Motivación de la sentencia
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Antecedentes del litigio
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Antecedentes do litígio
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1. Alitalia SpA es una sociedad de transporte aéreo cuya titularidad corresponde al Estado Italiano en un 49,9 %.
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1. A Alitalia SpA é uma sociedade de transporte aéreo detida a 49,9% pelo Estado italiano.
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2. En diciembre de 2006, tras varios intentos infructuosos de corregir la situación económica de Alitalia y búsquedas de alianzas internacionales, las autoridades italianas decidieron vender su participación en el capital de Alitalia. El 29 de diciembre de 2006 el Ministerio de Economía y Hacienda italiano publicó una convocatoria de manifestación de interés. Sin embargo, ese procedimiento finalizó el 18 de julio de 2007 sin haber prosperado, al haberse retirado las ofertas presentadas.
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2. Em dezembro de 2006, na sequência de várias tentativas infrutíferas de recuperação da situação financeira da Alitalia e da procura de alianças internacionais, as autoridades italianas decidiram vender a sua participação no capital da Alitalia. Em 29 de dezembro de 2006, o Ministério da Economia e das Finanças italiano publicou um convite à manifestação de interesse. Esse processo, todavia, foi encerrado em 18 de julho de 2007, não tendo sido obtidos resultados, tendo as propostas apresentadas sido retiradas.
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3. En septiembre de 2007, Alitalia designó a un banco como asesor financiero para que encontrara posibles socios para Alitalia. Entre las ofertas recibidas, la presentada por Air France-KLM fue considerada la más adecuada por el consejo de administración de Alitalia. Sin embargo, ante la falta de acuerdo con las organizaciones sindicales, Air France-KLM retiró su oferta el 21 de abril de 2008.
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3. Em setembro de 2007, a Alitalia nomeou um banco como consultor financeiro para determinar eventuais parceiros para a Alitalia. Entre as propostas recebidas, a apresentada pela Air France‑KLM foi considerada pelo conselho de administração da Alitalia como a mais adequada. Contudo, na falta de acordo com as organizações sindicais, a Air France‑KLM retirou a sua proposta em 21 de abril de 2008.
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4. En una reunión que tuvo lugar el 23 de abril de 2008, las autoridades italianas informaron a la Comisión de las Comunidades Europeas de que el Consejo de Ministros italiano había aprobado la concesión por la República Italiana de un préstamo de 300 millones de euros a Alitalia, mediante el decreto-legge nº 80, Misure urgenti per assicurare il pubblico servizio di trasporto aereo (Decreto ley nº 80, de medidas urgentes para garantizar el servicio público de transporte aéreo) (GURI nº 97, de 24 de abril de 2008, p. 5; en lo sucesivo, «Decreto ley nº 80»), adoptado ese mismo día.
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4. Numa reunião realizada em 23 de abril de 2008, as autoridades italianas informaram a Comissão das Comunidades Europeias de que o Conselho de Ministros italiano tinha aprovado, através do decreto‑legge n.° 80, Misure urgenti per assicurare il pubblico servizio di trasporto aereo (Decreto‑Lei n.° 80, que aprova medidas urgentes para assegurar o serviço público de transporte aéreo) (GURI n.° 97, de 24 de abril de 2008, p. 5, a seguir «Decreto‑Lei n.° 80»), adotado na mesma data, a concessão pela República Italiana de um empréstimo de 300 milhões de euros à Alitalia.
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A. Procedimiento administrativo
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A – Procedimento administrativo
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5. Al no haber recibido de las autoridades italianas la notificación previa a la concesión por la República Italiana de un préstamo de 300 millones de euros a Alitalia, la Comisión solicitó a éstas, mediante carta de 24 de abril de 2008 y en virtud del artículo 11, apartado 1, del Reglamento (CE) nº 659/1999 del Consejo, de 22 de marzo de 1999, por el que se establecen disposiciones de aplicación del artículo [88] CE (DO L 83, p. 1), que le confirmaran la concesión del citado préstamo y le comunicaran cualquier información de utilidad para evaluar la medida a la luz de los artículos 87 CE y 88 CE del Tratado, así como que suspendieran el pago del préstamo y le informaran de las medidas adoptadas para dar cumplimiento a esa obligación conforme al artículo 88 CE, apartado 2.
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5. Não tendo recebido uma notificação prévia à concessão pela República Italiana de um empréstimo de 300 milhões de euros à Alitalia, a Comissão solicitou às autoridades italianas, por carta de 24 de abril de 2008 e ao abrigo do artigo 11.°, n.° 1, do Regulamento (CE) n.° 659/1999 do Conselho, de 22 de março de 1999, que estabelece as regras de execução do artigo [88.°] CE (JO L 83, p. 1), que confirmassem a existência de tal empréstimo, fornecessem toda a informação útil que permitisse apreciar essa medida à luz dos artigos 87.° CE e 88.° CE, que suspendessem a concessão do referido empréstimo e a informassem das medidas tomadas para dar cumprimento a essa obrigação por força do artigo 88.°, n.° 2, CE.
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6. El 29 de abril de 2008, la demandante Ryanair Ltd presentó una denuncia ante la Comisión con arreglo al artículo 20, apartado 2, del Reglamento nº 659/1999, en relación con la existencia de una ayuda de Estado en favor de Alitalia en forma de préstamo concedido a esta última por las autoridades italianas.
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6. Em 29 de abril de 2008, a recorrente, Ryanair Ltd, apresentou uma denúncia à Comissão ao abrigo do artigo 20.°, n.° 2, do Regulamento n.° 659/1999, relativa à existência de um auxílio de Estado a favor da Alitalia sob a forma de um empréstimo concedido pelas autoridades italianas a esta última.
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7. Por carta de 20 de mayo de 2008, la Comisión señaló a la demandante que había solicitado información a las autoridades italianas mediante escrito de 24 de abril de 2008 y que, basándose en esa información y en la proporcionada en la denuncia, iba a llevar a cabo una investigación.
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7. Por carta de 20 de maio de 2008, a Comissão indicou à recorrente que tinha solicitado, por carta de 24 de abril de 2008, informações às autoridades italianas e que iria proceder a um inquérito com base nas mesmas e nas informações fornecidas no âmbito da denúncia.
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8. Mediante carta de 30 de mayo de 2008, las autoridades italianas informaron a la Comisión de la adopción, el 27 de mayo de 2008, del decreto-legge nº 93, Disposizioni urgenti per salvaguardare il potere di acquisto delle famiglie (Decreto ley nº 93, de medidas urgentes para salvaguardar el poder adquisitivo de las familias) (GURI nº 124, de 28 de mayo de 2008, p. 3; en lo sucesivo, «Decreto ley nº 93»), que otorgaba a Alitalia la facultad de consignar la cuantía del préstamo en sus fondos propios. Ese mismo día, la demandante presentó ante la Comisión una nueva denuncia en relación con la conversión en fondos propios del préstamo de 300 millones de euros concedido por las autoridades italianas a Alitalia.
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8. Por carta de 30 de maio de 2008, as autoridades italianas informaram a Comissão da adoção, em 27 de maio de 2008, do decreto‑legge n.° 93, Disposizioni urgenti per salvaguardare il potere di acquisto delle famiglie (Decreto‑Lei n.° 93, que estabelece disposições urgentes para salvaguardar o poder de compra dos agregados familiares) (GURI n.° 124, de 28 de maio de 2008, p. 3, a seguir «Decreto‑Lei n.° 93»), que prevê a faculdade da Alitalia de imputar o montante do empréstimo nos seus capitais próprios. Na mesma data, a recorrente apresentou à Comissão uma nova denúncia respeitante à conversão do empréstimo de 300 milhões de euros concedido pelas autoridades italianas à Alitalia em capital próprio.
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9. El 3 de junio de 2008, las autoridades italianas emprendieron nuevas acciones con el fin de encontrar uno o varios compradores para Alitalia, mediante el decreto-legge nº 97, Disposizioni urgenti in materia di monitoraggio e trasparenza dei meccanismi di allocazione della spesa pubblica, nonche’ in materia fiscale e di proroga di termini (Decreto ley nº 97, de medidas urgentes en materia de control y transparencia de los mecanismos de asignación de los gastos públicos, así como en materia fiscal y en materia de prórroga de plazos) (GURI nº 128, de 3 de junio de 2008, p. 5; en lo sucesivo, «Decreto ley nº 97»). Se trataba de seleccionar una o varias sociedades que se encargaran de promover de modo exclusivo, por cuenta propia o ajena, la presentación de una oferta para adquirir el control de Alitalia. Al término de ese procedimiento de selección, el Consejo de Ministros italiano había seleccionado a un banco a tal fin.
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9. Em 3 de junho de 2008, as autoridades italianas iniciaram novas diligências com vista a encontrar um ou vários adquirentes para a Alitalia, através do decreto‑legge n.° 97, Disposizioni urgenti in materia di monitoraggio e trasparenza dei meccanismi di allocazione della spesa pubblica, nonché in materia fiscale e di proroga di termini (Decreto‑Lei n.° 97, que estabelece disposições urgentes em matéria de monitorização e de transparência dos mecanismos de repartição das despesas públicas, bem como em matéria fiscal ou em matéria de prorrogação dos prazos) (GURI n.° 128, de 3 de junho de 2008, p. 5). Tratava‑se de selecionar uma ou mais sociedades que seriam encarregadas de promover de forma exclusiva, relativamente a terceiros ou por sua própria conta, a apresentação de uma proposta para adquirir o controlo da Alitalia. No termo do processo de seleção em causa, o Conselho de Ministros italiano selecionou um banco para esse fim.
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B. Decisión de incoar el procedimiento de investigación formal previsto en el artículo 88 CE, apartado 2
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B – Decisão de dar início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE
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10. Por carta de 12 de junio de 2008, la Comisión notificó a las autoridades italianas su decisión, de 11 de junio de 2008, de incoar el procedimiento de investigación formal en aplicación del artículo 88 CE, apartado 2, respecto de las medidas relativas al préstamo de 300 millones de euros concedido por ellas a Alitalia y aprobado por el Decreto ley nº 80, y a la posibilidad, prevista por el Decreto ley nº 93, de que ésta consignase el importe de ese préstamo en sus fondos propios. Ese mismo día la Comisión respondió a la segunda denuncia de la demandante informándole de la adopción de la decisión de incoar el procedimiento de investigación formal mencionada anteriormente e invitándole a presentar observaciones.
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10. Por carta de 12 de junho de 2008, a Comissão notificou as autoridades italianas da sua decisão de 11 de junho de 2008 de dar início ao procedimento formal de investigação, nos termos do artigo 88.°, n.° 2, CE, quanto às medidas relativas ao empréstimo de 300 milhões de euros por estas concedido à Alitalia, que tinha sido aprovado pelo Decreto‑Lei n.° 80, e à possibilidade de esta imputar o montante do referido empréstimo nos seus capitais próprios, prevista pelo Decreto‑Lei n.° 93. Na mesma data, a Comissão respondeu à segunda denúncia da recorrente, informando‑a da adoção da decisão de dar início ao procedimento formal de investigação acima referido e convidando‑a a apresentar observações.
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11. El 18 de agosto de 2008, la demandante presentó sus observaciones sobre la decisión de incoar el procedimiento de investigación formal.
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11. Em 18 de agosto de 2008, a recorrente apresentou as suas observações sobre a decisão de dar início ao procedimento formal de investigação.
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12. Mediante la adopción del Decreto ley nº 134, Disposizioni urgenti in materia di ristrutturazione di grandi imprese in crisi (Decreto ley nº 134, de medidas urgentes en materia de reestructuración de grandes empresas en crisis) (GURI nº 201, de 28 de agosto de 2008, p. 3; en lo sucesivo, «Decreto ley nº 134»), se introdujeron algunas modificaciones en el procedimiento de administración extraordinaria para las empresas especialmente grandes que operan en el sector de los servicios públicos esenciales.
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12. Com a adoção do decreto‑legge n.° 134, Disposizioni urgenti in materia di ristrutturazione di grandi imprese in crisi (Decreto‑Lei n.° 134, que estabelece disposições urgentes em matéria de reestruturação de grandes empresas em crise) (GURI n.° 201, de 28 de agosto de 2008, p. 3, a seguir «Decreto‑Lei n.° 134»), foram introduzidas certas alterações no procedimento de administração extraordinária para as empresas de grande dimensão que operam no setor dos serviços públicos essenciais.
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13. Como excepción al decreto legislativo nº 270, Nuova disciplina dell’amministrazione straordinaria delle grandi imprese in stato di insolvenza, a norma dell’articolo 1 della legge 30 luglio 1998, nº 274 (Decreto legislativo nº 270, por el que se aprueba el nuevo régimen de administración extraordinaria de las grandes empresas en situación de insolvencia, conforme al artículo 1 de la Ley nº 274, de 30 de julio de 1998) (GURI nº 185, de 9 de agosto de 1999, p. 11; en lo sucesivo, «Decreto legislativo nº 270 »), que se aplica a las empresas en dificultades en Italia, se permitía el acceso inmediato al procedimiento de administración extraordinaria por parte de las empresas que ejercen su actividad en el sector de los servicios públicos esenciales, antes de ser declaradas insolventes. Por otra parte, estaba prevista la posibilidad de saneamiento de dichas empresas, cediendo sus activos mediante un procedimiento de adjudicación directa a aquellos adquirentes que pudieran garantizar una continuidad del servicio a medio plazo, la celeridad de la intervención y el cumplimiento de los requisitos previstos en la normativa italiana y en los tratados ratificados por la República Italiana. Sin embargo, tal posibilidad iba acompañada de la obligación de verificación de la conformidad del precio de venta de los activos con el precio de mercado por un perito independiente, designado por el Ministerio de Desarrollo Económico italiano.
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13. Em derrogação do decreto legislativo n.° 270, Nuova disciplina dell’amministrazione delle imprese straordinaria grandi in stato di insolvenza, a norma dell’articolo 1 della legge 30 luglio 1998, n.° 274 (Decreto Legislativo n.° 270, que aprova o novo regime da administração extraordinária das grandes empresas em situação de insolvência, nos termos do artigo 1.° da Lei n.° 274, de 30 de julho de 1998) (GURI n.° 185, de 9 de agosto de 1999, p. 11), que se aplica às empresas em dificuldade em Itália, era permitida a admissão imediata das empresas que exercem a sua atividade no setor dos serviços públicos essenciais ao procedimento de administração extraordinária, antes de serem declaradas insolventes. Era, por outro lado, prevista a opção de recuperação das referidas empresas através de uma cessão dos seus ativos de acordo com um procedimento por ajuste direto a adquirentes que estivessem em condições de assegurar a continuidade do serviço a médio prazo, a rapidez de intervenção e o respeito pelas exigências impostas pela legislação italiana e pelos tratados ratificados pela República Italiana. Essa possibilidade estava, no entanto, sujeita a uma obrigação de verificação da conformidade do preço de venda dos ativos com referência ao preço do mercado por um perito independente nomeado pelo Ministério do Desenvolvimento Económico italiano.
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14. El 29 de agosto de 2008, Alitalia solicitó al Tribunale di Roma (Tribunal de Roma) ser declarada en situación de suspensión de pagos. Fue sometida a administración extraordinaria mediante decreto de esa misma fecha del Presidente del Consejo de Ministros italiano.
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14. Em 29 de agosto de 2008, a Alitalia pediu ao Tribunale di Roma (Tribunal de Roma) que declarasse que se encontrava em situação de cessação de pagamentos. Foi colocada sob administração extraordinária por decreto do presidente do Conselho de Ministros italiano da mesma data.
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15. El 1 de septiembre de 2008, la Compagnia Aerea Italiana SpA (en lo sucesivo, «CAI») presentó una oferta preliminar no definitiva para la adquisición de determinados activos de las sociedades del grupo del que formaba parte Alitalia (en lo sucesivo, «Grupo Alitalia»), supeditada al acuerdo de las organizaciones sindicales sobre la contratación de antiguos miembros del personal de dicho grupo con nuevas condiciones de trabajo.
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15. Em 1 de setembro de 2008, a Compagnia Aerea Italiana SpA (a seguir «CAI») apresentou uma proposta preliminar não definitiva para a aquisição de alguns ativos das sociedades do grupo de que faz parte a Alitalia (a seguir «grupo Alitalia»), sujeita a acordo das organizações sindicais para o recrutamento de antigos membros do pessoal do referido grupo a novas condições de trabalho.
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16. Mediante Decreto ministerial de 4 de septiembre de 2008, y según el artículo 1, apartado 4 quater, del Decreto ley nº 134, un banco fue designado como perito independiente con el fin de verificar la conformidad del precio de venta de los activos con el precio de mercado. Ese mismo día se constituyó un comité de vigilancia con la misión de autorizar las cesiones de activos propuestas por el comisario extraordinario.
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16. Por Decreto Ministerial de 4 de setembro de 2008 e em conformidade com o artigo 1.°, n.° 4 C, do Decreto‑Lei n.° 134, foi nomeado um banco como perito independente a fim de verificar a conformidade do preço de venda dos ativos com referência ao preço do mercado. Na mesma data, foi instituído um comité de fiscalização tendo por função, nomeadamente, dar o seu acordo às cessões de ativos propostas pelo comissário extraordinário.
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17. El 14 de septiembre de 2008, la CAI retiró su oferta preliminar, a raíz del fracaso de las negociaciones con las organizaciones sindicales.
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17. Em 14 de setembro de 2008, a CAI retirou a sua proposta preliminar, na sequência do insucesso das negociações com as organizações sindicais.
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18. El 15 de septiembre de 2008, el procedimiento de administración extraordinaria se extendió a todo el grupo Alitalia.
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18. Em 15 de setembro de 2008, o procedimento de administração extraordinária foi alargado a todo o grupo Alitalia.
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19. El 22 de septiembre de 2008, el comisario extraordinario lanzó una convocatoria de manifestación de interés para la adquisición de todos los activos del grupo Alitalia, que fue publicada al día siguiente en la prensa nacional e internacional. En esa convocatoria señalaba su intención de proceder a la venta de dichos activos mediante un procedimiento de licitación directa. Se invitaba a los compradores interesados a manifestarse antes del 30 de septiembre de 2008.
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19. Em 22 de setembro de 2008, o comissário extraordinário lançou um convite à manifestação de interesse na aquisição da totalidade dos ativos do grupo Alitalia, que foi publicado no dia seguinte na imprensa nacional e internacional. No referido convite à manifestação de interesse, indicava a sua intenção de proceder à venda dos referidos ativos segundo um procedimento por ajuste direto. Os potenciais adquirentes eram convidados a manifestar‑se até 30 de setembro de 2008.
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20. El 25 de septiembre de 2008, la CAI reiteró su oferta no definitiva, con las mismas condiciones que la oferta presentada el 1 de septiembre (véase el apartado 15 supra), precisando que dicha oferta era válida hasta el 15 de octubre de 2008, plazo posteriormente ampliado hasta el 31 de octubre de 2008.
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20. Em 25 de setembro de 2008, a CAI reiterou a sua proposta não definitiva nas mesmas condições que a proposta apresentada em 1 de setembro (v. n.° 15 supra ), precisando que essa proposta era válida até 15 de outubro de 2008, data de vencimento posteriormente fixada em 31 de outubro de 2008.
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21. El 2 de octubre de 2008, la demandante presentó ante la Comisión una tercera denuncia en relación con la adopción del Decreto ley nº 134 y de otras medidas relativas a la venta de los activos del grupo Alitalia.
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21. Em 2 de outubro de 2008, a recorrente apresentou à Comissão uma terceira denúncia relativa à adoção do Decreto‑Lei n.° 134 e outras medidas relativas à venda dos ativos do grupo Alitalia.
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22. Mediante escrito de 14 de octubre de 2008, las autoridades italianas notificaron a la Comisión el proceso de venta de los activos del grupo Alitalia, solicitándole que confirmara, por motivos de seguridad jurídica:
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22. Por carta de 14 de outubro de 2008, as autoridades italianas notificaram a Comissão do procedimento de venda dos ativos do grupo Alitalia, requerendo‑lhe, por razões de segurança jurídica, que confirmasse que:
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– que el procedimiento de administración extraordinaria descrito en la notificación no implicaba la concesión de ayudas de Estado a los compradores de los activos cedidos;
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– o procedimento de administração extraordinária descrito na notificação não implicava a concessão de auxílios de Estado aos adquirentes dos ativos cedidos;
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– que la posible adquisición por terceros de determinados activos d[el grupo] Alitalia, sobre la base de una oferta ya formulada, no implicaba elementos de continuidad económica con la empresa sometida a administración extraordinaria que pudieran ocasionar el traspaso de las deudas de Alitalia al adquirente y, en particular, la obligación de recuperar las ayudas de Estado ilegales e incompatibles concedidas a Alitalia.
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– a aquisição eventual por terceiros de certos ativos d[o grupo] Alitalia, com base numa proposta já formulada, não implicava elementos de continuidade económica com a empresa colocada sob administração extraordinária suscetíveis de induzir a transferência das dívidas da Alitalia para o adquirente, nomeadamente a obrigação de recuperação dos auxílios de Estado ilegais e incompatíveis concedidos à Alitalia.
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23. A la vez que esa notificación y aparte de la tercera denuncia de la demandante (véase el apartado 21 supra), la Comisión recibió otras tres denuncias presentadas por otras compañías aéreas y por la Asociación europea de compañías aéreas de bajo coste (ELFAA).
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23. Paralelamente a essa notificação e além da terceira denúncia da recorrente (v. n.° 21 supra ), a Comissão recebeu três denúncias apresentadas por outras companhias aéreas e pela Associação Europeia de Linhas Aéreas de Tarifas Reduzidas (ELFAA).
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24. El 27 de octubre de 2008, el Decreto ley nº 134 fue convertido en la legge nº 166, Conversione in legge, con modificazioni, del decreto-legge 28 agosto 2008, nº 134, recante disposizioni urgenti in materia di ristrutturazione di grandi imprese in crisi (Ley nº 166, por la que se convierte en ley, con enmiendas, el Decreto ley nº 134) (GURI nº 252, de 27 de octubre de 2008, p. 4).
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24. Em 27 de outubro de 2008, o Decreto‑Lei n.° 134 foi convertido na legge n.° 166, Conversione in legge, con modificazioni, del decreto‑legge 28 agosto 2008, n.° 134, recante disposizioni urgenti in materia di ristrutturazione di grandi imprese in crisi (Lei n.° 166, que converte em lei, com alterações, o Decreto‑Lei n.° 134) (GURI n.° 252, de 27 de outubro de 2008, p. 4).
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25. Mediante escrito de 30 de octubre de 2008, la demandante presentó ante la Comisión una denuncia complementaria contra ciertas medidas que calificaba de inquietantes, a saber, concretamente, el incremento a 3 euros de la tasa municipal de embarque por cada pasajero que viajaba desde los aeropuertos italianos, con la finalidad, según ella, de que las autoridades italianas financiaran el pago de las indemnizaciones por despido de los antiguos trabajadores de Alitalia, así como un supuesto conflicto de intereses, revelado por la prensa, entre determinados accionistas de la CAI y determinados accionistas del perito independiente, que coincidían.
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25. Por carta de 30 de outubro de 2008, a recorrente apresentou uma denúncia complementar à Comissão, relativa a certas medidas que qualificou de preocupantes, a saber, designadamente, o aumento do imposto municipal de embarque por cada passageiro à partida dos aeroportos italianos para 3 euros, correspondente, segundo ela, ao objetivo das autoridades italianas de financiarem o pagamento de indemnizações por despedimento aos antigos empregados da Alitalia, bem como um pretenso conflito de interesses revelado pela imprensa entre alguns acionistas da CAI e alguns acionistas do perito independente, que afirma serem idênticos.
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26. El 31 de octubre de 2008, la CAI presentó al comisario extraordinario una oferta firme para la compra de determinados activos relacionados con la actividad de transporte aéreo de pasajeros de Alitalia. Las autoridades italianas comunicaron esa oferta a la Comisión el 3 de noviembre de 2008.
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26. Em 31 de outubro de 2008, a CAI apresentou ao comissário extraordinário uma proposta firme para a aquisição de alguns ativos relativos à atividade de transporte aéreo de passageiros da Alitalia. Esta proposta foi transmitida à Comissão pelas autoridades italianas em 3 de novembro de 2008.
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C. Decisiones impugnadas
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C – Decisões impugnadas
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1. Decisión sobre el préstamo concedido a Alitalia
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1. Decisão relativa ao empréstimo concedido à Alitalia
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27. Mediante la Decisión 2009/155/CE, de 12 de noviembre de 2008, relativa al préstamo de 300 millones de euros concedido por Italia a la compañía Alitalia C 26/08 (ex NN 31/08) (DO 2009 L 52, p. 3; en lo sucesivo, «primera Decisión impugnada»), adoptada al término del procedimiento de investigación formal con arreglo al artículo 88 CE, apartado 2, la Comisión declaró que dicho préstamo, cuyo importe Alitalia pudo consignar en sus fondos propios, constituía una ayuda de Estado ilegal e incompatible con el mercad o común y ordenó su recuperación del beneficiario. El 14 de enero de 2009, se envió una copia de esa Decisión a la demandante, que la recibió el 20 de enero de 2009.
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27. Através da Decisão 2009/155/CE, de 12 de novembro de 2008, relativa ao empréstimo de 300 milhões de EUR concedido pela Itália à companhia Alitalia n.° C 26/08 (ex NN 31/08) (JO 2009, L 52, p. 3, a seguir «primeira decisão impugnada»), adotada no termo do procedimento formal de investigação, nos termos do artigo 88.°, n.° 2, CE, a Comissão declarou que esse empréstimo, cujo montante pôde ser imputado nos capitais próprios da Alitalia, constituía um auxílio de Estado ilegal e incompatível com o mercado comum e ordenou a sua recuperação junto do beneficiário. Uma cópia dessa decisão foi notificada à recorrente em 14 de janeiro de 2009 e recebida por esta em 20 de janeiro de 2009.
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28. La Comisión señaló, en primer lugar, que el préstamo de 300 millones de euros concedido por la República Italiana a Alitalia confería a ésta una ventaja económica por medio de recursos estatales que ningún inversor privado informado le habría concedido, habida cuenta de su situación económica gravemente comprometida, tanto cuando se otorgó el préstamo por el Decreto ley nº 80 como cuando se adoptó el Decreto ley nº 93. Añadió que reforzaba esta conclusión tanto el tipo de interés acordado como la práctica simultaneidad entre la retirada de la oferta de Air France-KLM y la concesión del citado préstamo, además de la falta de perspectivas de compra y de intervención financiera de los accionistas privados de Alitalia, que coincidió con la de las autoridades italianas. De ello dedujo que tales autoridades no habían actuado como un accionista informado que siguiera una política estructural, global o sectorial, guiada por perspectivas de rentabilidad de los capitales invertidos a más largo plazo que un inversor ordinario.
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28. A Comissão começou por salientar que o empréstimo d e 300 milhões de euros concedido pela República Italiana à Alitalia era suscetível de lhe conferir uma vantagem económica através de recursos do Estado, o qual, tendo em conta a sua situação financeira gravemente comprometida, tanto no momento da concessão do empréstimo pelo Decreto‑Lei n.° 80 como na fase da adoção do Decreto‑Lei n.° 93, não teria sido feito por um investidor privado prudente. Por outro lado, indicou que a taxa de juros concedida, o facto de a retirada da proposta de Air France‑KLM e a concessão do referido empréstimo terem ocorrido quase em simultâneo e a inexistência de outra perspetiva de retoma e de intervenção financeira dos acionistas privados da Alitalia concomitante com a das autoridades italianas eram de molde a reforçar essa conclusão. Daqui deduziu que as referidas autoridades não se tinham comportado como um acionista prudente em economia de mercado que prossegue uma política estrutural, global ou setorial, guiado por perspetivas de rentabilidade a longo prazo dos capitais investidos como as de um investidor normal.
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29. Por ello, la Comisión concluyó que el préstamo de 300 millones de euros concedido por la República Italiana a Alitalia, cuyo importe podía consignarse en los fondos propios de esta última, constituía una ayuda ilegal, al no haber sido objeto de notificación previa, y era incompatible con el mercado común. Añadió que dicha medida no estaba comprendida ni en las excepciones previstas en el artículo 87 CE, apartados 2 y 3, ni en las Directrices de la Comisión sobre la aplicación de los artículos [87 CE] y [88] CE y del artículo 61 del Acuerdo EEE a las ayudas estatales en el sector de la aviación (DO 1994, C 350, p. 5), completadas por las Directrices comunitarias sobre la financiación de aeropuertos y las ayudas estatales de puesta en marcha destinadas a compañías aéreas que operen desde aeropuertos regionales (DO 2005, C 312, p. 1).
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29. A Comissão concluiu assim que o empréstimo de 300 milhões de euros concedido pela República Italiana à Alitalia, cujo montante podia ser imputado nos capitais próprios desta última, constituía um auxílio ilegal, que não foi objeto de notificação prévia, e incompatível com o mercado comum. Considerou ainda que a referida medida não era abrangida pelas derrogações previstas no artigo 87.°, n. os 2 e 3, CE nem pelas previstas nas Orientações da Comissão relativas à aplicação dos artigos [87.° CE] e [88.° CE] e do artigo 61.° do Acordo EEE aos auxílios de Estado no setor da aviação (JO 1994, C 350, p. 5), conforme completadas pelas Orientações comunitárias sobre o financiamento dos aeroportos e os auxílios estatais ao arranque das companhias aéreas que operam a partir de aeroportos regionais (JO 2005, C 312, p. 1).
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30. Por último, la Comisión consideró que aunque Alitalia pueda calificarse de empresa en crisis, la medida de que se trata no podía declararse compatible con el mercado común en aplicación de las Directrices comunitarias sobre ayudas estatales de salvamento y de reestructuración de empresas en crisis (DO 2004, C 244, p. 2). En consecuencia, las autoridades italianas debían adoptar todas las medidas necesarias para recuperar esa ayuda de su beneficiario, a saber, Alitalia.
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30. Por último, a Comissão considerou que, apesar de a Alitalia poder ser qualificada de empresa em dificuldade, a medida em causa não podia ser declarada compatível com o mercado comum em aplicação das Orientações comunitárias relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação a empresas em dificuldade (JO 2004, C 244, p. 2). Por conseguinte, as autoridades italianas deviam tomar todas as medidas necessárias para recuperar o auxílio junto do seu beneficiário, a saber, a Alitalia.
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31. La parte dispositiva de la primera Decisión impugnada tiene el siguiente tenor:
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31. O dispositivo da primeira decisão impugnada tem a seguinte redação:
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«Artículo 1
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«Artigo 1.°
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El préstamo de 300 millones EUR concedido a Alitalia y que puede consignarse en los fondos propios de la compañía, ejecutado por Italia infringiendo el artículo 88 [CE], apartado 3, es incompatible con el mercado común.
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O empréstimo de 300 milhões de EUR concedido à Alitalia e que pode ser imputado aos seus capitais próprios, posto em execução pela Itália em violação do n.° 3 do artigo 88.° [CE], é incompatível com o mercado comum.
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Artículo 2
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Artigo 2.°
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1. [La República Italiana] procederá a recuperar del beneficiario la ayuda mencionada en el artículo 1.
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1. A [República Italiana] deve proceder à recuperação do auxílio referido no artigo 1.° junto do beneficiário.
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2. Las cantidades pendientes de recuperación devengarán intereses desde la fecha en que se pusieron a disposición del beneficiario hasta la de su recuperación.
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2. Os montantes a recuperar vencem juros a partir da data em que foram colocados à disposição do beneficiário e até à data da respetiva recuperação efetiva.
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[…]
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[…]
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Artículo 3
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Artigo 3.°
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1. La recuperación de la ayuda mencionada en el artículo 1 será inmediata y efectiva.
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1. A recuperação do auxílio referido no artigo 1.° será imediata e efetiva.
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2. [La República Italiana] garantizará que la presente Decisión se aplique en el plazo de cuatro meses a partir de la fecha de su notificación.
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2. A [República Italiana] assegurará a aplicação da presente decisão no prazo de quatro meses a contar da data da respetiva notificação.
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Artículo 4
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Artigo 4.°
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1. En el plazo de dos meses a partir de la notificación de la presente Decisión, Italia presentará la siguiente información a la Comisión:
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1. No prazo de dois meses a contar da notificação da presente decisão, a [República Italiana] deverá fornecer as seguintes informações à Comissão:
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a) el importe total (principal e intereses) que debe recuperarse del beneficiario;
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a) Montante total (capital e juros) a recuperar junto do beneficiário;
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b) una descripción detallada de las medidas ya adoptadas y previstas para el cumplimiento de la presente Decisión;
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b) Descrição pormenorizada das medidas já adotadas e previstas para dar cumprimento à presente decisão;
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c) documentos que demuestren que se ha ordenado al beneficiario que reembolse la ayuda.
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c) Documentos comprovativos de que o beneficiário foi intimado a reembolsar o auxílio.
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2. [La República Italiana] mantendrá informada a la Comisión del avance de las medidas nacionales adoptadas en aplicación de la presente Decisión hasta que la recuperación de la ayuda mencionada en el artículo 1 haya concluido. Presentará inmediatamente, a petición de la Comisión, información sobre las medidas ya adoptadas y previstas para el cumplimiento de la presente Decisión. También proporcionará información detallada sobre los importes de la ayuda y los intereses ya recuperados del beneficiario.
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2. A [República Italiana] manterá a Comissão regularmente informada sobre a evolução das medidas nacionais adotadas para a aplicação da presente decisão até estar concluída a recuperação do auxílio referida no artigo 1.° [T]ransmitir‑lhe‑á de imediato todas as informações sobre as medidas já adotadas e previstas para dar cumprimento à presente decisão. Fornecerá também informações pormenorizadas sobre os montantes do auxílio e dos juros já reembolsados pelo beneficiário.
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[…]»
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[…]»
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2. Decisión sobre la venta de activos de Alitalia
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2. Decisão relativa à venda de ativos da Alitalia
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32. Mediante la Decisión C(2008) 6745 final, de 12 de noviembre de 2008, relativa a la ayuda de Estado N 510/2008 – Italia – Venta de los activos de la compañía aérea Alitalia (en lo sucesivo, «segunda Decisión impugnada»), adoptada al término de la fase de examen previo, con arreglo al artículo 88 CE, apartado 3, la Comisión declaró que la medida notificada, tal como había sido modificada por los compromisos asumidos por las autoridades italianas y especificados en esa Decisión, no implicaba la concesión de ayudas de Estado a los adquirentes, siempre y cuando la República Italiana respetara íntegramente dichos compromisos, según los cuales la venta de los activos del grupo Alitalia debía realizarse a precio de mercado.
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32. Por decisão C (2008) 6745 final, de 12 de novembro de 2008, que tem por objeto o auxílio de Estado N 510/2008 – Itália – Venda dos ativos da companhia aérea Alitalia (a seguir «segunda decisão impugnada»), adotada no termo de uma fase preliminar de análise, ao abrigo do artigo 88.°, n.° 3, CE, a Comissão considerou que a medida notificada, conforme alterada pelos compromissos assumidos pelas autoridades italianas e definidos nessa decisão, não implicava a concessão de auxílios de Estado aos adquirentes, sem prejuízo do respeito integral dos compromissos assumidos pela República Italiana, segundo os quais a venda dos ativos do grupo Alitalia seria realizada ao preço do mercado.
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33. En primer lugar, la Comisión recordó, al principio, en los apartados 21 a 43 de la segunda Decisión impugnada, el marco jurídico del procedimiento de administración extraordinaria al que fue sometido el grupo Alitalia, así como el papel desempeñado por los distintos actores implicados en él. A continuación, en los apartados 44 a 75 de esa Decisión, analizó el procedimiento de venta de activos teniendo en cuenta, en primer lugar, la información del mercado de las distintas etapas de la venta y de la convocatoria de manifestación de interés (apartados 44 a 52); en segundo lugar, las ofertas recibidas para la adquisición de los activos del grupo Alitalia y, en particular, la presentada por la CAI (apartados 53 a 69); en tercer lugar, los criterios considerados para la evaluación de las ofertas y, en particular, el compromiso asumido por las autoridades italianas de que el principal criterio sería la conformidad entre precio ofrecido y el precio de mercado (apartados 70 a 72); y, en cuarto lugar, aspectos relacionados con los recursos humanos (apartados 73 y 74). La Comisión también examinó la misión y el papel del mandatario encargado del control de la operación de la venta de activos del grupo Alitalia. Este último debía ser designado por las autoridades italianas para controlar la aplicación plena y efectiva del procedimiento notificado por ellas y que la venta de activos se realizara a precio de mercado, de acuerdo con los compromisos asumidos por la República Italiana. A este respecto, debía presentar informes exhaustivos a la Comisión (apartados 76 a 89).
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33. Em primeiro lugar, a Comissão começou por recordar, nos n. os 21 a 43 da segunda decisão impugnada, o quadro jurídico do procedimento de administração extraordinária ao qual foi submetido o grupo Alitalia e o papel dos diferentes atores envolvidos nesta. Em seguida, nos n. os 44 a 75 da referida decisão, analisou o procedimento de venda de ativos, tendo em conta, primeiro, a informação do mercado das diferentes fases da venda e do convite à manifestação de interesse (n. os 44 a 52); segundo, as propostas recebidas pela aquisição dos ativos do grupo Alitalia, em particular a descrita pela CAI (n. os 53 a 69); terceiro, os critérios utilizados para a avaliação das propostas, nomeadamente o compromisso assumido pelas autoridades italianas segundo o qual o principal critério seria o da conformidade do preço oferecido com o preço do mercado (n. os 70 a 72); e, quarto, os aspetos relativos aos recursos humanos (n. os 73 e 74). Além disso, a Comissão examinou a missão e o papel do mandatário encarregado do controlo da operação da venda de ativos do grupo Alitalia. Este devia ser nomeado pelas autoridades italianas para assegurar que o processo notificado por estas fosse plena e efetivamente aplicado e a que a venda de ativos se realizasse a preços de mercado, em conformidade com os compromissos assumidos pela República Italiana. A este respeito, tinha de elaborar relatórios exaustivos à Comissão (n. os 76 a 89).
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34. En segundo lugar, la Comisión abordó, en los apartados 92 a 151 de la segunda Decisión impugnada, la apreciación de la medida relativa a la venta de activos. Su apreciación versó, por una parte, sobre el examen de la existencia de una ayuda de Estado en favor de los adquirentes de los activos del grupo Alitalia (apartados 92 a 127) y, por otra parte, sobre el riesgo de que se eludiera la obligación de recuperar una ayuda ilegal e incompatible (apartados 128 a 151).
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34. Em segundo lugar, a Comissão procedeu, nos n. os 92 a 151 da segunda decisão impugnada, à apreciação da medida relativa à venda de ativos. A sua apreciação incidiu, por um lado, na apreciação da existência de um auxílio de Estado a favor dos adquirentes dos ativos do grupo Alitalia (n. os 92 a 147) e, por outro, no risco de que a obrigação de recuperação de um auxílio ilegal e incompatível possa ser eludida (n. os 128 a 151).
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35. La Comisión confirmó, en la primera parte de su apreciación, que el procedimiento de administración extraordinaria no conllevaba la concesión de una ayuda en favor de los adquirentes. En efecto, tras haber señalado, en el apartado 104 de la segunda Decisión impugnada, al término del examen del carácter abierto, transparente y no discriminatorio del procedimiento notificado, que éste no presentaba un grado de transparencia suficiente para garantizar, por sí mismo, un precio de mercado, concluyó, no obstante, en el apartado 117 de esa Decisión, que tal procedimiento desembocaría en una venta a precio de mercado, al estar basado en una evaluación independiente, por actores independientes. Añadió, en los apartados 119, 122 y 126 de esa Decisión, que dicho procedimiento no conllevaba la imposición a los adquirentes de los activos del grupo Alitalia de obligaciones de poder público que pudieran poner en cuestión el objetivo de venta a precio de mercado, ni por lo que respecta a los recursos humanos ni por lo que respecta a las condiciones de explotación de la actividad de transporte aéreo. Por tanto concluyó, en el apartado 127 de la citada Decisión, que la medida notificada debería dar lugar a la venta de los activos del grupo Alitalia a precio de mercado, con la reserva del cumplimiento estricto de los compromisos asumidos por las autoridades italianas.
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35. No âmbito da primeira parte da sua apreciação, a Comissão confirmou que o procedimento de administração extraordinária não implicava a concessão de um auxílio a favor dos adquirentes. Com efeito, após ter observado, no n.° 104 da segunda decisão impugnada, no final do exame do caráter aberto, transparente e não discriminatório do procedimento notificado, que este não apresentava um grau de transparência suficiente para garantir, em si mesmo, um preço de mercado, a Comissão concluiu porém, no n.° 117 da referida decisão, que esse procedimento conduziria a uma venda a preços do mercado, dado que este procedimento se baseava numa avaliação independente, feita por operadores independentes. Além disso, salientou, nos n. os 119, 122 e 126 desta decisão, que o referido procedimento não implicava a imposição de obrigações de poder público aos adquirentes dos ativos do grupo Alitalia suscetíveis de pôr em causa o objetivo de vendas a preços de mercado, tanto no que respeita aos recursos humanos como às condições de exploração da atividade de transporte aéreo. Assim, concluiu, no n.° 127 da mesma decisão, que, sem prejuízo da estrita aplicação dos compromissos assumidos pelas autoridades italianas, a medida notificada devia conduzir à venda dos ativos do grupo Alitalia ao preço do mercado.
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36. En la segunda parte de su apreciación, la Comisión concluyó, en el apartado 137 de la segunda Decisión impugnada, que habida cuenta de la extensión de la venta de activos y de la parcelación de las ofertas presentadas por los potenciales adquirentes, el procedimiento aplicado por la República Italiana no conllevaba una continuidad económica entre Alitalia y los adquirentes de sus activos. No obstante, en el apartado 138 de esa Decisión consideró, sobre la oferta presentada por la CAI, que el riesgo de continuidad económica merecía un examen más profundo, habida cuenta del amplio espectro de activos afectados por la oferta. Teniendo en cuenta la falta de identidad entre los accionistas de la CAI y los de Alitalia, el distinto alcance y el carácter más limitado de las actividades de la CAI en comparación con Alitalia, la estrategia industrial propia de la CAI y el requisito de que la cesión se efectuara a precio de mercado, que se señalaron en los apartados 140 a 145 de esa Decisión, la Comisión concluyó a continuación, en los apartados 147 y 149, que no existía continuidad económica entre Alitalia y la CAI. En consecuencia, en los apartados 151 a 156 de la Decisión de que se trata, declaró que, con la reserva del respeto íntegro de los compromisos asumidos por la República Italiana de que la venta se realizara a precio de mercado, el procedimiento notificado no tenía como efecto eludir la obligación de recuperación por la República Italiana, en virtud de la primera Decisión impugnada, y tampoco la concesión de ayudas de Estado a los adquirentes de Alitalia.
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36. No âmbito da segunda parte da sua apreciação, a Comissão concluiu, no n.° 137 da segunda decisão impugnada, que, atendendo ao âmbito da venda de ativos e ao caráter parcelar das propostas apresentadas pelos potenciais adquirentes, o procedimento instituído pela República Italiana não implicava uma continuidade económica entre a Alitalia e os adquirentes dos seus ativos. Todavia, considerou, no n.° 138 da referida decisão, que, relativamente à proposta apresentada pela CAI, o risco de continuidade económica impunha uma análise mais aprofundada, atendendo ao vasto leque de ativos abrangidos pela proposta. Tendo em conta a inexistência de identidade dos acionistas da CAI e da Alitalia, a extensão diferente e o caráter mais reduzido das atividades da CAI relativamente às da Alitalia, a estratégia industrial própria da CAI, bem como a condição segundo a qual a cessão deve ser efetuada ao preço do mercado, que foram salientados nos n. os 140 a 145 desta decisão, afirmou, nos n. os 147 e 149 da mesma decisão, que não havia continuidade económica entre a Alitalia e a CAI. Consequentemente, concluiu, nos n. os 151 a 156 da decisão em causa, que, sem prejuízo do respeito integral dos compromissos assumidos pela República Italiana segundo os quais a venda se realizaria ao preço de mercado, o procedimento notificado não tinha por efeito eludir a obrigação de recuperação pela República Italiana ao abrigo da primeira decisão impugnada nem conceder auxílios de Estado aos adquirentes da Alitalia.
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37. Por ello, la Comisión decidió que la medida notificada, tal como había sido modificada por los compromisos asumidos por las autoridades italianas, no constituía una ayuda, en la medida en que esos compromisos se respetaran íntegramente.
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37. Por conseguinte, a Comissão concluiu que a medida notificada, conforme alterada pelos compromissos assumidos pelas autoridades italianas, não constituía um auxílio, desde que os compromissos fossem integralmente respeitados.
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Procedimiento
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Tramitação processual
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38. Mediante demanda presentada en la Secretaría del Tribunal el 28 de marzo de 2009, la demandante interpuso el presente recurso.
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38. Por petição apresentada na Secretaria do Tribunal Geral em 28 de março de 2009, a recorrente interpôs o presente recurso.
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39. Por sendos escritos presentados en la Secretaría del Tribunal, respectivamente, el 23 de julio y el 7 de agosto de 2009, la República Italiana y Alitalia – Compagnia Aerea Italiana (en lo sucesivo, «Alitalia‑CAI») solicitaron intervenir en apoyo de las pretensiones de la Comisión.
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39. Por requerimentos apresentados na Secretaria do Tribunal Geral, respetivamente, em 23 de julho e 7 de agosto de 2009, a República Italiana e a Alitalia – Compagnia Aerea Italiana (a seguir «Alitalia‑CAI») pediram para intervir em apoio dos pedidos da Comissão.
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40. Mediante sendos autos de 16 de septiembre y de 19 de octubre de 2009, el Presidente de la Sala Octava estimó las demandas de intervención de la República Italiana y de Alitalia‑CAI.
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40. Por despachos de 16 de setembro e 19 de outubro de 2009, o presidente da Oitava Secção deferiu os pedidos de intervenção da República Italiana e da Alitalia‑CAI.
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41. Mediante escrito de 11 de agosto de 2010, Alitalia‑CAI pidió autorización para utilizar el italiano en la fase oral del procedimiento, conforme al artículo 35, apartado 2, letra c), del Reglamento de Procedimiento del Tribunal General, que le fue concedida.
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41. Por requerimento de 11 de agosto de 2010, a Alitalia‑CAI pediu para utilizar a língua italiana durante a fase oral, em conformidade com o artigo 35.°, n.° 2, alínea c), do Regulamento de Processo do Tribunal Geral, o que lhe foi concedido.
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42. Al modificarse la composición de las Salas del Tribunal, el Juez Ponente fue adscrito a la Sala Quinta, por lo que el presente asunto fue atribuido a dicha Sala.
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42. Na sequência de alteração da composição das Secções do Tribunal Geral, o juiz‑relator foi afetado à Quinta Secção, à qual o presente processo foi, por conseguinte, atribuído.
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43. Visto el informe del Juez Ponente, el Tribunal decidió iniciar la fase oral y formular varias preguntas a las partes.
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43. Com base no relatório do juiz‑relator, o Tribunal decidiu dar início à fase oral e colocar certas questões às partes.
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44. Mediante auto del Presidente de la Sala Quinta del Tribunal, de 13 de abril de 2011, oídas las partes, fue suspendido el procedimiento conforme al artículo 77, letra a), del Reglamento de Procedimiento, hasta que el Tribunal de Justicia pronunciara su sentencia en el asunto C‑83/09 P, Comisión/Kronoply y Kronotex.
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44. Por despacho do presidente da Quinta Secção do Tribunal Geral de 13 de abril de 2011, ouvidas as partes, a instância foi suspensa, nos termos do artigo 77.°, alínea a), do Regulamento de Processo, até à prolação do acórdão do Tribunal de Justiça no processo C‑83/09 P, Comissão/Kronoply e Kronotex.
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45. Mediante escrito de 19 de abril de 2011, la demandante solicitó que se acordasen diligencias de organización del procedimiento, en virtud de los artículos 49 y 64 del Reglamento de Procedimiento, destinadas a ordenar a la Comisión la presentación de ciertos documentos.
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45. Por requerimento de 19 de abril de 2011, a recorrente pediu a adoção de medidas de organização do processo, nos termos dos artigos 49.° e 64.° do Regulamento de Processo, requerendo que fosse ordenado à Comissão que apresentasse certos documentos.
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46. Una vez que el Tribunal de Justicia dictó su sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex (C‑83/09 P, Rec. p. I‑0000) el 24 de mayo de 2011, fue reanudado el procedimiento en el presente asunto. El Tribunal decidió recibir en la vista las observaciones de las partes sobre las consecuencias que debían deducirse de esa sentencia en relación con la admisibilidad del presente recurso.
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46. Tendo o acórdão do Tribunal de Justiça, Comissão/Kronoply e Kronotex (C‑83/09 P, Colet., p. I‑0000), sido proferido em 24 de maio de 2011, a instância no presente processo foi retomada. O Tribunal decidiu recolher as observações das partes sobre as consequências a tirar desse acórdão relativamente à admissibilidade do presente recurso na audiência.
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47. Mediante sendos escritos presentados en la Secretaría del Tribunal, respectivamente, el 5 y 6 de junio de 2011, Alitalia‑CAI y la Comisión formularon observaciones sobre la solicitud de diligencias de organización del procedimiento por parte de la demandante.
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47. Por articulados apresentados na Secretaria do Tribunal Geral, respetivamente, em 5 e 6 de junho de 2011, a Alitalia‑CAI e a Comissão apresentaram observações sobre o pedido de medidas de organização do processo da recorrente.
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48. En la vista de 30 de junio de 2011 se oyeron los informes orales de las partes y sus respuestas a las preguntas formuladas por el Tribunal.
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48. Foram ouvidas as alegações das partes e as suas respostas às questões colocadas pelo Tribunal na audiência que teve lugar em 30 de junho de 2011.
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Pretensiones de las partes
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Pedidos das partes
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49. La demandante solicita al Tribunal que:
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49. A recorrente conclui pedindo que o Tribunal se digne:
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– Anule parcialmente la primera Decisión impugnada en la medida en que no ordena la recuperación de la ayuda de los sucesores de Alitalia y concede a la República Italiana un plazo adicional para ejecutar esa Decisión.
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– anular parcialmente a primeira decisão impugnada na medida em que ordena a recuperação do auxílio junto dos sucessores da Alitalia e concede à República Italiana um prazo suplementar para executar essa decisão;
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– Anule la segunda Decisión impugnada.
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– anular a segunda decisão impugnada;
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– Condene en costas a la Comisión.
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– condenar a Comissão nas despesas.
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50. La Comisión solicita al Tribunal que:
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50. A Comissão conclui pedindo que o Tribunal se digne:
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– Desestime el recurso en parte por inadmisible y en parte por infundado.
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– julgar o recurso parcialmente inadmissível e negar‑lhe parcialmente provimento;
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– Condene en costas a la demandante.
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– condenar a recorrente nas despesas.
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51. Alitalia-CAI solicita al Tribunal que:
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51. A Alitalia‑CAI conclui pedindo que o Tribunal se digne:
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– Declare el recurso inadmisible o lo desestime en parte por inadmisible y en parte por infundado.
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– julgar o recurso parcialmente inadmissível e negar‑lhe parcialmente provimento;
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– Condene en costas a la demandante.
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– condenar a recorrente nas despesas.
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52. La República Italiana solicita al Tribunal que:
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52. A República Italiana conclui pedindo que Tribunal se digne:
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– Declare la inadmisibilidad del recurso o, con carácter subsidiario, lo desestime por infundado.
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– julgar o recurso inadmissível ou, a título subsidiário, negar‑lhe provimento;
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– Condene en costas a la demandante.
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– condenar a recorrente nas despesas.
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Fundamentos de Derecho
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Questão de direito
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A. Sobre la solicitud de anulación de la segunda Decisión impugnada
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D – Quanto ao pedido de anulação da segunda decisão impugnada
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1. Sobre la admisibilidad
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1. Quanto à admissibilidade
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53. La demandante sostiene que es parte interesada en el sentido del artículo 88 CE, apartado 2, y que está legitimada para interponer un recurso de anulación contra la segunda Decisión impugnada, porque, como competidora de Alitalia y de la CAI, sus intereses se vieron afectados por la concesión del préstamo a Alitalia y por el traspaso de los activos de esta última a la CAI. Añade que, mediante su recurso, pretende salvaguardar sus derechos de procedimiento, habida cuenta de que la anulación de la segunda Decisión impugnada provocaría la apertura del procedimiento de investigación formal. Por último, afirma que esa Decisión afectó sustancialmente a su posición en el mercado.
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53. A recorrente sustenta que é parte interessada na aceção do artigo 88.°, n.° 2, CE e que tem legitimidade para interpor um recurso de anulação da segunda decisão impugnada, visto que, como concorrente da Alitalia e da CAI, os seus interesses foram afetados pela concessão do empréstimo à Alitalia e pela transferência dos ativos desta última à CAI. Indica, aliás, que, através do seu recurso, pretende salvaguardar os seus direitos processuais, tendo em conta que a anulação da segunda decisão impugnada teria por efeito desencadear a abertura do procedimento formal de investigação. Afirma, por último, que a sua posição no mercado foi substancialmente afetada pela referida decisão.
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54. Sin proponer una excepción de inadmisibilidad formal, la Comisión, apoyada por Alitalia‑CAI, alega que el recurso sólo es admisible en la medida en que la demandante pretende, mediante su interposición, salvaguardar sus derechos de procedimiento, habida cuenta de su condición de denunciante y competidora de las «sociedades comprometidas en el proceso de venta de activos d[el grupo] Alitalia». En cambio, estima que, aun cuando la demandante pudiera ser considerada «interesada» en el sentido del artículo 88 CE, apartado 2, ello no bastaría para declarar admisible el recurso en la medida en que cuestiona el fundamento de la segunda Decisión impugnada, a menos que la demandante demostrara que goza de un estatuto particular de modo que su posición en el mercado se vio sustancialmente afectada por la ayuda objeto de esa Decisión, lo que no ha sido probado en el caso de autos.
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54. Sem suscitar uma exceção de inadmissibilidade formal, a Comissão, apoiada pela Alitalia‑CAI, alega que o recurso é admissível apenas na medida em que a recorrente pretende, com a interposição do mesmo, salvaguardar os seus direitos processuais, tendo em conta a sua qualidade de autora da denúncia e de concorrente das «sociedades envolvidas no procedimento de venda dos ativos d[o grupo] Alitalia». Em contrapartida, a Comissão considera que, na medida em que a recorrente põe em causa a razão de ser da segunda decisão impugnada, mesmo admitindo que possa ser considerada «interessada» na aceção do artigo 88.°, n.° 2, CE, tal não basta para julgar o recurso admissível, exceto se se demonstrar que goza de um estatuto particular tal que a sua posição no mercado foi substancialmente afetada pelo auxílio objeto dessa decisão, o que não foi provado no caso vertente.
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55. La República Italiana considera que el recurso es inadmisible en su totalidad, al no haber demostrado la demandante que la segunda Decisión impugnada produjera consecuencias directas en su posición competitiva.
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55. A República Italiana considera que o recurso é inadmissível na totalidade, uma vez que a recorrente não demonstrou que a segunda decisão impugnada tem consequências diretas na sua posição concorrencial.
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56. Con carácter preliminar, procede recordar que, aun cuando según el artículo 40, párrafo cuarto, del Estatuto del Tribunal de Justicia de la Unión Europea, aplicable al Tribunal General en virtud del artículo 53 de dicho Estatuto, las partes coadyuvantes carecen de legitimación para formular pretensiones que no vayan en el sentido de las formuladas por la parte a la que apoyan, al tratarse de una causa de inadmisión de orden público, procede examinar de oficio la admisibilidad del recurso de conformidad con el artículo 113 del Reglamento de Procedimiento (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de Justicia de 24 de marzo de 1993, CIRFS y otros/Comisión, C‑313/90, Rec. p. I‑1125, apartados 21 a 24).
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56. A título preliminar, deve recordar‑ se que, embora, nos termos do artigo 40.°, quarto parágrafo, do Estatuto do Tribunal de Justiça da União Europeia, aplicável ao Tribunal Geral por força do artigo 53.° do referido estatuto, as intervenientes não tenham legitimidade para formular pedidos diferentes dos apresentados pela parte em apoio da qual intervêm, tratando‑se de um fundamento de inadmissibilidade de ordem pública, há que examinar oficiosamente a admissibilidade do recurso, nos termos do artigo 113.° do Regulamento de Processo (v., neste sentido, acórdão do Tribunal de Justiça de 24 de março de 1993, CIRFS e o./Comissão, C‑313/90, Colet., p. I‑1125, n. os 21 a 24).
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57. Según el artículo 230 CE, párrafo cuarto, una persona física o jurídica sólo podrá interponer recurso contra las decisiones dirigidas a otra persona si le afectan directa e individualmente.
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57. Nos termos do artigo 230.°, quarto parágrafo, CE, uma pessoa singular ou coletiva só pode interpor recurso de uma decisão dirigida a outra pessoa se a referida decisão lhe disser direta e individualmente respeito.
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58. Según jurisprudencia reiterada, los sujetos distintos de los destinatarios de una decisión sólo pueden alegar que se ven afectados individualmente en el sentido del artículo 230 CE, párrafo cuarto, si ésta les atañe en razón de determinadas cualidades que les son propias o de una situación de hecho que los caracteriza frente a cualquier otra persona y por ello los individualiza de manera análoga a la del destinatario (sentencias del Tribunal de Justicia de 15 de julio de 1963, Plaumann/Comisión, 25/62, Rec. pp. 197 y ss., especialmente p. 223; de 19 de mayo de 1993, Cook/Comisión, C‑198/91, Rec. p. I‑2487, apartado 20, y de 15 de junio de 1993, Matra/Comisión, C‑225/91, Rec. p. I‑3203, apartado 14).
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58. Segundo jurisprudência constante, os sujeitos que não sejam os destinatários de uma decisão só podem alegar que ela lhes diz individualmente respeito na aceção do artigo 230.°, quarto parágrafo, CE se esta os prejudicar por determinadas qualidades que lhes são específicas ou por uma situação de facto que os caracterize relativamente a qualquer outra pessoa, individualizando‑os, por isso, de forma idêntica à do destinatário (acórdãos do Tribunal de Justiça de 15 de julho de 1963, Plaumann/Comissão, 25/62, Colet. 1962‑1964, p. 279; de 19 de maio de 1993, Cook/Comissão, C‑198/91, Colet., p. I‑2487, n.° 20; e de 15 de junho de 1993, Matra/Comissão, C‑225/91, Colet., p. I‑3203, n.° 14).
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59. De entrada debe recordarse que el artículo 4 del Reglamento nº 659/1999 establece una fase de examen previo de las medidas de ayuda notificadas que tiene por objeto permitir que la Comisión se forme una primera opinión sobre la compatibilidad con el mercado común de la ayuda de que se trata. Al término de esta fase, la Comisión constata bien que tal medida no constituye una ayuda, o bien que entra en el ámbito de aplicación del artículo 87 CE, apartado 1. En este último caso, la citada medida puede no plantear dudas en cuanto a su compatibilidad con el mercado común o, por el contrario plantearlas (sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 43).
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59. Importa começar por recordar que o artigo 4.° do Regulamento n.° 659/1999 institui uma fase preliminar de análise das medidas de auxílio notificadas, que tem por objeto permitir à Comissão formar uma primeira opinião sobre a compatibilidade do auxílio em causa com o mercado comum. No termo dessa fase, a Comissão declara que essa medida não constitui um auxílio ou que se enquadra no âmbito de aplicação do artigo 87.°, n.° 1, CE. Nesta última hipótese, a referida medida pode não suscitar dúvidas quanto à sua compatibilidade com o mercado comum ou, pelo contrário, suscitá‑las (acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, referido no n.° 46 supra, n.° 43).
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60. Si la Comisión comprueba, tras el examen previo, que la medida notificada, en tanto en cuanto esté comprendida en el ámbito de aplicación del artículo 87 CE, apartado 1, no plantea dudas sobre su compatibilidad con el mercado común, adoptará una decisión de no formular objeciones con arreglo al artículo 4, apartado 3, del Reglamento nº 659/1999 (sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 44).
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60. Caso a Comissão conclua, após a análise preliminar, que a medida notificada, se se enquadrar no âmbito do artigo 87.°, n.° 1, CE, não suscita dúvidas quanto à sua compatibilidade com o mercado comum, toma uma decisão de não levantar objeções de acordo com o artigo 4.°, n.° 3, do Regulamento n.° 659/1999 (acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, já referido, n.° 44).
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61. Cuando la Comisión adopta una decisión de no formular objeciones, no sólo declara la medida compatible con el mercado común, sino que también rechaza implícitamente incoar el procedimiento de investigación formal previsto en el artículo 88 CE, apartado 2, y en el artículo 6, apartado 1, del Reglamento nº 659/1999 (sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 45).
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61. Quando a Comissão toma uma decisão de não levantar objeções, declara não apenas a medida compatível com o mercado comum mas recusa também implicitamente dar início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE e no artigo 6.°, n.° 1, do Regulamento n.° 659/1999 (acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, já referido, n.° 45).
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62. Cuando la Comisión comprueba, tras el examen previo, que la medida notificada plantea dudas en cuanto a su compatibilidad con el mercado común, está obligada a adoptar, sobre la base del artículo 4, apartado 4, del Reglamento nº 659/1999, una decisión de incoar el procedimiento de investigación formal previsto en el artículo 88 CE, apartado 2, y en el artículo 6, apartado 1, de dicho Reglamento. A tenor de esta última disposición, en dicha decisión se invitará al Estado miembro interesado y a las demás partes interesadas a presentar sus observaciones en un plazo determinado que por lo general no será superior a un mes (sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 46).
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62. Se a Comissão constatar, após a análise preliminar, que a medida notificada suscita dúvidas quanto à sua compatibilidade com o mercado comum, é obrigada a adotar, com base no artigo 4.°, n.° 4, do Regulamento n.° 659/1999, a decisão de dar início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE e no artigo 6.°, n.° 1, do referido regulamento. Nos termos desta última disposição, tal decisão convida o Estado‑Membro em causa e as outras partes interessadas a apresentarem as suas observações num prazo determinado, normalmente não superior a um mês (acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, referido no n.° 46 supra, n.° 46).
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63. La legalidad de una decisión de no formular objeciones basada en el artículo 4, apartado 3, del Reglamento nº 659/1999 depende de si existen dudas sobre la compatibilidad de la ayuda con el mercado común. Dado que tales dudas deben dar lugar a la incoación de un procedimiento de investigación formal en el que pueden participar las partes interesadas a que se refiere el artículo 1, letra h), del Reglamento nº 659/1999, debe considerarse que cualquier parte interesada en el sentido de esta última disposición está directa e individualmente afectada por tal decisión. En efecto, los beneficiarios de las garantías de procedimiento previstas en el artículo 88 CE, apartado 2, y en el artículo 6, apartado 1, del Reglamento nº 659/1999, únicamente pueden obtener su respeto si tienen la posibilidad de impugnar la decisión de no formular objeciones ante el juez de la Unión (véase, en este sentido, la sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 47).
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63. A legalidade de uma decisão de não levantar objeções, fundada no artigo 4.°, n.° 3, do Regulamento n.° 659/1999, depende da questão de saber se existem dúvidas quanto à compatibilidade do auxílio com o mercado comum. Uma vez que tais dúvidas devem dar lugar à abertura de um procedimento formal de investigação no qual podem participar as partes interessadas referidas no artigo 1.°, alínea h), do Regulamento n.° 659/1999, deve considerar‑se que tal decisão diz direta e individualmente respeito a qualquer parte interessada na aceção desta última disposição. Com efeito, os beneficiários das garantias processuais previstas no artigo 88.°, n.° 2, CE e no artigo 6.°, n.° 1, do Regulamento n.° 659/1999 só poderão exigir que as mesmas sejam respeitadas se tiverem a possibilidade de impugnar a decisão de não levantar objeções perante o juiz da União (v., neste sentido, acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, referido no n.° 46 supra, n.° 47).
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64. Por tanto, la condición particular de parte interesada en el sentido del artículo 1, letra h), del Reglamento nº 659/1999, ligada al objeto específico del recurso, basta para individualizar, según el artículo 230 CE, párrafo cuarto, al demandante que impugna una decisión de no formular objeciones (sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 48).
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64. Por conseguinte, a qualidade particular de parte interessada na aceção do artigo 1.°, alínea h), do Regulamento n.° 659/1999, relacionada com o objeto específico do recurso, é suficiente para individualizar, de acordo com o artigo 230.°, parágrafo quarto, CE, o recorrente que impugna uma decisão de não levantar objeções (acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, referido no n.° 46 supra, n.° 48).
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65. A tenor del artículo 1, letra h), del Reglamento nº 659/1999, debe entenderse por parte interesada, en particular, cualquier persona, empresa o asociación de empresas cuyos intereses puedan verse afectados por la concesión de una ayuda, es decir, en particular las empresas competidoras del beneficiario de la misma. Se trata, en otros términos, de un conjunto indeterminado de destinatarios (véase la sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 63, y la jurisprudencia allí citada).
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65. Nos termos do artigo 1.°, alínea h), do Regulamento n.° 659/1999, é considerada parte interessada qualquer pessoa, empresa ou associação de empresas cujos interesses possam ser afetados pela concessão de um auxílio, em especial as empresas concorrentes do beneficiário desse auxílio. Trata‑se, por outras palavras, de um conjunto indeterminado de destinatários (v. acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, referido no n.° 46 supra, n.° 63 e jurisprudência referida).
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66. Cuando un demandante solicita la anulación de una decisión de no formular objeciones, está aduciendo esencialmente que la decisión adoptada por la Comisión respecto a la ayuda en cuestión ha sido adoptada sin que dicha institución iniciara el procedimiento de investigación formal, vulnerando, por este motivo, sus derechos de procedimiento. Para que se estime su demanda de anulación, el demandante puede invocar cualquier motivo que pueda demostrar que la apreciación de la información y de los elementos de que dispone la Comisión, en la fase previa de examen de la medida notificada, debería haber planteado dudas en cuanto a su compatibilidad con el mercado común. La formulación de este tipo de alegaciones no puede, sin embargo, transformar el objeto del recurso ni modificar sus requisitos de admisibilidad (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de Justicia de 9 de julio de 2009, 3F/Comisión, C‑319/07 P, Rec. p. I‑5963, apartado 35). Por el contrario, la existencia de dudas sobre dicha compatibilidad es precisamente la prueba que debe aportarse para demostrar que la Comisión debía haber incoado el procedimiento de investigación formal a que se refiere el artículo 88 CE, apartado 2, así como el artículo 6, apartado 1, del Reglamento nº 659/1999 (sentencia Comisión/Kronoply y Kronotex, citada en el apartado 46 supra, apartado 59).
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66. Quando um recorrente pede a anulação de uma decisão de não levantar objeções, põe em causa essencialmente o facto de a decisão da Comissão sobre o auxílio em causa ter sido tomada sem que essa instituição tenha dado início ao procedimento formal de investigação, violando assim os seus direitos processuais. Tendo em vista o deferimento do seu pedido de anulação, o recorrente pode invocar qualquer fundamento suscetível de demonstrar que a apreciação das informações e dos elementos de que a Comissão dispunha, na fase preliminar de análise da medida notificada, devia ter suscitado dúvidas quanto à sua compatibilidade com o mercado comum. A utilização destes argumentos não pode ter por efeito alterar o objeto do recurso nem alterar os pressupostos da sua admissibilidade (v., neste sentido, acórdão do Tribunal de Justiça de 9 de julho de 2009, 3F/Comissão, C‑319/07 P, Colet., p. I‑5963, n.° 35). Pelo contrário, a existência de dúvidas sobre essa compatibilidade é precisamente a prova que deve ser apresentada para demonstrar que a Comissão era obrigada a dar início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE e no artigo 6.°, n.° 1, do Regulamento n.° 659/1999 (acórdão Comissão/Kronoply e Kronotex, referido no n.° 46 supra, n.° 59).
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67. Procede verificar, a la luz de estas consideraciones, si la demandante está legitimada para interponer un recurso de anulación contra la segunda Decisión impugnada.
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67. É à luz destas considerações que importa verificar se a recorrente tem legitimidade para requerer a anulação da segunda decisão impugnada.
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68. Debe señalarse, en el caso de autos, que la segunda Decisión impugnada fue adoptada al término de la fase de examen previo, en virtud del artículo 4, apartado 2, del Reglamento nº 659/1999, en que la Comisión comprobó que la medida notificada no entraba en el ámbito de aplicación del artículo 87 CE, apartado 1, y, por tanto, no constituía una ayuda. Procede señalar además que, mediante esa Decisión, la Comisión rechazó implícitamente la incoación del procedimiento de investigación formal. De este modo, a la luz de la jurisprudencia citada en los apartados 61 a 64 y 66 supra, relativa a una decisión adoptada sobre la base del artículo 4, apartado 3, del Reglamento nº 659/1999, por la que la Comisión resolvió no formular objeciones, procede concluir que cualquier parte interesada debe considerarse directa e individualmente afectada por una decisión que, al término de la fase de examen previo, declara la inexistencia de ayuda. En efecto, aun cuando tal decisión haya sido adoptada sobre la base del apartado 2 del artículo 4, los beneficiarios de las garantías de procedimiento previstas en el artículo 88 CE, apartado 2, y en el artículo 6, apartado 1, del Reglamento nº 659/1999, sólo pueden obtener su respeto si tienen la posibilidad de impugnar la decisión que, al término de la fase de examen previo, declara la inexistencia de ayuda. Además, por lo que respecta a las decisiones de no incoar el procedimiento de investigación formal, la legitimación para interponer un recurso de anulación contra ellas no puede depender de la base jurídica en la que se apoyara su adopción.
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68. No caso vertente, importa salientar que a segunda decisão impugnada é uma decisão adotada no termo da fase preliminar de análise, ao abrigo do artigo 4.°, n.° 2, do Regulamento n.° 659/1999, através da qual a Comissão considerou que a medida notificada não se enquadrava no âmbito de aplicação do artigo 87.°, n.° 1, CE e não constituía assim um auxílio. Também há que considerar que, através dessa decisão, a Comissão recusou implicitamente dar início ao procedimento formal de investigação. Assim, à luz da jurisprudência acima referida nos n. os 61 a 64 e 66, relativa a uma decisão adotada nos termos do artigo 4.°, n.° 3, do Regulamento n.° 659/1999, através da qual a Comissão tinha decidido não levantar objeções, deve considerar‑se que a decisão que declara que não há um auxílio no termo da fase preliminar de análise diz direta e individualmente respeito a qualquer parte interessada. Com efeito, mesmo que essa decisão tenha sido adotada com base no n.° 2 do artigo 4.°, os beneficiários das garantias processuais previstas no artigo 88.°, n.° 2, CE e no artigo 6.°, n.° 1, do Regulamento n.° 659/1999 só podem obter o respeito destas se tiverem a possibilidade de contestar a decisão que declara que não há um auxílio no termo da fase preliminar de análise. Além disso, no que se refere às decisões que têm como consequência a não abertura do procedimento formal de investigação, a legitimidade para requerer a anulação não pode depender da base jurídica com fundamento na qual essas decisões foram adotadas.
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69. Por tanto, procede verificar si la demandante ha demostrado suficientemente, en el caso de autos, que es parte interesada.
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69. Há, por isso, que verificar se a recorrente fez prova bastante de que, no caso vertente, é parte interessada.
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70. A este respecto, la demandante señala que está presente en veintidós aeropuertos italianos y que sus actividades se superponen a las de Alitalia‑CAI en veintinueve «combinaciones domésticas o internacionales», como Roma-Venecia o Roma-Madrid. Además, pese a no operar desde los mismos aeropuertos, alega que ofrece vuelos entre las mismas ciudades de origen y destino que Alitalia‑CAI. Añade que, como competidor de Alitalia y de la CAI, el traspaso de los activos del grupo Alitalia a la CAI afecta a sus intereses, al haber permitido a la CAI retomar la actividad de transporte aéreo de pasajeros de Alitalia en condiciones extremadamente ventajosas, evitando la retirada de Alitalia del mercado.
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70. A este respeito, a recorrente indica que está presente nos 22 aeroportos italianos e que as suas atividades coincidem com as de Alitalia‑CAI em 29 «combinações domésticos ou internacionais», como Roma‑Veneza e Roma‑Madrid. Além disso, apesar de não operar a partir dos mesmos aeroportos, alega que propõe voos a partir de ou com destino às mesmas cidades que a Alitalia‑CAI. Sustenta, por outro lado, que, enquanto concorrente da Alitalia e da CAI, os seus interesses são afetados pela transferência dos ativos do grupo Alitalia para a CAI, transferência essa que permitiu à CAI retomar a atividade de transporte aéreo de passageiros da Alitalia em condições muito favoráveis, evitando simultaneamente que a Alitalia se retirasse do mercado.
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71. Pues bien, la Comisión no rebate esos elementos, que demuestran suficientemente la existencia de una relación de competencia con Alitalia en el mercado italiano e internacional del transporte aéreo de pasajeros.
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71. Ora, tais elementos não são contestados pela Comissão e demonstram suficientemente a existência de uma relação de concorrência com a Alitalia no mercado italiano e internacional de transporte aéreo de passageiros.
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72. Por otro lado, el argumento de las partes coadyuvantes basado en que, por ser la demandante una compañía aérea de bajo coste (low-cost), sería difícil que se encontrara en la posición singular que le permitiera retomar las conexiones de una compañía aérea tradicional como Alitalia, no puede cuestionar el hecho de que las partes son competidoras en el mercado italiano e internacional del transporte aéreo de pasajeros. En efecto, de la jurisprudencia se desprende que, a efectos del examen de la admisibilidad, basta con comprobar que la demandante es un competidor del beneficiario de las medidas estatales denunciadas, en la medida en que ambas empresas prestan, directa o indirectamente, servicios regulares de transporte aéreo de pasajeros con origen o destino en aeropuertos italianos, en particular, en aeropuertos regionales (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de 10 de mayo de 2006, Air One/Comisión, T‑395/04, Rec. p. II‑1343, apartado 38).
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72. Além disso, o argumento das intervenientes segundo o qual, uma vez que a recorrente é uma companhia aérea de baixo custo («low cost»), é difícil considerar que se tenha encontrado na posição singular de retomar as ligações efetuadas por uma companhia aérea tradicional como a Alitalia não põe em causa o facto de que as partes são concorrentes no mercado italiano e internacional de transporte aéreo de passageiros. Com efeito, resulta da jurisprudência que, para efeitos da apreciação da admissibilidade, basta reconhecer que a recorrente é uma concorrente do beneficiário das medidas estatais denunciadas, na medida em que essas duas empresas exploram, direta ou indiretamente, serviços regulares de transporte aéreo de passageiros a partir de, ou com destino aos, aeroportos italianos, nomeadamente aeroportos regionais (v., neste sentido, acórdão do Tribunal Geral de 10 de maio de 2006, Air One/Comissão, T‑395/04, Colet., p. II‑1343, n.° 38).
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73. A la vista de las anteriores consideraciones, procede declarar que la demandante es parte interesada por su condición de empresa competidora del beneficiario de la supuesta ayuda de Estado –sea ese beneficiario Alitalia o sea la CAI, como ella sostiene– cuyos intereses podrían verse afectados por la concesión de esa ayuda. Esa condición particular de parte interesada, ligada al objeto específico del recurso tal como ha sido descrito en el apartado 68 supra, basta para individualizarla, de acuerdo con la jurisprudencia citada en el apartado 64 supra. Por tanto, el presente recurso es admisible en la medida en que se dirige contra la segunda Decisión impugnada, sin que sea necesario examinar las alegaciones de la demandante referentes a que la medida notificada afectó sustancialmente a su posición competitiva.
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73. Tendo em conta o exposto, há que reconhecer que a recorrente é parte interessada enquanto empresa concorrente do beneficiário do pretenso auxílio de Estado – quer esse beneficiário seja a Alitalia ou a CAI, como ela própria alega – cujos interesses podem ser afetados pela concessão do referido auxílio. Esta qualidade específica de parte interessada ligada ao objetivo específico do recurso tal como acima descrito no n.° 68 basta para a individualizar, em conformidade com a jurisprudência referida no n.° 64 supra . Por conseguinte, o presente recurso, na medida em que tem por objeto a segunda decisão impugnada, é admissível, sem que seja necessário examinar os argumentos da recorrente relativos à afetação substancial da sua posição concorrencial pela medida notificada.
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2. Sobre el objeto del control del Tribunal
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2. Quanto ao objeto da fiscalização do Tribunal
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74. Por lo que respecta al objeto del control que el Tribunal General debe llevar a cabo, hay que precisar que un demandante, cuando pretende que se salvaguarden los derechos de procedimiento que le confiere el artículo 88 CE, apartado 2, puede invocar cualquiera de las causas de ilegalidad enumeradas en el artículo 230 CE, párrafo segundo, siempre que tengan por objeto la anulación de la Decisión impugnada y, en definitiva, la incoación por la Comisión del procedimiento previsto en el artículo 88 CE, apartado 2 (sentencia del Tribunal de 10 de febrero de 2009, Deutsche Post y DHL International/Comisión, T‑388/03, Rec. p. II‑199, apartado 66).
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74. No que respeita ao objeto da fiscalização que deve ser efetuada pelo Tribunal, há que precisar que, quando pretende obter a salvaguarda dos direitos processuais que lhe são conferidos pelo artigo 88.°, n.° 2, CE, o recorrente pode invocar qualquer dos fundamentos enumerados no artigo 230.°, segundo parágrafo, CE, desde que os mesmos se destinem a obter a anulação da decisão impugnada e, em última análise, a abertura, pela Comissão, do procedimento previsto pelo artigo 88.°, n.° 2, CE. Em contrapartida, não compete ao Tribunal Geral, nesta fase do procedimento de exame de um auxílio pela Comissão, pronunciar‑se sobre a existência de um auxílio ou sobre a sua compatibilidade com o mercado comum (acórdão do Tribunal Geral de 10 de fevereiro de 2009, Deutsche Post e DHL International/Comissão, T‑388/03, Colet., p. II‑199, n.° 66).
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75. Según la jurisprudencia del Tribunal de Justicia, el concepto de ayuda de Estado, tal como se define en el Tratado, tiene carácter jurídico y debe interpretarse sobre la base de elementos objetivos. Por esta razón, el órgano jurisdiccional de la Unión deberá, en principio, y teniendo en cuenta tanto determinados elementos concretos del litigio del que conoce como el carácter técnico o complejo de las apreciaciones realizadas por la Comisión, ejercer un control completo por lo que respecta a la cuestión de si una medida está comprendida dentro del ámbito de aplicación del artículo 87 CE, apartado 1 (sentencia del Tribunal de Justicia de 22 de diciembre de 2008, British Aggregates/Comisión, C‑487/06 P, Rec. p. I‑10515, apartado 111).
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75. Ora, segundo a jurisprudência do Tribunal de Justiça, o conceito de auxílio de Estado, como definido pelo Tratado, é um conceito jurídico e deve ser interpretado com base em elementos objetivos. Por essa razão, o juiz da União deve, em princípio, tendo em conta tanto os elementos concretos do litígio submetido à sua apreciação como o caráter técnico ou complexo das apreciações feitas pela Comissão, exercer uma fiscalização exaustiva no que respeita à questão de saber se uma medida se enquadra no âmbito de aplicação do artigo 87.°, n.° 1, CE (acórdão do Tribunal de Justiça de 22 de dezembro de 2008, British Aggregates/Comissão, C‑487/06 P, Colet., p. I‑10515, n.° 111).
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76. Ello es cierto, máxime si se considera que, según reiterada jurisprudencia, cuando la Comisión no puede llegar a la convicción, tras un primer examen en el procedimiento previsto en el artículo 88 CE, apartado 3, de que la medida estatal de que se trate no constituye «una ayuda», en el sentido del artículo 87 CE, apartado 1, o de que, en el caso de que se la califique de ayuda, es compatible con el Tratado, o cuando dicho procedimiento no le haya permitido superar todas las dificultades inherentes a la apreciación de la compatibilidad de la medida considerada, dicha institución está obligada a iniciar el procedimiento previsto en el artículo 88 CE, apartado 2, «sin ostentar a este respecto ningún margen de apreciación». Por lo demás, confirma expresamente esta obligación el artículo 4, apartado 4, en relación con el artículo 13, apartado 1, del Reglamento nº 659/1999 (sentencia British Aggregates/Comisión, citada en el apartado 75 supra, apartado 113).
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76. Isto é tanto mais verdade quanto é jurisprudência assente que, quando a Comissão não puder adquirir a convicção, no termo de uma primeira análise no âmbito do procedimento previsto no artigo 88.°, n.° 3, CE, de que a medida estatal em causa não constitui um «auxílio» na aceção do artigo 87.°, n.° 1, CE ou de que, se for qualificada de auxílio, é compatível com o Tratado, ou quando este procedimento não lhe tiver permitido ultrapassar todas as dificuldades levantadas pela apreciação da compatibilidade da medida em causa, essa instituição tem a obrigação de dar início ao procedimento previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE «sem dispor, nesta matéria, de uma margem de apreciação». Esta obrigação é, aliás, expressamente confirmada pelas disposições conjugadas dos artigos 4.°, n.° 4, e 13.°, n.° 1, do Regulamento n.° 659/1999 (acórdão British Aggregates/Comissão, referido no n.° 75 supra, n.° 113).
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77. A este respecto, también procede recordar que, según la jurisprudencia, el concepto de serias dificultades tiene carácter objetivo. La existencia de tales dificultades debe buscarse tanto en las circunstancias en que se adoptó el acto impugnado como en su contenido, de forma objetiva, relacionando la motivación de la Decisión con los elementos de que disponía la Comisión cuando se pronunció sobre la compatibilidad de las ayudas controvertidas con el mercado común (sentencia del Tribunal de 15 de marzo de 2001, Prayon-Rupel/Comisión, T‑73/98, Rec. p. II‑867, apartado 47; véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de 18 de septiembre de 1995, SIDE/Comisión, T‑49/93, Rec. p. II‑2501, apartado 60). La parte demandante soporta la carga de la prueba de la existencia de serias dificultades, prueba que puede establecer a partir de un conjunto de indicios concordantes, relativos, por un lado, a las circunstancias y a la duración del procedimiento de examen previo y, por otro lado, al contenido de la Decisión impugnada (sentencia del Tribunal de 3 de marzo de 2010, Bundesverband deutscher Banken/Comisión, T‑36/06, Rec. p. II‑537, apartado 127).
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77. Deve igualmente recordar‑se que, de acordo com a jurisprudência, o conceito de dificuldades sérias reveste caráter objetivo. A existência de tais dificuldades deve ser apreciada tanto em função das circunstâncias da adoção do ato impugnado como do seu conteúdo, de modo objetivo, relacionando as razões da decisão com os elementos de que a Comissão dispunha quando se pronunciou sobre a compatibilidade dos auxílios controvertidos com o mercado comum (acórdão do Tribunal Geral de 15 de março de 2001, Prayon‑Rupel/Comissão, T‑73/98, Colet., p. II‑867, n.° 47; v., neste sentido, acórdão do Tribunal Geral de 18 de setembro de 1995, SIDE/Comissão, T‑49/93, Colet., p. II‑2501, n.° 60). Incumbe ao recorrente fazer a prova da existência de dificuldades sérias, prova essa que pode fazer a partir de uma série de indícios concordantes, relativos, por um lado, às circunstâncias e à duração da fase preliminar de análise e, por outro, ao conteúdo da decisão impugnada (acórdão do Tribunal Geral de 3 de março de 2010, Bundesverband deutscher Banken/Comissão, T‑36/06, Colet., p. II‑537, n.° 127).
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78. En efecto, si bien no dispone de ninguna facultad discrecional en cuanto a la decisión de incoar el procedimiento de investigación formal, cuando aprecia la existencia de tales dudas, la Comisión disfruta de cierto margen de apreciación en la investigación y el examen de las circunstancias para determinar si éstas suscitan dificultades serias. Conforme a la finalidad del artículo 88 CE, apartado 3, y al deber de buena administración que le incumbe, la Comisión puede, en particular, iniciar un diálogo con el Estado notificante o con terceros con objeto de superar, en el transcurso del procedimiento previo, las dificultades que en su caso hayan surgido (sentencias Prayon-Rupel/Comisión, citada en el apartado 77 supra, apartado 45, y Bundesverband deutscher Banken/Comisión, citada en el apartado 77 supra, apartado 126). Pues bien, esta facultad presupone que la Comisión pueda adaptar su postura en función de los resultados del diálogo entablado, sin que esta adaptación deba interpretarse a priori como la acreditación de la existencia de serias dificultades (sentencia del Tribunal de 12 de diciembre de 2006, Asociación de Estaciones de Servicio de Madrid y Federación Catalana de Estaciones de Servicio/Comisión, T‑95/03, Rec. p. II‑4739, apartado 139).
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78. Embora não disponha de poder discricionário quanto à decisão de dar início ao procedimento formal de investigação quando constata a existência de tais dificuldades, a Comissão goza, contudo, de uma certa margem de apreciação na investigação e no exame das circunstâncias do caso em apreço, a fim de determinar se estas suscitam dificuldades sérias. Em conformidade com o objetivo do artigo 88.°, n.° 3, CE e com o dever de boa administração que lhe incumbe, a Comissão pode, nomeadamente, dar início a um diálogo com o Estado que procedeu à notificação ou com terceiros a fim de superar, na fase preliminar, as dificuldades que tenha eventualmente encontrado (acórdãos Prayon‑Rupel/Comissão, referido no n.° 77 supra, n.° 45, e Bundesverband deutscher Banken/Comissão, referido no n.° 77 supra, n.° 126). Ora, esta faculdade pressupõe que a Comissão possa adaptar a sua posição em função dos resultados do diálogo estabelecido, sem que esta adaptação deva a priori ser interpretada como a prova da existência de dificuldades sérias (acórdão do Tribunal Geral de 12 de dezembro de 2006, Asociación de Estaciones de Servicio de Madrid e Federación Catalana de Estaciones de Servicio/Comissão, T‑95/03, Colet., p. II‑4739, n.° 139).
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79. Igualmente se desprende de la jurisprudencia que el carácter insuficiente o incompleto del examen llevado a cabo por la Comisión durante la fase previa de examen constituye un indicio de la existencia de dificultades serias (véase la sentencia del Tribunal de 9 de septiembre de 2010, British Aggregates y otros/Comisión, T‑359/04, Rec. p. II‑0000, apartado 57, y la jurisprudencia allí citada).
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79. Resulta igualmente da jurisprudência que o caráter insuficiente ou incompleto da análise efetuada pela Comissão no processo de análise preliminar constitui um indício da existência de dificuldades sérias (v. acórdão do Tribunal Geral de 9 de setembro de 2010, British Aggregates e o./Comissão, T‑359/04, Colet., p. II‑0000, n.° 57 e jurisprudência referida).
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80. En el caso de autos, la Comisión adoptó la segunda Decisión impugnada sin incoar el procedimiento de investigación formal y legalmente sólo podía actuar así si el examen previo no ponía de manifiesto serias dificultades. En efecto, si existieran tales dificultades, dicha Decisión podría ser anulada por este solo motivo, debido a la omisión del examen contradictorio y minucioso previsto en el Tratado CE, aunque no pudiera demostrarse que las apreciaciones de la Comisión sobre el fondo fueran erróneas en Derecho o de hecho (véase, en este sentido, la sentencia British Aggregates y otros/Comisión, citada en el apartado 79 supra, apartado 58).
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80. No caso vertente, dado que a segunda decisão impugnada foi adotada sem abertura da fase formal de investigação, a Comissão só podia, portanto, adotá‑la legalmente se a análise preliminar não revelasse dificuldades sérias. Com efeito, se tais dificuldades existissem, a referida decisão poderia ser anulada unicamente por esse motivo, por ter sido omitida a investigação contraditória e aprofundada prevista pelo Tratado CE, mesmo que não estivesse demonstrado que as apreciações materiais da Comissão eram jurídica ou factualmente erradas (v., neste sentido, acórdão British Aggregates e o./Comissão, referido no n.° 79 supra, n.° 58).
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81. Por tanto, deben examinarse todos los motivos articulados por la demandante contra la segunda Decisión impugnada con el fin de apreciar si permiten comprobar que existen dificultades serias determinantes de la obligación de la Comisión de incoar el procedimiento de investigación formal previsto en el artículo 88 CE, apartado 2 (véanse, en este sentido, las sentencias del Tribunal de 13 de enero de 2004, Thermenhotel Stoiser Franz y otros/Comisión, T‑158/99, Rec. p. II‑1, apartado 91, y de 20 de septiembre de 2007, Fachvereinigung Mineralfaserindustrie/Comisión, T‑375/03, no publicada en la Recopilación, apartados 67 y 77).
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81. Assim, há que analisar a totalidade dos fundamentos suscitados pela recorrente contra a segunda decisão impugnada, a fim de apreciar a questão de saber se permitem identificar dificuldades sérias perante as quais a Comissão teria sido obrigada a dar início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE (v., neste sentido, acórdãos do Tribunal Geral de 13 de janeiro de 2004, Thermenhotel Stoiser Franz e o./Comissão, T‑158/99, Colet., p. II‑1, n.° 91, e de 20 de setembro de 2007, Fachvereinigung Mineralfaserindustrie/Comissão, T‑375/03, não publicado na Coletânea, n. os 67 e 77).
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3. Sobre el fondo
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3. Quanto ao mérito
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82. La demandante invoca siete motivos en apoyo de su recurso en tanto en cuanto tiene por objeto la anulación de la segunda Decisión impugnada.
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82. A recorrente invoca sete fundamentos em apoio do seu recurso, na parte em que pede a anulação da segunda decisão impugnada.
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83. El primer motivo se basa en no haber incoado el procedimiento de investigación formal previsto en el artículo 88 CE, apartado 2, pese a las dificultades serias supuestamente encontradas por la Comisión. Procede señalar, además, que la demandante cita, en el marco del primer motivo, diez errores de los que adolece, según ella, el examen de la Comisión. Indica que esa lista –que califica de «no exhaustiva»– de lagunas u omisiones que vician la segunda Decisión impugnada demuestra que la extensión y la complejidad del examen realizado por la Comisión justificaba la incoación de un procedimiento de investigación formal. Procede examinar esos supuestos errores o lagunas en el marco de la apreciación de otros motivos formulados en el presente recurso, en la medida en que están relacionados con ellos.
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83. O primeiro fundamento é relativo ao facto de não ter sido dado início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE, apesar das dificuldades sérias pretensamente encontradas pela Comissão. Há que salientar, além disso, que, no âmbito do primeiro fundamento, a recorrente cita dez erros que, em sua opinião, viciam a análise da Comissão. Indica que essa lista – que qualifica de «não exaustiva» – de lacunas ou omissões de que padece a segunda decisão impugnada demonstra que a dimensão e a complexidade da análise efetuada pela Comissão justificava a abertura de um procedimento formal de investigação. Na medida em que esses pretensos erros ou lacunas estão relacionados com os outros fundamentos invocados no presente recurso, devem ser examinados no quadro da apreciação relativa a tais fundamentos.
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84. El segundo motivo se basa en la falta de competencia de la Comisión para adoptar una decisión condicional de inexistencia de ayuda tras haber efectuado un simple examen previo. En este motivo la demandante también formula determinadas alegaciones que no se refieren a la competencia de la Comisión para adoptar la segunda Decisión impugnada, sino que merecen una apreciación en cuanto al fondo, a saber, el carácter supuestamente no realista de los compromisos adoptados por la República Italiana según los cuales la venta de los activos del grupo Alitalia se realizaría a precio de mercado.
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84. O segundo fundamento é relativo à falta de competência da Comissão para adotar uma decisão condicional declarando não haver um auxílio, depois de ter efetuado um simples exame preliminar. No âmbito deste fundamento, a recorrente invoca igualmente certos argumentos que não têm a ver com a competência da Comissão para adotar a segunda decisão impugnada, mas que merecem uma apreciação do mérito, isto é, o caráter pretensamente irrealista dos compromissos assumidos pela República Italiana segundo os quais a venda dos ativos do grupo Alitalia seria feita ao preço do mercado.
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85. El tercer motivo, dividido en tres partes, se basa en un error manifiesto de apreciación al no haber examinado la Comisión, supuestamente, todas las características pertinentes de las medidas controvertidas en su contexto, así como en un incumplimiento por la Comisión de su obligación de motivación, habida cuenta de la falta de justificación de esa omisión.
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85. O terceiro fundamento, dividido em três partes, é relativo a um erro manifesto de apreciação pretensamente resultante do facto de a Comissão não ter analisado a totalidade das características pertinentes das medidas controvertidas no seu contexto, bem como à violação do dever de fundamentação por parte da Comissão, tendo em conta a falta de justificação dessa omissão.
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86. El cuarto motivo, dividido en dos partes, se basa en un error de Derecho, al haber ignorado supuestamente la Comisión las opciones distintas de la venta de los activos del grupo Alitalia, así como en un incumplimiento por la Comisión de su obligación de motivación, habida cuenta de la falta de justificación de esa omisión.
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86. O quarto fundamento, dividido em duas partes, é relativo a um erro de direito, dado que a Comissão terá pretensamente ignorado outras opções além da venda dos ativos do grupo Alitalia, bem como à violação do dever de fundamentação por parte da Comissão, tendo em conta a falta de justificação dessa omissão.
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87. El quinto motivo, dividido en cinco partes, se basa en no haber aplicado a la venta de activos el criterio del inversor privado que opera en las condiciones normales de una economía de mercado.
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87. O quinto fundamento, dividido em cinco partes, é relativo à não aplicação à venda de ativos do critério do investidor privado que opera em condições normais de uma economia de mercado.
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88. El sexto motivo se basa en un error de identificación de la parte que debe devolver la ayuda.
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88. O sexto fundamento é relativo a um erro de identificação da parte que deve reembolsar o auxílio.
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89. El séptimo motivo se basa en un incumplimiento de la obligación de motivación en lo relativo, en particular, a las carencias del examen de la Comisión invocadas por la demandante en el marco de los motivos tercero y cuarto, a saber, por una parte, no haber examinado todas las características de las medidas en su contexto y, por otra parte, no haber examinado otras opciones distintas de la v enta de activos.
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89. O sétimo fundamento é relativo a uma violação do dever de fundamentação no que respeita, nomeadamente, às lacunas da apreciação da Comissão invocadas pela recorrente no âmbito do terceiro e quarto fundamentos, a saber, por um lado, a inexistência de uma análise do conjunto das características das medidas no seu con texto e, por outro, o facto de não ter examinado outras opções além da venda de ativos.
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90. Para examinar los motivos anteriormente expuestos procede establecer una distinción, clasificándolos en tres categorías, según persigan que se constate bien la incompetencia de la Comisión para adoptar la segunda Decisión impugnada, bien el incumplimiento por ésta de la obligación de incoar el procedimiento de investigación formal, bien el incumplimiento de la obligación de motivación.
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90. Para efeitos da análise dos fundamentos expostos acima, há que efetuar uma distinção, classificando‑os em três categorias, consoante pretendem que seja declarada a incompetência da Comissão para adotar a segunda decisão impugnada, a violação da obrigação de dar início ao procedimento formal de investigação por esta última ou a violação do dever de fundamentação.
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91. Procede examinar, en primer lugar, el segundo motivo, basado en la incompetencia de la Comisión para adoptar la segunda Decisión impugnada, a continuación, de manera correlativa, los motivos basados en el incumplimiento de la obligación de incoar el procedimiento de investigación formal –a saber, las dos primeras partes del tercer motivo, la primera parte del cuarto motivo, el quinto motivo, el sexto motivo, el primer motivo y las alegaciones formuladas en el marco de segundo motivo sobre el carácter no realista de los compromisos asumidos por las autoridades italianas– y, por último, los motivos basados en el incumplimiento de la obligación de motivación, a saber, el séptimo motivo, las partes segunda y tercera del tercer motivo y la segunda parte del cuarto motivo.
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91. Há, portanto, que examinar, em primeiro lugar, o segundo fundamento, relativo à incompetência da Comissão para adotar a segunda decisão impugnada, e, em seguida, sucessivamente, os fundamentos relativos à violação da obrigação de dar início ao procedimento formal de investigação – ou seja, as duas primeiras partes do terceiro fundamento, a primeira parte do quarto fundamento, o quinto fundamento, o sexto fundamento, o primeiro fundamento, bem como os argumentos invocados no quadro do segundo fundamento quanto ao caráter irrealista dos compromissos assumidos pelas autoridades italianas – e, finalmente, os fundamentos relativos à violação do dever de fundamentação – isto é, o sétimo fundamento, a segunda e terceira partes do terceiro fundamento e a segunda parte do quarto fundamento.
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a) Sobre el segundo motivo, basado en la falta de competencia de la Comisión para adoptar una decisión condicional tras un examen previo
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a) Quanto ao segundo fundamento, relativo à falta de competência da Comissão para adotar uma decisão condicional após uma análise preliminar
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92. La demandante cuestiona el fundamento sobre el que se adoptó la segunda Decisión impugnada, a saber, el artículo 4, apartado 2, del Reglamento nº 659/1999, que, según ella, no permite a la Comisión adoptar una decisión «condicional» de inexistencia de ayuda tras un simple examen previo, sino únicamente al término de un procedimiento de investigación formal, con arreglo al artículo 7, apartado 4, del Reglamento nº 659/1999, en conexión con una comprobación de la compatibilidad de la ayuda con el mercado común. Añade que, habida cuenta de la parte dispositiva de la segunda Decisión impugnada, la comprobación de la inexistencia de ayuda depende de un hecho incierto, a saber, el cumplimiento por las autoridades italianas de una serie de compromisos de actuación que se asemejan a las condiciones que se desprenden de decisiones adoptadas por la Comisión con arreglo al artículo 7, apartado 4, de dicho Reglamento. Por último señala que, según jurisprudencia reiterada, la incompetencia de la institución que adoptó el acto impugnado constituye un motivo de anulación de orden público que el juez de la Unión debe señalar de oficio.
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92. A recorrente põe em causa o fundamento com base no qual a segunda decisão impugnada foi adotada, ou seja, o artigo 4.°, n.° 2, do Regulamento n.° 659/1999, que, segundo a recorrente, não permite à Comissão adotar uma decisão «condicional» declarando que não existe um auxílio na sequência de uma simples investigação preliminar, mas apenas no termo de um procedimento formal de investigação, nos termos do artigo 7.°, n.° 4, do Regulamento n.° 659/1999, em conjugação com uma declaração de compatibilidade do auxílio com o mercado comum. Alega ainda que, atendendo ao dispositivo da segunda decisão impugnada, a declaração de que não existe um auxílio depende de um evento incerto, ou seja, o cumprimento de um número de compromissos comportamentais pelas autoridades italianas que são semelhantes aos requisitos decorrentes das decisões tomadas pela Comissão ao abrigo do artigo 7.°, n.° 4, do referido regulamento. Por último, indica que, segundo a jurisprudência, a incompetência da instituição que adotou o ato impugnado constitui um fundamento de anulação de ordem pública que deve ser objeto de conhecimento oficioso pelo juiz da União.
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93. Procede recordar, en primer lugar, que, según el artículo 4, apartados 2 a 4, del Reglamento nº 659/1999, la Comisión puede adoptar tres tipos de decisiones al término de la fase de examen previo. Puede declarar que la medida notificada no constituye una ayuda o que, aunque constituye una ayuda, no plantea dudas en cuanto a su compatibilidad con el mercado común (la denominada «decisión de no formular objeciones»), o bien que plantea dudas y decidir incoar el procedimiento de investigación formal. A continuación procede señalar que la Comisión está facultada para adoptar una decisión positiva, con arreglo al artículo 7, apartado 3, del Reglamento nº 659/1999 (que declare, en su caso, tras la modificación por el Estado miembro afectado, que una medida es compatible con el mercado común), y acompañarla de condiciones que le permitan reconocer la compatibilidad de dicha medida con el mercado común y de obligaciones que le permitan controlar la observancia de dicha decisión, de acuerdo con el artículo 7, apartado 4, de ese Reglamento.
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93. Há que recordar, antes de mais, que, no termo da fase preliminar de análise e em conformidade com o artigo 4.°, n. os 2 a 4, do Regulamento n.° 659/1999, a Comissão pode tomar três tipos de decisões. Pode concluir que a medida notificada não constitui um auxílio, ou que a medida, embora constitua um auxílio, não suscita dúvidas quanto à sua compatibilidade com o mercado comum (denominada «decisão de não levantar objeções»), ou ainda que suscita dúvidas e decidir dar início ao procedimento formal de investigação. Em seguida, há que salientar que a Comissão tem o poder de adotar uma decisão positiva ao abrigo do artigo 7.°, n.° 3, do Regulamento n.° 659/1999 (que declare, eventualmente após alterações pelo Estado‑Membro em causa, que uma medida é compatível com o mercado comum), e impor condições que lhe permitam considerar o auxílio compatível com o mercado comum e obrigações que lhe permitam controlar o cumprimento desta decisão, nos termos do artigo 7.°, n.° 4, deste mesmo regulamento.
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94. De este modo, debe señalarse que, a diferencia de decisiones como la segunda Decisión impugnada, adoptadas al término de la fase de examen previo, el artículo 7, apartado 4, del Reglamento nº 659/1999 versa sobre decisiones positivas, por las que la Comisión constata la existencia de una ayuda conforme al artículo 87 CE, apartado 1, que a continuación declara compatible con el mercado común. Esa disposición no es aplicable en el caso de autos, pues la Comisión concluyó que, teniendo en cuenta los compromisos asumidos por la República Italiana, la medida notificada no constituye una ayuda de Estado y, en consecuencia, no entra en el ámbito de aplicación del artículo 87 CE, apartado 1.
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94. Assim, deve salientar‑se que, diversamente das decisões tomadas no termo da fase preliminar de análise, como a segunda decisão impugnada, o artigo 7.°, n.° 4, do Regulamento n.° 659/1999 diz respeito às decisões positivas, em que a Comissão declara a existência de um auxílio, nos termos do artigo 87.°, n.° 1, CE, que em seguida declara compatível com o mercado comum. Esta disposição não é aplicável no caso vertente, uma vez que a Comissão concluiu que a medida notificada, tendo em conta os compromissos assumidos pela República Italiana, não constitui um auxílio de Estado e, portanto, não é abrangida pelo artigo 87.°, n.° 1, CE.
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95. De ello se deduce que la segunda Decisión impugnada no puede calificarse de decisión condicional, en el sentido del artículo 7, apartado 4, del Reglamento nº 659/1999, que impone condiciones u obligaciones al Estado miembro, ni de decisión que impone modificaciones al proyecto notificado, sino, tal como sostuvo la Comisión, de decisión que tiene en cuenta los compromisos de actuación asumidos voluntariamente por el Estado en la fase de notificación de la medida controvertida con el fin de aclarar ciertos aspectos. Por tanto, tales compromisos forman parte integrante de la medida notificada, tal como se desprende de la parte dispositiva de la segunda Decisión impugnada.
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95. Daqui resulta que a segunda decisão impugnada não pode ser qualificada de decisão condicional, na aceção do artigo 7.°, n.° 4, do Regulamento n.° 659/1999, que impõe condições ou obrigações ao Estado‑Membro, nem de decisão que impõe alterações ao projeto notificado, mas, como sustentou a Comissão, de decisão que tem em conta os compromissos comportamentais assumidos voluntariamente pelo Estado na fase da notificação da medida controvertida, a fim de clarificar certos pontos. Assim, estes compromissos fazem parte integrante da medida notificada, o que resulta aliás do dispositivo da segunda decisão impugnada.
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96. Por tanto, en contra de lo que sostiene la demandante, la Comisión es competente para adoptar, sobre la base del artículo 4, apartado 2, del Reglamento nº 659/1999, una decisión como la segunda Decisión impugnada, por la que, a la vez que declara la inexistencia de la ayuda de Estado, toma conocimiento de los compromisos asumidos por el Estado miembro.
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96. Por conseguinte, contrariamente ao que sustenta a recorrente, a Comissão é competente para adotar, com base no artigo 4.°, n.° 2, do Regulamento n.° 659/1999, uma decisão em que, como a segunda decisão impugnada, ao mesmo tempo que declara que não há um auxílio, toma nota dos compromissos assumidos pelo Estado‑Membro.
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97. En consecuencia, el segundo motivo debe desestimarse por infundado.
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97. O segundo fundamento deve, portanto, ser considerado improcedente.
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b) Sobre los motivos basados en el incumplimiento de la obligación de incoar el procedimiento de investigación formal
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b) Quanto aos fundamentos relativos à violação da obrigação de dar início ao procedimento formal de investigação
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98. Por lo que respecta a esta categoría de motivos, debe determinarse, en el caso de autos, a la vista de las imputaciones formuladas en cada uno de ellos, si el examen efectuado por la Comisión podía excluir la presencia de dificultades serias y, con ello, justificar la decisión de no incoar el procedimiento de investigación formal. A este respecto, procede examinar, sucesivamente, las imputaciones formuladas en los motivos tercero, cuarto, quinto y sexto y, finalmente, en el primer motivo, en cuyo marco también se examinarán las alegaciones de la demandante en el segundo motivo que no se refieren a la competencia, sino que versan sobre el carácter supuestamente no realista de los compromisos asumidos por las autoridades italianas.
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98. No que respeita a esta categoria de fundamentos, há que determinar, no caso em apreço, à luz das alegações formuladas em cada um dos fundamentos, se a análise efetuada pela Comissão era suscetível de excluir a presença de dificuldades sérias, de forma a justificar a decisão de não abertura do procedimento formal de investigação. A este respeito, há que analisar, sucessivamente, as alegações formuladas no âmbito do terceiro fundamento, no âmbito do quarto, quinto e sexto fundamentos e, por último, as formuladas no âmbito do primeiro fundamento, no âmbito do qual serão igualmente examinados os argumentos da recorrente invocados no âmbito do segundo fundamento, que não têm a ver com a competência, mas são relativas ao caráter pretensamente irrealista dos compromissos assumidos pelas autoridades italianas.
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Sobre las imputaciones formuladas en el marco del tercer motivo, basado en la falta de examen por la Comisión de todas las características pertinentes de las medidas en su contexto
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Quanto às alegações no âmbito do terceiro fundamento, relativo à falta de exame pela Comissão de todas as características pertinentes das medidas no seu contexto
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99. El tercer motivo se divide en tres partes. Las partes primera y segunda se basan en un error manifiesto de apreciación, por la falta de examen por la Comisión de todo el procedimiento de administración extraordinaria y de las circunstancias en que se adoptaron las modificaciones introducidas en ese procedimiento. La tercera parte se basa en un incumplimiento de la obligación de motivación de la Comisión, por no haber justificado esa falta de examen.
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99. O terceiro fundamento subdivide‑se em três partes. A primeira e segunda partes são relativas a um erro manifesto de apreciação, resultante da falta de exame do conjunto do procedimento de administração extraordinária e das circunstâncias da adoção das alterações introduzidas no referido procedimento pela Comissão. A terceira parte é relativa a uma violação do dever de fundamentação da Comissão por não ter justificado o facto de não ter procedido ao referido exame.
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100. Procede examinar conjuntamente las imputaciones formuladas en el marco de las dos primeras partes del tercer motivo.
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100. Há que examinar conjuntamente as alegações formuladas no âmbito das duas primeiras partes do terceiro fundamento.
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101. En la primera parte, la demandante alega que la Comisión cometió un error manifiesto de apreciación al no examinar si el procedimiento de administración extraordinaria, que constituye una excepción al régimen común en materia de quiebra, había dado lugar, por sí mismo, a la concesión de una ayuda, limitándose a examinar determinadas modificaciones del procedimiento introducidas por el Decreto ley nº 134. En la segunda parte, la demandante sostiene que la Comisión cometió un error manifiesto de apreciación al decidir no examinar las circunstancias que rodearon a la adopción de modificaciones en el procedimiento de administración extraordinaria y, en particular, las medidas que permitieron que Alitalia y la CAI eludiesen las cargas del personal relativas al desempleo y a la seguridad social que, según la demandante, estaban incluidas en el plan para la venta de los activos del grupo Alitalia y constituían un requisito exigido por los sindicatos y la CAI para dar su aprobación a ese plan.
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101. No âmbito da primeira parte, a recorrente alega que a Comissão cometeu um erro manifesto de apreciação na medida em que não analisou se o procedimento de administração extraordinária, que derroga as regras de direito comum em matéria de falências, tinha dado lugar, por si mesmo, à concessão de um auxílio, mas se limitou a analisar certas alterações do procedimento introduzidas pelo Decreto‑Lei n.° 134. No âmbito da segunda parte, a recorrente sustenta que a Comissão cometeu um erro manifesto de apreciação ao decidir não analisar as circunstâncias que rodearam a adoção das alterações ao procedimento de administração extraordinária, em especial as medidas que permitiam à Alitalia e à CAI evitar os encargos com pessoal relacionados com o desemprego e a segurança social que, segundo a recorrente, eram parte integrante do plano para a venda dos ativos do grupo Alitalia e representavam uma condição imposta pelos sindicatos e pela CAI para darem o seu acordo a esse plano.
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102. Procede señalar, con carácter preliminar, por lo que respecta al examen efectuado por la Comisión en la fase de examen previo, que ésta está obligada a examinar todos los elementos de hecho y de Derecho que las personas, empresas o asociaciones que puedan verse afectadas en sus intereses por la concesión de la ayuda le hayan comunicado (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de Justicia de 2 de abril de 1998, Comisión/Sytraval y Brink’s France, C‑367/95 P, Rec. p. I‑1719, apartado 51). Por tanto, en el marco del examen previo establecido en el artículo 88, apartado 3, del Tratado, la Institución debe realizar su apreciación a la luz tanto de la información proporcionada por el Estado afectado como de la información facilitada por los eventuales denunciantes (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de Justicia de 3 de mayo de 2001, Portugal/Comisión, C‑204/97, Rec. p. I‑3175, apartado 35).
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102. Importa salientar, a título preliminar, no que se refere ao exame feito pela Comissão na fase de análise preliminar, que esta é obrigada a examinar o conjunto dos elementos de facto e de direito que as pessoas, empresas ou associações cujos interesses possam ter sido afetados pela concessão do auxílio levaram ao seu conhecimento (v., neste sentido, acórdão do Tribunal de Justiça de 2 de abril de 1998, Comissão/Sytraval e Brink’s France, C‑367/95 P, Colet., p. I‑1719, n.° 51). É, portanto, à luz quer das informações notificadas pelo Estado em questão quer das informações fornecidas por eventuais queixosos que a instituição deve fazer a sua apreciação no quadro da análise preliminar instituída pelo artigo 88.°, n.° 3, do Tratado (v., neste sentido, acórdão do Tribunal de Justiça de 3 de maio de 2001, Portugal/Comissão, C‑204/97, Colet., p. I‑3175, n.° 35).
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103. Igualmente procede recordar que el juez de la Unión debe examinar la legalidad de una decisión en materia de ayudas de Estado en función de la información de que podía disponer la Comisión en el momento en que la adoptó (sentencias del Tribunal de Justicia de 15 de abril de 2008, Nuova Agricast, C‑390/06, Rec. p. I‑2577, apartado 54, y de 2 de septiembre de 2010, Comisión/Scott, C‑290/07 P, Rec. p. I‑0000, apartado 91).
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103. Recorde‑se igualmente que a legalidade de uma decisão em matéria de auxílios de Estado deve ser apreciada pelo juiz da União em função dos elementos de informação de que a Comissão podia dispor no momento em que a tomou (acórdãos do Tribunal de Justiça de 15 de abril de 2008, Nuova Agricast, C‑390/06, Colet., p. I‑2577, n.° 54, e de 2 de setembro de 2010, Comissão/Scott, C‑290/07 P, Colet., p. I‑0000, n.° 91).
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104. También debe recordarse que la Comisión no está obligada a examinar de oficio y por suposición qué elementos podrían habérsele presentado en el procedimiento administrativo (véase, en este sentido, la sentencia Comisión/Sytraval y Brink’s France, citada en el apartado 102 supra, apartado 60).
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104. Além disso, há que recordar que a Comissão não tem o dever de examinar oficiosamente e através de uma suposição quais os elementos que poderiam ter‑lhe sido apresentados durante o procedimento administrativo (v., neste sentido, acórdão Comissão/Sytraval e Brink’s France, referido no n.° 102 supra, n.° 60).
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105. Por lo que respecta a las imputaciones formuladas en la primera parte, procede señalar que, tal como se ha indicado en los apartados 33 y 34 supra, la Comisión, por una parte, examinó el marco legislativo que regula el procedimiento de administración extraordinaria y el papel desempeñado por los distintos actores en que éste se apoyaba y, por otra parte, apreció la medida de venta de activos a través de la convocatoria de manifestación de interés y de un procedimiento de licitación directa a la vista del régimen introducido por el Decreto ley nº 134 y que constituía una excepción al régimen común.
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105. Quanto às alegações formuladas no âmbito da primeira parte, há que constatar que, como foi acima salientado nos n. os 33 e 34, a Comissão, por um lado, examinou o quadro legislativo que rege o procedimento de administração extraordinária e o papel dos diferentes atores em que esse procedimento assentava e, por outro, apreciou a medida de venda de ativos através do convite à manifestação de interesse e de um procedimento por ajuste direto à luz do regime derrogatório do direito comum, instituído pelo Decreto‑Lei n.° 134.
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106. En efecto, del apartado 39 de la segunda Decisión impugnada se desprende, en primer lugar, que la Comisión examinó si la pericia realizada conforme al Decreto ley nº 134 era independiente, teniendo en cuenta la parcelación del accionariado de la entidad a que fue encomendada entre varias entidades financieras (los titulares de la mayor parte de su capital eran entidades extranjeras), de modo que ningún accionista fuera titular de un porcentaje de acciones suficiente para influir en la decisión sobre la evaluación.
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106. Com efeito, resulta antes de mais do n.° 39 da segunda decisão impugnada que a Comissão examinou se a peritagem levada a cabo em conformidade com o disposto no Decreto‑Lei n.° 134 era independente, atendendo à disseminação dos acionistas do estabelecimento ao qual tal peritagem foi confiada entre vários estabelecimentos financeiros (sendo estrangeiros os estabelecimentos que detinham a maior parte do capital), de forma a que nenhum dos acionistas detivesse uma percentagem de ações suficiente para influenciar a decisão relativa à avaliação.
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107. Además, aunque la segunda Decisión impugnada no contenga referencia alguna a los detalles de la verificación, por el perito independiente, de la conformidad del precio de venta de los activos con el precio de mercado, sí contiene elementos que permiten concluir que la venta debía realizarse a precio de mercado. Asimismo, procede señalar que las autoridades italianas asumieron una serie de compromisos para encuadrar la actuación de los distintos actores implicados en el procedimiento de venta de activos, que fueron consignados por la Comisión en la segunda Decisión impugnada para asegurarse de que la evaluación de la oferta no diera lugar a la determinación de un precio inferior al de mercado.
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107. Além disso, embora a segunda decisão impugnada não contenha nenhuma referência quanto aos pormenores da verificação da conformidade do preço de venda dos ativos em relação ao preço do mercado pelo perito independente, contém, no entanto, os elementos que permitem concluir que a venda devia ter lugar ao preço do mercado. Do mesmo modo, importa salientar que as autoridades italianas assumiram um certo número de compromissos para enquadrar o comportamento dos diferentes atores envolvidos no procedimento de venda de ativos, que a Comissão mencionou na segunda decisão impugnada, destinados a garantir que a avaliação da proposta não conduziria à determinação de um preço inferior ao preço do mercado.
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108. Por otra parte, el mero hecho de que la Comisión no dispusiera de los informes periciales en el momento de adoptar la segunda Decisión impugnada no puede bastar, por sí solo, para demostrar que no llevó a cabo un examen completo o suficiente por lo que respecta al procedimiento de administración extraordinaria, máxime cuando dichos informes no se hicieron para ser enviados a la Comisión. En el caso de autos, esos informes fueron transmitidos al comisario extraordinario el 5 y 7 de noviembre de 2008, el cual debía presentar su informe final al mandatario encargado del control de la operación. Además, este último estaba obligado a verificar las apreciaciones hechas por los peritos independientes.
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108. Além disso, o simples facto de a Comissão não dispor dos relatórios de peritos no momento da adoção da segunda decisão impugnada não basta, por si só, para demonstrar que não efetuou um exame completo ou suficiente no que respeita ao procedimento de administração extraordinária, tanto mais que esses relatórios não foram elaborados para lhe ser transmitidos. No caso vertente, esses relatórios foram transmitidos ao comissário extraordinário em 5 e 7 de novembro de 2008, devendo este elaborar o seu relatório final ao mandatário encarregado do controlo da operação, o qual era, além disso, obrigado a verificar, designadamente, as apreciações feitas pelos peritos independentes.
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109. Por último, del apartado 62 de la segunda Decisión impugnada se desprende que la Comisión disponía de la oferta de la CAI transmitida por las autoridades italianas el 3 de noviembre de 2008, que fue analizada en los apartados 58 a 69 de esa Decisión. Pues bien, la Comisión se pronunció únicamente sobre el carácter independiente de la evaluación de la oferta de la CAI por el perito independiente, y no sobre los resultados de esa evaluación. Estos últimos debían comunicarse al comisario extraordinario, a quien correspondía la decisión final sobre la cesión de activos. De la segunda Decisión impugnada también se desprende que las conclusiones de esos informes sobre la oferta de la CAI en todo caso debían ser confirmadas por un mandatario encargado del control de la operación de venta de activos, que debía ser designado por las autoridades italianas con el fin de controlar el cumplimiento de los compromisos asumidos por ellas y, en particular, el compromiso de que la venta de los activos se realizara a precio de mercado. Finalmente, ese mandatario debía enviar a la Comisión informes periódicos detallados sobre el respeto del proceso notificado y sobre el cumplimiento de los compromisos por la República Italiana así como, dos semanas después de su nombramiento, un informe exhaustivo sobre la conformidad de la oferta de la CAI con el precio de mercado. El apartado 157 de esa Decisión afirmaba que, en caso de que ésta no fuera respetada por las autoridades italianas, la Comisión se reservaba el derecho de incoar el procedimiento de investigación formal, con arreglo al artículo 88 CE, apartado 2.
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109. Por último, resulta do n.° 62 da segunda decisão impugnada que a Comissão dispunha da proposta da CAI transmitida pelas autoridades italianas em 3 de novembro de 2008, que foi objeto de uma análise efetuada nos n. os 58 a 69 da referida decisão. Ora, a Comissão pronunciou‑se exclusivamente sobre o caráter independente da avaliação da proposta da CAI pelo perito independente, e não sobre os resultados da referida avaliação. Estes deviam ser transmitidos ao comissário extraordinário ao qual cabia a decisão final sobre a cessão de ativos. Resulta igualmente da segunda decisão impugnada que as conclusões dos referidos relatórios sobre a proposta da CAI deviam, em qualquer caso, ser confirmadas por um mandatário encarregado do controlo da operação de venda de ativos, o qual devia ser nomeado pelas autoridades italianas para controlar o cumprimento dos compromissos assumidos por essas sociedades, designadamente do compromisso de que a venda dos ativos teria lugar ao preço do mercado. Finalmente, o referido mandatário devia enviar à Comissão relatórios periódicos pormenorizados sobre o respeito do processo notificado e a observância dos compromissos assumidos pela República Italiana, bem como, duas semanas depois da sua nomeação, um relatório exaustivo quanto à conformidade da proposta da CAI com o preço do mercado. Segundo o n.° 157 desta decisão, na hipótese de as autoridades italianas não respeitarem os termos da referida decisão, a Comissão reservava‑se o direito de dar início ao procedimento formal de investigação, nos termos do artigo 88.°, n.° 2, CE.
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110. A la vista de las consideraciones precedentes, no puede reprocharse a la Comisión, por lo que respecta al procedimiento de administración extraordinaria, haber llevado a cabo un examen insuficiente o incompleto, en la fase de examen previo, sobre las normas que constituyen una excepción del régimen común en materia de quiebra.
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110. Atendendo ao exposto, no que respeita ao procedimento de administração extraordinária, não se pode portanto alegar que a Comissão, na fase preliminar de análise das regras que derrogam o direito comum em matéria de falências, tenha feito uma análise insuficiente ou incompleta.
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111. Por lo que respecta a las imputaciones formuladas en la segunda parte, procede señalar, en primer lugar, sobre las rebajas en las cargas y otras ventajas supuestamente concedidas por la normativa italiana a la CAI en materia de desempleo y seguridad social, que del apartado 73 de la segunda Decisión impugnada se desprende que las autoridades italianas confirmaron a la Comisión que el personal de Alitalia no gozaba de derecho alguno de ser contratado por la CAI, la cual tenía libertad para adquirir los activos con o sin el personal afecto, según el apartado 119 de esa Decisión. De este modo, es difícil concebir de qué forma se vio la CAI exenta de financiar las prestaciones de desempleo concedidas a los trabajadores despedidos de Alitalia, tal como estaban previstas por el Decreto ley nº 134.
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111. Quanto às alegações formuladas no âmbito da segunda parte, há que salientar, em primeiro lugar, no que se refere às reduções de encargos e aos outros benefícios pretensamente concedidos pela legislação italiana à CAI, em matéria de desemprego e de segurança social, que, como resulta do n.° 73 da segunda decisão impugnada, as autoridades italianas confirmaram à Comissão que o pessoal da Alitalia não beneficiava de um direito de recrutamento pela CAI, que era livre de adquirir os ativos com ou sem o pessoal a eles associados, segundo o n.° 119 da referida decisão. Assim, é difícil de conceber de que forma a CAI poderia ter ficado dispensada da obrigação de financiamento das prestações de desemprego concedidas aos trabalhadores despedidos da Alitalia, como as previstas pelo Decreto‑Lei n.° 134.
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112. Por otra parte, de los apartados 68 y 120 de la segunda Decisión impugnada se desprende que, si bien la CAI debía contratar al personal indispensable para su funcionamiento, teniendo en cuenta las competencias necesarias para la explotación de los activos adquiridos, esa contratación se realizaría en condiciones nuevas, íntegramente fijadas por la CAI.
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112. Por outro lado, resulta dos n. os 68 e 120 da segunda decisão impugnada que, embora a CAI devesse recrutar o pessoal indispensável à sua atividade operacional, tendo em conta as competências necessárias à exploração dos ativos adquiridos, esse recrutamento seria feito segundo as novas condições integralmente fixadas pela CAI.
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113. En segundo lugar, la afirmación de la demandante de que la Comisión debía examinar las medidas introducidas por el Decreto ley nº 134, por formar parte supuestamente del plan de venta de los activos del grupo Alitalia y constituir un requisito impuesto por los sindicatos y la CAI para dar su aprobación a ese plan, no puede prosperar, a la vista de los apartados 73 y 74 de la segunda Decisión impugnada. En efecto, de dichos apartados se deduce que las autoridades italianas indicaron a la Comisión que el personal de Alitalia disfrutaría de las medidas de seguro contra el desempleo previstas por la normativa nacional en vigor y que la Directiva nº 2001/23/CE del Consejo, de 12 de marzo de 2001, sobre la aproximación de las legislaciones de los Estados miembros relativas al mantenimiento de los derechos de los trabajadores en caso de traspasos de empresas, de centros de actividad o de partes de empresas o de centros de actividad (DO L 82, p. 16), no era aplicable al caso, ya que el procedimiento de venta de los activos del grupo Alitalia no implicaba el traspaso de una entidad económica que conserva su identidad propia. Por otro lado, las autoridades italianas indicaron a la Comisión que, en todo caso, las disposiciones relativas al mantenimiento de los derechos de los trabajadores no serían aplicables en un procedimiento de liquidación completa del grupo Alitalia.
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113. Em segundo lugar, a afirmação da recorrente segundo a qual a Comissão devia analisar as medidas introduzidas pelo Decreto‑Lei n.° 134, porque faziam pretensamente parte integrante do plano de venda dos ativos do grupo Alitalia e eram uma condição imposta pelos sindicatos e pela CAI para darem o seu acordo a este plano, não pode ser acolhida, tendo em conta os n. os 73 e 74 da segunda decisão impugnada. Com efeito, resulta dos referidos números que as autoridades italianas indicaram à Comissão que o pessoal da Alitalia beneficiaria das medidas de seguro de desemprego previstas pela legislação nacional em vigor e que a Diretiva 2001/23/CE do Conselho, de 12 de março de 2001, relativa à aproximação das legislações dos Estados‑Membros respeitantes à manutenção dos direitos dos trabalhadores em caso de transferência de empresas ou de estabelecimentos, ou de partes de empresas ou de estabelecimentos (JO L 82, p. 16), não era aplicável ao caso em apreço, uma vez que o procedimento de venda dos ativos do grupo Alitalia não implica a transferência de uma entidade económica, que conserva a sua identidade própria. Por outro lado, as autoridades italianas indicaram à Comissão que, de qualquer forma, as disposições relativas à manutenção dos direitos dos trabalhadores não seriam aplicáveis no quadro de um processo de liquidação completa do grupo Alitalia.
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114. Por último, cabe recordar que aunque las negociaciones con los sindicatos y la CAI no prosperaron cuando ésta presentó su primera oferta preliminar, reiteró su oferta el 25 de septiembre de 2008, con las mismas condiciones (véanse los apartados 15, 17 y 20 supra). De este modo, nada indica que la oferta final de la CAI tuviera en cuenta las reivindicaciones de las organizaciones sindicales ni que, consiguientemente, las medidas sociales denunciadas por la demandante estuvieran incluidas en el plan de adquisición de los activos del grupo Alitalia.
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114. Por último, há que recordar que, embora as negociações com os sindicatos e a CAI não tivessem chegado a bom porto na data da apresentação da primeira proposta preliminar, a CAI retirou a sua proposta em 25 de setembro de 2008, nas mesmas condições (v. n. os 15, 17 e 20 supra ). Assim, nada indica que a proposta final da CAI tenha tido em conta as reivindicações das organizações sindicais e que, portanto, as medidas sociais denunciadas pela recorrente tenham feito parte integrante do plano de aquisição dos ativos do grupo Alitalia.
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115. De ello se deduce que, por lo que respecta a las circunstancias que rodearon la adopción de las enmiendas al procedimiento de administración extraordinaria, no puede reprocharse a la Comisión que realizara un examen insuficiente o incompleto, en la fase de examen previo, sobre las rebajas en las cargas y las demás ventajas supuestamente concedidas por la normativa italiana a la CAI, ya que tales medidas no eran pertinentes para determinar si había podido concederse una ventaja al adquirente de los activos del grupo Alitalia.
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115. Daqui resulta que, no que respeita às circunstâncias que envolveram a adoção das alterações ao procedimento de administração extraordinária, não se pode alegar que a Comissão, na fase preliminar de análise, tenha feito uma análise insuficiente ou incompleta quanto às reduções de encargos e aos outros benefícios pretensamente concedidos pela legislação Italiana à CAI, uma vez que estas medidas não eram pertinentes para a questão de saber se poderia ter sido concedida uma vantagem ao adquirente dos ativos do grupo Alitalia.
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116. Por tanto, dado que las imputaciones formuladas en las partes primera y segunda del presente motivo no permiten demostrar que la Comisión llevara a cabo un examen incompleto o insuficiente en la fase de examen previo, debe considerarse que la demandante no ha proporcionado ningún indicio de la existencia de dificultades serias al respecto. En consecuencia, tales imputaciones deben rechazarse por infundadas.
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116. Por conseguinte, dado que as alegações formuladas no âmbito da primeira e segunda partes do presente fundamento não permitem demonstrar que a Comissão, na fase preliminar de análise, tenha feito uma análise insuficiente ou incompleta, há que considerar que a recorrente não apresentou indícios da existência de dificuldades sérias a este respeito. Por conseguinte, há que julgar as referidas alegações improcedentes.
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117. La imputación formulada en la tercera parte de este motivo y basada en el incumplimiento de la obligación de motivación por la Comisión, al no haber justificado la insuficiencia del examen en la fase de examen previo, será examinada en el marco del séptimo motivo.
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117. Quanto à alegação relativa à violação do dever de fundamentação pela Comissão, pelo facto de não ter justificado a insuficiência de análise na fase preliminar de análise, invocada no quadro da terceira parte deste fundamento, será analisada no âmbito do sétimo fundamento.
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Sobre las imputaciones formuladas en el marco del cuarto motivo, basado en no haber examinado otras opciones distintas de la venta de los activos del grupo Alitalia
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Quanto às alegações formuladas no âmbito do quarto fundamento, relativo à não apreciação de opções para além da venda dos ativos do grupo Alitalia
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118. El cuarto motivo se divide en dos partes, basadas, la primera de ellas, en un error manifiesto de apreciación de la Comisión al no haber examinado si existían opciones distintas de la venta de activos y, la segunda, en un incumplimiento de la obligación de motivación por la Comisión, en la medida en que no justificó la falta de dicho examen.
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118. O quarto fundamento divide‑se em duas partes, relativas, a primeira, a um erro manifesto de apreciação pelo facto de a Comissão não ter examinado se existiam outras opções além da venda de ativos e, a segunda, a uma violação do dever de fundamentação pela Comissão, na medida em que não justificou o facto de esse exame não ter sido realizado.
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119. En la primera parte, la demandante sostiene que la Comisión, conforme a la jurisprudencia y a su propia práctica, debía examinar, a la luz del criterio del inversor privado que opera en las condiciones normales de una economía de mercado, opciones distintas de la venta de los activos, como la liquidación judicial o la inyección de nuevos capitales acompañada de una reestructuración de Alitalia o de una venta de activos, con el fin de determinar si éste, en circunstancias similares, habría procedido a una venta de activos de ese tipo o habría optado por otras posibilidades. Al concluir que, para comprobar que el procedimiento de administración extraordinaria no conllevó la concesión de una ayuda de Estado en favor de los adquirentes de Alitalia, bastaba con que la venta se realizara a precio de mercado, sin examinar otras opciones distintas de la venta de activos, la Comisión llevó a cabo un examen insuficiente e incompleto y cometió un error manifiesto de apreciación.
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119. No âmbito da primeira parte, a recorrente alega que a Comissão devia, em conformidade com a jurisprudência e com a sua própria prática, examinar à luz do critério do investidor privado que opera em condições normais de uma economia de mercado as outras opções além da venda dos ativos, como a liquidação judicial ou a injeção de novos capitais acompanhada de uma reestruturação da Alitalia ou de uma venda de ativos, a fim de determinar se, em circunstâncias similares, este teria procedido a uma venda de ativos desse tipo ou se teria privilegiado outras opções. Ao declarar que bastava, para constatar que o procedimento de administração extraordinária não conduziu à concessão de um auxílio de Estado a favor dos adquirentes da Alitalia, que a venda se fizesse ao preço do mercado sem analisar as demais opções além da venda de ativos, a Comissão efetuou um exame insuficiente e incompleto e cometeu um erro manifesto de apreciação.
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120. Procede señalar, con carácter preliminar, que a pesar de que la segunda Decisión impugnada no contiene ninguna referencia expresa al principio del inversor privado, en el caso de autos la Comisión aplicó ese principio cuando concluyó que la venta de activos se produjo a precio de mercado. Además, la Comisión señaló reiteradamente que esa venta debía perseguir la maximización del valor de los activos en beneficio de los acreedores de Alitalia, lo que demuestra que tomó la precaución de asegurarse de que la actuación de las autoridades públicas se guiara por perspectivas de rentabilidad a largo plazo. Además, la conclusión de la Comisión, en al apartado 126 de esa Decisión, según la cual el procedimiento notificado no conllevaba la imposición a los adquirentes de los activos de obligaciones de poder público que pudieran poner en cuestión el objetivo de venta a precio de mercado, acredita que la Comisión, en sustancia, tuvo en cuenta el comportamiento del inv ersor privado para apreciar la actuación de las autoridades italianas y para asegurarse de que éstas no perseguían objetivos de política económica incompatibles con el mercado común.
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120. Há que salientar, a título liminar, que, apesar de a segunda decisão impugnada não conter uma referência expressa ao princípio do investidor privado, a Comissão, no presente caso, aplicou o referido princípio concluindo que a venda de ativos ocorreu ao preço do mercado. Além disso, a Comissão sublinhou em diversas ocasiões que a referida venda devia ter como objetivo a maximização do valor dos ativos, no interesse dos credores da Alitalia, o que demonstra que teve o cuidado de se certificar que o comportamento das autoridades públicas fosse guiado por perspetivas de rentabilidade a longo prazo. Acresce que a conclusão da Comissão no n.° 126 da referida decisão, segundo a qual o processo notificado n ão implicava a imposição de obrigações de autoridade pública aos adquirentes dos ativos suscetíveis de pôr em causa o objetivo de venda ao preço do mercado, demonstra que a Comissão, no essencial, teve em conta o comportamento do investidor privado para apreciar o comportamento das autoridades italianas e certificar‑se que estas últimas não tinham objetivos de política económica incompatíveis com o mercado comum.
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121. Según se ha señalado en la primera parte del tercer motivo (véanse los apartados 107 a 110 supra), la Comisión adquirió la convicción de que la venta de activos se desarrollaría a precio de mercado. Por ello, en contra de las afirmaciones de la demandante, la Comisión no tenía ninguna obligación de examinar opciones distintas del procedimiento elegido por las autoridades italianas.
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121. Em conformidade com o que foi salientado no âmbito da primeira parte do terceiro fundamento (v. n. os 107 a 110 supra ), a Comissão adquiriu a convicção de que a venda de ativos se realizaria ao preço do mercado. Portanto, contrariamente às afirmações da recorrente, a Comissão não tinha nenhuma obrigação de examinar outras opções além do procedimento escolhido pelas autoridades italianas.
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122. Además, en la medida en que la CAI proponía, en su oferta, la adquisición de grupos de activos y que la actividad de transporte aéreo de pasajeros comprendía las franjas horarias de Alitalia correspondientes y necesarias para su ejercicio, no era pertinente, en el caso de autos, comparar los ingresos generados por esa venta con los que generaría una venta separada de activos o de las franjas horarias de Alitalia.
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122. Além disso, na medida em que a CAI, no âmbito da sua proposta, propunha a aquisição de grupos de ativos e que a atividade de transporte aéreo de passageiros incluía as faixas horárias da Alitalia correspondentes e necessárias ao seu exercício, a comparação das receitas geradas por essa venda com as eventualmente geradas pela venda separada de ativos ou das faixas horárias da Alitalia não era pertinente no caso em apreço.
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123. A la vista de las consideraciones precedentes, no puede reprocharse a la Comisión haber realizado un examen insuficiente o incompleto, en la fase de examen previo, sobre la existencia de opciones distintas de la venta de activos, al no haber proporcionado la demandante indicio alguno de la existencia de dificultades serias al respecto. De ello se deduce que deben rechazarse por infundadas las imputaciones formuladas en la primera parte.
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123. Tendo em conta o exposto, não se pode alegar que a Comissão procedeu a um exame insuficiente ou incompleto durante a fase preliminar de análise quanto à existência de outras opções além da venda de ativos, não tendo a recorrente apresentado elementos relativos à existência de dificuldades sérias a este respeito. Daqui resulta que há que rejeitar julgar improcedentes as alegações formuladas no âmbito da primeira parte.
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124. En la segunda parte, la demandante sostiene que, al no examinar las otras opciones distintas de la venta de activos ni proporcionar motivación alguna sobre esa supuesta omisión, la Comisión incumplió la obligación de motivación que le incumbe. Procede examinar esta parte en el marco del séptimo motivo.
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124. No âmbito da segunda parte, a recorrente sustenta que, ao não analisar as outras opções além da venda de ativos e ao não fornecer nenhuma razão para esta pretensa omissão, a Comissão violou o dever de fundamentação que lhe incumbia. Há que apreciar esta parte no âmbito do sétimo fundamento.
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Sobre las imputaciones formuladas en el marco del quinto motivo, basado en no haber aplicado a la venta de activos el criterio del inversor privado que opera en las condiciones normales de una economía de mercado
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Quanto às alegações formuladas no âmbito do quinto fundamento, relativo à não aplicação à venda de ativos do critério do investidor privado que opera em condições normais de uma economia de mercado
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125. El quinto motivo se articula en cinco partes, basadas, la primera, en no haber examinado el requisito de la continuidad del servicio y en un incumplimiento de la obligación de motivación al respecto, la segunda, en no haber examinado la condición implícita de la nacionalidad del adquirente y en un incumplimiento de la obligación de motivación al respecto, la tercera, en no haber tenido en cuenta los indicios que demostraban la imposibilidad de alcanzar el precio de mercado y en un incumplimiento de la obligación de motivación al respecto, la cuarta, en no haber tenido en cuenta elementos que demostraban la existencia de una ayuda de Estado y, la quinta, en la falta de datos sobre el fundamento adecuado de la evaluación del precio de mercado.
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125. O quinto fundamento divide‑se em cinco partes, relativas, a primeira, à inexistência de exame do requisito da continuidade do serviço e à violação do dever de fundamentação a este respeito, a segunda, à inexistência de exame do requisito implícito de nacionalidade do adquirente e à violação do dever de fundamentação a este respeito, a terceira, ao facto de não terem sido tomados em consideração indícios suscetíveis de demonstrar a impossibilidade de alcançar o preço do mercado e à violação do dever de fundamentação a este respeito, a quarta, ao facto de não terem sido tomados em consideração elementos suscetíveis de demonstrar a existência de um auxílio de Estado e, a quinta, à falta de indicações sobre o fundamento adequado da avaliação do preço do mercado.
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126. En primer lugar, procede examinar conjuntamente las imputaciones formuladas en las partes primera y quinta, a continuación las de la segunda parte y, por último, conjuntamente, las de las partes tercera y cuarta.
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126. Importa examinar, antes de mais, as alegações formuladas no âmbito da primeira e quinta partes conjuntamente, em seguida, as formuladas no âmbito da segunda parte e, por fim, as formuladas no âmbito da terceira e quarta partes conjuntamente.
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– Sobre las imputaciones formuladas en el marco de las partes primera y quinta
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– Quanto às alegações formuladas no âmbito da primeira e quinta partes
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127. En la primera parte, la demandante sostiene que la Comisión no examinó las consecuencias del requisito de la continuidad del servicio, introducido por el Decreto ley nº 134 y mencionado en la convocatoria de manifestación de interés, que dio lugar a una obligación de servicio público cuyo coste debería haberse evaluado según los criterios de la sentencia del Tribunal de Justicia de 24 de julio de 2003, Altmark Trans y Regierungspräsidium Magdeburg (C‑280/00, Rec. p. I‑7747; en lo sucesivo, «sentencia Altmark»). Afirma que, la aceptación sin reservas, por la Comisión, de las condiciones impuestas respecto de las ofertas, sin verificar si tenían alguna influencia en el precio ofrecido, constituye una omisión que puede demostrar que ésta encontró dificultades serias. Añade que, la falta de verificación por la Comisión de la gravedad del riesgo de perder las franjas horarias (slots), por falta de uso, invocado por las autoridades italianas para justificar el requisito de la continuidad del servicio constituye un error manifiesto de apreciación. Por último, la ausencia de justificación por no haber efectuado tal examen constituye una falta de motivación de la segunda Decisión impugnada a este respecto.
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127. No âmbito da primeira parte, a recorrente sustenta que a Comissão não examinou as consequências da exigência de continuidade do serviço, instituída pelo Decreto‑Lei n.° 134 e mencionada no convite à manifestação de interesse, que culminou numa obrigação de serviço público cujo custo deveria ter sido apreciado à luz dos critérios consagrados no acórdão do Tribunal de Justiça de 24 de julho de 2003, Altmark Trans e Regierungspräsidium Magdeburg (C‑280/00, Colet., p. I‑7747, a seguir «acórdão Altmark»). Afirma que, se a Comissão tivesse aceitado sem reservas as condições a que foram sujeitas as propostas, sem verificar se estas tinham um impacto no preço proposto, isso constituiria uma omissão sucetível de demonstrar a existência de dificuldades sérias enfrentadas por esta. Alega, além disso, que a falta de verificação pela Comissão do caráter sério do risco de perda das faixas horárias («slots»), devido à sua não utilização, invocado pelas autoridades italianas para justificar a exigência de continuidade do serviço, constitui um erro manifesto de apreciação. Por último, a falta de justificação para não ter efetuado tal exame constitui uma falta de fundamentação da segunda decisão impugnada a este respeito.
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128. En la quinta parte, la demandante sostiene que la Comisión debía fijar criterios detallados para determinar el precio al que iban a venderse los activos del grupo Alitalia, que exigieran, como mínimo, que el precio ofrecido por la CAI incluyera, por una parte, tanto el préstamo de 300 millones de euros concedido por la República Italiana a Alitalia como las demás formas de ayuda recibidas por Alitalia y, por otra parte, el coste del cumplimiento de la obligación de continuidad del servicio. El hecho de que la Comisión no proporcionara ningún dato sobre el fundamento en que debía basarse la evaluación del precio de mercado constituye, según la demandante, un error manifiesto de apreciación, que dio lugar a una infravaloración del precio de los activos del grupo Alitalia.
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128. No âmbito da quinta parte, a recorrente sustenta que a Comissão devia fixar critérios detalhados para determinar o preço a que os ativos do grupo Alitalia seriam vendidos, exigindo, no mínimo, que o preço oferecido pela CAI incluísse, por um lado, o empréstimo de 300 milhões de euros concedido pela República Italiana à Alitalia e as outras formas de auxílios recebidos pela Alitalia e, por outro, o custo do cumprimento da obrigação de continuidade do serviço. O facto de a Comissão não ter dado indicações sobre o fundamento no qual devia assentar a avaliação do preço do mercado constitui, segundo a recorrente, um erro manifesto de apreciação, que conduziu a uma subavaliação do preço dos ativos do grupo Alitalia.
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129. Cabe recordar, con carácter preliminar, que la cuestión de si la Comisión aplicó de manera errónea el criterio del inversor privado no debe mezclarse con la de la existencia de dificultades serias que exijan incoar el procedimiento de investigación formal. En efecto, el examen de la existencia de dificultades serias no está destinado a averiguar si la Comisión aplicó correctamente el artículo 87 CE, sino a determinar si, en el momento en que adoptó la segunda Decisión impugnada, disponía de información suficientemente completa para apreciar la compatibilidad de la medida controvertida con el mercado común (véase, en este sentido, la sentencia Bundesverband deutscher Banken/Comisión, citada en el apartado 77 supra, apartado 129).
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129. Importa recordar, a título liminar, que a questão de saber se a Comissão aplicou de modo errado o critério do investidor privado não se confunde com a da existência de dificuldades sérias que exijam que se dê início ao procedimento formal de investigação. Com efeito, o exame da existência de dificuldades sérias não tem por objetivo saber se a Comissão aplicou corretamente o artigo 87.° CE, mas determinar se dispunha, na data em que adotou a decisão impugnada, de informações suficientemente completas para apreciar a compatibilidade da medida controvertida com o mercado comum (v., neste sentido, acórdão Bundesverband deutscher Banken/Comissão, referido no n.° 77 supra, n.° 129).
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130. El hecho de que, en opinión de la demandante, la apreciación de la Comisión sea errónea y que ésta no haya respondido a determinadas críticas que ella formuló no implica que no pudiera pronunciarse sobre la medida controvertida basándose en las informaciones de que disponía y que, por consiguiente, debiera incoar el procedimiento formal de examen para completar su investigación (véase, en este sentido, la sentencia Bundesverband deutscher Banken/Comisión, citada en el apartado 77 supra, apartado 130).
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130. O facto de a apreciação da Comissão ser, no entender da recorrente, errado e de aquela não ter respondido a certas críticas formuladas pela recorrente não implica que não pudesse pronunciar‑se sobre a medida em causa com base nas informações de que dispunha e que devesse, por conseguinte, dar início ao procedimento formal de investigação para completar o seu inquérito (v., neste sentido, acórdão Bundesverband deutscher Banken/Comissão, referido no n.° 77 supra, n.° 130).
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131. En el caso de autos, tal como sostiene la Comisión, la venta de los activos del grupo Alitalia no planteó ninguna cuestión sobre el concepto de obligación de servicio público y la continuidad del servicio simplemente formaba parte de los criterios de evaluación de las ofertas. En efecto, nada en el expediente indica que el adquirente de la actividad de transporte aéreo de pasajeros fuera a encargarse de la ejecución de obligaciones de servicio público en el marco del procedimiento notificado.
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131. No caso em apreço, como sustenta a Comissão, a venda dos ativos do grupo Alitalia não levantou nenhuma questão quanto ao conceito de obrigação de serviço público e o critério da continuidade do serviço fazia simplesmente parte dos critérios de avaliação das propostas. Com efeito, nada figura nos autos que indique que o adquirente da atividade de transporte aéreo de passageiros teria sido encarregado da execução de obrigações de serviço público no âmbito do processo notificado.
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132. Procede señalar además que, en contra de lo sostenido por la demandante, la Comisión excluyó, en el apartado 118 de la segunda Decisión impugnada, la existencia de obligaciones de poder público vinculadas al procedimiento de venta de activos y verificó, en particular, que no se hubieran exigido tales requisitos a los adquirentes, como sostenían las denunciantes.
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132. Do mesmo modo, há que declarar que, contrariamente ao que alega a recorrente, a Comissão excluiu, no n.° 118 da segunda decisão impugnada, a existência de obrigações de autoridade pública associadas ao procedimento de venda de ativos e, em particular, verificou que essas condições não tinham sido impostas aos adquirentes, como foi alegado pelos denunciantes.
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133. En relación con esto, de los apartados 123 a 125 de la segunda Decisión impugnada se desprende, por lo que respecta, en particular, a los requisitos de explotación de la actividad de transporte aéreo, que en contra de lo sostenido por la demandante la Comisión sí examinó la pertinencia sobre el precio de los activos del requisito de la continuidad del servicio de transporte a medio plazo. En efecto, según las aclaraciones que la Comisión obtuvo de las autoridades italianas, la continuidad, tal como aparece en el Decreto ley nº 134 y en la convocatoria de manifestación de interés, no respondía a obligaciones de servicio público en el sentido del Derecho de la Unión Europea.
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133. A este respeito, no que toca, designadamente, às condições de exploração da atividade de transporte aéreo, resulta dos n. os 123 a 125 da segunda decisão impugnada que, contrariamente às alegações da recorrente, a Comissão examinou a pertinência da condição de continuidade do serviço de transporte a médio prazo sobre o preço dos ativos. Com efeito, obteve esclarecimentos por parte das autoridades italianas segundo os quais a continuidade, como mencionada no Decreto‑Lei n.° 134 e no convite à manifestação de interesse, não correspondia às obrigações de serviço público na aceção do direito da União Europeia.
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134. Debe señalarse, por otro lado, que la demandante no explica cómo la necesidad de garantizar la continuidad del servicio de transporte aéreo a medio plazo –según ella impuesta por las autoridades italianas mediante el Decreto ley nº 134 como requisito que debían cumplir las ofertas– provocaría una caída del precio de los activos del grupo Alitalia por debajo del precio de mercado. Por lo demás, en contra de lo sostenido por la demandante, de los apartados 71 y 102 de la segunda Decisión impugnada se desprende que, en la evaluación de las ofertas por el comisario extraordinario, el criterio de la continuidad del servicio era secundario respecto del criterio del precio. Además, tal como las autoridades italianas precisaron a la Comisión, el criterio determinante aplicado por el perito independiente sería el del precio, estableciendo tanto el Decreto ley nº 134 como la convocatoria de manifestación de interés que el precio de venta de los activos no podía ser inferior al precio de mercado determinado por el perito independiente. Aún mayor garantía de ello era el compromiso asumido por las autoridades italianas, al que refieren los apartados 71 y 72 de esa Decisión, de que la evaluación de la oferta en ningún caso daría lugar a la determinación de un precio inferior al de mercado, y para asegurarse de ello el comisario extraordinario podía recurrir al experto financiero.
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134. Importa salientar, por outro lado, que a recorrente não explica de que modo a necessidade de assegurar a continuidade do serviço de transporte aéreo, a médio prazo, que terá sido imposta pelas autoridades italianas como condição a que deviam obedecer as propostas, através do Decreto‑Lei n.° 134, teria por efeito diminuir o preço dos ativos do grupo Alitalia a um nível inferior ao preço do mercado. De resto, contrariamente às alegações da recorrente, resulta dos n. os 71 e 102 da segunda decisão impugnada que o critério da continuidade do serviço era um critério secundário em relação ao critério do preço, no âmbito da avaliação das propostas pelo comissário extraordinário. Acresce que, como as autoridades italianas indicaram à Comissão, o critério determinante aplicado pelo perito independente foi o do preço, dado que tanto o Decreto‑Lei n.° 134 como o convite à manifestação de interesse dispunham que o preço de venda dos ativos não podia ser inferior ao preço de mercado, conforme determinado pelo perito independente. Isso foi, por maioria de razão, garantido pelo compromisso assumido pelas autoridades italianas, ao qual é feita referência nos n. os 71 e 72 da referida decisão, de que, em qualquer caso, a avaliação da proposta não devia conduzir à determinação de um preço inferior ao do mercado, tendo o recurso ao consultor financeiro permitido ao comissário extraordinário assegurá‑lo.
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135. A la vista de las consideraciones precedentes, la capacidad para garantizar la continuidad del servicio por parte de los operadores que presentaron ofertas no podía eximirlos de la obligación primordial de presentar una oferta igual o superior al precio de mercado, pues, de lo contrario, su oferta se rechazaría.
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135. Tendo em conta o exposto, a aptidão para assegurar a continuidade do serviço dos operadores que apresentaram propostas não poderia tê‑los dispensado da obrigação primordial de apresentar uma proposta igual ou superior ao preço do mercado, uma vez que a sua proposta não teria sido selecionada, noutras circunstâncias.
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136. Tampoco puede prosperar la alegación de la demandante de que el requisito de la continuidad del servicio en la convocatoria de manifestación de interés disuadía a los potenciales candidatos de participar, rebajando con ello el precio de mercado. En efecto, del apartado 53 de la segunda Decisión impugnada se desprende que el comisario extraordinario recibió sesenta ofertas en respuesta a la convocatoria de manifestación de interés publicada el 23 de septiembre de 2008. Además, según el apartado 45 de esa Decisión, algunas de las ofertas, concretamente la de la CAI, fueron presentadas incluso antes de que se publicase esa convocatoria de manifestación de interés, lo que demuestra que la presencia en ella del requisito de la continuidad del servicio no fue determinante para esas ofertas.
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136. Do mesmo modo, não colhe o argumento da recorrente segundo o qual o requisito da continuidade do serviço no convite à manifestação de interesse tinha por efeito dissuadir os potenciais proponentes de participarem no processo diminuindo assim o preço do mercado. Com efeito, como resulta do n.° 53 da segunda decisão impugnada, o comissário extraordinário recebeu sessenta propostas em resposta ao convite à manifestação de interesse, publicado em 23 de setembro de 2008. De resto, segundo o n.° 45 da referida decisão, algumas das propostas, nomeadamente a da CAI, foram apresentadas antes mesmo da publicação do referido convite à manifestação de interesse, o que demonstra que a presença do requisito da continuidade do serviço neste último não foi determinante para essas propostas.
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137. En todo caso, la inclusión en la convocatoria de manifestación de interés, entre los requisitos que debían cumplir las ofertas recibidas, de la necesidad de garantizar una continuidad del servicio de transporte aéreo no implica necesariamente la existencia de una obligación de servicio público a cargo del operador cuya oferta fuera seleccionada. Aun cuando con ello se hubiera impuesto tal obligación, de la demanda no se deduce que el precio de los activos del grupo Alitalia incluyera una compensación, ni que ésta fuera superior al coste neto generado por la ejecución de la obligación de servicio público, de modo que otorgara una ventaja económica al prestador en el sentido de la sentencia Altmark, citada en el apartado 127 supra. Por tanto, de las consideraciones anteriores no se desprende en modo alguno que la Comisión debiera haber tenido en cuenta los criterios fijados en esa sentencia para evaluar el precio.
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137. De qualquer forma, o facto de a necessidade de assegurar a continuidade do serviço de transporte aéreo ter sido inserida no convite à manifestação de interesse entre as exigências que deviam satisfazer as propostas recebidas não implica necessariamente a existência de uma obrigação de serviço público a cargo do operador cuja proposta fosse escolhida. Mesmo admitindo que essa obrigação tenha sido assim imposta, não resulta da petição que uma compensação tenha sido incluída no preço dos ativos do grupo Alitalia e tenha sido superior ao custo líquido ocasionado pela execução da obrigação de serviço público, de modo a conferir uma vantagem económica ao prestador na aceção do acórdão Altmark, referido no n.° 127 supra . Portanto, não resulta minimamente do exposto que a Comissão deveria ter levado em conta os critérios fixados no referido acórdão para avaliar o preço.
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138. Por otra parte, debe señalarse que los elementos presentados por la demandante en apoyo de su afirmación de que la Comisión cometió un error en la evaluación del precio de los activos del grupo Alitalia no eran pertinentes para el examen de la Comisión. En efecto, tanto la situación económica de Alitalia como el objeto y la importancia de esas ofertas eran diferentes.
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138. Por outro lado, há que salientar que os elementos apresentados pela recorrente em apoio da sua afirmação de que a Comissão cometeu um erro na avaliação do preço dos ativos do grupo Alitalia não eram pertinentes para o exame da Comissão. Com efeito, tanto a situação financeira da Alitalia como o objeto e a importância dessas propostas eram diferentes.
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139. Por lo que respecta al precio mencionado en la oferta presentada por Air France-KLM en abril de 2008 para la adquisición de Alitalia, cabe recordar que esa oferta se presentó antes de que Alitalia fuera declarada insolvente y contemplaba la adquisición de todos los activos de Alitalia, no mediante una cesión de activos, sino mediante una cesión de acciones. Además, dado que esa oferta fue retirada, la Comisión no podía tomarla en consideración, al no ser definitiva. En cuanto a la oferta de la CAI, debe recordarse que fue presentada durante el procedimiento de administración extraordinaria a que se sometió a Alitalia en el marco de su liquidación y que sólo contemplaba la adquisición de una parte de sus activos. En estas circunstancias, no puede prosperar la alegación de la demandante basada en que el precio de cesión ofrecido por la CAI debía comprender el importe del préstamo. En efecto, el importe del préstamo carece de incidencia en el precio de venta de los activos del grupo Alitalia, de los que sólo una parte fue cedida a la CAI, a precio de mercado. Por último, por lo que respecta a la oferta presentada en enero de 2009 para la adquisición del 25 % de las participaciones de Alitalia-CAI, procede señalar que el valor total de esa empresa se había incrementado a raíz de la venta de los activos del grupo Alitalia, en particular por haber adquirido esa empresa otra compañía aérea y, en todo caso, que al ser esa oferta posterior a la fecha de adopción de la segunda Decisión impugnada, la Comisión no pudo tenerla en cuenta.
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139. Quanto ao preço mencionado na proposta apresentada pela Air France‑KLM em abril de 2008 para a aquisição da Alitalia, importa observar que esta proposta foi apresentada antes de a Alitalia ser declarada insolvente e que visava a aquisição da totalidade dos ativos da Alitalia, não por uma cessão de ativos, mas através de uma alienação de ações. Além disso, tendo esta proposta sido retirada, a Comissão não a podia levar em consideração, uma vez que não era definitiva. Quanto à proposta da CAI, importa recordar que esta foi apresentada no âmbito do procedimento de administração extraordinária a que a Alitalia tinha sido submetida no quadro da sua liquidação e que apenas visava a aquisição de uma parte dos seus ativos. Nestas condições, o argumento da recorrente segundo o qual o preço de venda oferecido pela CAI devia incluir o montante do empréstimo não pode ser acolhido. Com efeito, o montante do empréstimo não tem nenhum efeito no preço de venda dos ativos do grupo Alitalia, dos quais só uma parte foi cedida à CAI, ao preço do mercado. Finalmente, no que respeita à proposta apresentada em janeiro de 2009 para a aquisição de 25% das ações da Alitalia‑CAI, há que assinalar que o valor total da referida companhia tinha aumentado na sequência da venda dos ativos do grupo Alitalia, nomeadamente devido à aquisição por esta companhia de outra companhia aérea e que, de qualquer modo, sendo esta proposta posterior à data da adoção da segunda decisão impugnada, a Comissão não poderia tê‑la tido em conta.
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140. Por último, la demandante alega que aun cuando Alitalia hubiera dejado de operar durante el procedimiento de quiebra, en ningún caso habría perdido sus franjas horarias, en virtud del Reglamento (CEE) nº 95/93 del Consejo, de 18 de enero de 1993, relativo a normas comunes para la asignación de franjas horarias en los aeropuertos comunitarios (DO L 14, p. 1). Por eso la Comisión cometió un error manifiesto de apreciación e incumplió la obligación de motivación al haber aceptado sin reservas el supuesto riesgo de pérdida por Alitalia de sus franjas horarias para justificar la necesidad de que el adquirente de los activos del grupo Alitalia garantizara la continuidad del servicio.
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140. Por último, a recorrente alega que, ainda que a Alitalia tivesse deixado de operar durante o processo de falência, não teria em caso algum perdido as suas faixas horárias, por força do Regulamento (CEE) n.° 95/93 do Conselho, de 18 de janeiro de 1993, relativo às normas comuns aplicáveis à atribuição de faixas horárias nos aeroportos da Comunidade (JO L 14, p. 1). Assim, a recorrente considera que a Comissão cometeu um erro manifesto de apreciação e violou o dever de fundamentação, pelo facto de ter pretensamente aceitado sem reservas o risco de perda, pela Alitalia, das suas faixas horárias como justificação para a necessidade, para o adquirente dos ativos do grupo Alitalia, de assegurar a continuidade do serviço.
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141. Debe señalarse que, del apartado 125 de la segunda Decisión impugnada, al que se remite la demandante, no se desprende que la Comisión aceptara incondicionalmente cualquier justificación del criterio de la continuidad del servicio por el riesgo de pérdida de las franjas horarias de Alitalia. En efecto, en dicho apartado la Comisión indicó, en sustancia, que el valor de un grupo de activos suficientemente amplio comprendía el goodwill, del que formaban parte las franjas horarias necesarias para la prestación del servicio. Tal consideración implica que la Comisión tuvo en cuenta el criterio de la continuidad en aras de maximizar el valor de los activos afectados por la cesión, con la finalidad de obtener un precio de cesión mayor en beneficio de los acreedores de Alitalia, y no con una lógica de continuidad de la actividad de un servicio público. Por tanto, la alegación de la demandante carece de fundamento en la segunda Decisión impugnada.
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141. Há que reconhecer que não resulta do n.° 125 da segunda decisão impugnada, para o qual remete a recorrente, que a Comissão tenha aceitado incondicionalmente uma qualquer justificação do critério da continuidade do serviço com o risco de perda das faixas horárias da Alitalia. Com efeito, no referido número, a Comissão indicou, no essencial, que o valor de um grupo de ativos suficientemente amplo compreendia o «goodwill», de que uma das partes representava as faixas horárias necessárias à prestação do serviço. Esta consideração implica que a Comissão tomou em conta o critério da continuidade por razões de maximização do valor dos ativos em questão pela cessão, com o intuito de obter um preço de transmissão mais elevado no interesse dos credores da Alitalia e não numa lógica de continuidade da atividade de um serviço público. Portanto, o argumento da recorrente não encontra justificação na segunda decisão impugnada.
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142. La demandante no demuestra en ningún caso en qué medida era necesario tal examen para que la Comisión pudiera apreciar la conformidad del requisito de la continuidad del servicio con el criterio del inversor privado que opera en las condiciones normales de una economía de mercado y, en consecuencia, no prueba la existencia de dificultades serias. De ello se deduce que no puede reprocharse a la Comisión ninguna falta de motivación al respecto.
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142. Em qualquer caso, a recorrente não demonstra em que medida essa análise era necessária para permitir à Comissão apreciar a conformidade do requisito de continuidade do serviço com o critério do investidor privado que opera em condições normais de uma economia de mercado e não faz portanto prova da existência de dificuldades sérias. Daqui resulta que não pode ser imputada à Comissão uma insuficiência de fundamentação a este respeito.
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143. En estas circunstancias, procede rechazar por infundadas las imputaciones formuladas en las partes primera y quinta del quinto motivo.
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143. Nestas circunstâncias, há que rejeitar as alegações formuladas no âmbito da primeira e quinta partes do quinto fundamento.
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– Sobre las imputaciones formuladas en el marco de la segunda parte
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– Quanto às alegações formuladas no âmbito da segunda parte
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144. En la segunda parte, la demandante sostiene que la venta de los activos del grupo Alitalia fue supeditada a la condición implícita de que el adquirente fuera de origen italiano, lo que provocó la caída del precio de venta por debajo del precio de mercado y disuadió a las ofertas competidoras. Añade que el hecho de que la Comisión no examinara ese elemento y no dedujera las consecuencias de tal examen constituye un error manifiesto de apreciación. La ausencia de toda explicación de la Comisión al respecto constituye, además, una falta de motivación.
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144. No âmbito da segunda parte, a recorrente sustenta que a venda dos ativos do grupo Alitalia foi objeto de uma condição implícita segundo a qual o adquirente devia ser de origem italiana, o que fez baixar o preço de venda abaixo do preço de mercado e terá desencorajado os concorrentes de apresentarem propostas. O facto de a Comissão não ter examinado esse elemento e de não ter tirado as consequências dessa apreciação constitui, no entender da recorrente, um erro manifesto de apreciação. Considera que a falta de explicação da Comissão a este respeito é constitutiva de uma falta de fundamentação.
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145. Procede señalar que, en el caso de autos, la Comisión verificó que la convocatoria de manifestación de interés no contenía ninguna cláusula discriminatoria basada en la nacionalidad de los candidatos. Concluyó, además, que tal convocatoria había sido ampliamente difundida y publicitada, tanto a escala nacional como internacional. En efecto, tal como se ha señalado en el apartado 136 supra, en la segunda Decisión impugnada la Comisión indicó, por una parte, que desde su nombramiento y antes de la publicación de la citada convocatoria de manifestación de interés el comisario extraordinario resolvió entrar en contacto con las principales compañías aéreas internacionales y, por otra parte, que el comisario extraordinario recibió sesenta ofertas procedentes de entidades italianas y extranjeras.
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145. No caso vertente, há que salientar que a Comissão verificou que o convite à manifestação de interesse não continha nenhuma cláusula discriminatória baseada na nacionalidade dos proponentes. Concluiu, além disso, que este tinha sido objeto de ampla difusão e de publicidade, tanto a nível nacional como internacional. Com efeito, como foi acima referido no n.° 136, a Comissão indicou na segunda decisão impugnada, por um lado, que, após a sua nomeação e antes da publicação do referido convite à manifestação de interesse, o comissário extraordinário resolveu contactar as principais companhias internacionais e, por outro, que sessenta propostas provenientes de entidades italianas e estrangeiras foram recebidas pelo comissário extraordinário.
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146. Por otro lado, la Comisión examinó el papel desempeñado por el banco seleccionado al objeto de promover la presentación de una oferta para adquirir Alitalia en el procedimiento de venta de activos de Alitalia y concluyó, en la nota a pie de página nº 34 de la segunda Decisión impugnada, que éste había dejado de asesorar al ministerio competente desde que Alitalia fue sometida a administración extraordinaria, a saber, el 29 de agosto de 2008. En efecto, al margen de la misión que se le había encomendado antes de ese momento, de la segunda Decisión impugnada no se desprende que ese banco participara en la estimación de los activos de Alitalia, ni que pudiera favorecer a la CAI en perjuicio de otros candidatos. Debe recordarse además que las autoridades italianas se habían comprometido a no interferir en la actuación del comisario extraordinario.
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146. Por outro lado, a Comissão examinou o papel do banco selecionado para promover a apresentação de uma proposta para adquirir a Alitalia no procedimento de venda de ativos da Alitalia e concluiu, na nota de pé de página n.° 34 da segunda decisão impugnada, que este cessou deixou de desempenhar qualquer papel de consultor do ministério competente a partir do momento em que a Alitalia foi colocada sob administração extraordinária, ou seja, em 29 de agosto de 2008. Com efeito, além da missão que lhe tinha sido conferida antes deste facto, não resulta da segunda decisão impugnada que esse banco tenha participado na avaliação dos ativos da Alitalia e que tenha podido favorecer a CAI em detrimento dos outros proponentes. Além disso, há que recordar que as autoridades italianas tinham assumido o compromisso de não interferir na ação do comissário extraordinário.
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147. Por tanto, no pueden prosperar las alegaciones de la demandante relativas a un supuesto conflicto de intereses entre la CAI y el banco seleccionado al objeto de promover la presentación de una oferta para adquirir Alitalia, ni a la imprecisión de la convocatoria de manifestación de interés, ni a la brevedad de los plazos para la presentación de las ofertas, que proporcionaban una ventaja a la CAI. En efecto, en lo referente al carácter no discriminatorio del procedimiento de venta de activos, procede considerar que, dado que las imputaciones formuladas en la segunda parte del quinto motivo no permiten demostrar que la Comisión efectuara un examen incompleto o insuficiente en el procedimiento de examen previo, ni que no dedujera las consecuencias del examen de los requisitos de venta de los activos del grupo Alitalia, la demandante no ha proporcionado ningún indicio de la existencia de dificultades serias al respecto. Tampoco puede sostener la demandante que la segunda Decisión impugnada adolece de falta de motivación al respecto. Por tanto, procede rechazar por infundadas las imputaciones formuladas en la segunda parte del quinto motivo.
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147. Assim, os argumentos da recorrente que fazem referência a um pretenso conflito de interesses entre o banco selecionado para promover a apresentação de uma proposta para a aquisição da Alitalia e da CAI, à imprecisão do convite à manifestação de interesse e a prazos curtos de enquadramento da apresentação de propostas que terão conferido uma vantagem à CAI não podem ser acolhidos. Com efeito, no que respeita ao caráter não discriminatório do procedimento de venda de ativos, deve considerar‑se que, dado que as alegações formuladas no âmbito da segunda parte do quinto fundamento não permitem demonstrar que a Comissão tenha efetuado um exame incompleto ou insuficiente na fase preliminar de análise ou que esta não tenha extraído as devidas consequências do exame das condições de venda dos ativos do grupo Alitalia, a recorrente não apresentou indícios da existência de dificuldades sérias a este respeito. Além disso, a recorrente não pode alegar que a segunda decisão impugnada padece de falta de fundamentação a esse respeito. Há, assim, que julgar improcedentes as alegações formuladas no âmbito da segunda parte do quinto fundamento.
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– Sobre las imputaciones formuladas en el marco de las partes tercera y cuarta
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– Quanto às alegações formuladas no âmbito terceira e quarta partes
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148. En la tercera parte, la demandante alega que, al no ser abierto, transparente y no discriminatorio el procedimiento de venta de los activos, no era válido para garantizar una venta a precio de mercado. Sostiene que, en todo caso, las demás garantías de una evaluación independiente, como la intervención del perito independiente y del mandatario encargado del control de la operación, no podían garantizar que el precio pagado por el adquirente correspondiera al precio de mercado. Añade que, en esas circunstancias, constituye un error manifiesto de apreciación el que la Comisión no dedujera las consecuencias correctas de la imposibilidad de alcanzar el precio de mercado. La falta de justificación al respecto constituye, además, una falta de motivación.
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148. No quadro da terceira parte, a recorrente alega que, dado que o procedimento de venda dos ativos não era aberto, transparente e não discriminatório, não era apto a garantir uma venda ao preço do mercado. Sustenta que, de qualquer modo, as outras garantias de uma avaliação independente como a intervenção do perito independente e do mandatário encarregado do controlo da operação não poderiam ter garantido que o preço pago pelo adquirente corresponderia ao preço do mercado. Alega também que a omissão da Comissão em retirar as consequências corretas da impossibilidade de alcançar o preço do mercado, em tais condições, constitui um erro manifesto de apreciação. A falta de justificação a este respeito consubstancia, além disso, uma falta de fundamentação.
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149. En la cuarta parte, la demandante alega que las autoridades italianas rebajaron el precio al que la CAI podía haber adquirido Alitalia ocultando ciertas deudas y haciendo su oferta más atractiva para los responsables sindicales. La Comisión cometió un error manifiesto de apreciación al no tener en cuenta esos elementos fácticos, que ella conocía, y al no considerar que daban lugar a la concesión de una ayuda a la CAI.
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149. No âmbito da quarta parte, a recorrente alega que as autoridades italianas diminuíram o preço a que a CAI podia ter adquirido a Alitalia ao eliminar certas dívidas e ao tornar a sua proposta mais atraente para os responsáveis sindicais. Ao não levarem em conta estes elementos de facto de que a Comissão tinha conhecimento e ao não considerar que estes davam lugar à concessão de um auxílio à CAI, cometeu um erro manifesto de apreciação.
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150. Según se ha recordado en el examen de las imputaciones formuladas en apoyo del tercer motivo, la Comisión consideró que el procedimiento de venta de activos mediante licitación directa, completado por la convocatoria de manifestación de interés, por sí solo, no ofrecía un grado de transparencia suficiente para garantizar que los activos fueran cedidos a precio de mercado. En consecuencia, la Comisión verificó que la oferta había estado sujeta a una evaluación independiente, con el fin de asegurarse de que el precio propuesto no era inferior al de mercado. Además, tal como se ha concluido en los apartados 107 a 109 supra, la evaluación de los activos por el perito independiente, corroborada por la verificación del valor económico de las ofertas en relación con los activos, llevada a cabo por el asesor financiero independiente, y la intervención, en último término, del mandatario encargado del control de la operación, ofrecían garantías de independencia suficientes, que permitían conseguir una venta de activos a precio de mercado.
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150. Como foi recordado no âmbito do exame das alegações invocadas em apoio do terceiro fundamento, a Comissão considerou que o procedimento de venda de ativos por ajuste direto completado pelo convite à manifestação de interesse não oferecia, por si só, um grau de transparência suficiente para garantir que os ativos seriam cedidos ao preço do mercado. Por conseguinte, a Comissão verificou que a proposta tinha sido objeto de uma avaliação independente, a fim de se certificar de que o preço proposto não era inferior ao preço do mercado. Além disso, como acima se concluiu nos n. os 107 a 109, a avaliação dos ativos pelo perito independente, corroborada pela verificação do valor económico das propostas relativamente aos ativos, conduzida pelo consultor financeiro independente, e a intervenção em última instância do mandatário encarregado do controlo da operação ofereciam garantias de independência suficientes, que permitiam que a venda de ativos fosse feita ao preço do mercado.
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151. De ello se deduce que procede rechazar por infundadas las imputaciones formuladas en la tercera parte de este motivo, ya que la demandante no ha demostrado la existencia de indicios de dificultades serias y, en tales circunstancias, no puede reprocharse a la Comisión un incumplimiento de la obligación de motivación.
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151. Daqui resulta que há que rejeitar as alegações formuladas no âmbito da terceira parte deste fundamento, uma vez que a recorrente não demonstrou a existência de indícios de dificuldades sérias e que uma violação do dever de fundamentação não pode, nestas condições, ser imputada à Comissão.
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152. Por lo que respecta a la cuarta parte, procede señalar que la CAI sólo recolocó a una parte del personal de Alitalia, contratándolo bajo condiciones y con contratos de trabajo completamente nuevos, y que las medidas sociales invocadas por la demandante no se aplicaban al personal recolocado por la CAI.
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152. No que respeita à quarta parte, cabe salientar que a CAI apenas retomou uma parte do pessoal da Alitalia, recrutado com base em condições e contratos de trabalho inteiramente novos, e que as medidas sociais invocadas pela recorrente não se aplicavam ao pessoal readmitido pela CAI.
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153. Por tanto, procede rechazar las imputaciones formuladas en la cuarta parte del quinto motivo. De este modo, dado que las imputaciones formuladas en el marco del quinto motivo no permiten demostrar que la Comisión llevara a cabo un examen incompleto o insuficiente durante el procedimiento de examen previo, debe considerarse que la demandante no ha proporcionado ningún indicio de la existencia de dificultades serias al respecto. Por consiguiente, el quinto motivo debe desestimarse en su totalidad.
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153. Por conseguinte, há que rejeitar as alegações formuladas no âmbito da quarta parte do quinto fundamento. Assim, há que considerar que, uma vez que as alegações formuladas no âmbito do quinto fundamento não permitem demonstrar que a Comissão tenha levado a cabo um exame incompleto ou insuficiente por ocasião da fase preliminar de análise, a recorrente não apresentou indícios da existência de dificuldades sérias a este respeito. Por conseguinte, o quinto fundamento deve ser julgado totalmente improcedente.
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Sobre las imputaciones formuladas en el marco del sexto motivo, basado en un error de identificación de la parte que debe restituir la ayuda
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Quanto às alegações formuladas no âmbito do sexto fundamento, relativo a um erro de identificação da parte que deve reembolsar o auxílio
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154. La demandante alega, en sustancia, que la Comisión no examinó todos los criterios exigidos por la jurisprudencia para apreciar la continuidad económica entre Alitalia y la CAI, en particular el precio al que se produjo la cesión de activos, la identidad entre los accionistas de la entidad cedida y los de su adquirente, el momento, el objeto, así como la lógica económica del traspaso de los activos. Sostiene que la Comisión concentró su análisis sólo en el criterio del objeto de la venta de activos, ignorando los demás criterios.
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154. A recorrente alega, no essencial, que a Comissão não examinou a totalidade dos critérios exigidos pela jurisprudência para efeitos da apreciação de uma continuidade económica entre a Alitalia e a CAI, designadamente o preço a que foi feita a cessão de ativos, a identidade dos acionistas da entidade cedida e a do seu adquirente, o momento, o objeto e a lógica económica da transferência de ativos. Sustenta que a Comissão concentrou a sua análise exclusivamente no critério do objeto da venda de ativos, ignorando os outros critérios.
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155. Por lo que respecta a la obligación de recuperar la ayuda pagada a una empresa en dificultades, procede recordar, según se desprende de la jurisprudencia, que puede extenderse a una nueva empresa a la cual esa antigua sociedad traspasó determinados activos, cuando dicho traspaso permite establecer una continuidad económica entre las dos sociedades. Para determinar si existe una continuidad económica pueden valorarse los siguientes elementos: el objeto de la cesión (activos y pasivos, continuidad de la mano de obra, activos bundled), el precio de la cesión, la identidad de los accionistas o los propietarios de la nueva empresa titular y de la originaria, el momento en que se realizó la cesión (después de que se iniciasen las investigaciones, de la incoación del procedimiento o de la decisión final) o, por último, la lógica económica de la operación (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de 13 de septiembre de 2010, Grecia y otros/Comisión, T‑415/05, T‑416/05 y T‑423/05, Rec. p. II‑0000, apartado 135).
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155. Quanto à obrigação de recuperação do auxílio pago a uma sociedade em dificuldades, há que recordar que, como resulta da jurisprudência, tal obrigação pode ser alargada a uma nova sociedade para a qual a sociedade em questão tenha transferido uma parte dos seus ativos, quando essa transferência permita concluir pela existência de continuidade económica entre as duas sociedades. Para concluir pela existência de continuidade económica, podem ser tomados em consideração os seguintes elementos: o objeto da transferência (ativos e passivos, manutenção do pessoal, ativos agrupados), o preço da transferência, a identidade dos acionistas ou dos proprietários da empresa adquirente e da empresa original, o momento em que a transferência ocorre (após o início da investigação, a abertura do procedimento ou a decisão final) ou ainda a lógica económica da operação (v., neste sentido, acórdão do Tribunal Geral de 13 de setembro de 2010, Grécia e o./Comissão, T‑415/05, T‑416/05 e T‑423/05, Colet., p. II‑0000, n.° 135).
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156. Procede considerar de entrada que, en contra de lo sostenido por la demandante, esa jurisprudencia no obliga a la Comisión a tener en cuenta todos los elementos anteriormente mencionados, como demuestra el empleo de la expresión «pueden valorarse». De ello se deduce que la Comisión no estaba obligada a examinar, en particular y por encima de los demás criterios, el momento en que tuvo lugar el traspaso de los activos del grupo Alitalia a la CAI, que figura entre los elementos que «pueden» valorarse para descartar la continuidad económica entre esas dos entidades.
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156. Há que começar por assinalar que, contrariamente ao que alega a recorrente, esta jurisprudência não obriga a Comissão a tomar em consideração todos os elementos referidos, o que é comprovado pela utilização da expressão «podem ser tidos em consideração». Daqui resulta que a Comissão não era obrigada a examinar, em particular e além dos outros critérios, o momento em que ocorreu a transferência dos ativos do grupo Alitalia para a CAI, que figura entre os elementos «suscetíveis» de ser tidos em conta para afastar a continuidade económica entre estas duas entidades.
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157. En todo caso, del examen de la segunda Decisión impugnada se desprende que la Comisión concluyó que no existía continuidad entre Alitalia y la CAI sobre la base tanto del objeto y del precio del traspaso de los activos como de la ausencia de identidad entre los accionistas y de la lógica económica de la operación. En el caso de autos, la Comisión examinó la cuestión de la continuidad entre Alitalia y la CAI en los apartados 128 a 151 de esa Decisión. En primer lugar, la Comisión señaló, en el apartado 132 de la citada Decisión, que la medida notificada, tal como había sido modificada por los compromisos asumidos por las autoridades italianas, debería llevar a una venta de los activos del grupo Alitalia a precio de mercado. A continuación examinó si había una continuidad en el disfrute de la ventaja competitiva generada por el préstamo de 300 millones de euros entre Alitalia y los adquirentes de los activos afectados por el procedimiento de venta de activos.
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157. De qualquer modo, resulta da análise da segunda decisão impugnada que a Comissão concluiu que não havia continuidade entre a Alitalia e a CAI, com base tanto no objeto e no preço da transferência dos ativos como na inexistência de identidade dos acionistas e na lógica económica da operação. No caso em apreço, a Comissão examinou a questão da continuidade entre a Alitalia e a CAI nos n. os 128 a 151 da referida decisão. A Comissão salientou antes de mais, no n.° 132 da mesma decisão, que a medida notificada, conforme alterada pelos compromissos assumidos pelas autoridades italianas, devia conduzir a uma venda dos ativos do grupo Alitalia ao preço do mercado. Examinou em seguida se havia uma continuidade na fruição da vantagem concorrencial criada pelo empréstimo de 300 milhões de euros entre a Alitalia e os adquirentes dos ativos em causa no procedimento de venda de ativos.
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158. A este respecto, la Comisión señaló, en el apartado 135 de la segunda Decisión impugnada, en cuanto al objeto de la venta de activos, que tales activos no se habían ofrecido de forma agrupada en la convocatoria de manifestación de interés y, por tanto, no correspondían a unidades económicas homogéneas, lo que podría haber limitado la elección de los potenciales adquirentes. Afirmó, en el apartado 136 de esa Decisión, que, por el contrario, teniendo en cuenta la gran variedad de las manifestaciones correspondientes a distintos activos, cuando concluyese el procedimiento de venta de activos las actividades de Alitalia estarían repartidas entre numerosos actores y organizadas de forma distinta. Por ello concluyó, en el apartado 137 de la citada Decisión que, habida cuenta de la extensión de la venta de activos y de la parcelación de las ofertas de los potenciales adquirentes, el procedimiento de venta de activos llevado a efecto por la República Italiana no implicaba una continuidad económica entre Alitalia y la CAI.
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158. A este respeito, a Comissão salientou, no n.° 135 da segunda decisão impugnada, quanto ao objeto da venda de ativos, que estes últimos não tinham sido propostos de modo global no âmbito do convite à manifestação de interesse e não correspondiam assim a unidades económicas homogéneas, o que poderia ter tido como consequência limitar a escolha dos potenciais adquirentes. Constatou, no n.° 136 da referida decisão, que, ao invés, atendendo às manifestações de interesse muito variadas correspondentes a diversos ativos, no termo do procedimento de venda de ativos, as atividades da Alitalia ficariam repartidas entre muitos atores e organizados de modo diferente. Assim, concluiu, no n.° 137 da mesma decisão, que, tendo em conta o alcance da venda de ativos e o caráter parcelar das propostas dos potenciais adquirentes, o procedimento de venda de ativos implementado pela República Italiana não implicava que houvesse uma continuidade económica entre a Alitalia e a CAI.
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159. En el apartado 140 de la segunda Decisión impugnada, la Comisión concluyó que no existía identidad entre los accionistas de Alitalia y los de la CAI. Describió a la CAI como un consorcio de inversores privados distintos de los accionistas de Alitalia y señaló que el intercambio de acciones de estos últimos por acciones de la nueva empresa sólo era posible sobre la base de disposiciones normativas relativas al saneamiento de empresas en el marco del procedimiento de concordato, que no eran aplicables en el caso de autos.
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159. No n.° 140 da segunda decisão impugnada, a Comissão concluiu que não havia identidade entre os acionistas da Alitalia e da CAI. Descreveu a CAI como um consórcio de investidores privados que são diferentes dos acionistas da Alitalia e salientou que a permuta de quotas destes últimos contra ações da nova companhia só era possível com base em disposições legislativas relativas à recuperação de empresas no âmbito do processo de concordata, as quais não eram aplicáveis no caso concreto.
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160. La Comisión añadió, en el apartado 141 de la segunda Decisión impugnada, que la CAI sólo adquiriría algunos activos afectos a la actividad de transporte de pasajeros de Alitalia y proseguía su propia estrategia de empresa, y que entre Alitalia y la CAI no se produjo ningún traspaso automático de contratos de trabajo. La Comisión indicó además, en el apartado 142 de esa Decisión, que la CAI no continuaría la actividad de Alitalia, al haberse comprometido las autoridades italianas a que, al término del procedimiento de venta de activos, ésta no representase más del 69 % de la capacidad de Alitalia en cuanto a pasajeros transportados por kilómetro, calculada en la fecha de la notificación. Además, según se deduce de los apartados 13 y 49 de la citada Decisión, la venta de los activos del grupo Alitalia a la CAI pretendía maximizar el valor de los activos de Alitalia antes de su liquidación, en beneficio de los acreedores.
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160. Em seguida, a Comissão constatou, no n.° 141 da segunda decisão impugnada, que a CAI apenas retomaria certos ativos relativos à atividade de transporte de passageiros da Alitalia, que prosseguia a sua própria estratégia empresarial e que não se verificaria uma transferência automática dos contratos de trabalho entre a Alitalia e a CAI. Além disso, a Comissão assinalou, no n.° 142 da referida decisão, que a CAI não continuaria a atividade da Alitalia, tendo‑se as autoridades italianas comprometido a que, no termo do procedimento de venda de ativos, não representasse mais de 69% da capacidade da Alitalia em termos de passageiros transportados por quilómetro, conforme calculada na data da notificação. Além disso, como resulta dos n. os 13 e 49 desta decisão, a venda dos ativos do grupo Alitalia à CAI visava maximizar o valor dos ativos da Alitalia antes da sua liquidação, e isto no interesse dos credores.
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161. De las consideraciones anteriores se deduce que, en contra de lo afirmado por la demandante, la Comisión no se basó sustancialmente en el objeto del traspaso. En efecto, del apartado 160 supra se desprende que la Comisión examinó y confirmó la lógica económica de la operación. Además expuso, a lo largo de todo su examen, los motivos por los que consideraba que no existía continuidad económica entre Alitalia y la CAI. En consecuencia concluyó, en los apartados 130 a 132 de la segunda Decisión impugnada, que no podía trasladarse ventaja indebida alguna al adquirente de los activos del grupo Alitalia, habida cuenta de que se adoptaron todas las disposiciones para que la cesión tuviera lugar a un precio que no fuera inferior al de mercado. Por ello procede señalar, a la luz de las consideraciones anteriormente expuestas y de acuerdo con la jurisprudencia citada en el apartado 155 supra, que la Comisión llevó a cabo un examen suficiente y completo y que la demandante no ha demostrado la existencia de dificultades serias al respecto.
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161. Resulta do exposto que, contrariamente ao que afirma a recorrente, a Comissão não se baseou essencialmente no objeto da transferência. Com efeito, como resulta do n.° 160 supra, a Comissão examinou e confirmou a lógica económica da operação. Além disso, ao longo da sua análise, explicou as razões pelas quais considerava que não existia uma continuidade económica entre a Alitalia e a CAI. Assim, concluiu, nos n. os 130 a 132 da segunda decisão impugnada, que nenhuma vantagem indevida poderia ser transferida para o adquirente dos ativos do grupo Alitalia, tendo em conta que foram adotadas todas as disposições para que a cessão se realizasse a um preço que não fosse inferior ao preço do mercado. Deve concluir‑se, portanto, à luz das considerações acima expostas e em conformidade com a jurisprudência referida no n.° 155 supra, que a Comissão efetuou uma análise suficiente e completa e que a recorrente não fez prova da existência de dificuldades sérias a este respeito.
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162. En consecuencia, dado que en este caso no parecía necesario un pronunciamiento de la Comisión sobre el momento del traspaso de los activos, no puede reprochársele una falta de motivación al respecto.
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162. Por conseguinte, uma vez que uma tomada de posição da Comissão sobre o momento da transferência dos ativos não se afigurava necessária em tal caso, não pode, quanto a este ponto, ser acusada de falta de fundamentação.
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163. Por tanto, la vista de las consideraciones anteriores, procede rechazar por infundadas las imputaciones formuladas en el marco del sexto motivo.
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163. Tendo em conta o exposto, há que rejeitar as alegações formuladas no âmbito do sexto fundamento.
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Sobre las imputaciones formuladas en el marco del primer motivo, basado en no haber incoado un procedimiento de investigación formal
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Quanto às alegações formuladas no âmbito do primeiro fundamento, relativo à não abertura de um procedimento formal de investigação
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164. La demandante alega que, al no incoar el procedimiento de investigación formal previsto en el artículo 88 CE, apartado 2, la Comisión dictó una decisión incompleta que debería ser anulada. Considera, a este respecto, que pese a que el período dedicado a la investigación previa que precedió a la adopción de la segunda Decisión impugnada, entre el 14 de octubre y el 12 de noviembre de 2008, no fue extraordinariamente largo, la Comisión sí podría haber detectado dificultades serias. Además indica, en su réplica, que al haber comenzado la fase de examen previo, en abril de 2008, por el examen de los hechos, sobrepasó en casi cuatro veces la duración máxima de dos meses establecida en el artículo 4, apartado 5, del Reglamento nº 659/1999 para llevar a cabo un examen previo.
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164. A recorrente alega que, ao não dar início ao procedimento formal de investigação previsto no artigo 88.°, n.° 2, CE, a Comissão adotou uma decisão incompleta que deveria ser anulada. Considera, a este respeito, que, embora o período consagrado à investigação preliminar que precedeu a adoção da segunda decisão impugnada, que decorreu entre 14 de outubro e 12 de novembro de 2008, não tenha sido excecionalmente longo, a Comissão poderia, todavia, ter detetado a existência de dificuldades sérias. Por outro lado, na réplica, a recorrente indica que, dado que a fase preliminar de análise começou pelo exame dos factos em abril de 2008, foi quatro vezes mais longa do que a duração máxima de dois meses imposta pelo artigo 4.°, n.° 5, do Regulamento n.° 659/1999 para a conclusão da análise preliminar.
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165. La demandante aporta además un listado no exhaustivo de los errores cometidos por la Comisión, que según ella demostraban que la complejidad del examen que el caso requería justificaba la incoación de un procedimiento de investigación formal.
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165. A recorrente fornece também uma lista não exaustiva dos erros cometidos pela Comissão, que em sua opinião demonstra que a complexidade do exame exigido no caso em apreço justificava a abertura do procedimento formal de investigação.
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166. Por otra parte, la demandante sostiene que, habida cuenta del contexto político de este asunto, los compromisos asumidos por las autoridades italianas de que la venta de los activos del grupo Alitalia se realizara a precio de mercado no eran realistas y, en cualquier caso, se habían impuesto demasiado tarde en el proceso, después del acaecimiento irreversible de los hechos a los que supuestamente afectaban.
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166. Sustenta, por outro lado, que, tendo em conta o contexto político deste processo, os compromissos assumidos pelas autoridades italianas, segundo os quais a venda dos ativos do grupo Alitalia seria realizada ao preço do mercado, eram irrealistas e que, de qualquer forma, tinham sido impostos demasiado tarde no processo, após a ocorrência irreversível dos acontecimentos aos quais supostamente respeitavam.
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167. En primer lugar, por lo que respecta a las alegaciones de la demandante sobre la duración de la fase de examen previo, procede señalar, coincidiendo con la Comisión, que la demandante se contradice en sus escritos. En efecto, mientras que en la demanda sostiene que la duración de esa fase, inferior a un mes, no era extraordinariamente larga, en la réplica afirma que esa fase sobrepasaba en casi cuatro veces la duración máxima de dos meses fijada en el artículo 4, apartado 5, del Reglamento nº 659/1999.
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167. Em primeiro lugar, quanto aos argumentos da recorrente relativos à duração da fase preliminar de análise, há que salientar, como alega a Comissão, que a recorrente se contradiz nos seus articulados. Com efeito, enquanto na petição alega que a duração desta fase, inferior a um mês, não foi excecionalmente longa, na réplica afirma que a referida fase durou quase quatro vezes mais do que o tempo máximo de dois meses imposto pelo artigo 4.°, n.° 5, do Regulamento n.° 659/1999.
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168. A este respecto, debe recordarse que el plazo de dos meses prescrito por el artículo 4, apartado 5, del Reglamento nº 659/1999 para concluir un examen previo abarca el período comprendido entre la notificación completa de la medida y la adopción de la decisión con arreglo al apartado 2, al apartado 3 o al apartado 4 de ese artículo, a saber, en el caso de autos, el período transcurrido entre el 14 de octubre y el 12 de noviembre de 2008. Por eso la demandante se equivoca al tener también en cuenta el período anterior a la fecha de notificación del procedimiento de venta de activos por las autoridades italianas, durante el que la Comisión estableció contactos con ellas y que comenzó en abril de 2008.
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168. A este respeito, importa recordar que o prazo de dois meses previsto no artigo 4.°, n.° 5, do Regulamento n.° 659/1999 para encerrar uma análise preliminar se refere ao período compreendido entre a notificação completa da medida e a adoção da decisão nos termos do n.° 2, do n.° 3 ou do n.° 4 da referida disposição, ou seja, no presente caso, o período compreendido entre 14 de outubro e 12 de novembro de 2008. Assim, é erradamente que a recorrente tem igualmente em conta o período anterior à data da notificação do procedimento de venda de ativos pelas autoridades italianas, no qual a Comissão teve contactos com as recorrentes, que começou em abril de 2008.
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169. En consecuencia, procede concluir que, en el caso de autos, la duración de la fase de examen previo fue inferior a la prevista por el artículo 4, apartado 5, del Reglamento nº 659/1999 y, por ello, perfectamente razonable. Por tanto, esa duración no puede demostrar que la Comisión encontrara dificultades serias en la investigación previa, sino que refleja que el examen de la medida notificada en el caso de autos no planteaba ninguna dificultad especial (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de 1 de julio de 2010, M6/Comisión, T‑568/08 y T‑573/08, Rec. p. II‑3397, apartado 142).
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169. Assim, no presente caso, há que concluir que a fase preliminar de análise teve uma duração inferior à prevista no artigo 4.°, n.° 5, do Regulamento n.° 659/1999, que se pode considerar perfeitamente razoável. Esta duração não é, por conseguinte, suscetível de demonstrar a existência de dificuldades sérias com as quais a Comissão poderia ter sido confrontada no âmbito da fase preliminar de análise, mas reflete antes a circunstância de o exame da medida notificada no presente caso não suscitar nenhuma dificuldade particular (v., neste sentido, acórdão do Tribunal Geral de 1 de julho de 2010, M6/Comissão, T‑568/08 e T‑573/08, Colet., p. II‑0000, n.° 142).
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170. En segundo lugar, procede señalar que las alegaciones de la demandante sobre el carácter no realista de los compromisos incluidos en la segunda Decisión impugnada no pueden prosperar. En efecto, debe recordarse, en primer lugar, que la convocatoria de manifestación de interés, publicada el 23 de septiembre de 2008, establecía que los criterios que las ofertas debían respetar tenían que atenerse a lo exigido por la normativa italiana aplicable y, en particular, que el precio de la venta de los activos no podía ser inferior al precio de mercado determinado por un perito independiente. En segundo lugar, este último debía examinar las ofertas para –teniendo en cuenta principalmente el precio propuesto, por encima de los demás criterios que cumplieran, en su caso, las ofertas presentadas– asegurarse de que el precio de venta de los activos propuesto era igual o superior al precio de mercado. En tercer lugar, en el momento de adoptarse la segunda Decisión impugnada, el comité de vigilancia aún no había aprobado la venta de activos y el comisario extraordinario todavía no había tomado la decisión final. Según el procedimiento de administración extraordinaria, este último debía obtener previamente la autorización del comité de vigilancia y del ministro competente en la venta en cuestión. Por tanto, teniendo en cuenta la fase en que se encontraba el procedimiento, no es extemporáneo el compromiso asumido por las autoridades italianas de que el ministro competente no interfiriera en la actuación del comisario extraordinario.
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170. Em segundo lugar, há que salientar que os argumentos da recorrente relativos ao caráter irrealista dos compromissos integrados na segunda decisão impugnada não podem ser acolhidos. Com efeito, em primeiro lugar, cumpre recordar que o convite à manifestação de interesse publicado em 23 de setembro de 2008 dispunha que os critérios que as propostas deviam respeitar deviam ser conforme com as exigências da legislação italiana aplicável, em particular que o preço de venda dos ativos não podia ser inferior ao preço do mercado, conforme determinado por um perito independente. Em segundo lugar, este último devia examinar as propostas a fim de se certificar – tendo em conta principalmente o preço proposto e apesar dos outros critérios eventualmente preenchidos pelas propostas apresentadas – que o preço de venda dos ativos proposto era superior ou igual ao preço do mercado. Em terceiro lugar, no momento da adoção da segunda decisão impugnada, a venda de ativos ainda não tinha sido aprovada pelo comité de fiscalização e a decisão do comissário extraordinário ainda não tinha sido adotada. Este último devia, previamente, de acordo com o procedimento de administração extraordinária, obter a autorização, para proceder à venda em questão, do comité de fiscalização e do Ministro responsável. Assim, o compromisso assumido pelas autoridades italianas, segundo o qual o Ministro responsável não devia interferir com a ação do comissário extraordinário, não foi extemporâneo, tendo em conta a fase do procedimento.
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171. Además, la mención de dichos compromisos en la segunda Decisión impugnada no puede constituir un indicio de las serias dificultades supuestamente afrontadas por la Comisión. En efecto, tales compromisos demuestran que la Comisión tomó las precauciones necesarias tanto para controlar el cumplimiento de éstos por el mandatario encargado del control de la operación como para deducir las consecuencias de su posible inobservancia. Las alegaciones de la demandante sobre el carácter inadecuado de los compromisos son, en todo caso, inoperantes, habida cuenta de que la Comisión se reservó el derecho de incoar el procedimiento de investigación formal sobre la medida en cuestión, en el supuesto de que no se respetara lo dispuesto en la segunda Decisión impugnada y, en particular, los compromisos asumidos por las autoridades italianas y formalizados en esa Decisión.
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171. Além disso, a menção dos referidos compromissos na segunda decisão impugnada não pode constituir um indício de dificuldades sérias com que a Comissão teria sido confrontada. Com efeito, esses compromissos provam que a Comissão tomou as precauções necessárias tanto para controlar a observância dos referidos compromissos pelo mandatário encarregado do controlo da operação como para extrair as consequências da sua eventual inobservância. Em todo o caso, os argumentos da recorrente relativos ao caráter inadequado dos compromissos são inoperantes, atendendo a que a Comissão se reservou o direito de dar início ao procedimento formal de investigação sobre a medida em questão, em caso de desrespeito dos termos da segunda decisão impugnada, designadamente dos compromissos assumidos pelas autoridades italianas e formalizados na referida decisão.
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172. En tercer y último lugar, en relación con los diez errores invocados por la demandante, que supuestamente indican la existencia de dificultades serias, procede señalar que, en realidad, se corresponden con las imputaciones formuladas en el marco de los motivos tercero, cuarto y quinto, a la vista de las cuales esos motivos han sido examinados. Por consiguiente, no es necesario examinarlos por separado, en el marco del presente motivo.
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172. Em terceiro lugar e por último, importa salientar que os dez erros alegados pela recorrente e que deveriam indicar a existência de dificuldades sérias correspondem, na realidade, às alegações feitas no âmbito do terceiro, quarto e quinto fundamentos, à luz das quais esses fundamentos foram examinados. Portanto, não é necessário examiná‑los separadamente, no âmbito do presente fundamento.
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173. Por tanto, las imputaciones formuladas en el marco del primer motivo deben desestimarse por infundadas.
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173. Por conseguinte, as alegações formuladas no âmbito do primeiro fundamento devem ser julgadas improcedentes.
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174. A la vista de las consideraciones anteriores, procede declarar que la demandante no ha demostrado la existencia de dificultades serias. De ello se deduce que la Comisión no estaba obligada a incoar el procedimiento de investigación formal sobre la medida de venta de activos, de acuerdo con la jurisprudencia citada en el apartado 80 supra.
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174. Tendo em conta o que precede, há que declarar que a recorrente não demonstrou a existência de dificuldades sérias. Daqui resulta que a Comissão não era obrigada a dar início ao procedimento formal de investigação sobre a medida de venda de ativos, em conformidade com a jurisprudência acima referida no n.° 80.
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c) Sobre los motivos basados en el incumplimiento de la obligación de motivación
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c) Quanto aos fundamentos relativos à violação do dever de fundamentação
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175. La demandante estima que la Comisión se apartó de su «práctica decisoria reiterada» en materia de ayudas de Estado, en particular en lo relativo al examen de todas las características pertinentes de una medida y de su contexto, así como de opciones distintas de la venta de los activos, a la luz del criterio del inversor privado que opera en las condiciones normales de una economía de mercado. Por ello, la Comisión tenía una obligación reforzada de motivación. Por otra parte, la demandante considera que la segunda Decisión impugnada contiene algunas conclusiones no circunstanciadas de la Comisión, en particular sobre la independencia del perito y sobre la certidumbre de que la venta de activos tiene lugar a precio de mercado, que impiden comprender el razonamiento de ésta.
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175. A recorrente considera que a Comissão não seguiu a sua «prática decisória constante» em matéria de auxílios de Estado, designadamente no que diz respeito ao exame de todas as características pertinentes de uma medida e do seu contexto, bem como das outras opções além da venda dos ativos, à luz do critério do investidor privado que opera em condições normais de uma economia de mercado. A Comissão tinha portanto um dever acrescido de fundamentação. Por outro lado, a recorrente considera que a segunda decisão impugnada contém certas conclusões não circunstanciadas da Comissão, nomeadamente sobre a independência do perito e sobre a certeza de que a venda de ativos será efetuada ao preço do mercado, que impedem portanto a compreensão do raciocínio da Comissão.
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176. Debe recordarse que la imputación basada en una falta de motivación de la segunda Decisión impugnada por lo que respecta a la falta de examen del conjunto de características pertinentes de la medida notificada y de su contexto coincide con la tercera parte del tercer motivo. Asimismo, la imputación basada en la falta de motivación de la segunda Decisión impugnada por lo que respecta a los métodos de recuperación que constituyen opciones distintas de la venta de activos coincide con la segunda parte del cuarto motivo. Por ello, según se ha señalado en los apartados 89, 117 y 124 supra, esas partes se examinarán en el marco del presente motivo.
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176. Deve recordar‑se que o fundamento relativo à falta de fundamentação da segunda decisão impugnada no que respeita à inexistência de análise do conjunto das características pertinentes da medida notificada e do seu contexto coincide com a terceira parte do terceiro fundamento. Do mesmo modo, a alegação relativa à falta de fundamentação da segunda decisão impugnada no que respeita aos métodos de recuperação que constituem opções diferentes da venda de ativos coincide com a segunda parte do quarto fundamento. Portanto, como foi acima indicado nos n. os 89, 117 e 124, as referidas partes serão examinadas no âmbito do presente fundamento.
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177. Además, según reiterada jurisprudencia, la motivación que el artículo 253 CE exige debe adaptarse a la naturaleza del acto de que se trate y mostrar de manera clara e inequívoca el razonamiento de la institución de la que emane el acto, de manera que los interesados puedan conocer las razones de la medida adoptada y el juez competente pueda ejercer su control (sentencias del Tribunal de Justicia, Comisión/Sytraval y Brink’s France, citada en el apartado 102 supra, apartado 63, y de 22 de marzo de 2001, Francia/Comisión, C‑17/99, Rec. p. I‑2481, apartado 35).
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177. Além disso, segundo jurisprudência assente, a fundamentação exigida pelo artigo 253.° CE deve ser adaptada à natureza do ato em causa e revelar, de forma clara e inequívoca, o raciocínio da instituição, autora do ato, de forma a permitir aos interessados conhecer as razões da medida adotada e à jurisdição exercer a sua fiscalização (acórdãos do Tribunal de Justiça, Comissão/Sytraval e Brink’s France, referido no n.° 102 supra, n.° 63, e de 22 de março de 2001, França/Comissão, C‑17/99, Colet., p. I‑2481, n.° 35).
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178. E1 requisito de motivación debe apreciarse en función de las circunstancias del caso concreto, especialmente del contenido del acto, de la naturaleza de los motivos invocados y del interés que los destinatarios u otras personas afectadas directa e individualmente por dicho acto puedan tener en recibir explicaciones. No se exige que la motivación especifique todos los elementos de hecho y de Derecho pertinentes, en la medida en que la cuestión de si la motivación de un acto cumple las exigencias del artículo 253 CE debe apreciarse en relación no sólo con su tenor literal, sino también con su contexto, así como con el conjunto de normas jurídicas que regulan la materia de que se trate (sentencias del Tribunal de Justicia de 14 de febrero de 1990, Delacre y otros/Comisión, C‑350/88, Rec. p. I‑395, apartado 16, y Francia/Comisión, citada en el apartado 177 supra, apartado 36).
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178. A exigência de fundamentação deve ser apreciada em função das circunstâncias do caso em apreço, designadamente do conteúdo do ato, da natureza dos fundamentos invocados e do interesse que os destinatários ou outras pessoas direta e individualmente afetadas pelo ato podem ter em obter explicações. Não se exige que a fundamentação especifique todos os elementos de facto e de direito pertinentes, na medida em que a questão de saber se a fundamentação de um ato satisfaz as exigências do artigo 253.° CE deve ser apreciada à luz não somente do seu teor literal mas também do seu contexto e do conjunto das regras jurídicas que regem a matéria em causa (acórdãos do Tribunal de Justiça de 14 de fevereiro de 1990, Delacre e o./Comissão, C‑350/88, Colet., p. I‑395, n.° 16, e França/Comissão, referido no n.° 177 supra, n.° 36).
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179. En particular, la Comisión no está obligada a definir una postura sobre todas las alegaciones que los interesados aduzcan, sino que le basta con exponer los hechos y las consideraciones jurídicas que revisten una importancia esencial en el sistema de la decisión (véase la sentencia Bundesverband deutscher Banken/Comisión, citada en el apartado 77 supra, apartado 45 y la jurisprudencia allí citada).
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179. Em especial, a Comissão não tem de tomar posição sobre todos os argumentos que os interessados lhe apresentam, bastando‑lhe expor os factos e as considerações jurídicas que tenham uma importância essencial na sistemática da decisão (v. acórdão Bundesverband deutscher Banken/Comissão, referido no n.° 77 supra, n.° 45 e jurisprudência referida).
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180. Por lo que se refiere, más concretamente, a una decisión de la Comisión que declara la inexistencia de una ayuda de Estado denunciada, la Comisión está obligada a exponer al denunciante de manera suficiente las razones por las que los elementos de hecho y de Derecho invocados en la denuncia no han sido suficientes para demostrar la existencia de una ayuda de Estado. Sin embargo, la Comisión no está obligada a definir su postura sobre elementos que estén manifiestamente fuera de contexto, carentes de significado o claramente secundarios (véase, en este sentido, la sentencia Comisión/Sytraval y Brink’s France, citada en el apartado 102 supra, apartado 64).
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180. No que respeita mais especificamente a uma decisão da Comissão que conclui pela inexistência de um auxílio de Estado denunciado, a Comissão é obrigada a expor de forma suficiente ao denunciante as razões pelas quais os elementos de facto e de direito invocados na denúncia não bastaram para demonstrar a existência de um auxílio de Estado. Todavia, a Comissão não é obrigada a tomar posição sobre elementos manifestamente despropositados, desprovidos de significado ou claramente secundários (v., neste sentido, acórdão Comissão/Sytraval e Brink’s France, referido no n.° 102 supra, n.° 64).
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181. En efecto, por lo que se refiere a la naturaleza del acto de que se trata, procede recordar que la segunda Decisión impugnada fue adoptada tras concluir la fase de examen previo de las ayudas establecida en el artículo 88 CE, apartado 3, que sólo tiene por objeto permitir a la Comisión formarse una primera opinión sobre la compatibilidad parcial o total de la ayuda controvertida, sin que se haya abierto la fase de examen formal, prevista en el apartado 2 de dicho artículo, cuya finalidad es permitir a la Comisión obtener una información completa sobre el conjunto de los datos del asunto (véase la sentencia del Tribunal de Justicia de 22 de diciembre de 2008, Regie Networks, C‑333/07, Rec. p. I‑10807, apartado 64).
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181. Com efeito, importa recordar, no que se refere à natureza do ato em causa, que a segunda decisão impugnada foi tomada no termo da fase preliminar de análise dos auxílios instituída pelo artigo 88.°, n.° 3, CE, que apenas tem por objeto permitir à Comissão formar uma primeira opinião sobre a compatibilidade parcial ou total do auxílio em causa, sem abertura do procedimento formal de investigação previsto no n.° 2 desse mesmo artigo, que, por seu turno, se destina a permitir à Comissão dispor de uma informação completa sobre todos os dados relativos a esse auxílio (acórdã o do Tribunal de Justiça de 22 de dezembro de 2008, Regie Networks, C‑333/07, Colet., p. I‑10807, n.° 64).
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182. Pues bien, tal decisión, que se adopta en plazos breves, únicamente debe contener las razones por las que la Comisión considera que no existen serias dificultades de apreciación de la compatibilidad de la ayuda controvertida con el mercado común (sentencias Matra/Comisión, citada en el apartado 58 supra, apartado 48, y Regie Networks, citada en el apartado 181 supra, apartado 65).
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182. Ora, essa decisão, que é tomada em prazos curtos, apenas deve conter as razões pelas quais a Comissão considera não estar perante dificuldades sérias de apreciação da compatibilidade do auxílio em causa com o mercado comum (acórdãos Matra/Comissão, referido no n.° 58 supra, n.° 48, e Regie Networks, referido no n.° 181 supra, n.° 65).
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183. En el caso de autos, por lo que respecta al contexto y a las circunstancias en las que fue adoptada la segunda Decisión impugnada, del examen de la primera parte del tercer motivo (véanse los apartados 105 y 110 supra) se desprende que la Comisión examinó el papel desempeñado por los distintos actores que intervinieron en el procedimiento de administración extraordinaria y se aseguró de que la medida, tal como había sido notificada, garantizaba que la venta de activos se realizaría a precio de mercado. Por otra parte, también se ha concluido, en el marco del examen de la segunda parte de ese motivo, que la Comisión no estaba obligada a examinar los aspectos que no eran pertinentes para su apreciación, como las rebajas en las cargas y otras ventajas supuestamente concedidas por la normativa italiana a la CAI, por la entrada en vigor del Decreto ley nº 134.
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183. No caso vertente, no que respeita ao contexto e às circunstâncias em que a segunda decisão impugnada foi adotada, resulta da análise da primeira parte do terceiro fundamento (v. n. os 105 e 110 supra ) que a Comissão examinou o papel dos diferentes atores que intervêm no procedimento de administração extraordinária e certificou‑se de que a medida, tal como foi notificada, garantiria que a venda de ativos seria feita ao preço do mercado. Por outro lado, concluiu‑se igualmente no âmbito da análise da segunda parte deste fundamento que a Comissão não era obrigada a analisar os aspetos que não eram pertinentes para a sua apreciação, como as reduções de encargos e outras vantagens pretensamente concedidas pela legislação italiana à CAI, devido à entrada em vigor do Decreto‑Lei n.° 134.
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184. Asimismo, del examen del cuarto motivo se desprende que, dado que la Comisión se aseguró de que la venta se realizaría a precio de mercado, no estaba obligada a examinar otras opciones distintas del procedimiento de liquidación judicial.
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184. Do mesmo modo, resulta do exame do quarto fundamento que, dado que se certificou de que a venda devia ser feita ao preço do mercado, a Comissão não estava de modo nenhum obrigada a examinar as opções diferentes do processo de liquidação judicial.
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185. Por tanto, procede señalar, a la vista, en particular, de la jurisprudencia citada en el apartado 179 supra, que la obligación de motivación no exigía a la Comisión exponer, en la segunda Decisión impugnada, más elementos que los hechos y las consideraciones jurídicas que revisten una importancia esencial en el sistema de la Decisión. Tal motivación basta para que la demandante pueda conocer las razones de la segunda Decisión impugnada y el Tribunal pueda controlar su legalidad sobre la base del artículo 253 CE.
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185. Por conseguinte, há que concluir que, atendendo designadamente à jurisprudência acima referida no n.° 179, o dever de fundamentação não impunha que a Comissão expusesse, na segunda decisão impugnada, outros elementos além dos factos e das considerações jurídicas que revestiam uma importância essencial na economia da decisão. Tal fundamentação é suficiente para permitir à recorrente conhecer as razões da decisão impugnada e permitir ao Tribunal fiscalizar a sua legalidade com base no artigo 253.° CE.
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186. Por lo que respecta a las conclusiones supuestamente no motivadas a que llegó la Comisión, procede señalar que, en el apartado 39 de la segunda Decisión impugnada, la Comisión indicó los motivos por los que consideraba que la pericia realizada conforme al Decreto ley nº 134 era independiente. Por ello no puede prosperar la imputación de la demandante basada en una falta de motivación de la segunda Decisión impugnada en lo relativo a la presencia en el capital de la CAI de algunos accionistas del perito.
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186. Quanto às conclusões pretensamente não fundamentadas a que a Comissão terá chegado, há que salientar que, no n.° 39 da segunda decisão impugnada, a Comissão indicou as razões pelas quais considerava que a peritagem levada a cabo em conformidade com o Decreto‑Lei n.° 134 era independente. Assim, não colhe a alegação da recorrente relativa à falta de fundamentação da segunda decisão impugnada no que respeita à presença no capital da CAI de alguns acionistas do perito.
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187. Finalmente, por lo que respecta al argumento de la demandante basado en que la Comisión, en la segunda Decisión impugnada, sostuvo que la participación de uno de los accionistas de la CAI en el capital de una sociedad que, a su vez, es acreedora simple de Alitalia carecía de incidencia en el precio propuesto por la CAI, basta señalar que la Comisión no se basó en esa consideración para afirmar que el precio propuesto en esa oferta correspondía al precio de mercado, por lo que no estaba obligada a apoyarla.
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187. Finalmente, no que respeita à argumentação da recorrente baseada na afirmação feita pela Comissão na segunda decisão impugnada de que o facto de um dos acionistas da CAI deter uma participação numa sociedade que é credora comum da Alitalia não tinha nenhuma incidência no preço proposto pela CAI, basta salientar que a Comissão não se baseou nesta consideração para afirmar que o preço proposto nessa proposta era conforme com o preço do mercado, de forma que não tinha qualquer obrigação de o apoiar.
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188. Por tanto, a la vista de las consideraciones anteriores, debe desestimarse el presente motivo. También deben desestimarse la tercera parte del tercer motivo y la segunda parte del cuarto motivo.
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188. Atendendo às considerações precedentes, o presente fundamento deve ser julgado improcedente. Do mesmo modo, há que rejeitar a terceira parte do terceiro fundamento e a segunda parte do quarto fundamento.
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189. En estas circunstancias, la pretensión de anulación de la segunda Decisión impugnada debe desestimarse íntegramente, sin ser necesaria la adopción de las diligencias de organización del procedimiento solicitadas por la demandante.
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189. Nestas circunstâncias, o pedido de anulação da segunda decisão impugnada deve ser julgado improcedente na totalidade, não sendo necessário adotar as medidas de organização do processo solicitadas pela recorrente.
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B. Sobre la pretensión de anulación parcial de la primera Decisión impugnada
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E – Quanto ao pedido de anulação parcial da primeira decisão impugnada
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190. La demandante también pretende obtener la anulación parcial de la primera Decisión impugnada, en la medida en que no ordena la recuperación de la ayuda de los adquirentes de los activos del grupo Alitalia y, específicamente, de la CAI y que concede a la República Italiana un plazo adicional de cuatro meses para ejecutar esa Decisión y recuperar el préstamo de 300 millones de euros.
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190. A recorrente pretende obter igualmente a anulação parcial da primeira decisão impugnada, na medida em que não ordena a recuperação do auxílio junto dos adquirentes dos ativos do grupo Alitalia e especificamente da CAI e em que concede à República Italiana um prazo suplementar de quatro meses para executar essa decisão e recuperar o empréstimo de 300 milhões de euros.
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191. La demandante alega, en sustancia, que la Comisión vulneró el principio de buena administración y el artículo 14, apartado 3, del Reglamento nº 659/1999, al acordar con la República Italiana cuatro meses adicionales para recuperar el préstamo concedido a Alitalia y al abstenerse de ordenar la suspensión de la ayuda, en aplicación del artículo 11 del Reglamento nº 659/1999. Añade que la Comisión debía ordenar la recuperación de la ayuda de la CAI, y no de Alitalia.
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191. A recorrente alega, no essencial, que a Comissão violou o princípio da boa administração e o artigo 14.°, n.° 3, do Regulamento n.° 659/1999, ao conceder à República Italiana mais quatro meses para recuperar o empréstimo concedido à Alitalia e ao não ordenar a suspensão do auxílio, em aplicação do artigo 11.° do Regulamento n.° 659/1999. Além disso, sustenta que a Comissão devia ordenar a recuperação do auxílio junto da CAI e não da Alitalia.
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192. Debe señalarse, con carácter preliminar, que sin proponer una excepción de inadmisibilidad formal, Alitalia‑CAI y la República Italiana consideran que el recurso contra la primera Decisión impugnada es inadmisible. A este respecto, Alitalia‑CAI alega esencialmente que la demandante carece de legitimación para impugnar la primera Decisión impugnada. La República Italiana sostiene que esa Decisión no afecta individualmente a la demandante.
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192. Há que salientar, a título liminar, que a Alitalia‑CAI e a República Italiana, sem suscitar uma exceção de inadmissibilidade formal, consideram que o recurso da primeira decisão impugnada é inadmissível. A este respeito, a Alitalia‑CAI alega essencialmente que a recorrente não tem interesse em agir contra a primeira decisão impugnada. Quanto à República Italiana, sustenta que a referida decisão não diz individualmente respeito à recorrente.
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193. De acuerdo con la jurisprudencia citada en el apartado 56 supra, procede examinar de oficio la admisibilidad del recurso, en virtud del artículo 113 del Reglamento de Procedimiento.
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193. Em conformidade com a jurisprudência acima referida no n.° 56, há que examinar oficiosamente a admissibilidade do recurso, nos termos do artigo 113.° do Regulamento de Processo.
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194. Por lo que respecta, en primer lugar, a la afectación individual de la demandante por la primera Decisión impugnada, debe recordarse que, en el ámbito del control de las ayudas de Estado, una decisión por la que se da por concluido un procedimiento iniciado con arreglo al apartado 2 del artículo 88 CE afecta individualmente a las empresas que presentaron la denuncia que dio lugar a dicho procedimiento y cuyas observaciones fueron oídas, siendo tales observaciones las que determinaron el curso de dicho procedimiento, si, en todo caso, su posición en el mercado queda sustancialmente afectada por la medida de ayuda objeto de la decisión. Sin embargo, de ello no se deduce que una empresa no pueda demostrar de otro modo, alegando circunstancias específicas que la individualicen de manera análoga a la del destinatario, que está individualmente afectada (sentencia del Tribunal de 15 de septiembre de 1998, BP Chemicals/Comisión, T‑11/95, Rec. p. II‑3235, apartado 72).
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194. No que respeita, em primeiro lugar, à afetação individual da recorrente pela primeira decisão impugnada, recorde‑se que, no domínio do controlo dos auxílios estatais, uma decisão que encerra um procedimento instaurado nos termos do artigo 88.°, n.° 2, CE diz individualmente respeito às empresas que estiveram na origem da denúncia que deu lugar à instauração do procedimento e cujas observações foram ouvidas, as quais determinaram o desenrolar do procedimento, desde que, no entanto, a sua posição no mercado seja substancialmente afetada pela medida de auxílio objeto da referida decisão. Daí não decorre, no entanto, que uma empresa não possa demonstrar de outro modo, remetendo para circunstâncias especiais que a individualizem de modo análogo ao do destinatário, que é individualmente afetada (acórdão do Tribunal Geral de 15 de setembro de 1998, BP Chemicals/Comissão, T‑11/95, Colet., p. II‑3235, n.° 72).
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195. En el caso de autos, la demandante alega, por una parte, que presentó denuncias y observaciones durante el procedimiento de investigación que llevó a la adopción de la primera Decisión impugnada y, por otra parte, que su posición en el mercado se vio sustancialmente afectada tanto por la concesión del préstamo como por la primera Decisión impugnada, en la medida en que la Comisión acordó, en dicha Decisión, cuatro meses a las autoridades italianas para la recuperación de ese préstamo. La demandante se refiere, además, a la denuncia de 29 de abril de 2008 dirigida a la Comisión, en la que sostenía que el préstamo seguía perjudicándola respecto de Alitalia, al impedir su expansión en el mercado doméstico italiano y en las conexiones procedentes de Italia, y que sufría una pérdida tanto en número de pasajeros como en ingresos debido a las tarifas por debajo de costes que Alitalia podía ofrecer a raíz de la concesión del préstamo. Por último se declara interesada en que la Decisión sea parcialmente anulada para evitar que la Comisión cometa infracciones similares en el futuro.
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195. No caso em apreço, a recorrente alega, por um lado, que apresentou denúncias e observações durante o procedimento de inquérito que levou à adoção da primeira decisão impugnada e, por outro, que a sua posição no mercado foi substancialmente afetada pela concessão do empréstimo e pela primeira decisão impugnada, na medida em que, na referida decisão, a Comissão concedeu quatro meses para a recuperação do referido empréstimo às autoridades italianas. A recorrente refere‑se, por outro lado, à denúncia de 29 de abril de 2008 enviada à Comissão, na qual sustentava que o empréstimo continuava a prejudicá‑la relativamente à Alitalia, impedindo a sua expansão no mercado interno italiano e nas ligações com partida de Itália e que sofria uma perda em número de passageiros e em rendimentos devido às tarifas inferiores aos custos que a Alitalia podia oferecer na sequência da concessão do empréstimo. Finalmente, sustenta que o seu interesse em obter a anulação parcial da decisão é evitar que a Comissão cometa infrações semelhantes no futuro.
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196. Procede señalar, de entrada, que la demandante desempeñó un papel activo en el procedimiento anterior a la adopción de la primera Decisión impugnada, mediante la presentación de denuncias contra la concesión del préstamo a Alitalia y su ulterior conversión en fondos propios, las cuales dieron origen a la investigación de la Comisión, y que sus observaciones fueron oídas en el procedimiento de investigación formal. Por otra parte, las observaciones presentadas por la demandante influyeron en el desarrollo del procedimiento relativo a ese préstamo, habida cuenta de que la Comisión adoptó una decisión que declaraba que éste constituía una ayuda ilegal e incompatible con el mercado común y que debía recuperarse de su beneficiario.
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196. Importa começar por salientar que a recorrente desempenhou um papel ativo no procedimento que antecedeu a adoção da primeira decisão impugnada, graças à apresentação de denúncias relativas à concessão do empréstimo à Alitalia e à sua posterior conversão em capitais próprios, denúncias essas que estiveram na origem do inquérito da Comissão, e que apresentou as suas observações no âmbito do procedimento formal de investigação. Por outro lado, as observações apresentadas pela recorrente influenciaram o desenrolar do processo relativo ao referido empréstimo, tendo em conta o facto de a Comissão ter adotado uma decisão declarando que tal empréstimo constituía um auxílio ilegal e incompatível com o mercado comum e que devia ser recuperado junto do beneficiário.
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197. Sin embargo, debe añadirse que la demandante no demuestra que el hecho de ordenar la recuperación inmediata de la ayuda de Alitalia y no de la CAI afecte sustancialmente a su posición competitiva. La demandante tampoco ha demostrado que el plazo concedido por la Comisión a la República Italiana, que supuestamente permitía a su beneficiario eludir la obligación de recuperación, afectara a sus intereses. Por último, la demandante tampoco ha demostrado en qué medida le afectó el hecho de que no se ordenase la suspensión de la ayuda, que permitió a Alitalia convertirla en fondos propios.
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197. No entanto, há que reconhecer que a recorrente não demonstra que o facto de ordenar a recuperação imediata do auxílio junto da Alitalia e não da CAI tem por efeito afetar substancialmente a sua posição concorrencial. Do mesmo modo, a recorrente não demonstrou que o prazo concedido pela Comissão à República Italiana, o qual terá pretensamente permitido contornar a obrigação de recuperação pelo seu beneficiário, poderia afetar os seus interesses. Finalmente, a recorrente também não demonstrou em que medida o facto de não ter ordenado a suspensão do auxílio, que terá tido por efeito permitir à Alitalia convertê‑lo em capitais próprios, a poderá ter afetado.
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198. De lo anterior se desprende que la demandante no ha demostrado que la primera Decisión impugnada le afectara individualmente.
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198. Por conseguinte, a recorrente não demonstrou que a primeira decisão impugnada lhe diz individualmente respeito.
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199. Debe recordarse que los requisitos de admisibilidad de un recurso son acumulativos. Por tanto, sin necesidad de examinar la legitimación de la demandante, procede declarar la inadmisibilidad del recurso, en la medida en que persigue la anulación de la primera Decisión impugnada, ya que ésta no le afecta individualmente (véase, en este sentido, la sentencia del Tribunal de 18 de diciembre de 2003, Olivieri/Comisión y EMEA, T‑326/99, Rec. p. II‑6053, apartado 66).
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199. Ora, importa recordar que os requisitos de admissibilidade de um recurso são cumulativos. Assim, e sem necessidade de examinar o interesse em agir da recorrente, há que declarar o recurso inadmissível, na parte em que visa a anulação da primeira decisão impugnada, por falta de afetação individual (v., neste sentido, acórdão do Tribunal Geral de 18 de dezembro de 2003, Olivieri/Comissão e EMEA, T‑326/99, Colet., p. II‑6053, n.° 66).
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Costas
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Quanto às despesas
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200. A tenor del artículo 87, apartado 2, del Reglamento de Procedimiento, la parte que pierda el proceso será condenada en costas, si así lo hubiera solicitado la otra parte. Por otro lado, conforme al artículo 87, apartado 4, párrafo primero, de dicho Reglamento, los Estados miembros que intervengan como coadyuvantes en el litigio soportarán sus propias costas.
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200. Nos termos do artigo 87.°, n.° 2, do Regulamento de Processo, a parte vencida é condenada nas despesas se a parte vencedora o tiver requerido. Por outro lado, nos termos do artigo 87.°, n.° 4, primeiro parágrafo, do referido regulamento, os Estados‑Membros que intervenham no litígio suportam as suas próprias despesas.
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201. Al haber sido desestimadas las pretensiones formuladas por la demandante, procede condenarla a cargar con sus propias costas y con las de la Comisión y Alitalia-CAI.
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201. Tendo a recorrente sido vencida, há que condená‑la a suportar as suas despesas, bem como as despesas da Comissão e da Alitalia CAI.
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202. Con arreglo al artículo 87, apartado 4, del Reglamento de Procedimiento, la República Italiana cargará con sus propias costas.
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202. Por força do disposto no artigo 87.°, n.° 4, do Regulamento de Processo, a República Italiana suportará as suas próprias despesas.
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