, depois de ter avaliado globalmente a situação, se existe ou não
um défice excessivo.
7. Sempre que, nos termos do nº 6, o Conselho decida que existe um défice excessivo, dirigirá recomendações ao Estado-Membro em causa com o objectivo de
pôr fim àquela situação num dado prazo. Sem prejuízo do disposto no nº 8, essas recomendações não serão tornadas públicas.
8. Sempre que verificar que, na sequência das suas recomendações, não foram tomadas medidas eficazes no prazo estabelecido,
o Conselho pode tornar públicas as suas recomendações.
9. Se um Estado-Membro persistir em não pôr em prática as recomendações do Conselho, este pode decidir notificar esse Estado-Membro
para, num dado prazo, tomar medidas destinadas a reduzir o défice para um nível que o Conselho considerar necessário para
obviar à situação.
Nesse caso, o Conselho pode pedir ao Estado-Membro em causa que lhe apresente relatórios de acordo com um calendário específico,
a fim de analisar os esforços de ajustamento desse Estado-Membro.
10. O direito de intentar acções previsto nos artigos 226º e 227º não pode ser exercido no âmbito dos nºs 1 a 9 do presente artigo.
11. Se um Estado-Membro não cumprir uma decisão tomada nos termos do nº 9, o Conselho pode decidir aplicar, ou eventualmente intensificar, uma ou mais das seguintes medidas:
- exigir que o Estado-Membro em causa divulgue informações complementares, a determinar pelo Conselho, antes de emitir obrigações
e títulos;
- convidar o Banco Europeu de Investimento a reconsiderar a sua política de empréstimos em relação ao Estado-Membro em causa;
- exigir do Estado-Membro em causa a constituição, junto da Comunidade, de um depósito não remunerado de montante apropriado,
até que, na opinião do Conselho, o défice excessivo tenha sido corrigido;
- impor multas de importância apropriada.
O Presidente do Conselho informará o Parlamento Europeu das decisões tomadas.
12. O Conselho revogará parte ou a totalidade das decisões a que se referem os nºs 6 a 9 e 11 na medida em que considere que o défice excessivo no Estado-Membro em causa foi corrigido. Se o Conselho tiver
previamente tornado públicas as suas recomendações, deve, logo que a decisão tomada ao abrigo do nº 8 tiver sido revogada, fazer uma declaração pública de que deixou de existir um défice excessivo no Estado-Membro em causa.
13. Ao tomar as decisões do Conselho a que se referem os nºs 7 a 9, 11 e 12, este delibera sob recomendação da Comissão, por maioria de dois terços dos votos dos seus membros, ponderados
nos termos do nº 2 do artigo 205º, com exclusão dos votos do representante do Estado-Membro em causa.
14. O Protocolo relativo ao procedimento aplicável em caso de défice excessivo, anexo ao presente Tratado, contém outras disposições
relacionadas com a aplicação do procedimento descrito no presente artigo.
O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu e do BCE, aprovará
as disposições apropriadas, que substituirão o referido Protocolo.
Sem prejuízo das demais disposições do presente número, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão,
e após consulta do Parlamento Europeu, estabelecerá, até 1 de Janeiro de 1994, regras e definições para a aplicação das disposições
do citado Protocolo.
Capítulo 2
A política monetária
Artigo 105º (ex-artigo 105º)
1. O objectivo primordial do SEBC é a manutenção da estabilidade dos preços. Sem prejuízo do objectivo da estabilidade dos
preços, o SEBC apoiará as políticas económicas gerais na Comunidade tendo em vista contribuir para a realização dos objectivos
da Comunidade tal como se encontram definidos no artigo 2º. O SEBC actuará de acordo com o princípio de uma economia de mercado aberto e de livre concorrência, incentivando a repartição
eficaz dos recursos e observando os princípios definidos no artigo 4º
2. As atribuições fundamentais cometidas ao SEBC são:
- a definição e execução da política monetária da Comunidade;
- a realização de operações cambiais compatíveis com o disposto no artigo 111º;
- a detenção e gestão das reservas cambiais oficiais dos Estados-Membros;
- a promoção do bom funcionamento dos sistemas de pagamentos.
3. O terceiro travessão do nº 2 não obsta à detenção e gestão, pelos Governos dos Estados-Membros, de saldos de tesouraria em divisas.
4. O BCE será consultado:
- sobre qualquer proposta de acto comunitário nos domínios das suas atribuições;
- pelas autoridades nacionais sobre qualquer projecto de disposição legal nos domínios das suas atribuições, mas nos limites
e condições definidos pelo Conselho de acordo com o procedimento previsto no nº 6 do artigo 107º
O BCE pode apresentar pareceres sobre questões do âmbito das suas atribuições às competentes Instituições ou organismos da
Comunidade ou às autoridades nacionais.
5. O SEBC contribuirá para a boa condução das políticas desenvolvidas pelas autoridades competentes no que se refere à supervisão
prudencial das instituições de crédito e à estabilidade do sistema financeiro.
6. O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta do BCE, e depois de ter recebido parecer
favorável do Parlamento Europeu, pode conferir ao BCE atribuições específicas no que diz respeito às políticas relativas à
supervisão prudencial das instituições de crédito e de outras instituições financeiras, com excepção das empresas de seguros.
Artigo 106º (ex-artigo 105º-A)
1. O BCE tem o direito exclusivo de autorizar a emissão de notas de banco na Comunidade. O BCE e os bancos centrais nacionais
podem emitir essas notas. As notas de banco emitidas pelo BCE e pelos bancos centrais nacionais são as únicas com curso legal
na Comunidade.
2. Os Estados-Membros podem emitir moedas metálicas, sem prejuízo da aprovação pelo BCE do volume da respectiva emissão. O
Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 252º e após consulta do BCE, pode adoptar medidas para harmonizar as denominações e especificações técnicas de todas as moedas
metálicas destinadas à circulação, na medida do necessário para permitir a sua fácil circulação dentro da Comunidade.
Artigo 107º (ex-artigo 106º)
1. O SEBC é constituído pelo BCE e pelos bancos nacionais.
2. O BCE tem personalidade jurídica.
3. O SEBC é dirigido pelos órgãos de decisão do BCE, que são o Conselho do BCE e a Comissão Executiva.
4. Os Estatutos do SEBC constam de um Protocolo anexo ao presente Tratado.
5. Os artigos 5º1, 5º2, 5º3, 17º, 18º, 19º1, 22º, 23º, 24º, 26º, 32º2, 32º3, 32º4, 32º6, 33º1 a) e 36º dos Estatutos do SEBC podem ser alterados pelo Conselho, deliberando quer por maioria qualificada, sob recomendação do BCE,
após consulta da Comissão, quer por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta do BCE. Em qualquer dos casos é
necessário o parecer favorável do Parlamento Europeu.
6. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, quer sob proposta da Comissão e após consulta Parlamento Europeu e do
BCE quer deliberando sob recomendação do BCE e após consulta do Parlamento Europeu e da Comissão, adoptará as disposições
a que se referem os artigos 4º, 5º4, 19º2, 20º, 28º1, 29º2, 30º4 e 34º3 dos Estatutos do SEBC.
Artigo 108º (ex-artigo 107º)
No exercício dos poderes e no cumprimento das atribuições e deveres que lhes são conferidos pelo presente Tratado e pelos
Estatutos do SEBC, o BCE, os bancos centrais nacionais, ou qualquer membro dos respectivos órgãos de decisão não podem solicitar
ou receber instruções das Instituições ou organismos comunitários, dos Governos dos Estados-Membros ou de qualquer outra entidade.
As Instituições e organismos comunitários, bem como os Governos dos Estados-Membros, comprometem-se a respeitar este princípio
e a não procurar influenciar os membros dos órgãos de decisão do BCE ou dos bancos centrais nacionais no exercício das suas
funções.
Artigo 109º (ex-artigo 108º)
Cada um dos Estados-Membros assegurará, o mais tardar até à data da instituição do SEBC, a compatibilidade da respectiva legislação
nacional, incluindo os estatutos do seu banco central nacional, com o presente Tratado e com os Estatutos do SEBC.
Artigo 110º (ex-artigo 108º-A)
1. Para o desempenho das atribuições cometidas ao SEBC, o BCE, de acordo com as disposições do presente Tratado e nas condições
definidas nos Estatutos do SEBC:
- adopta regulamentos na medida do necessário para o exercício das funções definidas no primeiro travessão do artigo 3º1, nos artigos 19º1, 22º ou 25º2 dos Estatutos do SEBC, e nos casos previstos nos actos do Conselho a que se refere o nº 6 do artigo 107º;
- toma as decisões necessárias para o desempenho das atribuições cometidas ao SEBC ao abrigo do presente Tratado e dos Estatutos
do SEBC;
- formula recomendações e emite pareceres.
2. O regulamento tem carácter geral. É obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-Membros.
As recomendações e os pareceres não são vinculativos.
A decisão é obrigatória em todos os seus elementos para os destinatários que designar.
Os artigos 253º a 256º são aplicáveis aos regulamentos e decisões do BCE.
O BCE pode decidir publicar as suas decisões, recomendações e pareceres.
3. Nos limites e condições fixados pelo Conselho, de acordo com o procedimento previsto no nº 6 do artigo 107º, o BCE pode aplicar multas ou sanções pecuniárias temporárias às empresas em caso de incumprimento de obrigações decorrentes
dos seus regulamentos e decisões.
Artigo 111º (ex-artigo 109º)
1. Em derrogação do disposto no artigo 300º, o Conselho, deliberando por unanimidade, sob recomendação do BCE ou da Comissão e após consulta do BCE, numa tentativa para
chegar a um consenso com este último, compatível com o objectivo da estabilidade dos preços, e após consulta do Parlamento
Europeu, de acordo com os mecanismos processuais referidos no nº 3, pode celebrar acordos formais relativos a um sistema de taxas de câmbio do ECU em relação às moedas não comunitárias.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação do BCE ou da Comissão e após consulta do BCE, numa tentativa
para chegar a um consenso com este último compatível com o objectivo da estabilidade dos preços, pode adoptar, ajustar ou
abandonar as taxas, centrais do ECU no sistema de taxas de câmbio. O Presidente do Conselho informará o Parlamento Europeu
acerca da adopção, ajustamento ou abandono das taxas centrais do ECU.
2. Na falta de um sistema de taxas de câmbio em relação a uma ou mais moedas não comunitárias a que se refere o nº 1, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, quer sob recomendação da Comissão e após consulta do BCE quer sob recomendação
do BCE, pode formular orientações gerais para uma política de taxas de câmbio em relação a essas moedas. Essas orientações
gerais não podem prejudicar o objectivo primordial do SEBC de manutenção da estabilidade dos preços.
3. Em derrogação do disposto no artigo 300º, sempre que a Comunidade tiver de negociar acordos relativos a questões monetárias ou ao regime cambial com um ou mais Estados
ou organizações internacionais, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação da Comissão, e após consulta
do BCE, decide sobre os mecanismos para a negociação e para a celebração dos referidos acordos. Esses mecanismos devem assegurar
que a Comunidade expresse uma posição única. A Comissão será plenamente associada a essas negociações.
Os acordos celebrados de acordo com o presente número vinculam as Instituições da Comunidade, o BCE e os Estados-Membros.
4. Sem prejuízo do disposto no nº 1, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta do BCE decide sobre a posição
da Comunidade ao nível internacional relativamente às questões que se revistam de especial interesse para a União Económica
e Monetária e, deliberando por unanimidade, decide sobre a sua representação de acordo com a repartição de competências previstas
nos artigos 99º e 105º
5. Sem prejuízo da competência comunitária e dos acordos da Comunidade relativos à União Económica e Monetária, os Estados-Membros
podem negociar nas instâncias internacionais e celebrar acordos internacionais.
Capítulo 3
Disposições institucionais
Artigo 112º (ex-artigo 109º-A)
1. O Conselho do BCE é composto pelos membros da Comissão Executiva do BCE e pelos governadores dos bancos centrais nacionais.
2. a) A Comissão Executiva é composta pelo Presidente, pelo Vice-Presidente e por quatro vogais.
b) O Presidente, o Vice-Presidente e os vogais da Comissão Executiva são nomeados, de entre personalidades de reconhecida
competência e com experiência profissional nos domínios monetário ou bancário, de comum acordo, pelos Governos dos Estados-Membros,
a nível de Chefes de Estado ou de Governo, sob recomendação do Conselho e após este ter consultado o Parlamento Europeu e
o Conselho do BCE.
A duração do respectivo mandato é de oito anos, não renováveis.
Só nacionais dos Estados-Membros podem ser membros da Comissão Executiva.
Artigo 113º (ex-artigo 109º-B)
1. O Presidente do Conselho e um membro da Comissão podem participar, sem direito de voto, nas reuniões do Conselho do BCE.
O Presidente do Conselho pode submeter moções à deliberação do Conselho do BCE.
2. O Presidente do BCE será convidado a participar nas reuniões do Conselho sempre que este delibere sobre questões relativas
aos objectivos e atribuições do SEBC.
3. O BCE enviará anualmente ao Parlamento Europeu, ao Conselho, à Comissão e ainda ao Conselho Europeu um relatório sobre
as actividades do SEBC e sobre a política monetária do ano anterior e do ano em curso. O Presidente do BCE apresentará esse
relatório ao Conselho e ao Parlamento Europeu, que, com base nesse relatório, pode proceder a um debate de carácter geral.
O Presidente do BCE e os outros membros da Comissão Executiva podem, a pedido do Parlamento Europeu ou por sua própria iniciativa,
ser ouvidos pelas competentes comissões do Parlamento Europeu.
Artigo 114º (ex-artigo 109º-C)
1. Com o objectivo de promover a coordenação das políticas dos Estados-Membros na medida do necessário ao funcionamento do
mercado interno, é instituído um Comité Monetário de natureza consultiva.
O Comité tem as seguintes funções:
- acompanhar a situação monetária e financeira dos Estados-Membros e da Comunidade, bem como o sistema geral de pagamentos
dos Estados-Membros, e apresentar regularmente o correspondente relatório ao Conselho e à Comissão;
- formular pareceres, quer a pedido do Conselho ou da Comissão quer por iniciativa própria, destinados a estas Instituições;
- sem prejuízo do disposto no artigo 207º, contribuir para a preparação dos trabalhos do Conselho a que se referem os artigos 59º e 60º, os nºs 2, 3, 4 e 5 do artigo 99º, os artigos 100º, 102º, 103º e 104º, o nº 2 do artigo 116º, o nº 6 do artigo 117º, os artigos 119º e 120º, o nº 2 do artigo 121º e o nº 1 do artigo 122º;
- examinar, pelo menos uma vez por ano, a situação relativa aos movimentos de capitais e à liberdade de pagamentos, tal como
resultam da aplicação do presente Tratado e das medidas adoptadas pelo Conselho, devendo este exame englobar todas as medidas
respeitantes aos movimentos de capitais e aos pagamentos; o Comité informará a Comissão e o Conselho dos resultados deste
exame.
Os Estados-Membros e a Comissão nomearão, cada um, dois membros do Comité Monetário.
2. No início da terceira fase é instituído um Comité Económico e Financeiro. O Comité Monetário a que se refere o nºs 1 é dissolvido.
O Comité Económico e Financeiro tem as seguintes funções:
- formular pareceres, quer a pedido do Conselho ou da Comissão quer por iniciativa própria, destinados a estas Instituições;
- acompanhar a situação económica e financeira dos Estados-Membros e da Comunidade e apresentar regularmente o correspondente
relatório ao Conselho e à Comissão, nomeadamente sobre as relações financeiras com países terceiros e instituições internacionais;
- sem prejuízo do disposto no artigo 207º, contribuir para a preparação dos trabalhos do Conselho a que se referem os artigos 59º e 60º, os nºs 2, 3, 4 e 5 do artigo 99º, os artigos 100º, 102º, 103º e 104º, o nº 6 do artigo 105º, o nº 2 do artigo 106º, os nºs 5 e 6 do artigo 107º, os artigos 111º e 119º, os nºs 2 e 3 do artigo 120º, o nº 2 do artigo 122º, os nºs 4 e 5 do artigo 123º, e exercer outras funções consultivas e preparatórias que lhe forem confiadas pelo Conselho;
- examinar, pelo menos uma vez por ano, a situação relativa aos movimentos de capitais e à liberdade de pagamentos, tal como
resultam da aplicação do Tratado e das medidas do Conselho, devendo este exame englobar todas as medidas respeitantes aos
movimentos de capitais e aos pagamentos; o Comité informará a Comissão e o Conselho dos resultados deste exame.
Os Estados-Membros, a Comissão e o BCE nomearão, cada um, no máximo, dois membros do Comité.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada sob proposta da Comissão e após consulta do BCE e do Comité a que se refere
o presente artigo, estabelecerá disposições pormenorizadas relativas à composição do Comité Económico e Financeiro. O Presidente
do Conselho informará o Parlamento Europeu dessa decisão.
4. Além das funções previstas no nº 2, o Comité, se e enquanto existirem Estados-Membros que beneficiem de uma derrogação nos termos dos artigos 122º e 123º, acompanhará a situação monetária e financeira e o sistema geral de pagamentos desses Estados-Membros e apresentará regularmente
o correspondente relatório ao Conselho e à Comissão.
Artigo 115º (ex-artigo 109º-D)
O Conselho ou qualquer dos Estados-Membros pode solicitar à Comissão que apresente uma recomendação ou uma proposta, conforme
o caso, relativamente a questões do âmbito de aplicação do nº 4 do artigo 99º, do artigo 104º, com excepção do seu nº 14, dos artigos 111º, 121º, 122º e dos nºs 4 e 5 do artigo 123º. A Comissão analisa esse pedido e apresenta sem demora as suas conclusões ao Conselho.
Capítulo 4
Disposições transitórias
Artigo 116º (ex-artigo 109º-E)
1. A segunda fase da realização da União Económica e Monetária tem início em 1 de Janeiro de 1994.
2. Antes dessa data:
a) Cada Estado-Membro deve:
- adoptar, se necessário, medidas adequadas para dar cumprimento às proibições previstas no artigo 56º, sem prejuízo do artigo 101º, e nº 1 do artigo 102º;
- adoptar, se necessário, tendo em vista permitir a avaliação prevista na alínea b), programas plurianuais destinados a assegurar
a convergência duradoura necessária à realização da União Económica e Monetária, em especial no que se refere à estabilidade
dos preços e à solidez das finanças públicas.
b) O Conselho, com base em relatório da Comissão, deve avaliar os progressos alcançados em matéria de convergência económica
e monetária, em especial no que diz respeito à estabilidade dos preços e à solidez das finanças públicas, bem como os progressos
alcançados com a aplicação da legislação comunitária relativa ao mercado interno.
3. O disposto no artigo 101º, no nº 1 do artigo 102º, no nº 1 do artigo 103º e no artigo 104º, com excepção dos seus nºs 1, 9, 11 e 14, é aplicável a partir do início da segunda fase.
O disposto no nº 2 do artigo 100º, nos nºs 1, 9 e 11 do artigo 104º, nos artigos 105º, 106º, 108º, 111º, 112º e 113º e nos nºs 2 e 4 do artigo 114º é aplicável a partir do início da terceira fase.
4. Na segunda fase, os Estados-Membros envidarão esforços para evitar défices orçamentais excessivos.
5. No decurso das segunda fase, cada Estado-Membro deve, se for caso disso iniciar o processo conducente à independência do
seu banco central, nos termos do artigo 109º
Artigo 117º (ex-artigo 109º-F)
1. No início da segunda fase, é instituído e entra em funções um Instituto Monetário Europeu, a seguir designado por «IME», que tem personalidade jurídica e é dirigido e gerido por um Conselho, composto por um Presidente e pelos governadores dos
bancos centrais nacionais, um dos quais será Vice-Presidente.
O Presidente é nomeado, de comum acordo, pelos Governos dos Estados-Membros a nível de Chefes de Estado ou de Governo, sob
recomendação do Conselho do IME e após consulta do Parlamento Europeu e do Conselho. O Presidente é escolhido de entre personalidades
de reconhecida competência e com experiência profissional nos domínios monetário ou bancário. Só pode ser Presidente do IME
um nacional dos Estados-Membros. O Conselho do IME designa o Vice-Presidente.
Os Estatutos do IME constam de um Protocolo anexo ao presente Tratado.
2. O IME deve:
- reforçar a cooperação entre os bancos centrais nacionais;
- reforçar a coordenação das políticas monetárias dos Estados-Membros com o objectivo de garantir a estabilidade dos preços;
- supervisar o funcionamento do Sistema Monetário Europeu;
- proceder a consultas sobre questões da competência dos bancos centrais nacionais, que afectem a estabilidade das Instituições
e mercados financeiros;
- assumir as atribuições do Fundo Europeu de Cooperação Monetária, que é dissolvido; as modalidades de dissolução constam
dos Estatutos do IME;
- promover a utilização do ECU e supervisar a sua evolução, incluindo o bom funcionamento do respectivo sistema de compensação.
3. Para a preparação da terceira fase, o IME deve:
- preparar os instrumentos e procedimentos necessários para a execução de uma política monetária única na terceira fase;
- promover, sempre que necessário, a harmonização das normas e práticas que regulam a recolha, organização e divulgação de
estatísticas no domínio das suas atribuições;
- preparar as normas para as operações a realizar pelos bancos centrais nacionais no quadro do SEBC;
- promover a eficácia dos pagamentos transnacionais;
- supervisar a preparação técnica das notas de banco denominadas em ECU.
O mais tardar até 31 de Dezembro de 1996, o IME definirá o quadro administrativo, organizativo e logístico necessário para
que o SEBC desempenhe as suas atribuições na terceira fase. Esse quadro será submetido a decisão do BCE, aquando da sua instituição.
4. O IME, deliberando por maioria de dois terços dos membros do respectivo Conselho, pode:
- formular pareceres ou recomendações sobre a orientação global das políticas monetária e cambial, bem como sobre as medidas
a elas relativas adoptadas em cada Estado-Membro;
- apresentar parecer ou recomendações aos Governos e ao Conselho sobre políticas que possam afectar a situação monetária interna
ou externa na Comunidade e, em especial, o funcionamento do Sistema Monetário Europeu;
- formular recomendações às autoridades monetárias dos Estados-Membros sobre a condução das respectivas políticas monetárias.
5. O IME, deliberando por unanimidade, pode decidir tornar públicos os seus pareceres e recomendações.
6. O IME será consultado pelo Conselho sobre qualquer proposta de acto comunitário no domínio das suas atribuições.
Nos limites e condições fixados pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após consulta,
conforme o caso, do Parlamento Europeu e do IME, este será consultado pelas autoridades dos Estados-Membros sobre qualquer
projecto de disposição legal no domínio das suas atribuições.
7. O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta do Parlamento Europeu e do IME, pode
conferir ao IME outras atribuições relacionadas com a preparação da terceira fase.
8. Sempre que o presente Tratado atribua um papel consultivo ao BCE, as referências ao BCE devem ser entendidas, antes da
instituição do BCE, como referências ao IME.
9. Durante a segunda fase, a sigla «BCE» utilizada nos artigos 230º, 232º, 233º, 234º, 237º e 288º deve ser entendida como uma referência ao IME.
Artigo 118º (ex-artigo 109º-G)
A composição do cabaz de moedas do ECU permanece inalterada.
A partir do início da terceira fase, o valor do ECU é irrevogavelmente fixado de acordo com o disposto no nº 4 do artigo 123º
Artigo 119º (ex-artigo 109º-H)
1. Se algum Estado-Membro se encontrar em dificuldades, ou sob grave ameaça de dificuldades relativamente à sua balança de
pagamentos, quer estas resultem de um desequilíbrio global da sua balança quer do tipo de divisas de que dispõe, e se tais
dificuldades forem susceptíveis de, designadamente, comprometer o funcionamento do mercado comum ou a progressiva realização
da sua política comercial comum, a Comissão procederá imediatamente à análise da situação desse Estado, bem como da acção
que ele empreendeu ou pode empreender, nos termos do presente Tratado, recorrendo a todos os meios de que dispõe. A Comissão
indicará as medidas cuja adopção recomenda ao Estado em causa.
Se a acção empreendida por um Estado-Membro e as medidas sugeridas pela Comissão não se afigurarem suficientes para remover
as dificuldades ou ameaças de dificuldades existentes, a Comissão recomendará ao Conselho, após consulta do Comité a que se
refere o artigo 114º, a concessão de assistência mútua e os métodos adequados para o efeito.
A Comissão manterá o Conselho regularmente informado da situação e da maneira como esta evolui.
2. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, concederá a assistência mútua; adoptará as directivas ou decisões, fixando
as condições e modalidades dessa assistência, que pode assumir, designadamente, a forma de:
a) Acção concertada junto de outras organizações internacionais a que os Estados-Membros podem recorrer.
b) Medidas necessárias para evitar desvios de tráfego, sempre que o Estado em dificuldades mantenha ou restabeleça restrições
quantitativas relativamente a países terceiros.
c) Concessão de créditos limitados por parte de outros Estados-Membros, sob condição de que estes dêem o seu acordo.
3. Se a assistência mútua recomendada pela Comissão não for concedida pelo Conselho ou se a assistência mútua concedida e
as medidas tomadas forem insuficientes, a Comissão autorizará o Estado em dificuldades a tomar medidas de protecção, de que
fixará as condições e modalidades.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode revogar esta autorização e modificar estas condições e modalidades.
4. Sem prejuízo do disposto no nº 6 do artigo 122º, o presente artigo deixa de ser aplicável a partir do início da terceira fase.
Artigo 120º (ex-artigo 109º-I)
1. Em caso de crise súbita na balança de pagamentos e se não for imediatamente tomada uma decisão, na acepção do nº 2 do artigo 119º, o Estado-Membro em causa pode, a título cautelar, tomar as medidas de protecção necessárias. Estas devem provocar o mínimo
de perturbações no funcionamento do mercado comum e não exceder o estritamente indispensável para sanar as dificuldades súbitas
que se tenham manifestado.
2. A Comissão e os outros Estados-Membros devem ser informados destas medidas de protecção, o mais tardar no momento da sua
entrada em vigor. A Comissão pode recomendar ao Conselho a concessão de assistência mútua nos termos do artigo 119º
3. Sob parecer da Comissão e após consulta do Comité a que se refere o artigo 114º, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir que o Estado em causa deve modificar, suspender ou suprimir
as medidas de protecção acima referidas.
4. Sem prejuízo do disposto no nº 6 do artigo 122º, o presente artigo deixa de ser aplicável a partir do início da terceira fase.
Artigo 121º (ex-artigo 109º-J)
1. A Comissão e o IME apresentarão relatórios ao Conselho sobre os progressos alcançados pelos Estados-Membros no cumprimento
das suas obrigações relativas à realização da União Económica e Monetária. Esses relatórios devem conter um estudo da compatibilidade
da legislação nacional de cada Estado-Membro, incluindo os estatutos do seu banco central nacional, com o disposto nos artigos
108º e 109º do presente Tratado e nos Estatutos do SEBC. Os relatórios analisarão igualmente a realização de um elevado grau de convergência
sustentada, com base na observância, por cada Estado-Membro, dos seguintes critérios:
- a realização de um elevado grau de estabilidade dos preços, que será expresso por uma taxa de inflação que esteja próxima
da taxa, no máximo, dos três Estados-Membros com melhores resultados em termos de estabilidade dos preços;
- a sustentabilidade das suas finanças públicas, que será traduzida pelo facto de ter alcançado uma situação orçamental sem
défice excessivo, determinado nos termos do nº 6 do artigo 104º;
- a observância, durante pelo menos dois anos, das margens normais de flutuação previstas no mecanismo de taxas de câmbio
do Sistema Monetário Europeu, sem ter procedido a uma desvalorização em relação à moeda de qualquer outro Estado-Membro;
- o carácter duradouro da convergência alcançada pelo Estado-Membro e da sua participação no mecanismo de taxas de câmbio
do Sistema Monetário Europeu deve igualmente reflectir-se nos níveis das taxas de juro a longo prazo.
Os quatro critérios a que se refere o presente número e os respectivos períodos durante os quais devem ser respeitados vêm
desenvolvidos num Protocolo anexo ao presente Tratado. Os relatórios da Comissão e do IME devem ter, de igual modo, em conta
o desenvolvimento do ECU, os resultados da integração dos mercados, o nível e a evolução da balança de transacções correntes
e a análise de evolução dos custos unitários de trabalho e de outros índices de preços.
2. Com base nestes relatórios, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação da Comissão, avaliará:
- relativamente a cada Estado-Membro, se preenche as condições necessárias para a adopção de uma moeda única;
- se a maioria dos Estados-Membros preenche as condições necessárias para a adopção de uma moeda única;
e transmitirá, sob a forma de recomendação, as suas conclusões ao Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo.
O Parlamento Europeu será consultado e transmitirá o seu parecer ao Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo.
3. Tendo em devida conta os relatórios a que se refere o nº 1 e o parecer do Parlamento Europeu a que se refere o nº 2, o Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo, deliberando por maioria qualificada, o mais tardar até
31 de Dezembro de 1996:
- decidirá, com base nas recomendações do Conselho a que se refere o nº 2, se a maioria dos Estados-Membros satisfaz as condições necessárias para a adopção de uma moeda única;
- decidirá se é conveniente que a Comunidade passe para a terceira fase; e, em caso afirmativo,
- fixará a data para o início da terceira fase.
4. Se, no final de 1997, não tiver sido fixada a data para o início da terceira fase, esta tem início em 1 de Janeiro de 1999.
Até 1 de Julho de 1998, o Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo, e depois de repetido o procedimento
previsto nos nºs 1 e 2, com excepção do segundo travessão do nº 2, tendo em conta os relatórios a que se refere o nº 1 e o parecer do Parlamento Europeu, e deliberando por maioria qualificada, com base nas recomendações do Conselho a que
se refere o nº 2, confirmará quais os Estados-Membros que satisfazem as condições necessárias para a adopção de uma moeda única.
Artigo 122º (ex-artigo 109º-K)
1. Se tiver sido tomada a decisão de fixar a data, de acordo com o disposto no nº 3 do artigo 121º, o Conselho, com base nas suas recomendações a que se refere o nº 2 do artigo 121º, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação da Comissão, decidirá se alguns Estados-Membros e, em caso afirmativo,
quais, devem beneficiar de uma derrogação tal como definida no nº 3 do presente artigo. Esses Estados-Membros serão adiante designados por «Estados-Membros que beneficiam de uma derrogação».
Se o Conselho tiver confirmado quais os Estados-Membros que satisfazem as condições necessárias para a adopção de uma moeda
única, de acordo com o disposto no nº 4 do artigo 121º, os Estados-Membros que não satisfaçam essas condições beneficiarão de uma derrogação tal como definida no nº 3 do presente artigo. Esses Estados-Membros serão adiante designados por «Estados-Membros que não beneficiam de uma derrogação».
2. Pelo menos de dois em dois anos, ou a pedido de um Estado-Membro que beneficie de uma derrogação, a Comissão e o BCE apresentarão
relatórios ao Conselho, de acordo com o procedimento previsto no nº 1 do artigo 121º. Após ter consultado o Parlamento Europeu e debatido a questão no Conselho, reunido a nível de Chefes de Estado ou de Governo,
o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, decidirá quais são os Estados-Membros que beneficiam
de uma derrogação que preenchem as condições necessárias com base nos critérios fixados no nº 1 do artigo 121º, e revogará as derrogações dos Estados-Membros em causa.
3. A derrogação prevista no nº 1 implica que os seguintes artigos não sejam aplicáveis ao Estado-Membro em causa: nºs 9 e 11 do artigo 104º, nºs 1, 2, 3 e 5 do artigo 105º, artigos 106º, 110º, 111º e nº 2, alínea b), do artigo 112º. A exclusão desse Estado-Membro e do seu banco central nacional dos direitos e obrigações no âmbito do SEBC consta do Capítulo
IX dos Estatutos do SEBC.
4. Nos nºs 1, 2 e 3 do artigo 105º, nos artigos 106º, 110º, 111º e no nº 2, alínea b), do artigo 112º, por «Estados-Membros» deve entender-se «Estados-Membros que não beneficiam de uma derrogação».
5. Os direitos de voto dos Estados-Membros que beneficiem de uma derrogação serão suspensos em relação às decisões do Conselho
a que se referem os artigos do presente Tratado enumerados no nº 3. Neste caso, em derrogação do disposto no artigo 205º e no nº 1 do artigo 250º, a maioria qualificada é definida como dois terços dos votos dos representantes dos Estados-Membros que não beneficiam de
uma derrogação, ponderados de acordo com o disposto no nº 2 do artigo 205º, e é exigida a unanimidade desses Estados-Membros para todos os actos que exijam unanimidade.
6. O disposto nos artigos 119º e 120º continua a ser aplicável aos Estados-Membros que beneficiam de uma derrogação.
Artigo 123º (ex-artigo 109º-L)
1. Imediatamente após ter sido tomada a decisão sobre a data de início da terceira fase, nos termos do disposto no nº 3 do artigo 121º ou, se for esse o caso, imediatamente após 1 de Julho de 1998:
- o Conselho adoptará as disposições a que se refere o nº 6 do artigo 107º;
- os Governos dos Estados-Membros que não beneficiem da uma derrogação nomearão, de acordo com o procedimento previsto no
artigo 50º dos Estatutos do SEBC, o Presidente, o Vice-Presidente e os vogais da Comissão Executiva do BCE. Se existirem Estados-Membros
que beneficiem de uma derrogação, o número de membros da Comissão Executiva pode ser menor que o previsto no artigo 11º1 dos Estatutos dos SEBC, mas em caso algum será inferior a quatro.
Logo que a Comissão Executiva for nomeada, o SEBC e o BCE consideram-se instituídos e devem preparar-se para o seu pleno funcionamento
de acordo com as disposições do presente Tratado e dos Estatutos do SEBC. O pleno exercício das suas competências tem início
no primeiro dia da terceira fase.
2. Logo que o BCE esteja instituído, assumirá, se necessário, as atribuições do IME. O IME entra em liquidação aquando da
instituição do BCE; as modalidades de liquidação constam dos Estatutos do IME.
3. Sem prejuízo do disposto no nº 3 do artigo 107º do presente Tratado, se e enquanto existirem Estados-Membros que beneficiem de uma derrogação, o Conselho Geral do BCE a
que se refere o artigo 45º dos Estatutos do SEBC constitui um terceiro órgão de decisão do BCE.
4. Na data de início da terceira fase, o Conselho, deliberando por unanimidade dos Estados-Membros que não beneficiem de uma
derrogação, sob proposta da Comissão, e após consulta do BCE, determina as taxas de conversão às quais as suas moedas ficam
irrevogavelmente fixadas e as taxas, irrevogavelmente fixadas, a que o ECU substitui essas moedas, e o ECU será uma moeda
de direito próprio. Esta medida, só por si, não modifica o valor externo do ECU. O Conselho, deliberando segundo o mesmo procedimento,
toma igualmente as outras medidas necessárias para a rápida introdução do ECU como moeda única desses Estados-Membros.
5. Se, de acordo com o procedimento previsto no nº 2 do artigo 122º, for decidido revogar uma derrogação, o Conselho, deliberando por unanimidade dos Estados-Membros que não beneficiam de uma
derrogação e do Estado-Membro em causa, sob proposta da Comissão e após consulta do BCE, fixa a taxa à qual o ECU substitui
a moeda do Estado-Membro em causa e toma as outras medidas necessárias para a introdução do ECU como moeda única no Estado-Membro
em causa.
Artigo 124º (ex-artigo 109º-M)
1. Até ao início da terceira fase, cada Estado-Membro tratará a sua política cambial como uma questão de interesse comum.
Ao fazê-lo, os Estados-Membros terão em conta a experiência adquirida no âmbito da cooperação no Sistema Monetário Europeu
(SME) e com a evolução do ECU, respeitando as competências existentes.
2. A partir do início da terceira fase e enquanto existirem Estados-Membros que beneficiem de uma derrogação, aplica-se à
política cambial desses Estados-Membros, por analogia, o disposto no nº 1.
TÍTULO VIII (ex-Título VI-A)
EMPREGO
Artigo 125º (ex-artigo 109º-N)
Os Estados-Membros e a Comunidade empenhar-se-ão, nos termos do presente Título, em desenvolver uma estratégia coordenada
em matéria de emprego e, em especial, em promover uma mão-de-obra qualificada, formada e susceptível de adaptação, bem como
mercados de trabalho que reajam rapidamente às mudanças económicas, tendo em vista alcançar os objectivos enunciados no artigo
2º do Tratado da União Europeia e no artigo 2º do presente Tratado.
Artigo 126º (ex-artigo 109º-O)
1. Através das suas políticas de emprego, os Estados-Membros contribuirão para a realização dos objectivos previstos no artigo
125º, de forma coerente com as orientações gerais das políticas económicas dos Estados-Membros e da Comunidade adoptadas em aplicação
do nº 2 do artigo 99º
2. Tendo em conta as práticas nacionais relativas às responsabilidades dos parceiros sociais, os Estados-Membros considerarão
a promoção do emprego uma questão de interesse comum e coordenarão a sua acção neste domínio no âmbito do Conselho, nos termos
do disposto no artigo 128º
Artigo 127º (ex-artigo 109º-P)
1. A Comunidade contribuirá para a realização de um elevado nível de emprego, incentivando a cooperação entre os Estados-Membros,
apoiando e, se necessário, completando a sua acção. Ao fazê-lo, respeitará as competências dos Estados-Membros.
2. O objectivo de alcançar um elevado nível de emprego será tomado em consideração na definição e execução das políticas e
acções comunitárias.
Artigo 128º (ex-artigo 109º-Q)
1. O Conselho Europeu procederá anualmente à avaliação da situação do emprego na Comunidade e adoptará conclusões nessa matéria,
com base num relatório anual conjunto do Conselho e da Comissão.
2. Com base nas conclusões do Conselho Europeu, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão
e após consulta ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social, ao Comité das Regiões e ao Comité do Emprego a que se
refere o artigo 130º, definirá anualmente as orientações que os Estados-Membros devem ter em conta nas respectivas políticas de emprego. Essas
orientações deverão ser coerentes com as orientações gerais adoptadas em aplicação do nº 2 do artigo 99º
3. Cada Estado-Membro transmitirá ao Conselho e à Comissão um relatório anual sobre as principais medidas tomadas para executar
a sua política de emprego, à luz das orientações em matéria de emprego previstas no nº 2.
4. Com base nos relatórios previstos no nº 3 e uma vez obtido o parecer do Comité do Emprego, o Conselho analisará anualmente a execução das políticas de emprego dos
Estados-Membros, à luz das orientações em matéria de emprego. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob recomendação
da Comissão, pode, se o considerar adequado na sequência dessa análise, dirigir recomendações aos Estados-Membros.
5. Com base nos resultados daquela análise, o Conselho e a Comissão apresentarão anualmente ao Conselho Europeu um relatório
conjunto sobre a situação do emprego na Comunidade e a aplicação das orientações em matéria de emprego.
Artigo 129º (ex-artigo 109º-R)
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, pode adoptar acções de incentivo destinadas a fomentar
a cooperação entre os Estados-Membros e apoiar a sua acção no domínio do emprego, por meio de iniciativas que tenham por objectivo
desenvolver o intercâmbio de informações e de boas práticas, facultar análises comparativas e consultadoria, promover abordagens
inovadoras e avaliar a experiência adquirida, em especial mediante o recurso a projectos-piloto.
Essas acções não incluirão a harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.
Artigo 130º (ex-artigo 109º-S)
O Conselho, após consulta ao Parlamento Europeu, criará um Comité do Emprego, com carácter consultivo, para promover a coordenação
das políticas em matéria de emprego e de mercado de trabalho entre os Estados-Membros. O Comité terá por funções:
- acompanhar a evolução da situação do emprego e das políticas de emprego nos Estados-Membros e na Comunidade;
- sem prejuízo do disposto no artigo 207º, formular pareceres, quer a pedido do Conselho ou da Comissão, quer por iniciativa própria, e contribuir para a preparação
das deliberações do Conselho a que se refere o artigo 128º
No cumprimento do seu mandato, o Comité consultará os parceiros sociais.
Os Estados-Membros e a Comissão nomearão, cada um, dois membros do Comité.
TÍTULO IX (ex-Título VII)
A POLÍTICA COMERCIAL COMUM
Artigo 131º (ex-artigo 110º)
Ao instituírem entre si uma união aduaneira, os Estados-Membros propõem-se contribuir, no interesse comum, para o desenvolvimento
harmonioso do comércio mundial, para a supressão progressiva das restrições às trocas internacionais e para a redução das
barreiras alfandegárias.
A política comercial comum tomará em conta a incidência favorável que a supressão de direitos aduaneiros entre os Estados-Membros
possa ter no aumento da capacidade concorrencial das empresas destes Estados.
Artigo 132º (ex-artigo 112º)
1. Sem prejuízo dos compromissos assumidos pelos Estados-Membros no âmbito de outras organizações internacionais, os regimes
de auxílios concedidos pelos Estados-Membros às exportações para países terceiros serão progressivamente harmonizados na medida
em que tal for necessário para evitar que a concorrência entre as empresas da Comunidade seja falseada.
Sob proposta da Comissão, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, adoptará as directivas necessárias para o efeito.
2. As disposições precedentes não são aplicáveis aos draubaques de direitos aduaneiros ou de encargos de efeito equivalente,
nem aos reembolsos que resultem de imposições indirectas, incluindo os impostos sobre o volume de negócios, os impostos sobre
consumos específicos e outros impostos indirectos, concedidos no momento da exportação de uma mercadoria de um Estado-Membro
para um país terceiro, na medida em que esses draubaques ou reembolsos não excedam os direitos, encargos ou imposições que
tenham incidido, directa ou indirectamente, sobre os produtos exportados.
Artigo 133º (ex-artigo 113º)
1. A política comercial comum assenta em princípios uniformes, designadamente no que diz respeito às modificações pautais,
à celebração de acordos pautais e comerciais, à uniformização das medidas de liberalização, à política de exportação, bem
como às medidas de protecção do comércio, tais como as medidas a tomar em caso de dumping e de subvenções.
2. Tendo em vista a execução desta política comercial comum, a Comissão submeterá propostas ao Conselho.
3. Quando devam ser negociados acordos com um ou mais Estados ou organizações internacionais, a Comissão apresentará, para
o efeito, recomendações ao Conselho, que a autorizará a encetar as negociações necessárias.
A Comissão, no âmbito das directivas que o Conselho lhe pode dirigir, conduzirá estas negociações, consultando para o efeito
um Comité especial designado pelo Conselho para a assistir nessas funções.
São aplicáveis as disposições pertinentes do artigo 300º
4. No exercício da competência que lhe é atribuída no presente artigo, o Conselho delibera por maioria qualificada.
5. O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, pode tornar extensivo
o âmbito de aplicação dos nºs 1 a 4 às negociações e acordos internacionais relativos aos sectores dos serviços e aos direitos de propriedade intelectual,
na medida em que não sejam abrangidos por esses números.
Artigo 134º (ex-artigo 115º)
A fim de garantir que a execução das medidas de política comercial, adoptadas nos termos do presente Tratado por qualquer
Estado-Membro, não seja impedida por desvios de tráfego, ou sempre que haja disparidades nessas medidas que provoquem dificuldades
económicas em um ou mais Estados, a Comissão recomendará os métodos a empregar pelos outros Estados-Membros para prestarem
a cooperação necessária. Na falta dessa cooperação, a Comissão pode autorizar os Estados-Membros a tomarem as medidas de protecção
necessárias, de que fixará as condições e modalidades.
Em caso de urgência, os Estados-Membros devem pedir autorização à Comissão, que se pronunciará no mais curto prazo, para tomarem
eles próprios as medidas necessárias, notificando-as em seguida aos outros Estados-Membros. A Comissão pode decidir, em qualquer
momento, que os Estados-Membros em causa devem modificar ou revogar as medidas tomadas.
Devem ser prioritariamente escolhidas as medidas que provoquem o mínimo de perturbações no funcionamento do mercado comum.
TÍTULO X (ex-Título VII-A)
COOPERAÇÃO ADUANEIRA
Artigo 135º (ex-artigo 116º)
No âmbito de aplicação do presente Tratado, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, tomará medidas destinadas a reforçar a cooperação aduaneira entre os Estados-Membros e entre estes e a Comissão. Essas medidas
não dirão respeito à aplicação do direito penal nacional, nem à administração da justiça nos Estados-Membros.
TÍTULO XI (ex-Título VIII)
POLÍTICA SOCIAL, EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E JUVENTUDE
Capítulo 1
Disposições sociais
Artigo 136º (ex-artigo 117º)
A Comunidade e os Estados-Membros, tendo presentes os direitos sociais fundamentais, tal como os enunciam a Carta Social Europeia,
assinada em Turim, em 18 de Outubro de 1961 e a Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, de
1989, terão por objectivos a promoção do emprego, a melhoria das condições de vida e de trabalho, de modo a permitir a sua
harmonização, assegurando simultaneamente essa melhoria, uma protecção social adequada, o diálogo entre parceiros sociais,
o desenvolvimento dos recursos humanos, tendo em vista um nível de emprego elevado e duradouro, e a luta contra as exclusões.
Para o efeito, a Comunidade e os Estados-Membros desenvolverão acções que tenham em conta a diversidade das práticas nacionais,
em especial no domínio das relações contratuais, e a necessidade de manter a capacidade concorrencial da economia comunitária.
A Comunidade e os Estados-Membros consideram que esse desenvolvimento decorrerá não apenas do funcionamento do mercado comum,
que favorecerá a harmonização dos sistemas sociais, mas igualmente dos processos previstos no presente Tratado e da aproximação
das disposições legislativas, regulamentares e administrativas.
Artigo 137º (ex-artigo 118º)
1. A fim de realizar os objectivos enunciados no artigo 136º, a Comunidade apoiará e completará a acção dos Estados-Membros nos seguintes domínios:
- melhoria, principalmente, do ambiente de trabalho, a fim de proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores;
- condições de trabalho;
- informação e consulta dos trabalhadores;
- integração das pessoas excluídas do mercado de trabalho, sem prejuízo do disposto no artigo 150º;
- igualdade entre homens e mulheres quanto às oportunidades no mercado de trabalho e ao tratamento no trabalho.
2. Para o efeito, o Conselho pode adoptar, por meio de directivas, prescrições mínimas progressivamente aplicáveis, tendo
em conta as condições e as regulamentações técnicas existentes em cada um dos Estados-Membros. Essas directivas devem evitar
impor disciplinas administrativas, financeiras e jurídicas contrárias à criação e desenvolvimento de pequenas e médias empresas.
O Conselho deliberará nos termos do artigo 251º, após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.
O Conselho, deliberando nos mesmos termos, pode adoptar medidas destinadas a fomentar a cooperação entre os Estados-Membros,
através de iniciativas que tenham por objectivo melhorar os conhecimentos, desenvolver o intercâmbio de informações e de boas
práticas, promover abordagens inovadoras e avaliar a experiência adquirida, a fim de combater a exclusão social.
3. Todavia, o Conselho deliberará por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, ao Comité
Económico e Social e ao Comité das Regiões, nos seguintes domínios:
- segurança social e protecção social dos trabalhadores;
- protecção dos trabalhadores em caso de rescisão do contrato de trabalho;
- representação e defesa colectiva dos interesses dos trabalhadores e das entidades patronais, incluindo a co-gestão, sem
prejuízo do disposto no nº 6;
- condições de emprego dos nacionais de países terceiros que residam legalmente no território da Comunidade;
- contribuições financeiras destinadas à promoção do emprego e à criação de postos de trabalho, sem prejuízo das disposições
relativas ao Fundo Social.
4. Os Estados-Membros podem confiar aos parceiros sociais, a pedido conjunto destes, a aplicação das directivas adoptadas
em aplicação dos nºs 2 e 3.
Nesse caso, assegurará que, o mais tardar na data em que determinada directiva deva ser transposta nos termos do artigo 249º, os parceiros sociais tenham introduzido, por acordo, as disposições necessárias, devendo o respectivo Estado-Membro tomar
as medidas necessárias para poder garantir, a todo o tempo, os resultados impostos por essa directiva.
5. As disposições adoptadas ao abrigo do presente artigo não obstam a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas
de protecção mais estritas compatíveis com o presente Tratado.
6. O disposto no presente artigo não é aplicável às remunerações, ao direito sindical, ao direito de greve e ao direito de
«lock-out».
Artigo 138º (ex-artigo 118º-A)
1. À Comissão caberá promover a consulta dos parceiros sociais ao nível comunitário e tomar todas as medidas necessárias para
facilitar o seu diálogo, assegurando um apoio equilibrado às partes.
2. Para o efeito, antes de apresentar propostas no domínio da política social, a Comissão consultará os parceiros sociais
sobre a possível orientação da acção comunitária.
3. Se, após essa consulta, a Comissão considerar desejável uma acção comunitária, consultará os parceiros sociais sobre o
conteúdo da proposta prevista. Estes enviarão à Comissão um parecer ou, quando adequado, uma recomendação.
4. Ao efectuarem essa consulta, os parceiros sociais podem informar a Comissão do seu desejo de dar início ao processo previsto
no artigo 139º. A duração deste não pode exceder nove meses, salvo prorrogação decidida em comum por esses parceiros sociais e pela Comissão.
Artigo 139º (ex-artigo 118º-B)
1. O diálogo entre os parceiros sociais ao nível comunitário pode conduzir, se estes o entenderem desejável, a relações contratuais,
incluindo acordos.
2. Os acordos celebrados ao nível comunitário serão aplicados, quer de acordo com os processos e práticas próprios dos parceiros
sociais e dos Estados-Membros quer, nas matérias abrangidas pelo artigo 137º, a pedido conjunto das partes signatárias, com base em decisão adoptada pelo Conselho, sob proposta da Comissão.
O Conselho delibera por maioria qualificada, salvo se o acordo em causa contiver uma ou mais disposições relativas a um dos
domínios previstos no nº 3 do artigo 137º, caso em que delibera por unanimidade.
Artigo 140º (ex-artigo 118º-C)
Tendo em vista a realização dos objectivos do artigo 136º e sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado, a Comissão incentivará a cooperação entre os Estados-Membros e
facilitará a coordenação das suas acções nos domínios da política social abrangidos pelo presente Capítulo, designadamente
em questões relativas:
- ao emprego;
- ao direito do trabalho e às condições de trabalho;
- à formação e ao aperfeiçoamento profissionais;
- à segurança social;
- à protecção contra acidentes e doenças profissionais;
- à higiene no trabalho;
- ao direito sindical e às negociações colectivas entre entidades patronais e trabalhadores.
Para o efeito, a Comissão actuará em estreito contacto com os Estados-Membros, realizando estudos e pareceres e organizando
consultas, tanto sobre os problemas que se colocam ao nível nacional, como sobre os que interessam às organizações internacionais.
Antes de formular os pareceres previstos no presente artigo, a Comissão consultará o Comité Económico e Social.
Artigo 141º (ex-artigo 119º)
1. Os Estados-Membros assegurarão a aplicação do princípio da igualdade de remuneração entre trabalhadores masculinos e femininos,
por trabalho igual ou de valor igual.
2. Para efeitos do presente artigo, entende-se por «remuneração» o salário ou vencimento ordinário, de base ou mínimo, e quaisquer outras regalias pagas, directa ou indirectamente, em dinheiro
ou em espécie, pela entidade patronal ao trabalhador em razão do emprego deste último.
A igualdade de remuneração sem discriminação em razão do sexo implica que:
a) A remuneração do mesmo trabalho pago à tarefa seja estabelecida na base de uma mesma unidade de medida;
b) A remuneração do trabalho pago por unidade de tempo seja a mesma para um mesmo posto de trabalho.
3. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará medidas destinadas a garantir a aplicação do princípio da igualdade
de oportunidades e da igualdade de tratamento entre homens e mulheres em matéria de emprego e de trabalho, incluindo o princípio
da igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual.
4. A fim de assegurar, na prática, a plena igualdade entre homens e mulheres na vida profissional, o princípio da igualdade
de tratamento não obsta a que os Estados-Membros mantenham ou adoptem medidas que prevejam regalias específicas destinadas
a facilitar o exercício de uma actividade profissional pelas pessoas do sexo sub-representado, ou a prevenir ou compensar
desvantagens na sua carreira profissional.
Artigo 142º (ex-artigo 119º-A)
Os Estados-Membros esforçar-se-ão por manter a equivalência existente dos regimes de férias pagas.
Artigo 143º (ex-artigo 120º)
A Comissão elaborará anualmente um relatório sobre a evolução na realização dos objectivos a que se refere o artigo 136º, incluindo a situação demográfica na Comunidade. Esse relatório será enviado ao Parlamento Europeu, ao Conselho e ao Comité
Económico e Social.
O Parlamento Europeu pode convidar a Comissão a elaborar relatórios sobre problemas específicos respeitantes à situação social.
Artigo 144º (ex-artigo 121º)
O Conselho, deliberando por unanimidade, após consulta do Comité Económico e Social, pode incumbir a Comissão de funções relacionadas
com a execução de medidas comuns, designadamente no que respeita à segurança social dos trabalhadores migrantes referidos
nos artigos 39º a 42º, inclusive.
Artigo 145º (ex-artigo 122º)
No seu relatório anual a apresentar ao Parlamento Europeu, a Comissão consagrará um capítulo especial à evolução da situação
social na Comunidade.
O Parlamento Europeu pode pedir à Comissão que elabore relatórios sobre problemas específicos respeitantes à situação social.
Capítulo 2
Fundo social europeu
Artigo 146º (ex-artigo 123º)
A fim de melhorar as oportunidades de emprego dos trabalhadores no mercado interno e contribuir assim para uma melhoria do
nível de vida, é instituído um Fundo Social Europeu, nos termos das disposições seguintes, que tem por objectivo promover
facilidades de emprego e a mobilidade geográfica e profissional dos trabalhadores na Comunidade, bem como facilitar a adaptação
às mutações industriais e à evolução dos sistemas de produção, nomeadamente através da formação e da reconversão profissionais.
Artigo 147º (ex-artigo 124º)
O Fundo é administrado pela Comissão.
Nestas funções a Comissão é assistida por um Comité presidido por um membro da Comissão e composto por representantes dos
Governos e das organizações sindicais de trabalhadores e das associações patronais.
Artigo 148º (ex-artigo 125º)
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará as decisões de aplicação relativas ao Fundo
Social Europeu.
Capítulo 3
Educação, formação profissional e juventude
Artigo 149º (ex-artigo 126º)
1. A Comunidade contribuirá para o desenvolvimento de uma educação de qualidade, incentivando a cooperação entre Estados-Membros
e, se necessário, apoiando e completando a sua acção, respeitando integralmente a responsabilidade dos Estados-Membros pelo
conteúdo do ensino e pela organização do sistema educativo, bem como a sua diversidade cultural e linguística.
2. A acção da Comunidade tem por objectivo:
- desenvolver a dimensão europeia na educação, nomeadamente através da aprendizagem e divulgação das línguas dos Estados-Membros;
- incentivar a mobilidade dos estudantes e dos professores, nomeadamente através do incentivo ao reconhecimento académico
de diplomas e períodos de estudo;
- promover a cooperação entre estabelecimentos de ensino;
- desenvolver o intercâmbio de informações e experiências sobre questões comuns aos sistemas educativos dos Estados-Membros;
- incentivar o desenvolvimento do intercâmbio de jovens e animadores socioeducativos;
- estimular o desenvolvimento da educação à distância.
3. A Comunidade e os Estados-Membros incentivarão a cooperação com países terceiros e com as organizações internacionais competentes
em matéria de educação, especialmente com o Conselho da Europa.
4. Para contribuir para a realização dos objectivos a que se refere o presente artigo, o Conselho adopta:
- deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 251º, e após consulta do Comité Económico e Social e do Comité das Regiões, acções de incentivo, com exclusão de qualquer harmonização
das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros;
- deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, recomendações.
Artigo 150º (ex-artigo 127º)
1. A Comunidade desenvolve uma política de formação profissional que apoie e complete as acções dos Estados-Membros, respeitando
plenamente a responsabilidade dos Estados-Membros pelo conteúdo e pela organização da formação profissional.
2. A acção da Comunidade tem por objectivo:
- facilitar a adaptação às mutações industriais, nomeadamente através da formação e da reconversão profissionais;
- melhorar a formação profissional inicial e a formação contínua, de modo a facilitar a inserção e a reinserção profissional
no mercado de trabalho;
- facilitar o acesso à formação profissional e incentivar a mobilidade de formadores e formandos, nomeadamente dos jovens;
- estimular a cooperação em matéria de formação entre estabelecimentos de ensino ou de formação profissional e empresas;
- desenvolver o intercâmbio de informações e experiências sobre questões comuns aos sistemas de formação dos Estados-Membros.
3. A Comunidade e os Estados-Membros incentivarão a cooperação com países terceiros e com as organizações internacionais competentes
em matéria de formação profissional.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará medidas que contribuam para a realização
dos objectivos a que se refere o presente artigo, com exclusão de qualquer harmonização das disposições legislativas e regulamentares
dos Estados-Membros.
TÍTULO XII (ex-Título IX)
CULTURA
Artigo 151º (ex-artigo 128º)
1. A Comunidade contribuirá para o desenvolvimento das culturas dos Estados-Membros, respeitando a sua diversidade nacional
e regional, e pondo simultaneamente em evidência o património cultural comum.
2. A acção da Comunidade tem por objectivo incentivar a cooperação entre Estados-Membros e, se necessário, apoiar e completar
a sua acção nos seguintes domínios:
- melhoria do conhecimento e da divulgação da cultura e da história dos povos europeus;
- conservação e salvaguarda do património cultural de importância europeia;
- intercâmbios culturais não comerciais;
- criação artística e literária, incluindo o sector audiovisual.
3. A Comunidade e os Estados-Membros incentivarão a cooperação com os países terceiros e as organizações internacionais competentes
no domínio da cultura, em especial com o Conselho da Europa.
4. Na sua acção ao abrigo de outras disposições do presente Tratado, a Comunidade terá em conta os aspectos culturais, a fim
de, nomeadamente, respeitar e promover a diversidade das suas culturas.
5. Para contribuir para a realização dos objectivos a que se refere o presente artigo, o Conselho adopta:
- deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 251º, e após consulta do Comité das Regiões, acções de incentivo, com exclusão de qualquer harmonização das disposições legislativas
e regulamentares dos Estados-Membros. O Conselho delibera por unanimidade ao aplicar o procedimento previsto no artigo 251º;
- deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, recomendações.
TÍTULO XIII (ex-Título X)
SAÚDE PÚBLICA
Artigo 152º (ex-artigo 129º)
1. Na definição e execução de todas as políticas e acções da Comunidade será assegurado um elevado nível de protecção da saúde.
A acção da Comunidade, que será complementar das políticas nacionais, incidirá na melhoria da saúde pública e na prevenção
das doenças e afecções humanas e na redução das causas de perigo para a saúde humana. Esta acção abrangerá a luta contra os
grandes flagelos, fomentando a investigação sobre as respectivas causas, formas de transmissão e prevenção, bem como a informação
e a educação sanitária.
A acção da Comunidade será complementar da acção empreendida pelos Estados-Membros na redução dos efeitos nocivos da droga
sobre a saúde, nomeadamente através da informação e da prevenção.
2. A Comunidade incentivará a cooperação entre os Estados-Membros nos domínios a que se refere o presente artigo, apoiando,
se necessário, a sua acção.
Os Estados-Membros coordenarão entre si, em articulação com a Comissão, as suas políticas e programas nos domínios a que se
refere o nº 1. A Comissão, em estreito contacto com os Estados-Membros, pode tomar todas as iniciativas adequadas para promover essa
coordenação.
3. A Comunidade e os Estados-Membros fomentarão a cooperação com os países terceiros e as organizações internacionais competentes
no domínio da saúde pública.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, contribuirá para a realização dos objectivos a que
se refere o presente artigo, adoptando:
a) Medidas que estabeleçam normas elevadas de qualidade e segurança dos órgãos e substâncias de origem humana, do sangue e
dos derivados do sangue; essas medidas não podem obstar a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas de protecção
mais estritas;
b) Em derrogação do artigo 37º, medidas nos domínios veterinário e fitossanitário que tenham directamente por objectivo a protecção da saúde pública;
c) Acções de incentivo destinadas a proteger e melhorar a saúde humana, com exclusão de qualquer harmonização das disposições
legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, pode igualmente adoptar recomendações para os fins
enunciados no presente artigo.
5. A acção da Comunidade no domínio da saúde pública respeitará plenamente as competências dos Estados-Membros em matéria
de organização e prestação de serviços de saúde e de cuidados médicos. Em especial, as medidas a que se refere a alínea a)
do nº 4 em nada afectam as disposições nacionais sobre doação de órgãos e de sangue ou sua utilização para fins médicos.
TÍTULO XIV (ex-Título XI)
DEFESA DOS CONSUMIDORES
Artigo 153º (ex-artigo 129º-A)
1. A fim de promover os interesses dos consumidores e assegurar um elevado nível de defesa destes, a Comunidade contribuirá
para a protecção da saúde, da segurança e dos interesses económicos dos consumidores, bem como para a promoção do seu direito
à informação, à educação e à organização para a defesa dos seus interesses.
2. As exigências em matéria de defesa dos consumidores serão tomadas em conta na definição e execução das demais políticas
e acções da Comunidade.
3. A Comunidade contribuirá para a realização dos objectivos a que se refere o nº 1 através de:
a) Medidas adoptadas em aplicação do artigo 95º no âmbito da realização do mercado interno;
b) Medidas de apoio, complemento e acompanhamento da política seguida pelos Estados-Membros.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará as medidas previstas na alínea b) do nº 3.
5. As medidas adoptadas nos termos do nº 4 não obstam a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas de protecção mais estritas. Essas medidas devem ser
compatíveis com o presente Tratado e serão notificadas à Comissão.
TÍTULO XV (ex-Título XII)
REDES TRANSEUROPEIAS
Artigo 154º (ex-artigo 129º-B)
1. A fim de contribuir para a realização dos objectivos enunciados nos artigos 14º e 158º e de permitir que os cidadãos da União, os operadores económicos e as colectividades regionais e locais beneficiem plenamente
das vantagens decorrentes da criação de um espaço sem fronteiras internas, a Comunidade contribuirá para a criação e o desenvolvimento
de redes transeuropeias nos sectores das infra-estruturas dos transportes, das telecomunicações e da energia.
2. No âmbito de um sistema de mercados abertos e concorrenciais, a acção da Comunidade terá por objectivo fomentar a interconexão
e a interoperabilidade das redes nacionais, bem como o acesso a essas redes. Terá em conta, em especial, a necessidade de
ligar as regiões insulares, sem litoral e periféricas às regiões centrais da Comunidade.
Artigo 155º (ex-artigo 129º-C)
1. A fim de realizar os objectivos enunciados no artigo 154º, a Comunidade:
- pode apoiar projectos de interesse comum que beneficiem do apoio dos Estados-Membros, identificados no âmbito das orientações
referidas no primeiro travessão, em especial sob a forma de estudos de viabilidade, de garantias de empréstimo ou de bonificações
de juros;
- realizará todas as acções que possam revelar-se necessárias para assegurar a interoperabilidade das redes, em especial no
domínio da harmonização das normas técnicas;
- pode apoiar projectos de interesse comum que beneficiem do apoio dos Estados-Membros, identificados no âmbito das orientações
referidas no primeiro travessão, em especial sob a forma de estudos de viabilidade, de garantias de empréstimo ou de bonificações
de juros; a Comunidade pode ainda contribuir para o financiamento de projectos específicos na área das infra-estruturas de
transportes, nos Estados-Membros, através do Fundo de Coesão, criado nos termos do disposto no artigo 161º
A acção da Comunidade terá em conta a potencial viabilidade económica dos projectos.
2. Os Estados-Membros coordenarão entre si, em articulação com a Comissão, as políticas desenvolvidas a nível nacional que
sejam susceptíveis de ter um impacto significativo na realização dos objectivos enunciados no artigo 154º. A Comissão, em estreita colaboração com os Estados-Membros, pode tomar quaisquer iniciativas necessárias para promover essa
coordenação.
3. A Comunidade pode decidir cooperar com países terceiros para promover projectos de interesse comum e assegurar a interoperabilidade
das redes.
Artigo 156º (ex-artigo 129º-D)
As orientações a que se refere o nº 1 do artigo 155º, serão adoptadas pelo Conselho, deliberando de acordo com o procedimento previsto no artigo 251º, e após consulta do Comité Económico e Social e do Comité das Regiões.
As orientações e projectos de interesse comum que digam respeito ao território de um Estado-Membro exigem a aprovação desse
Estado-Membro.
TÍTULO XVI (ex-Título XIII)
INDÚSTRIA
Artigo 157º (ex-artigo 130º)
1. A Comunidade e os Estados-Membros zelarão por que sejam asseguradas as condições necessárias ao desenvolvimento da capacidade
concorrencial da indústria da Comunidade.
Para o efeito, e no âmbito de um sistema de mercados abertos e concorrenciais, a sua acção tem por objectivo:
- acelerar a adaptação da indústria às alterações estruturais;
- incentivar um ambiente favorável à iniciativa e ao desenvolvimento das empresas do conjunto da Comunidade, e nomeadamente
das pequenas e médias empresas;
- incentivar um ambiente favorável à cooperação entre empresas;
- fomentar uma melhor exploração do potencial industrial das políticas de inovação, de investigação e de desenvolvimento tecnológico.
2. Os Estados-Membros consultar-se-ão mutuamente em articulação com a Comissão e, na medida do necessário, coordenarão as
suas acções. A Comissão pode tomar quaisquer iniciativas necessárias para promover essa coordenação.
3. A Comunidade contribuirá para a realização dos objectivos enunciados no nº 1 através das políticas e acções por si desenvolvidas em aplicação de outras disposições do presente Tratado. O Conselho,
deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu e do Comité Económico e Social,
pode decidir adoptar medidas específicas destinadas a apoiar as acções empreendidas nos Estados-Membros para alcançar os objectivos
enunciados no nº 1.
A Comunidade não pode invocar o presente Título para introduzir quaisquer medidas que possam conduzir a distorções de concorrência.
TÍTULO XVII (ex-Título XIV)
COESÃO ECONÓMICA E SOCIAL
Artigo 158º (ex-artigo 130º-A)
A fim de promover um desenvolvimento harmonioso do conjunto da Comunidade, esta desenvolverá e prosseguirá a sua acção no
sentido de reforçar a sua coesão económica e social.
Em especial, a Comunidade procurará reduzir a disparidade entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões e o atraso
das regiões e das ilhas menos favorecidas, incluindo as zonas rurais.
Artigo 159º (ex-artigo 130º-B)
Os Estados-Membros conduzirão e coordenarão as suas políticas económicas tendo igualmente em vista atingir os objectivos enunciados
no artigo 158º. A formulação e a concretização das políticas e acções da Comunidade, bem como a realização do mercado interno, terão em
conta os objectivos enunciados no artigo 158º e contribuirão para a sua realização. A Comunidade apoiará igualmente a realização desses objectivos pela acção por si desenvolvida
através dos fundos com finalidade estrutural (Fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola, Secção Orientação; Fundo
Social Europeu; Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), do Banco Europeu de Investimento e dos demais instrumentos financeiros
existentes.
De três em três anos, a Comissão apresentará ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social e ao Comité
das Regiões um relatório sobre os progressos registados na realização da coesão económica e social e sobre a forma como os
vários meios previstos no presente artigo contribuíram para esses progressos; este relatório será acompanhado, se for caso
disso, de propostas adequadas.
Se se verificar a necessidade de acções específicas não inseridas no âmbito dos fundos, e sem prejuízo das medidas decididas
no âmbito das outras políticas da Comunidade, essas acções podem ser aprovadas pelo Conselho, deliberando por unanimidade,
sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu, do Comité Económico e Social e do Comité das Regiões.
Artigo 160º (ex-artigo 130º-C)
O Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional tem por objectivo contribuir para a correcção dos principais desequilíbrios regionais
na Comunidade através de uma participação no desenvolvimento e no ajustamento estrutural das regiões menos desenvolvidas e
na reconversão das regiões industriais em declínio.
Artigo 161º (ex-artigo 130º-D)
Sem prejuízo do disposto no artigo 162º, o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após parecer favorável do Parlamento Europeu e consulta
do Comité Económico e Social e do Comité das Regiões, definirá as missões, os objectivos prioritários e a organização dos
fundos com finalidade estrutural, o que poderá implicar o agrupamento desses fundos. O Conselho, deliberando de acordo com
o mesmo procedimento, definirá igualmente as regras gerais que lhes serão aplicáveis, bem como as disposições necessárias
para garantir a sua eficácia e a coordenação dos fundos entre si e com os demais instrumentos financeiros existentes.
Um Fundo de Coesão, criado pelo Conselho segundo o mesmo procedimento, que contribuirá financeiramente para a realização de
projectos nos domínios do ambiente e das redes transeuropeias em matéria de infra-estruturas de transportes.
Artigo 162º (ex-artigo 130º-E)
As decisões de aplicação relativas ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional serão tomadas pelo Conselho, nos termos do
artigo 251º, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.
No que diz respeito ao Fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola, Secção Orientação, e ao Fundo Social Europeu, continuam
a ser-lhes aplicáveis, respectivamente, os artigos 37º e 148º
TÍTULO XVIII (ex-Título XV)
INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO
Artigo 163º (ex-artigo 130º-F)
1. A Comunidade tem por objectivo reforçar as bases científicas e tecnológicas da indústria comunitária e fomentar o desenvolvimento
da sua capacidade concorrencial internacional, bem como promover as acções de investigação consideradas necessárias ao abrigo
de outros Capítulos do presente Tratado.
2. Para o efeito, a Comunidade incentivará, em todo o seu território, as empresas, incluindo as pequenas e médias empresas,
os centros de investigação e as universidades nos seus esforços de investigação e de desenvolvimento tecnológico de elevada
qualidade; apoiará os seus esforços de cooperação, tendo especialmente por objectivo dar às empresas a possibilidade de explorarem
plenamente as potencialidades do mercado interno, através, nomeadamente, da abertura dos concursos públicos nacionais, da
definição de normas comuns e da eliminação dos obstáculos jurídicos e fiscais a essa cooperação.
3. Todas as acções da Comunidade empreendidas ao abrigo do presente Tratado, incluindo os projectos de demonstração, no domínio
da investigação e do desenvolvimento tecnológico serão decididas e realizadas de acordo com as disposições do presente Título.
Artigo 164º (ex-artigo 130º-G)
Na prossecução destes objectivos, a Comunidade desenvolverá as seguintes acções, que serão complementares das empreendidas
nos Estados-Membros:
a) Execução de programas de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração, promovendo a cooperação com e
entre as empresas, os centros de investigação e as universidades;
b) Promoção da cooperação em matéria de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração comunitários com países
terceiros e com organizações internacionais;
c) Difusão e valorização dos resultados das actividades em matéria de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração
comunitários;
d) Incentivo à formação e à mobilidade dos investigadores da Comunidade.
Artigo 165º (ex-artigo 130º-H)
1. A Comunidade e os Estados-Membros coordenarão a sua acção em matéria de investigação e de desenvolvimento tecnológico,
de forma a assegurar a coerência recíproca das políticas nacionais e da política comunitária.
2. A Comissão, em estreita colaboração com os Estados-Membros, pode tomar todas as iniciativas adequadas para promover a coordenação
a que se refere o número anterior.
Artigo 166º (ex-artigo 130º-I)
1. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará um programa-quadro plurianual, do qual constarão todas as acções comunitárias.
O programa-quadro:
- estabelecerá os objectivos científicos e tecnológicos a realizar pelas acções previstas no artigo 164º e as respectivas prioridades;
- definirá as grandes linhas dessas acções;
- fixará o montante global máximo e as modalidades da participação financeira da Comunidade no programa-quadro, bem como as
quotas-partes respectivas de cada uma das acções previstas.
2. O programa-quadro será adaptado ou completado em função da evolução das situações.
3. O programa-quadro será posto em prática mediante programas específicos desenvolvidos no âmbito de cada acção. Cada programa
específico definirá as regras da respectiva realização, fixará a sua duração e preverá os meios considerados necessários.
A soma dos montantes considerados necessários, previstos nos programas específicos, não pode exceder o montante global máximo
fixado para o programa-quadro e para cada acção.
4. Os programas específicos serão adoptados pelo Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão,
e após consulta do Parlamento Europeu e do Comité Económico e Social.
Artigo 167º (ex-artigo 130º-J)
Para a execução do programa-quadro plurianual, o Conselho:
- fixará as regras de participação das empresas, dos centros de investigação e das universidades;
- fixará as regras aplicáveis à difusão dos resultados da investigação.
Artigo 168º (ex-artigo 130º-K)
Na execução do programa-quadro plurianual, pode ser decidido adoptar programas complementares em que apenas participarão alguns
Estados-Membros que assegurem o seu financiamento, sem prejuízo da eventual participação da Comunidade.
O Conselho adoptará as regras aplicáveis aos programas complementares, nomeadamente em matéria de difusão dos conhecimentos
e de acesso de outros Estados-Membros.
Artigo 169º (ex-artigo 130º-L)
Na execução do programa-quadro plurianual, a Comunidade pode prever, com o acordo dos Estados-Membros interessados, a participação
em programas de investigação e de desenvolvimento empreendidos por vários Estados-Membros, incluindo a participação nas estruturas
criadas para a execução desses programas.
Artigo 170º (ex-artigo 130º-M)
Na execução do programa-quadro plurianual, a Comunidade pode prever a cooperação em matéria de investigação, de desenvolvimento
tecnológico e de demonstração comunitários com países terceiros ou organizações internacionais.
As formas dessa cooperação podem ser objecto de acordos entre a Comunidade e as partes terceiras interessadas, que serão negociados
e celebrados nos termos do artigo 300º
Artigo 171º (ex-artigo 130º-N)
A Comunidade pode criar empresas comuns ou quaisquer outras estruturas necessárias à boa execução dos programas de investigação,
de desenvolvimento tecnológico e de demonstração comunitários.
Artigo 172º (ex-artigo 130º-O)
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão, e após consulta ao Parlamento Europeu e ao Comité
Económico e Social, adoptará as disposições a que se refere o artigo 171º
O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, e após consulta ao Comité Económico e Social, adoptará as disposições a que se referem os artigos 167º, 168º e 169º. A adopção dos programas complementares requer o acordo dos Estados-Membros interessados.
Artigo 173º (ex-artigo 130º-P)
No início de cada ano, a Comissão apresentará um relatório ao Parlamento Europeu e ao Conselho. Esse relatório incidirá nomeadamente
sobre as actividades desenvolvidas em matéria de investigação e de desenvolvimento tecnológico e de difusão dos resultados
durante o ano anterior e sobre o programa de trabalhos para o ano em curso.
TÍTULO XIX (ex-Título XVI)
AMBIENTE
Artigo 174º (ex-artigo 130º-R)
1. A política da Comunidade no domínio do ambiente contribuirá para a prossecução dos seguintes objectivos:
- a preservação, a protecção e a melhoria da qualidade do ambiente;
- a protecção da saúde das pessoas;
- a utilização prudente e racional dos recursos naturais;
- a promoção, no plano internacional, de medidas destinadas a enfrentar os problemas regionais ou mundiais do ambiente.
2. A política da Comunidade no domínio do ambiente terá por objectivo atingir um nível de protecção elevado, tendo em conta
a diversidade das situações existentes nas diferentes regiões da Comunidade. Basear-se-á nos princípios da precaução e da
acção preventiva, da correcção, prioritariamente na fonte, dos danos causados ao ambiente e do poluidor-pagador.
Neste contexto, as medidas de harmonização destinadas a satisfazer exigências em matéria de protecção do ambiente incluirão,
nos casos adequados, uma cláusula de salvaguarda autorizando os Estados-Membros a tomar, por razões ambientais não económicas,
medidas provisórias sujeitas a um processo comunitário de controlo.
3. Na elaboração da sua política no domínio do ambiente, a Comunidade terá em conta:
- os dados científicos e técnicos disponíveis;
- as condições do ambiente nas diversas regiões da Comunidade;
- as vantagens e os encargos que podem resultar da actuação ou da ausência de actuação;
- o desenvolvimento económico e social da Comunidade no seu conjunto e o desenvolvimento equilibrado das suas regiões.
4. A Comunidade e os Estados-Membros cooperarão, no âmbito das respectivas atribuições, com os países terceiros e as organizações
internacionais competentes. As formas de cooperação da Comunidade podem ser objecto de acordos entre esta e as partes terceiras
interessadas, os quais serão negociados e celebrados nos termos do artigo 300º
O disposto no parágrafo anterior não prejudica a capacidade dos Estados-Membros para negociar nas instâncias internacionais
e celebrar acordos internacionais.
Artigo 175º (ex-artigo 130º-S)
1. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará as acções a empreender pela Comunidade para
realizar os objectivos previstos no artigo 174º
2. Em derrogação do processo de decisão previsto no número anterior e sem prejuízo do disposto no artigo 95º, o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico
e Social e ao Comité das Regiões, adoptará:
- disposições de natureza fundamentalmente fiscal;
- as medidas relativas ao ordenamento do território, à afectação dos solos, com excepção da gestão dos lixos e das medidas
de carácter geral, e à gestão dos recursos hídricos;
- as medidas que afectem consideravelmente a escolha de um Estado-Membro entre diferentes fontes de energia e a estrutura
geral do seu aprovisionamento energético.
O Conselho, deliberando nas condições previstas no primeiro parágrafo, pode definir quais os domínios referidos no presente
número que devem ser objecto de decisões a tomar por maioria qualificada.
3. Noutros domínios, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adoptará programas gerais de acção que fixarão os
objectivos prioritários a atingir.
O Conselho, deliberando nas condições previstas no nº 1 ou no nº 2, consoante o caso, adoptará as medidas necessárias para a execução desses programas.
4. Sem prejuízo de certas medidas de carácter comunitário, os Estados-Membros assegurarão o financiamento e a execução da
política em matéria de ambiente.
5. Sem prejuízo do princípio do poluidor-pagador, nos casos em que uma medida adoptada nos termos do nº 1 implique custos considerados desproporcionados para as autoridades públicas de um Estado-Membro, o Conselho, ao adoptar
essa medida, tomará as disposições apropriadas sob a forma de:
- derrogações de carácter temporário e/ou
- um apoio financeiro proveniente do Fundo de Coesão criado nos termos do artigo 161º
Artigo 176º (ex-artigo 130º-T)
As medidas de protecção adoptadas por força do artigo 175º não obstam a que cada Estado-Membro mantenha ou introduza medidas de protecção reforçadas. Essas medidas devem ser compatíveis
com o presente Tratado e serão notificadas à Comissão.
TÍTULO XX (ex-Título XVII)
COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
Artigo 177º (ex-artigo 130º-U)
1. A política da Comunidade em matéria de cooperação para o desenvolvimento, que é complementar das políticas dos Estados-Membros,
deve fomentar:
- o desenvolvimento económico e social sustentável dos países em vias de desenvolvimento, em especial dos mais desfavorecidos;
- a inserção harmoniosa e progressiva dos países em vias de desenvolvimento na economia mundial;
- a luta contra a pobreza nos países em vias de desenvolvimento.
2. A política da Comunidade neste domínio deve contribuir para o objectivo geral de desenvolvimento e de consolidação da democracia
e do Estado de direito, bem como para o respeito dos direitos do homem e das liberdades fundamentais.
3. A Comunidade e os Estados-Membros respeitarão os compromissos e terão em conta os objectivos aprovados no âmbito das Nações
Unidas e das demais organizações internacionais competentes.
Artigo 178º (ex-artigo 130º-V)
A Comunidade terá em conta os objectivos a que se refere o artigo 177º nas políticas que puser em prática e que sejam susceptíveis de afectar os países em vias de desenvolvimento.
Artigo 179º (ex-artigo 130º-W)
1. Sem prejuízo das demais disposições do presente Tratado, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, adoptará as medidas necessárias para a prossecução dos objectivos a que se refere o artigo 177º Essas medidas podem revestir a forma de programas plurianuais.
2. O Banco Europeu de Investimento contribuirá, nas condições previstas nos respectivos estatutos, para a aplicação das medidas
a que se refere o nº 1.
3. O disposto no presente artigo não afecta a cooperação com os países de África, das Caraíbas e do Pacífico, no âmbito da
Convenção ACP-CE.
Artigo 180º (ex-artigo 130º-X)
1. A Comunidade e os Estados-Membros coordenarão as respectivas políticas em matéria de cooperação para o desenvolvimento
e concertar-se-ão sobre os seus programas de ajuda, inclusivamente nas organizações internacionais e no decorrer de conferências
internacionais. Podem empreender acções conjuntas. Os Estados-Membros contribuirão, se necessário, para a execução dos programas
de ajuda comunitários.
2. A Comissão pode tomar todas as iniciativas necessárias para promover a coordenação a que se refere o número anterior.
Artigo 181º (ex-artigo 130º-Y)
No âmbito das respectivas competências, a Comunidade e os Estados-Membros cooperarão com os países terceiros e as organizações
internacionais competentes. As formas de cooperação da Comunidade podem ser objecto de acordos entre esta e as partes terceiras
interessadas, os quais serão negociados e celebrados nos termos do artigo 300º
O disposto no parágrafo anterior não prejudica a capacidade dos Estados-Membros para negociar nas instâncias internacionais
e celebrar acordos internacionais.
PARTE IV
A ASSOCIAÇÃO DOS PAÍSES E TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS
Artigo 182º (ex-artigo 131º)
Os Estados-Membros acordam em associar à Comunidade os países e territórios não europeus que mantêm relações especiais com
a Dinamarca, a França, os Países Baixos e o Reino Unido. Estes países e territórios, a seguir denominados «países e territórios», vêm enumerados na lista constante do Anexo II do presente Tratado.
A finalidade da associação é promover o desenvolvimento económico e social dos países e territórios e estabelecer relações
económicas estreitas entre eles e a Comunidade no seu conjunto.
Em conformidade com os princípios enunciados no preâmbulo do presente Tratado, a associação deve servir, fundamentalmente,
para favorecer os interesses dos habitantes desses países e territórios e para fomentar a sua prosperidade de modo a conduzi-los
ao desenvolvimento económico, social e cultural a que aspiram.
Artigo 183º (ex-artigo 132º)
A associação prosseguirá os seguintes objectivos:
1) Os Estados-Membros aplicarão às suas trocas comerciais com os países e territórios o mesmo regime que aplicam entre si
por força do presente Tratado.
2) Cada país ou território aplicará às suas trocas comerciais com os Estados-Membros e os outros países e territórios o regime
que aplica ao Estado europeu com que mantenha relações especiais.
3) Os Estados-Membros contribuirão para os investimentos exigidos pelo desenvolvimento progressivo destes países ou territórios.
4) No que respeita aos investimentos financiados pela Comunidade, a participação nas adjudicações e fornecimentos estará aberta,
em igualdade de condições, a todas as pessoas singulares e colectivas, nacionais dos Estados-Membros e dos países e territórios.
5) Nas relações entre os Estados-Membros e os países e territórios, o direito de estabelecimento dos nacionais e sociedades
será regulado em conformidade com as disposições e pela aplicação dos procedimentos previstos no capítulo relativo ao direito
de estabelecimento e numa base não discriminatória sem prejuízo das disposições especiais adoptadas por força do artigo 187º
Artigo 184º (ex-artigo 133º)
1. As importações originárias dos países e territórios beneficiarão, ao entrarem nos Estados-Membros, da proibição dos direitos
aduaneiros que, nos termos do presente Tratado, se deve proibir entre os Estados-Membros.
2. Em cada país e território, os direitos aduaneiros que incidam sobre as importações provenientes dos Estados-Membros e dos
outros países e territórios serão proibidos nos termos do artigo 25º
3. Os países e territórios podem todavia, cobrar os direitos aduaneiros correspondentes às necessidades do seu desenvolvimento
e às exigências da sua industrialização, ou os de natureza fiscal que tenham por fim produzir receita para os seus orçamentos.
Estes direitos não podem exceder aqueles que incidam sobre as importações dos produtos provenientes do Estado-Membro com o
qual cada país ou território mantém relações especiais.
4. O disposto no nº 2 não é aplicável aos países e territórios que, por força das obrigações internacionais especiais a que se encontram vinculados,
já apliquem uma pauta aduaneira não discriminatória.
5. A introdução ou modificação de direitos aduaneiros que incidem sobre as mercadorias importadas pelos países e territórios
não deve originar, de direito ou de facto, qualquer discriminação directa ou indirecta entre as importações provenientes dos
diversos Estados-Membros.
Artigo 185º (ex-artigo 134º)
Se o nível dos direitos aplicáveis às mercadorias provenientes de um país terceiro, ao entrarem num país ou território, for,
em consequência da aplicação do nº 1 do artigo 184º, de ordem a provocar desvios de tráfego em prejuízo de qualquer Estado-Membro, este pode pedir à Comissão que proponha aos
outros Estados-Membros as medidas necessárias para sanarem tal situação.
Artigo 186º (ex-artigo 135º)
Sem prejuízo das disposições respeitantes à saúde pública, segurança pública e ordem pública, a liberdade de circulação dos
trabalhadores dos países e territórios nos Estados-Membros e a dos trabalhadores dos Estados-Membros nos países e territórios
será regulada mediante convenções a concluir posteriormente, para as quais se exige a unanimidade dos Estados-Membros.
Artigo 187º (ex-artigo 136º)
O Conselho, deliberando por unanimidade, aprovará, a partir dos resultados conseguidos no âmbito da associação entre os países
e territórios e a Comunidade e com base nos princípios enunciados no presente Tratado, as disposições relativas às modalidades
e ao processo de associação entre os países e territórios e a Comunidade.
Artigo 188º (ex-artigo 136º-A)
As disposições dos artigos 182º a 187º são aplicáveis à Gronelândia, sem prejuízo das disposições específicas para a Gronelândia constantes do Protocolo relativo
ao regime especial aplicável à Gronelândia, anexo ao presente Tratado.
PARTE V
AS INSTITUIÇÕES DA COMUNIDADE
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES INSTITUCIONAIS
Capítulo 1
As instituições
Secção 1
O Parlamento Europeu
Artigo 189º (ex-artigo 137º)
O Parlamento Europeu, composto por representantes dos povos dos Estados reunidos na Comunidade, exerce os poderes que lhe
são atribuídos pelo presente Tratado.
O número de deputados do Parlamento Europeu não será superior a setecentos.
Artigo 190º (ex-artigo 138º)
1. Os representantes ao Parlamento Europeu, dos povos dos Estados reunidos na Comunidade, são eleitos por sufrágio universal
directo.
2. O número de representantes eleitos em cada Estado-Membro é fixado da seguinte forma:
| |
|
| Bélgica |
25 |
| Dinamarca |
16 |
| Alemanha |
99 |
| Grécia |
25 |
| Espanha |
64 |
| França |
87 |
| Irlanda |
15 |
| Itália |
87 |
| Luxemburgo |
6 |
| Países Baixos |
31 |
| Áustria |
21 |
| Portugal |
25 |
| Finlândia |
16 |
| Suécia |
22 |
| Reino Unido |
87. |
Em caso de alteração ao presente número, o número de representantes eleitos em cada Estado-Membro deve assegurar a representação
adequada dos povos dos Estados reunidos na Comunidade.
3. Os representantes são eleitos por um período de cinco anos.
4. O Parlamento Europeu elaborará um projecto destinado a permitir a eleição por sufrágio universal directo, segundo um processo
uniforme em todos os Estados-Membros ou baseado em princípios comuns a todos os Estados-Membros.
O Conselho, deliberando por unanimidade, após parecer favorável do Parlamento Europeu, que se pronuncia por maioria dos membros
que o compõem, aprova as disposições cuja adopção recomendará aos Estados-Membros, nos termos das respectivas normas constitucionais.
5. O Parlamento Europeu estabelecerá o estatuto e as condições gerais de exercício das funções dos seus membros, após parecer
da Comissão e mediante aprovação do Conselho, deliberando por unanimidade.
Artigo 191º (ex-artigo 138º-A)
Os partidos políticos ao nível europeu desempenham um importante papel como factor de integração na União. Contribuem para
a criação de uma consciência europeia e para a expressão da vontade política dos cidadãos da União.
Artigo 192º (ex-artigo 138º-B)
Na medida em que o presente Tratado o prevê, o Parlamento Europeu participa no processo conducente à adopção dos actos comunitários,
exercendo as suas atribuições no âmbito dos procedimentos definidos nos artigos 251º e 252º e emitindo pareceres favoráveis ou formulando pareceres consultivos.
O Parlamento Europeu pode, por maioria dos seus membros, solicitar à Comissão que submeta à sua apreciação todas as propostas
adequadas sobre as questões que se lhe afigure requererem a elaboração de actos comunitários para efeitos de aplicação do
presente Tratado.
Artigo 193º (ex-artigo 138º-C)
No exercício das suas atribuições, o Parlamento Europeu pode, a pedido de um quarto dos seus membros, constituir uma comissão
de inquérito temporária para analisar, sem prejuízo das atribuições conferidas pelo presente Tratado a outras Instituições
ou órgãos, alegações de infracção ou de má administração na aplicação do direito comunitário, excepto se os factos alegados
estiverem em instância numa jurisdição, e enquanto o processo jurisdicional não se encontrar concluído.
A Comissão de inquérito temporária extingue-se com a apresentação do seu relatório.
As formas de exercício do direito de inquérito são determinadas de comum acordo pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho e pela
Comissão.
Artigo 194º (ex-artigo 138º-D)
Qualquer cidadão da União, bem como qualquer outra pessoa singular ou colectiva com residência ou sede estatutária num Estado-Membro,
tem o direito de apresentar, a título individual ou em associação com outros cidadãos ou pessoas, petições ao Parlamento Europeu
sobre qualquer questão que se integre nos domínios de actividade da Comunidade e lhe diga directamente respeito.
Artigo 195º (ex-artigo 138º-E)
1. O Parlamento Europeu nomeará um Provedor de Justiça, com poderes para receber queixas apresentadas por qualquer cidadão
da União ou qualquer pessoa singular ou colectiva com residência ou sede estatutária num Estado-Membro e respeitantes a casos
de má administração na actuação das Instituições ou organismos comunitários, com excepção do Tribunal de Justiça e do Tribunal
de Primeira Instância no exercício das respectivas funções jurisdicionais.
De acordo com a sua missão, o Provedor de Justiça procederá aos inquéritos que considere justificados, quer por sua própria
iniciativa quer com base nas queixas que lhe tenham sido apresentadas, directamente ou por intermédio de um membro do Parlamento
Europeu, salvo se os factos invocados forem ou tiverem sido objecto de processo jurisdicional. Sempre que o Provedor de Justiça
constate uma situação de má administração, apresentará o assunto à Instituição em causa, que dispõe de um prazo de três meses
para lhe apresentar a sua posição. O Provedor de Justiça enviará seguidamente um relatório ao Parlamento Europeu e àquela
Instituição. A pessoa que apresentou a queixa será informada do resultado dos inquéritos.
O Provedor de Justiça apresentará anualmente ao Parlamento um relatório sobre os resultados dos inquéritos que tenha efectuado.
2. O Provedor de Justiça é nomeado após cada eleição do Parlamento Europeu, pelo período da legislatura. Pode ser reconduzido
nas suas funções.
A pedido do Parlamento Europeu, o Tribunal de Justiça pode demitir o Provedor de Justiça, se este deixar de preencher os requisitos
necessários ao exercício das suas funções ou tiver cometido falta grave.
3. O Provedor de Justiça exercerá as suas funções com total independência. No cumprimento dos seus deveres, não solicitará
nem aceitará instruções de qualquer organismo. Enquanto durarem as suas funções, o Provedor de Justiça não pode exercer qualquer
outra actividade profissional, remunerada ou não.
4. O Parlamento Europeu estabelecerá o estatuto e as condições gerais de exercício das funções do Provedor de Justiça, após
parecer da Comissão e com aprovação do Conselho, deliberando por maioria qualificada.
Artigo 196º (ex-artigo 139º)
O Parlamento Europeu realiza uma sessão anual, reunindo-se por direito próprio na segunda terça-feira de Março.
O Parlamento Europeu pode reunir-se em sessão extraordinária, a pedido da maioria dos seus membros, do Conselho ou da Comissão.
Artigo 197º (ex-artigo 140º)
O Parlamento Europeu designa, de entre os seus membros, o Presidente e a Mesa.
Os membros da Comissão podem assistir a todas as reuniões e serão ouvidos em nome dela quando assim o solicitarem.
A Comissão responderá, oralmente ou por escrito, às questões que lhe forem colocadas pelo Parlamento Europeu ou pelos seus
membros.
O Conselho será ouvido pelo Parlamento Europeu nas condições por ele estabelecidas no seu regulamento interno.
Artigo 198º (ex-artigo 141º)
Salvo disposição em contrário do presente Tratado, o Parlamento Europeu delibera por maioria absoluta dos votos expressos.
O regulamento interno fixará o quórum.
Artigo 199º (ex-artigo 142º)
O Parlamento Europeu estabelecerá o seu regulamento interno por maioria dos membros que o compõem.
As actas do Parlamento Europeu serão publicadas nas condições previstas no regulamento.
Artigo 200º (ex-artigo 143º)
O Parlamento Europeu discutirá em sessão pública o relatório geral anual que lhe é submetido pela Comissão.
Artigo 201º (ex-artigo 144º)
Quando uma moção de censura sobre as actividades da Comissão for submetida à apreciação pelo Parlamento Europeu, este só pode
pronunciar-se sobre ela por votação pública e depois de decorridos pelo menos três dias sobre o depósito da referida moção.
Se a moção de censura for adoptada por maioria de dois terços dos votos expressos que representem a maioria dos membros que
compõem o Parlamento Europeu, os membros da Comissão devem abandonar colectivamente as suas funções. Continuarão, porém, a
gerir os assuntos correntes até à sua substituição, nos termos do artigo 214º. Neste caso, o mandato dos membros da Comissão designados para os substituir expira na data em que expiraria o mandato dos
membros da Comissão obrigados a abandonar funções colectivamente.
Artigo 202º (ex-artigo 145º)
Tendo em vista garantir a realização dos objectivos enunciados no presente Tratado e nas condições nele previstas, o Conselho:
- assegura a coordenação das políticas económicas gerais dos Estados-Membros;
- dispõe de poder de decisão;
- atribui à Comissão, nos actos que adopta, as competências de execução das normas que estabelece. O Conselho pode submeter
o exercício dessas competências a certas modalidades. O Conselho pode igualmente reservar-se, em casos específicos, o direito
de exercer directamente competências de execução. As modalidades acima referidas devem corresponder aos princípios e normas
que o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após parecer do Parlamento Europeu, tenha estabelecido
previamente.
Artigo 203º (ex-artigo 146º)
O Conselho é composto por um representante de cada Estado-Membro a nível ministerial, com poderes para vincular o Governo
desse Estado-Membro.
A Presidência é exercida sucessivamente por cada Estado-Membro no Conselho, durante um período de seis meses, pela ordem decidida
pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
Artigo 204º (ex-artigo 147º)
O Conselho reúne-se por convocação do seu Presidente, por iniciativa deste, de um dos seus membros ou da Comissão.
Artigo 205º (ex-artigo 148º)
1. Salvo disposição em contrário do presente Tratado, as deliberações do Conselho são tomadas por maioria dos seus membros.
2. Relativamente às deliberações do Conselho que exijam maioria qualificada, atribui-se aos votos dos seus membros a seguinte
ponderação:
| |
|
| Bélgica |
5 |
| Dinamarca |
3 |
| Alemanha |
10 |
| Grécia |
5 |
| Espanha |
8 |
| França |
10 |
| Irlanda |
3 |
| Itália |
10 |
| Luxemburgo |
2 |
| Países Baixos |
5 |
| Áustria |
4 |
| Portugal |
5 |
| Finlândia |
3 |
| Suécia |
4 |
| Reino Unido |
10. |
As deliberações são tomadas se obtiverem pelo menos:
- sessenta e dois votos, sempre que, por força do presente Tratado, devam ser tomadas sob proposta da Comissão;
- sessenta e dois votos que exprimam a votação favorável de, pelo menos, dez membros nos restantes casos.
3. As abstenções dos membros presentes ou representados não impedem que sejam tomadas as deliberações do Conselho que exijam
unanimidade.
Artigo 206º (ex-artigo 150º)
Em caso de votação, cada membro do Conselho só pode representar, por delegação, um dos outros membros.
Artigo 207º (ex-artigo 151º)
1. Um Comité, composto pelos representantes permanentes dos Estados-Membros, prepara os trabalhos do Conselho e exerce os
mandatos que este lhe confia. O Comité pode adoptar decisões de natureza processual nos casos previstos no regulamento interno
do Conselho.
2. O Conselho é assistido por um Secretariado-Geral, colocado na dependência de um Secretário-Geral, Alto-Representante para
a política externa e de segurança comum, que será coadjuvado por um Secretário-Geral Adjunto responsável pela gestão do Secretariado-Geral.
O Secretário-Geral e o Secretário-Geral Adjunto são nomeados pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
O Conselho decide sobre a organização do Secretariado-Geral.
3. O Conselho aprova o seu regulamento interno.
Para efeitos de aplicação do nº 3 do artigo 255º, o Conselho estabelecerá no seu regulamento interno as condições de acesso por parte do público aos documentos do Conselho.
Para efeitos do presente número, o Conselho determinará os casos em que se deve considerar que actua no exercício dos seus
poderes legislativos, a fim de possibilitar um maior acesso aos documentos nesses casos, preservando simultaneamente a eficácia
do seu processo decisório. De qualquer modo, sempre que o Conselho actue no exercício de poderes legislativos, os resultados
das votações e as declarações de voto, bem como as declarações exaradas em acta, serão tornados públicos.
Artigo 208º (ex-artigo 152º)
O Conselho pode solicitar à Comissão que proceda a todos os estudos que ele considere oportunos para realização dos objectivos
comuns e que lhe submeta todas as propostas adequadas.
Artigo 209º (ex-artigo 153º)
O Conselho estabelecerá, após parecer da Comissão, os estatutos dos comités previstos no presente Tratado.
Artigo 210º (ex-artigo 154º)
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, fixa os vencimentos, subsídios, abonos e pensões do Presidente e dos membros
da Comissão, e ainda do Presidente, dos juízes, dos advogados-gerais e do Escrivão do Tribunal de Justiça. O Conselho fixa,
igualmente por maioria qualificada, todos os subsídios e abonos que substituam a remuneração.
Artigo 211º (ex-artigo 155º)
A fim de garantir o funcionamento e o desenvolvimento do mercado comum, a Comissão:
- vela pela aplicação das disposições do presente Tratado bem como das medidas tomadas pelas Instituições, por força deste;
- formula recomendações ou pareceres sobre as matérias que são objecto do presente Tratado, quando este o preveja expressamente
ou quando tal seja por ela considerado necessário;
- dispõe de poder de decisão próprio, participando na formação dos actos do Conselho e do Parlamento Europeu, nas condições
previstas no presente Tratado;
- exerce a competência que o Conselho lhe atribua para a execução das regras por ele estabelecidas.
Artigo 212º (ex-artigo 156º)
A Comissão publicará anualmente, pelo menos um mês antes da abertura da sessão do Parlamento Europeu, um relatório geral sobre
as actividades da Comunidade.
Artigo 213º (ex-artigo 157º)
1. A Comissão é composta por vinte membros, escolhidos em função da sua competência geral e que ofereçam todas as garantias
de independência.
O número de membros da Comissão pode ser modificado pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
Só nacionais dos Estados-Membros podem ser membros da Comissão.
A Comissão deve ter, pelo menos, um nacional de cada Estado-Membro, mas o número de membros com a nacionalidade de um mesmo
Estado não pode ser superior a dois.
2. Os membros da Comissão exercerão as suas funções com total independência, no interesse geral da Comunidade.
No cumprimento dos seus deveres, não solicitarão nem aceitarão instruções de nenhum Governo ou qualquer outra entidade. Os
membros da Comissão abster-se-ão de praticar qualquer acto incompatível com a natureza das suas funções. Os Estados-Membros
comprometem-se a respeitar este princípio e a não procurar influenciar os membros da Comissão no exercício das suas funções.
Enquanto durarem as suas funções, os membros da Comissão não podem exercer qualquer outra actividade profissional, remunerada
ou não. Além disso, assumirão, no momento da posse, o compromisso solene de respeitar, durante o exercício das suas funções
e após a cessação destas, os deveres decorrentes do cargo, nomeadamente os de honestidade e discrição, relativamente à aceitação,
após aquela cessação, de determinadas funções ou benefícios. Se estes deveres não forem respeitados, pode o Tribunal de Justiça,
a pedido do Conselho ou da Comissão, conforme o caso, ordenar a demissão compulsiva do membro em causa, nos termos do artigo
216º, ou a perda do seu direito a pensão ou de quaisquer outros benefícios que a substituam.
Artigo 214º (ex-artigo 158º)
1. Os membros da Comissão são nomeados segundo o procedimento previsto no nº 2, por um período de cinco anos, sem prejuízo da eventual aplicação do disposto no artigo 201º
Podem ser reconduzidos nas suas funções.
2. Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo, a personalidade que tencionam nomear Presidente da Comissão;
essa designação será aprovada pelo Parlamento Europeu.
Os Governos dos Estados-Membros designam, de comum acordo com o Presidente designado, as outras personalidades que tencionam
nomear membros da Comissão.
O Presidente e os demais membros da Comissão assim designados são colegialmente sujeitos a um voto de aprovação do Parlamento
Europeu. Após a aprovação do Parlamento Europeu, o Presidente e os demais membros da Comissão são nomeados, de comum acordo,
pelos Governos dos Estados-Membros.
Artigo 215º (ex-artigo 159º)
Para além das substituições normais e dos casos de morte, as funções de membro da Comissão cessam individualmente por demissão
voluntária ou compulsiva.
O membro em causa será substituído por um novo membro, nomeado de comum acordo pelos Governos dos Estados-Membros, pelo tempo
que faltar para o termo do período de exercício das suas funções. O Conselho, deliberando por unanimidade, pode decidir pela
não substituição durante esse período.
Em caso de demissão ou morte, o Presidente é substituído pelo tempo que faltar para o termo do período de exercício das suas
funções. É aplicável à substituição do Presidente o procedimento previsto no nº 2 do artigo 214º
Excepto no caso de demissão compulsiva previsto no artigo 216º, os membros da Comissão permanecem em funções até serem substituídos.
Artigo 216º (ex-artigo 160º)
Qualquer membro da Comissão que deixe de preencher os requisitos necessários ao exercício das suas funções ou tenha cometido
falta grave pode ser demitido pelo Tribunal de Justiça, a pedido do Conselho ou da Comissão.
Artigo 217º (ex-artigo 161º)
A Comissão pode nomear, de entre os seus membros, um ou dois Vice-Presidentes.
Artigo 218º (ex-artigo 162º)
1. O Conselho e a Comissão procederão a consultas recíprocas, organizando, de comum acordo, as modalidades da sua colaboração.
2. A Comissão estabelece o seu regulamento interno, de forma a garantir o seu próprio funcionamento e o dos seus serviços,
nas condições previstas no presente Tratado. A Comissão assegura a publicação desse regulamento interno.
Artigo 219º (ex-artigo 163º)
A Comissão actuará sob a orientação política do seu Presidente.
As deliberações da Comissão são tomadas por maioria do número de membros previsto no artigo 213º
A Comissão só pode reunir-se validamente se estiver presente o número de membros fixado no seu regulamento interno.
Secção 4
O Tribunal de Justiça
Artigo 220º (ex-artigo 164º)
O Tribunal de Justiça garante o respeito do direito na interpretação e aplicação do presente Tratado.
Artigo 221º (ex-artigo 165º)
O Tribunal de Justiça é composto por quinze juízes.
O Tribunal de Justiça reúne-se em sessão plenária. Pode, no entanto, criar secções, cada uma delas constituída por três, cinco
ou sete juízes, quer para procederem a certas diligências de instrução quer para julgarem certas categorias de causas, de
acordo com regras estabelecidas para o efeito.
O Tribunal de Justiça reúne-se em sessão plenária sempre que um Estado-Membro ou uma Instituição da Comunidade que seja parte
na instância o solicitar.
Se o Tribunal de Justiça lho solicitar, o Conselho, deliberando por unanimidade, pode aumentar o número de juízes e proceder
às necessárias adaptações do segundo e terceiro parágrafos do presente artigo e do segundo parágrafo do artigo 223º
Artigo 222º (ex-artigo 166º)
O Tribunal de Justiça é assistido por oito advogados-gerais. Contudo, a partir de 1 de Janeiro de 1995, será nomeado um nono
advogado-geral até 6 de Outubro de 2000.
Ao advogado-geral cabe apresentar publicamente, com toda a imparcialidade e independência, conclusões fundamentadas sobre
as causas submetidas ao Tribunal de Justiça, para assistir este último no desempenho das suas atribuições, tal como vêm definidas
no artigo 220º
Se o Tribunal de Justiça lho solicitar, o Conselho, deliberando por unanimidade, pode aumentar o número de advogados-gerais
e proceder às necessárias adaptações do terceiro parágrafo do artigo 223º
Artigo 223º (ex-artigo 167º)
Os juízes e os advogados-gerais, escolhidos de entre personalidades que ofereçam todas as garantias de independência e reúnam
as condições exigidas, nos respectivos países, para o exercício das mais altas funções jurisdicionais, ou que sejam jurisconsultos
de reconhecida competência, são nomeados, de comum acordo, pelos Governos dos Estados-Membros, por um período de seis anos.
De três em três anos proceder-se-á a uma substituição parcial dos juízes, a qual incidirá alternadamente em oito e sete juízes.
De três em três anos proceder-se-á a uma substituição parcial dos advogados-gerais, a qual incidirá de cada vez em quatro
advogados-gerais.
Os juízes e os advogados-gerais cessantes podem ser nomeados de novo.
Os juízes designam de entre si, por um período de três anos, o Presidente do Tribunal de Justiça, que pode ser reeleito.
Artigo 224º (ex-artigo 168º)
O Tribunal de Justiça nomeia o seu escrivão e estabelece o respectivo estatuto.
Artigo 225º (ex-artigo 168º-A)
1. É associada ao Tribunal de Justiça uma jurisdição encarregada de conhecer em primeira instância, sem prejuízo de recurso
para o Tribunal de Justiça limitado às questões de direito e nas condições estabelecidas pelo respectivo Estatuto, de certas
categorias de acções determinadas nas condições definidas no nº 2. O Tribunal de Primeira Instância não tem competência para conhecer das questões prejudiciais submetidas nos termos do
artigo 234º
2. A pedido do Tribunal de Justiça e após consulta do Parlamento Europeu e da Comissão, o Conselho, deliberando por unanimidade,
determina as categorias de acções a que se refere o nº 1 e a composição do Tribunal de Primeira Instância e adopta as necessárias adaptações e disposições complementares ao Estatuto
do Tribunal de Justiça. Salvo decisão em contrário do Conselho, são aplicáveis ao Tribunal de Primeira Instância as disposições
do presente Tratado relativas ao Tribunal de Justiça, e nomeadamente as disposições do Protocolo relativo ao Estatuto do Tribunal
de Justiça.
3. Os membros do Tribunal de Primeira Instância serão escolhidos de entre pessoas que ofereçam todas as garantias de independência
e possuam a capacidade requerida para o exercício de funções jurisdicionais; são nomeados de comum acordo, por seis anos,
pelos Governos dos Estados-Membros. De três em três anos proceder-se-á a uma substituição parcial. Os membros cessantes podem
ser nomeados de novo.
4. O Tribunal de Primeira Instância estabelece o respectivo regulamento processual de comum acordo com o Tribunal de Justiça.
Esse regulamento será submetido à aprovação unânime do Conselho.
Artigo 226º (ex-artigo 169º)
Se a Comissão considerar que um Estado-Membro não cumpriu qualquer das obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado,
formulará um parecer fundamentado sobre o assunto, após ter dado a esse Estado oportunidade de apresentar as suas observações.
Se o Estado em causa não proceder em conformidade com este parecer no prazo fixado pela Comissão, esta pode recorrer ao Tribunal
de Justiça.
Artigo 227º (ex-artigo 170º)
Qualquer Estado-Membro pode recorrer ao Tribunal de Justiça, se considerar que outro Estado-Membro não cumpriu qualquer das
obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
Antes de qualquer Estado-Membro introduzir recurso contra outro Estado-Membro, com fundamento em pretenso incumprimento das
obrigações que a este incumbem por força do presente Tratado, deve submeter o assunto à apreciação da Comissão.
A Comissão formulará um parecer fundamentado, depois de os Estados interessados terem tido oportunidade de apresentar, em
processo contraditório, as suas observações escritas e orais.
Se a Comissão não tiver formulado parecer no prazo de três meses a contar da data do pedido, a falta de parecer não impede
o recurso ao Tribunal de Justiça.
Artigo 228º (ex-artigo 171º)
1. Se o Tribunal de Justiça declarar verificado que um Estado-Membro não cumpriu qualquer das obrigações que lhe incumbem
por força do presente Tratado, esse Estado deve tomar as medidas necessárias à execução do acórdão do Tribunal de Justiça.
2. Se a Comissão considerar que o Estado-Membro em causa não tomou as referidas medidas, e após ter dado a esse Estado a possibilidade
de apresentar as suas observações, formulará um parecer fundamentado especificando os pontos em que o Estado-Membro não executou
o acórdão do Tribunal de Justiça.
Se o referido Estado-Membro não tomar as medidas necessárias para a execução do acórdão do Tribunal de Justiça dentro do prazo
fixado pela Comissão, esta pode submeter o caso ao Tribunal de Justiça. Ao fazê-lo, indicará o montante da quantia fixa ou
progressiva correspondente à sanção pecuniária, a pagar pelo Estado-Membro, que considerar adequada às circunstâncias.
Se o Tribunal de Justiça declarar verificado que o Estado-Membro em causa não deu cumprimento ao seu acórdão, pode condená-lo
ao pagamento de uma quantia fixa ou progressiva correspondente a uma sanção pecuniária.
Este procedimento não prejudica o disposto no artigo 227º
Artigo 229º (ex-artigo 172º)
No que respeita às sanções neles previstas, os regulamentos adoptados em conjunto pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho,
e pelo Conselho, por força das disposições do presente Tratado, podem atribuir plena jurisdição ao Tribunal de Justiça.
Artigo 230º (ex-artigo 173º)
O Tribunal de Justiça fiscaliza a legalidade dos actos adoptados em conjunto pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, dos
actos do Conselho, da Comissão e do BCE, que não sejam recomendações ou pareceres, e dos actos do Parlamento Europeu destinados
a produzir efeitos jurídicos em relação a terceiros.
Para o efeito, o Tribunal de Justiça é competente para conhecer dos recursos com fundamento em incompetência, violação de
formalidades essenciais, violação do presente Tratado ou de qualquer norma jurídica relativa à sua aplicação, ou em desvio
de poder, interpostos por um Estado-Membro, pelo Conselho ou pela Comissão.
O Tribunal de Justiça é competente, nas mesmas condições, para conhecer dos recursos interpostos pelo Parlamento Europeu,
pelo Tribunal de Contas e pelo Banco Central Europeu com o objectivo de salvaguardar as respectivas prerrogativas.
Qualquer pessoa singular ou colectiva pode interpor, nas mesmas condições, recurso das decisões de que seja destinatária e
das decisões que, embora tomadas sob a forma de regulamento ou de decisão dirigida a outra pessoa, lhe digam directa e individualmente
respeito.
Os recursos previstos no presente artigo devem ser interpostos no prazo de dois meses a contar, conforme o caso, da publicação
do acto, da sua notificação ao recorrente ou, na falta desta, do dia em que o recorrente tenha tomado conhecimento do acto.
Artigo 231º (ex-artigo 174º)
Se o recurso tiver fundamento, o Tribunal de Justiça anulará o acto impugnado.
Todavia, no que respeita aos regulamentos, o Tribunal de Justiça indicará, quando o considerar necessário, quais os efeitos
do regulamento anulado que se devem considerar subsistentes.
Artigo 232º (ex-artigo 175º)
Se, em violação do presente Tratado, o Parlamento Europeu, o Conselho ou a Comissão se abstiverem de pronunciar-se, os Estados-Membros
e as outras Instituições da Comunidade podem recorrer ao Tribunal de Justiça para que declare verificada essa violação.
Este recurso só é admissível se a Instituição em causa tiver sido previamente convidada a agir. Se, decorrido um prazo de
dois meses a contar da data do convite, a Instituição não tiver tomado posição, o recurso pode ser introduzido dentro de novo
prazo de dois meses.
Qualquer pessoa singular ou colectiva pode recorrer ao Tribunal de Justiça, nos termos dos parágrafos anteriores, para acusar
uma das Instituições da Comunidade de não lhe ter dirigido um acto que não seja recomendação ou parecer.
O Tribunal de Justiça é competente, nas mesmas condições, para conhecer dos recursos interpostos pelo BCE no domínio das suas
atribuições ou das acções contra este intentadas.
Artigo 233º (ex-artigo 176º)
A Instituição ou as Instituições de que emane o acto anulado, ou cuja abstenção tenha sido declarada contrária ao presente
Tratado, devem tomar as medidas necessárias à execução do acórdão do Tribunal de Justiça.
Esta obrigação não prejudica aquela que decorre da aplicação do segundo parágrafo do artigo 288º
O presente artigo aplica-se igualmente ao BCE.
Artigo 234º (ex-artigo 177º)
O Tribunal de Justiça é competente para decidir, a título prejudicial:
a) Sobre a interpretação do presente Tratado;
b) Sobre a validade e a interpretação dos actos adoptados pelas Instituições da Comunidade e pelo BCE;
c) Sobre a interpretação dos estatutos dos organismos criados por acto do Conselho, desde que estes estatutos o prevejam.
Sempre que uma questão desta natureza seja suscitada perante qualquer órgão jurisdicional de um dos Estados-Membros, esse
órgão pode, se considerar que uma decisão sobre essa questão é necessária ao julgamento da causa, pedir ao Tribunal de Justiça
que sobre ela se pronuncie.
Sempre que uma questão desta natureza seja suscitada em processo pendente perante um órgão jurisdicional nacional cujas decisões
não sejam susceptíveis de recurso judicial previsto no direito interno, esse órgão é obrigado a submeter a questão ao Tribunal
de Justiça.
Artigo 235º (ex-artigo 178º)
O Tribunal de Justiça é competente para conhecer dos litígios relativos à reparação dos danos referidos no segundo parágrafo
do artigo 288º
Artigo 236º (ex-artigo 179º)
O Tribunal de Justiça é competente para decidir sobre todo e qualquer litígio entre a Comunidade e os seus agentes, dentro
dos limites e condições estabelecidas no estatuto ou decorrentes do regime que a estes é aplicável.
Artigo 237º (ex-artigo 180º)
Nos limites a seguir indicados, o Tribunal de Justiça é competente para conhecer dos litígios respeitantes:
a) À execução das obrigações dos Estados-Membros, decorrentes dos Estatutos do Banco Europeu de Investimento. O Conselho de
Administração do Banco dispõe, para o efeito, dos poderes atribuídos à Comissão no artigo 226º;
b) Às deliberações do Conselho de Governadores do Banco Europeu de Investimento. Qualquer Estado-Membro, a Comissão e o Conselho
de Administração do Banco podem interpor recurso nesta matéria, nos termos do artigo 230º;
c) Às deliberações do Conselho de Administração do Banco Europeu de Investimento. Os recursos destas deliberações só podem
ser interpostos, nos termos do artigo 230º, pelos Estados-Membros ou pela Comissão e apenas por violação das formalidades previstas nos nºs 2 e 5 a 7, inclusive, do artigo 21º dos Estatutos do Banco;
d) À execução das obrigações resultantes do Tratado e dos Estatutos do SEBC pelos bancos centrais nacionais. O Conselho do
BCE disporá, neste contexto, em relação aos bancos centrais nacionais, dos poderes atribuídos à Comissão no artigo 226º em relação aos Estados-Membros. Se o Tribunal de Justiça declarar verificado que um banco central nacional não cumpriu qualquer
das obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado, esse banco central deve tomar as medidas necessárias à execução
do acórdão do Tribunal de Justiça.
Artigo 238º (ex-artigo 181º)
O Tribunal de Justiça é competente para decidir com fundamento em cláusula compromissória constante de um contrato de direito
público ou de direito privado, celebrado pela Comunidade ou por sua conta.
Artigo 239º (ex-artigo 182º)
O Tribunal de Justiça é competente para decidir sobre qualquer diferendo entre os Estados-Membros, relacionado com o objecto
do presente Tratado, se esse diferendo lhe for submetido por compromisso.
Artigo 240º (ex-artigo 183º)
Sem prejuízo da competência atribuída ao Tribunal de Justiça pelo presente Tratado, os litígios em que a Comunidade seja parte
não ficam, por este motivo, subtraídos à competência dos órgãos jurisdicionais nacionais.
Artigo 241º (ex-artigo 184º)
Mesmo depois de decorrido o prazo previsto no quinto parágrafo do artigo 230º, qualquer parte pode, em caso de litígio que ponha em causa um regulamento adoptado em conjunto pelo Parlamento Europeu e
pelo Conselho ou um regulamento do Conselho, da Comissão ou do BCE, recorrer aos meios previstos no segundo parágrafo do artigo
230º para arguir, no Tribunal de Justiça, a inaplicabilidade desse regulamento.
Artigo 242º (ex-artigo 185º)
Os recursos perante o Tribunal de Justiça não têm efeito suspensivo. Todavia, o Tribunal de Justiça pode ordenar a suspensão
da execução do acto impugnado, se considerar que as circunstâncias o exigem.
Artigo 243º (ex-artigo 186º)
O Tribunal de Justiça, nas causas submetidas à sua apreciação, pode ordenar as medidas provisórias necessárias.
Artigo 244º (ex-artigo 187º)
Os acórdãos do Tribunal de Justiça têm força executiva, nos termos do artigo 256º
Artigo 245º (ex-artigo 188º)
O Estatuto do Tribunal de Justiça é fixado em Protocolo separado.
O Conselho, deliberando por unanimidade, a pedido do Tribunal de Justiça e após consulta da Comissão e do Parlamento Europeu,
pode alterar as disposições do Título III do Estatuto.
O Tribunal de Justiça estabelecerá o seu regulamento processual. Este será submetido à aprovação, por unanimidade, do Conselho.
Secção 5
O Tribunal de Contas
Artigo 246º (ex-artigo 188º-A)
A fiscalização das contas é efectuada pelo Tribunal de Contas.
Artigo 247º (ex-artigo 188º-B)
1. O Tribunal de Contas é composto por quinze membros.
2. Os membros do Tribunal de Contas serão escolhidos de entre personalidades que pertençam ou tenham pertencido, nos respectivos
países, a instituições de fiscalização externa ou que possuam uma qualificação especial para essa função. Devem oferecer todas
as garantias de independência.
3. Os membros do Tribunal de Contas são nomeados por um período de seis anos, pelo Conselho, deliberando por unanimidade,
após consulta do Parlamento Europeu.
Os membros do Tribunal de Contas podem ser nomeados de novo.
Os membros do Tribunal de Contas designam de entre si, por um período de três anos, o Presidente do Tribunal de Contas, que
pode ser reeleito.
4. Os membros do Tribunal de Contas exercerão as suas funções com total independência, no interesse geral da Comunidade.
No cumprimento dos seus deveres, não solicitarão nem aceitarão instruções de nenhum Governo ou qualquer entidade e abster-se-ão
de praticar qualquer acto incompatível com a natureza das suas funções.
5. Enquanto durarem as suas funções, os membros do Tribunal de Contas não podem exercer qualquer outra actividade profissional,
remunerada ou não. Além disso, assumirão, no momento da posse, o compromisso solene de respeitar, durante o exercício das
suas funções e após a cessação destas, os deveres decorrentes do cargo, nomeadamente os de honestidade e discrição, relativamente
à aceitação, após aquela cessação, de determinadas funções ou benefícios.
6. Para além das substituições normais e dos casos de morte, as funções dos membros do Tribunal de Contas cessam individualmente
por demissão voluntária ou compulsiva declarada pelo Tribunal de Justiça, nos termos do nº 7.
O membro em causa será substituído pelo tempo que faltar para o termo do período de exercício das suas funções.
Salvo no caso de demissão compulsiva, os membros do Tribunal de Contas permanecem em funções até serem substituídos.
7. Os membros do Tribunal de Contas só podem ser afastados das suas funções, ou privados do direito a pensão ou de quaisquer
outros benefícios que a substituam, se o Tribunal de Justiça declarar verificado, a pedido do Tribunal de Contas, que deixaram
de corresponder às condições exigidas ou de cumprir os deveres decorrentes do cargo.
8. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, fixa as condições de emprego, designadamente os vencimentos, subsídios,
abonos e pensões do Presidente e dos membros do Tribunal de Contas. O Conselho fixa, igualmente por maioria qualificada, todos
os subsídios e abonos que substituam a remuneração.
9. As disposições do Protocolo relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias aplicáveis aos juízes do Tribunal
de Justiça são igualmente aplicáveis aos membros do Tribunal de Contas.
Artigo 248º (ex-artigo 188º-C)
1. O Tribunal de Contas examina as contas da totalidade das receitas e despesas da Comunidade. O Tribunal de Contas examina
igualmente as contas da totalidade das receitas e despesas de qualquer organismo criado pela Comunidade, na medida em que
o respectivo acto constitutivo não exclua esse exame.
O Tribunal de Contas envia ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma declaração sobre a fiabilidade das contas e a regularidade
e legalidade das operações a que elas se referem, que será publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.
2. O Tribunal de Contas examina a legalidade e a regularidade das receitas e despesas e garante a boa gestão financeira. Ao
fazê-lo, assinalará, em especial, quaisquer irregularidades.
A fiscalização das receitas efectua-se com base na verificação dos créditos e dos pagamentos feitos à Comunidade.
A fiscalização das despesas efectua-se com base nas autorizações e nos pagamentos.
Estas fiscalizações podem ser efectuadas antes do encerramento das contas do exercício orçamental em causa.
3. A fiscalização é feita com base em documentos e, se necessário, nas próprias instalações das outras Instituições da Comunidade,
nas instalações de qualquer organismo que efectue a gestão de receitas ou despesas em nome da Comunidade, e nos Estados-Membros,
inclusivamente nas instalações de qualquer pessoa singular ou colectiva beneficiária de pagamentos provenientes do orçamento.
A fiscalização nos Estados-Membros é feita em colaboração com as instituições de fiscalização nacionais ou, se estas para
isso não tiverem competência, com os serviços nacionais competentes. O Tribunal de Contas e as instituições de fiscalização
nacionais dos Estados-Membros cooperarão num espírito de confiança, mantendo embora a respectiva independência. Estas instituições
ou serviços darão a conhecer ao Tribunal de Contas a sua intenção de participar na fiscalização.
Todos os documentos ou informações necessários ao desempenho das funções do Tribunal de Contas ser-lhe-ão comunicados, a seu
pedido, pelas outras Instituições da Comunidade, pelos organismos que efectuem a gestão de receitas ou despesas em nome da
Comunidade, pelas pessoas singulares ou colectivas beneficiárias de pagamentos provenientes do orçamento e pelas instituições
de fiscalização nacionais ou, se estas não tiverem competência para o efeito, pelos serviços nacionais competentes.
No que respeita à actividade de gestão de despesas e receitas comunitárias exercida pelo Banco Europeu de Investimento, o
direito de acesso do Tribunal às informações detidas pelo Banco será regido por um acordo celebrado entre o Tribunal, o Banco
e a Comissão. Na ausência de um acordo, o Tribunal terá, contudo, acesso às informações necessárias para efectuar a fiscalização
das despesas e receitas comunitárias geridas pelo Banco.
4. O Tribunal de Contas elabora um relatório anual após o encerramento de cada exercício. Este relatório é transmitido às
outras Instituições da Comunidade e publicado no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, acompanhado das respostas das referidas
Instituições às observações do Tribunal de Contas.
O Tribunal de Contas pode ainda apresentar, em qualquer momento, observações, nomeadamente sob a forma de relatórios especiais,
sobre determinadas questões e formular pareceres a pedido de uma das outras Instituições da Comunidade.
O Tribunal de Contas adopta os relatórios anuais, os relatórios especiais ou os pareceres, por maioria dos membros que o compõem.
O Tribunal de Contas assiste o Parlamento Europeu e o Conselho no exercício da respectiva função de controlo da execução do
orçamento.
Capítulo 2
Disposições comuns a várias Instituições
Artigo 249º (ex-artigo 189º)
Para o desempenho das suas atribuições e nos termos do presente Tratado, o Parlamento Europeu em conjunto com o Conselho,
o Conselho e a Comissão adoptam regulamentos e directivas, tomam decisões e formulam recomendações ou pareceres.
O regulamento tem carácter geral. É obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-Membros.
A directiva vincula o Estado-Membro destinatário quanto ao resultado a alcançar, deixando, no entanto, às instâncias nacionais
a competência quanto à forma e aos meios.
A decisão é obrigatória em todos os seus elementos para os destinatários que designar.
As recomendações e os pareceres não são vinculativos.
Artigo 250º (ex-artigo 189º-A)
1. Sempre que, por força do presente Tratado, um acto do Conselho seja adoptado sob proposta da Comissão, o Conselho só pode
adoptar um acto que constitua alteração dessa proposta deliberando por unanimidade, sem prejuízo do disposto nos nºs 4 e 5 do artigo 251º
2. Enquanto o Conselho não tiver deliberado, a Comissão pode alterar a sua proposta em qualquer fase dos procedimentos para
a adopção de um acto comunitário.
Artigo 251º (ex-artigo 189º-B)
1. Sempre que no presente Tratado se remeta para o presente artigo para a adopção de um acto, aplicar-se-á o processo a seguir
enunciado.
2. A Comissão apresenta uma proposta ao Parlamento Europeu e ao Conselho.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, após parecer do Parlamento Europeu:
- se aprovar todas as emendas constantes do parecer do Parlamento Europeu, pode adoptar o acto proposto assim alterado;
- se o Parlamento Europeu não propuser emendas, pode adoptar o acto proposto;
- nos demais casos, adopta uma posição comum e transmite-a ao Parlamento Europeu. O Conselho informa plenamente o Parlamento
Europeu das razões que o conduziram a adoptar a posição comum. A Comissão informa plenamente o Parlamento Europeu da sua posição.
Se, no prazo de três meses após essa comunicação, o Parlamento Europeu:
a) Aprovar a posição comum ou não se tiver pronunciado, considera-se que o acto em causa foi adoptado nos termos dessa posição
comum;
b) Rejeitar a posição comum por maioria absoluta dos membros que o compõem, considera-se que o acto proposto não foi adoptado;
c) Propuser emendas à posição comum por maioria absoluta dos membros que o compõem, o texto assim alterado será enviado ao
Conselho e à Comissão, que emitirá parecer sobre essas emendas.
3. Se, no prazo de três meses após a recepção das emendas do Parlamento Europeu, o Conselho, deliberando por maioria qualificada,
aprovar todas essas emendas, considera-se que o acto em causa foi adoptado sob a forma da posição comum assim alterada; todavia,
o Conselho delibera por unanimidade sobre as emendas em relação às quais a Comissão tenha dado parecer negativo. Se o Conselho
não aprovar todas as emendas, o Presidente do Conselho, de acordo com o Presidente do Parlamento Europeu, convoca o Comité
de Conciliação no prazo de seis semanas.
4. O Comité de Conciliação, que reúne os membros do Conselho ou os seus representantes e igual número de representantes do
Parlamento Europeu, tem por missão chegar a acordo sobre um projecto comum, por maioria qualificada dos membros do Conselho
ou dos seus representantes e por maioria dos representantes do Parlamento Europeu. A Comissão participa nos trabalhos do Comité
de Conciliação e toma todas as iniciativas necessárias para promover uma aproximação das posições do Parlamento Europeu e
do Conselho. No cumprimento da sua missão, o Comité de Conciliação analisa a posição comum com base nas emendas propostas
pelo Parlamento Europeu.
5. Se, no prazo de seis semanas após ter sido convocado, o Comité de Conciliação aprovar um projecto comum, o Parlamento Europeu
e o Conselho disporão de um prazo de seis semanas a contar dessa aprovação para adoptar o acto em causa de acordo com o projecto
comum, por maioria absoluta dos votos expressos, no caso do Parlamento Europeu, e por maioria qualificada, no caso do Conselho.
Se qualquer destas Instituições não aprovar o acto proposto dentro desse prazo, considera-se que não foi adoptado.
6. Quando o Comité de Conciliação não aprovar um projecto comum, considera-se que o acto proposto não foi adoptado.
7. Os prazos de três meses e de seis semanas a que se refere o presente artigo podem ser prorrogados, respectivamente, por
um mês e por duas semanas, no máximo, por iniciativa do Parlamento Europeu ou do Conselho.
Artigo 252º (ex-artigo 189º-C)
Sempre que no presente Tratado se remeta para o presente artigo para a adopção de um acto, é aplicável o seguinte procedimento:
a) O Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão e após parecer do Parlamento Europeu, adopta
uma posição comum.
b) A posição comum do Conselho é transmitida ao Parlamento Europeu. O Conselho e a Comissão informam plenamente o Parlamento
Europeu das razões que conduziram o Conselho a adoptar a sua posição comum, bem como da posição da Comissão.
Se, no prazo de três meses após essa comunicação, o Parlamento Europeu aprovar essa posição comum ou se não se tiver pronunciado
nesse prazo, o Conselho adopta definitivamente o acto em causa de acordo com a posição comum.
c) O Parlamento Europeu pode, no prazo de três meses a que se refere a alínea b), por maioria absoluta dos membros que o compõem,
propor alterações à posição comum do Conselho. O Parlamento Europeu pode igualmente, pela mesma maioria, rejeitar a posição
comum do Conselho. O resultado das deliberações é transmitido ao Conselho e à Comissão.
Se o Parlamento Europeu tiver rejeitado a posição comum do Conselho, este só pode deliberar em segunda leitura por unanimidade.
d) A Comissão reexamina, no prazo de um mês, a proposta em que o Conselho se baseou ao adoptar a posição comum, a partir das
alterações propostas pelo Parlamento Europeu.
A Comissão transmite ao Conselho, simultaneamente com a sua proposta reexaminada, as alterações do Parlamento Europeu que
não tenham recebido o seu acordo, acompanhadas de um parecer sobre estas. O Conselho pode adoptar essas alterações por unanimidade.
e) O Conselho, deliberando por maioria qualificada, adopta a proposta reexaminada da Comissão.
O Conselho só pode alterar a proposta reexaminada da Comissão por unanimidade.
f) Nos casos referidos nas alíneas c), d) e e), o Conselho deve deliberar no prazo de três meses. Se não houver decisão nesse
prazo, considera-se que a proposta da Comissão não foi adoptada.
g) Os prazos referidos nas alíneas b) e f) podem ser prorrogados por comum acordo entre o Conselho e o Parlamento Europeu,
por um mês, no máximo.
Artigo 253º (ex-artigo 190º)
Os regulamentos, directivas e decisões adoptados em conjunto pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, e esses mesmos actos
adoptados pelo Conselho e pela Comissão serão fundamentados e referir-se-ão às propostas ou pareceres obrigatoriamente obtidos
por força do presente Tratado.
Artigo 254º (ex-artigo 191º)
1. Os regulamentos, directivas e decisões adoptados de acordo com o procedimento a que se refere o artigo 251º são assinados pelo Presidente do Parlamento Europeu e pelo Presidente do Conselho e publicados no Jornal Oficial das Comunidades
Europeias, entrando em vigor na data por eles fixada ou, na falta desta, no vigésimo dia seguinte ao da publicação.
2. Os regulamentos do Conselho e da Comissão, assim como as directivas destas Instituições dirigidas a todos os Estados-Membros,
são publicados no Jornal Oficial das Comunidades Europeias e entram em vigor na data por eles fixada ou, na falta desta, no
vigésimo dia subsequente ao da publicação.
3. As outras directivas, bem como as decisões, são notificadas aos respectivos destinatários produzindo efeitos mediante essa
notificação.
Artigo 255º (ex-artigo 191º-A)
1. Todos os cidadãos da União e todas as pessoas singulares ou colectivas que residam ou tenham a sua sede social num Estado-Membro
têm direito de acesso aos documentos do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão, sob reserva dos princípios e condições
a definir nos termos dos nºs 2 e 3.
2. Os princípios gerais e os limites que, por razões de interesse público ou privado, hão-de reger o exercício do direito
de acesso aos documentos serão definidos pelo Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, no prazo de dois anos a contar da data da entrada em vigor do Tratado de Amesterdão.
3. Cada uma das citadas Instituições estabelecerá, no respectivo regulamento interno, disposições específicas sobre o acesso
aos seus documentos.
Artigo 256º (ex-artigo 192º)
As decisões do Conselho ou da Comissão que imponham uma obrigação pecuniária a pessoas que não sejam Estados constituem título
executivo.
A execução é regulada pelas normas de processo civil em vigor no Estado em cujo território se efectuar. A fórmula executória
é aposta, sem outro controlo além da verificação da autenticidade do título, pela autoridade nacional que o Governo de cada
um dos Estados-Membros designará para o efeito e de que dará conhecimento à Comissão e ao Tribunal de Justiça.
Após o cumprimento destas formalidades a pedido do interessado, este pode promover a execução, recorrendo directamente ao
órgão competente, em conformidade com a legislação nacional.
A execução só pode ser suspensa por força de uma decisão do Tribunal de Justiça. No entanto, a fiscalização da regularidade
das medidas de execução é da competência dos órgãos jurisdicionais nacionais.
Capítulo 3
O Comité Económico e Social
Artigo 257º (ex-artigo 193º)
É instituído um Comité Económico e Social, de natureza consultiva.
O Comité é composto por representantes dos diferentes sectores de vida económica e social, designadamente dos produtores,
agricultores, transportadores, trabalhadores, comerciantes e artífices, das profissões liberais e do interesse geral.
Artigo 258º (ex-artigo 194º)
O número de membros do Comité Económico e Social é estabelecido do seguinte modo:
| |
|
| Bélgica |
12 |
| Dinamarca |
9 |
| Alemanha |
24 |
| Grécia |
12 |
| Espanha |
21 |
| França |
24 |
| Irlanda |
9 |
| Itália |
24 |
| Luxemburgo |
6 |
| Países Baixos |
12 |
| Áustria |
12 |
| Portugal |
12 |
| Finlândia |
9 |
| Suécia |
12 |
| Reino Unido |
24. |
Os membros do Comité são nomeados, por um período de quatro anos, pelo Conselho, deliberando por unanimidade. Podem ser reconduzidos
nas suas funções.
Os membros do Comité não devem estar vinculados a quaisquer instruções. Exercerão as suas funções com plena independência,
no interesse geral da Comunidade.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, fixa os subsídios dos membros do Comité.
Artigo 259º (ex-artigo 195º)
1. Tendo em vista a nomeação dos membros do Comité, cada Estado-Membro enviará ao Conselho uma lista contendo um número de
candidatos duplo do de lugares atribuídos aos seus nacionais.
Ao constituir-se o Comité ter-se-á em consideração a necessidade de assegurar uma representação adequada aos diferentes sectores
da vida económica e social.
2. O Conselho consultará a Comissão, podendo obter o parecer das organizações europeias representativas dos diferentes sectores
económicos e sociais interessados nas actividades da Comunidade.
Artigo 260º (ex-artigo 196º)
O Comité designa, de entre os seus membros, o Presidente e a Mesa, por um período de dois anos.
O Comité estabelece o seu regulamento interno.
O Comité é convocado pelo Presidente, a pedido do Conselho ou da Comissão. Pode igualmente reunir-se por iniciativa própria.
Artigo 261º (ex-artigo 197º)
O Comité compreende secções especializadas para os principais sectores abrangidos pelo presente Tratado.
O funcionamento das secções especializadas exercer-se-á no âmbito das competências gerais do Comité. As secções especializadas
não podem ser consultadas independentemente do Comité.
Podem, por outro lado, ser instituídos, no seio do Comité, subcomités, chamados a elaborar projectos de pareceres a submeter
à consideração do Comité sobre questões ou em domínios determinados.
O regulamento interno fixará as modalidades de composição e as normas de competência das secções especializadas e dos subcomités.
Artigo 262º (ex-artigo 198º)
O Comité será obrigatoriamente consultado pelo Conselho ou pela Comissão nos casos previstos no presente Tratado, podendo
igualmente ser consultado por estas Instituições sempre que o considerem oportuno. O Comité pode tomar a iniciativa de emitir
parecer, sempre que o considere oportuno.
O Conselho ou a Comissão, se o considerarem necessário, fixam ao Comité um prazo para a apresentação do seu parecer, que não
pode ser inferior a um mês a contar da data da comunicação para esse efeito enviada ao Presidente. Decorrido o prazo fixado
sem que tenha sido recebido o parecer, pode prescindir-se deste.
O parecer do Comité e o da secção especializada, bem como um relatório das deliberações, serão transmitidos ao Conselho e
à Comissão.
O Comité pode ser consultado pelo Parlamento Europeu.
Capítulo 4
O Comité das Regiões
Artigo 263º (ex-artigo 198º-A)
É instituído um comité de natureza consultiva composto por representantes das colectividades regionais e locais, adiante designado
por «Comité das Regiões».
O número de membros do Comité das Regiões é estabelecido do seguinte modo:
| |
|
| Bélgica |
12 |
| Dinamarca |
9 |
| Alemanha |
24 |
| Grécia |
12 |
| Espanha |
21 |
| França |
24 |
| Irlanda |
9 |
| Itália |
24 |
| Luxemburgo |
6 |
| Países Baixos |
12 |
| Áustria |
12 |
| Portugal |
12 |
| Finlândia |
9 |
| Suécia |
12 |
| Reino Unido |
24. |
Os membros do Comité, bem como igual número de suplentes, são nomeados, por um período de quatro anos, pelo Conselho, deliberando
por unanimidade, sob proposta dos respectivos Estados-Membros. Podem ser reconduzidos nas suas funções. Nenhum membro do Comité
poderá ser simultaneamente membro do Parlamento Europeu.
Os membros do Comité não devem estar vinculados a quaisquer instruções. Exercerão as suas funções com plena independência,
no interesse geral da Comunidade.
Artigo 264º (ex-artigo 198º-B)
O Comité das Regiões designa, de entre os seus membros, o Presidente e a Mesa, por um período de dois anos.
O Comité aprova o seu regulamento interno.
O Comité será convocado pelo seu Presidente, a pedido do Conselho ou da Comissão. Pode igualmente reunir-se por iniciativa
própria.
Artigo 265º (ex-artigo 198º-C)
O Comité das Regiões será consultado pelo Conselho ou pela Comissão nos casos previstos no presente Tratado e em todos os
outros casos, nomeadamente aqueles que digam respeito à cooperação transfronteiriça, em que uma destas Instituições o considere
oportuno.
O Conselho ou a Comissão, se o considerarem necessário, fixam ao Comité um prazo para a apresentação do seu parecer, que não
pode ser inferior a um mês a contar da data da comunicação para o efeito enviada ao Presidente. Decorrido o prazo fixado sem
que tenha sido recebido o parecer, pode prescindir-se deste.
Sempre que o Comité Económico e Social seja consultado ao abrigo do artigo 262º, o Comité das Regiões será informado pelo Conselho ou pela Comissão desse pedido de parecer. Sempre que considerar que estão
em causa interesses regionais específicos, o Comité das Regiões pode emitir parecer a esse respeito.
O Comité das Regiões pode ser consultado pelo Parlamento Europeu.
Sempre que o considerar oportuno, o Comité das Regiões pode emitir parecer por sua própria iniciativa.
O parecer do Comité, bem como um relatório das deliberações, serão transmitidos ao Conselho e à Comissão.
Capítulo 5
Banco Europeu de Investimento
Artigo 266º (ex-artigo 198º-D)
O Banco Europeu de Investimento goza de personalidade jurídica.
Os Estados-Membros são os membros do Banco Europeu de Investimento.
Os Estatutos do Banco Europeu de Investimento constam de um Protocolo anexo ao presente Tratado.
Artigo 267º (ex-artigo 198º-E)
O Banco Europeu de Investimento tem por missão contribuir, recorrendo ao mercado de capitais e utilizando os seus próprios
recursos, para o desenvolvimento equilibrado e harmonioso do mercado comum no interesse da Comunidade. Para o efeito, o Banco
facilitará, mediante a concessão de empréstimos e de garantias, sem prosseguir qualquer fim lucrativo, o financiamento dos
seguintes projectos, em todos os sectores da economia:
a) Projectos para a valorização das regiões menos desenvolvidas;
b) Projectos de modernização ou reconversão de empresas, ou de criação de novas actividades necessárias ao estabelecimento
progressivo do mercado comum que, pela sua amplitude ou natureza, não possam ser inteiramente financiados pelos diversos meios
existentes em cada um dos Estados-Membros;
c) Projectos de interesse comum para vários Estados-Membros que, pela sua amplitude ou natureza, não possam ser inteiramente
financiados pelos diversos meios existentes em cada um dos Estados-Membros.
No cumprimento da sua missão, o Banco facilitará o financiamento de programas de investimento em articulação com as intervenções
dos fundos estruturais e dos demais instrumentos financeiros comunitários.
TÍTULO II
DISPOSIÇÕES FINANCEIRAS
Artigo 268º (ex-artigo 199º)
Todas as receitas e despesas da Comunidade, incluindo as relativas ao Fundo Social Europeu, devem ser objecto de previsões
para cada exercício orçamental e ser inscritas no orçamento.
As despesas administrativas ocasionadas às Instituições pelas disposições do Tratado da União Europeia relativas à política
externa e de segurança comum e à cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos internos ficarão a cargo do orçamento.
As despesas operacionais ocasionadas pela aplicação das referidas disposições podem, nas condições nelas referidas, ficar
a cargo do orçamento.
As receitas e despesas previstas no orçamento devem estar equilibradas.
Artigo 269º (ex-artigo 201º)
O orçamento é integralmente financiado por recursos próprios, sem prejuízo de outras receitas.
O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu, aprova as disposições
relativas ao sistema de recursos próprios da Comunidade, cuja adopção recomendará aos Estados-Membros, de acordo com as respectivas
normas constitucionais.
Artigo 270º (ex-artigo 201º-A)
Para assegurar a manutenção da disciplina orçamental, a Comissão não apresentará propostas de actos comunitários, não alterará
as suas propostas nem adoptará medidas de execução susceptíveis de ter uma incidência sensível no orçamento, sem dar a garantia
de que essas propostas ou medidas podem ser financiadas nos limites dos recursos próprios da Comunidade decorrentes das disposições
estabelecidas pelo Conselho por força do artigo 269º
Artigo 271º (ex-artigo 202º)
Salvo disposição em contrário da regulamentação adoptada por força do artigo 279º, as despesas inscritas no orçamento são autorizadas para o período de um ano financeiro.
Os créditos que não tenham sido utilizados até ao final do ano financeiro, exceptuando os respeitantes às despesas de pessoal,
podem transitar para o ano financeiro seguinte, e unicamente para esse, nas condições que serão fixadas em execução do artigo
279º
Os créditos são especificados em capítulos, agrupando as despesas segundo a sua natureza ou destino, e subdivididos, quando
necessário, em conformidade com a regulamentação adoptada por força do artigo 279º
As despesas do Parlamento Europeu, do Conselho, da Comissão e do Tribunal de Justiça são objecto de partes separadas do orçamento,
sem prejuízo de um regime especial destinado a certas despesas comuns.
Artigo 272º (ex-artigo 203º)
1. O ano financeiro tem início em 1 de Janeiro e termina em 31 de Dezembro.
2. Cada uma das Instituições da Comunidade elaborará, antes de 1 de Julho, uma previsão das suas despesas. A Comissão reunirá
essas previsões num anteprojecto de orçamento, juntando-lhe um parecer que pode incluir previsões divergentes.
Este anteprojecto compreenderá uma previsão das receitas e uma previsão das despesas.
3. A Comissão deve submeter à apreciação do Conselho o anteprojecto do orçamento, o mais tardar até 1 de Setembro do ano que
antecede o da execução do orçamento.
O Conselho consultará a Comissão e, se for caso disso, as outras Instituições interessadas, sempre que pretenda afastar-se
desse anteprojecto.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, elaborará o projecto de orçamento e transmiti-lo-á ao Parlamento Europeu.
4. O projecto de orçamento deve ser submetido à apreciação do Parlamento Europeu o mais tardar até 5 de Outubro do ano que
antecede o da execução do orçamento.
O Parlamento Europeu tem o direito de alterar, por maioria dos membros que o compõem, o projecto de orçamento e de propor
ao Conselho, por maioria absoluta dos votos expressos, modificações ao projecto, relativas às despesas que decorrem obrigatoriamente
do Tratado ou dos actos adoptados por força deste.
Se, no prazo de quarenta e cinco dias após comunicação do projecto de orçamento, o Parlamento Europeu tiver dado a sua aprovação,
o orçamento fica definitivamente aprovado. Se, dentro do mesmo prazo, o Parlamento Europeu não tiver alterado o projecto de
orçamento nem tiver proposto modificações, o orçamento considerar-se-á definitivamente aprovado.
Se, dentro do mesmo prazo, o Parlamento Europeu tiver adoptado alterações ou proposto modificações, o projecto de orçamento,
assim alterado ou incluindo as propostas de modificação, será transmitido ao Conselho.
5. Após discussão do projecto de orçamento com a Comissão e, se for caso disso, com as outras Instituições interessadas, o
Conselho deliberará nas condições seguintes:
a) O Conselho pode, deliberando por maioria qualificada, modificar qualquer uma das alterações adoptadas pelo Parlamento Europeu;
b) No que diz respeito às propostas de modificação:
- se uma modificação proposta pelo Parlamento Europeu não tiver por efeito aumentar o montante global das despesas de uma
Instituição, nomeadamente porque o aumento das despesas que ela implica seria expressamente compensado por uma ou várias modificações
propostas que comportassem uma correspondente diminuição das despesas, o Conselho pode, deliberando por maioria qualificada,
rejeitar essa proposta de modificação. Na falta de uma decisão de rejeição, a proposta de modificação será aceite;
- se uma modificação proposta pelo Parlamento Europeu tiver por efeito aumentar o montante global das despesas de uma Instituição,
o Conselho pode, deliberando por maioria qualificada, aceitar essa proposta de modificação. Na falta de uma decisão de aceitação,
a proposta de modificação será rejeitada;
- se, nos termos de um dos dois travessões anteriores, o Conselho tiver rejeitado uma proposta de modificação, pode, deliberando
por maioria qualificada, quer manter o montante inscrito no projecto de orçamento quer fixar outro montante.
O projecto de orçamento será modificado em função das propostas de modificação aceites pelo Conselho.
Se, no prazo de quinze dias após comunicação do projecto de orçamento, o Conselho não tiver modificado nenhuma das alterações
adoptadas pelo Parlamento Europeu e tiver aceite as propostas de modificação por ele apresentadas, o orçamento considerar-se-á
definitivamente aprovado. O Conselho informará o Parlamento Europeu de que não modificou nenhuma das alterações e de que aceitou
as propostas de modificação.
Se, dentro do mesmo prazo, o Conselho tiver modificado uma ou várias das alterações adoptadas pelo Parlamento Europeu ou se
as propostas de modificação por ele apresentadas tiverem sido rejeitadas ou modificadas, o projecto de orçamento modificado
será novamente transmitido ao Parlamento Europeu. O Conselho expor-lhe-á o resultado das suas deliberações.
6. No prazo de quinze dias após comunicação do projecto de orçamento, o Parlamento Europeu, informado sobre o seguimento dado
às suas propostas de modificação, pode, deliberando por maioria dos membros que o compõem e três quintos dos votos expressos,
alterar ou rejeitar as modificações introduzidas pelo Conselho às suas alterações e, consequentemente, aprovar o orçamento.
Se, dentro do mesmo prazo, o Parlamento Europeu não tiver deliberado, o orçamento considerar-se-á definitivamente aprovado.
7. Terminado o processo previsto no presente artigo, o Presidente do Parlamento Europeu declarará verificado que o orçamento
se encontra definitivamente aprovado.
8. Todavia, o Parlamento Europeu, deliberando por maioria dos membros que o compõem e dois terços dos votos expressos, pode,
por motivo importante, rejeitar o projecto de orçamento e solicitar que um novo projecto lhe seja submetido.
9. Para a totalidade das despesas que não sejam as que decorrem obrigatoriamente do Tratado ou dos actos adoptados por força
deste, será fixada anualmente uma taxa máxima de aumento, em relação às despesas da mesma natureza do ano financeiro em curso.
A Comissão, após consulta do Comité de Política Económica, fixará esta taxa máxima, que resulta da:
- evolução do produto nacional bruto em volume na Comunidade;
- variação média dos orçamentos dos Estados-Membros;
e
- evolução do custo de vida durante o último ano financeiro.
A taxa máxima será comunicada, antes de 1 de Maio, a todas as Instituições da Comunidade. Estas Instituições devem respeitá-la
no decurso do processo orçamental, sem prejuízo do disposto nos quarto e quinto parágrafos do presente número.
Se, para as despesas que não sejam as que decorrem obrigatoriamente do Tratado ou dos actos adoptados por força deste, a taxa
de aumento resultante do projecto de orçamento elaborado pelo Conselho for superior a metade da taxa máxima, o Parlamento
Europeu, no exercício de seu direito de alterar, pode ainda aumentar o montante total das despesas referidas, até ao limite
de metade da taxa máxima.
Quando o Parlamento Europeu, o Conselho ou a Comissão entenderem que as actividades das Comunidades exigem que se ultrapasse
a taxa estabelecida de acordo com o processo definido no presente número, pode ser fixada uma nova taxa, por acordo entre
o Conselho, deliberando por maioria qualificada, e o Parlamento Europeu, deliberando por maioria dos membros que o compõem
e três quintos dos votos expressos.
10. Cada Instituição exercerá os poderes que lhe são atribuídos pelo presente artigo, no respeito pelas disposições do Tratado
e dos actos adoptados por força deste, nomeadamente em matéria de recursos próprios das Comunidades e de equilíbrio entre
as receitas e as despesas.
Artigo 273º (ex-artigo 204º)
Se, no início de um ano financeiro, o orçamento ainda não tiver sido votado, as despesas podem ser efectuadas mensalmente,
por capítulo ou segundo outra subdivisão, em conformidade com a regulamentação adoptada por força do artigo 279º, e até ao limite de um duodécimo dos créditos abertos no orçamento do ano financeiro anterior. Esta medida não pode ter por
efeito colocar à disposição da Comissão créditos superiores ao duodécimo dos previstos no projecto de orçamento em preparação.
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode, desde que se respeitem as outras condições previstas no primeiro parágrafo,
autorizar despesas que excedam o referido duodécimo.
Se esta decisão disser respeito a despesas que não sejam as que decorrem obrigatoriamente do Tratado ou dos actos adoptados
por força deste, o Conselho transmiti-la-á imediatamente ao Parlamento Europeu. No prazo de trinta dias, o Parlamento Europeu,
deliberando por maioria dos membros que o compõem e três quintos dos votos expressos, pode tomar uma decisão diferente sobre
estas despesas, no que diz respeito à parte que excede o duodécimo a que se refere o primeiro parágrafo. Esta parte da decisão
do Conselho fica suspensa até que o Parlamento Europeu tenha tomado a sua decisão. Se, dentro do mesmo prazo, o Parlamento
Europeu não tiver tomado uma decisão diferente da decisão do Conselho, esta última considera-se definitivamente adoptada.
As decisões a que se referem os segundo e terceiro parágrafos devem prever as medidas necessárias, em matéria de recursos,
tendo em vista a aplicação do presente artigo.
Artigo 274º (ex-artigo 205º)
A Comissão executa o orçamento nos termos da regulamentação adoptada em execução do artigo 279º, sob sua própria responsabilidade e até ao limite das dotações concedidas, de acordo com os princípios da boa gestão financeira.
Os Estados-Membros cooperarão com a Comissão a fim de assegurar que as dotações sejam utilizadas de acordo com os princípios
da boa gestão financeira.
A regulamentação deve prever normas específicas segundo as quais cada Instituição participa na execução das suas despesas
próprias.
Dentro do orçamento e nos limites e condições fixados pela regulamentação adoptada por força do artigo 279º, a Comissão pode proceder a transferências de dotações, quer de capítulo para capítulo quer de subdivisão para subdivisão.
Artigo 275º (ex-artigo 205º-A)
A Comissão apresentará todos os anos ao Conselho e ao Parlamento Europeu as contas do ano financeiro findo relativas às operações
orçamentais. A Comissão comunicar-lhes-á, além disso, um balanço financeiro que descreva o activo e passivo da Comunidade.
Artigo 276º (ex-artigo 206º)
1. O Parlamento Europeu, sob recomendação do Conselho, que delibera por maioria qualificada, dá quitação à Comissão quanto
à execução do orçamento. Para o efeito, o Parlamento Europeu examina, posteriormente ao Conselho, as contas e o balanço financeiro
a que se refere o artigo 275º e o relatório anual do Tribunal de Contas, acompanhado das respostas das Instituições fiscalizadas às observações do Tribunal
de Contas, a declaração de fiabilidade prevista no nº 1, segundo parágrafo, do artigo 248º, bem como quaisquer relatórios especiais pertinentes deste Tribunal.
2. Antes de dar quitação à Comissão, ou para qualquer outro efeito relacionado com o exercício das atribuições desta Instituição
em matéria de execução do orçamento, o Parlamento Europeu pode solicitar que a Comissão seja ouvida sobre a execução das despesas
ou o funcionamento dos sistemas de controlo financeiro. A Comissão apresentará ao Parlamento Europeu, a pedido deste, todas
as informações necessárias.
3. A Comissão tomará todas as medidas necessárias para dar seguimento às observações que acompanham as decisões de quitação
e às demais observações do Parlamento Europeu sobre a execução das despesas, bem como aos comentários que acompanharem as
recomendações de quitação aprovadas pelo Conselho.
A pedido do Parlamento Europeu ou do Conselho, a Comissão apresentará um relatório sobre as medidas tomadas em função dessas
observações e comentários, e nomeadamente sobre as instruções dadas aos serviços encarregados da execução do orçamento. Esses
relatórios serão igualmente enviados ao Tribunal de Contas.
Artigo 277º (ex-artigo 207º)
O orçamento será elaborado na unidade de conta fixada em conformidade com a regulamentação adoptada por força do artigo 279º
Artigo 278º (ex-artigo 208º)
A Comissão, desde que informe do facto as autoridades competentes dos Estados-Membros interessados, pode transferir para a
moeda de um dos Estados-Membros os haveres que detenha na moeda de outro Estado-Membro, na medida em que se torne necessário
utilizar tais haveres para os fins previstos no presente Tratado. A Comissão evitará, na medida do possível, proceder a tais
transferências, caso detenha haveres disponíveis ou realizáveis nas moedas de que necessita.
A Comissão tratará com cada um dos Estados-Membros por intermédio da autoridade por este designada. Na execução das operações
financeiras, a Comissão recorrerá ao Banco emissor do Estado-Membro interessado ou a qualquer outra instituição financeira
por este aprovada.
Artigo 279º (ex-artigo 209º)
O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta ao Parlamento Europeu e parecer do Tribunal
de Contas:
a) Adopta a regulamentação financeira que especifique nomeadamente as modalidades relativas à elaboração e execução do orçamento
e à prestação e fiscalização das contas;
b) Fixa as modalidades e o processo segundo os quais as receitas orçamentais previstas no regime dos recursos próprios da
Comunidade são colocadas à disposição da Comissão e estabelece as medidas a aplicar para fazer face, se necessário, às necessidades
de tesouraria;
c) Determina as regras relativas à responsabilidade dos auditores financeiros, dos ordenadores orçamentais e dos contabilistas.
Artigo 280º (ex-artigo 209º-A)
1. A Comunidade e os Estados-Membros combaterão as fraudes e quaisquer outras actividades ilegais lesivas dos interesses financeiros
da Comunidade, por meio de medidas a tomar ao abrigo do presente artigo, que tenham um efeito dissuasor e proporcionem uma
protecção efectiva nos Estados-Membros.
2. Para combater as fraudes lesivas dos interesses financeiros da Comunidade, os Estados-Membros tomarão medidas análogas
às que tomarem para combater as fraudes lesivas dos seus próprios interesses financeiros.
3. Sem prejuízo de outras disposições do presente Tratado, os Estados-Membros coordenarão as respectivas acções no sentido
de defender os interesses financeiros da Comunidade contra a fraude. Para o efeito, organizarão, em conjunto com a Comissão,
uma colaboração estreita e regular entre as autoridades competentes.
4. O Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º e após consulta ao Tribunal de Contas, adoptará as medidas necessárias nos domínios da prevenção e combate das fraudes lesivas
dos interesses financeiros da Comunidade, tendo em vista proporcionar uma protecção efectiva e equivalente nos Estados-Membros.
Estas medidas não dirão respeito à aplicação do direito penal nacional, nem à administração da justiça nos Estados-Membros.
5. A Comissão, em cooperação com os Estados-Membros, apresentará anualmente ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório
sobre as medidas tomadas em aplicação do presente artigo.
PARTE VI
DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS
Artigo 281º (ex-artigo 210º)
A Comunidade tem personalidade jurídica.
Artigo 282º (ex-artigo 211º)
Em cada um dos Estados-Membros a Comunidade goza da mais ampla capacidade jurídica reconhecida às pessoas colectivas pelas
legislações nacionais, podendo, designadamente, adquirir ou alienar bens móveis e imóveis e estar em juízo. Para o efeito,
é representada pela Comissão.
Artigo 283º (ex-artigo 212º)
O Conselho, deliberando por maioria qualificada, estabelecerá, sob proposta da Comissão e após consulta das outras Instituições
interessadas, o Estatuto dos Funcionários das Comunidades Europeias e o regime aplicável aos outros agentes destas Comunidades.
Artigo 284º (ex-artigo 213º)
Para o desempenho das funções que lhe são confiadas, a Comissão pode recolher todas as informações e proceder a todas as verificações
necessárias, dentro dos limites e condições fixadas pelo Conselho, nos termos do presente Tratado.
Artigo 285º (ex-artigo 213º-A)
1. Sem prejuízo do artigo 5º do Protocolo relativo aos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu, o Conselho, deliberando
nos termos do artigo 251º, adoptará medidas relativas à elaboração de estatísticas, sempre que necessário, para a realização das actividades da Comunidade.
2. A elaboração das estatísticas comunitárias far-se-á no respeito pela imparcialidade, fiabilidade, objectividade, isenção
científica, eficácia em relação aos custos e pelo segredo estatístico, não devendo acarretar encargos excessivos para os agentes
económicos.
Artigo 286º (ex-artigo 213º-B)
1. A partir de 1 de Janeiro de 1999, os actos comunitários relativos à protecção das pessoas singulares em matéria de tratamento
de dados de carácter pessoal e de livre circulação desses dados serão aplicáveis às Instituições e órgãos instituídos pelo
presente Tratado, ou com base nele.
2. Antes da data prevista no nº 1, o Conselho, deliberando nos termos do artigo 251º, criará um órgão independente de supervisão, incumbido de fiscalizar a aplicação dos citados actos comunitários às Instituições
e órgãos da Comunidade e adoptará as demais disposições que se afigurem adequadas.
Artigo 287º (ex-artigo 214º)
Os membros das Instituições da Comunidade, os membros dos Comités, bem como os funcionários e agentes da Comunidade são obrigados,
mesmo após a cessação das suas funções, a não divulgar as informações que, por sua natureza, estejam abrangidas pelo segredo
profissional, designadamente as respeitantes às empresas e respectivas relações comerciais ou elementos dos seus preços de
custo.
Artigo 288º (ex-artigo 215º)
A responsabilidade contratual da Comunidade é regulada pela lei aplicável ao contrato em causa.
Em matéria de responsabilidade extracontratual, a Comunidade deve indemnizar, de acordo com os princípios gerais comuns aos
direitos dos Estados-Membros, os danos causados pelas suas Instituições ou pelos seus agentes no exercício das suas funções.
O parágrafo anterior aplica-se nas mesmas condições aos danos causados pelo Banco Central Europeu ou pelos seus agentes no
exercício das suas funções.
A responsabilidade pessoal dos agentes perante a Comunidade é regulada pelas disposições do respectivo Estatuto ou do regime
que lhes é aplicável.
Artigo 289º (ex-artigo 216º)
A sede das Instituições da Comunidade será fixada, de comum acordo, pelos Governos dos Estados-Membros.
Artigo 290º (ex-artigo 217º)
O regime linguístico das Instituições da Comunidade será fixado, sem prejuízo das disposições previstas no regulamento do
Tribunal de Justiça, pelo Conselho, deliberando por unanimidade.
Artigo 291º (ex-artigo 218º)
A Comunidade goza, no território dos Estados-Membros, dos privilégios e imunidades necessários ao cumprimento da sua missão,
nas condições definidas no Protocolo de 8 de Abril de 1965 relativo aos Privilégios e Imunidades das Comunidades Europeias.
O mesmo regime é aplicável ao Banco Central Europeu, ao Instituto Monetário Europeu e ao Banco Europeu de Investimento.
Artigo 292º (ex-artigo 219º)
Os Estados-Membros comprometem-se a não submeter qualquer diferendo relativo à interpretação ou aplicação do presente Tratado
a um modo de resolução diverso dos que nele estão previstos.
Artigo 293º (ex-artigo 220º)
Os Estados-Membros entabularão entre si, sempre que necessário, negociações destinadas a garantir, em benefício dos seus nacionais:
- a protecção das pessoas, bem como o gozo e a protecção dos direitos, nas mesmas condições que as concedidas por cada Estado
aos seus próprios nacionais;
- a eliminação da dupla tributação na Comunidade;
- o reconhecimento mútuo das sociedades, na acepção do segundo parágrafo do artigo 48º, a manutenção da personalidade jurídica em caso de transferência da sede de um país para outro e a possibilidade de fusão
de sociedades sujeitas a legislações nacionais diferentes;
- a simplificação das formalidades a que se encontram subordinados o reconhecimento e a execução recíprocos tanto das decisões
judiciais como das decisões arbitrais.
Artigo 294º (ex-artigo 221º)
Os Estados-Membros concederão aos nacionais dos outros Estados-Membros o mesmo tratamento que aos seus próprios nacionais,
no que diz respeito à participação financeira daqueles no capital das sociedades, na acepção do artigo 48º, sem prejuízo da aplicação das outras disposições do presente Tratado.
Artigo 295º (ex-artigo 222º)
O presente Tratado em nada prejudica o regime da propriedade nos Estados-Membros.
Artigo 296º (ex-artigo 223º)
1. As disposições do presente Tratado não prejudicam a aplicação das seguintes regras:
a) Nenhum Estado-Membro é obrigado a fornecer informações cuja divulgação considere contrária aos interesses essenciais da
sua própria segurança.
b) Qualquer Estado-Membro pode tomar as medidas que considere necessárias à protecção dos interesses essenciais da sua segurança
e que estejam relacionadas com a produção ou o comércio de armas, munições e material de guerra; tais medidas não devem alterar
as condições de concorrência no mercado comum no que diz respeito aos produtos não destinados a fins especificamente militares.
2. O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão, pode introduzir modificações nesta lista, que foi fixado
em 15 de Abril de 1958, dos produtos com os quais se aplicam as disposições da alínea b) do nº 1.
Artigo 297º (ex-artigo 224º)
Os Estados-Membros procederão a consultas recíprocas tendo em vista estabelecer de comum acordo as providências necessárias
para evitar que o funcionamento do mercado comum seja afectado pelas medidas que qualquer Estado-Membro possa ser levado a
tomar em caso de graves perturbações internas que afectem a ordem pública, em caso de guerra ou de tensão internacional grave
que constitua ameaça de guerra, ou para fazer face a compromissos assumidos por esse Estado para a manutenção da paz e da
segurança internacional.
Artigo 298º (ex-artigo 225º)
Se as medidas tomadas nos casos previstos nos artigos 296º e 297º tiverem por efeito falsear as condições de concorrência no mercado comum, a Comissão analisará com o Estado interessado as
condições em que tais medidas podem ser adaptadas às disposições constantes do presente Tratado.
Em derrogação do processo previsto nos artigos 226º e 227º, a Comissão ou qualquer Estado-Membro podem recorrer directamente ao Tribunal de Justiça, se considerarem que outro Estado-Membro
está a fazer utilização abusiva das faculdades previstas nos artigos 296º e 297º. O Tribunal de Justiça decide à porta fechada.
Artigo 299º (ex-artigo 227º)
1. O presente Tratado é aplicável ao Reino da Bélgica, ao Reino da Dinamarca, à República Federal da Alemanha, à República
Helénica, ao Reino de Espanha, à República Francesa, à Irlanda, à República Italiana, ao Grão-Ducado do Luxemburgo, ao Reino
dos Países Baixos, à República da Áustria, à República Portuguesa, à República da Finlândia, ao Reino da Suécia e ao Reino
Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte.
2. O disposto no presente Tratado é aplicável aos departamentos franceses ultramarinos, aos Açores, à Madeira e às ilhas Canárias.
Todavia, tendo em conta a situação social e económica estrutural dos departamentos franceses ultramarinos, dos Açores, da
Madeira e das ilhas Canárias, agravada pelo grande afastamento, pela insularidade, pela pequena superfície, pelo relevo e
clima difíceis e pela sua dependência económica em relação a um pequeno número de produtos, factores estes cuja persistência
e conjugação prejudicam gravemente o seu desenvolvimento, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da
Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, adoptará medidas específicas destinadas, em especial, a estabelecer as condições
de aplicação do presente Tratado a essas regiões, incluindo as políticas comuns.
O Conselho, ao adoptar as medidas pertinentes a que se refere o parágrafo anterior, terá em consideração domínios como as
políticas aduaneira e comercial, a política fiscal, as zonas francas, as políticas nos domínios da agricultura e das pescas,
as condições de aprovisionamento em matérias-primas e bens de consumo de primeira necessidade, os auxílios estatais e as condições
de acesso aos fundos estruturais e aos programas horizontais da Comunidade.
O Conselho adoptará as medidas a que se refere o segundo parágrafo tendo em conta as características e os condicionalismos
especiais das regiões ultraperiféricas, sem pôr em causa a integridade e a coerência do ordenamento jurídico comunitário,
incluindo o mercado interno e as políticas comuns.
3. O regime especial de associação definido na Parte IV do presente Tratado é aplicável aos países e territórios ultramarinos
cuja lista consta do Anexo II deste Tratado.
O presente Tratado não é aplicável aos países e territórios ultramarinos que mantenham relações especiais com o Reino Unido
da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte não mencionados na lista referida no parágrafo anterior.
4. As disposições do presente Tratado são aplicáveis aos territórios europeus cujas relações externas sejam asseguradas por
um Estado-Membro.
5. As disposições do presente Tratado são aplicáveis às ilhas Åland nos termos das disposições constantes do Protocolo nº 2 do Acto de Adesão da República da Áustria, da República da Finlândia e do Reino da Suécia.
6. Em derrogação do disposto nos números anteriores:
a) O presente Tratado não é aplicável às ilhas Faroé;
b) O presente Tratado não é aplicável às zonas de soberania do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte em Chipre;
c) As disposições do presente Tratado só são aplicáveis às ilhas anglo-normandas e à ilha de Man na medida em que tal seja
necessário para assegurar a aplicação do regime previsto para essas ilhas no Tratado relativo à adesão de novos Estados-Membros
à Comunidade Económica Europeia e à Comunidade Europeia da Energia Atómica, assinado em 22 de Janeiro de 1972.
Artigo 300º (ex-artigo 228º)
1. Nos casos em que as disposições do presente Tratado prevêem a celebração de acordos entre a Comunidade e um ou mais Estados
ou organizações internacionais, a Comissão apresenta recomendações ao Conselho, que a autoriza a dar início às negociações
necessárias. Essas negociações são conduzidas pela Comissão em consulta com comités especiais designados pelo Conselho para
assistirem nessa tarefa e no âmbito das directrizes que o Conselho lhe pode endereçar.
No exercício das competências que lhe são atribuídas no presente número, o Conselho delibera por maioria qualificada, excepto
nos casos em que o primeiro parágrafo do nº 2 dispõe que o Conselho delibera por unanimidade.
2. Sem prejuízo das competências reconhecidas à Comissão nesta matéria, a assinatura, que poderá ser acompanhada de uma decisão
de aplicação provisória antes da entrada em vigor, bem como a celebração dos acordos, são decididas pelo Conselho, deliberando
por maioria qualificada, sob proposta da Comissão. O Conselho delibera por unanimidade sempre que o acordo seja relativo a
um domínio no qual seja exigida a unanimidade para a adopção de normas internas, bem como no caso dos acordos a que se refere
o artigo 310º
Em derrogação das regras constantes do nº 3, é aplicável o mesmo processo para decidir da suspensão da aplicação de um acordo, bem como para definir as posições a
tomar em nome da Comunidade numa instância criada por um acordo baseado no artigo 310º, quando essa instância for chamada a adoptar decisões que produzam efeitos jurídicos, com excepção das decisões que completem
ou alterem o quadro institucional do acordo.
O Parlamento Europeu será imediata e plenamente informado de qualquer decisão tomada ao abrigo do presente número que diga
respeito à aplicação provisória ou à suspensão de acordos, ou ainda à definição da posição da Comunidade numa instância criada
por um acordo baseado no artigo 310º
3. O Conselho celebra os acordos após consulta do Parlamento Europeu, excepto nos casos previstos no nº 3 do artigo 133º, inclusivamente quando o acordo seja relativo a um domínio para o qual se exija o procedimento previsto no artigo 251º ou no artigo 252º para a adopção de normas internas. O Parlamento Europeu dará o seu parecer num prazo que o Conselho pode fixar em função
da urgência da questão. Na falta de parecer nesse prazo, o Conselho pode deliberar.
Em derrogação do disposto no parágrafo anterior, serão celebrados após parecer favorável do Parlamento Europeu os acordos
a que se refere o artigo 310º, bem como os demais acordos que criem um quadro institucional específico mediante a organização de processos de cooperação,
os acordos com consequências orçamentais significativas para a Comunidade e os acordos que impliquem a alteração de um acto
adoptado segundo o procedimento previsto no artigo 251º
O Conselho e o Parlamento Europeu podem, em caso de urgência, fixar um prazo para o parecer favorável.
4. Ao celebrar um acordo, o Conselho pode, em derrogação do disposto no nº 2, conferir poderes à Comissão para aprovar, em nome da Comunidade, as adaptações cuja adopção se encontre prevista nesse
acordo por um processo simplificado ou por um órgão criado pelo acordo, acompanhando eventualmente esses poderes de condições
específicas.
5. Sempre que o Conselho preveja celebrar um acordo que implique alterações ao presente Tratado, estas devem ser previamente
adoptadas segundo o procedimento previsto no artigo 48º do Tratado da União Europeia.
6. O Conselho, a Comissão ou qualquer Estado-Membro podem obter previamente o parecer do Tribunal de Justiça sobre a compatibilidade
de um projecto de acordo com as disposições do presente Tratado. Um acordo que tenha sido objecto de parecer negativo do Tribunal
de Justiça só pode entrar em vigor nas condições previstas no artigo 48º do Tratado da União Europeia.
7. Os acordos celebrados nas condições definidas no presente artigo são vinculativos para as Instituições da Comunidade e
para os Estados-Membros.
Artigo 301º (ex-artigo 228º-A)
Sempre que uma posição comum ou uma acção comum adoptada nos termos das disposições do Tratado da União Europeia relativas
à política externa e de segurança comum prevejam uma acção da Comunidade para interromper ou reduzir, total ou parcialmente,
as relações económicas com um ou mais países terceiros, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, sob proposta da Comissão,
toma as medidas urgentes necessárias.
Artigo 302º (ex-artigo 229º)
Cabe à Comissão assegurar todas as ligações úteis com os órgãos das Nações Unidas e das suas agências especializadas.
A Comissão assegurará, além disso, com todas as organizações internacionais, as ligações que considere oportunas.
Artigo 303º (ex-artigo 230º)
A Comunidade estabelecerá todas as formas úteis de cooperação com o Conselho da Europa.
Artigo 304º (ex-artigo 231º)
A Comunidade estabelecerá com a Organização de Cooperação de Desenvolvimento Económico uma estreita colaboração, cujas modalidades
serão fixadas de comum acordo.
Artigo 305º (ex-artigo 232º)
1. As disposições do presente Tratado não alteram as do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, designadamente
no que diz respeito aos direitos e obrigações dos Estados-Membros, aos poderes das Instituições dessa Comunidade e às regras
fixadas por esse Tratado para o funcionamento do mercado comum do carvão e do aço.
2. As disposições do presente Tratado não prejudicam as do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica.
Artigo 306º (ex-artigo 233º)
As disposições do presente Tratado não constituem obstáculo à existência e aperfeiçoamento das uniões regionais entre a Bélgica
e o Luxemburgo, bem como entre a Bélgica, o Luxemburgo e os Países Baixos, na medida em que os objectivos dessas uniões regionais
não sejam atingidos pela aplicação do presente Tratado.
Artigo 307º (ex-artigo 234º)
As disposições do presente Tratado não prejudicam os direitos e obrigações decorrentes de convenções concluídas antes de 1
de Janeiro de 1958 ou, em relação aos Estados que aderem à Comunidade, anteriormente à data da respectiva adesão, entre um
ou mais Estados-Membros, por um lado, e um ou mais Estados terceiros, por outro.
Na medida em que tais convenções não sejam compatíveis com o presente Tratado, o Estado ou os Estados-Membros em causa recorrerão
a todos os meios adequados para eliminar as incompatibilidades verificadas. Caso seja necessário, os Estados-Membros auxiliar-se-ão
mutuamente para atingir essa finalidade, adoptando, se for caso disso, uma atitude comum.
Ao aplicar as convenções referidas no primeiro parágrafo, os Estados-Membros terão em conta o facto de que as vantagens concedidas
no presente Tratado por cada um dos Estados-Membros fazem parte integrante do estabelecimento da Comunidade, estando, por
conseguinte, inseparavelmente ligadas à criação de instituições comuns, à atribuição de competências em seu favor e à concessão
das mesmas vantagens por todos os outros Estados-Membros.
Artigo 308º (ex-artigo 235º)
Se uma acção da Comunidade for considerada necessária para atingir, no curso de funcionamento do mercado comum, um dos objectivos
da Comunidade, sem que o presente Tratado tenha previsto os poderes de acção necessários para o efeito, o Conselho, deliberando
por unanimidade, sob proposta da Comissão, e após consulta do Parlamento Europeu, adoptará as disposições adequadas.
Artigo 309º (ex-artigo 236º)
1. Se for decidida a suspensão do direito de voto do representante do Governo de um Estado-Membro, nos termos do nº 2 do artigo 7º do Tratado da União Europeia, esse direito será igualmente suspenso no que se refere ao presente Tratado.
2. Além disso, sempre que tenha sido verificada, nos termos do nº 1 do artigo 7º do Tratado da União Europeia, a existência de uma violação grave e persistente, por parte de um Estado-Membro, de algum dos
princípios enunciados no nº 1 do artigo 6º desse Tratado, o Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode decidir suspender alguns dos direitos decorrentes da
aplicação do presente Tratado a esse Estado-Membro. Ao fazê-lo, o Conselho terá em conta as eventuais consequências dessa
suspensão nos direitos e obrigações das pessoas singulares e colectivas.
O Estado-Membro em questão continuará, de qualquer modo, vinculado às obrigações que lhe incumbem por força do presente Tratado.
3. O Conselho, deliberando por maioria qualificada, pode posteriormente decidir alterar ou revogar as medidas tomadas ao abrigo
do nº 2, se se alterar a situação que motivou a imposição dessas medidas.
4. Para a adopção das decisões previstas nos nºs 2 e 3, o Conselho delibera sem tomar em consideração os votos do representante do Governo do Estado-Membro em questão. Em
derrogação do nº 2 do artigo 205º, a maioria qualificada é definida de acordo com a mesma proporção dos votos ponderados dos membros do Conselho em causa fixada
no nº 2 do artigo 205º
O presente número é igualmente aplicável em caso de suspensão do direito de voto nos termos do nº 1. Nestes casos, as decisões que requeiram unanimidade serão tomadas sem o voto do representante do Governo do Estado-Membro
em questão.
Artigo 310º (ex-artigo 238º)
A Comunidade pode celebrar com um ou mais Estados ou organizações internacionais acordos que criem uma associação caracterizada
por direitos e obrigações recíprocos, acções comuns e procedimentos especiais.
Artigo 311º (ex-artigo 239º)
Os Protocolos que, de comum acordo entre os Estados-Membros, forem anexados ao presente Tratado, fazem dele parte integrante.
Artigo 312º (ex-artigo 240º)
O presente Tratado tem vigência ilimitada.
Artigo 313º (ex-artigo 247º)
O presente Tratado será ratificado pelas Altas Partes Contratantes em conformidade com as respectivas normas constitucionais.
Os instrumentos de ratificação serão depositados junto do Governo da República Italiana.
O presente Tratado entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao do depósito do instrumento de ratificação do Estado
signatário que tiver procedido a esta formalidade em último lugar. Todavia, se esse depósito se efectuar menos de quinze dias
antes do início do mês seguinte, a entrada em vigor do Tratado será adiada para o primeiro dia do segundo mês seguinte à data
desse depósito.
Artigo 314º (ex-artigo 248º)
O presente Tratado, redigido num único exemplar, em língua alemã, francesa, italiana e neerlandesa, fazendo fé qualquer dos
quatro textos, será depositado nos Arquivos do Governo da República Italiana, o qual remeterá uma cópia autenticada a cada
um dos Governos dos outros Estados signatários.
Por força dos Tratados de Adesão, fazem igualmente fé as versões do presente Tratado nas línguas dinamarquesa, espanhola,
finlandesa, grega, inglesa, irlandesa, portuguesa e sueca.
Em fé do que os plenipotenciários abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente Tratado.
Feito em Roma, aos vinte e cinco de Março de mil novecentos e cinquenta e sete.
P. H. SPAAK
ADENAUER
PINEAU
Antonio SEGNI
BECH
J. LUNS
J. Ch. SNOY ET D'OPPUERS
HALLSTEIN
M. FAURE
Gaetano MARTINO
Lambert SCHAUS
J. LINTHORST HOMAN
ANEXOS
LISTA
prevista no artigo 32º do Tratado
| 1 |
2 |
| Números da Nomenclatura de Bruxelas |
Designação dos produtos |
| CAPÍTULO 1 |
Animais vivos |
| CAPÍTULO 2 |
Carnes e miudezas, comestíveis |
| CAPÍTULO 3 |
Peixes, crustáceos e moluscos |
| CAPÍTULO 4 |
Leite e lacticínios; ovos de aves; mel natural |
| CAPÍTULO 5 |
|
| 05.04 |
Tripas, bexigas e buchos de animais, inteiros ou em bocados, com excepção dos de peixe |
| 05.15 |
Produtos de origem animal, não especificados nem compreendidos noutras posições; animais dos capítulos 1 ou 3, mortos e impróprios
para a alimentação humana
|
| CAPÍTULO 6 |
Plantas vivas e produtos de floricultura |
| CAPÍTULO 7 |
Produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos alimentares |
| CAPÍTULO 8 |
Frutas, cascas de citrino e de melões |
| CAPÍTULO 9 |
Café, chá e especiarias, com exclusão do mate (nº 09.03) |
| CAPÍTULO 10 |
Cereais |
| CAPÍTULO 11 |
Produtos de moagem; malte; amidos e féculas; glúten; inulina |
| CAPÍTULO 12 |
Sementes e frutos oleaginosos; sementes e frutos diversos; plantas industriais e medicinais; palhas e forragens |
| CAPÍTULO 13 |
|
| ex 13.03 |
Pectina |
| CAPÍTULO 15 |
|
| 15.01 |
Banha e outras gorduras de porco e de aves de capoeira, obtidas por expressão ou por fusão |
| 15.02 |
Sebo de bovinos, ovinos e caprinos em bruto ou obtidos por fusão, compreendendo os sebos de primeira expressão |
| 15.03 |
Estearina-solar, óleo-estearina; óleo de banha e óleo-margarina não emulsionada, sem qualquer mistura ou preparação |
| 15.04 |
Gorduras e óleos, mesmo refinados, de peixe e de mamíferos marinhos |
| 15.07 |
Óleos vegetais fixos, fluidos ou concretos em bruto purificados ou refinados |
| 15.12 |
Óleos e gorduras, animais ou vegetais, hidrogenados, mesmo refinados, mas não preparados |
| 15.13 |
Margarina, imitações de banha e outras gorduras alimentares preparadas |
| 15.17 |
Resíduos provenientes do tratamento das matérias gordas ou das ceras animais ou vegetais |
| CAPÍTULO 16 |
Preparados de carne, de peixe, de crustáceos e de moluscos |
| CAPÍTULO 17 |
|
| 17.01 |
Açúcar de beterraba ou de cana, no estado sólido |
| 17.02 |
Outros açúcares, xaropes; sucedâneos do mel, mesmo misturados com mel natural; açúcar e melaço, caramelizados |
| 17.03 |
Melaços, mesmo descorados |
| 17.05 (*) |
Açúcares, xaropes e melaços aromatizados ou adicionados de corantes (incluindo o açúcar baunilhado ou vanilina), com excepção
dos sumos de frutas adicionados de açúcar em qualquer proporção
|
| CAPÍTULO 18 |
|
| 18.01 |
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado |
| 18.02 |
Cascas, peles, películas e outros resíduos de cacau |
| CAPÍTULO 20 |
Preparados de produtos hortícolas, de frutas e de outras plantas ou partes de plantas |
| CAPÍTULO 22 |
|
| 22.04 |
Mosto de uvas parcialmente fermentado, mesmo amuado, excepto com álcool |
| 22.05 |
Vinhos de uvas frescas; mostos de uvas frescas amuados com álcool |
| 22.07 |
Sidra, perada, hidromel e outras bebidas fermentadas |
| ex 22.08 (*)ex 22.09 (*) |
Álcool etílico, desnaturado ou não, de qualquer teor alcoólico, obtido a partir de produtos agrícolas constantes do Anexo
I ao presente Tratado, com excepção das aguardentes, licores e outras bebidas espirituosas, preparados alcoólicos compostos
(designados por extractos concentrados) para o fabrico de bebidas
|
| 22.10 (*) |
Vinagres e seus sucedâneos, para usos alimentares |
| CAPÍTULO 23 |
Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares; alimentos preparados para animais |
| CAPÍTULO 24 |
|
| 24.01 |
Tabaco não manipulado; desperdícios de tabaco |
| CAPÍTULO 45 |
|
| 45.01 |
Cortiça natural em bruto e desperdícios de cortiça; cortiça triturada, granulada ou pulverizada |
| CAPÍTULO 54 |
|
| 54.01 |
Linho em bruto, macerado, espadelado ou assedado, penteado ou tratado por qualquer outra forma, mas não fiado; estopa e desperdícios,
de linho (incluindo o linho de trapo)
|
| CAPÍTULO 57 |
|
| 57.01 |
Cânhamo (cannabis sativa) em bruto, macerado, espadelado ou assedado, penteado ou tratado por qualquer outra forma, mas não
fiado; estopa e desperdícios, de cânhamo (incluindo o cânhamo de trapo)
|
| (*) Posição aditada pelo artigo 1º do Regulamento nº 7-A do Conselho da Comunidade Económica Europeia, de 18 de Dezembro de 1959 (JO nº 7 de 30. 1. 1961, p. 71). |
PAÍSES E TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS
aos quais se aplicam as disposições da Parte IV do Tratado
- A Gronelândia,
- A Nova Caledónia e dependências,
- a Polinésia Francesa,
- as terras austrais e antárcticas francesas,
- as ilhas Wallis e Futuna,
- Mayotte,
- São Pedro e Miquelon,
- Aruba,
- Antilhas Neerlandesas:
- Bonaire,
- Curaçao,
- Saba,
- Santo Eustáquio,
- São Martinho,
- Anguilha,
- as ilhas Caimans,
- as ilhas Malvinas-Falkland,
- Geórgia do Sul e ilhas Sandwich do Sul,
- Montserrat,
- Pitcairn,
- Santa Helena e dependências,
- O Território Antárctico britânico,
- O Território britânico do Oceano Índico,
- as ilhas Turcas e Caiques,
- as ilhas Virgens britânicas,
- As Bermudas.
Os plenipotenciários do Reino da Bélgica, do Reino da Dinamarca, da República Federal da Alemanha, da República Helénica,
do Reino da Espanha, da República Francesa, da Irlanda, da República Italiana, do Grão-Ducado do Luxemburgo, do Reino dos
Países Baixos, da República da Áustria, da República Portuguesa, da República da Finlândia, do Reino da Suécia e do Reino
Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte procederam, em 2 de Outubro de 1997, em Amesterdão, à assinatura do Tratado de
Amesterdão que altera o Tratado da União Europeia, os Tratados que instituem as Comunidades Europeias e alguns actos relativos
a esses Tratados.
Nessa ocasião, o plenipotenciário do Reino da Bélgica fez acompanhar a sua assinatura da seguinte menção:
«A presente assinatura vincula igualmente a Comunidade Francesa, a Comunidade Flamenga, a Comunidade Germanófona, a Região
Valã, a Região Flamenga e a Região de Bruxelas-Capital.»
O plenipotenciário do Reino da Bélgica declarou que é o Reino da Bélgica, enquanto tal, que, em qualquer caso, ficará vinculado,
em relação à totalidade do seu território, pelas disposições do Tratado de Amesterdão e que é unicamente a este Reino, enquanto
tal, que incumbirá a plena responsabilidade pelo cumprimento das obrigações constantes desse Tratado.
Os plenipotenciários dos restantes Estados signatários tomaram conhecimento desta declaração.
Feito no Luxemburgo, em 22 de Outubro de 1997
O Presidente da Conferência Intergovernamental,
a) Jacques POOS
O Secretário-Geral do Conselho da União Europeia, Secretário da Conferência Intergovernamental,
a) Jürgen TRUMPF
Por ocasião da assinatura do Tratado de Amesterdão, em 2 de Outubro de 1997, a República Italiana, depositária do Tratado,
recebeu, em aplicação do artigo K.7 do Tratado da União Europeia alterado pelo Tratado de Amesterdão, as seguintes declarações:
«No momento da assinatura do Tratado de Amesterdão, declararam aceitar a competência do Tribunal de Justiça das Comunidades
Europeias, segundo as modalidades previstas nos nºs 2 e 3 do artigo K.7:
O Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Helénica, o Grão-Ducado do Luxemburgo e a República da Áustria,
segundo as modalidades previstas na alínea b) do nº 3.
Ao apresentarem a citada declaração, o Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, o Grão-Ducado do Luxemburgo e a
República da Áustria podem reservar-se a possibilidade de introduzir disposições no seu direito interno que prevejam que,
sempre que uma questão relativa à validade ou à interpretação de um acto a que se refere o nº 1 do artigo K.7 seja suscitada em processo pendente perante um órgão jurisdicional nacional cujas decisões não sejam susceptíveis
de recurso judicial previsto no direito interno, esse órgão é obrigado a submetê-la à apreciação do Tribunal de Justiça.»
Por outro lado, o Reino dos Países Baixos declarou que os Países Baixos aceitarão a competência do Tribunal de Justiça das
Comunidades Europeias na acepção do citado artigo K.7; o seu Governo está ainda a analisar, nos termos do nº 3 do referido artigo, se a faculdade de recorrer ao Tribunal pode ser conferida a jurisdições diferentes daquelas cujas decisões
não são susceptíveis de recurso.
(1) O Reino da Dinamarca, a República Helénica, o Reino de Espanha, a Irlanda, a República da Áustria, a República Portuguesa,
a República da Finlândia, o Reino da Suécia e o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte tornaram-se posteriormente
membros da Comunidade Europeia.